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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Opinião



Quando as Críticas viram Elogios 

Estou entre aqueles que acharam a demissão de Castro correta e tardia. O trabalho não deu liga no Grêmio e eu esperava muito. Paciência! Vida que segue.

No entanto, a vida seguiu de uma forma óbvia e insatisfatória com a troca de técnico. O que veio até este momento só deu "pau" em tudo e em todos, do presidente ao elenco. Sobrou para quem contratou, quem foi responsável pela escolha do elenco, pela preparação física e, principalmente, para o antigo "professor", que, segundo o novo responsável, não deixou nada.

É jogador acima do peso; o vestiário virou um "arquipélago", pois há várias ilhas, "bolinhos" de atletas, se comunicando, traduzindo a língua, etc...

Como entendo que Renato não veio para fazer um diagnóstico, muito menos público, do quadro do futebol gremista, e sim para "arrumar" o que estava precisando de conserto, ele não está cumprindo o seu papel.

Aliás, com suas críticas, contraditoriamente, o desempenho ruim de Castro fica amenizado, porque, com toda a análise negativa do atual treinador sobre o que ele encontrou, o português conseguiu reconquistar o Gauchão, ser semifinalista da Copa do Brasil e deixar o clube na zona de permanência do Grêmio no Brasileirão de 2027.

É bem mais do que o que se tem neste final de outubro.




terça-feira, 20 de outubro de 2026

Opinião



Causa e Consequência

Fico pensando nessa cena: o Renato chega no Athlético Paranaense ou no Flamengo e detona o trabalho dos dirigentes. Detona mesmo!!! O que aconteceria?

Certamente, alguém vai me chamar a atenção para o fato de a relação Renato-Grêmio ser diferente. Claro que eu sei! Mas, será que aí não está uma das (ou a) causa(s) para esse estado de coisas que virou um clube centenário, multicampeão, com 8 milhões de torcedores e detentor de uma das maiores grifes mundiais?

Isso, além de ter uma camisa já eleita como uma das mais belas já produzidas, um estádio de "primeiro mundo" e páginas e páginas brilhantes (hino, a estrela, Eurico Lara, a Batalha dos Aflitos)? Pode estar concluindo a "pós-graduação" em rebaixamento. Pode publicar uma cartilha sobre isso.

Os dirigentes estão no topo das causas. Cada gestão coloca um ingrediente novo, malévolo, ao cadinho de ações levianas para afundarem o Tricolor. A mais recente é não contratar o técnico A ou B porque possuem tendências esquerditas ou, pior, num clássico Grenal super relevante (perdoem a redundância) num ambiente fraturado pelo período de uma eleição dividida, colocar na casamata, portanto, no gramado, uma figura política.

É pouco? Imaginem qualquer clube, menos o Grêmio, e nele as notícias exploradas em nível nacional dão conta de que o técnico rebenta publicamente com a qualidade de seu elenco. 

Sinceramente, por mais fanático ou alienado que seja o torcedor, ele, no mínimo, na sua ingenuidade, vai chegar à conclusão: — Opa! O técnico pisou na bola.

Os deuses do futebol aprontam muitas surpresas; pode ser que decidam ajudar o Tricolor nessa empreitada e vença o Galo na CB, talvez mantendo-o na Série A, algo que este que escreve torce muito, mas, depois disto, é crível imaginar que os mandatários do clube farão o mea culpa e, numa profunda reflexão, concluirão: "Não dá mais!" Vamos fazer uma revolução?

Até pode ser, entretanto, quem garante que o objetivo dos dirigentes seja isso? O bem do clube.

domingo, 18 de outubro de 2026

Opinião



O Fim

Este quarto rebaixamento, que a razão indica que chegará antes da 38ª rodada, como outros, mostra uma série de equívocos, a maioria consequência de não colocar o clube como prioritário, e outras, pelo despreparo de alguns profissionais. Não, senhores; não se iludam. O Grêmio fica no final da fila, aliás, como outras agremiações no quesito importância (Coirmão).

Trabalhei 42 anos regularmente, sendo 17 em empresas privadas de ponta, e em todas elas jamais vi dar certo criticar administrações anteriores e, muito principalmente, detonar pessoas (subordinadas) publicamente.  Se alguém conhece, eu não vi em toda a minha vida.

Aliás, lembro-me do grande dirigente gremista, Rudi Armin Petry, uma das raposas (no bom sentido) que usava a expressão "assunto de economia interna", quando era "apertado" para se manifestar em momentos delicados do clube pela imprensa.

Penso que Renato é menos treinador do que Castro; isso não quer dizer que o português não merecesse cair, mas os números não mentem. O time decresceu, piorou. Não ganha mais, nem em casa.

Ah! Mas, Bruxo, tu achaste que o atual técnico era uma boa. Sim, pois fui na onda do pensamento mágico. Minha lucidez dizia que não, mas emocionalmente eu desejava ver uma "revolução anímica", porém, o "gestor de elenco" pisou na bola ao criticar o grupo e, na questão tática, seu calcanhar de Aquiles na carreira, só agravou pela estagnação comprovada nos trabalhos mais recentes.

Renato sairá rumo à aposentadoria, nenhum clube o contratará; talvez o Madureira pelo valor sentimental de ter sido o primeiro clube dele. 

Para a direção gremista, deve ser constrangedora a situação de ouvir o seu subordinado, recém-contratado, dar "mijadas" públicas na gestão pela formação do atual elenco. Pior! Não terá a coragem de liberar o treinador e tentar encerrar com um pouco de dignidade o primeiro ano do mandato. Seguirá bancando a marionete.

Tem muito mais para escrever; no entanto, paro por aqui. A semana será longa.

Deixo o link de um mês e meio atrás: Vai cair.

 



quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Opinião



Da Irritação ao Constrangimento 


Tem um texto (crônica ou conto, não recordo) de Luís Fernando Veríssimo, que não localizei na rede mundial e fiquei com "preguiça" de procurar na minha "livraiada", então, vou sintetizar, de cabeça, ele ou quase ele.

Um sujeito comete uma burrada, mas ele tem fama de não cometer esse tipo de ato, então as pessoas ao seu redor ficam desconfiadas de que não era exatamente uma burrada, aí procuram alcançar, entender onde ele quis chegar. Qual a sacada genial que está por trás desta aparente lambança? — Não, não pode ser; ele deve estar tramando algo positivo lá na frente. Não pode ser só uma cagada.

 Assim pensam os bajuladores.

Pois, eu vi um vídeo no Instagram de um jornalista esportivo (Meneghetti) que a ação de Renato na sua derrapada constrangedora, nesse equívoco cruel para o tamanho que ele ocupa na instituição gigantesca como é o Grêmio, provavelmente, seria uma manifestação diversionista para encobrir a má jornada no clássico e trazer para si o foco, neste caso, distorcido, da entrevista. 

Fiquei irritado com tanto malabarismo para isentar o treinador de tremenda burrice.

 Depois, eu passei para o constrangimento pela intenção ou limitação de quem tenta mascarar uma situação escancarada de total falta de serenidade para dirigir o comando técnico do Grêmio.

Não dá para engolir.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Opinião



O Grêmio que conheci

Fonte: Livro Fábio André Koff


Esta postagem não tem conclusões, é apenas uma rememoração do que era o meu clube. Para isso, recorro aos dois maiores presidentes da sua história. Hélio Volkmer Dourado e Fábio André Koff.

Ambos nasceram em cidades do interior gaúcho: um, médico cirurgião torácico por mais de 30 anos, cadeira na Academia Gaúcha de Medicina; o outro, juiz e desembargador de uma trajetória exitosa, presidente do Clube dos Treze.

Um descendente de alemães, o outro, de sírio-libaneses, admirador da causa Palestina. Um, militante da antiga ARENA, candidato a cargos eletivos, partido do governo no tempo da ditadura militar; o outro atuou no Ministério da Agricultura, a convite de Pedro Simon, e no Governo Gaúcho com o próprio Simon pelo PMDB.

Pois bem, essas duas figuras de carreiras de coincidências e de diferenças atuaram juntas em 1976, naquele momento extremamente crítico do clube em termos de conquistas: um presidente, o outro vice.

Durante suas gestões, em que Koff sucedeu Dourado na presidência, o Tricolor conquistou os maiores títulos de sua trajetória, tanto pela hierarquia do futebol quanto pelo reconhecimento de sua importância como instituição.

Koff e Dourado conviveram juntos na condução do Grêmio e são até hoje os mais festejados presidentes deste clube, que tem mais de 8 milhões de torcedores pelo mundo todo.

É apenas uma lembrança, o Grêmio era assim.



 

Opinião



O Combo perigoso

Ontem, muito irritado, eu resolvi me segurar no texto para não escrever o que depois me arrependeria. Fiz bem. Saí sem ouvir o pós-jogo.

Hoje, eu tomei conhecimento do que ocorreu e vejo que um perigoso combo está se formando no destino do Tricolor. Nem vou citar o período de Castro, pois este é bem conhecido.

Recentemente, o VAR deu uma rasteira no jogo diante do Botafogo, gol de Carlos Vinícius, em que as linhas traçadas referendavam a posição regular do atacante e, mesmo assim, contra as "provas" da legalidade, o tento foi anulado.

Na partida em Belém, o Tricolor perdeu quatro gols incríveis (Enamorado, Tetê, Braithwaite e Enamorado, novamente), que, se apenas um fosse convertido, o clube, hoje, 12/10, estaria fora do Z-4, portanto, à frente de Inter e Corinthians, com 33 pontos.

No clássico de ontem, Alan Patrick deveria ser expulso (cotovelada na cara de Wallace) e o pênalti é algo inquestionável. Bernabei comete a falta máxima e abre os braços, gesto claro de quem "sentiu a cagada" que fez. O VAR não auxiliou o árbitro medroso.

Final de partida, o treinador atirou para todos os lados, sobrou para os jogadores, para a direção, para a imprensa (caso do seu auxiliar) e finaliza com uma manifestação política desnecessária para o momento gremista.

Como se sabe que esta direção é uma continuação da anterior em "performance", não se há de esperar nada em relação ao assalto que o clube sofre pela arbitragem.

Também, o que traz de positivo expor o elenco publicamente como fez Renato?

Como tudo nunca é totalmente ruim ou bom, resta torcer pela queda acentuada dos concorrentes, casos de Mirassol, Corinthians, Botafogo e até Vasco, que ameaça uma reação. 




domingo, 11 de outubro de 2026

Opinião



Tropeço em casa 

Errei feio! Achei que o Grêmio venceria o clássico, mesmo com suas limitações, mas, mesmo diante de mais de 50 mil torcedores azuis de um total de 53 mil de público, a atuação do time foi "mais do mesmo", em que o setor defensivo se destacou apesar da falha no gol colorado, que eu credito exclusivamente a Villasanti pelo descuido.

 Wéverton lhe deu a bola à sua frente, bastava dar um toque simples vertical, mas o paraguaio tomou a decisão errada, pareceu querer proteger a pelota e forçar uma carga por trás e forçar a falta do adversário, porém, o resto do time segue um d-e-s-a-s-t-r-e: 

 O que jogaram Krovinovich, Amuzu, Carlos Vinícius, Pavón e os que entraram (banco)?

Renato não ganhou ainda, mas não perdeu. No entanto, essa sequência de empates somente será positiva se ele encaixar cerca de três vitórias e seguir invicto. Difícil.

Está na hora do técnico olhar para alternativas na base, porque, de onde nada se espera, nada virá. Tem atletas jogando na fase "final de festa".

Será uma briga intensa até a trigésima oitava rodada.



sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Opinião



Acredito na vitória 

Acho que o Grêmio ganha o clássico. Claro! Ressalvando detalhes inesperados, como uma expulsão, um erro de arbitragem, mas "fora isso", mesmo com os resultados adversos do meio de semana, vitória de um concorrente ao rebaixamento (o Inter) e um empate indigesto em Belém, ele pode conquistar os três pontos. Por quê?

- Porque a Arena já mostrou sua força em Grenais anteriores de 2026.

- Porque o empate diante do Remo botou pressão no elenco pela forma como a vitória escapou.

- Pelo tempo a favor da equipe que vai para seu terceiro jogo com o novo velho treinador. As ideias começam a se consolidar no time.

- A volta dos laterais é um acréscimo e a possível inclusão de Krovinovich, um acerto, igualmente, um acréscimo.

— Porque, vendo os melhores momentos da partida do Coirmão, eles me lembraram a vitória dele diante da Chapecoense, uma exceção. Ou seja, o Corinthians, que vinha de seis derrotas consecutivas jogando fora (Beira-Rio), transformou o goleiro do Inter no melhor em campo e teve três bolas nas traves. Conclusão: um empate ou vitória do Coringão não seria absurdo.

Encerrando, é meu sentimento para este clássico. Posso estar enganado, mas acho que não.


quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Opinião



A Bola não entra por acaso

Ferran Soriano escreveu um livro com este título, mas num sentido diferente ou até oposto à manchete do post.

Se a obra de Soriano exalta o planejamento e a competência no seu período de vice-presidente do Barcelona, esta crônica vai em direção contrária. A pelota não se acomodou nas redes dos paraenses por falta de talento dos avantes gremistas, quando a partida estava 1 a 0 para o Tricolor. 

Lances cara a cara com Marcelo Rangel. Foram quatro, sendo duas chances no mesmo ataque, e todas desperdiçadas.

E a situação é tão constrangedora que Enamorado e Braithwaite, perdendo os gols, ainda fizeram mais do que Amuzu, Pavón, Carlos Vinícius e Tetê, quarteto de futebol muito limitado até o momento, e aí são seis atacantes do clube. É sintomático.

Para complicar mais, o mesmo lance de Vitinho no gol vermelho nos 3 a 1 (Grenal) apareceu no empate do Remo. As mesmas desatenções de Marlon, antes, e de Caio Paulista, hoje. Deu saudades de Bruno Cortez, que "fechava" muito bem nestas bolas que vêm do lado oposto de ataque.

Houve algo positivo? Sim, os jogadores pareceram mais "fininhos" e melhor preparados fisicamente. Houve mais oportunidades ofensivas.

Também, Danilo Barbosa demonstrou mais mobilidade do que Noriega, enquanto Kanneman fez um raro gol e esteve menos afoito, apesar da penalidade cometida na primeira etapa. 

O goleiro manteve a média de suas atuações, mas, de modo geral, os demais ficaram devendo muito.

Se tivesse vencido, a análise seria mais suave, mudaria o texto da postagem? Sim, porque um fato se sobressairia a todos os demais: A primeira vitória fora da Arena. 

Porém, o histórico perverso se repetiu.

Agora é o clássico. Parece que o Grêmio vai mais pressionado do que o Coirmão.


terça-feira, 6 de outubro de 2026

Opinião



O Primeiro Desafio Pós-parada 

Todas as vezes em que houve parada longa, geralmente eventos da FIFA, independentemente de treinador, a volta à normalidade só demonstrou que não houve evolução no desempenho do time nos variados momentos. É uma sina ou erro de metodologia.

Pois bem, Renato agiu silenciosamente (e isto é um avanço na sua habitual conduta); focou nos detalhes: preparação física, olhares para a base, recuperação de atletas "encostados" no elenco e, salvo engano, mudança de comportamento tático, o que vazou na imprensa é de se ter um Grêmio mais ousado, mais ofensivo.

Amanhã, às 19:30 h (ainda não sei se conseguirei ver a primeira etapa), o desafio é grande, ou seja, um adversário com novo técnico (Carpini), o desespero na tabela, a distância imensa até o Pará, um clima diferente, etc. No entanto, a situação e o futuro gremista estão em jogo neste resto de certame, ou seja, se quiser recuperar a confiança, o grupo vai ter que apresentar mais e melhor futebol. 

Pelo que se depreende da direção atual, o destino da instituição está na mão prioritariamente da Comissão Técnica e dos atletas.

É o que desconfio.