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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Opinião



Renato e a análise fundada 

Na mais recente postagem, eu comentei sobre as deficiências de formação (fundamentos) da maioria, diria, grande maioria, dos atletas oriundos de países sul-americanos, nos quais se destacam colombianos, chilenos e equatorianos, especialmente.

Até puxei pela memória e recordei apenas Freddy Rincón e Victor Aristizábal, ambos com sucesso consolidado no futebol brasileiro. Os demais, até mesmo James Rodríguez e Cuéllar, ficaram devendo muito na totalidade do tempo em que atuaram no Brasil.

Fora os dois primeiros, os demais, Erazo, Rentería, Astengo, Escalona e tantos outros, só reforçaram as constatações de Renato Portaluppi, que tomei conhecimento hoje à tarde. Vide Muitos erros.

Ele está coberto de razão; a formação dos jogadores sul-americanos, em sua maior parte, é incompleta (para não dizer deficiente).

Acho muito importante esse detalhe.

 Quando os dirigentes gremistas olharem para este mercado, devem estar cientes de que eles terão um período de adaptação, se forem muito jovens, ou descartá-los de vez, quando estiverem há tempos no grupo profissional de suas agremiações de origem. É gato por lebre.

Nessa, eu fecho com Renato.

10 comentários:

  1. A tecnologia atual é muito prejudicial à captação de novos jogadores, principalmente atletas estrangeiros. Antigamente os clubes tinham olheiros presenciais nas partidas. Hoje, olham meio dúzia de vídeos, os dados do mapa de calor e dão aval para contratação. O fracasso de quase a totalidade dos estrangeiros contratos pelo Grêmio demonstra isso. Falta de conhecimento de quem está contratando, falta de um analista com entendimento de futebol avaliando atletas in loco e a falta de entender quais as carências daquele atleta. Se vai investir em jogador do futebol sul-americano, esse investimento precisa acontecer na base, para moldar o atleta enquanto jovem às características do futebol brasileiro. Quando o cara já chega formado, cheio de vícios, a coisa fica quase incontornável.

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  2. A lógica indica isso. Se chegar depois dos 23 sem conhecer os fundamentos da bola, geralmente, é uma roubada.

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  3. Bruxo, há um motivo importante, dentre outros, para a falta de fundamentos básicos nos jogadores: os calendários das categorias de base, hoje, rivalizam com os calendários dos profissionais. A dupla GRENAL faz mais de 50 jogos por temporada, nas diversas competições de base disputadas. Atravessam o Brasil competindo. Isso é mais do que um jogo por semana. Inclua nisso as viagens de avião e ônibus. Quando uma comissão técnica terá tempo de lapidar o guri? Quando um clube vai melhorar o desempenho da gurizada? A mesma queixa feita pelos técnicos dos profissionais é utilizada pelos formadores da base. É claro que os clubes sabem disso.
    Ora, essa turma que comando o futebol brasileiro não está preocupada em formação. A falta de qualidade na Seleção Brasileira não é surpresa alguma. A Itália fora da terceira Copa do Mundo seguida, não é surpresa alguma. Esse movimento é mundial. Atletas da base não treinam mais, não recebem orientação e nem melhoram o desempenho técnico. Se o guri nascer com o talento, ficará rico. Mas não porque aprendeu na base. Enquanto isso, dê-lhe campeonatos de base em todos os rincões, com o maior número possível de jogos.
    Falta tempo para dedicação aos piás. Falta aquele velho Abilio dos Reis, "Garimpador de Talentos", que corrigia a gurizada até que o piá aprendesse a driblar, a chutar, a cabecear... Ele formou mais de uma centena de craques no Rio Grande do Sul.
    Hoje, se um ex jogador se aproximar dos campos de jogos das categorias de base, é corrido como se fosse inimigo. Os locais viraram templos sagrados de empresários.


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    1. Tens um excelente ponto. Eu acompanho alguns profissionais do futebol aqui da minha cidade, eles comentam seguidamente que hoje, por causa de acumulo de jogos, os jogadores não podem terminar o treinamento e ficar algum tempo treinando cobranças de falta, por exemplo, pois o cansaço muscular vai causar lesão. Não a toa, é raro de se ver gols em cobranças de faltas, algo tão comum antigamente.
      Fato é que a ganância está acabando com o futebol.

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    2. Sem dúvidas, Alvirubro. Os empresários dominam o futebol.

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  4. É só dinheiro. É com isso que estão preocupados.

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  5. Pessoal, posso estar enganado mas Monsalve é um jogador mediano e nada além disso. Não parece ser o jogador que irá resolver os problemas de articulação do meio campo. Tentar esta temporada e no máximo mais uma e se não vingar, tratar de negociá-lo enquanto é novo.

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  6. Hoje, ele pode até me queimar a língua em Montevidéu, mas tenho a mesma impressão. Monsalve é jogador mediano de esparsos momentos e movimentos de criatividade, de improviso produtivo.
    Se aparecer proposta interessante, o clube deve negociá-lo.

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  7. Perfeito. Penso o mesmo.

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  8. Esses gringos precisam seguir o exemplo glorioso do treineiro do Vasco quando este foi para a Itália e não viu a cor da bola, ou ter o foco do treineiro em 1986, quando fugiu para encher a cara com o outro peladeiro superestimado, Leandro.
    Sem falar nos inúmeros jogadores peladeiros brasileiros que dão certo no brasil, e na Europa só bateram e voltaram. Os treinadores europeus poderiam dizer o mesmo.

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