Dom de Iludir
Começo pelo grande acerto da Comissão Técnica atual, que, silenciosa ou apenas ouvindo os atletas, se movimenta para ajustar o time para a "guerra" dos 30 pontos no Brasileirão e, de quebra, tentar chegar à final da Copa do Brasil. Foco total.
Prosseguindo, também é hora de olhar para o rosário de equívocos da gestão de Odorico e seus pares, em especial, os responsáveis pelo futebol, os grandes patrocinadores do estágio em que se encontra o Tricolor no certame nacional.
Se a expectativa com a vinda de Castro era boa e aceitável, sua teimosia e inação nas mexidas táticas e técnicas não foram detectadas ou, pior, restaram desprezadas pelos gerenciadores da essência do clube, o futebol.
Um dos integrantes, aquele incensado por parte da imprensa, dava "cátedra" de como agir para romper o ciclo vicioso de trocar o técnico nas primeiras turbulências; chegava até a citar as mudanças nominalmente de treinadores. Agora, depois de todos os sinais evidentes de que Castro não daria certo, ele sucumbiu e anda sumido da mídia.
Antes do seu freio, assumiu a missão de criticar de forma enfática a gestão anterior, que teria "quebrado" o clube, mas, contraditoriamente, os gastos em contratações bateram nos 140 milhões (Nardoni, Tetê, Enamorado e Leonel Perez), valor igual ou próximo ao dispendido pela direção anterior. Eu imaginava que o presidente deveria tomar para si esse papel e não o gerente de futebol.
Finalizando, a comissão técnica capitaneada por Luís Castro tem muita "culpa" na situação em que o clube está em pleno outubro; no entanto, sempre é bom alertar que o português era funcionário do Grêmio e, em tese, estava permanentemente avaliado em sua performance, em seu desempenho à frente do elenco.
Não dá para pôr exclusividade na conta dele o insucesso. O furo está localizado acima do seu cargo.
Esclarecendo: O título da postagem é porque, no deslocamento do campus universitário até a minha residência, a "rádia" tocou "Dom de Iludir", sucesso de Gal Costa.
Só isso.









