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domingo, 17 de maio de 2026

Opinião



Grêmio escapa da derrota na Fonte Nova 

O empate gerou um sentimento ambíguo, pois a equipe esteve próxima da derrota, com bolas nas traves e defesas decisivas de Weverton. Visto desta forma, o empate representa um ponto ganho e a fuga do Z-4; no entanto, após marcar um gol de escanteio, a vitória parecia garantida, mesmo com o sufoco, pois havia uma sensação no ar de que a bola não entraria. O empate virou frustração. 

Wagner Leonardo está sendo responsabilizado pelo gol sofrido, embora eu ache que ele pode (e deve) ser negociado na próxima janela, naquele lance, o gramado o traiu, a bola deu um "quique" e caiu para a perna boba dele. 

Este empate tem duas assinaturas muito importantes, uma boa, outra má. A primeira é do arqueiro gremista, que, reforço o que escrevi, é o melhor em atividade no país. A segunda, a do treinador Luís Castro, que manteve dois volantes de mesma característica, o que, associado à ausência de Gabriel Mec, "empobreceu" demais o setor do meio, onde o Bahia "deitou e rolou" na primeira etapa.

As mexidas deram uma melhorada, porém o ingresso de Sanabria na direita no time baiano surtiu tanto efeito que Pedro Gabriel não viu a cor da bola. O argentino passou sempre.

Apesar de entender as metas gremistas até a parada da Copa — classificação na Copa do Brasil, na Sul-Americana, título do Gauchão e uma posição intermediária na tabela do Brasileiro —, é difícil aceitar a bola "curta" que o time apresenta. Poderia ser melhor, afinal, o elenco foi remontado e as dispensas foram muitas, sem que houvesse saudade deles. Parecia ser uma revolução positiva na qualidade do grupo.

A minha conta de 9 pontos nos derradeiros jogos antes da Copa do Mundo inviabilizou-se esta tarde.

Opinião



Imposição  

No dia em que nosso blog completa 13 anos, o que eu espero é uma vitória do Tricolor, um presente absolutamente indispensável. Mesmo que haja muita água para rolar debaixo da ponte (leia-se returno do Brasileiro), passar todo o período da Copa no Z-4 é um fato psicológico avassalador para toda a instituição (direção, departamento de futebol e torcida). Até um empate pode retirar o time dessa condição, conforme os resultados de terceiros.

No entanto, o que não dará para aceitar — e aí o sinal vermelho vai ser acionado para a comissão técnica — é um time sem empolgação, sem o envolvimento necessário para a busca do triunfo.

A partida diante do Flamengo é daquelas que dá para rotular de calamidade. Um banho de bola, cujas causas não estão apenas no clube carioca, como se viu no jogo da volta pela Copa do Brasil, em que o Vitória entrou em desvantagem no placar (1x2). Tal qual a história da formiguinha surda, não tomou conhecimento dos vaticínios que o indicavam "fora do baralho" e nem precisou dos tiros livres para seguir adiante.

O Grêmio, que, incrivelmente, apresenta deficiências na função de volante e na parte defensiva, tomou apenas 1 gol nos últimos sete jogos, sendo este o da derrota para o rubro-negro; é necessário analisar os motivos, algum acerto tem. Também, o ataque já deu duas goleadas recentes, que, mesmo considerando as fragilidades dos adversários, podem ser consideradas uma evolução.

Se ganhar do Bahia, "periga" ganhar 9 pontos até a parada da Copa; para isso, tem que acreditar que pode vencer fora.

É por isso que torço.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Opinião



 Vitória sem sustos

O Grêmio conquistou a classificação sem correr riscos. Uma partida típica "mamão com açúcar", isto é, um time de série C com desvantagem significativa (0 x 2), em crise (técnico interino), tendo que sair para o jogo. Melhor que isso, só se der dois pênaltis para o oponente. E foi o que aconteceu.

O Tricolor pareceu, animicamente, o Real Madrid de 2017, marcou seu gol e tocou morosamente a bola, enquanto o Confiança parecia o Grêmio da decisão do Mundial, uma usina para acender um palito de fósforo e zero de consequência.

Resumindo: 3 a 0 ficou na medida certa.

Algumas observações que a partida permitiu:

— Quem imaginava que Kannemann estava sendo injustiçado deve ter mudado de ideia. É ex-jogador.

- Marcos Rocha, além de ex-jogador, está fora de forma.

— Tiago, mesmo sem se destacar muito, demonstrou que, entre Noriega, Dodi, Nardoni e Perez, ele deve ficar na frente deles na fila.

— Braithwaite fez gol de centroavante, o segundo; estava no lugar certo e antecipou-se ao beque. É talentoso jogador; o problema é o salário de Suárez.

- Tetê segue devendo.

— Willian, dependendo do adversário, toma conta do meio de campo. Tem técnica, é inteligente, mas falta o preparo físico que a idade lhe tomou.

— A notícia boa é que o Grêmio, agora, está vencendo fora de casa.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Opinião



Grêmio precisa liberar Amuzu para Gana 

O belga-ganês está sendo convocado pela primeira vez para o selecionado de Gana num ano especial, ano de Copa do Mundo, e parece que o Grêmio está endurecendo a sua ida, porque não é data FIFA.

Sem ter mais detalhes do que aqueles que a mídia tradicional apresenta, acho que o Tricolor erra ou está tentando tirar maior proveito da situação, pois Amuzu é um "ativo" importante do clube. Se convocado, Amuzu deverá ter uma grande visibilidade e, pela expectativa que se tinha, quando de sua chegada, o ganês ainda não atingiu performances vistas em ex-juniores como Éverton Cebolinha, Pepê e outros.

Se a instituição precisa liberar atletas para equilibrar as finanças, essa convocação caiu do céu.


segunda-feira, 11 de maio de 2026

Opinião



Lições da derrota

Da derrota para o Flamengo, o Grêmio tira várias lições, que poderão aprumar a equipe no restante da temporada. Brincando, brincando, estamos no quinto mês de 2026 e o time segue instável. Há avanços, mas em ritmo bem menor do que a massa torcedora (e talvez a diretoria) esperava.  O que retirar do vareio sofrido no domingo?

O jogo teve semelhanças com dois outros: um, a derrota para o Real Madrid. Foi apenas 1 a 0, mas quem viu sabe que os espanhóis aliviaram e se acomodaram boa parte da partida. O outro, aquele que chamei de o nosso "7 a 1", ou seja, os 5 a 0 inapeláveis diante deste mesmo Flamengo, que para mim indicou o fim da Era Renato e escancarou a diferença dos técnicos estrangeiros para os nossos "vamo que vamo", "upa upa".

Também caiu por terra a história de que o "time tal" colocou um "caminhão à frente" de seu gol e impôs grandes dificuldades ao ataque adversário. Verdade que o Grêmio colocou um "Mercedinho", um antigo 608, pois, com o goleiro e os da "linha" eram 8, cinco defensores e dois volantes (+ Weverton), então, um jovem de 18 anos, Mec, para criar (e se livrar da forte marcação rubro-negra) e dois atacantes, um, às vezes melancólico, dispersivo, pensando na vida (Amuzu), outro dependente da bola chegar lá (Carlos Vinícius).

Alguém poderá dizer: — Com esta formação, ele goleou o Riestra. Bom! Olhem a diferença de times. O time argentino tem como "DNA" não atacar, e o Flamengo desmistifica a ideia de volantes de marcação grandalhões e a favor do "jogo de contato". Pulgar, lesionado, mas Éwerton Araújo e Jorginho marcam bem, saem para o jogo e entram na área. Até os 15 minutos iniciais, houve três arremates deles dentro da área gremista. 

O tal ferrolho defensivo azul não sobreviveu às triangulações que puseram na roda os laterais e beques de lado (vamos chamar assim) Balbuena e Viery. A sobra, Gustavo Martins, pouco pode fazer.

Foram mais de 700 passes contra menos de 300 do Grêmio, mais de 70% de posse de bola.

Foi um banho tático, técnico e individual.

Que lições são as que ficam? Para quem atua com 5 defensores de linha, um dos dois volantes tem que ter qualidade e fôlego para fazer o "corredor" e entrar na área.

Castro erra e errará sempre que colocar dois destes três juntos: Dodi, Perez e Noriega. Não pode.

Recentemente, escrevi que espero a titularidade de Luiz Eduardo e Tiago Augusto e, para a lateral, que efetivem Vitor Ramon ou tragam um lateral de ofício. 

Finalizando, quem sabe voltando Villasanti e permanecendo Arthur, o meio não desentorta?

 

domingo, 10 de maio de 2026

Opinião



Derrota com uma triste constatação 

A vitória do Flamengo foi justa; o placar, injusto. No mínimo era para ser um 3 a 0 sem apelação, mas as traves e a atuação eficiente de Weverton deixaram a derrota ser "honrosa", se isso é possível.

Acreditei que o Grêmio poderia fazer um bom enfrentamento, porém, em uma única comparação, dá para ver a diferença imensa que hoje essas instituições possuem: ambas estavam sem o seu melhor jogador (D'Arrascaeta e Arthur), no entanto, o uruguaio não fez "tanta" falta; o brasileiro é a andorinha no meio de campo que tenta fazer acontecer o verão.

Este 1 a 0 teve como consequência (pelos resultados paralelos) o ingresso no Z-4, que abala psicologicamente; no entanto, os 17 pontos conquistados estão a 3 do sétimo colocado. O problema é ganhar fora e deixar de vencer os adversários de seu nível em Porto Alegre.

A formação com 3 zagueiros e 2 volantes, no plano ofensivo, só será eficaz se volantes como Villasanti e Arthur e possivelmente Tiago souberem se posicionar para o jogo. Com Leonel Perez e Noriega, um garoto que ainda está se adaptando à titularidade (Mec), se bem marcado, inviabiliza o ataque, em especial, no dia/noite em que Amuzu resolver não jogar.

Além disso, acho que faltou mais pegada ao time neste confronto. Algo a mais.

Luiz Castro aposta (e está certo) em estabilizar o time a partir da defesa, mas o custo disto em eficiência ofensiva compromete a campanha. A equação não está fechando, por enquanto. Tem o alicerce defensivo, não tem o acabamento no meio e no ataque.

Por fim, precisa necessariamente ganhar 7 em 9 pontos no Brasileirão para poder respirar mais tranquilamente.

Tarefa dura.


sexta-feira, 8 de maio de 2026

Opinião



Projeções 

Parece que Luiz Eduardo é uma das alternativas para sair jogando diante do Flamengo. Mesmo que isso não ocorra, a simples hipótese já é um indicativo de que a promessa está na antessala do time; desta forma, o indicativo de aproveitamento massivo dos talentosos atletas da base é um caminho sem volta.

Minha projeção prevê que, na volta do Brasileirão, Luiz Eduardo e Tiago Augusto estarão entre os onze titulares, enquanto outros jogadores estarão na fila para a titularidade. A situação só não será a ideal, porque alguns jogadores, na janela de meio de ano, rumarão para a Europa.

Um triunfo domingo contra um dos fortes candidatos a títulos das várias disputas servirá para robustecer esta "filosofia" do clube.


terça-feira, 5 de maio de 2026

Opinião



Vitória importante e providencial 

Um 3 a 0 com autoridade, mesmo que o time não tenha ido bem na primeira fase do jogo. O gol inaugural veio de um lance que Balbuena tirou da cartola, e a qualidade individual de Amuzu; a vantagem veio de uma defesa tranquila do arqueiro azul, apesar do cabeceio forte. Weverton seguro, descomplicando lances delicados.

Escrevi no post de sábado que, nas últimas 10 partidas do Grêmio, em 7 não sofreu gol, um fato importante que a grande mídia só repercutiu nos dias seguintes à minha postagem. Agora são 8 em 11 jogos.

A vaga está bem encaminhada, basta fazer o "dever de casa", bater Palestino e Montevidéo.

Os maiores motivos de satisfação devem-se à atuação segura do arqueiro e zaga, à efetividade do ataque (gols de Vinícius, Amuzu e Braithwaite), mas, principalmente, pelo crescimento técnico e desenvoltura de Gabriel Mec, que está adquirindo confiança e vai revelando o que se dizia (e não se via) dele.

Houve decepções, casos de Wagner Leonardo com cartão amarelo aos 7 minutos, Willian, completamente perdido, e Perez, ou está em fase de adaptação ou o clube errou feio na sua avaliação.

O reaproveitamento de Tiago Augusto, embora discreto na partida, é uma excelente notícia, significa que os jovens estão na "pauta" de Luís Castro.

Além de ser importante para a classificação no grupo, a vitória dá um respiro a Castro.

No final de semana tem o Flamengo, e uma vitória dará a tão sonhada e necessária volta da confiança ao grupo e à comissão técnica.

domingo, 3 de maio de 2026

Opinião



O Empate de Ontem 

O empate em Curitiba gerou sentimentos diversos e opiniões distintas, algumas divergentes, e justifico por que não acho o resultado de todo ruim para o Grêmio.

O antigo Joaquim Américo, que virou Arena da Baixada e agora Estádio Mário Petraglia, foi gestado para continuar sendo um alçapão, onde o rugido da massa representa bem mais do que o número de assistentes presentes. Sua arquitetura aproxima parte dele (do estádio) da casamata, do gramado sintético, outra estratégia para intimidar os oponentes. Tem mais.

A escolha de atletas fortes, velozes e, se puderem, de qualidade, perfil de jogadores colombianos é outro ponto do planejamento rubro-negro, assim como o sufoco inicial, o "putsch" inicial, as reclamações exageradas de Odair Hellmann com relação à arbitragem, desde o início, é outro elemento do prato servido para quem jogar contra o Furacão. Na maioria das vezes funciona, mas ontem não funcionou. Faz gol no começo, abre o adversário e mata nos contragolpes.

A decepção de parte da torcida é pelo 11 contra 10 desde os 30 minutos da etapa inicial, mas é fato que o time locatário soube se estruturar para manter o sistema defensivo sólido e especular a vitória nos contra-ataques; por isso, entendi e concordei com a manutenção dos três zagueiros.

O que faltou? Qualidade nas conclusões nas raras chances: Balbuena, André Henrique, Willian e Tetê. Uma delas entrando, o ânimo da massa torcedora seria outro, além de retirar esse histórico de não vencer fora da Arena.

Esta é a fotografia deste sábado; na terça, será outro momento. 

sábado, 2 de maio de 2026

Opinião



Grêmio conquista um bom resultado 

Neste momento em que escrevo, Vitor Severino (o técnico hoje) dá um "rodião" nos repórteres. Mesmo com as deficiências do time e os desempenhos insatisfatórios, é gratificante ver um treinador rebater as críticas com classe, imposição e argumentos. O azar desta parte da imprensa é ter pego um debatedor disposto a enfrentá-la na noite em que o resultado não foi ruim.

Sobre o jogo, o Tricolor, de 02/04 a 02/05, disputou 10 partidas e em 7 não sofreu gol. É um progresso. A matemática é tranquila: quem não toma gols, pontua. Falta ajustar o meio e o ataque. 

A vitória não veio esta noite, pela imperícia nos arremates, Balbuena, André Henrique, Willian e outra parte pelo erro na tomada de decisão, um drible a mais, a falta do passe para quem estava em melhores condições.

A ideia de três zagueiros funcionou muito bem, porque o Furacão tem uma espécie de política na contratação de atletas, fortes e velozes, por isso, muitos colombianos no elenco. Quando o time ficou com 10, a tática rubro-negra se limitou a atrair o Grêmio para o seu campo e lançar para os estrangeiros rápidos (velozes), Viveros e Mendoza. O Imortal não caiu neste pega-ratão. Se não ganhou, não foi por isso; chances de ganhar houve.

Os melhores foram Enamorado e aqui lembrei de Éder, Yúra, André Catimba, Mário Sérgio, que, quanto mais os ânimos ferviam, mais cresciam em campo. Saiu porque estava visado pela torcida e o árbitro "vacilão". Ponto para Vitor Severino.

E Willian que botou o jogo no bolso na etapa final. Por fim, Weverton, que nos primeiros 60 segundos de partida defendeu uma bola na "cruzeta" de seu gol, aquela famosa bola "indefensável" e voos espetaculosos infrutíferos, que há quase 20 anos o Grêmio sofre. 

Pavón e Pedro Gabriel oscilaram com boas jogadas e erros infantis. A zaga foi bem e Tetê teve uma pequena melhora, ainda insuficiente.

Esta noite, não dá para reclamar do time, talvez, do resultado.