Grêmio vai à final da Copa do Brasil
Espetacular, assim, classifico o empate que levou o clube à decisão da Copa do Brasil, pois o Tricolor está na zona do rebaixamento e vinha de uma partida vexatória diante do Flamengo; então, mesmo confiando na imagem de "Copero", a situação era complicada.
Há vários fatores, alguns bem conhecidos: Wéverton, que é o melhor goleiro dos últimos 50 anos do clube (melhor não quer dizer maior, mesmo caso de Luizito Suárez), também Carlos Vinícius, um achado da gestão anterior. Ambos, absolutamente decisivos nesta classificação de 180 minutos.
O treinador Renato tem mérito na fixação de Balbuena, na recuperação de João Pedro, no despertar de Caio Paulista. Aliás, eu tenho uma "bronca" com jogadores que estão em final de vínculo com os clubes, pois, antes de serem adquiridos, crescem, se dedicam e entusiasmam a massa torcedora (Gabriel, filho de Wladimir, William Potker, Vanderson, Wésley), caso do lateral/ponta gremista.
Especificamente, o primeiro tempo do Grêmio foi sofrível, 74 a 26% de posse de bola. Aos 12 minutos, o goleiro gremista praticou uma de suas defesas fundamentais para o time seguir vivo no jogo. O gol Tricolor se transformou na única bola que resultou em atingimento à meta do Galo.
Na etapa final, a grande sacada do treinador gremista: a inclusão de Dodi no lugar do esforçado, mas ineficiente, Enamorado.
Para fechar a tampa do caixão, a defesa magistral de Wéverton na bola cara a cara com Renan Lodi. Ali, eu senti que a classificação viria. Ela tem ares de Cássio diante de Diego Souza ou de Armani à frente de Éverton Cebolinha, 2013 e 2018, respectivamente (LA).
Os melhores foram o Wéverton, Noriega, Carlos Vinícius (pela eficiência), Villasanti e Balbuena.
Valeu muito a classificação, que poderá dar uma turbinada na luta pela permanência na Série A.









