Vitória com poucos riscos
Gostei do jogo do Grêmio.
Risco, apenas um, segundos antes do lançamento de Weverton para Amuzu fazer o gol. Acho que tem a ver com organização defensiva e inaptidão dos avantes baianos nas raras chances.
A defasagem na tabela do Tricolor é pelos dois pontos perdidos em casa diante do Bragantino, porque em três jogos consecutivos seria difícil fazer 100%, não pelos adversários, mas por ser um time em formação. Ganhar do Massa Bruta, Chapecoense e Vitória, atualmente, seria uma tarefa gigantesca.
Houve vários destaques, sem serem algo excepcional. Escolho a boa participação de Marlon, a agudeza de Amuzu e, principalmente, a estreia de Leonel Perez. Para 21 anos, atuando pela primeira vez e em um país que não é o seu de origem, constituiu-se em algo acima das expectativas.
Domingo, uma vitória poderá dar a tranquilidade para a parada da data FIFA e buscar o entrosamento daqueles que subiram da base, os que chegaram recentemente e os em recuperação de graves lesões, casos de Braithwaite e Villasanti.
Finalizando, alguns pitacos sobre os adversários: Vojvoda caiu. Tanto escolheu clube que se definiu pelo pior neste momento. Ninguém deve dar jeito no Santos enquanto Neymar e Gabriel Barbosa estiverem entre os 11. O Peixe entra sem força física e comprometimento destes dois.
Cuca, ainda para agravar, desencava a triste história do estupro coletivo, justamente num momento em que os feminicídios e o desrespeito às mulheres estão em todas as pautas. Gol contra da direção paulista.
O Cruzeiro buscou Artur Jorge. Desconfio que é um treinador bem abaixo de outros portugueses como Castro e Jorge Jesus. Entre as causas do sucesso do Botafogo em 2024, o treinador ocupa um lugar discreto no trabalho, mas fulgurante na mídia destas conquistas. É menos do que parece.









