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domingo, 19 de abril de 2026

Opinião



Revolução ou Queda 

Agora chegou o momento decisivo para Luís Castro mostrar toda a sua biografia, pois se encontra no instante de maior desconfiança e falta de apoio de parte da torcida.

E ele não está só nessa parada; tem jogadores jogando na "primeira marcha", a mais lenta possível, também a Direção que adquiriu o "vírus" de gestões anteriores, qual seja, a de dar tiro no pé, quando abre a guaiaca. Parece uma sina; basta o Imortal pegar uma grana polpuda que vai queimar em mais uma das chamadas "maior contratação de sua história".

O clube parece desconhecer o seu passado (até recente) de conquistar seus grandes títulos com a presença de atletas oriundos da sua base. Nem preciso citar; qualquer gremista conhece no pôster quem veio das "categorias inferiores".

Atualmente, jogadores pouco conhecidos no cenário nacional aportaram no Salgado Filho, vindos do exterior, com salário de craques ou futuros, mas ainda que contam com a melhor expectativa dos verdadeiros tricolores, que, a cada atuação minimamente boa, renovam suas esperanças no imaginário de que estão diante de um jogador de ponta, casos de Amuzu, Braithwaite e, por que não, Tetê?

Para exemplificar, cito quem passou pelo Grêmio: Pedro Rocha, Éverton Cebolinha, Pepê, Ferreira e Gustavo Nunes, todos da mesma posição que atua o belga/ganês e eu afirmo (até o momento), com resposta melhor do que o atual titular do ataque.

Então, retomando o pensamento das primeiras linhas do post, Castro, amparado por trabalhos exitosos em Portugal, Ucrânia e Botafogo e pela atitude de rever o sistema defensivo atual, mostrando um Viery que todos desconheciam ou desconfiavam, deve revolucionar o time que lhe dá autoridade para isso a partir de sua insuficiência técnica e/ou tática dos últimos jogos, de fazer ingressar parte destes guris (Jeferson, João Borne, Tiago Augusto, Luis Eduardo, Vitor Ramon e Mec). 

O time precisa de 3 ou 4 cascudos e ele tem (Weverton, Carlos Vinicius e Arthur). Além deles, o elenco tem outros que podem auxiliar os jovens a se firmarem entre os 11, como Willian, Kannemann e Marcos Rocha.

Resumindo: ou Castro se mostra arrojado e revoluciona o time ou a queda é algo imperioso. 


sábado, 18 de abril de 2026

Opinião



Grêmio afunda no Mineirão 

O Grêmio escapou de ser goleado inapelavelmente nesta noite. Um fiasco que ficou menor pela excelente atuação de Weverton. O segundo gol, que eu pensei que poderia ter sido defendido, é claramente ilustrado pela imagem detrás do gol, que mostra que a bola quica no gramado irregular, impossibilitando a defesa do arqueiro.

O tempo de tolerância com o trabalho de Luís Castro terminou. O meu limite era ficar flertando com o Z-4, e ele chegou. Conforme os resultados deste domingo, ele pode estar um ponto acima da zona da degola. 

Vendo sua coletiva, pareceu-me muito abatido; está sentindo o baque e vai mexer na estrutura do time.

Além disso, o desempenho individual é sofrível. Excetua-se o desempenho do goleiro e de Arthur até cansar fisicamente e desanimar com a carência de parceria; o resto é um conjunto de falência técnica de Pavon, Nardoni, Noriega, Amuzu, oscilações de Pedro Gabriel e Enamorado, o isolamento de Carlos Vinícius e a omissão de Tetê, este, um caso à parte; não pode fardar, seja pelo momento técnico, seja pelo problema extracampo Um diagnóstico urgente precisa ser realizado, incluindo a alternativa de repassar o jogador para o futebol europeu a fim de minimizar o estrago ou preservá-lo até uma conclusão definitiva.

Ainda sobre a partida de hoje, o Cruzeiro está cheio de furos e o Tricolor não soube (ou não pode) aproveitar a zaga frágil, seja o miolo, sejam os laterais e o goleiro.

Os meias que são bons (Cristian, Mateus Pereira e Gérson) não foram "encontrados" pelos volantes gremistas, Pedro Gabriel afundou na segunda etapa, Arroyo deitou e rolou. Sorte que Kaio Jorge está fora de suas condições ideais.

As mudanças pioraram a equipe: talvez Monsalve melhorou em relação a Nardoni, mas, convenhamos, não era difícil. Gabriel Mec pouco acrescentou e Tetê e Braithwaite não tocaram na bola.

Resumindo, piorou. É a "fotografia" do momento.


sexta-feira, 17 de abril de 2026

Opinião



Hora de ganhar fora de casa 

A postagem mais recente levantou um assunto interessante (comentário do Anderson), que foi o que se vê nos maiores times europeus da Liga dos Campeões, isto é, a substituição de um armador clássico por atacantes de lado que recuam e fazem este trabalho de construção do ataque.

Resumindo, a tarefa é "socializada" pelos setores de meio e ataque. Parece ser um avanço tático, pois, em tese, a bola chega mais e de variados locais do campo por diversos jogadores. Dificulta a marcação do adversário.

 Luís Castro já deu entrevista dando pistas de que isso poderá ocorrer no Grêmio. A insistência com três volantes é convicção. O reduzido número de gols sofridos tem como causas um excepcional goleiro, mas a proteção do miolo de zaga pelo trio à frente dele (o miolo). Falta o refino destes atacantes (Amuzu e Tetê) para Carlos Vinícius ser melhor assistido. Enamorado, que está em melhor momento, é atleta mais de lado do campo, o que tem suas vantagens, porém, talvez tenha dificuldades em compor pelo meio.

Uma vitória fora de casa dará uma respirada na tabela, de preferência, com um bom desempenho. O problema é que do outro lado está um time forte e incrivelmente mal na tabela, seja com Tite ou com Artur Jorge.

É uma briga boa, amanhã.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Opinião



Grêmio vence com muita dificuldade 

Venceu e foi uma das poucas notícias da noite. O Grêmio jogou muito mal, em especial no primeiro tempo, e eu coloco na conta do treinador.

Começo pela nominata inicial equivocada: Dodi, Noriega e Nardoni. Quem vai criar? Além disso, se há elogios para a biografia de Castro no Botafogo, é válido recordar o meio de campo veloz: Marlon Santos, Eduardo, Danilo Barbosa. No Grêmio, talvez, Jeferson e Gabriel Mec. Claro! Se não tem jogadores velozes, que faça a bola correr. Há ainda Perez e Arthur, que também são lentos ou "cadenciados" demais. São quase todos com características diferentes daqueles que tornam um meio veloz.

Além disso, quem não sabia do ferrolho que o clube argentino faria? E o treinador entra com três volantes ou quase isso. Erro crasso! E sacar o Mec, que é o mais ofensivo do setor?

Outro ponto: atletas de pé trocado no lado só funcionam se forem finalizadores, como Éverton Cebolinha e Amuzu; nunca Alysson Edward (antes) e Tetê, que não enveredam regularmente para o meio e chutam. 

Assim como está, tem que aproveitar o ponta "ponta", e aí Enamorado entrou muito bem e decidiu a partida. É titular.

Estava pronto para criticar Braithwaite, mas lembrei de Carlos Vinícius no segundo tempo. Muito mal, porque a bola não chega em boas condições para os atacantes. Sem uma meia de penetração, de surpresa, como "ponta de lança", o ataque perde muito. Não há fator surpresa ou que "quebra linhas" do adversário.

Muito mal. 


segunda-feira, 13 de abril de 2026

Opinião




O Estorvo 

Há muitos argumentos para a tentativa de justificar a importância desta Copa para o Grêmio, mas eu não me entusiasmo por ela, que somente sobrevive pela injeção generosa de grana, que se sobrepõe ao que eu valorizo: a qualidade do futebol.

Semana passada, Estádio Centenário vazio; a causa se amparava na falta de tradição do adversário gremista. Porém, o que ocorre em outros jogos nos cantões da América do Sul? E amanhã, como estará a Arena?

Por tudo isso, pelo estorvo que a Sulamericana representa para quem disputa o Brasileirão, penso que Luís Castro perderá uma grande chance de promover experiências no time, se esquecer dos novatos, quando poderia dar um pouco de "casca" aos guris. Querem um exemplo? Por que Dodi e não Zorteia? Por que Tetê e Enamorado e não um deles com o menino Roger? E a lateral direita, não seria uma grande sacada promover o ex-júnior Vitor Ramon?

Os torcedores, uma parte, pelo menos, aceitaria de bom grado a sugestão.



sábado, 11 de abril de 2026

Opinião



Equilíbrio no Clássico. Deu empate. 

Eu não estava entre os torcedores que imaginavam ser goleados no clássico. As causas estavam dos lados dos dois oponentes, isto é, o Grêmio teria que melhorar obrigatoriamente, depois do vexame no Uruguai, e o Coirmão venceu apenas 1 jogo em 6 no chamado "caldeirão" da Beira-Rio.

Até alertei que meu maior receio era um fato aleatório no jogo, e esse receio se concretizou; felizmente, isso ocorreu nos derradeiros minutos, com a expulsão infantil de Viery. 

Enumero abaixo algumas observações da partida:

— Weverton é a grande contratação do ano. Salvou o time, pois, sem a sua grande defesa e consequente gol vermelho (Borré), a história do jogo seria outra.

— Pavón só pode ser solução imediata para a lateral; a médio prazo, não.

— A zaga jovem ainda busca maturidade para se firmar. Não são craques. Viery estava sem erros até a expulsão.

— Pedro Gabriel é o "grande ativo" do clube. Atuou como um veterano, só saiu porque sentiu o cansaço.

— O meio de campo, dentro da proposta do treinador, realizou muito boa performance. Destaque para Nardoni, que fez a sua melhor partida desde que chegou.

— A ideia explicada por Castro na entrevista de fazer de Tetê e Amuzu o papel de "dez" era boa, porém, ficou prejudicada pela má jornada desta dupla. 

- Carlos Vinícius perdeu o duelo para a zaga colorada. Não recebeu apoio do time.

- Enamorado entrou bem; os demais não prejudicaram o rendimento, mas pouco acrescentaram.

Eu tenho um pensamento sobre utilizar cinco substituições e vi claramente ele se materializar nesta noite. Mudando meio-time, Pezzolano enfraqueceu o poder ofensivo e correu riscos defensivos.

A entrevista de Luís Castro no final (não vi toda) bate com o que eu penso, ou seja, com o lado financeiro prevalecendo, há uma queda brusca na qualidade do futebol. Exemplificando: o Grêmio não treinou de forma intensa entre quarta e hoje e não fará isso de domingo até a próxima terça; assim (ele explicou), é só por vídeo e quadro-negro. É prejuízo qualitativo acentuado.

Talvez a parada da Copa sirva para ajustar o time e o elenco.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Opinião



O Limite e a Sede do Adversário 

Amanhã, sábado, tem Grenal e o Tricolor chega no pior momento de 2026. São atuações fracas, desempenhos individuais medíocres e o técnico na sua fase de maior contestação. Está no limite da paciência da maioria da torcida.

Em tese, é o pior instante para encarar o tradicional rival, que está com sede, está "babando" para superar o Grêmio e demonstrar que a perda do título foi um acidente de percurso.

É tudo verdadeiro. Porém, também é verdade que o Inter venceu apenas uma única partida em seu estádio neste Brasileirão; os triunfos fora de casa ocorreram diante de clubes que estavam tão mal que ambos (Santos e Corinthians) liberaram seus treinadores minutos após o final dos confrontos.

Sei que muitos dirão: "E o Grêmio, como está?" Qual a última impressão? Realmente, a partida contra o City Torque está entre as piores dos últimos 20 anos. O gol sofrido é um resumo bem fiel do péssimo desempenho: O ponta não acompanhou o lateral, ninguém do meio "fustigou" ou dificultou seu avanço, o lateral esquerdo, perdido, o quarto-zagueiro chegou estabanado e, por fim, o goleiro aceitou um chute completamente defensável. Houve cinco erros em todos os movimentos. 

Assim está o clube como um todo no que se refere ao futebol. Todo atrapalhado.

No entanto, o clássico pode ser o "ponto de inflexão" para o Tricolor, porque piorar não vai. O adversário é instável em seus domínios; sinceramente, temo mais por um fato aleatório, como interpretações estranhas do VAR ou uma expulsão no início de jogo, do que pela bola propriamente dita.

De resto, Grenal é Grenal.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Opinião



Quando péssimo não é exagero 

O que é isso? Tem muita coisa errada e não se trata apenas do trabalho do treinador. 

No meio do ranking da minha memória, este desempenho de hoje se iguala ao de Cruzeiro 1 x 0 pela Série B em 2022 com Roger Machado. Péssimo, com vários elementos:

— O jogo era para empate, mas Weverton falhou feio no início do segundo tempo.

— Se fosse (não será) esta zaga para o Grenal, ela seria facilmente batida. Risco de goleada.

- Marcos Rocha é ex-jogador; Kannemann, mesmo com a atenuante de falta de ritmo, está muito mal; Balbuena errou passes simples.

— Caio Paulista é o mesmo caso de Marcelo Oliveira, qual seja, não é lateral. Simples. Grande equívoco.

— O meio de campo pode ser qualquer nominata, é lento, erra passes simples, não tem profundidade nem combatividade.

- Arthur pareceu "melancólico". Olhar já na Europa.

— E o ataque? Sofrível. Com exceção de Carlos Vinícius, ninguém está jogando nada.

Uma suspeita minha: se o elenco não quer esse treinador, uma derrota no clássico é a solução na cabeça dele (do elenco). 

Um problemão para a direção, com grandes chances de instabilidade no trabalho planejado.

PS: Os salários estão em dia?

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Opinião



Renato e a análise fundada 

Na mais recente postagem, eu comentei sobre as deficiências de formação (fundamentos) da maioria, diria, grande maioria, dos atletas oriundos de países sul-americanos, nos quais se destacam colombianos, chilenos e equatorianos, especialmente.

Até puxei pela memória e recordei apenas Freddy Rincón e Victor Aristizábal, ambos com sucesso consolidado no futebol brasileiro. Os demais, até mesmo James Rodríguez e Cuéllar, ficaram devendo muito na totalidade do tempo em que atuaram no Brasil.

Fora os dois primeiros, os demais, Erazo, Rentería, Astengo, Escalona e tantos outros, só reforçaram as constatações de Renato Portaluppi, que tomei conhecimento hoje à tarde. Vide Muitos erros.

Ele está coberto de razão; a formação dos jogadores sul-americanos, em sua maior parte, é incompleta (para não dizer deficiente).

Acho muito importante esse detalhe.

 Quando os dirigentes gremistas olharem para este mercado, devem estar cientes de que eles terão um período de adaptação, se forem muito jovens, ou descartá-los de vez, quando estiverem há tempos no grupo profissional de suas agremiações de origem. É gato por lebre.

Nessa, eu fecho com Renato.

Opinião




 Um tropeço que escancara as dificuldades

 Um zero a zero para tirar a paciência do torcedor. Tudo bem que o adversário estava "arrumadinho", mas o confronto era diante do lanterna (até então), o time precisando se recuperar de um revés diante do Palmeiras e em casa. 

Os erros começaram bem cedo, quando o Tricolor escapou de tomar gols (assim, no plural), quando Weverton realizou três grandes defesas, sendo a última uma penalidade máxima.

Penso que as maiores dificuldades estão no meio de campo pela lentidão e na incrível incapacidade de jogadores estrangeiros, principalmente, do acabamento da jogada. Parece que sempre fazem a escolha final equivocada, seja no passe derradeiro, nos cruzamentos, nas finalizações, e aí alguns estão escancarando essa deficiência, casos de Nardoni, Monsalve, Pavón e Enamorado. 

Juntem a esses nomes outros, como Arezzo, Aravena, Cristaldo, às vezes, Soteldo, e teremos material para "tese" para conclusões das más formações de base de jogadores estrangeiros sul-americanos, pelo menos os mais jovens que chegaram. É um "surto" de imperfeições nas tomadas de decisão. *** Havia esquecido o Campaz.

Castro deve ter suas razões para ter sacado Zortéa e não Nardoni no intervalo, mas isso teve como efeito o deslocamento de Arthur para primeiro da função do meio, quando, se sabe, que ele rende é na segunda. Depois, corrigiu com a entrada de Dodi.

Há muita coisa a ser tratada; fico por aqui com apenas mais uma observação: O meio tem que ser reforçado, o esquema daqui para frente, momentâneo ou não, deve ser o 4-4-2.

Por fim, time misto na Sul-Americana.