Jogador de Clube, Jogador de Seleção
Há jogadores que tanto faz cumprirem amistosos ou Copa do Mundo, seja pela simplicidade da alma (leia-se Mané Garrincha), seja pela pétrea formação de sua personalidade (Beckenbauer, Pelé, Cruyff). Desempenhos idênticos, porém, existem outros que oscilam nas performances, mostrando muito nos clubes e mais ainda na Seleção, e alguns que afundam quando vestem o uniforme do esquadrão nacional, ficando aquém das expectativas de todos.
Exemplificando: Taffarel e Dunga têm histórias maravilhosas na Seleção Nacional, bem acima do que fizeram nos vários clubes que integraram. Clodoaldo e Jairzinho se lesionavam com frequência no Santos e Botafogo, respectivamente. Vinha a convocação e brilhavam intensamente no escrete Canarinho.
E o que dizer de Jardel e Dario, o Rei Dadá? Goleadores históricos de seus clubes, Grêmio, Porto, Galatasaray, Sporting de Lisboa e, no caso do segundo, goleador de três Brasileiros: 1971, 72 e 76. Dario não é apenas o pivô da polêmica General Médici/Jornalista João Saldanha em 1970.
E Tarciso, o Flecha Negra? Melhor ponteiro direito em 1977/78 e na Seleção virou "auxiliar de lateral", por total inibição. Pesou a camiseta. Uma pena.
Desconfio que esta Seleção de 2026 tem alguns jogadores que estão próximos deste perfil, isto é, jogam mais em seus clubes, casos de Alisson, Casemiro e Raphinha.
Falta identificar se há outros com as características contrárias, ou seja, que crescem na Seleção até mais do que em seus clubes.









