Vitória com atuação discreta
A limitação técnica do Confiança, apesar de sua organização tática e da expulsão correta de seu zagueiro capitão na segunda metade do primeiro tempo, pode mascarar o triunfo do Grêmio.
O que se viu nos primeiros 45 minutos não serviu para entusiasmar nem o mais otimista dos torcedores. A bola não chegou com qualidade para o centroavante, não houve infiltração pelo meio de ataque, apareceram riscos defensivos e os equívocos de tomada de decisão, em especial, no último passe ou em conclusões precipitadas seguiram, geralmente, com os mesmos atletas de jornadas anteriores.
No segundo tempo, mais organizado, tocando a bola de lado a lado para minar o fôlego sergipano, apareceu o futebol de Enamorado, que atuou como legítimo ponta direita. As entradas de Braithwaite e Perez foram duas ótimas notícias e os gols aconteceram. O primeiro, o dinamarquês, bateu cruzado; a bola fatalmente entraria, porém, com o senso de artilheiro, Carlos Vinícius deu o toque derradeiro. 1 a 0.
O segundo, verdadeira repetição de jogada clássica de Amuzu, recebeu, trouxe a bola para o meio e o quique da bola (mais um desvio na zaga) matou o goleiro Rafael.
Os destaques foram Arthur, o melhor; Pedro Gabriel, em especial, o seu primeiro tempo; e Enamorado, na etapa final. Viery merece uma menção pelo jogo de imposição.
Ainda assim, aconteceram lances de incrível deficiência técnica nos cabeceios de Gustavo Martins, Carlos Vinícius e Viery na área adversária e desperdícios em cobranças de falta, que nem a carência de treinamento desculpam.
Para mim, as dúvidas de uma eventual evolução do time estão transferidas para o final de semana, diante de um oponente mais encorpado, o Coritiba.









