Vitória que expõe fragilidades
Perdi o início da partida; quando consegui ver, já estava 1 a 0 e imaginei um prenúncio de goleada. Enganei-me, mais uma vez.
Com o jogo encerrado, analisei mentalmente tudo que se passou nas quatro linhas e a conclusão é ruim para nós, gremistas: tem-se que caminhar muito para chamar de time arrumado.
Confesso que comentar sensatamente os jogos do Tricolor começa a deixar a gente mais amargo. É tanta apreensão, decepção, desalento, em especial quando se concordou com os movimentos da direção no início do ano. A coisa não engrena.
Excetuando o arqueiro e o aproveitamento acima da média dos anos anteriores dos juniores, resta muito pouco para se elogiar.
Ontem, eu fico me perguntando: como o Grêmio não sofreu gols? Chances para levá-los houve em profusão.
Lances como o do Kannemann são comemorados e, justamente, comemorados, mas a origem dele, especificamente, nem poderia existir. Falha coletiva e individual do meio e defesa.
Quando se espera elogiar a performance de Pavon, ele faz duas jogadas bisonhas, depois de meter um golaço. É incrível!
Castro não dá sinais de que vai reverter o quadro. Se jogar assim nos próximos confrontos, o risco de perder é grande. Tem que reverter o quadro.
De positivo, a veia goleadora de Braithwaite. Novamente, gol de centroavante.









