Sem Surpresas: Arthur não fica
Quando chegou Nardoni, eu escrevi que provavelmente ele viria para o lugar de Arthur, porque o Grêmio não iria desembolsar tanta grana para colocar o rapaz no banco. A menos que estivesse pensando em formar o meio com os dois.
A boa intenção de Arthur, às vezes, me pareceu uma prudência dele para não "queimar o filme" com a massa torcedora, mas, no seu íntimo, ele sabia da inviabilidade de permanecer. É novo, tem espaço no mercado europeu, em especial, naqueles clubes médios que estão na ascendência nos principais países da Europa Ocidental.
Infelizmente, aquele otimismo que havia no início da temporada está se esfacelando, se esboroando a cada movimento desta direção, que pode ser chamada de "mais do mesmo versão III".
Na prática, um presidente discreto e sem visibilidade (respeito se houver um motivo de saúde ou algo semelhante, mas, neste caso, um afastamento seria recomendável), um diretor de futebol superestimado, com um passado de maus trabalhos no clube e um técnico que surpreende pela incapacidade de armar minimamente o time.
As notícias que mais ocupam o espaço gremista dizem respeito à necessidade de vendas, redução da folha salarial, austeridade, etc. Então, Arthur, no fundo, está aliviado, porque volta para um universo mais solidificado financeiramente e lá, ele será mais um em qualquer clube de ponta ou emergente e não carregará a cruz de ser o centro criativo de um time combalido, cujo objetivo é se manter na Série A, fato que virou rotina nas últimas edições do campeonato nacional, exceção, o ano de Suárez.
Deposito minhas esperanças muito mais em fracassos de três ou quatro candidatos entre os que brigarão pelas três vagas do Z-4, já que a Chapecoense parece que não vai superar as suas dificuldades.
Triste realidade.









