Vitória que era inadiável
O triunfo era intransferível; esse, diante do Santos em casa, o Grêmio conquistou, mas tomou sustos em falhas individuais grotescas.
Houve progressos no time; Luiz Eduardo parece um veterano na zaga, Pavón vem evoluindo, as tomadas de decisões incompreensíveis estão diminuindo, Perez fez seu melhor jogo, Carlos Vinícius voltou a ser decisivo e Tetê entrou, mostrando muito mais disposição, marcou o gol definitivo e perdeu outro até mais "fácil". Fazendo, sua atuação daria um salto de qualidade; de qualquer forma, é o seu terceiro tento este ano e Arthur, o maestro, parece Iniesta.
Amuzu e Viery, bem, e aí entra a turma que ficou devendo: Braithwaite não se adaptou ontem ao que pedia o jogo, Amuzu abaixo do que já mostrou e Caio Paulista mais Enamorado, muito mal.
Com a provável saída de Viery, Castro pode trabalhar a ideia de manter Gustavo Martins e Luiz Eduardo, fazendo a adaptação de um deles para o lado esquerdo da zaga.
Se Pavón continuar evoluindo e vier um lateral direito, mais Pedro Gabriel na esquerda, com Weverton no gol, o quinteto final fica formado. Com Arthur permanecendo e a volta de Villasanti, além de Carlos Vinícius e Amuzu na frente, Castro terá um "esboço" interessante para o segundo semestre, embora ainda haja lacunas a serem preenchidas.
O Santos mostrou por que é candidato ao rebaixamento. Time muito frágil que, neste confronto, resistiu até onde pode pela letalidade de Gabriel Barbosa; senão, seria goleado.









