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domingo, 18 de outubro de 2026

Opinião



O Fim

Este quarto rebaixamento, que a razão indica que chegará antes da 38ª rodada, como outros, mostra uma série de equívocos, a maioria consequência de não colocar o clube como prioritário, e outras, pelo despreparo de alguns profissionais. Não, senhores; não se iludam. O Grêmio fica no final da fila, aliás, como outras agremiações no quesito importância (Coirmão).

Trabalhei 42 anos regularmente, sendo 17 em empresas privadas de ponta, e em todas elas jamais vi dar certo criticar administrações anteriores e, muito principalmente, detonar pessoas (subordinadas) publicamente.  Se alguém conhece, eu não vi em toda a minha vida.

Aliás, lembro-me do grande dirigente gremista, Rudi Armin Petry, uma das raposas (no bom sentido) que usava a expressão "assunto de economia interna", quando era "apertado" para se manifestar em momentos delicados do clube pela imprensa.

Penso que Renato é menos treinador do que Castro; isso não quer dizer que o português não merecesse cair, mas os números não mentem. O time decresceu, piorou. Não ganha mais, nem em casa.

Ah! Mas, Bruxo, tu achaste que o atual técnico era uma boa. Sim, pois fui na onda do pensamento mágico. Minha lucidez dizia que não, mas emocionalmente eu desejava ver uma "revolução anímica", porém, o "gestor de elenco" pisou na bola ao criticar o grupo e, na questão tática, seu calcanhar de Aquiles na carreira, só agravou pela estagnação comprovada nos trabalhos mais recentes.

Renato sairá rumo à aposentadoria, nenhum clube o contratará; talvez o Madureira pelo valor sentimental de ter sido o primeiro clube dele. 

Para a direção gremista, deve ser constrangedora a situação de ouvir o seu subordinado, recém-contratado, dar "mijadas" públicas na gestão pela formação do atual elenco. Pior! Não terá a coragem de liberar o treinador e tentar encerrar com um pouco de dignidade o primeiro ano do mandato. Seguirá bancando a marionete.

Tem muito mais para escrever; no entanto, paro por aqui. A semana será longa.

Deixo o link de um mês e meio atrás: Vai cair.

 



quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Opinião



Da Irritação ao Constrangimento 


Tem um texto (crônica ou conto, não recordo) de Luís Fernando Veríssimo, que não localizei na rede mundial e fiquei com "preguiça" de procurar na minha "livraiada", então, vou sintetizar, de cabeça, ele ou quase ele.

Um sujeito comete uma burrada, mas ele tem fama de não cometer esse tipo de ato, então as pessoas ao seu redor ficam desconfiadas de que não era exatamente uma burrada, aí procuram alcançar, entender onde ele quis chegar. Qual a sacada genial que está por trás desta aparente lambança? — Não, não pode ser; ele deve estar tramando algo positivo lá na frente. Não pode ser só uma cagada.

 Assim pensam os bajuladores.

Pois, eu vi um vídeo no Instagram de um jornalista esportivo (Meneghetti) que a ação de Renato na sua derrapada constrangedora, nesse equívoco cruel para o tamanho que ele ocupa na instituição gigantesca como é o Grêmio, provavelmente, seria uma manifestação diversionista para encobrir a má jornada no clássico e trazer para si o foco, neste caso, distorcido, da entrevista. 

Fiquei irritado com tanto malabarismo para isentar o treinador de tremenda burrice.

 Depois, eu passei para o constrangimento pela intenção ou limitação de quem tenta mascarar uma situação escancarada de total falta de serenidade para dirigir o comando técnico do Grêmio.

Não dá para engolir.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Opinião



O Grêmio que conheci

Fonte: Livro Fábio André Koff


Esta postagem não tem conclusões, é apenas uma rememoração do que era o meu clube. Para isso, recorro aos dois maiores presidentes da sua história. Hélio Volkmer Dourado e Fábio André Koff.

Ambos nasceram em cidades do interior gaúcho: um, médico cirurgião torácico por mais de 30 anos, cadeira na Academia Gaúcha de Medicina; o outro, juiz e desembargador de uma trajetória exitosa, presidente do Clube dos Treze.

Um descendente de alemães, o outro, de sírio-libaneses, admirador da causa Palestina. Um, militante da antiga ARENA, candidato a cargos eletivos, partido do governo no tempo da ditadura militar; o outro atuou no Ministério da Agricultura, a convite de Pedro Simon, e no Governo Gaúcho com o próprio Simon pelo PMDB.

Pois bem, essas duas figuras de carreiras de coincidências e de diferenças atuaram juntas em 1976, naquele momento extremamente crítico do clube em termos de conquistas: um presidente, o outro vice.

Durante suas gestões, em que Koff sucedeu Dourado na presidência, o Tricolor conquistou os maiores títulos de sua trajetória, tanto pela hierarquia do futebol quanto pelo reconhecimento de sua importância como instituição.

Koff e Dourado conviveram juntos na condução do Grêmio e são até hoje os mais festejados presidentes deste clube, que tem mais de 8 milhões de torcedores pelo mundo todo.

É apenas uma lembrança, o Grêmio era assim.



 

Opinião



O Combo perigoso

Ontem, muito irritado, eu resolvi me segurar no texto para não escrever o que depois me arrependeria. Fiz bem. Saí sem ouvir o pós-jogo.

Hoje, eu tomei conhecimento do que ocorreu e vejo que um perigoso combo está se formando no destino do Tricolor. Nem vou citar o período de Castro, pois este é bem conhecido.

Recentemente, o VAR deu uma rasteira no jogo diante do Botafogo, gol de Carlos Vinícius, em que as linhas traçadas referendavam a posição regular do atacante e, mesmo assim, contra as "provas" da legalidade, o tento foi anulado.

Na partida em Belém, o Tricolor perdeu quatro gols incríveis (Enamorado, Tetê, Braithwaite e Enamorado, novamente), que, se apenas um fosse convertido, o clube, hoje, 12/10, estaria fora do Z-4, portanto, à frente de Inter e Corinthians, com 33 pontos.

No clássico de ontem, Alan Patrick deveria ser expulso (cotovelada na cara de Wallace) e o pênalti é algo inquestionável. Bernabei comete a falta máxima e abre os braços, gesto claro de quem "sentiu a cagada" que fez. O VAR não auxiliou o árbitro medroso.

Final de partida, o treinador atirou para todos os lados, sobrou para os jogadores, para a direção, para a imprensa (caso do seu auxiliar) e finaliza com uma manifestação política desnecessária para o momento gremista.

Como se sabe que esta direção é uma continuação da anterior em "performance", não se há de esperar nada em relação ao assalto que o clube sofre pela arbitragem.

Também, o que traz de positivo expor o elenco publicamente como fez Renato?

Como tudo nunca é totalmente ruim ou bom, resta torcer pela queda acentuada dos concorrentes, casos de Mirassol, Corinthians, Botafogo e até Vasco, que ameaça uma reação. 




domingo, 11 de outubro de 2026

Opinião



Tropeço em casa 

Errei feio! Achei que o Grêmio venceria o clássico, mesmo com suas limitações, mas, mesmo diante de mais de 50 mil torcedores azuis de um total de 53 mil de público, a atuação do time foi "mais do mesmo", em que o setor defensivo se destacou apesar da falha no gol colorado, que eu credito exclusivamente a Villasanti pelo descuido.

 Wéverton lhe deu a bola à sua frente, bastava dar um toque simples vertical, mas o paraguaio tomou a decisão errada, pareceu querer proteger a pelota e forçar uma carga por trás e forçar a falta do adversário, porém, o resto do time segue um d-e-s-a-s-t-r-e: 

 O que jogaram Krovinovich, Amuzu, Carlos Vinícius, Pavón e os que entraram (banco)?

Renato não ganhou ainda, mas não perdeu. No entanto, essa sequência de empates somente será positiva se ele encaixar cerca de três vitórias e seguir invicto. Difícil.

Está na hora do técnico olhar para alternativas na base, porque, de onde nada se espera, nada virá. Tem atletas jogando na fase "final de festa".

Será uma briga intensa até a trigésima oitava rodada.



sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Opinião



Acredito na vitória 

Acho que o Grêmio ganha o clássico. Claro! Ressalvando detalhes inesperados, como uma expulsão, um erro de arbitragem, mas "fora isso", mesmo com os resultados adversos do meio de semana, vitória de um concorrente ao rebaixamento (o Inter) e um empate indigesto em Belém, ele pode conquistar os três pontos. Por quê?

- Porque a Arena já mostrou sua força em Grenais anteriores de 2026.

- Porque o empate diante do Remo botou pressão no elenco pela forma como a vitória escapou.

- Pelo tempo a favor da equipe que vai para seu terceiro jogo com o novo velho treinador. As ideias começam a se consolidar no time.

- A volta dos laterais é um acréscimo e a possível inclusão de Krovinovich, um acerto, igualmente, um acréscimo.

— Porque, vendo os melhores momentos da partida do Coirmão, eles me lembraram a vitória dele diante da Chapecoense, uma exceção. Ou seja, o Corinthians, que vinha de seis derrotas consecutivas jogando fora (Beira-Rio), transformou o goleiro do Inter no melhor em campo e teve três bolas nas traves. Conclusão: um empate ou vitória do Coringão não seria absurdo.

Encerrando, é meu sentimento para este clássico. Posso estar enganado, mas acho que não.


quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Opinião



A Bola não entra por acaso

Ferran Soriano escreveu um livro com este título, mas num sentido diferente ou até oposto à manchete do post.

Se a obra de Soriano exalta o planejamento e a competência no seu período de vice-presidente do Barcelona, esta crônica vai em direção contrária. A pelota não se acomodou nas redes dos paraenses por falta de talento dos avantes gremistas, quando a partida estava 1 a 0 para o Tricolor. 

Lances cara a cara com Marcelo Rangel. Foram quatro, sendo duas chances no mesmo ataque, e todas desperdiçadas.

E a situação é tão constrangedora que Enamorado e Braithwaite, perdendo os gols, ainda fizeram mais do que Amuzu, Pavón, Carlos Vinícius e Tetê, quarteto de futebol muito limitado até o momento, e aí são seis atacantes do clube. É sintomático.

Para complicar mais, o mesmo lance de Vitinho no gol vermelho nos 3 a 1 (Grenal) apareceu no empate do Remo. As mesmas desatenções de Marlon, antes, e de Caio Paulista, hoje. Deu saudades de Bruno Cortez, que "fechava" muito bem nestas bolas que vêm do lado oposto de ataque.

Houve algo positivo? Sim, os jogadores pareceram mais "fininhos" e melhor preparados fisicamente. Houve mais oportunidades ofensivas.

Também, Danilo Barbosa demonstrou mais mobilidade do que Noriega, enquanto Kanneman fez um raro gol e esteve menos afoito, apesar da penalidade cometida na primeira etapa. 

O goleiro manteve a média de suas atuações, mas, de modo geral, os demais ficaram devendo muito.

Se tivesse vencido, a análise seria mais suave, mudaria o texto da postagem? Sim, porque um fato se sobressairia a todos os demais: A primeira vitória fora da Arena. 

Porém, o histórico perverso se repetiu.

Agora é o clássico. Parece que o Grêmio vai mais pressionado do que o Coirmão.


terça-feira, 6 de outubro de 2026

Opinião



O Primeiro Desafio Pós-parada 

Todas as vezes em que houve parada longa, geralmente eventos da FIFA, independentemente de treinador, a volta à normalidade só demonstrou que não houve evolução no desempenho do time nos variados momentos. É uma sina ou erro de metodologia.

Pois bem, Renato agiu silenciosamente (e isto é um avanço na sua habitual conduta); focou nos detalhes: preparação física, olhares para a base, recuperação de atletas "encostados" no elenco e, salvo engano, mudança de comportamento tático, o que vazou na imprensa é de se ter um Grêmio mais ousado, mais ofensivo.

Amanhã, às 19:30 h (ainda não sei se conseguirei ver a primeira etapa), o desafio é grande, ou seja, um adversário com novo técnico (Carpini), o desespero na tabela, a distância imensa até o Pará, um clima diferente, etc. No entanto, a situação e o futuro gremista estão em jogo neste resto de certame, ou seja, se quiser recuperar a confiança, o grupo vai ter que apresentar mais e melhor futebol. 

Pelo que se depreende da direção atual, o destino da instituição está na mão prioritariamente da Comissão Técnica e dos atletas.

É o que desconfio.



quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Opinião



Dom de Iludir 

Começo pelo grande acerto da Comissão Técnica atual, que, silenciosa ou apenas ouvindo os atletas, se movimenta para ajustar o time para a "guerra" dos 30 pontos no Brasileirão e, de quebra, tentar chegar à final da Copa do Brasil.  Foco total.

Prosseguindo, também é hora de olhar para o rosário de equívocos da gestão de Odorico e seus pares, em especial, os responsáveis pelo futebol, os grandes patrocinadores do estágio em que se encontra o Tricolor no certame nacional.

Se a expectativa com a vinda de Castro era boa e aceitável, sua teimosia e inação nas mexidas táticas e técnicas não foram detectadas ou, pior, restaram desprezadas pelos gerenciadores da essência do clube, o futebol.  

Um dos integrantes, aquele incensado por parte da imprensa, dava "cátedra" de como agir para romper o ciclo vicioso de trocar o técnico nas primeiras turbulências; chegava até a citar as mudanças nominalmente de treinadores. Agora, depois de todos os sinais evidentes de que Castro não daria certo, ele sucumbiu e anda sumido da mídia.

Antes do seu freio, assumiu a missão de criticar de forma enfática a gestão anterior, que teria "quebrado" o clube, mas, contraditoriamente, os gastos em contratações bateram nos 140 milhões (Nardoni, Tetê, Enamorado e Leonel Perez), valor igual ou próximo ao dispendido pela direção anterior. Eu imaginava que o presidente deveria tomar para si esse papel e não o gerente de futebol.

Finalizando, a comissão técnica capitaneada por Luís Castro tem muita "culpa" na situação em que o clube está em pleno outubro; no entanto, sempre é bom alertar que o português era funcionário do Grêmio e, em tese, estava permanentemente avaliado em sua performance, em seu desempenho à frente do elenco. 

Não dá para pôr  exclusividade na conta dele o insucesso. O furo está localizado acima do seu cargo.

Esclarecendo: O título da postagem é porque, no deslocamento do campus universitário até a minha residência, a "rádia" tocou "Dom de Iludir", sucesso de Gal Costa.

Só isso.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Opinião



Três meses e a existência do clube

Arrisco a dizer que o derradeiro trimestre de 2026, que começa semana que vem, será o mais importante da história recente do Grêmio. Tenho essa convicção e explicarei a seguir.

Primeiro, alerto que alguns dirão: — Já caiu três vezes e está aí. Sobreviveu. 

Porém, o futebol, o seu entorno, mudou drasticamente numa velocidade impensada, depois de 2021 (o recente rebaixamento). A Fifa ampliou sua influência, mas soube ser subserviente quando viu um adversário mais temido, o governo dos EUA, durante a Copa do Mundo. Tirando isso, ela dá as cartas, sem constrangimentos, e seu exemplo é seguido pelos tubarões, gestores nacionais e seus parceiros. Vale lembrar que o Campeonato Brasileiro adquiriu um "sobrenome" de bet, então, a importância de certos clubes encolherá nesta realidade.

As bets têm origens nebulosas e seus tentáculos ainda não foram totalmente identificados. Estão por todos os lugares; basta abrir qualquer site e elas (bets) invadem a tela. Estão fortes no futebol, este que se fragiliza a cada informação desta "bad influence".

A inovação das SAFs é campo fértil para investidores, que nem sempre é salutar para os clubes; temos muitos exemplos no futebol brasileiro. 

A queda do Grêmio e a opção de se tornar SAF apresentam um grande risco de absorção por um "conglomerado" de gremistas "abnegados" que podem oferecer um valor subestimado, minorado. Não será uma "Emirates" que absorverá o nosso clube; esses "abnegados" farão força para ser escolhidos.

Ressaltando, a Série B mudou as regras para o acesso; ficou mais desafiador "subir".

Além disso, mesmo mantido na elite do futebol, é certo que terá que refazer o elenco em grande quantidade. O clube deverá perder ou liberar quase todos os atacantes, incluindo Carlos Vinícius, Tetê, Enamorado, Braithwaite, Pavón, Amuzu e talvez Jovane Cabral.  Agora, imaginem caindo: do time principal não sobrará ninguém, porque a folha salarial será encolhida (Weverton, Villasanti, Krovinovich) e a necessidade de fazer caixa poderá atingir até jovens como Pedro Gabriel, Wallace e Diego Caito.

E a comissão técnica? Também terá que se enquadrar na nova "filosofia" do clube. Virá quem? Uma aposta?

Mas, se se tornar uma SAF, não vão ingressar valores? Sim, porém, a transformação da natureza jurídica tomará um tempo incerto, então o melhor remédio é fazer destes três próximos meses os mais importantes da instituição.

Se cair, o Grêmio deixará de existir tal qual é nestes 123 anos. Será como o Correio do Povo ou a RFFSA, etc. Fica a marca, mas a essência mudará, provavelmente para pior.