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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Opinião



Lições da derrota

Da derrota para o Flamengo, o Grêmio tira várias lições, que poderão aprumar a equipe no restante da temporada. Brincando, brincando, estamos no quinto mês de 2026 e o time segue instável. Há avanços, mas em ritmo bem menor do que a massa torcedora (e talvez a diretoria) esperava.  O que retirar do vareio sofrido no domingo?

O jogo teve semelhanças com dois outros: um, a derrota para o Real Madrid. Foi apenas 1 a 0, mas quem viu sabe que os espanhóis aliviaram e se acomodaram boa parte da partida. O outro, aquele que chamei de o nosso "7 a 1", ou seja, os 5 a 0 inapeláveis diante deste mesmo Flamengo, que para mim indicou o fim da Era Renato e escancarou a diferença dos técnicos estrangeiros para os nossos "vamo que vamo", "upa upa".

Também caiu por terra a história de que o "time tal" colocou um "caminhão à frente" de seu gol e impôs grandes dificuldades ao ataque adversário. Verdade que o Grêmio colocou um "Mercedinho", um antigo 608, pois, com o goleiro e os da "linha" eram 8, cinco defensores e dois volantes (+ Weverton), então, um jovem de 18 anos, Mec, para criar (e se livrar da forte marcação rubro-negra) e dois atacantes, um, às vezes melancólico, dispersivo, pensando na vida (Amuzu), outro dependente da bola chegar lá (Carlos Vinícius).

Alguém poderá dizer: — Com esta formação, ele goleou o Riestra. Bom! Olhem a diferença de times. O time argentino tem como "DNA" não atacar, e o Flamengo desmistifica a ideia de volantes de marcação grandalhões e a favor do "jogo de contato". Pulgar, lesionado, mas Éwerton Araújo e Jorginho marcam bem, saem para o jogo e entram na área. Até os 15 minutos iniciais, houve três arremates deles dentro da área gremista. 

O tal ferrolho defensivo azul não sobreviveu às triangulações que puseram na roda os laterais e beques de lado (vamos chamar assim) Balbuena e Viery. A sobra, Gustavo Martins, pouco pode fazer.

Foram mais de 700 passes contra menos de 300 do Grêmio, mais de 70% de posse de bola.

Foi um banho tático, técnico e individual.

Que lições são as que ficam? Para quem atua com 5 defensores de linha, um dos dois volantes tem que ter qualidade e fôlego para fazer o "corredor" e entrar na área.

Castro erra e errará sempre que colocar dois destes três juntos: Dodi, Perez e Noriega. Não pode.

Recentemente, escrevi que espero a titularidade de Luiz Eduardo e Tiago Augusto e, para a lateral, que efetivem Vitor Ramon ou tragam um lateral de ofício. 

Finalizando, quem sabe voltando Villasanti e permanecendo Arthur, o meio não desentorta?

 

domingo, 10 de maio de 2026

Opinião



Derrota com uma triste constatação 

A vitória do Flamengo foi justa; o placar, injusto. No mínimo era para ser um 3 a 0 sem apelação, mas as traves e a atuação eficiente de Weverton deixaram a derrota ser "honrosa", se isso é possível.

Acreditei que o Grêmio poderia fazer um bom enfrentamento, porém, em uma única comparação, dá para ver a diferença imensa que hoje essas instituições possuem: ambas estavam sem o seu melhor jogador (D'Arrascaeta e Arthur), no entanto, o uruguaio não fez "tanta" falta; o brasileiro é a andorinha no meio de campo que tenta fazer acontecer o verão.

Este 1 a 0 teve como consequência (pelos resultados paralelos) o ingresso no Z-4, que abala psicologicamente; no entanto, os 17 pontos conquistados estão a 3 do sétimo colocado. O problema é ganhar fora e deixar de vencer os adversários de seu nível em Porto Alegre.

A formação com 3 zagueiros e 2 volantes, no plano ofensivo, só será eficaz se volantes como Villasanti e Arthur e possivelmente Tiago souberem se posicionar para o jogo. Com Leonel Perez e Noriega, um garoto que ainda está se adaptando à titularidade (Mec), se bem marcado, inviabiliza o ataque, em especial, no dia/noite em que Amuzu resolver não jogar.

Além disso, acho que faltou mais pegada ao time neste confronto. Algo a mais.

Luiz Castro aposta (e está certo) em estabilizar o time a partir da defesa, mas o custo disto em eficiência ofensiva compromete a campanha. A equação não está fechando, por enquanto. Tem o alicerce defensivo, não tem o acabamento no meio e no ataque.

Por fim, precisa necessariamente ganhar 7 em 9 pontos no Brasileirão para poder respirar mais tranquilamente.

Tarefa dura.


sexta-feira, 8 de maio de 2026

Opinião



Projeções 

Parece que Luiz Eduardo é uma das alternativas para sair jogando diante do Flamengo. Mesmo que isso não ocorra, a simples hipótese já é um indicativo de que a promessa está na antessala do time; desta forma, o indicativo de aproveitamento massivo dos talentosos atletas da base é um caminho sem volta.

Minha projeção prevê que, na volta do Brasileirão, Luiz Eduardo e Tiago Augusto estarão entre os onze titulares, enquanto outros jogadores estarão na fila para a titularidade. A situação só não será a ideal, porque alguns jogadores, na janela de meio de ano, rumarão para a Europa.

Um triunfo domingo contra um dos fortes candidatos a títulos das várias disputas servirá para robustecer esta "filosofia" do clube.


terça-feira, 5 de maio de 2026

Opinião



Vitória importante e providencial 

Um 3 a 0 com autoridade, mesmo que o time não tenha ido bem na primeira fase do jogo. O gol inaugural veio de um lance que Balbuena tirou da cartola, e a qualidade individual de Amuzu; a vantagem veio de uma defesa tranquila do arqueiro azul, apesar do cabeceio forte. Weverton seguro, descomplicando lances delicados.

Escrevi no post de sábado que, nas últimas 10 partidas do Grêmio, em 7 não sofreu gol, um fato importante que a grande mídia só repercutiu nos dias seguintes à minha postagem. Agora são 8 em 11 jogos.

A vaga está bem encaminhada, basta fazer o "dever de casa", bater Palestino e Montevidéo.

Os maiores motivos de satisfação devem-se à atuação segura do arqueiro e zaga, à efetividade do ataque (gols de Vinícius, Amuzu e Braithwaite), mas, principalmente, pelo crescimento técnico e desenvoltura de Gabriel Mec, que está adquirindo confiança e vai revelando o que se dizia (e não se via) dele.

Houve decepções, casos de Wagner Leonardo com cartão amarelo aos 7 minutos, Willian, completamente perdido, e Perez, ou está em fase de adaptação ou o clube errou feio na sua avaliação.

O reaproveitamento de Tiago Augusto, embora discreto na partida, é uma excelente notícia, significa que os jovens estão na "pauta" de Luís Castro.

Além de ser importante para a classificação no grupo, a vitória dá um respiro a Castro.

No final de semana tem o Flamengo, e uma vitória dará a tão sonhada e necessária volta da confiança ao grupo e à comissão técnica.

domingo, 3 de maio de 2026

Opinião



O Empate de Ontem 

O empate em Curitiba gerou sentimentos diversos e opiniões distintas, algumas divergentes, e justifico por que não acho o resultado de todo ruim para o Grêmio.

O antigo Joaquim Américo, que virou Arena da Baixada e agora Estádio Mário Petraglia, foi gestado para continuar sendo um alçapão, onde o rugido da massa representa bem mais do que o número de assistentes presentes. Sua arquitetura aproxima parte dele (do estádio) da casamata, do gramado sintético, outra estratégia para intimidar os oponentes. Tem mais.

A escolha de atletas fortes, velozes e, se puderem, de qualidade, perfil de jogadores colombianos é outro ponto do planejamento rubro-negro, assim como o sufoco inicial, o "putsch" inicial, as reclamações exageradas de Odair Hellmann com relação à arbitragem, desde o início, é outro elemento do prato servido para quem jogar contra o Furacão. Na maioria das vezes funciona, mas ontem não funcionou. Faz gol no começo, abre o adversário e mata nos contragolpes.

A decepção de parte da torcida é pelo 11 contra 10 desde os 30 minutos da etapa inicial, mas é fato que o time locatário soube se estruturar para manter o sistema defensivo sólido e especular a vitória nos contra-ataques; por isso, entendi e concordei com a manutenção dos três zagueiros.

O que faltou? Qualidade nas conclusões nas raras chances: Balbuena, André Henrique, Willian e Tetê. Uma delas entrando, o ânimo da massa torcedora seria outro, além de retirar esse histórico de não vencer fora da Arena.

Esta é a fotografia deste sábado; na terça, será outro momento. 

sábado, 2 de maio de 2026

Opinião



Grêmio conquista um bom resultado 

Neste momento em que escrevo, Vitor Severino (o técnico hoje) dá um "rodião" nos repórteres. Mesmo com as deficiências do time e os desempenhos insatisfatórios, é gratificante ver um treinador rebater as críticas com classe, imposição e argumentos. O azar desta parte da imprensa é ter pego um debatedor disposto a enfrentá-la na noite em que o resultado não foi ruim.

Sobre o jogo, o Tricolor, de 02/04 a 02/05, disputou 10 partidas e em 7 não sofreu gol. É um progresso. A matemática é tranquila: quem não toma gols, pontua. Falta ajustar o meio e o ataque. 

A vitória não veio esta noite, pela imperícia nos arremates, Balbuena, André Henrique, Willian e outra parte pelo erro na tomada de decisão, um drible a mais, a falta do passe para quem estava em melhores condições.

A ideia de três zagueiros funcionou muito bem, porque o Furacão tem uma espécie de política na contratação de atletas, fortes e velozes, por isso, muitos colombianos no elenco. Quando o time ficou com 10, a tática rubro-negra se limitou a atrair o Grêmio para o seu campo e lançar para os estrangeiros rápidos (velozes), Viveros e Mendoza. O Imortal não caiu neste pega-ratão. Se não ganhou, não foi por isso; chances de ganhar houve.

Os melhores foram Enamorado e aqui lembrei de Éder, Yúra, André Catimba, Mário Sérgio, que, quanto mais os ânimos ferviam, mais cresciam em campo. Saiu porque estava visado pela torcida e o árbitro "vacilão". Ponto para Vitor Severino.

E Willian que botou o jogo no bolso na etapa final. Por fim, Weverton, que nos primeiros 60 segundos de partida defendeu uma bola na "cruzeta" de seu gol, aquela famosa bola "indefensável" e voos espetaculosos infrutíferos, que há quase 20 anos o Grêmio sofre. 

Pavón e Pedro Gabriel oscilaram com boas jogadas e erros infantis. A zaga foi bem e Tetê teve uma pequena melhora, ainda insuficiente.

Esta noite, não dá para reclamar do time, talvez, do resultado.



quinta-feira, 30 de abril de 2026

Opinião



Muito Ruim 

O que dizer de um jogo como o de ontem à noite? O Grêmio que foi abençoado pelo sorteio num grupo de "ninguém", não ganha fora e faz vitória magra em casa. 

Luiz Castro começa a se perder e a entrevista pós-jogo dá sinais disso; é verdade que ouvi apenas um trecho dela. Ele novamente escala  dois jogadores que atuam superpostos, Dodi e Perez, este último está acelerado demais ou é mesmo desajeitado. Por enquanto, seu estilo é "uma enxadada, uma minhoca"; será um cartão amarelo por partida ou substituição certa, justamente numa posição que os times mexem pouco, a de primeiro volante.

Tudo bem que havia necessidade de preservar alguns (Arthur, Pedro Gabriel, Amuzu), mas o que se viu mostrou um desajuste quase total; salvam-se o goleiro e os beques centrais. Aliás, típico jogo da história recente do clube, ou seja, é superior em relação à pobreza técnica do oponente, porém não traduz em gols; aí vem uma bola "marota" e... gol do adversário. A diferença esteve no arco gremista, por isso, o zero no placar.

A bizarrice de três penalidades mal cobradas pelo mesmo atleta é outro condimento para irritar o torcedor, que assistiu/resistiu até os acréscimos do competente juiz equatoriano.

Por fim, dois fatos gritantes: tirem o Tetê do time, deixem-no tratar dos presumíveis problemas pessoais ou na janela de meio de ano, facilitem a saída dele. Será melhor para todos.

O outro acontecimento: Braithwaite e Carlos Vinícius não se olham, não se falam, não tabelam, apenas se suportam ou é impressão minha?

terça-feira, 28 de abril de 2026

Opinião



Gafanhotos 

Na década de 70, durante minha adolescência, havia um seriado muito bom chamado Kung Fu, estrelado por David Carradine, que interpretava o personagem Crane, um sino-americano criado na Ásia, mas que viera para o país americano no século XIX, onde as histórias se desenrolavam no velho oeste, sempre intercaladas com cenas da fase de aprendizado. Na China havia mestre e pequeno gafanhoto (aprendiz). Crane recolheu ensinamentos dos monges do kung fu, que aplicava no seu dia a dia de enfrentamento com uma cultura diferente.

Lembrei da série porque, esta semana, a imagem de Telê Santana me veio à mente e, junto a ele, Muricy (Ramalho), que se tornou auxiliar do mestre por muitos anos até se transformar no grande treinador, vitorioso e injustiçado pela CBF. O ex-camisa 8 do Tricolor paulista é um exemplo de quem aprendeu com uma grande referência.

Pois, em 2023, os atacantes do Grêmio em todas as categorias do clube puderam conviver com o "monstro" Luizito Suárez e, limitações individuais à parte, alguma lição tiraram (ou poderiam tirar) no convívio com o avante uruguaio.

Agora, o Tricolor tem o melhor goleiro do Brasil. Simplesmente, ele domina todos os fundamentos exigidos pela posição em que atua: é tranquilo, ótima saída na bola aérea, reposição excelente, joga com os pés como se fosse "da linha", é pegador de pênaltis e tem a técnica do anti-espetaculoso, dos milagres quase diários, além de ter uma biografia invejável.

Será que os meninos da base e até Grando, Beltrame e Menegon (elenco principal) não estão aproveitando os ensinamentos deste grande goleiro? 

domingo, 26 de abril de 2026

Opinião



Grêmio vence e avança para o meio da tabela 

Consegui ver a partida ao vivo, que teve boas notícias e outras nem tanto. A consequência do resultado é que o Tricolor ficou a um gol de ser o décimo colocado ao mesmo tempo, só dois pontos acima do primeiro clube do Z-4.

Este primeiro parágrafo pode ser a síntese da partida, ou seja, depende do olhar do torcedor. Perdeu as "rédeas" do jogo na maior parte da segunda etapa; porém, nela, Weverton só fez intervenções, apesar de o adversário estar com 10 jogadores desde os 32 minutos do primeiro tempo.

Agora, se tivesse que haver um vencedor, ele só poderia ser um (Grêmio), e o detalhe do VAR evitou uma goleada na Arena. É do regulamento? É. Até o Imortal já foi beneficiado por ele, porém, aquele impedimento do Pavón, gol de Nardoni, o comentarista Felipe Bastos resumiu bem: A chuteira do avante gremista era n.º 43 e do defensor, 41. Nestes casos, o futebol perde para a minúcia, o excesso de preciosismo. Repito, o Grêmio já se beneficiou disso, mas é um exagero anular aquela jogada.

Foram três bolas na rede do Coxa + o gol de Mec, então a produção ofensiva esteve em alta. 

O que houve de maior problema? O relaxamento do time no segundo tempo, um cadenciamento muito arriscado, pois qualquer lance infeliz do goleiro ou uma penalidade máxima poria por terra uma vitória que, pelo momento gremista, era inadiável.

Quem jogou bem? Arthur, sempre ele; Gabriel Mec, que está com confiança; Enamorado, que acerta mais do que erra; Viery e Pedro Gabriel. E os meio-campistas entraram na área adversária (Mec e Nardoni).

Quem foi mal? Pavón, que não consegue dar bom acabamento aos lances que inicia; Noriega, lento e cadenciado demais; Amuzu, que está sem repertório de jogadas, só tem uma; mais Carlos Vinícius, pouco participativo.

Com relação a Nardoni, Perez e Tetê, achei que foram melhores do que em vezes anteriores. Fico com a impressão de que o caso deste último é realmente falta de confiança. Pelo menos, entrou na área e arriscou o chute.

Finalizando, ouvi que a sequência do Grêmio é terrível em termos de deslocamentos: Chile, Paraná, Porto Alegre, Bahia e Argentina nestes próximos dias. Paciência!

sábado, 25 de abril de 2026

Opinião



A Necessária Vitória 

É provável que eu esteja na estrada no horário da partida; é só pelo rádio que vou acompanhar.

As notícias dão conta de que Castro vai manter a mesma estrutura de time do meio para frente, o que é saudável, porque a experiência com três volantes (ou quase isso) não deu resultado e, com Mec, pelo menos, o Tricolor venceu o Confiança, embora as razões estejam também na fragilidade técnica do adversário.

O Grêmio precisa vencer. É em casa, e o que ele faz (ou deixa de fazer) fora da Arena não recomenda vacilos como os diante de Bragantino e Remo.

Outros assuntos que devem estar na pauta da direção azul: a iminente ausência de Arthur, a necessária reposição na lateral direita e as saídas por motivos financeiros e insuficiência técnica, caso mais emblemático de Tetê. Não deu, vida que segue.

Escrevi anteriormente que só há três jogadores indispensáveis ou inegociáveis neste momento: Weverton e Carlos Vinícius, por motivos óbvios, e o menino Luiz Eduardo, talvez o maior ativo desta geração, que não pode ser transacionado sem a devida valorização no mercado.

Noriega tem proposta? É boa? Então... Além disso, Villasanti deve assumir um dos lugares do meio, seja com Arthur ou no lugar dele, se não ficar. Além disso, há Leonel Perez, que tem apenas 21 anos e está sofrendo com as várias mudanças que se submete um guri estrangeiro de um clube menor para um outro de maior dimensão.

Bom jogo a todos.