Efeito Orloff
Para quem não viveu ou não se lembra, recordo uma propaganda na televisão (1985), vencedora de vários prêmios de publicidade, em que, num bar, um homem mostrava para o outro a importância da escolha da vodca. - Quem é você? — Eu sou você amanhã. Isso indicava que, ao optar por um produto de qualidade, ele estaria bem.
Logo, o Efeito Orloff ganhou mais dimensão e passou a indicar os efeitos das economias da Argentina e Brasil. O que acontecia lá, iria acontecer aqui e, mais tarde, na sabedoria popular, para várias situações das pessoas e instituições. Virou bordão "eu sou você, amanhã", até para justificar um conselho afetivo a um amigo.
Pois bem, ontem eu vi na íntegra a partida do Coirmão versus o Bahia e, lógico, lembrei que 2025 e 26 poderão ser o 2003/04 do Grêmio, quando, no primeiro ano (03), o Tricolor escapou na última rodada do rebaixamento, muito graças ao treinador Adilson Batista, que barrou o arqueiro Danrley e contou com os bons momentos do primeiro "novo Ronaldinho", Bruno Neves, e o avante Christian.
O clube escapou e não entendeu nada do que ocorreu no ano anterior. Caiu, ocupando a zona de rebaixamento desde a primeira rodada.
O Inter, ao que parece, pode estar consagrando o Efeito Orloff. Não entendeu que Ceará e Fortaleza contribuíram muito para a permanência dele. Ficou acreditando que sobreviveu pela mística de Abel Braga.
Ele, a massa torcedora e a imprensa gaúcha, principalmente. Era um "absurdo" admitir que Ramón Diaz salvou o Inter no Castelão. Optou-se por uma versão mais épica e simpática.
Sobre o Grêmio:
Atuar em Chapecó é quase jogar em casa; há a dificuldade do gramado artificial, mas, independentemente de nomes na escalação, a tendência é de vitória. Precisa se impor.









