Páginas

sábado, 8 de agosto de 2026

Opinião



Vitória com muito sufoco 

Quem acompanha regularmente o blog sabe que eu fiquei muito feliz com a contratação de Luís Castro e imaginava uma revolução no modo de atuar e na gestão de futebol.

No entanto, hoje, contraditoriamente, eu temi pela real possibilidade de queda para a Série B até mais do que em momentos anteriores. A vitória desta tarde tem muito do apoio da torcida, da dedicação da maioria dos atletas, mas também das limitações do São Paulo e pela presença de um goleiro muito acima da média dos arqueiros brasileiros (para mim, nunca escondi, o melhor do Brasil).

A saída do Z-4 (só uma combinação maluca o conduz de volta), que deve ser comemorada, traz, da mesma forma, uma série de sobressaltos; o maior deles segue sendo o meio de campo insuficiente, que não apresenta a famosa "mecânica de jogo". 

A manutenção dos três volantes pode ser uma tentativa de estabilizar o time; no entanto, a perspectiva da presença de Gabriel Mec evidencia que a gestão do elenco, tanto pelo treinador quanto pela diretoria, está prejudicando o time, pois vitórias como essa poderiam ser mais tranquilas se, entre os "11", houvesse um jogador capaz de fazer a transição da bola para os atacantes com mais eficiência. Com ele, o time se transforma para "mais".

Onde anda o trabalho do míster?

Outro questionamento: quais substituições melhoraram o que se viu em campo? Amuzu?  Braithwaite? Léo Perez? Dodi ou Kannnemann?

Como pode recuar como se fosse um Olaria versus Barcelona?

Resumindo o meu sentimento: A vitória só foi garantida pela atuação de Weverton. Mais até do que Pavón e Wallace.

Será um longo caminho até a barreira dos 45 pontos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Opinião



Desassombrados 

Claro que o primeiro fator de sucesso de um time de futebol é a qualidade. Sem ela, se anda para frente, mas não se vai muito longe.

Porém, há outros que estão na maioria dos títulos dos clubes. Raramente, se vê numa conquista um grupo sem sangue ou dessasombrado. Tem que haver no elenco e nos 11, principalmente, jogadores de forte personalidade, o que não quer dizer "valentões explícitos", mas gente sem medo de ser feliz. Como já disse o Cássiá, quando veio de São Borja para o Imortal: "se tem que fazer, vai lá e faz".

Este Grêmio atual tem pelo menos quatro atletas com uma personalidade férrea, inabalável, mesmo diante de suas limitações ou do "entorno". São eles: Weverton, Marlon, Carlos Vinícius e Pavón.

Estão dando indicações de que podem chegar lá, Diego Caito e Wallace, que, aparentemente, não sentiram o peso do manto azul.

Se considerarmos que Villasanti não é capitão por acaso, nós temos, então, um número bem considerável de titulares que não se afrouxam diante dos obstáculos. 

É um ponto positivo.

Outro assunto: Mec não quis ir para a Ucrânia. É natural, quem iria para um país periférico do mundo futebolístico com o agravante de estar em guerra? 

Para relembrar: em 2017, Luan recusou ir para o leste europeu; o clube já o havia negociado. O craque recuou, Pedro Rocha aceitou ir e Luan se tornou campeão da Libertadores e Rei da América para o bem de todos e felicidade geral da Nação Tricolor.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Opinião



Classificado 

Resumo: venceu e está classificado.

O primeiro tempo do Tricolor só não foi superior ao Grenal dos 3 x 0. O time mordeu, pegou e resultou eficiente numa cobrança de falta memorável de Pavón, porque lembrou os melhores batedores em que alguns gênios batiam pelo lado da barreira, no oposto do arqueiro. Tacada de mestre.

Viu-se uma entrega acima da média (a média dos últimos jogos, bem explicado!), em que Villasanti e Pavón se sobressaíram, mas que teve uma bela atuação de Diego Caito, Nardoni e Noriega.

Na etapa final, o problema gravíssimo de preparação física. Não pode ser apenas resultante da grande aplicação tática dos 45 minutos iniciais, que afetou Amuzu, Diego Caito, Nardoni, Villasanti, Noriega e até Marlon, apesar do esforço descomunal que apresentou até o final. Algo há.

Castro acertou ao apostar no camisa 7, mas, se ele (o Mister) teve implicação na postura de recuo exagerado, abrindo mão de uma bola mais trabalhada, quando da recuperação dela, ele é merecedor de críticas. Não dá para tomar sufoco do Mirassol na Arena com a massa apoiando.

Em toda a partida (os 90 minutos), os destaques foram Villasanti, Pavón, Marlon e Wallace. Outros oscilaram, alguns até saíram "babando na gravata".

A lamentar, a postura de alguns dirigentes que não deram a cara nas derrotas e agora buscam os holofotes.

Tomara que a pegada seja mantida diante do São Paulo e que o croata esteja apto para atuar, pois a bola precisa chegar mais vezes até o centroavante. Diria mais, e em melhores condições.


domingo, 2 de agosto de 2026

Opinião



Empate reforça o mau momento gremista 

O olhar poderia ser de otimismo, porque passou invicto pelo jogo de ida na casa do adversário. Normalmente é isso, mas eu não consigo ver algo positivo a não ser sair "vivo" para a decisão da volta. Só isso.

Por quê?

- Porque, excetuando Weverton e Carlos Vinícius, Gabriel Mec é o melhor jogador do elenco. Pelo menos, a amostragem e a expectativa indicam isso, e ele é banco.

- Porque o time sofre gols em todos os jogos e ultimamente está marcando poucos, então a tendência é de ter de marcar dois para não encarar os tiros livres. Ou alguém imagina sair quarta-feira sem ser vazado?

- Porque Castro não muda o esquema, desprezando todos os indicativos que o gramado aponta. 

Sobre a partida desta noite: 

- Diego Caito fez uma partida igual ou superior à de Pavon. Merece sequência.

- Wallace, idem. Ele não ficou devendo ao atual Kannemann, porém, mais jovem.

- O meio de campo só tem uma vaga garantida, a de Villasanti, isso, em função da lentidão de Noriega e Nardoni.

- Amuzu e Tetê foram decisivos para o empate, mas estiveram longe de fazer um jogo bom.

- Não houve "abastecimento" ao centro avante. Na que foi, ele acertou um chute magistral, mas encontrou Walter numa defesa iluminada.

- Jovane Cabral não acertou nada. Tomara que seja só a fase de adaptação.

Então, praticamente, foi mais do mesmo.



sexta-feira, 31 de julho de 2026

Opinião



A Direção tem a maior fatia do Fracasso 

Critica-se muito o treinador que tem errado "pra caramba", em especial quando não abre mão de um esquema que tem se mostrado ineficaz e, mais grave, pernicioso para o time. 

Ter três atacantes, quando o meio de campo não se impõe com um trio de volantes, é uma desinteligência incompatível com a biografia do mister, que surpreende negativamente até os jogadores do grupo. 

E aí entra ou deveria entrar a direção. Não se trata de se intrometer no trabalho do treinador, mas de cobrar um funcionário do clube que é muito bem remunerado para não apresentar um desempenho minimamente satisfatório. Será que ela, a direção, se sente refém do treinador pelo contrato "predador" que fechou com Castro? Será que não pode sugerir mudanças no "coração" de um clube de futebol, isto é, o que ele apresenta nos gramados?

E essa conversa de herança maldita de gestões anteriores? Mas quem contratou Perez, Nardoni, Tetê, Enamorado, Caio Paulista, etc.?

Lógico, tem alguns estrangulamentos, como ter que liberar Arthur (2.800 milhões mensais) e a necessidade de vender Viery, que são ações inevitáveis. Então, antes de ser uma crítica, o que fica é uma constatação: O time enfraqueceu.

O que fica de positivo até agora? O título do Gauchão e a vinda de Weverton. Se mantiver Carlos Vinícius, eu também vou considerar um acerto espetacular. Será que ele fica?

Finalizando, recebi de um amigo, um gremista dos "quatro costados", uma crônica do jornalista Moisés Mendes, que não vou postar o link aqui para não dar margem a interpretações de cunho político ao blog, mas recomendo que pesquisem nos sites (de busca) o artigo dele intitulado "O aparelhamento de um clube de futebol".

Façam isso e entenderão por que o Grêmio de Luiz Carvalho, Foguinho, Telêmaco, Gessy, Renato, Tarciso, Adilson Baptista e principalmente, nosso clube, está à beira de ficar apenas na lembrança, pois irá se transformar noutra "coisa".


quinta-feira, 30 de julho de 2026

Opinião



Castro não cai, por enquanto 

Tenho uma frase nos esportes que eu acredito que é: a surpresa só se apresenta de surpresa. 

Mas, desta vez, eu, que sempre fico com um pé atrás diante de uma (pseudo) barbada, caí do cavalo. Não acreditava em eliminação em casa, mesmo diante do fraco, porém organizado, Bolívar.  Pelo que ocorreu no gramado, é injusto dizer que foi zebra.

Ao contrário de outras derrotas, hoje eu não "envaretei" com o resultado. Talvez, como li num comentário na postagem anterior, com meia hora de partida, a esperança tenha desaparecido. O Tricolor não venceria nem por decreto, e eu me convenci disso antes do final da primeira etapa.

Castro tem muita responsabilidade na desclassificação. Se nesta citada postagem anterior eu elogiava uma (suposta) escalação equilibrada do meio para frente, logo que vi a nominata de três volantes muito parecidos e meio time reserva, não entendi onde o treinador queria chegar. Ele tinha que atacar e deixou a posição de armador de fora. Se não quisesse Mec, que entrasse com Monsalve, Riquelme ou até Jefinho, enfim, alguém com características mais ofensivas do que Dodi, para citar um do trio escalado.

O jogo foi comprovando os erros do técnico, a decadência de Kannemann, que, sem o viço da juventude, vira um zagueiro batível a qualquer momento, como ocorreu no tento único da partida.

No mesmo lance que mostrou uma limitação de Grando, que a maioria dos goleiros gigantes e pesados tem, qual seja, a bola rasteira e rápida; a resposta (reação) deste tipo de arqueiro é lenta (caso de Lucas Perri). 

Braithwaite não é Carlos Vinícius. Ponto final. Matheus Nascimento é mais jogador que André Henrique, outro ponto final. E Amuzu? Bah! Indiquem o caminho do Salgado Filho para ele, que quer renovar por 1,5 milhão por mês. Uma nulidade.

Tetê, Enamorado, Pavón, Gustavo Martins, Nardoni, Marlon, etc... Ninguém se salvou esta noite.

Se existe algo de positivo nesta derrota, é o alívio no calendário em detrimento ao interesse financeiro e a alegria da massa torcedora. Só.

Luís Castro precisava de tempo para mostrar o trabalho; aí, ele teve a parada da Copa.

Só não sai pela multa rescisória que informam ser de milhões de reais.

A gente se apega em qualquer coisa, nestas situações. Noutro momento, nós, torcedores, pedimos a saída de Mano na derrota em casa para o Sport. Ele ficou e segurou a bronca, e o time permaneceu na Série A.  Será que vai funcionar com o português?

Pior é ouvir uma parcela da torcida pedir por Renato, sem se dar conta de que ele é um dos engenheiros do estado de coisas que grassa no Humaitá, desde 2019. É como tomar analgésico para combater câncer.


Opinião



Dia de passar de Fase 

Hoje, a convicção de que o 2 x 3 na altitude foi um resultado "prático" será posta em prova. Se passar, apaga o revés e o olhar é para a próxima fase.

A escalação provável indica um time coerente com dois volantes "híbridos", em tese,  atacam e defendem: Villasanti e Nardoni, e um meia de articulação, Mec, na frente, dois pontas e um centroavante (Braithwaite).

Dá, e deve, passar de fase.

Outra situação: a presença no Z-4 é péssima, porém, com um jogo a menos, quando ele começar a cumprir este atrasado, no trilar inicial da partida, ele já estará fora desta turma. É ruim, mas não desesperador.

Aliás, escrevi que, se o nosso objetivo é apenas escapar do rebaixamento, o negócio era enxugar a folha. (23 milhões de reais) e buscar um novo elenco, vide: Folha, terceiro parágrafo.

A Direção está indo ao encontro deste pensamento.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Opiniao



Um pouco de otimismo

O ano de 2026 é de muita (justificada) crítica da torcida ao clube. Excetua-se o título gaúcho, cujas causas têm a "mão" do principal concorrente, que rateou num único jogo e abriu o caminho para o Tricolor botar faixa no peito e taça no armário.

Porém, hoje, olhando os últimos movimentos da direção, dá para encontrar chances de darem certas as contratações mais recentes. Usando de otimismo, vejam:

- Diego Caito estreou muito bem. Tudo bem, houve um lateral-direito trazido por Luxemburgo chamado Toni, que na estreia "rebentou a boca do balão", mas...

- Matheus Nascimento, eu o vi ser o destaque em mais de uma partida do Glorioso; oscilou, mas pode renascer no Imortal.

- Wallace é para grupo.

- Jovane Cabral disputou a Copa do Mundo com uma seleção sensação do torneio. É "cascudo", não vai tremer.

- Krovinovic é experiente, sem ser um veterano. Conhece o idioma, não custou nada além do salário, que será de R$ 400 mil ao mês. Para se ter ideia do bom negócio em números, Maripan, o chileno contratado pelo Coirmão, um zagueiro lento que lembra Rogel, veio por 1 milhão a cada 30 dd, vide Maripan.

Lógico, essa é uma expectativa positiva, a realidade poderá confirmar ou não.

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.


domingo, 26 de julho de 2026

Opinião



Empate num jogo ruim 

Assistir a jogos como o do Inter e do Tricolor neste final de semana frustra a quem gosta do bom futebol, em especial depois de alguns confrontos na última Copa do Mundo, onde até países sem tradição na competição jogaram bem.

Então, quando eu leio/ouço que Grêmio e Fluminense fizeram um bom enfrentamento, eu vejo que algo está muito errado: eu ou o futebol.

O Tricolor trouxe um trio de volantes, o que, à princípio, mostrava uma intenção de mudar o estado de coisas das mais recentes apresentações; no entanto, acontece que Noriega, Nardoni e Villasanti deixaram o meio gremista muito lento, em especial o peruano.

Tetê e Amuzu, pelo que mostraram esta noitinha, estão "usurpando" o lugar de Enamorado, por mais limitado que este seja. Pelo menos, a entrega do colombiano é muito maior e, assim, o resultado prático para o time é levemente superior.

Pavón compromete defensivamente, mesmo com toda a transpiração. Aliás, tratando de comprometer, por favor, direção, preserve Walter Kannemann, proteja o ídolo, ele está num processo de final de carreira. Cada partida sua é risco para o time.

 Hoje, além da penalidade de amador, noutro lance, o recuo para o goleiro é digno de Werley ou Bressan, e Grando, que fazia boa partida, mostrou que, num sufoco, não tem o "cacoete" de usar bem os pés. Era bola para rifar para a lateral. Tocar com as mãos só não foi a pior tomada de decisão, porque contou a má jornada (mais uma) da árbitra.

Entre os aspectos positivos, destacam-se o retorno de Marlon, apesar da falta de ritmo, as boas estreias de Caito e Jovane Cabral, além da sorte que parece não ter abandonado o Tricolor.

No fim, o empate foi um prêmio, porque o Grêmio correu atrás no placar. Se a ordem dos gols fosse contrária, a massa estaria mais decepcionada ainda.

sábado, 25 de julho de 2026

Opinião



Jeito de Decisão 

Dá para dizer que este jogo de amanhã é o mais importante na caminhada do time e tem jeito de pedreira, basta ver a escalação do clube carioca. Vejam: Fábio, Thiago Silva, Guilherme Arana, Hércules, Acosta, Hulk, Cannobbio; é muita gente talentosa. E tem um treinador que está tirando muito mais do que o anterior.

É momento de superação, concentração e contar muito com Werverton e Carlos Vinícius. Os demais, coadjuvantes na prática, precisam transpirar muito para não colocar o Tricolor no Z-4.

Há novidades no banco, Cabral, Caito, Matheus Nascimento, mas não dá para colocar nos ombros deles sair de imediato desta situação que persiste nas mais recentes performances do clube no Brasileirão.

Confronto de prognóstico complexo.