A Batalha do Beira-Rio
Olho com bastante preocupação para o evento de domingo, muito menos pelo que ocorrer no gramado, do que pelo antes, o durante e o depois do entorno do Clássico.
O Grêmio toma as suas devidas providências quanto a olheiros da CBF (arbitragem), Brigada Militar, Ministério Público, enfim, o que lhe cabe fazer, porém, exagerando um pouco, é como uma medida protetiva no caso de mulheres que sofrem agressões ou tornozeleiras eletrônicas em condenados, isto é, são precauções, mas podem não evitar a consumação de acontecimentos mais graves.
Quem não lembra da agressão ao ônibus Tricolor, que adiou o clássico em anos passados?
No caso da arbitragem, ação dentro dos gramados, ela pode ser detonadora de um processo incontrolável. Muitos incendiaram a massa Colorada de forma inconsequente na goleada na Arena.
As demais medidas reduzem os estragos, mas não possuem domínio total sobre os atores que ocuparão as ruas e as arquibancadas do Pinheiro Borda.
Preocupante!
A perda do título pelo Grêmio será uma chaga imensa no processo de construção de uma Nova Era futebolística, porém, a chance de recuperação virá em seguida, em casa, contra um adversário bom, mas de pouca tradição em Série A. Além disso, a posição na tabela não é desesperadora.
A fuga do título é ruim, mas não é péssima.
Já o Inter, se o insucesso vir através de uma derrota, ele conterá elementos catastróficos como ser na sua casa, ter a (infrutífera) melhor campanha, serem duas derrotas nos confrontos finais, no caso, nas últimas dez edições do regional, uma conquista apenas (2025), em seguida, encarar uma parada dura fora de casa em Minas Gerais com o risco de conquistar apenas dois pontos em 15 disputados e fincar pé no Z-4.
Essa perspectiva foi analisada pela imprensa, torcida e direção colorada. Tudo isso faz do Grenal um momento nevrálgico na vida da instituição e, lógico, podendo ser o elemento deflagrador que acenderá o rastilho de pólvora alimentado durante esta semana.
Basta elevar a voltagem da irresponsabilidade.









