A Caixinha surpreendente
Dino Sani cunhou uma frase inesquecível: "O futebol é uma caixinha de surpresas." Pois, olhando três casos presentes no elenco gremista, eu percebo que ela segue atualíssima.
a) Tetê é uma frustração imensa, porque está apresentando um desempenho muito abaixo do esperado, constato, apesar de eu sempre ter sido um entusiasta do seu jogo, que acompanhei no time de transição. Aí, busquei dados dele no exterior e, se não é um currículo ótimo, ele é muito bom. Tem 108 jogos pelo Shakhtar (atleta mais jovem a conseguir isso), vide Tetê - Ucrânia, atuou por três anos, marcando 31 gols. Saiu daquele país pela guerra, teve desempenho satisfatório no Lyon, não foi bem no Leicester e Galatasaray e recuperou o seu futebol na Grécia. Resumo: 5 anos, 66 gols em 273 jogos, a maior parte como titular.
Como comparação, Carlos Vinícius, entre 2019 e 2024, mesmo período, atuou em 7 clubes (Rio Ave, Mônaco, Benfica, Tottenham, PSV, Fulham e Galatasaray), marcou 67 vezes em 208 partidas.
b) Weverton saiu do Palmeiras descartado, estava lesionado, contrataram Carlos Miguel e renovaram com Marcelo Lomba. Eu, há 7 meses sugeri sua contratação pelo Grêmio, vide Weverton. Não lembro de alguém da mídia tradicional indicando o goleiro. Hoje, ele está na lista de Ancelotti, com justiça.
c) Mas a maior surpresa desta caixinha é Viery. Quem, no início do ano, fora Luís Castro, acreditava nele como titular e, mais, melhor zagueiro do elenco?
Realmente, o esporte bretão segue desafiando prognósticos. Ninguém está imune a equívocos.