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domingo, 19 de julho de 2026

Opinião


 

Convicção nova

Ouvi as entrevistas de final de jogo do presidente Odorico, do técnico Castro e de Pelaipe, responsáveis pela condução do futebol gremista nesta gestão. Fui surpreendido pelo último, que deu uma guinada impressionante nas suas convicções, quando se pronunciou que mudanças de treinador não surtem efeito, citando as saídas de Roger, Renato, Mano e, portanto, Castro deve continuar.

Pelaipe é um daqueles fenômenos cuja biografia no Grêmio é recheada de, digamos, azares na condução do futebol gremista. É ele quem traz e demite Vagner Mancini, sem derrotas, e contrata para o seu lugar.... Celso Roth (2008).

Outra lembrança que tenho de seu trabalho diz respeito às vindas de Fábio Aurélio, Sorondo, Amoroso, Kelly e Rodrigo Mendes (sua quarta passagem), todos, sem exceção, sem condições físicas. Não conseguiram jogar ou estrear.

Em 2011, para substituir Julinho Camargo, novamente, ele traz... Celso Roth.

Além disso, há as contratações de Léo Gago e Marco Antônio (ex-Lusa) para formar o meio de campo titular do Tricolor, situação só corrigida com a vinda de Luxemburgo, que indicou Elano e Zé Roberto.

Outra situação que me faz reforçar o sentimento com relação ao trabalho de Pelaipe é que Fábio Koff nunca o teve no departamento de futebol dos profissionais.  Pergunto: Koff não entendia de futebol?

Portanto, fico surpreso com a mudança de comportamento em relação à visão dos desempenhos de técnicos. Para ele, neste momento, trocar o treinador é algo que não se admite num planejamento de um clube. Está errado hoje ou esteve no passado?

Parece que a multa de Castro, que informam ser de 40 milhões de reais nada tem a ver com a alteração do modus operandi do dirigente gremista. É convicção.

De qualque forma, para conhecer um pouco do trabalho dele, momentos bons e ruins, deixo um link Ge Globo - Pelaipe.

Sugiro que leiam até o fim, o texto do GE Globo.

Será que o Tricolor vai se manter na Série A com essa trinca?

Obs: Frase sobre Brandão retirada do texto, porque a acusação não resultou em condenação.






sexta-feira, 17 de julho de 2026

Opinião



Grêmio retornou pior 


Se havia dúvidas quanto à necessidade de mudanças radicais no Tricolor, o retorno nos amistosos e no Brasileirão, evidenciado pelo que se viu esta noite, confirma que nada vai mudar dentro de campo em decorrência do que se viu esta noite. Serve para confirmar que nada vai mudar dentro de campo a partir do trabalho da Comissão Técnica e do desempenho das "estrelas" do elenco.

O Grêmio caminha a passos rápidos para o Z-4 e, em consequência, para a Série B em 2027. Não há comprometimento de alguns jogadores, há um desrespeito à figura do treinador, e ele fez por merecer esta "indiferença" do grupo às suas ideias. Resultado: o Grêmio é quem perde.

Para ganhar 21 pontos em 19 rodadas, não ficar na liderança no grupo da Sul-Americana, não se pode gastar 23 milhões de reais por mês. Para cumprir esse caminho, dá para pegar jogadores com menor nome e uma comissão técnica "comum", sem grife.

Serve também para Pelaipe, Luiz Felipe e outros menos conhecidos. Repito, para essa performance, para o objetivo de fugir do Z-4, dá para formar o elenco com metade destes valores.

Castro está errando muito. A vida é assim: Na década de 70, Roberto Dinamite ficou um mês no Barcelona e este o devolveu para o Vasco. Dinamite era ruim? Maior artilheiro da história do Brasileirão. Castro tem uma biografia respeitável, assim como Paulo Autuori, mas não deu certo. Deu para ele. Paciência. Vida que segue.

O treinador recebeu a aprovação e o incentivo maior do que seus anteriores pela massa torcedora, mas isso ficou lá atrás. É história. Agora, o que justifica a escalação de Caio Paulista ou a manutenção do esquema 4-3-3? E o Leonel Perez? A utilização de Kannemann, um ex-jogador, lenda gremista que deve ser preservada.

Continuando: ingressam Willian, Marcos Rocha para mudar o jogo? O que fizeram Braithwaite e Riquelme (eles não têm culpa) sem função em campo. O dinamarquês ainda começou a melhor jogada que resultou em gol.

E a entrevista do Pelaipe? Sem comentários. "Só a morte não tem solução." Confirma o que penso sobre suas passagens anteriores.

Olha, o melhor "reforço" gremista é a ruindade dos adversários. 

Paro por aqui, porque estou de cabeça quente e o melhor nessa hora é fechar a boca e organizar as ideias. 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Opinião



Telê e os outros 

Está certo, Telê perdeu uma Copa quase ganha, perderia outra, caindo invicto nos tiros livres, sofrendo apenas 1 gol, mas ele era arrojado, seus times jogavam bola e se mostravam estruturados. Arrisco a dizer que, quando perdeu, o material humano falhou individualmente dentro dos gramados em ambas as Copas.

Assisti na íntegra Argentina vs. Inglaterra (ontem) e não tem como avaliar positivamente o trabalho do treinador alemão do English Team. A queda tem sua assinatura. 

Ele plasmou a antítese do pensamento do técnico mineiro. Um horror. Servirá para demonstrar o que não deve ser realizado numa disputa de semifinal, em que, em tese, a disparidade, se houver nesta fase da Copa, jamais justificará a atitude (alguns chamarão de estratégia) de abdicar por completo de uma das três possibilidades de um confronto (vitória, empate e derrota).

Gordon marcou aos 10 minutos do segundo tempo e, a partir dali, como se fosse possível numa disputa que leva para a final da Copa, o comandante técnico britânico colocou "dois caminhões" à frente de sua meta por quase 45 minutos (considerados os acréscimos) diante de um adversário que estava vitaminado pelos embates "épicos" das oitavas e quartas de final. 

Uma "desinteligência" semelhante à que nós, gaúchos, rotineiramente presenciamos em ação por retranqueiros clássicos do futebol daqui. 

Alguns até incensados pelas confrarias predatórias, que minimizam seus fracassos.

Fechar-se como se fechou a Inglaterra tem consequências imediatas:

- Traz o desafiante qualificado para o seu campo.

- Sem atacantes agudos (pelo menos, um), o gol a seu favor só viria pelo bafejo da sorte.

- Incute nos seus jogadores a ideia de inferioridade, porque a vantagem passa a significar algo fantástico e imerecido, desconsiderando que a Argentina em 7 jogos sofreu 7 gols.

- Após empilhar zagueiros e volantes, desprezou a hipótese de sofrer o gol de empate na "finaleira" dos 90 minutos e teria que mudar novamente o esquema de jogo para a prorrogação.

- Por fim, na alternativa de sofrer o empate, como ficaria o estado anímico de seus jogadores? E se houvesse tempo para uma virada, suportariam? Respondo: Não, não suportariam.

A Copa do Mundo está apresentando acontecimentos que devem servir para todos os "professores", místeres do universo futebolístico.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Opinião



Vinde a mim

No dia de decisão antecipada da Copa do Mundo, eu prefiro postar sobre o nosso Tricolor, um assunto sobre o qual tenho opinião consolidada, qual seja, clubes da primeira divisão brasileira recebem ofertas de jogadores diariamente.

E nesse universo, se o dirigente for diligente e conhecedor, ele poderá trazer jogadores de qualidade oriundos das séries "de baixo".

Alguém poderá "resmungar": — Bruxo, lá vem tu sugerindo jogador "pequeno" para nós sairmos desta inhaca.

Bom, aí eu respondo: há bons exemplos de atletas que tiveram formação na base de grandes instituições, que, por não terem oportunidades ou paciência, rumaram para outros "mares". Exemplos? Muitos. Vou citar alguns: Roger Guedes no Criciúma, Marlon Freitas no Atlético Goianiense, o goleiro Lucas Perri no Náutico, Léo Jardim no Vasco, Raphinha (atual Barcelona) no Avaí, Roberto Firmino no Figueirense, mais no passado, Fernando Prass no Coritiba.

Então, a questão é a prospecção correta, independente da origem do atleta, isto é, sempre entra a competência de quem avalia o que é melhor para o clube.

domingo, 12 de julho de 2026

Opinião



Vitória surpreendente em Brasília 

O Tricolor bateu o Cruzeiro, o que me surpreendeu. Esperava muitas dificuldades, mas a tarde foi daquelas em que os deuses do futebol resolveram aliviar para o nosso clube.

O primeiro tempo mostrou o time com muitos "furos" defensivos, Pavón errando os botes e tempo de bola, Gustavo Martins discreto, Kannemann com suas habituais raça e atabalhoamento, e Caio Paulista com enormes dificuldades na marcação. Sorte que os avantes mineiros estiveram mal na pontaria e o time se safou de sair com um placar adverso.

O Cruzeiro parecia o Grêmio diante da Chapecoense, lento e desinteressado. Faltou até respeito à massa torcedora.

Gostei mais do Grêmio na etapa final, apesar do recuo exagerado. Parece que é algo cultural no futebol em geral. Alguns jogos da Copa do Mundo também apresentaram essa característica e seleções foram castigadas pela falta de coragem.

Individualmente, Grando virou herói, mas o seu jogo com os pés segue preocupante. Kannemann e Villasanti contagiaram parte do grupo, o que resultou numa aplicação que esteve ausente nos amistosos anteriores. Aliás, se o argentino deu o tom anímico, ao mesmo tempo cometeu um pênalti com a sua assinatura, o único, porque as faltas capitais seguintes foram risíveis.

Pela amostragem, se Kannemann seguir titular, o risco de se ter pênalti contra em cada jogo, aumenta.

Quando Grando pegou a segunda penalidade, eu disse para a minha mulher: "Na primeira "tossida" que um jogador gremista der dentro da área cruzeirense, o juiz vai apontar para a marca da cal". Nota: a minha esposa não sabia o que era marca da cal. Não deu outra.

Essa vitória é consequência da evolução Tricolor associada à inapetência mineira. 

O que traz uma certa esperança para evitar o rebaixamento, além da ruindade alheia, é que o Grêmio é bem servido nas três posições vitais de um time: um grande goleiro, um camisa 10 promissor, Mec (se ficar) e um 9 muito efetivo. A maioria dos adversários pela degola do Z4, não tem essas "armas".

De qualquer forma, é imprescindível a vinda de um lateral direito titular e um meia de qualidade.

Pelo jogo de hoje, a preocupação com o futuro fica com os concorrentes à degola.

terça-feira, 7 de julho de 2026

Opinião



Mandaca 

Esse apelido vem do bairro Mandacaru, João Pessoa, PB. Algo semelhante ao Paulo César Tinga com a Restinga.

Lembro de Luiz Mandaca no Corinthians, jogador de força, alguma técnica e muito envolvimento com a partida. Fui de cara com seu estilo. Me agradou.

Depois, as notícias mais próximas são de sua passagem atual pelo Juventude e, salvo um gol ou outro (providenciais), tenho pouca lembrança de seu futebol. Talvez precise de mais uma chance num clube maior que o da Serra. Talvez.

Fica a dúvida do porquê estar na reserva: volta de lesão? Desempenho insuficiente?

Mesmo gostando de suas características, aquelas que o fazem jogador de "área a área", sua escolha se deve mais à resposta bem negativa dos argentinos Pérez e Nardoni (seriam uma nova versão de Carballo (uruguaio) e Cristaldo?), do que à convicção da direção gremista.

Para a sua vinda, só se for um bom negócio em termos financeiros; mesmo assim, por ele ter apenas 24 anos e já ter demonstrado em algum momento excelente desempenho.

À princípio, dentro de condições razoáveis no contrato, vale a pena investir.

sábado, 4 de julho de 2026

Opinião



Grêmio perde para a Chapecoense em Sinop 

Tarefa para fortes: assistir a este amistoso, em que a imagem e o campo estiveram péssimos. O Mazaropi, como comentarista, é um excelente ex-goleiro, e a narração é de torcedor (como, aliás, é a proposta da Grêmio TV).

A impressão no final do primeiro tempo sinalizou o erro crasso da direção gremista em manter o treinador. Esta conclusão recebeu o aval na famigerada "parada para hidratação", quando Castro foi ignorado pelos atletas; alguns, sequer olharam para ele. Ninguém se preocupou em jogar bola, nem, pelo menos, para respeitar a massa tricolor, que raramente tem oportunidade de ver seu time pessoalmente.

Um bando de desinteressados, que estão "andando" para o clube, e os que se envolveram, caso de Pavón e Enamorado, falham tecnicamente na maioria dos lances.

A zaga, em especial Luiz Eduardo, foi muito mal, e Grando não se tornou o diferencial quando a defesa falhou. Resultado: 0 a 2 diante de um virtual rebaixado no Brasileirão.

Na etapa final, o time melhorou significativamente em relação ao seu desempenho anterior com as entradas de Caio Paulista, Dodi, Tetê, Monsalve e Villasanti, e outros mais discretos. Descontou com um gol de falta (Pavón) e poderia ter virado em dois bons chutes de Tetê.

O temor que ameaça ainda mais o time é a insistência com Perez e Nardoni no lugar que todo o mundo sabe que é o ponto mais frágil do time, o seu meio de campo. Neste momento, são reservas no final da fila.

As redes sociais, que apresentam prós e contras, não passam pano para os responsáveis pelos destinos do futebol do clube, ao contrário da mídia tradicional, que o faz sem pudor. Onde estão Pelaipe e Luiz Felipe? E o topo da instituição? Vai assistir à queda de rendimento, aliás, de um rendimento já sofrível no primeiro turno. Vai para o patíbulo sem uma reação mínima?

Será um retorno muito difícil para a torcida. A aposta para não cair está na ruindade alheia, mas não é bom contar com isso como garantia de permanência na Série A.


segunda-feira, 29 de junho de 2026

Opinião



A Expectativa 

"Concordo com quase tudo, mas fica uma dúvida imensa que poderá ser dirimida nos próximos dias: Qual o perfil de jogadores para o meio de campo? Se estão pensando em transição rápida com Perez e Nardoni, aí, realmente, a situação é preocupante."

Esta é a minha resposta a um comentário na postagem anterior com relação ao meio de campo gremista. Pois a contratação de Matheus Nascimento, que surgiu como futuro "extra-classe" há 6 anos no Botafogo, indica que se pode ter esperança de jogador com perfil vertical, habilidoso e veloz no meio.

Sei que estão informando que ele é centroavante. Só se mudou neste período em que ainda não "vingou" e não justificou toda a expectativa, quando subiu com 16 anos ao grupo principal.

Se vier para o meio, ótimo; se pensaram que é 9, será uma terceira opção para o time, a menos que Carlos Vinícius e/ou Braithwaite estejam de saída. Não acredito que seja reposição para André Henrique.

Castro, se não trabalhou com ele, deve ter ouvido falar dele no clube da Estrela Solitária e, com certeza, saberá tirar o melhor possível do garoto.

A vinda de Matheus Nascimento é um alento. Resta saber se ela é fim ou se é meio de uma ação da diretoria, isto é, se Carlos Vinícius está de saída.

sábado, 27 de junho de 2026

Opinião



Grêmio bate o Cascavel 

O post está relacionado apenas ao amistoso de hoje à tarde, portanto, se houver conclusões, elas são, em sua maioria, relacionadas aos 90 minutos na vitória no interior do Paraná.

Porém, começo por uma que extrapola o confronto de hoje: Carlos Vinícius precisa ficar. Alguém poderá dizer: "Mas o seu salário vai 'furar' o teto estabelecido pelo clube". Aí entra a máxima de que o mais injusto é tratar valências diferentes como se fossem iguais.

Liberar o centroavante que teve sucesso dentro e fora de campo, para ser "coerente" com o discurso, certamente criará um problema desnecessário, resultando em altos gastos e, possivelmente, não preenchendo a lacuna deixada pela saída do atacante.

Voltando ao jogo de hoje, Perez e Nardoni voltaram iguais, não se justificam; Enamorado tem a seu favor o envolvimento com o jogo. É dele o cruzamento para o primeiro gol.

Wagner Leonardo, Caio Paulista e Willian não aproveitaram a chance. Já Marcos Rocha não foi testado o suficiente.

Na etapa final surgiu um zagueiro veloz e ativo, Wallace, que chegou a Porto Alegre anteontem, isto é, não deve saber o nome de todos os seus colegas de time. Boa estreia.

O jogador Mec, que foi muito ativo, comprova que está evoluindo, substituído por Monsalve, que  entrou bem no jogo.

Não dá para esquecer que o Cascavel estava com time misto e a sua falta de preparo físico no segundo tempo se fez presente.

Por fim, achei arriscada a volta de Gabriel Mec para completar o time na final do jogo. Frio, chuva, amistoso, vencendo a partida... O risco de uma lesão era muito grande.


quarta-feira, 24 de junho de 2026

Opinião




A Direção tem responsabilidade 

Faz pouco tempo que escrevi que há três jogadores inegociáveis no elenco gremista: Weverton, Carlos Vinícius e Luiz Eduardo, este último, porque o momento de negociação dele ainda não está no pico ou próximo disso, sequer é titular.

Os dois primeiros, porque são os grandes responsáveis pelo Tricolor estar fora do Z-4. Sem eles, o Grêmio estaria peleando com a Chapecoense pelo posto de lanterna do Brasileirão.

Pois leio que Carlos Vinícius tem contrato até o final do ano, mas que teria uma cláusula de renovação automática se cumprir um número "X" de jogos. Pergunto: quem acredita no que está pactuado? Se aparecer um concorrente forte e botar grana na mão do centroavante, ele sai. O Imortal poderá espernear, buscar ressarcimento, mas ficará sem um atleta fundamental na manutenção do clube na Série A. E Amuzu? Bom, só o fato de sair de graça dá para lamentar. Não joga mais do que Pepê ou Éverton Cebolinha. Jogador de um lance só. Na balança de custo e benefício, está devendo muito.

A Direção tem muita responsabilidade no presente e futuro da instituição. Pagar bem a Carlos Vinícius é justo; onde estão os erros? Na grana vultosa depositada mês a mês para jogadores que não dão 40% da contribuição do atacante. Como Vini da Pose vai receber um milhão de reais, se tem no elenco alguns "bancários" recebendo duas vezes mais do que ele?

O destino do Grêmio nas próximas competições passa pela permanência de um excepcional goleiro e um centroavante efetivo. Isso é fato.

O resto é detalhe.