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domingo, 31 de maio de 2026

Opinião



A Ruindade geral 

Esta postagem não tem a intenção de minimizar o estrago que Luís Castro fez nestes últimos jogos. Se havia dúvida no início de seu trabalho, estes derradeiros confrontos escancaram a sua dificuldade em ajustar o time, mas, eu que dificilmente vejo partidas de outros times, neste final de semana, vi parcialmente Bragantino x Inter e Vasco x Atlético Mineiro e foi mais do mesmo.

Essas duas partidas (mais a do Grêmio, logicamente), associadas a outros pedaços de jogos anteriores, me fazem firmar a convicção de que estamos assistindo a um dos piores campeonatos nacionais desde 1971 (e eu vi todos eles). 

Não estou preocupado em enumerar as causas (calendário, carência técnica dos atletas, falta de planejamento dos clubes, etc.); atenho-me apenas ao "produto final". Para quem viu Dirceu Lopes, Ademir da Guia, Tostão, Pelé, é uma decepção imensa ver estes jogos. 

O que foi o Inter? O Vasco? Atlético Mineiro? Grêmio? E antes, Bahia? Coritiba? Até o Flamengo anda devendo. Só Bragantino mostrou futebol diante do Vasco e hoje contra o Coirmão.

Esse achatamento, que mostra o sexto colocado (Bahia) com 26 pontos e o décimo sétimo (Vasco) com 20 pontos, revela que a diferença entre eles é de apenas 2 vitórias em 18 rodadas, comprovando que a falta de qualidade é homogênea. Apenas a Chapecoense destoa desta ruindade, porque possui um "plus" neste quesito. Não dá para cravar quem vai cair.

Resumindo: quem souber ajustar bem, corrigir com competência seus times nesta parada, poderá em curtíssimo tempo (poucas rodadas) dar um salto "maluco" na tabela.

A direção gremista terá essa capacidade?

Opinião



Grêmio conseguiu piorar jogando em casa

Mais uma façanha gremista: ele conseguiu piorar, pois, mesmo jogando em casa quatro partidas seguidas e tendo duas semanas para treinar em seus domínios, empatou com o Torque City e, ontem, "presenteou" os 42 mil torcedores que foram até seu estádio com um desempenho constrangedor, o que provavelmente fará com que ele "hiberne" no Z 4 durante todo o período da Copa do Mundo.

A encruzilhada está à frente: a direção do Grêmio deve escolher entre manter sua convicção (ou burrice) ou promover uma guinada, realizando uma varredura no futebol gremista.

A tese que o calendário inviabiliza o trabalho recebeu um revés, porque o Grêmio não viajou, os jogadores ficaram com seus familiares um tempo maior do que vinham tendo e o time piorou.

Houve um desfile de más atuações, algumas por ex-jogadores como Marcos Rocha, João Pedro, outros pela exposição do treinador às inadaptações às posições escaladas, casos de Wagner Leonardo e Braithwaite. Some-se a isso, a pífia partida de Tetê (mais uma), a incapacidade técnica de Enamorado, o fraco jogo de Amuzu (só pega e toca para o lado), a fragilidade defensiva de Pedro Gabriel e sobra muito pouco, quase nada. 

Um detalhe assustador: Thiago Beltrame não teve culpa nos gols, porém, a ausência de Weverton escancarou sua liderança e técnica. Sem ele, o Tricolor estaria entre os mais vazados do certame.

Não há muito a comentar de novidade. O Grêmio se repete e das minhas convicções de início do ano, restaram duas, porque, Castro e Tetê suas passagens pelo Tricolor, não deixarão saudades, acertei na indicação de Weverton e na certeza que Pelaipe tem mais fama e amigos na Imprensa do que trabalhos consistentes no Grêmio, basta ver o que fez em termos de contratações nas suas passagens anteriores, a maioria, atletas "baleados".

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos, mas, no caso de troca, não dá para olhar para um passado recente como solução, cuja performance danosa está na raiz de muitos problemas do  presente.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Opinião



 O Peso do revés

Excetuando os 4 a 2 do primeiro clássico do ano, esse empate diante do Montevideo City Torque é o pior revés da "Era Castro", isso que o time não perdeu. Por quê?

Porque o grupo do Grêmio era o "mamão com açúcar" da Sul-Americana, o clube de tradição, de maior torcida, de melhor estádio, de elenco mais caro, de treinador experiente, decidindo em casa, não poderia ter ficado em segundo lugar num ano em que o calendário está mais espremido ainda do que o é normalmente. 

Um fiasco incrível, em que o treinador Tricolor repetiu erros de outros com passagem pelo Imortal sem a biografia dele. Como admitir um meio de campo sem o menino Mec, de 18 anos, que não atuou na rodada anterior do Brasileirão? Cansaço?

Castro optou por um atacante que ficou no meio do caminho entre a sua real posição e uma que parece ter dificuldades (Braithwaite). Improviso do setor que já vinha com uma novidade: Tiago Augusto, depois de um bom tempo sem sair jogando, que sentiu a parada.

O peso, expressão colocada no título, vem da "roubada" da perda do valor monetário pela não classificação em primeiro e, principalmente, por pegar o Bolívar, clube agora do grupo City, que momentaneamente manda seus jogos em Santa Cruz de La Sierra e por isso teve dificuldades na Libertadores.

Agora, é provável que consiga atuar em La Paz com uma altitude aliada e com o jogo de ida em sua casa. Um 2 a 0 lá e o Grêmio se despede da competição com a Arena lotada e tudo mais.

Péssimo.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Opinião




Grêmio decepciona na Arena

O Grêmio não conseguiu vencer o fraco Torque City em dois confrontos: perdeu fora de casa e, agora, obteve um empate constrangedor, considerando o que não apresentou na etapa inicial, quando o estado anímico demonstrado em campo era condizente com partidas amistosas. 

O coletivo não funcionou e alguns jogadores fizeram um jogo sofrível, como Luís Eduardo, Braithwaite, Tiago Augusto e Amuzu. 

As lesões prejudicaram, e Pavon e mais Luís Eduardo foram trocados por Marcos Rocha e Wagner Leonardo. O primeiro, surpreendentemente, esteve bem.

No segundo tempo, a entrada de Arthur deixou duas certezas: que ele conserta o meio de campo e a segunda, vai deixar um rombo quando retornar para a Europa. 

Weverton me pareceu falhar no primeiro gol, pois a bola correu dentro da pequena área. O segundo sofrido, mérito do batedor.

As ausências de Mec e de Arthur no primeiro tempo estão relacionadas com a partida de sábado. Foram poupados, mas custou a classificação direta na competição.

Cada vez mais, as carências no meio de campo ficam mais evidentes. Com a saída de dois titulares na janela, a direção precisará ser certeira, porque não dá para confiar em Monsalve e Willian.

Agora, é encerrar com uma vitória este semestre.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Opinião



O Time desentortado 

O título do post é meio forçado, mas é que há muito tempo a expectativa de escalação não dava indícios de que o meio de campo terá um volante, um segundo e mais um armador (Perez, Arthur e Mec).

Com uma defesa de Pavón na ascendente + um trio de garotos dando conta do recado e, no ataque, Carlos Vinícius voltando a marcar gols decisivos, esperar uma vitória bem consistente não é pensar com otimismo. Algo bem concreto.

É chance para encordoar três vitórias, algo inédito de fevereiro para cá.

A classificação está muito perto, apesar de o empate ser do adversário.

domingo, 24 de maio de 2026

Opinião



Vitória que era inadiável

O triunfo era intransferível; esse, diante do Santos em casa, o Grêmio conquistou, mas tomou sustos em falhas individuais grotescas.

Houve progressos no time; Luiz Eduardo parece um veterano na zaga, Pavón vem evoluindo, as tomadas de decisões incompreensíveis estão diminuindo, Perez fez seu melhor jogo, Carlos Vinícius voltou a ser decisivo e Tetê entrou, mostrando muito mais disposição, marcou o gol definitivo e perdeu outro até mais "fácil". Fazendo, sua atuação daria um salto de qualidade; de qualquer forma, é o seu terceiro tento este ano e Arthur, o maestro, parece Iniesta.

Amuzu e Viery, bem, e aí entra a turma que ficou devendo: Braithwaite não se adaptou ontem ao que pedia o jogo, Amuzu abaixo do que já mostrou e Caio Paulista mais Enamorado, muito mal.

Com a provável saída de Viery, Castro pode trabalhar a ideia de manter Gustavo Martins e Luiz Eduardo, fazendo a adaptação de um deles para o lado esquerdo da zaga.

Se Pavón continuar evoluindo e vier um lateral direito, mais Pedro Gabriel na esquerda, com Weverton no gol, o quinteto final fica formado. Com Arthur permanecendo e a volta de Villasanti, além de Carlos Vinícius e Amuzu na frente, Castro terá um "esboço" interessante para o segundo semestre, embora ainda haja lacunas a serem preenchidas.

O Santos mostrou por que é candidato ao rebaixamento. Time muito frágil que, neste confronto, resistiu até onde pode pela letalidade de Gabriel Barbosa; senão, seria goleado.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Opinião



Vitória que expõe fragilidades 

Perdi o início da partida; quando consegui ver, já estava 1 a 0 e imaginei um prenúncio de goleada. Enganei-me, mais uma vez.

Com o jogo encerrado, analisei mentalmente tudo que se passou nas quatro linhas e a conclusão é ruim para nós, gremistas: tem-se que caminhar muito para chamar de time arrumado

Confesso que comentar sensatamente os jogos do Tricolor começa a deixar a gente mais amargo. É tanta apreensão, decepção, desalento, em especial quando se concordou com os movimentos da direção no início do ano. A coisa não engrena.

Excetuando o arqueiro e o aproveitamento acima da média dos anos anteriores dos juniores, resta muito pouco para se elogiar.

Ontem, eu fico me perguntando: como o Grêmio não sofreu gols? Chances para levá-los houve em profusão.

Lances como o do Kannemann são comemorados e, justamente, comemorados, mas a origem dele, especificamente, nem poderia existir. Falha coletiva e individual do meio e defesa.

Quando se espera elogiar a performance de Pavon, ele faz duas jogadas bisonhas, depois de meter um golaço. É incrível!

Castro não dá sinais de que vai reverter o quadro. Se jogar assim nos próximos confrontos, o risco de perder é grande. Tem que reverter o quadro.

De positivo, a veia goleadora de Braithwaite. Novamente, gol de centroavante.


terça-feira, 19 de maio de 2026

Opinião



A Caixinha surpreendente 

Dino Sani cunhou uma frase inesquecível: "O futebol é uma caixinha de surpresas." Pois, olhando três casos presentes no elenco gremista, eu percebo que ela segue atualíssima.

a) Tetê é uma frustração imensa, porque está apresentando um desempenho muito abaixo do esperado, constato, apesar de eu sempre ter sido um entusiasta do seu jogo, que acompanhei no time de transição. Aí, busquei dados dele no exterior e, se não é um currículo ótimo, ele é muito bom. Tem 108 jogos pelo Shakhtar (atleta mais jovem a conseguir isso), vide Tetê - Ucrânia, atuou por três anos, marcando 31 gols. Saiu daquele país pela guerra, teve desempenho satisfatório no Lyon, não foi bem no Leicester e Galatasaray e recuperou o seu futebol na Grécia. Resumo: 5 anos, 66 gols em 273 jogos, a maior parte como titular.

Como comparação, Carlos Vinícius, entre 2019 e 2024, mesmo período, atuou em 7 clubes (Rio Ave, Mônaco, Benfica, Tottenham, PSV, Fulham e Galatasaray), marcou 67 vezes em 208 partidas.

b)  Weverton saiu do Palmeiras descartado, estava lesionado, contrataram Carlos Miguel e renovaram com Marcelo Lomba. Eu, há 7 meses sugeri sua contratação pelo Grêmio, vide Weverton. Não lembro de alguém da mídia tradicional indicando o goleiro. Hoje, ele está na lista de Ancelotti, com justiça.

c) Mas a maior surpresa desta caixinha é Viery. Quem, no início do ano, fora Luís Castro, acreditava nele como titular e, mais, melhor zagueiro do elenco?

Realmente, o esporte bretão segue desafiando prognósticos. Ninguém está imune a equívocos.

 

domingo, 17 de maio de 2026

Opinião



Grêmio escapa da derrota na Fonte Nova 

O empate gerou um sentimento ambíguo, pois a equipe esteve próxima da derrota, com bolas nas traves e defesas decisivas de Weverton. Visto desta forma, o empate representa um ponto ganho e a fuga do Z-4; no entanto, após marcar um gol de escanteio, a vitória parecia garantida, mesmo com o sufoco, pois havia uma sensação no ar de que a bola não entraria. O empate virou frustração. 

Wagner Leonardo está sendo responsabilizado pelo gol sofrido, embora eu ache que ele pode (e deve) ser negociado na próxima janela, naquele lance, o gramado o traiu, a bola deu um "quique" e caiu para a perna boba dele. 

Este empate tem duas assinaturas muito importantes, uma boa, outra má. A primeira é do arqueiro gremista, que, reforço o que escrevi, é o melhor em atividade no país. A segunda, a do treinador Luís Castro, que manteve dois volantes de mesma característica, o que, associado à ausência de Gabriel Mec, "empobreceu" demais o setor do meio, onde o Bahia "deitou e rolou" na primeira etapa.

As mexidas deram uma melhorada, porém o ingresso de Sanabria na direita no time baiano surtiu tanto efeito que Pedro Gabriel não viu a cor da bola. O argentino passou sempre.

Apesar de entender as metas gremistas até a parada da Copa — classificação na Copa do Brasil, na Sul-Americana, título do Gauchão e uma posição intermediária na tabela do Brasileiro —, é difícil aceitar a bola "curta" que o time apresenta. Poderia ser melhor, afinal, o elenco foi remontado e as dispensas foram muitas, sem que houvesse saudade deles. Parecia ser uma revolução positiva na qualidade do grupo.

A minha conta de 9 pontos nos derradeiros jogos antes da Copa do Mundo inviabilizou-se esta tarde.

Opinião



Imposição  

No dia em que nosso blog completa 13 anos, o que eu espero é uma vitória do Tricolor, um presente absolutamente indispensável. Mesmo que haja muita água para rolar debaixo da ponte (leia-se returno do Brasileiro), passar todo o período da Copa no Z-4 é um fato psicológico avassalador para toda a instituição (direção, departamento de futebol e torcida). Até um empate pode retirar o time dessa condição, conforme os resultados de terceiros.

No entanto, o que não dará para aceitar — e aí o sinal vermelho vai ser acionado para a comissão técnica — é um time sem empolgação, sem o envolvimento necessário para a busca do triunfo.

A partida diante do Flamengo é daquelas que dá para rotular de calamidade. Um banho de bola, cujas causas não estão apenas no clube carioca, como se viu no jogo da volta pela Copa do Brasil, em que o Vitória entrou em desvantagem no placar (1x2). Tal qual a história da formiguinha surda, não tomou conhecimento dos vaticínios que o indicavam "fora do baralho" e nem precisou dos tiros livres para seguir adiante.

O Grêmio, que, incrivelmente, apresenta deficiências na função de volante e na parte defensiva, tomou apenas 1 gol nos últimos sete jogos, sendo este o da derrota para o rubro-negro; é necessário analisar os motivos, algum acerto tem. Também, o ataque já deu duas goleadas recentes, que, mesmo considerando as fragilidades dos adversários, podem ser consideradas uma evolução.

Se ganhar do Bahia, "periga" ganhar 9 pontos até a parada da Copa; para isso, tem que acreditar que pode vencer fora.

É por isso que torço.