Pressão relativizada
É a notícia que mais se associa ao Grêmio na parada que vai ter no final de semana: "Tricolor jogará pressionado".
Assino um jornal da capital e me impressiono com a "coisa" escancarada, parecendo ser estrategicamente direcionada para o caos gremista na forma da informação apresentada, isto é, tem uma ótica pessimista ou crítica negativa. A notícia não vem asséptica, vem contaminada.
- Cuellar e Monsalve na folga concedida pelo clube (Carnaval carioca).
- Amuzu e o "problema" que o Ramadã pode causar no seu aproveitamento.
- Especulações sobre a forma indevida de abordagem do clube na busca por um lateral direito (Vasco da Gama).
- Colombianos reclamam do atraso de pagamento na vinda de Enamorado.
- Weverton tem muito boa média de defesas nas disputas por tiros livres, MAS, geralmente, seu clube sai delas desclassificado.
Fico nessas que são mais recentes, porém, uma busca mais acurada deve dar um manancial interessante para corroborar a tese da IVI.
De qualquer forma, a pressão deve ser relativizada por nós. Ela existe dentro do clube pelo seu tamanho e tradição, no entanto, dentro do gramado do Alfredo Jaconi, o time deve entrar concentrado, mas livre do peso da pressão, afinal, ele não está desclassificado no momento do trilar do apito inicial do confronto.
O que escrevo não tem relação com a estratégia de Luís Castro, ou seja, se ele vai esperar o adversário ou exercer marcação alta, enfim, a forma tática que será utilizada em campo. Refiro-me à questão anímica, à psicológica. Ele precisa ficar blindado com a ideia de que tentam fazer crer que o time está acuado, abatido, que vai ter que subir um "Everest" para conquistar a vaga.
Pode não superar, entretanto, só no fim saberemos.
Mais uma vez, o jornalismo esportivo dá mostras de quanto ele se farda numa hora destas.








