Castro não cai, por enquanto
Tenho uma frase nos esportes que eu acredito que é: a surpresa só se apresenta de surpresa.
Mas, desta vez, eu, que sempre fico com um pé atrás diante de uma (pseudo) barbada, caí do cavalo. Não acreditava em eliminação em casa, mesmo diante do fraco, porém organizado, Bolívar. Pelo que ocorreu no gramado, é injusto dizer que foi zebra.
Ao contrário de outras derrotas, hoje eu não "envaretei" com o resultado. Talvez, como li num comentário na postagem anterior, com meia hora de partida, a esperança tenha desaparecido. O Tricolor não venceria nem por decreto, e eu me convenci disso antes do final da primeira etapa.
Castro tem muita responsabilidade na desclassificação. Se nesta citada postagem anterior eu elogiava uma (suposta) escalação equilibrada do meio para frente, logo que vi a nominata de três volantes muito parecidos e meio time reserva, não entendi onde o treinador queria chegar. Ele tinha que atacar e deixou a posição de armador de fora. Se não quisesse Mec, que entrasse com Monsalve, Riquelme ou até Jefinho, enfim, alguém com características mais ofensivas do que Dodi, para citar um do trio escalado.
O jogo foi comprovando os erros do técnico, a decadência de Kannemann, que, sem o viço da juventude, vira um zagueiro batível a qualquer momento, como ocorreu no tento único da partida.
No mesmo lance que mostrou uma limitação de Grando, que a maioria dos goleiros gigantes e pesados tem, qual seja, a bola rasteira e rápida; a resposta (reação) deste tipo de arqueiro é lenta (caso de Lucas Perri).
Braithwaite não é Carlos Vinícius. Ponto final. Matheus Nascimento é mais jogador que André Henrique, outro ponto final. E Amuzu? Bah! Indiquem o caminho do Salgado Filho para ele, que quer renovar por 1,5 milhão por mês. Uma nulidade.
Tetê, Enamorado, Pavón, Gustavo Martins, Nardoni, Marlon, etc... Ninguém se salvou esta noite.
Se existe algo de positivo nesta derrota, é o alívio no calendário em detrimento ao interesse financeiro e a alegria da massa torcedora. Só.
Luís Castro precisava de tempo para mostrar o trabalho; aí, ele teve a parada da Copa.
Só não sai pela multa rescisória que informam ser de milhões de reais.
A gente se apega em qualquer coisa, nestas situações. Noutro momento, nós, torcedores, pedimos a saída de Mano na derrota em casa para o Sport. Ele ficou e segurou a bronca, e o time permaneceu na Série A. Será que vai funcionar com o português?
Pior é ouvir uma parcela da torcida pedir por Renato, sem se dar conta de que ele é um dos engenheiros do estado de coisas que grassa no Humaitá, desde 2019. É como tomar analgésico para combater câncer.