Pode parecer ranço, mas quem me conhece sabe que não é, por isso sigo decepcionado com o trabalho de Castro, mesmo vencendo hoje.
Daqui a dois dias estaremos no último terço do ano (setembro, outubro, novembro e dezembro), e as atuações satisfatórias do time nos 90 minutos não chegam a quatro. Podem procurar, não vão encontrar. É um tempo aqui, outro tempo ali e uma ou duas partidas inteiras excelentes.
Essa de hoje é um exemplo de que inexiste tática (na prática). Não há bom posicionamento defensivo, não existe transição qualificada, não se vê encaixe entre os setores e, por fim, a presença de um ataque que vive de ações individuais e dos chutões do arqueiro.
Alguém pode me questionar: "É, mas então, por que venceu?" Simples, pelas individualidades. Troquem os goleiros e o Tricolor não venceria. Anderson é um goleiro comum, não teve culpa nos gols sofridos, mas é aquela história de sempre: quem tem um número 1 como Weverton, a chance de defesas incríveis é maior.
Outra máxima do futebol: quando muitos jogadores num clube grande estão atuando mal, as causas dos insucessos estão fora das quatro linhas. Lógico, tem neste contexto alguns que não podem vestir a camisa do Grêmio. Nem vou enumerar aqui.
Os melhores foram Weverton e Krovinovic (nada especial); Pavón e Gustavo Martins oscilaram durante a partida, mas foram decisivos nos gols do Imortal.
Marlon não deveria ter atuado; o risco de lesão foi alto. Desta vez, algumas trocas beneficiaram os setores, como a entrada de João Pedro, melhor condicionado e da posição, Pavón na de Enamorado, jogador insuficiente, apesar da dedicação, e Tetê na de Amuzu, que, depois de ter sua liberação negada para atuar pelo selecionado ganês, afundou de vez. Zortea entrou bem e Carlos Vinícius, um pouco melhor do que Braithwaite.
Por fim, após o Grenal, independentemente da classificação, a troca de treinador se torna urgente; primeiro, para salvar o clube na Série A e, segundo, caso avance na CB, ter até novembro para melhorar o confronto com o representante mineiro.
O que não pode ocorrer é repetir 1991, quando decidiu o torneio, caiu invicto e, no Brasileiro, desceu para a segunda divisão.









