Desassombrados
Claro que o primeiro fator de sucesso de um time de futebol é a qualidade. Sem ela, se anda para frente, mas não se vai muito longe.
Porém, há outros que estão na maioria dos títulos dos clubes. Raramente, se vê numa conquista um grupo sem sangue ou dessasombrado. Tem que haver no elenco e nos 11, principalmente, jogadores de forte personalidade, o que não quer dizer "valentões explícitos", mas gente sem medo de ser feliz. Como já disse o Cássiá, quando veio de São Borja para o Imortal: "se tem que fazer, vai lá e faz".
Este Grêmio atual tem pelo menos quatro atletas com uma personalidade férrea, inabalável, mesmo diante de suas limitações ou do "entorno". São eles: Weverton, Marlon, Carlos Vinícius e Pavón.
Estão dando indicações de que podem chegar lá, Diego Caito e Wallace, que, aparentemente, não sentiram o peso do manto azul.
Se considerarmos que Villasanti não é capitão por acaso, nós temos, então, um número bem considerável de titulares que não se afrouxam diante dos obstáculos.
É um ponto positivo.
Outro assunto: Mec não quis ir para a Ucrânia. É natural, quem iria para um país periférico do mundo futebolístico com o agravante de estar em guerra?
Para relembrar: em 2017, Luan recusou ir para o leste europeu; o clube já o havia negociado. O craque recuou, Pedro Rocha aceitou ir e Luan se tornou campeão da Libertadores e Rei da América para o bem de todos e felicidade geral da Nação Tricolor.

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