Empate num jogo ruim
Assistir a jogos como o do Inter e do Tricolor neste final de semana frustra a quem gosta do bom futebol, em especial depois de alguns confrontos na última Copa do Mundo, onde até países sem tradição na competição jogaram bem.
Então, quando eu leio/ouço que Grêmio e Fluminense fizeram um bom enfrentamento, eu vejo que algo está muito errado: eu ou o futebol.
O Tricolor trouxe um trio de volantes, o que, à princípio, mostrava uma intenção de mudar o estado de coisas das mais recentes apresentações; no entanto, acontece que Noriega, Nardoni e Villasanti deixaram o meio gremista muito lento, em especial o peruano.
Tetê e Amuzu, pelo que mostraram esta noitinha, estão "usurpando" o lugar de Enamorado, por mais limitado que este seja. Pelo menos, a entrega do colombiano é muito maior e, assim, o resultado prático para o time é levemente superior.
Pavón compromete defensivamente, mesmo com toda a transpiração. Aliás, tratando de comprometer, por favor, direção, preserve Walter Kannemann, proteja o ídolo, ele está num processo de final de carreira. Cada partida sua é risco para o time.
Hoje, além da penalidade de amador, noutro lance, o recuo para o goleiro é digno de Werley ou Bressan, e Grando, que fazia boa partida, mostrou que, num sufoco, não tem o "cacoete" de usar bem os pés. Era bola para rifar para a lateral. Tocar com as mãos só não foi a pior tomada de decisão, porque contou a má jornada (mais uma) da árbitra.
Entre os aspectos positivos, destacam-se o retorno de Marlon, apesar da falta de ritmo, as boas estreias de Caito e Jovane Cabral, além da sorte que parece não ter abandonado o Tricolor.
No fim, o empate foi um prêmio, porque o Grêmio correu atrás no placar. Se a ordem dos gols fosse contrária, a massa estaria mais decepcionada ainda.









