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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Opinião



O Cochilo da Direção

Tudo bem! Não é hora para tumultuar, mas não é a Direção, especialmente, o Sr. Cesar Pacheco, que diz estar atento à todas as movimentações extra-campo, as coisas alheias as quatro linhas, blá, blá, blá... Que podem influenciar o rumo de uma partida?

Pois, desta vez, cochilou e o cachimbo pode cair! O árbitro desta decisão é Ricardo Marques Ribeiro; talvez, as pessoas não tenham se dado conta. Eu, que tenho uma memória boa, para reforçar, passei uma mensagem para o meu amigo Alvirubro, pedindo o histórico desse juiz, apitando jogos do Imortal. Sabem o resultado dos números?

18=2-8-8. Traduzindo: 18 jogos que ele comandou, 2 vitórias do Grêmio, 8 empates e 8 derrotas; é mole? Em 89, arredondando, 90% dos confrontos, o Imortal não saiu vencedor.

Pode parecer paranoia, mas, esses são detalhes que podem desequilibrar uma disputa. No mínimo, dá para dizer, que Ricardo Marques Ribeiro dá um "azar" ao Tricolor.

É hora de alguém encostar no cara e perguntar, o que ele acha desses números. Só coincidência?

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Opinião



Grêmio chega inteiro para a decisão contra o Flu

Com uma única ausência (Pedro Geromel), o Tricolor conseguiu a façanha de chegar quase completo, inclusive nas alternativas do banco, para o principal confronto do segundo semestre até agora.

São poucos os clubes que conseguiram esta condição. Lembro que no final de Agosto, justamente, se noticiava que o mês seguinte (Setembro) seria o da provação Tricolor, número elevado de partidas e grau de dificuldade imenso em várias rodadas. Era uma pedreira, pois ele encostou no Galo e está vivíssimo na briga para chegar à semifinal da CB.

Bom, se superar o Fluminense em casa, o calendário da Copa do Brasil dará uma trégua, assim como, uma parada no Brasileirão está prevista para após o próximo final de semana.

Para quarta-feira, tenho esperanças no retorno de Douglas. Nosso camisa 10 é o titular que mais jogou na temporada, então, teoricamente, a folga diante do Avaí lhe fará bem.

Com mais de 40 mil torcedores apoiando e com a receita anímica, técnica e tática encontrada em jogos como Corinthians, Inter e Avaí; o Grêmio poderá fazer um grande confronto contra os cariocas e se habilitar para encarar Palmeiras ou Inter na fase seguinte.

É o melhor momento do Imortal em 2015.

domingo, 27 de setembro de 2015

Opinião




Segue indefinida

As lesões, suspensões e preservações dos atletas gremistas, só levaram a uma certeza, que eu já levantara há dois meses (Há uma vaga indefinida), ou seja, Marcelo Grohe; Galhardo, Geromel, Erazo e Marcelo Olveira; Walace, Maicon, Giuliano e Douglas; Luan e ??? 

Alguns atletas arrancaram na frente para se consolidar na última vaga do time principal; são eles, Pedro Rocha e Fernandinho; porém, não dá para desprezar as chances de Yuri Mamute, Éverton e principalmente, Bobô.

Este último tem uma vantagem sobre os demais: é centro-avante, ou seja, sempre estará de prontidão para uma eventual mudança de esquema. Será sempre uma alternativa de banco, no mínimo.

De qualquer forma, acredito que encerraremos 2015 com esta indefinição e, certamente, para o próximo ano, uma das contratações será na busca de alguém para ocupar a vaga ao lado de Luan.


Opinião



Grêmio supera Avaí sem fazer força

Recém chegando de um aniversário, felizmente a televisão por lá, estava sintonizada no jogo do Imortal e pude assistir quase que na íntegra.

Fez o dever de casa. Aproveitou bem a noite iluminada de Giuliano, que atuou no meio e pode chegar de frente à área avaiana (normalmente chega à frente pelo lado, pela diagonal). Parece ter ficado mais à vontade. Fez os dois gols da etapa inicial.

Com o 2 x 0, o início do segundo tempo me deixou preocupado; muito "academicismo" no meio, associado ao desamparo de Galhardo, aliás, o que há com Pedro Rocha? Será que estava de aniversário antes? O Avaí deitou e rolou por aquele setor. O gol dos visitantes era questão de tempo.

André Lima se encarregou de confirmar numa bola confusa na pequena área tricolor. O jogo tinha tudo para encrespar. 2 a 1.

Aí entrou a bronca do Roger e o time passou a encarar mais seriamente. Com Máxi Rodriguez no lugar de Bobô, Luan passou para o comando do ataque. O time ficou mais movediço e numa bela jogada, da quina da grande área pelo lado direito, Máxi acertou mais um belo chute em sua carreira e fechou o placar. 3 a 1.

Individualmente, há de se destacar Giuliano, Edinho e a produtividade de Máxi, pois além do gol, tem outra oportunidade no último lance, defendido pelo arqueiro do Avaí.

No meio, Walace jogando menos do que Edinho, embora a intensidade de sua participação, talvez seja um pouco isso, maior exposição, maior o número de erros e acertos.

Edinho bem, dentro de suas limitações, hoje ainda deu belo passe que originou o segundo gol. Não gostei de Galhardo, acho que foi o mais fraco do setor defensivo, Bressan e Marcelo Hermes corretos, mas sem brilho, Erazo voltou a rebolar em alguns lances. Grohe foi bem nas saídas de gol e defesas discretas, no tento sofrido, levou azar, porque defendeu parcialmente e a bola se ofereceu para o avante adversário. Resumindo, não gostei da defesa.

Bobô e Luan discretíssimos, Pedro Rocha sumido mais uma vez. Éverton e Moisés não tiveram tempo para apresentar algo.

Valeram os três pontos. Agora é tudo Copa do Brasil.




sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (99) – Ano – 1997


Bons Tempos, Hein?

Foto: José Doval

Aproprio-me do título de uma das muitas obras relevantes de Millôr Fernandes, produção  dos anos 79/ 80, mas diferentemente do gênio carioca, que nela, exercia uma de suas mais célebres características, a ironia, nesta crônica, a manchete se refere realmente, aos bons tempos azuis da década seguinte, os “90”.

Também, é necessário, antes de me aprofundar no texto, referir o que o alvirrubro Alvirubro, colaborador deste blog, esconde em seus arquivos implacáveis. Esta é uma história incrível, que poucos conhecem. Coisa de “ourives”, de pesquisador das esquinas do futebol, dos subterrâneos da bola.

Pois bem, corria o ano de 97, o Imortal ostentava o título de campeão brasileiro de 96  e recém conquistara o tri da Copa do Brasil, sob a batuta do mestre Evaristo de Macedo (foto acima); conseguindo assim, o impensável: ser simultaneamente campeão das duas maiores competições do Brasil.

 Um 2 a 2 em pleno Maracanã, com alguns desfalques, superando o Flamengo de Romário em Maio, selou esta condição.

Três dias após a conquista no Rio de Janeiro, o Tricolor encarava no Olímpico, o Pelotas, partida válida pelo certame gaúcho.

Evaristo mandou a campo um Grêmio bem descaracterizado, porque os titulares ainda estavam “inebriados” pela conquista nacional, também, porque no meio de semana, enfrentariam o Cruzeiro pela Libertadores, diante disso, o treinador utilizou Murilo; Marco Antônio, Luciano, Éder e André Silva; André Vieira, Djair, João Antônio e Paulo Henrique; Marcos Paulo e Maurício. Ainda entrou Rodrigo Gral no lugar de João Antônio; aliás, ambos estiveram na decisão dias antes.

O Pelotas de Valmir Louruz usou Hugo, Clairton, Alessandro, Vilson e Carlinhos Capixaba; Marco Aurélio, Dido e Chiquinho; Liminha, Wallace, mais tarde Chulapa e Gilmar.

Aos 13 minutos, Alessandro abriu o placar, de cabeça. Em pouco tempo, o time pelotense ampliaria; Liminha cobrando falta faria 2 a 0. Isso em 21 minutos de partida.

O Imortal acordou e foi para cima; em  três minutos empatou, 35 e 37; o lateral Marco Antônio, de cabeça e o centro-avante Maurício (uma das muitas tentativas frustradas de substituir Jardel) fizeram os gols, este último, aparando rebote do arqueiro Hugo.

A etapa final reservou surpresas apenas para o seu epílogo; aos 45 minutos, Paulo Henrique pôs o Grêmio à frente no marcador, cobrando penalidade máxima, porém, o ponta-esquerda Gilmar empataria nos acréscimos, aos 50 minutos. Placar final 3 a 3.

Aí vocês talvez me perguntem: - Uma crônica feita em cima de um jogo do Gauchão sem ser decisivo contra um clube do interior no Olímpico, espremido entre a conquista da Copa do Brasil e um confronto contra o Cruzeiro pela Libertadores, onde o Grêmio enviou a campo só reservas, por quê?

Porque esta partida foi assistida por nada mais, nada menos do que 61.315 pessoas.

Além do estado anímico nas alturas pelas conquistas, a torcida gremista foi gratificada com entrada franca nesta partida; isso mesmo! De graça.

Bons tempos, hein? Dentro e fora dos gramados.

Fonte: Arquivo pessoal do amigo Alvirubro


quinta-feira, 24 de setembro de 2015



Álbum Tricolor (25)

CLAUDIOMIRO 

CLAUDIOMIRO SALENAVE SANTIAGO (2001 a 2004)
Apelido: Claudiomiro.
Posição: zagueiro.
Data de Nascimento: 25 de agosto de 1971, em Santana do Livramento-RS

*Jogos: 140 (56 vitórias; 38 empates; e 46 derrotas). Marcou 9 gols.

*Estreia no Grêmio:
22/07/2001 - Grêmio 4x2 CA River Plate - Copa Mercosul
GFBPA: Danrlei, Anderson Lima, Marinho, Claudiomiro, Rúbens Cardoso, Anderson Polga, Gavião, Paulo César Tinga, Zinho, Fábio Baiano (Guilherme Weisheimer), Rodrigo Gral (Rodrigo Mendes)
Técnico: Tite (Adenor Leonardo Bacchi)

*Última partida pelo Grêmio:
11/12/2004 – Grêmio 0x1 Atlético Mineiro - Campeonato Brasileiro - 1ª Divisão
GFBPA: Márcio Aguiar, Renato Saldanha, Tiago Prado, Claudiomiro, Cléber (Marcelinho), Cocito, Leanderson, Arílson, Leonardo Inácio (Douglas), Cláudio Pitbull, Christian (Roberto Santos)
Técnico: Cláudio Roberto Pires Duarte

 (*) Os dados dizem respeito às informações contidas no arquivo do autor.

ANO A ANO NO GRÊMIO
2001 - 07 jogos; 04 vitórias; 01 empate; 02 derrotas.
2002 - 47 jogos; 21 vitórias; 15 empates; 11 derrotas. 02 gols.
2003 - 37 jogos; 15 vitórias; 10 empates; 12 derrotas. 03 gols.
2004 - 49 jogos; 16 vitórias; 12 empates; 21 derrotas. 04 gols.


CARREIRA
Grêmio Santanense-RS (1987 a 1994), Coritiba-PR (1996 a 1997), Santos-SP (1998 a 1999), Grêmio-RS (2002 a 2004), Vitória-BA (2005).

GRENAL
Como jogador do Grêmio, esteve em campo em 10 (dez) clássicos GRENAL. 2 (duas) vitórias; 1 (um) empate; e 7 (sete) derrotas.

TÍTULO PELO GRÊMIO
2001 – Copa do Brasil

Por Alvirrubro

FONTES:
- Revista “Placar”.
- Jornal “Correio do Povo”.
- Jornal "Zero Hora".
- Arquivo Pessoal.

Opinião



Grêmio joga pouco, Flu menos ainda

Se a pessoa não torce para o Grêmio ou Flu e viu este jogo, deve ter detestado o "espetáculo". Que pelada! Dificilmente, o Tricolor gaúcho fará uma partida tão ruim como esta na volta. Se fizer, tem que se desclassificar mesmo. Neste caso, mereceria ficar no meio do caminho.

Um zero a zero de doer; se fosse escolher alguém como o melhor da partida, seria Marcelo Grohe, que mesmo sem ser exigido, pelo menos, acertou todas as intervenções. Erazo, também.

Galhardo bem no apoio, tranquilo defensivamente, mas sem ser acossado pelos avantes cariocas. Thyere fez uma partida correta, apenas exagerou na "ligação direta"; destoou dos demais, que procuraram botar a bola no chão. 

Marcelo Oliveira vem decaindo, não sei o que há, mas se pegasse um atacante mais efetivo, teria problemas.

Walace  e  Maicon, um futebol burocrata, muito toquinho lateral. Giuliano me lembrou os piores momentos do velho Zinho, uma enceradeira.

Luan, fraco, mas mesmo assim, quando o ataque apresentou alguma coisa, foi com a sua intervenção. Douglas, muito mal.

Bobô sumidaço, Fernandinho, um pouco melhor do que o camisa 13, porém, nada que entusiasmasse o torcedor.

Ainda entraram Yuri Mamute e Edinho não apareceram, não tiveram tempo.

Resumindo, uma jornada para esquecer. Sorte que o Fluminense é ruim de chorar.

Ou Eduardo Batista promove um milagre, ou colocará um rebaixamento no seu currículo.  

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Opinião



À frente em sua geração

Roger ao preservar o jovem Tiago, demonstra que possui equilíbrio, sensatez e clarividência em seus atos, comprovando que o que se desenha, isto é, que será o técnico revelação deste campeonato com sobras; está à frente desta geração de treinadores, que está aparecendo no Brasileirão.

Em todas as suas manifestações, o treinador gremista mostra o controle de suas palavras, exposição clara de suas ideias e muito, muito senso de justiça. Cheguei a recear com a possibilidade dele ceder ao assédio dos empresários para a manutenção de Tiago, mesmo diante da reiteração de um erro: a saída do gol.

Além da postura  condizente com o cargo e a instituição que representa, Roger impressiona pelo vocabulário rico (para um técnico de futebol) e didatismo de suas entrevistas.

Basta olhar para o lado; Argel fala demais e comete excessos como dizer que não faz improvisações e em seguida, coloca William no meio, noutro jogo, Ernando na lateral.

Antes, chega ao clube enchendo a bola de D'Alessandro em detrimento do grupo, do coletivo, sem saber qual exatamente o "espaço e tamanho" do camisa 10 no elenco, como está o "humor" dos colegas em relação ao gringo.

 Hoje, disse que para ganhar a Copa do Brasil, o segredo é ganhar em casa, sem sofrer gol. Certo, é verdade, mas é uma fala que deve ser de "economia interna", pois, se numa fatalidade, o seu time tomar gols em casa, como fica a fala pós-jogo?

Por isso, Roger em curtíssimo tempo será exemplo para outros treinadores emergentes.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Opinião



O Azarão

Vendo os percentuais atribuídos às chances do Tricolor botar a mão no caneco do Nacional, impressão reforçada por comentários de vários gremistas (aqui e fora do blog), incluindo este que escreve estas "mal traçadas linhas"; penso que o Grêmio poderá tirar desta situação, estratégias no campo de jogo e também, no plano da psicologia para, pelo menos, desafiar o "improvável" e ir mais aliviado para os últimos meses  de disputas no 2015. Algo como "está onde nem nós esperávamos".

A derrota bem plasmada diante do Palmeiras no Sábado, reforça a ideia de time com poucas alternativas de elenco, reforça, portanto, a figura de azarão nas competições em que ainda está vivo.

Se vencer o Fluminense nas duas partidas e se credenciar para ir adiante, não é uma possibilidade desprezível; encarar Palmeiras ou talvez, um clássico contra o tradicional rival, lhe  coloca noutra condição, isto é, virará zebra diante dos paulistas e em pé de igualdade frente ao Coirmão.

Roger que tem se mostrado um fenômeno de acertos, poderá "ganhar" este fator extra, este aliado na reta final destas competições.

Ser zebra, às vezes, não é ruim.


domingo, 20 de setembro de 2015

Opinião



A Conta chegou

Seja por falta de recursos financeiros, quem sabe, planejamento; talvez imprevidência ou tudo isso ao mesmo tempo, a verdade é que antes de Outubro, o Tricolor recebeu a conta salgada de não possuir um elenco homogêneo em qualidade e quantidade para o enfrentamento da temporada.

Certamente, não é por acaso, que Corinthians e Atlético Mineiro chegam mais inteiros na reta final do Brasileiro; inclusive, há quem pense que as suas eliminações da Copa do Brasil fizeram parte da estratégia para a busca do título no campeonato nacional. Não me alinho nessa "corrente", mas não dá para refutar essa hipótese de imediato ou completamente.

O Tricolor tem Roger como sua grande estrela, porém, só o treinador não basta para almejar o título de uma competição por pontos corridos, que toma o calendário de Maio a Dezembro. Tite e Levir, não ficam atrás do treinador gremista. Digamos que há um "empate técnico" nesse quesito.

A grande diferença está na qualidade entre os 11 mais frequentes e, obviamente, nas suas reposições. Penso que a competição maior do Brasil virou um sonho distante para quem não torce para o Coringão ou Galo.

A Copa do Brasil por proporcionar o aparecimento do "aleatório" com mais chances, deve ser o foco das demais equipes: Palmeiras, Grêmio, São Paulo, Inter e Santos.

Fica a lição; quem não se prepara bem para a temporada, terá que, cada vez mais, apelar para a "imortalidade" e outras crenças bissextas do futebol.


sábado, 19 de setembro de 2015

Opinião



Defesas precárias no 3 a 2

Duas cozinhas quebrando a louça sem parar; isso só poderia resultar em muitos gols.

O Palmeiras preocupa para a Copa do Brasil, do goleiro ao lateral esquerdo é um horror, o que atenua é o ataque matador, senão ... Já o Tricolor esteve dentro do previsível, sua defesa titular é uma das melhores do campeonato, mas, se recentemente era assim: Marcelo, Galhardo, Geromel, Rhodolfo e Marcelo Oliveira, hoje, apenas o lateral esquerdo esteve presente no Pacaembu. Como diria um filósofo da praça: - É difícil, é complicado.

O que se pode tirar desse 3 a 2 (Luan, duas vezes, Vitor Hugo, Lucas Barrios e Rafael Marques) é uma análise individual do time do Grêmio, porque o entrosamento é algo quase irrealizável em mais de 90 minutos. Então, vamos lá:

Tiago é muito bom goleiro com um defeito gravíssimo, não sabe sair do gol. Poderá ficar marcado por essa deficiência, basta a gente olhar para "o lado" e lá está o melhor goleiro do Brasil, Alisson, um jovem que soube aproveitar a chance.

Lucas Ramon sentiu a "grandeza do clube", um bom movimento, quando salvou um gol. Só isso. 

A zaga: Bressan é aquilo que escrevi há pouco, isto é, funciona numa emergência, afunda numa sequência. Atuação comprometedora. E Erazo? Bom, se alguém não viu Beto Fuscão jogar, vendo o equatoriano, dá para ter uma pálida impressão do que jogava o tio do volante Eduardo Costa, com um agravante; se Fuscão era rebolador também, pelo menos, tinha uma técnica de meio-campista. O Grêmio que não adquira os direitos federativos dele. Há gente melhor e mais barata no mercado.

Marcelo Oliveira, muita raça, alguns acertos e muitas rateadas, provavelmente, prejudicado pelas companhias defensivas.

Walace, um dos melhores, entretanto, caiu no segundo tempo. Moisés: minha primeira impressão, trata-se de jogador útil, que deve merecer mais chances no grupo (aquela turma que fica no banco). Douglas é o homem da inspiração; precisa de jogadores inteligentes e técnicos ao seu lado, sem eles é um profeta pregando no deserto.

Algo parecido com Luan. Ele é o craque do Brasileirão, fico imaginando se tivesse a parceria de Walter ou André (Sport Recife), aqui me refiro aos atletas, não ao lado "profissional" deles. 

Fernandinho, desta vez, concordo com que diz que não tem gás para o jogo todo; sumiu na fase final. Pode estar sentindo alguma lesão, porque saiu no início da etapa final.

Pedro Rocha, de novo, o pior. O que há com ele?

Éverton, Bobô e Yuri Mamute, pouco fizeram, especialmente Bobô.

Finalizando, placar mentiroso, o Grêmio errou demais, mas temos que dar um desconto.


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Pequenas Histórias



Pequenas Histórias (98) - Ano - 1936


No Tempo das Diligências

Fonte: Correio do Povo

Em Novembro de 1936, James "Jesse" Owens, atleta negro norte-americano derrubou as teses raciais de Hitler em plena Berlim nos jogos Olímpicos; porém, naquele ano, o líder nazista teve uma alegria que veio do Brasil, recebeu de presente do governo Vargas, a comunista e judia, Olga Benario, (ela) que morreria no campo de concentração de Bernburg em 1942.

Em Porto Alegre, naquele período, o Grêmio prestou homenagem à memória de Eurico Lara, que há exato 1 ano, "deixou a vida para entrar na história".

Novembro foi o  mês que proporcionou aos torcedores da capital ver um dos dois maiores times do país, o Palmeiras, que ainda se chamava Palestra Itália. O outro era o C.R. Vasco da Gama.

Parecia um sonho; o Palestra Itália vir jogar no cantão do Brasil. A empreitada teve ação decisiva dos dirigentes da federação gaúcha e da antiga CBD, assim sendo, o Palestra Itália mediu forças com a Dupla, isto é, Grêmio e Internacional. 

A agremiação paulistana possuía atletas na Seleção Brasileira; enfrentou, primeiramente, o clube dos Eucaliptos, dia 8, um Domingo. Vinha invicto há 14 jogos. Resultado; aumentou para 15 ao bater o Coirmão por 2 a 1.

Quatro dias após, quinta-feira 12, à noite na Baixada, o poderoso Palestra encarou o Tricolor gaúcho, prélio iniciado às 21 h e 40 minutos, após diversas homenagens no gramado.

O Grêmio mandou a campo, o time da foto acima: Chico; Motin e Mário; Jorge, Mascarenhas e Russo; Lacy, Veronezi, Alemãozinho, Fogo (também chamado de Foguinho) e Casaca. Entraram ainda Noronha no lugar de Mascarenhas e Torelly no de Veronezi. 

Lesionada, não participou a zaga titular: Dario e Luiz Luz.

O Palestra com Jurandyr; Carnera e Begliomini; Tunga, Dula e Del Nero; Machina, Luizinho, Moacyr, Rolando e Mathias. Ainda contou com Biruta, substituindo Moacyr.

Houve superlotação no estádio para ver o espetáculo comandado pelo árbitro Luiz Dolce. 

Surpreendentemente, a partida foi equilibrada com chances para ambos os lados e os arqueiros trabalharam bastante.

O zero a zero resistiu até os 23 minutos, quando Mathias abriu o placar num contra-ataque pela esquerda, de onde desferiu um chute cruzado à meia altura, Chico chegou a tocar no balão, que roçou a trave, antes de ir para as redes. Fim de primeiro tempo. 1 a 0 para os visitantes.

O Palestra teve chance de ampliar, quando Luizinho acertou o poste gremista, mas a melhor oportunidade obteve o Imortal, quando Tunga afastou com a mão dentro da grande área; pênalti. Mário cobrou fraco e Jurandyr defendeu. 

O empate gremista veio através de uma jogada trabalhada; Torelly serviu Foguinho, que esticou para o atacante Casaca, ele cruzou e Alemãozinho se antecipando à zaga, desviou para o arco. 1 a 1.

O resultado foi bastante comemorado pelos gaúchos, que ainda se sentiam principiantes no futebol diante de um dos gigantes do Brasil. Um feito relevante.

Decididamente, eram outros tempos. Hoje, os gaúchos encaram com muita naturalidade esses confrontos, independente de local.

Fonte: Correio do Povo.

Um agradecimento especial para Cássia, estagiária do Arquivo Público Municipal de Santa Maria, incansável colaboradora.




quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Opinião



 Retorno de Júnior Chávare é gol de placa

A volta de Júnior Chávare para coordenar a base do Grêmio é a grande notícia desta quinta-feira.

Claro! O maior mérito da boa campanha é de Roger Machado Marques, mas Luan, Walace, Pedro Rocha, Yuri Mamute, Lincoln e outros juniores, que já são afirmações e mais os que em seguida, pedirão passagem; eles, certamente, são produto de muito trabalho, trabalho qualificado de Chávare.

Olhando o currículo dele, dá para ver que é do ramo. O cara certo no lugar correto.

Aliás, sobre jogadores promissores, indico um que é pule de dez: Juninho, 20 anos, quarto-zagueiro do Coritiba. Joga muito. O Grêmio não pode bobear.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Opinião



Grêmio segurou a onda do Furacão

Com grande atuação de Luan, o Tricolor conquistou a quinta vitória como visitante. Volta para a briga pelo título; ainda é o azarão do trio.

No primeiro tempo, o Tricolor controlou legal o jogo, não deixando levar sufoco, especialmente porque não esqueceu de atacar. Fernandinho, Douglas e principalmente Luan, tiveram bom desempenho.

Esse trio foi responsável pelo primeiro gol gremista; Fernandinho começou a jogada pela esquerda, achou Luan no meio, próximo a meia lua, o camisa 7 serviu Douglas como centro-avante e este arrematou sem muita força. 1 a 0.

Logo no início da segunda fase, Luan recebeu ótimo lançamento, avançou e colocou no canto direito de Weverson. 2 a 0. Parecia liquidada a fatura.

O gol de Evandro botou o Atlético Paranaense na parada de novo. 2 a 1. Resultado final.

Os melhores foram Luan, Fernandinho, Douglas e Walace. Marcelo Grohe jogou pouco tempo, mas fez importante defesa, Tiago entrou bem, não teve culpa no gol sofrido.

Erazo foi o melhor do quarteto de zagueiros, Galhardo e Bressan compensaram com garra algumas eventuais deficiências. Marcelo Oliveira cumpriu sua pior jornada com a camisa do Imortal. Tem crédito.

Edinho tomou o terceiro amarelo, consequência da posição e de suas características.

Giuliano, desta vez, evoluiu em relação às jornadas anteriores. 

Bobô e William Schuster fizeram menos  do que os titulares.

Uma grande vitória. Agora é olhar o Corinthians e Atlético Mineiro em suas pedreiras. 




terça-feira, 15 de setembro de 2015

Opinião



O perfil de alguns jogadores

Recém retornando da capital, num dia espetacular de manifestações de civilidade, onde várias categorias de servidores estaduais impediram uma votação açodada e inconsequente, que exige amplo debate e reflexão de nossos parlamentares até a hora da votação; dito isso, vamos ao futebol.

Existem no Grêmio e, certamente, em outros clubes, jogadores que tem um perfil muito peculiar, isto é, a incapacidade de manterem-se em alto nível de competição, após o ingresso "abrupto" à equipe.

Bressan, Edinho, talvez Fernandinho, antes, década de 70: Escurinho (Inter), Zé Carlos Serrão (São Paulo), Ferreti (Botafogo), entre outros, são atletas que, numa emergência, dão resposta muito positiva, porém, se precisarem jogar uma sequência de partidas, não correspondem e, às vezes, até comprometem.

Esta é uma situação muito complicada para o treinador, porque, ele terá que trabalhar com o paradoxo de, quanto mais jogar, menos futebol o atleta apresenta, quando o esperado era adquirir entrosamento e ritmo de jogo; diante disso, o comandante deverá tomar uma decisão que pode implicar na saída destes jogadores do time principal.

Edinho vinha bem, não falta garra, nem disposição, mas se isso, num momento bem determinado, funcionou, depois, ficou evidente a falta que Maicon faz. As dificuldades de Edinho promoveram a saudade do futebol do nosso camisa 19.

O meio-campista vindo do São Paulo tem em seu dna futebolístico o domínio do principal fundamento do esporte bretão: o passe. Por ali, pela sua ausência, passou a derrota azul na Arena.

Encerrando, um abraço muito especial aos gremistas pelos 112 anos do nosso Imortal Tricolor.


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Opinião



A diferença de ontem

Alguém que ler esta postagem poderá contra-argumentar: - É! Mais e contra o Santos, porque não funcionou?

Responderia: - Não vi o jogo contra o Santos, mas tenho convicção que foram dois "São Paulos".

Por isso, o "ontem" no título. Ontem, o São Paulo foi humilde, colocou 3 zagueiros, mesmo que Breno na escalação estivesse como volante. Teve Carlinhos em grande tarde + Tiago Mendes e Michel Bastos, atletas que, antes de serem apoiadores, tem vocação para defender. Sobraram as "aves", Ganso e Pato, depois, o velocista Rogério.

Um time vocacionado para o contra-ataque; um lançador emérito e um craque na frente, substituído por um atacante promissor. E eles decidiram a partida. Alexandre Pato foi o causador do primeiro estrago, ao seu modo, ao seu jeito. Não menos diferente, Rogério, que imprimiu sua marca, sua volúpia pela busca do gol.

O Grêmio, neste jogo, fraquejou ofensivamente. O ataque foi presa muito fácil para a defensiva do São Paulo.

Derrota que ensina muito, sem dúvida.


domingo, 13 de setembro de 2015

Opinião



Valente, mas atrapalhado, o Grêmio  perde em casa

O Grêmio perdeu, porque jogou menos do que o São Paulo. Esse é o resumo do que aconteceu; não houve crime, não houve roubo. Acontece.

O Tricolor paulista chegou pressionado pela goleada sofrida; Osório ajustou o setor defensivo, que foi diferente da partida anterior e teve jogadores na frente de muita qualidade, jogando bem: Bastos, Pato e Rogério.

O Grêmio sofreu pelo desentrosamento defensivo; dá para ver qualidade no Thyere, mas, às vezes, parece fora do lugar. Erazo é muito rebolador e a perda de Geromel é inegavelmente, um "senhor" desfalque. 

O primeiro gol é uma aula de contra-ataque e de "bater cabeças" da defesa; várias vezes no lance, a bola esteve mais à feição para os defensores e eles foram sucessivamente, sendo envolvidos pelos são-paulinos. Vacilar à frente de Alexandre Pato é cruel.

Sobrou garra, sobrou empenho, porém, as peças ofensivas não funcionaram. Luan sempre que retorna ao time, rende aquém do esperado. Fernandinho e Giuliano, também se esforçaram muito, mas falta neles, a conclusão, a volúpia pelo chute, algo que Éverton possui. Este último é menos jogador do que os demais, no entanto, tem essa qualidade: É fominha.

Bobô e Pedro Rocha, acrescentaram (se acrescentaram) muito pouco. Galhardo, Edinho, Marcelo Oliveira, como sempre, muita entrega, mas diferem de Walace, por exemplo, que tem a mesma garra, porém, mostra qualidade. Foi o melhor do Grêmio. Já, se a gente "espremer" o que os três fizeram, sobra o que?

Bruno Grassi fez uma partida correta, no mínimo, está no mesmo estágio que Tiago. Douglas oscilou, entretanto, se compararmos sua atuação com a de Ganso, os dois 10, ele foi bem.

Hoje, certamente, o Tricolor gaúcho experimentou do veneno, que costuma aplicar nos adversários. Rogério fechou a tampa do caixão, o gol de Éverton foi um prêmio à recusa de se entregar do Imortal.

Ficou difícil o título. Agora é seguir pontuando para não se atrasar no G-4. Não desanimar.

sábado, 12 de setembro de 2015

Pequenas Histórias



Pequenas Histórias (97) - Ano - 1983


Goleada numa tarde de Abril

Fonte: Revista Placar

O ano mágico de 1983 chegava triste ao quarto mês, Abril; pois logo no dia 2, o Brasil perdia uma das suas maiores personalidades musicais e de resistência ao golpe de 64; Clara Nunes falecia aos 40 anos, vítima de um erro médico.

No cinema, o arrasa-quarteirão Gandhi, filme de Richard Attenborough, amealhava 8 Oscar de suas 11 indicações, incluídos aí, o de melhor filme, ator e diretor. 

No futebol, o Tricolor gaúcho, ainda estava gestando o time que desequilibraria a balança do Pampa e colocaria o Rio Grande no centro do mundo com a conquista da Libertadores da América e o Mundial em Tóquio.

Haveria de tropeçar muito no Brasileiro até a derrota fatídica num Sábado, último dia do mês, quando os muros do Olímpico, apareceram pichados pelos "entendidos" com o Fora Koff. Estava há um mês sem vencer no certame, isto é, 4 empates consecutivos.

No entanto, o time que ia bem no torneio continental, no dia 17, deu uma demonstração de força num jogo pelo campeonato nacional; bateria o São Paulo no Olímpico pelo impensável escore de 5 a 1 com estupenda atuação de Tita, o nosso talentoso camisa 10 (foto acima), placar que permanece único na história deste confronto no Brasileirões.

40 mil torcedores compareceram ao velho Casarão Imortal para ver o Grêmio de Valdir Espinosa entrar em campo com Remi; Silmar, Leandro, De Leon e Casemiro; China, Bonamigo e Tita; Renato, Caio e Tonho, mais tarde, acrescido de Tarciso no lugar de Renato.

O São Paulo de José Poy, um ex-arqueiro do próprio clube, onde atuou por 14 anos, escalou Waldir Peres; Paulo, Vilela, Dario Pereyra e Nelsinho; Luis Gustavo, Zé Mario e Renato Pé Murcho; Paulo César, Careca e Zé Sérgio. Entraram ainda Boni no lugar de Vilela e Heriberto no de Luis Gustavo.

Cedo, o Tricolor gaúcho abriu o placar; aos 9 minutos, Tita sofreu falta e como (quase) sempre, bateu de forma perfeita. 1 x 0.

O visitante ficou atrás, esperando um contra-ataque, apesar da inferioridade no escore; entretanto, a estratégia foi por água abaixo numa trapalhada grotesca da defesa são-paulina, incluindo aí, o goleiro. Renato deu um tapa na bola e por cobertura, marcou o segundo. 2 a 0. 

O intervalo parecia que havia feito bem para os tricolores paulistas, que descontaram em bela jogada de Zé Sérgio. Ele venceu o marcador e cruzou na pequena área, De Leon se antecipou a Careca, mas acabou marcando gol contra. 2 x 1, logo aos 5 minutos da etapa final.

Na saída de bola, o Grêmio foi ao ataque imediatamente, Tita na direita, recua para Paulo Bonamigo, que arremata; Waldir Peres dá rebote, Caio, esperto, empurra para as redes. 3 a 1 aos 6 minutos. Retorna a tranquilidade no placar.

O São Paulo teve sua situação agravada com a expulsão de Zé Mário. O pressentimento de uma goleada aumentou, verdade que levou tempo para se confirmar.

Aos 37 minutos, Caio cruza de pé direito da ponta esquerda e encontra Tarciso na segunda trave. O Flecha Negra cabeceou para baixo. 4 a 1.

Já nos acréscimos, 46 minutos, a confusa defesa são-paulina deu mole novamente, Tarciso vence dois adversários numa jogada improvável e serve o camisa 10, Tita. Ele empurrou para as redes, fazendo o gol mais fácil da partida. 5 a 1.

O carioca Luis Carlos Félix foi o árbitro para um público de 40.820 mil almas.

Com aquela vitória, o Tricolor fechou 30 anos sem perder para o São Paulo, jogando no Rio Grande do Sul.

Segue compacto do grande triunfo:






 Mais uma vez, recorri ao meu amigo Alvirubro, que cedeu material da Placar e de seu arquivo pessoal. Obrigado. O cara, simplesmente, tem o mais confiável arquivo sobre a Dupla Grenal.


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Opinião



Hélio Dourado, Bobô e Luan

Nesta sexta, a lenda, um dos maiores presidentes da história gremista, encarou a Arena.

Quem viveu o período de 76 a 81, sabe o que Hélio Dourado representa para este clube. Se o Grêmio chegou ao mundial de 83; o estopim, a primeira centelha que incendiou  e projetou o clube até o topo foi provocada pela liderança e visão dele.

O patrono na nova casa, parece mais um milagre dos que Bolzan Jr. vem operando.

Dentro das quatro linhas, Roger acena com a possibilidade de sair jogando com Luan e Bobô na frente. Com todos os acertos, que o treinador gremista vem promovendo, ele está autorizado a mudar o modelo de ataque, juntando um craque como Luan e um autêntico camisa 9.


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Opinião



Solidez do trabalho

Recentemente, o Tricolor conquistou um terceiro lugar e outro vice-campeonato no Brasileirão, Luxemburgo e Renato. Grandes campanhas, que, à princípio, eram para deixar uma base, um trabalho sólido para as temporadas seguintes. Não foi o que aconteceu.

Desta vez, Direção e comissão técnica estão sintonizadas, além disso, ao contrário do que ocorreu com Koff e Renato, o acerto salarial entre o atual treinador e Bolzan Júnior, já está realizado ou encaminhado, não será empecilho para 2016.

Se o Tricolor confirmar a vaga para a Libertadores, as chances de fazer uma campanha forte e exitosa na competição, são grandes.

Com a Arena se tornando efetivamente, a casa gremista, dificilmente os títulos escaparão no ano que se aproxima.

Esta realidade é a maior consequência do trabalho desta Direção.

Opinião



Grêmio valente garante o empate

Um jogaço! O empate ficou justo, mas se forçarmos um pouco, a vitória poderia ser azul, sem nenhum crime. E aí está o mérito gremista; foram 5 desfalques, que se tornaram 6 com a lesão de Pedro Geromel, até então, o melhor jogador da partida. Soberbo, Geromel não teve falhas.

Desta vez, ao contrário do jogo contra o Galo, o Imortal teve atletas em má jornada, porém, alguns estiveram muito bem.

Começando pelos que ficaram abaixo de seus desempenhos normais: Bressan, Pedro Rocha e Giuliano, este último, atenuada a má jornada pela intensidade, a entrega, a sua doação em campo. É um guerreiro.

Aliás, guerreiros foram Walace, Edinho e Marcelo Oliveira; eles personificaram hoje, tudo aquilo que os torcedores desejam daqueles que vestem o manto tricolor.

Bobô, quando a bola chegou, mostrou conhecimento do seu "local de trabalho", fez o seu e meteu mais um, que infelizmente, ele estava um pouco adiantado.

Galhardo foi bem defensivamente, sem esquecer o apoio. Tomou conta de Malcom e controlou bem o veloz Rildo.

Vitinho e Mamute, pouco acrescentaram e Thiery, entrou numa fogueira; sua falha, considero mais consequência do desentrosamento do trio final reserva, que a fatalidade juntou hoje.

Deixo por último, Douglas e Tiago; o primeiro foi o dono do jogo, uma pena ter perdido um "gol feito" e Tiago, discordando da jornada da Rádio Guaíba (como sempre, olho na tevê, áudio da Guaíba), não considerei falha dele no gol de Renato Augusto; a bola era da zaga e, de repente, o atacante surgiu na "cara dele". Fez a defesa da partida, diria, um milagre; aliás, a única defesa difícil nestes três jogos que fez. Como num passe de mágica, as defesas espetaculares, excetuando a recém referida, desapareceram do arco gremista.

O Grêmio se habilitou a brigar pelo título. Adquiriu a sua maioridade como grupo forte e entrosado e vai incomodar os líderes.