Páginas

domingo, 2 de agosto de 2026

Opinião



Empate reforça o mau momento gremista 

O olhar poderia ser de otimismo, porque passou invicto pelo jogo de ida na casa do adversário. Normalmente é isso, mas eu não consigo ver algo positivo a não ser sair "vivo" para a decisão da volta. Só isso.

Por quê?

- Porque, excetuando Weverton e Carlos Vinícius, Gabriel Mec é o melhor jogador do elenco. Pelo menos, a amostragem e a expectativa indicam isso, e ele é banco.

- Porque o time sofre gols em todos os jogos e ultimamente está marcando poucos, então a tendência é de ter de marcar dois para não encarar os tiros livres. Ou alguém imagina sair quarta-feira sem ser vazado?

- Porque Castro não muda o esquema, desprezando todos os indicativos que o gramado aponta. 

Sobre a partida desta noite: 

- Diego Caito fez uma partida igual ou superior à de Pavon. Merece sequência.

- Wallace, idem. Ele não ficou devendo ao atual Kannemann, porém, mais jovem.

- O meio de campo só tem uma vaga garantida, a de Villasanti, isso, em função da lentidão de Noriega e Nardoni.

- Amuzu e Tetê foram decisivos para o empate, mas estiveram longe de fazer um jogo bom.

- Não houve "abastecimento" ao centro avante. Na que foi, ele acertou um chute magistral, mas encontrou Walter numa defesa iluminada.

- Jovane Cabral não acertou nada. Tomara que seja só a fase de adaptação.

Então, praticamente, foi mais do mesmo.



sexta-feira, 31 de julho de 2026

Opinião



A Direção tem a maior fatia do Fracasso 

Critica-se muito o treinador que tem errado "pra caramba", em especial quando não abre mão de um esquema que tem se mostrado ineficaz e, mais grave, pernicioso para o time. 

Ter três atacantes, quando o meio de campo não se impõe com um trio de volantes, é uma desinteligência incompatível com a biografia do mister, que surpreende negativamente até os jogadores do grupo. 

E aí entra ou deveria entrar a direção. Não se trata de se intrometer no trabalho do treinador, mas de cobrar um funcionário do clube que é muito bem remunerado para não apresentar um desempenho minimamente satisfatório. Será que ela, a direção, se sente refém do treinador pelo contrato "predador" que fechou com Castro? Será que não pode sugerir mudanças no "coração" de um clube de futebol, isto é, o que ele apresenta nos gramados?

E essa conversa de herança maldita de gestões anteriores? Mas quem contratou Perez, Nardoni, Tetê, Enamorado, Caio Paulista, etc.?

Lógico, tem alguns estrangulamentos, como ter que liberar Arthur (2.800 milhões mensais) e a necessidade de vender Viery, que são ações inevitáveis. Então, antes de ser uma crítica, o que fica é uma constatação: O time enfraqueceu.

O que fica de positivo até agora? O título do Gauchão e a vinda de Weverton. Se mantiver Carlos Vinícius, eu também vou considerar um acerto espetacular. Será que ele fica?

Finalizando, recebi de um amigo, um gremista dos "quatro costados", uma crônica do jornalista Moisés Mendes, que não vou postar o link aqui para não dar margem a interpretações de cunho político ao blog, mas recomendo que pesquisem nos sites (de busca) o artigo dele intitulado "O aparelhamento de um clube de futebol".

Façam isso e entenderão por que o Grêmio de Luiz Carvalho, Foguinho, Telêmaco, Gessy, Renato, Tarciso, Adilson Baptista e principalmente, nosso clube, está à beira de ficar apenas na lembrança, pois irá se transformar noutra "coisa".


quinta-feira, 30 de julho de 2026

Opinião



Castro não cai, por enquanto 

Tenho uma frase nos esportes que eu acredito que é: a surpresa só se apresenta de surpresa. 

Mas, desta vez, eu, que sempre fico com um pé atrás diante de uma (pseudo) barbada, caí do cavalo. Não acreditava em eliminação em casa, mesmo diante do fraco, porém organizado, Bolívar.  Pelo que ocorreu no gramado, é injusto dizer que foi zebra.

Ao contrário de outras derrotas, hoje eu não "envaretei" com o resultado. Talvez, como li num comentário na postagem anterior, com meia hora de partida, a esperança tenha desaparecido. O Tricolor não venceria nem por decreto, e eu me convenci disso antes do final da primeira etapa.

Castro tem muita responsabilidade na desclassificação. Se nesta citada postagem anterior eu elogiava uma (suposta) escalação equilibrada do meio para frente, logo que vi a nominata de três volantes muito parecidos e meio time reserva, não entendi onde o treinador queria chegar. Ele tinha que atacar e deixou a posição de armador de fora. Se não quisesse Mec, que entrasse com Monsalve, Riquelme ou até Jefinho, enfim, alguém com características mais ofensivas do que Dodi, para citar um do trio escalado.

O jogo foi comprovando os erros do técnico, a decadência de Kannemann, que, sem o viço da juventude, vira um zagueiro batível a qualquer momento, como ocorreu no tento único da partida.

No mesmo lance que mostrou uma limitação de Grando, que a maioria dos goleiros gigantes e pesados tem, qual seja, a bola rasteira e rápida; a resposta (reação) deste tipo de arqueiro é lenta (caso de Lucas Perri). 

Braithwaite não é Carlos Vinícius. Ponto final. Matheus Nascimento é mais jogador que André Henrique, outro ponto final. E Amuzu? Bah! Indiquem o caminho do Salgado Filho para ele, que quer renovar por 1,5 milhão por mês. Uma nulidade.

Tetê, Enamorado, Pavón, Gustavo Martins, Nardoni, Marlon, etc... Ninguém se salvou esta noite.

Se existe algo de positivo nesta derrota, é o alívio no calendário em detrimento ao interesse financeiro e a alegria da massa torcedora. Só.

Luís Castro precisava de tempo para mostrar o trabalho; aí, ele teve a parada da Copa.

Só não sai pela multa rescisória que informam ser de milhões de reais.

A gente se apega em qualquer coisa, nestas situações. Noutro momento, nós, torcedores, pedimos a saída de Mano na derrota em casa para o Sport. Ele ficou e segurou a bronca, e o time permaneceu na Série A.  Será que vai funcionar com o português?

Pior é ouvir uma parcela da torcida pedir por Renato, sem se dar conta de que ele é um dos engenheiros do estado de coisas que grassa no Humaitá, desde 2019. É como tomar analgésico para combater câncer.


Opinião



Dia de passar de Fase 

Hoje, a convicção de que o 2 x 3 na altitude foi um resultado "prático" será posta em prova. Se passar, apaga o revés e o olhar é para a próxima fase.

A escalação provável indica um time coerente com dois volantes "híbridos", em tese,  atacam e defendem: Villasanti e Nardoni, e um meia de articulação, Mec, na frente, dois pontas e um centroavante (Braithwaite).

Dá, e deve, passar de fase.

Outra situação: a presença no Z-4 é péssima, porém, com um jogo a menos, quando ele começar a cumprir este atrasado, no trilar inicial da partida, ele já estará fora desta turma. É ruim, mas não desesperador.

Aliás, escrevi que, se o nosso objetivo é apenas escapar do rebaixamento, o negócio era enxugar a folha. (23 milhões de reais) e buscar um novo elenco, vide: Folha, terceiro parágrafo.

A Direção está indo ao encontro deste pensamento.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Opiniao



Um pouco de otimismo

O ano de 2026 é de muita (justificada) crítica da torcida ao clube. Excetua-se o título gaúcho, cujas causas têm a "mão" do principal concorrente, que rateou num único jogo e abriu o caminho para o Tricolor botar faixa no peito e taça no armário.

Porém, hoje, olhando os últimos movimentos da direção, dá para encontrar chances de darem certas as contratações mais recentes. Usando de otimismo, vejam:

- Diego Caito estreou muito bem. Tudo bem, houve um lateral-direito trazido por Luxemburgo chamado Toni, que na estreia "rebentou a boca do balão", mas...

- Matheus Nascimento, eu o vi ser o destaque em mais de uma partida do Glorioso; oscilou, mas pode renascer no Imortal.

- Wallace é para grupo.

- Jovane Cabral disputou a Copa do Mundo com uma seleção sensação do torneio. É "cascudo", não vai tremer.

- Krovinovic é experiente, sem ser um veterano. Conhece o idioma, não custou nada além do salário, que será de R$ 400 mil ao mês. Para se ter ideia do bom negócio em números, Maripan, o chileno contratado pelo Coirmão, um zagueiro lento que lembra Rogel, veio por 1 milhão a cada 30 dd, vide Maripan.

Lógico, essa é uma expectativa positiva, a realidade poderá confirmar ou não.

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.


domingo, 26 de julho de 2026

Opinião



Empate num jogo ruim 

Assistir a jogos como o do Inter e do Tricolor neste final de semana frustra a quem gosta do bom futebol, em especial depois de alguns confrontos na última Copa do Mundo, onde até países sem tradição na competição jogaram bem.

Então, quando eu leio/ouço que Grêmio e Fluminense fizeram um bom enfrentamento, eu vejo que algo está muito errado: eu ou o futebol.

O Tricolor trouxe um trio de volantes, o que, à princípio, mostrava uma intenção de mudar o estado de coisas das mais recentes apresentações; no entanto, acontece que Noriega, Nardoni e Villasanti deixaram o meio gremista muito lento, em especial o peruano.

Tetê e Amuzu, pelo que mostraram esta noitinha, estão "usurpando" o lugar de Enamorado, por mais limitado que este seja. Pelo menos, a entrega do colombiano é muito maior e, assim, o resultado prático para o time é levemente superior.

Pavón compromete defensivamente, mesmo com toda a transpiração. Aliás, tratando de comprometer, por favor, direção, preserve Walter Kannemann, proteja o ídolo, ele está num processo de final de carreira. Cada partida sua é risco para o time.

 Hoje, além da penalidade de amador, noutro lance, o recuo para o goleiro é digno de Werley ou Bressan, e Grando, que fazia boa partida, mostrou que, num sufoco, não tem o "cacoete" de usar bem os pés. Era bola para rifar para a lateral. Tocar com as mãos só não foi a pior tomada de decisão, porque contou a má jornada (mais uma) da árbitra.

Entre os aspectos positivos, destacam-se o retorno de Marlon, apesar da falta de ritmo, as boas estreias de Caito e Jovane Cabral, além da sorte que parece não ter abandonado o Tricolor.

No fim, o empate foi um prêmio, porque o Grêmio correu atrás no placar. Se a ordem dos gols fosse contrária, a massa estaria mais decepcionada ainda.

sábado, 25 de julho de 2026

Opinião



Jeito de Decisão 

Dá para dizer que este jogo de amanhã é o mais importante na caminhada do time e tem jeito de pedreira, basta ver a escalação do clube carioca. Vejam: Fábio, Thiago Silva, Guilherme Arana, Hércules, Acosta, Hulk, Cannobbio; é muita gente talentosa. E tem um treinador que está tirando muito mais do que o anterior.

É momento de superação, concentração e contar muito com Werverton e Carlos Vinícius. Os demais, coadjuvantes na prática, precisam transpirar muito para não colocar o Tricolor no Z-4.

Há novidades no banco, Cabral, Caito, Matheus Nascimento, mas não dá para colocar nos ombros deles sair de imediato desta situação que persiste nas mais recentes performances do clube no Brasileirão.

Confronto de prognóstico complexo.


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Opinião



Uma Derrota "peleada" 

Pelo que eu esperava, o desempenho físico e anímico gremista me satisfez. Embora nunca seja bom perder, um jogo fora de casa em um ambiente inusual, em que se sai derrotado por uma diferença mínima, consegue voltar "vivo" e trazer a decisão para o seu campo, pode ser considerado um resultado aceitável.

Houve erros grosseiros, alguns do conhecimento geral, como a inaptidão de Pavón para a marcação (na frente, ele foi muito bem); Perez errou o posicionamento no início do confronto, e isso promoveu o 0 a 1, gol de cabeça. No segundo, novamente, o lateral argentino improvisado foi batido.

O que surpreendeu? O poder de reação, isto é, por duas vezes (Villasanti e Tetê), o Grêmio buscou o empate, além de jogar mais verticalmente em relação às jornadas anteriores.

Na etapa final, a altitude deu o tom do sufoco e aí apareceu o grande goleiro. Weverton garantiu o placar acanhado para o Bolívar e, no segundo gol sofrido, ele ainda conseguiu tocar na bola, algo que outros goleiros de menor envergadura não chegariam no lance, portanto, não considero falha.

Além do arqueiro, gostei do Pavón, parte "ofensiva" e Villasanti, mostrando que o Tricolor ganhou um titular no meio.

Para encerrar, essa derrota só se fará palatável, se na disputa da semana que vem, o Imortal conseguir avançar para a próxima fase.


terça-feira, 21 de julho de 2026

Opinião



Diagnóstico 

Esta semana, mais do que em outras, as notícias, opiniões e palpites sobre o que o Grêmio precisa pipocaram na mídia e nas redes sociais. Aqui mesmo, eu dei meus pitacos; não teve como não esconder o sentimento de tristeza sobre o momento Tricolor e, mais ainda, sobre as consequências para o clube, se a situação se mantiver nesta "toada".

E o tiroteio atinge direção, comissão técnica e jogadores. Todos, em maior ou menor grau, são eleitos os responsáveis pelo quadro atual.

Neste caso, o presidente, mais do que ninguém, deve buscar, dentro de todos esses elementos (seus pares eleitos no final de 2025, comissão técnica e jogadores), quem são os causadores do baixo desempenho do time ao longo de 2026.

Tem omissão dos companheiros do primeiro mandatário? É a comissão técnica insuficiente ou incapaz? São os jogadores dominando o vestiário e dando as cartas do que pode ou não pode dentro do campo?

De certeza: o futebol não vai aparecer por mágica, os resultados, idem. Não, as melancias não vão se ajeitar no andar da carreta.

As direções anteriores apostaram na inércia e deixaram o barco afundar. De tudo que houve de ruim, algo bom pode ser extraído destes fracassos: O que deve ser evitado neste ano.

O exemplo está na recente biografia da instituição. 

domingo, 19 de julho de 2026

Opinião


 

Convicção nova

Ouvi as entrevistas de final de jogo do presidente Odorico, do técnico Castro e de Pelaipe, responsáveis pela condução do futebol gremista nesta gestão. Fui surpreendido pelo último, que deu uma guinada impressionante nas suas convicções, quando se pronunciou que mudanças de treinador não surtem efeito, citando as saídas de Roger, Renato, Mano e, portanto, Castro deve continuar.

Pelaipe é um daqueles fenômenos cuja biografia no Grêmio é recheada de, digamos, azares na condução do futebol gremista. É ele quem traz e demite Vagner Mancini, sem derrotas, e contrata para o seu lugar.... Celso Roth (2008).

Outra lembrança que tenho de seu trabalho diz respeito às vindas de Fábio Aurélio, Sorondo, Amoroso, Kelly e Rodrigo Mendes (sua quarta passagem), todos, sem exceção, sem condições físicas. Não conseguiram jogar ou estrear.

Em 2011, para substituir Julinho Camargo, novamente, ele traz... Celso Roth.

Além disso, há as contratações de Léo Gago e Marco Antônio (ex-Lusa) para formar o meio de campo titular do Tricolor, situação só corrigida com a vinda de Luxemburgo, que indicou Elano e Zé Roberto.

Outra situação que me faz reforçar o sentimento com relação ao trabalho de Pelaipe é que Fábio Koff nunca o teve no departamento de futebol dos profissionais.  Pergunto: Koff não entendia de futebol?

Portanto, fico surpreso com a mudança de comportamento em relação à visão dos desempenhos de técnicos. Para ele, neste momento, trocar o treinador é algo que não se admite num planejamento de um clube. Está errado hoje ou esteve no passado?

Parece que a multa de Castro, que informam ser de 40 milhões de reais nada tem a ver com a alteração do modus operandi do dirigente gremista. É convicção.

De qualque forma, para conhecer um pouco do trabalho dele, momentos bons e ruins, deixo um link Ge Globo - Pelaipe.

Sugiro que leiam até o fim, o texto do GE Globo.

Será que o Tricolor vai se manter na Série A com essa trinca?

Obs: Frase sobre Brandão retirada do texto, porque a acusação não resultou em condenação.