Da derrota para o Flamengo, o Grêmio tira várias lições, que poderão aprumar a equipe no restante da temporada. Brincando, brincando, estamos no quinto mês de 2026 e o time segue instável. Há avanços, mas em ritmo bem menor do que a massa torcedora (e talvez a diretoria) esperava. O que retirar do vareio sofrido no domingo?
O jogo teve semelhanças com dois outros: um, a derrota para o Real Madrid. Foi apenas 1 a 0, mas quem viu sabe que os espanhóis aliviaram e se acomodaram boa parte da partida. O outro, aquele que chamei de o nosso "7 a 1", ou seja, os 5 a 0 inapeláveis diante deste mesmo Flamengo, que para mim indicou o fim da Era Renato e escancarou a diferença dos técnicos estrangeiros para os nossos "vamo que vamo", "upa upa".
Também caiu por terra a história de que o "time tal" colocou um "caminhão à frente" de seu gol e impôs grandes dificuldades ao ataque adversário. Verdade que o Grêmio colocou um "Mercedinho", um antigo 608, pois, com o goleiro e os da "linha" eram 8, cinco defensores e dois volantes (+ Weverton), então, um jovem de 18 anos, Mec, para criar (e se livrar da forte marcação rubro-negra) e dois atacantes, um, às vezes melancólico, dispersivo, pensando na vida (Amuzu), outro dependente da bola chegar lá (Carlos Vinícius).
Alguém poderá dizer: — Com esta formação, ele goleou o Riestra. Bom! Olhem a diferença de times. O time argentino tem como "DNA" não atacar, e o Flamengo desmistifica a ideia de volantes de marcação grandalhões e a favor do "jogo de contato". Pulgar, lesionado, mas Éwerton Araújo e Jorginho marcam bem, saem para o jogo e entram na área. Até os 15 minutos iniciais, houve três arremates deles dentro da área gremista.
O tal ferrolho defensivo azul não sobreviveu às triangulações que puseram na roda os laterais e beques de lado (vamos chamar assim) Balbuena e Viery. A sobra, Gustavo Martins, pouco pode fazer.
Foram mais de 700 passes contra menos de 300 do Grêmio, mais de 70% de posse de bola.
Foi um banho tático, técnico e individual.
Que lições são as que ficam? Para quem atua com 5 defensores de linha, um dos dois volantes tem que ter qualidade e fôlego para fazer o "corredor" e entrar na área.
Castro erra e errará sempre que colocar dois destes três juntos: Dodi, Perez e Noriega. Não pode.
Recentemente, escrevi que espero a titularidade de Luiz Eduardo e Tiago Augusto e, para a lateral, que efetivem Vitor Ramon ou tragam um lateral de ofício.
Finalizando, quem sabe voltando Villasanti e permanecendo Arthur, o meio não desentorta?

O único problema nisso tudo, Bruxo, é que as lições são vistas e entendidas por nós, torcedores, que não ganhamos faraônicas cifras para arrumar soluções para os problemas técnicos e táticos do Grêmio. A prova cabal de que direção e comissão técnica não tiram nada de proveito dos jogos, é ambos afirmarem que o Grêmio vinha bem até a derrota para o Flamengo. O Grêmio nunca esteve bem em 2026, NUNCA! Achar que ganhar de 3x0 de um time amador da Argentina é algo para se vangloriar, beira a sandice. Sem contar, obviamente, que corremos riscos contra esse mesmo time amador argentino.
ResponderExcluirOutro fato que escancara a limitação de conhecimento tático e técnico de Luís Castro é colocar, no sistema com três zagueiros, o veterano, lento e cansado Balbuena, para fazer a ponta do lado defensivo direito, justamente na posição de campo onde tu vais bater de frente com os rápidos pontas do adversário. Tendo um jovem (Gustavo Martins), rápido e com velocidade para ao menos atrapalhar as ações de velocidade do Flamengo pelo lado direito defensivo, Luís Castro optou por deixar esse jovem, rápido e veloz como zagueiro da sobra. Indefensável!
Na minha opinião, a maior lição de todas é que o trabalho do português já bateu no teto, desse mato não são mais coelho. É parir uma bigorna para vencer Santos e Corinthians na Arena, dar uma passagem somente de ida para Lisboa e aproveitar a parada da Copa com uma comissão técnica decente.
Concordando contigo, acrescento que Gustavo Martins atuou como lateral direito, portanto, seria o mais indicado com Balbuena na de líbero.
ResponderExcluirO risco do rebaixamento vai fazer a direção se mexer. O problema é buscar velhas soluções. Veja que o São Paulo já está arrependido de contratar o Pep Roger.
Além disso, por que será que nós, simples torcedores, enxergamos e os diretores cascudos não enxergam? Muito estranho.
Sem Castro (ainda acredito nele), o mais indicado é Vojvoda.
O problema, Bruxo, é que vai ser feito igual ano passado: no desespero vão trazer semiaposentados, como os casos de Willian e Marcos Rocha, que vão onerar a folha salarial por mais dois ou três anos...
ExcluirVojvoda é um nome que me agrada, mas não vejo nele a capacidade para lidar com um vestiário cheio de cobras criadas e em um clube onde a cobrança da torcida é bem maior que no Fortaleza. No Santos ele padeceu.
A loucura que o Grêmio me deixa é tanta que eu já começo a considerar Dorival Júnior uma boa opção.
Tirar Vojvoda do Santos?
ExcluirAinda acredito em Castro [2]. Nem sei se acredito tanto, mas pelo contexto todo e pelos nomes que podem vir, entre perder a parada da Copa com Manos, Tites e semelhantes, por que não dar essa "pré-temporada" ao português?
Aposta por aposta, deve sair mais barato manter ele do que demitir e trazer mais um dos "antigos".
Como assim tirar Vojvoda do Santos? Ele foi demitido faz tempo.
ExcluirGlaucio
ExcluirCom Gabigol e Neymar nenhum treinador faz do Santos um "time ". Estão sempre fora de forma .
Barbaridade, fui enganado pelo google....perguntei qual era o atual time do Vojvoda kkkkkkkkk
ExcluirEu comparo mais até com o 1x1 na ida, contra o Flamengo, em 2019...foi um massacre, e o Grêmio achou um empate no final.
ResponderExcluirExatamente.
ExcluirNão me lembro do Grêmio ter tido um pênalti sonegado domingo passado, como teve, em 2017 quando o jogo estava 0 a 0.
ResponderExcluirUma pena que o Grêmio teve muito azar nas duas finais de mundial que eu vi. Na primeira, enfrentou a seleção da Holanda. Na segunda, uma seleção do resto do mundo. Ironias da vida, o Grêmio ainda, foi prejudicado pela arbitragem nas duas vezes.
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E este de domingo foi mais feio que o 5 a 0! Bem mais. Pode ser melhor comparado com o 1 x 1 do primeiro jogo que deveras foi um baile, e não fossem os impedimentos bem anotados embarcaríamos para o RJ já eliminados em 2019.
Rodrigo
ExcluirCom uma diferença brutal. O Ajax suou para levar para os tiros livres.
Em 2017, o Real foi burocrático. Cumpriu uma tarefa simples.
Com um a mais, diga-se, Bruxo. E de fato o Real Madrid teve uma superioridade gigante perante o Grêmio e isso era esperadíssimo e arrisco dizer que os próprios jogadores sabiam disso. Mas o Grêmio foi grande e passou bem longe de ter tomado um baile. Foi uma derrota doída, pelo menos pra mim foi. Tal qual a de 95.
ExcluirSobre o time em si, penso que talvez poderia fazer uma variação pra 4-5-1, passado Gustavo Martins pra lateral-direita, voltando Pavon pra meia/ala/ponta direita, teria uma defesa mais sólida e mais jogadores na região central, Mec não precisaria abrir pra marcar e poderia ocupar espaço no meio, pros volantes adversários não terem tanta liberdade.
ResponderExcluirDisse isso lá no João outro dia. Gustavo Martins poderia ser o lateral, renderia muito mais que o Pavon. E ele, consequentemente, não continuaria dentro de uma panela cheia de azeite com o fogo no máximo.
ExcluirNa minha humilde opinião não tem que levar ninguém para uma posição que não é a sua. Traz o Vítor Ramon e na parada contrata um bom lateral direito. Libera o Leonel Pérez e o Noriega e traz um bom volante e ainda um meia ao estilo do Bitelo. Bota esse time a treinar durante esses 35 dias de recesso e vê no que vai dar.
ResponderExcluirE vamos parar com esse mimimi, pois o time do Grêmio não é bom e o Flamengo é de outra prateleira, nosso campeonato portanto, não é contra eles. Ainda: números impactam tanto como uma péssima atuação. Portanto eu prefiro tomar um chocolate levando apenas 1 x 0(mesmo que o Fla tenha puxado o freio e sido preciosista) do que levar um chocolate tomando 5 x 0 na cola.
E vamos seguir e tocar a vida em frente. Passar para as fases seguintes da Copa do Brasil e Sul-americana e torcer para sairmos dessa zona funesta do brasileirão. Bola pra frente, porque quem vive do passado é museu.
Concordo plenamente com um esquema no 4-5-1. Ou no 4-4-2 com 03 volantes e 01 meia. Mas bons volantes, ou seja, rápidos e com boas saída ao ataque.
Bruxo, eu desanimei por completo, entreguei os pontos. Desse time não sairá nada. Me iludi com a contratação do Castro e dos jogadores, mas não sei o que está acontecendo que todos que vêm para cá desaprendem a jogar; como não acredito em sapos enterrados, imagino que todos estejam vendo o Grêmio como um retiro de férias.
ResponderExcluirHoje minha maior indignação nem é com Castro, embora já tenha mostrado que não chegará a lugar nenhum, nem com a preparação física absolutamente deficiente do time.
Minha indignação é com a diretoria. Temos um presidente omisso, que em seis meses de mandato nunca apareceu, deve estar escondido na sala de troféus. Mais um pouco de omissão e terei saudades do Guerra!!!
O que faz Felipão na diretoria? Qual a função dele?
Por onde anda Pelaipe, que se foi bem na lista de dispensa falhou miseravelmente nos reforços trazidos, em especial nos dois argentinos que não jogam nada e custaram fortunas.
E o Dutra, até quando aguentaremos esses diretores "amadores" que não entendem nada de futebol e usam o clube como escada para projetos pessoais?
Enfim, Odorico Paraguaçu é mais um daqueles que chega com discurso de modernização e na prática segue sendo mais do mesmo.
Estou só pelos 45 pontos, pois mesmo não acreditando no pior, um novo desastre nos rebaixaria definitivamente ao nível de Coritibas e Criciúmas da vida.
O Felipão está, dito por ele mesmo, focado nos projetos da base. Negócio está tão fofo que vai ser comentarista de rede de televisão na Copa do Mundo.
ExcluirNão é comum nos clubes que o executivo de futebol fale. Mas, pela experiência de Paulo Pelaipe, acredito que sim, deveria vir a público ao menos fazer um balanço desses primeiros meses no cargo, quais foram os acertos e os erros.
Do Odorico não se esperava outra coisa, foi eleito por alguns motivos bem específicos, como a promessa (mentirosa) de um grande suporte financeiro e a ojeriza de grande parte do torcedor ao nome de Paulo Caleffi, Danrley e outros que compunham a chapa.
O problema nisso tudo é que na chapa de quem foi eleito também existiam nomes abjetos (dos quais não citarei nomes para não tomar processo) e que inclusive já andam quebrando os pratos nas redes sociais.
Estamos em maio, não temos o tão propagado patrocinador master, não temos naming rights, não temos novas fontes de receita. Aliás, não temos nem time de futebol. Pobre Grêmio!