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sábado, 7 de novembro de 2026

Opinião



Grêmio vai à final da Copa do Brasil 

Espetacular, assim, classifico o empate que levou o clube à decisão da Copa do Brasil, pois o Tricolor está na zona do rebaixamento e vinha de uma partida vexatória diante do Flamengo; então, mesmo confiando na imagem de "Copero", a situação era complicada.

Há vários fatores, alguns bem conhecidos: Wéverton, que é o melhor goleiro dos últimos 50 anos do clube (melhor não quer dizer maior, mesmo caso de Luizito Suárez), também Carlos Vinícius, um achado da gestão anterior. Ambos, absolutamente decisivos nesta classificação de 180 minutos.

O treinador Renato tem mérito na fixação de Balbuena, na recuperação de João Pedro, no despertar de Caio Paulista. Aliás, eu tenho uma "bronca" com jogadores que estão em final de vínculo com os clubes, pois, antes de serem adquiridos, crescem, se dedicam e entusiasmam a massa torcedora (Gabriel, filho de Wladimir, William Potker, Vanderson, Wésley), caso do lateral/ponta gremista.

Especificamente, o primeiro tempo do Grêmio foi sofrível, 74 a 26% de posse de bola. Aos 12 minutos, o goleiro gremista praticou uma de suas defesas fundamentais para o time seguir vivo no jogo. O gol Tricolor se transformou na única bola que resultou em atingimento à meta do Galo.

Na etapa final, a grande sacada do treinador gremista: a inclusão de Dodi no lugar do esforçado, mas ineficiente, Enamorado.

Para fechar a tampa do caixão, a defesa magistral de Wéverton na bola cara a cara com Renan Lodi. Ali, eu senti que a classificação viria. Ela tem ares de Cássio diante de Diego Souza ou de Armani à frente de Éverton Cebolinha, 2013 e 2018, respectivamente (LA).

Os melhores foram o Wéverton, Noriega, Carlos Vinícius (pela eficiência), Villasanti e Balbuena.

Valeu muito a classificação, que poderá dar uma turbinada na luta pela permanência na Série A.

sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Opinião



Cenários 

Num exercício de imaginação, eu coloco dois dos muitos cenários que o final de 2026 pode apresentar para o nosso Tricolor:

Cenário 1

O Grêmio avança para a final da Copa do Brasil, o que o classifica para a Libertadores. Isso coloca o Atlético Mineiro, que, diante da hipótese de um insucesso diante do Boca Juniors na Sul-Americana, na obrigação de competir forte no Brasileirão. Isso complica Mirassol e Corinthians Paulista. 

O Tricolor terá que fazer a sua parte nesta competição para, quem sabe, conquistar a Copa do Brasil, fugir do rebaixamento e, se o Coirmão cair, ver 2026 repetir 2016.

Cenário 2

Grêmio supera o Galo, vai para a final da Copa do Brasil, perde para Vasco ou Palmeiras, é rebaixado no Brasileirão, fica alijado da Libertadores.

Com a crise, com a queda, precisará refazer o seu elenco. O Grêmio verá Carlos Vinícius assinar com um clube da primeira divisão brasileira, enquanto o Palmeiras negociará o seu arqueiro Carlos Miguel para o exterior e "repatriará" o ídolo Weverton para atuar por mais 2 a 3 temporadas no seu grupo.

Com esse quadro, repetirá 1991, ano do primeiro rebaixamento e da perda da CB de forma invicta.

Como será?


quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Opinião



Derrota previsível e perigosa 

Acabei assistindo todo o jogo e, olha, é muita perda de tempo. Estou sendo derrotado por pontos nesse "prazer" de ver meu clube do coração. Em breve, o nocaute virá.

O que foi aquele primeiro tempo? Não precisava ser assim, mesmo que o resultado negativo já estivesse desenhado antes do apito inicial, quando o Grêmio anunciou rifar a partida.

Mal escalado, mal pensado, diante de um dos dois únicos clubes concorrentes ao título, só poderia ser goleado em único tempo do jogo.

Tetê não deve ser mais escalado, independentemente das razões, como ruindade, adaptação ou problemas pessoais.

A "dobra" do lado esquerdo (Caio e Pedrinho) apenas comprovou que, se não houver treinamento, o improviso resulta em fracasso. Kannemann é "mais do mesmo" e Gustavo Martins é um carrossel de emoções. Para zagueiro, esse "predicado" não serve.

O segundo tempo apresentou algumas correções realizadas pelo treinador, mas a causa principal do evitamento do massacre está no desinteresse do Flamengo.

Com Mirassol, Botafogo e Vasco vencendo, a turma do desespero diminuiu. 

domingo, 1 de novembro de 2026

Opinião




 Grêmio arranca com grande vantagem na CB

Baita vitória na Arena. Uma vantagem de 2 gols, mesmo que possa desmanchar diante do Galo em Minas, é para ser comemorada muito. 

O Tricolor repetiu o time do meio de semana e fechou 3 vitórias consecutivas com o aditivo de não sofrer gols. É uma evolução e tanto.

Renato está no topo das causas do processo evolutivo, Noriega, o estado anímico, a boa desenvoltura de Caio Paulista, tudo isso é novidade. O que se mantém em alto significado é a participação decisiva de Weverton em todos os jogos.

Ele é o grande responsável pela "respiração" do Tricolor na luta contra o rebaixamento e pela chegada à situação de quase ser finalista da Copa do Brasil. Weverton passa incólume pelo mau futebol azul de 2026.

A partida apresentou um Grêmio lutador, bem defensivamente, mas muito carente de jogadas, de posse de bola, de ações coordenadas. Contou com a inoperância ofensiva do time mineiro.

Foi uma semana excelente, quase inédita, e a herança maior foi a recuperação da confiança do elenco.

O Flamengo é outra história. A briga do Grêmio será contra os outros adversários a seguir.


sábado, 31 de outubro de 2026

Opinião




 Torneios são aleatórios. Bom para o Grêmio

O desempenho gremista no Brasileirão mostra o fosso em que se meteu com o atraso na troca do técnico, erros nas contratações e o desespero em trazer um treinador semi-aposentado. Como o Atlético Mineiro tem um comandante técnico que veio com excelente retrospecto (Estudiantes) e logo ajustou o Galo, daria para "cravar" que a vaga está definida.

"Só que não!" Esse tipo de competição caracteriza-se por apresentar, de vez em quando, surpresas incríveis nas fases de semifinais e finais. Há incontáveis agremiações que beliscaram o título e até algumas que botaram a mão no caneco. 

E o Grêmio é o segundo maior vencedor da história da Copa do Brasil, então, se ele passar, não será uma zebra, mesmo considerando o momento de oscilações.

Com o anímico recuperado, o primeiro jogo em casa numa Arena lotada (acho que o feriadão não vai impedir isso) e, quem sabe, com um fato aleatório a favor destes que aparecem de vez em quando em decisões, não está proibido sonhar.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Opinião



Uma Baita Vitória 

Era inadiável a conquista dos três pontos e o Tricolor conseguiu. Este resumo é o se viu ontem à noite.

O Furacão está mais ajustado como time; Odair treina o elenco desde a passagem pela Série B e o Grêmio vem oscilando, pior, não mostrava evolução. Mais do mesmo.

Os gols vieram de bola parada, uma fragilidade que a equipe paranaense apresentou desde o segundo minuto da partida. Gols dos defensores Marlon e Balbuena.

O ponto mais positivo depois da vitória (ou antes, como causa) foi o envolvimento dos jogadores. Teve comprometimento, pegada, irresignação e, claro, o apoio da massa torcedora.

O elemento negativo dentro dos gramados é a insistência em tocar a bola para o nosso arqueiro. A bola ronda o arco gremista e Weverton mostrou mais uma qualidade numa situação de "aprêmio": teve que dividir um lance fora da área, que, geralmente, redunda em gol do adversário ou expulsão do goleiro. Ele se saiu bem dessa, mas não deixa de ser uma falha de seus zagueiros.

A bola rifada para o ataque gremista também precisa ser eventual e não uma "norma". Quando saiu o Carlos Vinícius, os zagueiros paranaenses ganharam todas pelo alto.

Enamorado demorou a perceber que não ganharia nenhuma no corpo com Esquivel, só subiu de produção quando recebeu a bola para correr. Enfim, muito esforço, mas, de novo, um gol incrível perdido. 

As trocas, com exceção de Dodi, não implicaram acréscimo ao time. Tetê teve um desempenho ruim, enquanto Braithwaite, isolado, não contribuiu em nada; Caio Paulista e Wagner Leonardo não comprometeram a equipe, mas também não se destacaram.

Houve notícias positivas, como o desempenho de Balbuena, uma das melhores atuações de Noriega, e o despertar de Amuzu, que volta a incomodar o setor defensivo adversário. Parece que vai sair em alta do clube.

Finalizando: achei ótima a ideia de preservação de Carlos Vinícius e Weverton, diante do Flamengo.

Hora mais do que nunca de ser racional.

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Opinião



Inegociável 

Esta noite, a vitória é imprescindível. É difícil? Sim, o clube se meteu nessa enrascada, então só resta jogar e ganhar.

A história registra casos de superação que desafiam a lógica, como ganhar apenas os três últimos confrontos e garantir os nove pontos necessários para se manter na Série A; no entanto, essa possibilidade é improvável, sofrível e sujeita à análise que conclui a persistência de erros até esse desfecho.

Tem no meio disto as semifinais da Copa do Brasil, por isso, vencer o Furacão é façanha inadiável.

Melhor não desafiar a sorte.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Opinião



E a Vitória fora de casa chegou 

Há várias notícias boas neste jogo em Curitiba, mesmo que algumas razões se encontrem na fragilidade do adversário.

Acho que Renato exagerou na colocação de três zagueiros, porque o Coritiba tem um ataque bem frágil e quando teve a chance cara a cara com Weverton, o goleiro assustou o avante e defendeu com certa tranquilidade.

Na frente, o detalhe tirou a vitória já na primeira tempo, uma defesa espetacular de Morisco e a trave impediu um golaço de Carlos Vinícius. 

O segundo tempo valeu pelos três pontos. Com a entrada de Krovinovich, o Tricolor passou a dominar completamente o Coxa, mas a imperícia e a boa atuação do arqueiro alviverde evitaram a abertura do placar.

Amuzu cresceu na partida e Braithwaite teve o mérito de cabecear fora do alcance do goleiro.

Sai uma tonelada das costas do elenco e do técnico, mas a guarda não pode baixar. Três dias à frente, o Imortal encara o outro paranaense e o furo é mais embaixo.

De qualquer forma, o Grêmio volta para a briga de "escape" do Z4 e, ao que parece, novos candidatos estão se habilitando para a luta (Mirassol, Botafogo, Coritiba, Vitória), juntando-se ao habituais Inter, Corinthians, Vasco e o próprio Tricolor.

A volta das lesões é o fato negativo dos últimos dias.


quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Opinião



Quando as Críticas viram Elogios 

Estou entre aqueles que acharam a demissão de Castro correta e tardia. O trabalho não deu liga no Grêmio e eu esperava muito. Paciência! Vida que segue.

No entanto, a vida seguiu de uma forma óbvia e insatisfatória com a troca de técnico. O que veio até este momento só deu "pau" em tudo e em todos, do presidente ao elenco. Sobrou para quem contratou, quem foi responsável pela escolha do elenco, pela preparação física e, principalmente, para o antigo "professor", que, segundo o novo responsável, não deixou nada.

É jogador acima do peso; o vestiário virou um "arquipélago", pois há várias ilhas, "bolinhos" de atletas, se comunicando, traduzindo a língua, etc...

Como entendo que Renato não veio para fazer um diagnóstico, muito menos público, do quadro do futebol gremista, e sim para "arrumar" o que estava precisando de conserto, ele não está cumprindo o seu papel.

Aliás, com suas críticas, contraditoriamente, o desempenho ruim de Castro fica amenizado, porque, com toda a análise negativa do atual treinador sobre o que ele encontrou, o português conseguiu reconquistar o Gauchão, ser semifinalista da Copa do Brasil e deixar o clube na zona de permanência do Grêmio no Brasileirão de 2027.

É bem mais do que o que se tem neste final de outubro.




terça-feira, 20 de outubro de 2026

Opinião



Causa e Consequência

Fico pensando nessa cena: o Renato chega no Athlético Paranaense ou no Flamengo e detona o trabalho dos dirigentes. Detona mesmo!!! O que aconteceria?

Certamente, alguém vai me chamar a atenção para o fato de a relação Renato-Grêmio ser diferente. Claro que eu sei! Mas, será que aí não está uma das (ou a) causa(s) para esse estado de coisas que virou um clube centenário, multicampeão, com 8 milhões de torcedores e detentor de uma das maiores grifes mundiais?

Isso, além de ter uma camisa já eleita como uma das mais belas já produzidas, um estádio de "primeiro mundo" e páginas e páginas brilhantes (hino, a estrela, Eurico Lara, a Batalha dos Aflitos)? Pode estar concluindo a "pós-graduação" em rebaixamento. Pode publicar uma cartilha sobre isso.

Os dirigentes estão no topo das causas. Cada gestão coloca um ingrediente novo, malévolo, ao cadinho de ações levianas para afundarem o Tricolor. A mais recente é não contratar o técnico A ou B porque possuem tendências esquerditas ou, pior, num clássico Grenal super relevante (perdoem a redundância) num ambiente fraturado pelo período de uma eleição dividida, colocar na casamata, portanto, no gramado, uma figura política.

É pouco? Imaginem qualquer clube, menos o Grêmio, e nele as notícias exploradas em nível nacional dão conta de que o técnico rebenta publicamente com a qualidade de seu elenco. 

Sinceramente, por mais fanático ou alienado que seja o torcedor, ele, no mínimo, na sua ingenuidade, vai chegar à conclusão: — Opa! O técnico pisou na bola.

Os deuses do futebol aprontam muitas surpresas; pode ser que decidam ajudar o Tricolor nessa empreitada e vença o Galo na CB, talvez mantendo-o na Série A, algo que este que escreve torce muito, mas, depois disto, é crível imaginar que os mandatários do clube farão o mea culpa e, numa profunda reflexão, concluirão: "Não dá mais!" Vamos fazer uma revolução?

Até pode ser, entretanto, quem garante que o objetivo dos dirigentes seja isso? O bem do clube.