Derrota constrangedora no São Januário
Um fiasco. Não tenho outra definição, porque, depois das experiências diante do Fluminense e São Paulo fora de casa (derrotas no "quase" empate), eu não esperava ver novamente um time apático indo para o abatedouro. Era para ter outra postura com essa ou outra formação inicial.
O time do Vasco está bem treinado por Renato, mas não tem nenhum craque, ninguém que desequilibre jogos rotineiros. E o Castro assistiu a blitz pelo lado esquerdo vascaíno em cima do abnegado, mas atrapalhado, Pavón, que não contou com Tetê, nem Perez, muito menos, com Balbuena. Esse trio afundou com o primeiro omisso o tempo inteiro e os outros, desta vez, justificadamente, lentos e com erros de passes que a gente não vê nem no futebol amador.
Castro sacou no intervalo dois deles, e o time melhorou; porém, foi insuficiente para empatar. Quase teve chances; Enamorado demonstrou mais uma vez a sua ineficiência no acabamento das jogadas e Braithwaite tem a atenuante de voltar depois de meses.
A decepção, mais do que tática, apareceu nas atuações individuais de Balbuena, Perez, Nardoni, Amuzu e Enamorado, mas ninguém superou Tetê. Este com uma atuação omissa, frustrante, porque a sua contratação, além de cara, gerou a expectativa de ser um diferencial no time, e o que se vê em campo é um atleta abaixo de Roger, o guri da base, inclusive.
Acredito que, diferente de anos anteriores, esta gestão não vai deixar por menos. Se o futebol insuficiente de Tetê tem causas psicológicas, de adaptação, merece a sua manutenção no grupo; caso contrário, se a "bola" dele é a que vem demonstrando, a Direção, por certo, vai chamar o empresário e autorizar a sua venda. Vida que segue. Não vale a pena insistir.
O destaque novamente foi Arthur e, com boa vontade, Weverton. Uma menção pela luta incansável de Carlos Vinícius.









