Grêmio conquista um bom resultado
Neste momento em que escrevo, Vitor Severino (o técnico hoje) dá um "rodião" nos repórteres. Mesmo com as deficiências do time e os desempenhos insatisfatórios, é gratificante ver um treinador rebater as críticas com classe, imposição e argumentos. O azar desta parte da imprensa é ter pego um debatedor disposto a enfrentá-la na noite em que o resultado não foi ruim.
Sobre o jogo, o Tricolor, de 02/04 a 02/05, disputou 10 partidas e em 7 não sofreu gol. É um progresso. A matemática é tranquila: quem não toma gols, pontua. Falta ajustar o meio e o ataque.
A vitória não veio esta noite, pela imperícia nos arremates, Balbuena, André Henrique, Willian e outra parte pelo erro na tomada de decisão, um drible a mais, a falta do passe para quem estava em melhores condições.
A ideia de três zagueiros funcionou muito bem, porque o Furacão tem uma espécie de política na contratação de atletas, fortes e velozes, por isso, muitos colombianos no elenco. Quando o time ficou com 10, a tática rubro-negra se limitou a atrair o Grêmio para o seu campo e lançar para os estrangeiros rápidos (velozes), Viveros e Mendoza. O Imortal não caiu neste pega-ratão. Se não ganhou, não foi por isso; chances de ganhar houve.
Os melhores foram Enamorado e aqui lembrei de Éder, Yúra, André Catimba, Mário Sérgio, que, quanto mais os ânimos ferviam, mais cresciam em campo. Saiu porque estava visado pela torcida e o árbitro "vacilão". Ponto para Vitor Severino.
E Willian que botou o jogo no bolso na etapa final. Por fim, Weverton, que nos primeiros 60 segundos de partida defendeu uma bola na "cruzeta" de seu gol, aquela famosa bola "indefensável" e voos espetaculosos infrutíferos, que há quase 20 anos o Grêmio sofre.
Pavón e Pedro Gabriel oscilaram com boas jogadas e erros infantis. A zaga foi bem e Tetê teve uma pequena melhora, ainda insuficiente.
Esta noite, não dá para reclamar do time, talvez, do resultado.









