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sábado, 20 de julho de 2019

Opinião



Grenal fica no 1 a 1

E o Grêmio arrancou um empate no Beira-Rio. Se não foi bom, foi menos ruim para o Tricolor que jogou fora de casa e entrou mal escalado.

Odair foi mais inteligente ou mais humilde, pois onde a maioria dos jogos se decide, o meio de campo, o treinador colorado colocou três titulares, ou seja, pelo menos, que vinham atuando, Lindoso, Edenílson e Nonato.

Renato se equivocou; meteu Rômulo que é um atleta que perdeu seu futebol em algum lugar entre a Europa e a sua volta para o Rio. Não comprometeu, mas fez uma partida contida, pouco arriscando. Galhardo é uma invenção, porque em determinada fase da carreira atuou ali. Thaciano, eu já me perdi, nem sei qual a sua posição: é a do Ramiro? A de segundo do meio? Talvez um volante? Por ali, o Inter deitou e rolou no primeiro tempo.

A escalação de Paulo Miranda, excelente zagueiro, foi uma temeridade, desconfio que o gol contra foi pela falta de ritmo de jogo. Recuperou-se após o azar, fez ótima dupla com David Brás.

Tardelli, uma decepção, Luan, o melhor, o Homem-Grenal, juntamente com David Brás e especialmente, Júlio César; aliás, insisto; é o melhor arqueiro do Tricolor. Falta sequência. Verdade que Paulo Victor não tem deixado brecha. Infelizmente, no final do ano, Júlio César sairá do clube sem ter chances. A opção por Paulo Victor é racional no ponto de vista de lealdade, no entanto, vai se constituir numa injustiça.

Os ingressos de Darlan e Éverton tornaram o time bem melhor e se Danilo Fernandes não fosse o goleiro excepcional que é, o Imortal teria praticado a virada nos acréscimos.

Encerrando, até porque a mulher e filha estão prontas para sairmos, deixo apenas mais um alerta sobre o destempero que grassa pelas bandas do Beira-Rio. Os nervos estão à flor da pele. 

O que foi aquele show no finalzinho?

Seguem os gols; mais tarde, volto ao assunto:


Opinião



Agenda Positiva

O correto, o normal, seria tratar do Grenal deste Sábado, mesmo que seja de reservas, porém, um fato me deixou irritado, embora toda a previsibilidade pelo histórico de postura neste tipo de evento. Vamos a ele, até porque este texto ficará espremido entre o Álbum Tricolor e a crônica do Clássico. Deve passar batido. Paciência.

 Observem os links abaixo:





Todos esse meios de comunicação tratam de um episódio marcante e grave: O Tumulto de final do jogo Inter versus Palmeiras, que classificou o rival gremista para as semifinais da Copa do Brasil (houve até volta Olímpica, lembram?).

Notaram alguma ausência significativa de uma parte da mídia gaúcha nos links acima? Pois é, não foi esquecimento meu. Não existe. 

É a tal da "Agenda Positiva", o Coirmão tem um Grenal hoje e Libertadores no meio de semana, não convém mexer com essa matéria, ainda que o bom jornalismo exija que ela seja destaque. Depois, implicam quando dizem que é a IVI em ação.

Sobre o destempero causado pela anulação do gol de Victor Cuesta; pergunto: e se fosse Gustavo Gomez fazendo o tento aos 48 minutos da etapa final, classificando o Palmeiras e após olhar o VAR, o árbitro invalidasse? Haveria essa comoção por parte desta parcela da mídia?

E se fosse Felipe Melo, o capitão verdoengo, o expulso por perseguir o juiz até o VAR, o mesmo Felipe Melo que, hipoteticamente, estivesse no clássico que decidiu o Gauchão e do banco reclamasse veementemente da marcação de penalidade, aquela que André bateu e Lomba pegou, sendo expulso? O que seria dito?

Provável que diria (essa parcela da mídia) que ele é reincidente, portanto, merecedor de um punição mais rigorosa. O problema é que não era Felipe Melo; era D'Alessandro; aí, bom, aí a coisa muda de figura.

Seguindo a perguntar: qual a conduta jornalística exemplar a ser tomada? 

Bob Woodward, jornalista do Washington Post que ficou famoso por desvendar o Caso Watergate, escreveu: - Jornalismo é buscar a melhor versão da verdade possível de se obter. 

Grande definição, porque implica a existência de várias versões da verdade, também, porque a obsessão do grande profissional é buscar entre elas, a mais próxima da dita verdade.

Alguns profissionais ficam  pela metade do caminho. Uma parcela, certamente, por conveniência, outra, porque é obtusa.






sexta-feira, 19 de julho de 2019


Álbum Tricolor (144)
ARÍLSON
Fonte: Zero Hora
Nome: Arílson Gilberto Costa.
Apelido: Arílson.
Posição: Meia.
Data de nascimento: 11 de Junho 1973, Bento Gonçalves, RS.

JOGOS PELO TIME PRINCIPAL DO GRÊMIO
158 jogos (75 vitórias; 43 empates; e 40 derrotas). 11 gols.
1ª Passagem (123 jogos).
2ª Passagem (24 jogos).
3ª Passagem (11 jogos).

JOGOS NO ESTÁDIO OLÍMPICO
78 jogos (51 vitórias; 15 empates; e 12 derrotas).

CERTAMES PRINCIPAIS EM QUE PARTICIPOU PELO GRÊMIO
11 jogos pela Libertadores da América.
39 jogos pelo Campeonato Brasileiro.
13 jogos pela Copa do Brasil.
60 jogos pelo Campeonato Gaúcho.

ESTREIA NO TIME PRINCIPAL DO GRÊMIO
07.01.1994 - Grêmio 0x1 FC Kobenhavn – Copa do Rei da Tailândia.

ÚLTIMO JOGO PELO TIME PRINCIPAL GRÊMIO
11.12.2004 - Grêmio 0x1 C Atlético Mineiro – Campeonato Brasileiro.

CARREIRA
Esportivo-RS (1990 a 1993), Grêmio-RS (1993 a 1995), Kaiserslautern-ALE (1996), Internacional-RS (1996 a 1997), Palmeiras-SP (1998), Grêmio-RS (1999), Valladolid-ESP (2000), América-MG (2000), Universidad de Chile-CHI (2001), 15 de Novembro-RS (2002), Portuguesa-SP (2002), Avaí-SC (2002 a 2003), Al-Ettif-SAU (2004), Fluminense-RJ (2004), Santa Fé-COL (2004), Grêmio-RS (2004), Farroupilha-RS (2005), América-RN (2005), Sampaio Corrêa-MA (2006), Glória-RS (2007), Imbituba-SC (2007), Atlético Tubarão-SC (2008), São Luiz-RS (2008), Itinga-MA (2008), 14 de Julho/SL-RS (2009), Imbituba-SC (2011).

GRENAL ATUANDO PELO GRÊMIO
10 jogos (3 vitórias; 3 empates; e 4 derrotas).

SELEÇÃO BRASILEIRA - 1995/1996
6 jogos (5 vitórias; e 1 derrota).

TÍTULOS PELO GRÊMIO
Libertadores da América – 1995.
Copa do Brasil – 1994.
Copa Sul – 1999.
Campeonato Gaúcho - 1995 e 1999.

(*) Os dados aqui publicados não são oficiais. Dizem respeito às informações contidas no arquivo do autor.

Por Alvirrubro.

PRINCIPAIS FONTES:
- Jornal “Correio do Povo”.
- Jornal “Zero Hora”.
- Revista “Placar”.
- Arquivo Pessoal.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Opinião



O Lado Preocupante na Vitória Gremista

O Tricolor realizou ontem uma partida vibrante, controladora e consequente; este último adjetivo entra especialmente pela classificação para as semifinais. Superou o momento de críticas (inclusive aqui) e começa a recuperar o crédito dos seus torcedores.

No entanto, segue uma limitação bem nítida que parece insolúvel a cada partida: o imenso percentual de posse de bola improdutivo*. Na Fonte Nova chegou a 75, 80% no primeiro tempo especialmente; não se traduziu em vantagem no placar. Terminou zero a zero.

Alguém poderá dizer que é possível/compreensível este placar zerado mesmo com uma aplastante superioridade de um dos contendores. Sim, é possível, mas o que é irreal, o nó da questão, é que com 3/4 de posse de bola, isto é, 45 segundos de 60, 34 minutos  de 45, o goleiro do Bahia não fez uma única defesa difícil, o Tricolor de Aço não se sentiu ameaçado.

E isto não é um fenômeno exclusivo deste jogo, o Grêmio parece se especializar, ou pior, parece ter mais prazer em tocar, tocar, tocar a bola em detrimento do verdadeiro objetivo do futebol, o gol. Vale lembrar que goal em inglês é justamente, "objetivo".

Nem se trata de cobertor curto, isto é, se atacar mais, fragilizará a defesa. O Tricolor possui uma vocação de se defender bem no seu "dna", por isso, pode "se descuidar" um pouco deste detalhe e arriscar mais.

Com este elenco acrescido de um meio campista técnico, mas com vocação para defender (exemplificando: Walace, Rodrigo Dourado, Felipe Melo) sem ser um quebrador de bola, mais um avante efetivo (Pedro, Vágner Love), vira o grande favorito para as grandes competições.

Os medianos como Cortez, Leonardo Gomes** ou antes, Ramiro, crescem com o bom desempenho coletivo.

O problema é Renato insistir em buscar soluções há muito superadas, exaustivamente comprovadas que não darão a resposta exigida para por a mão nos canecos.

Falta pouco, entretanto, falta.

* Um palavra esquecida que alteraria totalmente o texto
** Erradamente, usei Moura; é para ser Gomes

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Opinião



Grêmio é semifinalista

O Tricolor fez um jogo quase perfeito; conseguiu superar o Bahia e está entre os 4 melhores da Copa do Brasil.

Faltou pouco para tornar a partida fácil. Digo isso, porque em dado momento da primeira fase, um dos responsáveis pela jornada esportiva no Sportv 2, afirmou que a posse de bola gremista caíra um pouco, desceu para 73%, imaginem o ponto que estava, 75, 80% ? Não prestei a atenção, mas, convenhamos, quem tem 3/4 do tempo com o controle do jogo, não pode encerrar os 45 minutos num 0 a 0.

Outro ponto curioso, dos três atletas que vinham mal na partida (opinião é opinião), André, Alisson e Bruno Cortez, dois foram protagonistas: Alisson foi brilhante e decisivo no gol, também, ele sofreu uma falta "quase" penalidade máxima e Cortez tirou o "pão da boca" do avante baiano que estava na cara de Paulo Victor.

Com a entrada de Pepê e a expulsão do lateral Moisés, o Bahia perdeu as forças, mesmo com a entrada de Fernandão, um centro avante que sempre incomoda os zagueiros.

O peso da tradição gremista se fez sentir desde o início da contenda, quando o time locatário não conseguiu sequer dar aquele tradicional sufoco de começo de jogo.

Os melhores foram Matheus Henrique e Jean Pyerre. Paulo Victor teve apenas um erro numa reposição de bola. A defesa esteve firme, principalmente a dupla Geromel-Kannemann; Maicon fez um bom jogo, mas credito a ele a falta de verticalidade ofensiva que estampa uma fotografia de amplo domínio gremista associada a uma pobreza de situações de gol.

O ataque ficou abaixo do resto do time. André e Éverton, especialmente.

O Tricolor chega onde, no mínimo, se espera, uma semifinal de Copa do Brasil. 

Finalizando, caso o Tricolor fosse desclassificado, muitos diriam que Roger "deu" um nó tático em Renato. Infelizmente, o contrário não acontece, aconteceu.

Sem concordar plenamente com a escalação que Renato mandou a campo, não dá para desconhecer que o treinador teve amplos méritos nesta vitória, nesta classificação.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Opinião



Grêmio precisa mostrar que é Copeiro

Cruzeiro e Grêmio juntos tem 11 Copas do Brasil, não é pouca coisa. Eventualmente, isso pode não pesar na decisão, mas geralmente espelha a realidade.

Dito isso, afirmo que o Tricolor gaúcho tem maiores condições de levar a vaga. O Bahia tem a vantagem de jogar em casa, porém, este fator para quem não é assíduo frequentador de decisões relevantes, pode ser um obstáculo, ainda mais, quando entra em campo em igualdade com o seu oponente.

É jogo para ser decidido nos detalhes, o que não quer dizer placar apertado; um detalhe favorável num momento crucial da partida, pode fazer a maionese desandar e o que parecia equilíbrio, vira resultado atípico.

Para isso, além do foco necessário, a qualidade do elenco gremista tem que pesar nesse momento. O chamado peso da camiseta.

Renato pode ajudar, escalando um "onze" equilibrado. Equilibrado na entrega, na disciplina tática e na iniciativa pessoal. Ter Onze, isto é, ninguém se omitindo. O Grêmio tem mais time.

Qual seria esse "onze" ideal? Paulo Victor; Leonardo Gomes, Pedro Geromel, Walter Kannemann e Bruno Cortez; Darlan ou Thaciano, Matheus Henrique, Jean Pyerre e Luan; Pepê e Éverton.

Difícil ele sair com esse time, mas ...


segunda-feira, 15 de julho de 2019

Opinião


Os Deuses devem estar Loucos. Loucos pelo Grêmio


Olho a movimentação funcional/contratual dos atacantes gremistas e chego à conclusão que alguém lá em cima gosta do Tricolor.

Observem:

- Jael que é um avante de Série B, é vendido para o Japão, rendendo uma boa grana se comparada com o que se imagina ter sido o investimento nele
- Marinho que parecia ser um obstáculo quase intransponível (sua saída), surge o Santos de Sampaoli interessado no atleta
- André conseguiu tirar a paciência até do torcedor mais entusiasta de sua contratação. De quebra, deixou Renato metido num brete. Deve ir adiante ou puxar banco
- Felipe Vizeu que não “aconteceu” até agora, sofre uma lesão relativamente grave se for levado em consideração o tempo de recuperação neste momento do calendário
- Diego Tardelli, a pior contratação pelo esforço do treinador e valor do investimento, quer sair, algo que se supõe ser irreversível, pois torrou a paciência e credibilidade até de monges gremistas

Por vias tortas, o Tricolor se “viu/vê” obrigado a abrir mão destes avantes  e, lógico, deve dar oportunidade a Da Silva, além de buscar no mercado alguém que realmente venha para cumprir a sagrada missão de fazer gols.

É muito bafejo da Sorte.


sábado, 13 de julho de 2019

Opinião



Grêmio vence a terceira consecutiva

O título é verdadeiro, porém, é uma provocação. É para mostrar que a estatística pode mascarar a realidade. Venceu três no Brasileiro, mas todos os 9 pontos foram conquistados com muito suor e pouca inspiração.

Hoje, a vitória veio com reservas, mas, reservas quase titulares, caso de Jean Pyerre ou Luan, outros, titularíssimos como Éverton, Matheus Henrique e Paulo Victor.

Sobre Éverton, não tenho dúvida; foi seu último jogo. Explico: Jogou a Copa América, enfrentou o Bahia e os demais que ficaram 33 dias sem jogar, acabaram poupados. Então, não há sentido em "sacrificar" o Cebolinha com uma decisão há poucos dias.

As razões da vitória não estão apenas no lado gremista, mas na fragilidade do adversário que é sério candidato ao rebaixamento. Aliás, dos grandes clubes, ele e o Cruzeiro são a bola da vez para a queda para a Série B.

Gostei de Éverton, Luan e, claro, de Pepê. O menino dá indícios que poderá seguir os passos de Pedro Rocha e Éverton. Tem faro de gol. Quase fez três esta tarde.

Paulo Victor fez boa partida e evitou a derrota gremista, quando o jogo estava 1 a 1. No gol anulado, não entendi o seu movimento de cair antes do chute.

Renato mostrou que é sensível às críticas e botou Luan na frente, fez uma boa leitura ao tentar Thaciano no lugar ocupado anteriormente por Ramiro, no entanto, a saída de bola inexistiu com Rômulo e Matheus Henrique que atuou abaixo de seu histórico. Errou até passes.

Com o ingresso de Éverton e a saída do volante, o time se ajeitou e mereceu sair com a vitória.

O pós-jogo (as entrevistas) mostrou que o clube cansou de Tardelli.

Luan com a "9", Pepê goleador e a perda da paciência da Direção com Diego Tardelli são sinais de ação.

 De reação, na verdade.




sexta-feira, 12 de julho de 2019

Opinião



Reféns

"Vâmu pará com essas cachaça"!! 

Ouço a Guaíba neste momento e o repórter se mostra surpreso com o "mistério" Diego Tardelli. Aí entra a frase popular que começa este texto: não tem frescura nenhuma, mistério algum. Um jogador sem lesão grave que foi contratado em Fevereiro e ainda não "está pronto", mesmo sendo veterano conhecedor dos atalhos da preparação física e das mumunhas do futebol, só não joga porque não está a fim. Apenas isso.

Renato é o primeiro refém (porque quer) desta situação, vide Renato quer Tardelli. Ele fez um esforço danado para ter o atleta; até emparedou o presidente (aí, outro refém), bancou a vinda dele e os líderes do vestiário botaram as garras para fora. Tardelli se queimou e foi queimado. 

Sua aquisição se resume a uma frustrante experiência para a Direção, Treinador e Torcida. Frustrações de diferentes matizes; explico: Para torcida, porque não rendeu nada para o time, para o Treinador, porque viu ruir a sua fama de "gestor de grupos" com a ciumeira e boicote;  para a Direção que teve o baque triplo, pois, além destas duas condicionantes, vê agregada a elas, a grana que saiu pelo ralo.

Renato virou refém do seu grupo e não agiu. Deveria promover uma revolução no vestiário e meter logo todos os jovens que "babam" por uma oportunidade. Perdido, perdido e meio! Esses que estão atravancando o caminho do Tricolor, passarão.

Outro refém é o presidente Bolzan. Ele não consegue enquadrar o treinador. Aliás, o único que poderia fazer, está morto; Fábio Koff. Isso ocorreria com o atual treinador não pela estatura política e desportiva de maior dirigente da história gremista, mas por um detalhe que não mais vai se repetir (pelo fenômeno cronológico) com qualquer outro presidente; Koff tinha a relação paternal. Ele conheceu o adolescente Renato. Ele seria ouvido pelo, hoje, cinquentão Renato Portaluppi.

A cirurgia que o Grêmio teria que passar, sua receita, inclui uma desclassificação na Copa do Brasil.

Com ela, um dirigente independente, lúcido e diligente, tomaria as devidas providências que necessariamente não seriam defenestrar o treinador, mas mudar a relação hierárquica que atualmente vige no Imortal.

PS: Coloquei muita coisa no futuro do pretérito, porque não acredito na reação.


quinta-feira, 11 de julho de 2019

Opinião



Velho Problema e Outros Novos 

Na verdade, não é apenas um velho problema, mas eu vou ficar com aquele que parece encantado: a maldição da Camisa 9 gremista.

Achar que Jael é ou foi solução (provisória) é um equívoco; solução provisória foi Lucas Barrios, um atacante com passagem datada pelo Imortal; estava "baleado", não ia aguentar muito.

A Direção gremista está se notabilizando por gastar a bela grana que entra pela produção da sua base com avantes que nada dão em contrapartida aos diversos algarismos que habitam o contracheque de cada um deles (André, Vizeu, Tardelli). É uma fonte inesgotável de queimar dinheiro com frustrantes aquisições.

Vizeu não se firma. Agora, ainda mais. André, suas pífias atuações ajudam a compreender a carreira "cigana" de Santos, Atlético Mineiro, Vasco, Santos, de novo, Sport, além da carreira no exterior. E Tardelli? Bom, esse nunca desembarcou em Porto Alegre, não se sente bem em solo gaúcho. É ótimo jogador? É ou foi. A verdade é que paira sobre ele, a desconfiança, quase certeza, que não vai "vingar" aqui no Sul.

Este velho problema, entendo, só começa a ser solucionado com a desistência, o arquivamento destas escolhas, especialmente André e Tardelli. O aeroporto Salgado Filho será a melhor saída para os dois. Vizeu merece melhor avaliação.

Os novos problemas são o carisma do treinador virar "aura mágica" que o treinador manteve (merecidamente) até este 2019. Renato esgotou-se. O casamento com a massa torcedora está na crise dos 7 anos, pelo menos, dá indícios. 

Também, a "Éverton dependência" do setor ofensivo, que é ruim por tê-lo como único protagonista, se agrava pela iminente venda do camisa 11.

Terceiro novo problema: Estão chegando as decisões da Copa do Brasil e Libertadores. Eliminações precoces somadas com a péssima campanha no Brasileirão, tudo isso poderá reverter a curva ascendente que o clube experimentou nestes últimos anos e atrasar em décadas a história centenária dele.

Encerrando: fico à vontade para criticar o treinador, porque cansei de elogiá-lo, quando sua performance transformou o Grêmio num time copeiro, novamente. Criticar neste instante, é ser responsável com os fatos.

Ele tem condições de reverter o quadro de desânimo, mas terá que se reinventar.

 Difícil.