Grêmio péssimo perde a segunda fora de casa
O desempenho que o Grêmio apresentou pode ser considerado o pior da temporada. Dá para escolher o que mais pesou, mas é uma parada complicada: má escalação inicial, performances individuais, estado anímico ou tudo isso.
Este São Paulo, apesar dos últimos bons resultados, não é um time harmônico. Tem um baita meio-campista, Marcos Antônio, bom tecnicamente, que ainda por cima jogou sozinho, sem marcação, um passeio no setor mais importante de uma partida de futebol, porém, a defesa é frágil.
Castro errou feio quando apostou em Edenílson e seguiu errando quando buscou alternativas em Pavón e André Henrique, mais tarde.
Tentou arrumar ainda no primeiro tempo, mas a expulsão há 1 minuto de segundo tempo com placar adverso (aliás, um pênalti inexistente), ampliou as dificuldades e o Tricolor escapou de uma goleada histórica, pelo menos, um 4 a 0, não seria nada injusto.
São três partidas no Brasileirão e o time levou 7 (sete) gols, a defesa está uma peneira. Do quarteto defensivo escapou Balbuena. Os laterais foram batidos sempre, Wagner Leonardo, que fazia bom jogo, comprometeu demais na arrancada da etapa final, no entanto, a desorganização dos defensores foi um dos pontos mais relevantes desta derrota. Vazou demais.
Na frente, quem fosse apresentado hoje ao trio Tetê, Vinícius e Amuzu, diria que se tratava de um ataque de "asma". Melhorou minimamente com Enamorado, mas André Henrique é "piada".
Considerar mais sobre esta derrota é perda de tempo, o negócio é olhar para frente com o que restou dela, ou seja, a primeira missão de Castro é ajustar o setor defensivo, seja utilizando novos nomes, seja incluindo um volante mais posicionado, talvez, uma recomposição mais efetiva dos extremas na parte de proteção dos laterais. Ou o pacote todo.
É evidente que é início de trabalho, outros clubes estão sofrendo em seus estaduais e nas primeiras rodadas do Brasileirão, entretanto, as escolhas de Luís Castro para formar e reformar o time principal trazem preocupação pela insistência em jogadores comprovadamente inaptos ou inadaptados no clube.
É certo que atletas estão chegando, mas o time tem que apresentar progressos táticos, isto é, se houver erros que sejam pela falta de qualidade dos executantes, não pelo coletivo. Para exemplificar: Alan Patrick desfilou no Clássico, esta noite, Marcos Antônio, idem, onde estava a marcação em toda a partida? Não são equívocos individuais. Já vi muitos jogadores limitados anularem as estrelas dos adversários num time ajustado. É coletivo!
Esse fiasco desta noite tem várias assinaturas. A maior é lusitana.








