A Bola não entra por acaso
Ferran Soriano escreveu um livro com este título, mas num sentido diferente ou até oposto à manchete do post.
Se a obra de Soriano exalta o planejamento e a competência no seu período de vice-presidente do Barcelona, esta crônica vai em direção contrária. A pelota não se acomodou nas redes dos paraenses por falta de talento dos avantes gremistas, quando a partida estava 1 a 0 para o Tricolor.
Lances cara a cara com Marcelo Rangel. Foram quatro, sendo duas chances no mesmo ataque, e todas desperdiçadas.
E a situação é tão constrangedora que Enamorado e Braithwaite, perdendo os gols, ainda fizeram mais do que Amuzu, Pavón, Carlos Vinícius e Tetê, quarteto de futebol muito limitado até o momento, e aí são seis atacantes do clube. É sintomático.
Para complicar mais, o mesmo lance de Vitinho no gol vermelho nos 3 a 1 (Grenal) apareceu no empate do Remo. As mesmas desatenções de Marlon, antes, e de Caio Paulista, hoje. Deu saudades de Bruno Cortez, que "fechava" muito bem nestas bolas que vêm do lado oposto de ataque.
Houve algo positivo? Sim, os jogadores pareceram mais "fininhos" e melhor preparados fisicamente. Houve mais oportunidades ofensivas.
Também, Danilo Barbosa demonstrou mais mobilidade do que Noriega, enquanto Kanneman fez um raro gol e esteve menos afoito, apesar da penalidade cometida na primeira etapa.
O goleiro manteve a média de suas atuações, mas, de modo geral, os demais ficaram devendo muito.
Se tivesse vencido, a análise seria mais suave, mudaria o texto da postagem? Sim, porque um fato se sobressairia a todos os demais: A primeira vitória fora da Arena.
Porém, o histórico perverso se repetiu.
Agora é o clássico. Parece que o Grêmio vai mais pressionado do que o Coirmão.









