O Peso do revés
Excetuando os 4 a 2 do primeiro clássico do ano, esse empate diante do Montevideo City Torque é o pior revés da "Era Castro", isso que o time não perdeu. Por quê?
Porque o grupo do Grêmio era o "mamão com açúcar" da Sul-Americana, o clube de tradição, de maior torcida, de melhor estádio, de elenco mais caro, de treinador experiente, decidindo em casa, não poderia ter ficado em segundo lugar num ano em que o calendário está mais espremido ainda do que o é normalmente.
Um fiasco incrível, em que o treinador Tricolor repetiu erros de outros com passagem pelo Imortal sem a biografia dele. Como admitir um meio de campo sem o menino Mec, de 18 anos, que não atuou na rodada anterior do Brasileirão? Cansaço?
Castro optou por um atacante que ficou no meio do caminho entre a sua real posição e uma que parece ter dificuldades (Braithwaite). Improviso do setor que já vinha com uma novidade: Tiago Augusto, depois de um bom tempo sem sair jogando, que sentiu a parada.
O peso, expressão colocada no título, vem da "roubada" da perda do valor monetário pela não classificação em primeiro e, principalmente, por pegar o Bolívar, clube agora do grupo City, que momentaneamente manda seus jogos em Santa Cruz de La Sierra e por isso teve dificuldades na Libertadores.
Agora, é provável que consiga atuar em La Paz com uma altitude aliada e com o jogo de ida em sua casa. Um 2 a 0 lá e o Grêmio se despede da competição com a Arena lotada e tudo mais.
Péssimo.









