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sábado, 31 de outubro de 2026

Opinião




 Torneios são aleatórios. Bom para o Grêmio

O desempenho gremista no Brasileirão mostra o fosso em que se meteu com o atraso na troca do técnico, erros nas contratações e o desespero em trazer um treinador semi-aposentado. Como o Atlético Mineiro tem um comandante técnico que veio com excelente retrospecto (Estudiantes) e logo ajustou o Galo, daria para "cravar" que a vaga está definida.

"Só que não!" Esse tipo de competição caracteriza-se por apresentar, de vez em quando, surpresas incríveis nas fases de semifinais e finais. Há incontáveis agremiações que beliscaram o título e até algumas que botaram a mão no caneco. 

E o Grêmio é o segundo maior vencedor da história da Copa do Brasil, então, se ele passar, não será uma zebra, mesmo considerando o momento de oscilações.

Com o anímico recuperado, o primeiro jogo em casa numa Arena lotada (acho que o feriadão não vai impedir isso) e, quem sabe, com um fato aleatório a favor destes que aparecem de vez em quando em decisões, não está proibido sonhar.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Opinião



Uma Baita Vitória 

Era inadiável a conquista dos três pontos e o Tricolor conseguiu. Este resumo é o se viu ontem à noite.

O Furacão está mais ajustado como time; Odair treina o elenco desde a passagem pela Série B e o Grêmio vem oscilando, pior, não mostrava evolução. Mais do mesmo.

Os gols vieram de bola parada, uma fragilidade que a equipe paranaense apresentou desde o segundo minuto da partida. Gols dos defensores Marlon e Balbuena.

O ponto mais positivo depois da vitória (ou antes, como causa) foi o envolvimento dos jogadores. Teve comprometimento, pegada, irresignação e, claro, o apoio da massa torcedora.

O elemento negativo dentro dos gramados é a insistência em tocar a bola para o nosso arqueiro. A bola ronda o arco gremista e Weverton mostrou mais uma qualidade numa situação de "aprêmio": teve que dividir um lance fora da área, que, geralmente, redunda em gol do adversário ou expulsão do goleiro. Ele se saiu bem dessa, mas não deixa de ser uma falha de seus zagueiros.

A bola rifada para o ataque gremista também precisa ser eventual e não uma "norma". Quando saiu o Carlos Vinícius, os zagueiros paranaenses ganharam todas pelo alto.

Enamorado demorou a perceber que não ganharia nenhuma no corpo com Esquivel, só subiu de produção quando recebeu a bola para correr. Enfim, muito esforço, mas, de novo, um gol incrível perdido. 

As trocas, com exceção de Dodi, não implicaram acréscimo ao time. Tetê teve um desempenho ruim, enquanto Braithwaite, isolado, não contribuiu em nada; Caio Paulista e Wagner Leonardo não comprometeram a equipe, mas também não se destacaram.

Houve notícias positivas, como o desempenho de Balbuena, uma das melhores atuações de Noriega, e o despertar de Amuzu, que volta a incomodar o setor defensivo adversário. Parece que vai sair em alta do clube.

Finalizando: achei ótima a ideia de preservação de Carlos Vinícius e Weverton, diante do Flamengo.

Hora mais do que nunca de ser racional.

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Opinião



Inegociável 

Esta noite, a vitória é imprescindível. É difícil? Sim, o clube se meteu nessa enrascada, então só resta jogar e ganhar.

A história registra casos de superação que desafiam a lógica, como ganhar apenas os três últimos confrontos e garantir os nove pontos necessários para se manter na Série A; no entanto, essa possibilidade é improvável, sofrível e sujeita à análise que conclui a persistência de erros até esse desfecho.

Tem no meio disto as semifinais da Copa do Brasil, por isso, vencer o Furacão é façanha inadiável.

Melhor não desafiar a sorte.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Opinião



E a Vitória fora de casa chegou 

Há várias notícias boas neste jogo em Curitiba, mesmo que algumas razões se encontrem na fragilidade do adversário.

Acho que Renato exagerou na colocação de três zagueiros, porque o Coritiba tem um ataque bem frágil e quando teve a chance cara a cara com Weverton, o goleiro assustou o avante e defendeu com certa tranquilidade.

Na frente, o detalhe tirou a vitória já na primeira tempo, uma defesa espetacular de Morisco e a trave impediu um golaço de Carlos Vinícius. 

O segundo tempo valeu pelos três pontos. Com a entrada de Krovinovich, o Tricolor passou a dominar completamente o Coxa, mas a imperícia e a boa atuação do arqueiro alviverde evitaram a abertura do placar.

Amuzu cresceu na partida e Braithwaite teve o mérito de cabecear fora do alcance do goleiro.

Sai uma tonelada das costas do elenco e do técnico, mas a guarda não pode baixar. Três dias à frente, o Imortal encara o outro paranaense e o furo é mais embaixo.

De qualquer forma, o Grêmio volta para a briga de "escape" do Z4 e, ao que parece, novos candidatos estão se habilitando para a luta (Mirassol, Botafogo, Coritiba, Vitória), juntando-se ao habituais Inter, Corinthians, Vasco e o próprio Tricolor.

A volta das lesões é o fato negativo dos últimos dias.


quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Opinião



Quando as Críticas viram Elogios 

Estou entre aqueles que acharam a demissão de Castro correta e tardia. O trabalho não deu liga no Grêmio e eu esperava muito. Paciência! Vida que segue.

No entanto, a vida seguiu de uma forma óbvia e insatisfatória com a troca de técnico. O que veio até este momento só deu "pau" em tudo e em todos, do presidente ao elenco. Sobrou para quem contratou, quem foi responsável pela escolha do elenco, pela preparação física e, principalmente, para o antigo "professor", que, segundo o novo responsável, não deixou nada.

É jogador acima do peso; o vestiário virou um "arquipélago", pois há várias ilhas, "bolinhos" de atletas, se comunicando, traduzindo a língua, etc...

Como entendo que Renato não veio para fazer um diagnóstico, muito menos público, do quadro do futebol gremista, e sim para "arrumar" o que estava precisando de conserto, ele não está cumprindo o seu papel.

Aliás, com suas críticas, contraditoriamente, o desempenho ruim de Castro fica amenizado, porque, com toda a análise negativa do atual treinador sobre o que ele encontrou, o português conseguiu reconquistar o Gauchão, ser semifinalista da Copa do Brasil e deixar o clube na zona de permanência do Grêmio no Brasileirão de 2027.

É bem mais do que o que se tem neste final de outubro.




terça-feira, 20 de outubro de 2026

Opinião



Causa e Consequência

Fico pensando nessa cena: o Renato chega no Athlético Paranaense ou no Flamengo e detona o trabalho dos dirigentes. Detona mesmo!!! O que aconteceria?

Certamente, alguém vai me chamar a atenção para o fato de a relação Renato-Grêmio ser diferente. Claro que eu sei! Mas, será que aí não está uma das (ou a) causa(s) para esse estado de coisas que virou um clube centenário, multicampeão, com 8 milhões de torcedores e detentor de uma das maiores grifes mundiais?

Isso, além de ter uma camisa já eleita como uma das mais belas já produzidas, um estádio de "primeiro mundo" e páginas e páginas brilhantes (hino, a estrela, Eurico Lara, a Batalha dos Aflitos)? Pode estar concluindo a "pós-graduação" em rebaixamento. Pode publicar uma cartilha sobre isso.

Os dirigentes estão no topo das causas. Cada gestão coloca um ingrediente novo, malévolo, ao cadinho de ações levianas para afundarem o Tricolor. A mais recente é não contratar o técnico A ou B porque possuem tendências esquerditas ou, pior, num clássico Grenal super relevante (perdoem a redundância) num ambiente fraturado pelo período de uma eleição dividida, colocar na casamata, portanto, no gramado, uma figura política.

É pouco? Imaginem qualquer clube, menos o Grêmio, e nele as notícias exploradas em nível nacional dão conta de que o técnico rebenta publicamente com a qualidade de seu elenco. 

Sinceramente, por mais fanático ou alienado que seja o torcedor, ele, no mínimo, na sua ingenuidade, vai chegar à conclusão: — Opa! O técnico pisou na bola.

Os deuses do futebol aprontam muitas surpresas; pode ser que decidam ajudar o Tricolor nessa empreitada e vença o Galo na CB, talvez mantendo-o na Série A, algo que este que escreve torce muito, mas, depois disto, é crível imaginar que os mandatários do clube farão o mea culpa e, numa profunda reflexão, concluirão: "Não dá mais!" Vamos fazer uma revolução?

Até pode ser, entretanto, quem garante que o objetivo dos dirigentes seja isso? O bem do clube.

domingo, 18 de outubro de 2026

Opinião



O Fim

Este quarto rebaixamento, que a razão indica que chegará antes da 38ª rodada, como outros, mostra uma série de equívocos, a maioria consequência de não colocar o clube como prioritário, e outras, pelo despreparo de alguns profissionais. Não, senhores; não se iludam. O Grêmio fica no final da fila, aliás, como outras agremiações no quesito importância (Coirmão).

Trabalhei 42 anos regularmente, sendo 17 em empresas privadas de ponta, e em todas elas jamais vi dar certo criticar administrações anteriores e, muito principalmente, detonar pessoas (subordinadas) publicamente.  Se alguém conhece, eu não vi em toda a minha vida.

Aliás, lembro-me do grande dirigente gremista, Rudi Armin Petry, uma das raposas (no bom sentido) que usava a expressão "assunto de economia interna", quando era "apertado" para se manifestar em momentos delicados do clube pela imprensa.

Penso que Renato é menos treinador do que Castro; isso não quer dizer que o português não merecesse cair, mas os números não mentem. O time decresceu, piorou. Não ganha mais, nem em casa.

Ah! Mas, Bruxo, tu achaste que o atual técnico era uma boa. Sim, pois fui na onda do pensamento mágico. Minha lucidez dizia que não, mas emocionalmente eu desejava ver uma "revolução anímica", porém, o "gestor de elenco" pisou na bola ao criticar o grupo e, na questão tática, seu calcanhar de Aquiles na carreira, só agravou pela estagnação comprovada nos trabalhos mais recentes.

Renato sairá rumo à aposentadoria, nenhum clube o contratará; talvez o Madureira pelo valor sentimental de ter sido o primeiro clube dele. 

Para a direção gremista, deve ser constrangedora a situação de ouvir o seu subordinado, recém-contratado, dar "mijadas" públicas na gestão pela formação do atual elenco. Pior! Não terá a coragem de liberar o treinador e tentar encerrar com um pouco de dignidade o primeiro ano do mandato. Seguirá bancando a marionete.

Tem muito mais para escrever; no entanto, paro por aqui. A semana será longa.

Deixo o link de um mês e meio atrás: Vai cair.

 



quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Opinião



Da Irritação ao Constrangimento 


Tem um texto (crônica ou conto, não recordo) de Luís Fernando Veríssimo, que não localizei na rede mundial e fiquei com "preguiça" de procurar na minha "livraiada", então, vou sintetizar, de cabeça, ele ou quase ele.

Um sujeito comete uma burrada, mas ele tem fama de não cometer esse tipo de ato, então as pessoas ao seu redor ficam desconfiadas de que não era exatamente uma burrada, aí procuram alcançar, entender onde ele quis chegar. Qual a sacada genial que está por trás desta aparente lambança? — Não, não pode ser; ele deve estar tramando algo positivo lá na frente. Não pode ser só uma cagada.

 Assim pensam os bajuladores.

Pois, eu vi um vídeo no Instagram de um jornalista esportivo (Meneghetti) que a ação de Renato na sua derrapada constrangedora, nesse equívoco cruel para o tamanho que ele ocupa na instituição gigantesca como é o Grêmio, provavelmente, seria uma manifestação diversionista para encobrir a má jornada no clássico e trazer para si o foco, neste caso, distorcido, da entrevista. 

Fiquei irritado com tanto malabarismo para isentar o treinador de tremenda burrice.

 Depois, eu passei para o constrangimento pela intenção ou limitação de quem tenta mascarar uma situação escancarada de total falta de serenidade para dirigir o comando técnico do Grêmio.

Não dá para engolir.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Opinião



O Grêmio que conheci

Fonte: Livro Fábio André Koff


Esta postagem não tem conclusões, é apenas uma rememoração do que era o meu clube. Para isso, recorro aos dois maiores presidentes da sua história. Hélio Volkmer Dourado e Fábio André Koff.

Ambos nasceram em cidades do interior gaúcho: um, médico cirurgião torácico por mais de 30 anos, cadeira na Academia Gaúcha de Medicina; o outro, juiz e desembargador de uma trajetória exitosa, presidente do Clube dos Treze.

Um descendente de alemães, o outro, de sírio-libaneses, admirador da causa Palestina. Um, militante da antiga ARENA, candidato a cargos eletivos, partido do governo no tempo da ditadura militar; o outro atuou no Ministério da Agricultura, a convite de Pedro Simon, e no Governo Gaúcho com o próprio Simon pelo PMDB.

Pois bem, essas duas figuras de carreiras de coincidências e de diferenças atuaram juntas em 1976, naquele momento extremamente crítico do clube em termos de conquistas: um presidente, o outro vice.

Durante suas gestões, em que Koff sucedeu Dourado na presidência, o Tricolor conquistou os maiores títulos de sua trajetória, tanto pela hierarquia do futebol quanto pelo reconhecimento de sua importância como instituição.

Koff e Dourado conviveram juntos na condução do Grêmio e são até hoje os mais festejados presidentes deste clube, que tem mais de 8 milhões de torcedores pelo mundo todo.

É apenas uma lembrança, o Grêmio era assim.



 

Opinião



O Combo perigoso

Ontem, muito irritado, eu resolvi me segurar no texto para não escrever o que depois me arrependeria. Fiz bem. Saí sem ouvir o pós-jogo.

Hoje, eu tomei conhecimento do que ocorreu e vejo que um perigoso combo está se formando no destino do Tricolor. Nem vou citar o período de Castro, pois este é bem conhecido.

Recentemente, o VAR deu uma rasteira no jogo diante do Botafogo, gol de Carlos Vinícius, em que as linhas traçadas referendavam a posição regular do atacante e, mesmo assim, contra as "provas" da legalidade, o tento foi anulado.

Na partida em Belém, o Tricolor perdeu quatro gols incríveis (Enamorado, Tetê, Braithwaite e Enamorado, novamente), que, se apenas um fosse convertido, o clube, hoje, 12/10, estaria fora do Z-4, portanto, à frente de Inter e Corinthians, com 33 pontos.

No clássico de ontem, Alan Patrick deveria ser expulso (cotovelada na cara de Wallace) e o pênalti é algo inquestionável. Bernabei comete a falta máxima e abre os braços, gesto claro de quem "sentiu a cagada" que fez. O VAR não auxiliou o árbitro medroso.

Final de partida, o treinador atirou para todos os lados, sobrou para os jogadores, para a direção, para a imprensa (caso do seu auxiliar) e finaliza com uma manifestação política desnecessária para o momento gremista.

Como se sabe que esta direção é uma continuação da anterior em "performance", não se há de esperar nada em relação ao assalto que o clube sofre pela arbitragem.

Também, o que traz de positivo expor o elenco publicamente como fez Renato?

Como tudo nunca é totalmente ruim ou bom, resta torcer pela queda acentuada dos concorrentes, casos de Mirassol, Corinthians, Botafogo e até Vasco, que ameaça uma reação.