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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Opinião



O Terceiro Tempo

A semifinal de ontem vai ter uma disputa extra; o Grêmio vai atrás do que julga seu direito, isto é, a classificação para a final da Libertadores.

Conversando com colegas, eles acham "impossível" a reversão do resultado da decisão; eu estou otimista. Explico, utilizando um exemplo:

Alguém que tenha um Porsche e trafegue pela Auto-estrada que liga a capital gaúcha ao litoral numa velocidade de 200, 240 km/hora é flagrado e autuado em R$ 400,00. Ele sorri, paga e segue a sua vidinha "andando" para a infração, porque quem tem um carro desses, não se importa com esse valor de multa. A solução que pelo menos ameniza é atingir mais pesadamente o bolso do "cidadão".

A Conmebol que já puniu Boca Juniors, Chapecoense e Santos de forma rigorosa, será humilhada, desconsiderada, se Marcelo Gallardo e River Plate entenderem que o estrago de uma multa ou suspensão pesada do treinador é irrelevante em confronto com o benefício de  atuar diretamente na partida, descumprindo a punição imposta. Neste caso, vale a pena ser infrator; então, a Confederação deve pesar bem as consequências de "livrar" os Millonarios de Buenos Aires. Pune bem ou "liberou geral".

Outro fator que me deixa esperançoso é o estrago do VAR no primeiro gol do River. Um pênalti visto pelo árbitro de vídeo é como se fosse uma sentença de prisão perpétua, ou seja, é pesada, entretanto, há chance  do goleiro pegar o chute ou a bola for arremessada nas traves ou ainda, fora da goleira; já não anular o lance de gol é semelhante a pena de morte, não tem chance de dar outro desfecho que não seja alteração no marcador da partida. O Grêmio saiu prejudicado e há um constrangimento até da imprensa argentina pela classificação na "mão grande". Contribuem para essa sensação as declarações arrogantes do técnico Gallardo e do atacante Borré que lembrou da "Mano de Dios".

Por fim, outro fator, certamente menos relevante, mas que eu quis pontuar aqui: A rivalidade entre Boca e River. Os Xeneizes não engoliram a eliminação no episódio em que seus torcedores atiraram ácido e gás de pimenta nos jogadores do River Plate, justamente quando o Boca fizera 100% dos pontos na fase de grupos, o 1º encarando o 16º (River) numa edição da LA.

Imaginem o Boca Juniors sendo superado pelo Palmeiras esta noite, com certeza, também exercerá uma pressão para que o tradicional rival tenha o mesmo destino, nem que seja numa "penada" do Tribunal de Penas. 

É difícil?  É, entretanto, uma hora o mundo esportivo terá que dar um basta a malandragem espúria que a maioria imaginava demodê.




Opinião



VAR desclassifica o Grêmio

Há várias incidências nesta decisão que justificariam a classificação do River Plate para a final, mas uma causa, um fator determinou a vaga: A decisão surpreendente e polêmica do árbitro uruguaio (ou dos de vídeo). Este é o resumo do Grêmio ter ficado pelo caminho.

Resvalou na mão, porém não foi pênalti; não é para esse tipo de lance que o VAR deve ser acionado. Nas dúvidas ou questionamentos imediatos, ninguém reclamou de penalidade, aí entra o feeling do juiz, desconfiar da sua tomada de decisão, quando os supostos prejudicados sequer fizeram a mínima reclamação. São lances idênticos: O gol de Borré e a bola na mão (assim mesmo) do desafortunado Bressan.

O Grêmio caiu por equívoco da arbitragem. Poderão dizer, o Var foi acionado; bom, é como eu justifico outras ações da tecnologia, isto é, onde tem presença humana, tem possibilidade de erro. Como exemplo, cito a expulsão de Dedé que desequilibrou a partida entre Boca e Cruzeiro. Lance do VAR.

No entanto, o Tricolor poderia ter feito um melhor enfrentamento, duas peças foram péssimas hoje; Michel e Maicon. Para mim; conclusão sem questionamentos, é Cicero ou Maicon. Ponto final. Nesta noite, Cícero sobrou em relação ao capitão do time.

O resultado do primeiro tempo só se justifica por Deus ou outras forças sobrenaturais que  entraram em campo a favor dos donos da casa. Os chutes que tiraram "tinta da trave" são bafejos da sorte; o gol de Leonardo é a sublimação da frase "Alguém lá em cima gosta de mim". Uma das piores atuações do time do meio para frente; atrás, como sempre, Geromel jogou muito, Paulo Miranda tem bola para ser a primeira alternativa da zaga e os laterais se portaram bem. 

O ataque inexistiu, nem cócegas fizeram nos pesadões Maidana e Pinola. Na verdade, Alisson e Jael foram os primeiros homens de combate no meio.

Na etapa final, Renato corrigiu o posicionamento, avançando a marcação e o River passou a ter ainda o mesmo percentual de posse de bola, mas desta vez, de modo infrutífero.

Aí os deuses cochilaram ou antes estavam de sacanagem; Paulo Miranda sentiu a tensão da partida e teve que sair; entra Bressan e a gente fica com o coração na mão.

Cobrança de falta de frente para os defensores e Michel falha clamorosamente, Borré cabeceia, a bola escorrega acidentalmente em sua mão, Grohe foi para a defesa, mas a força que empreendeu na mão foi insuficiente, talvez a condição da bola e do gramado tenham lhe atrapalhado. 1 a 1.   

Antes, Cícero lançou Éverton que cara a cara, arrematou e aí apareceu o goleiro diferenciado. Se Armani tomasse o gol, se diria que não tinha culpa, mas ele defendeu e o River seguiu vivo.

Ouvi na televisão que o Cebolinha perdeu o gol. Por uma questão de coerência, deveriam dizer que o goleiro do River salvou. Coerência, porque se fosse no arco gremista, o mérito seria do nosso goleiro, nunca erro do atacante.

Muita gente poderá crucificar Bressan; nesta partida eu não vi erro dele. Foi a fatalidade no chute de Scocco e excesso de preciosismo da arbitragem; preciosismo que não apareceu no gol de Borré.

O negócio é torcer para o Palmeiras faturar o caneco para que as vagas diretas para a LA/19 oriundas do Brasileirão virem G-5.

Para o ano que vem, por favor, que alguns titulares incontestáveis percam essa condição.

Ah! Com Renato de treinador para continuar o bom trabalho.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Opinião



A Montagem do Time

Raras foram as vezes que eu tive dúvidas quanto aos 11 iniciais nas formações do Tricolor em grandes confrontos, mas desta vez, vejo que o treinador pode estar com os mesmos questionamentos deste que escreve.

Para o lugar de Kannemann; Bressan ou Paulo Miranda? Bressan vem falhando demais, tem o VAR pela frente, porém, Renato já demonstrou que ele é um dos seus preferidos; está no poster na final em Lanús. Paulo Miranda é mais técnico e mais cascudo, mais calmo. Quem sabe?

E no meio? Michel se escalou. Acrescente-se Ramiro e temos duas vagas que dependerão do esquema a ser adotado. Cícero que é bom na bola aérea em ambas as áreas? Maicon, capitão do time, referência na troca de passes e posse de bola? Luan estará recuperado; se positivo, onde será escalado, no meio, no ataque ou ficará no banco, inicialmente?

Mateus Henrique terá lugar neste time, se a partida pedir um jogo mais cadenciado, uma quebra de ritmo da partida? E quem sai para ele entrar?

Na frente, Éverton estará pronto? Caso afirmativo, com mais um velocista, Alisson? E Jael? É jogo para ele?

Essas decisões passam também pela escalação do River Plate; virá com Scocco, Pratto e Borré desde o início? 

Enfim, são condimentos de uma grande receita de clássico. É ficar no aguardo e torcer para que Renato acerte em cheio nos nomes e no esquema.

sábado, 27 de outubro de 2018

Opinião



Irresponsabilidade Total nesta Derrota

Eu até fiquei em dúvida se acompanharia este jogo ou faria algo mais atraente neste Sábado. Optei pelo primeiro e me dei mal. Que coisa horrorosa!

A irresponsabilidade do treinador pode custar muito caro ao clube na arrancada de 2019, como por exemplo, ter que encarar jogos decisivos da Libertadores já em Fevereiro, ou pior, ficar de fora da competição. 

Onde está a irresponsabilidade? Nos confrontos anteriores em que se obrigou a escalar reservas era visível que Paulo Miranda era o único defensor realmente confiável do quinteto defensivo (incluindo o arqueiro) e a simples inclusão de Kannemann se mostrou insuficiente para amenizar a baixa qualidade dos demais zagueiros e laterais, decorrentes da manutenção de Bressan e Marcelo Oliveira. Se o primeiro era natural que jogasse pela preservação de Paulo Miranda e Geromel, a insistência com Marcelo Oliveira é algo ineficaz, irritante e até inconsequente, ou melhor, a consequência danosa está aí.

O que justifica a inclusão de Capixaba no meio, tendo Pepê e Jean Pyerre no banco? É a tal "engenharia" para escalar Marcelo Oliveira. Aí o meio fica com o improdutivo Kaio, o veterano Douglas, o improvisado Juninho, sobrando apenas Mateus Henrique como esperança para o meio de campo funcionar.

** Esqueci de Thaciano, mas este andou sumidaço.

Além da equivocada escalação do time, hoje, as falhas individuais mataram de vez o time. No primeiro gol, Kaio assistiu Jair cabecear, no segundo, Kannemann dá o bote errado, antes, um meio campista foi superado facilmente (na identifiquei quem); por fim, o chute de Mateus passa por baixo de Paulo Victor; bolinha defensável.

No terceiro, Gabriel se antecipa tranquilamente a Marcelo Oliveira; no quarto, Capixaba não acompanha Jair, que erra o cabeceio e ainda teve tempo na pequena área de dar o arremate fatal, sem que Paulo Victor tentasse o "abafa".

Os gols gremistas foram de Mateus Henrique (irregular pela nova regra), Juninho Capixaba, achei que foi penalidade máxima e Thonny Anderson em bela jogada do ataque.

Resumindo: Não dá para tomar 4 gols de um ataque que até então tinha uma média inferior a um gol por partida. O Grêmio está com os olhos e tudo o mais voltados para a Libertadores, porém, deveria buscar com mais responsabilidade e cuidado o G-4, não desconsiderar o campeonato brasileiro no momento em que todos estão lutando ferrenhamente por algo.

2019 pode começar de forma improvisada se não for Campeão da América, ou pior ainda, assistir a Libertadores do sofá.

Seguem compacto dos melhores lances:


sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Opinião



Nova Chances para os Reservas

Em situação parecida, América Mineiro versus Grêmio, eu escrevi que poderia ser um vestibular ou tendência à distração para alguns jogadores. Michel aproveitou muito bem a oportunidade, se escalou para Buenos Aires e saiu valorizadíssimo desta partida diante do River Plate.

Este exemplo de Michel servirá para alguns atletas que irão encarar o Sport Recife na Arena. 

Embora Renato não tenha escalado publicamente o time, dá para deduzir que Mateus Henrique, Paulo Miranda, Douglas, Jean Pyerre, Pepê, Thaciano e Thonny Anderson estarão em campo ou entrarão mais tarde. 

Quem sabe um destes nomes não estará à disposição de Renato no grande jogo de Terça-Feira, dia 30? 

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Opinião



Os Semifinalistas

Com um pouco de prejuízo, o Grêmio x River pela emoção natural de torcedor; o Boca x Palmeiras por dividir a atenção entre a tevê e  outra atividade, ainda assim  pude fazer um comparativo entre os quatro semifinalistas nesse primeiro round da decisão.

 River Plate e Palmeiras decepcionaram. O primeiro, porque não soube sair da armadilha gremista que com um meio de campo bem recheado e um comprometimento coletivo total, inviabilizou o sufoco idealizado por Gallardo. Lembram da expressão "ser avassalador"? O Grêmio não deixou.

Já o Palmeiras foi medroso, não dá nem para utilizar a expressão "cauteloso"; foi menos do que isso quando se fechou mais no final do segundo tempo. Pagou para ver e ... viu, os Xeneizes tinham um royal straight flush na manga (ou no banco).

O Grêmio fez o jogo perfeito, porque era isso que que aquele confronto pedia: Atitude, concentração e comprometimento o tempo todo.  Claro! Sem organização e qualidade, isso seria insuficiente.

E o Boca? Me pareceu o mais fraco tecnicamente, mas nunca deixou de imprimir a sua marca de copeiro. Fez isso contra o Cruzeiro, fez ontem. Libertadores tem muito de atitude, às vezes, mais do que qualidade individual e coletiva.

O grande vencedor destes jogos de ida foi o Tricolor gaúcho; chegou desfalcado, enfrentou um River que faz história no futebol do país vizinho e saiu fortalecido interna e externamente pelo triunfo.

O Palmeiras é o de maior prejuízo, pois vem de uma desclassificação para o Cruzeiro na Copa do Brasil e tem contra si, um escore dilatado para confrontos de "cachorros grandes". Ou ele toma um choque anímico que o coloque com a "faca entre os dentes" na quarta quem vem, ou o trabalho de Luiz Felipe será contestado a tal ponto que até o Brasileiro que está em suas mãos pode ir pelo ralo.

De qualquer maneira, ninguém de sã consciência deverá achar que os em desvantagens não tem munição para reverter o quadro. Não dá para desconsiderar que estas semifinais talvez sejam as maiores de todos os tempos da Libertadores.


quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Opinião



O Instantâneo do Imortal

Passadas quase 24 horas da excepcional vitória gremista na Argentina, dá para olhar para a fotografia desta jornada com menos adrenalina e menos paixão; ainda assim, o saldo é muito positivo. Palavras no superlativo não serão exageradas.

Comecemos pelo adversário: Estava completíssimo, não perdia em seu estádio desde Novembro do ano passado, não perdia em 2018 desde Fevereiro (exceção agora diante do Colón, utilizando a baba), talvez seja o time mais ajustado da Libertadores juntamente com o Palmeiras, resumindo, estava na "ponta dos cascos".

E o Grêmio? Bem, o que se dizia era que não repetia as performances da LA de 2017, veio desfalcado dos dois melhores atacantes e meio time diferente da foto do tricampeonato sul americano. Tudo verdade.

Aí, ele entra em campo e Marcelo Grohe faz três defesas importantes e tecnicamente corretas. Foram chutes de média distância, evidenciando o ótimo trabalho da zaga e dos volantes gremistas que permitiram um único arremate de dentro da área (cabeceio de Maidana).

Leonardo Gomes pareceu um veterano. Muita solidez defensiva; não tem a volúpia ofensiva de Edílson, mas em compensação, tem mais "cérebro" do que o atual lateral cruzeirense. Leonardo é mais tranquilo e está evoluindo.

Geromel fez uma de suas maiores atuações, simplesmente ganhou todas, dançou conforme a música. Simplificou quando necessário. Seu parceiro Kannemann deu uma aula, exemplo de jogador copeiro. Posso afirmar mesmo que irresponsavelmente: Fosse outro zagueiro em seu lugar ontem e o Grêmio não teria vencido. 

Bruno Cortez, além da luta constante, também apresentou uma das suas melhores características; a cobertura dos zagueiros e a prova mais didática foi o primeiro gol sofrido diante do Ceará, quando Juninho Capixaba não acompanhou o camisa 7 cearense; ali, a relevância tática de Cortez aflorou nitidamente. Sem jogar, ele comprovou a sua qualidade.

Michel é o "arrumador de time". Com ele, os zagueiros melhoraram, Maicon e Cícero não comprometeram e Ramiro pode resistir bem em sua volta após longa parada. A cereja do bolo em sua atuação,o golaço de cabeça.

Alisson e Jael cumpriram uma função tática invejável; com eles, o River começou a ter problemas na armação das jogadas e como um time sem soluções ofensivas, passou a levantar a bola para área, consagrando os já consagrados Geromel e Kannemann.

Os que entraram não comprometeram.

O Grêmio entrou "tinindo, trincando" e mereceu o reconhecimento da imprensa portenha.

A partida da volta poderá ter outro desfecho, a vaga está em aberto, o River é do "ramo"; no entanto, hoje devemos elogiar o desempenho do Tricolor. É um momento, um instantâneo, mas se confirmar a ida para a final, esta partida em Buenos Aires jamais será esquecida.

Show de bola. Show do maestro Renato.




Opinião



Vitória gigante e inesquecível

Que partida! O Tricolor realizou uma das melhores partidas dos últimos anos em termos táticos.

Muito disso se justifica pela correta escalação do meio. Eu, particularmente, escalaria este time com Mateus Henrique no lugar do Ramiro, porque entendia que Michel e Ramiro, dois retornos,  isto era muito arriscado; mas deu certo.

O River Plate foi amarrado taticamente; Grohe fez duas defesas importantes na primeira fase e uma no segundo tempo. Acrescentem uma cabeçada de um zagueiro por cima da trave e mais nada. 

O River é ruim? Claro que não, tanto que pode devolver o placar na Arena na semana que vem. O mérito é total da equipe gremista.

A titularidade de Michel é a maior obviedade; sua ausência só justificava pela sequência de lesões. Agora não tem desculpa. O time começa a ser definido; começa pelo camisa 5.

Ele fez crescer o miolo de zaga e ainda foi decisivo na frente. A briga será entre Maicon e Cícero.

O triunfo poderia ser mais fácil se contássemos com Éverton e Luan, seus reservas confirmaram que são isso: Reservas (Alisson e Jael), porém, a atuação desta dupla em termos táticos e de entrega foi fundamental para que os defensores recebessem os portenhos com bolas quase rifadas. Foi "bafo no cangote" o tempo todo.

Muito difícil eleger os melhores; eu ficaria com três: Geromel, Kannemann e Michel; não necessariamente nesta ordem.

A vaga segue indefinida, como escrevi anteriormente, estas são as maiores semifinais da história do torneio, além disso, o Tricolor pode ter Bressan. Bressan e Var. Problemaço.

Amanhã, mais calmo, tratamos melhor desta vitória.




segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (202) - Ano - 2001


Um Tango em Três Cores

Fonte:www.gremistas.net.br

Eu poderia postar sobre a vitória pela Libertadores de 2002, 2 a 1 em Nuñez, grande jornada, para ilustrar esta crônica; ela era "mais a ver" com o momento; porém, um ano antes, no mesmo Monumental de Nuñez, ninho dos "Millonarios", o Grêmio fez uma de suas maiores apresentações nas últimas décadas. Foi um show de bola. Merece ser lembrada aqui.

No dia 22 de Julho daquele ano pelo falecido Torneio do Mercosul, o Grêmio de Tite encarou o River Plate de Ramon Diaz, ex-craque e treinador que marcou época na história do clube.

O Tricolor utilizou: Danrlei; Marinho, Anderson Polga e Claudiomiro; Anderson Lima, Gavião, Zinho e Rubens Cardoso; Rodrigo Gral (Rodrigo Mendes) e Fábio Baiano (Guilherme).

Os locatários tiveram: Constanzo; Lombardi, Ayala, Sarabia e Franco; Pereyra, Astrada, Cambiasso (Maxi Lopez) e D'Alessandro; Ortega e Cardetti.

Logo aos 8 minutos, o Tricolor abriu o placar com Anderson Lima batendo falta com perfeição. 1 a 0.

Aos 24 minutos, Danrlei evitou o empate numa cabeçada de Cardetti, porém, aos 33, a defesa gremista se atrapalhou, a pelota sobrou para o canhoto Cambiasso bater e deixar tudo igual. 1 a 1. 

Aos 35 minutos, Leonardo Astrada salvou em cima da linha o cabeceio de Claudiomiro. Aos 40 foi a vez do arqueiro argentino defender chute de Rodrigo Gral. Estava barato para o River Plate. Assim ficou a primeira etapa.

Logo no início da etapa final, aos 8 minutos, Paulo César Tinga (foto acima) aparou rebote de Constanzo e pôs o Imortal à frente no marcador. 2 a 1.

Carlos Gavião perdeu a bola no meio, o ataque platino avançou e Claudiomiro cometeu penalidade máxima em Cardetti , que Ariel Ortega converteu. Decorriam 20 minutos.

Quando Franco fez falta grave em Fábio Baiano e recebeu o cartão vermelho, o time locatário sentiu e a reação ficou prejudicada, o nocaute era questão de detalhes.

Aos 35 minutos, Anderson Polga avançou pela meia direita, desferiu um chute sinuoso que acertou o ângulo superior esquerdo do goleiro Constanzo. Golaço!!! 

Aos 42 minutos, após excelente troca de passes na zona ofensiva, Anderson Lima serviu Zinho que com calma e categoria, colocou no canto direito do arco, definindo o placar final. 4 a 2.

Fonte: Arquivo pessoal do amigo Alvirubro

Segue o compacto:













domingo, 21 de outubro de 2018

Opinião


A Palavra da Hora: Superação

O mundo esportivo gaúcho respira Libertadores; os gremistas em especial, porque vislumbram o clube novamente no centro das atenções do mais importante torneio que os sul americanos disputam.

Pois neste momento importante, o Tricolor se vê privado de dois dos seus melhores jogadores, Éverton e Luan. Não é pouca coisa.

Poderia ser pior; imaginem numa partida em que o Grêmio vai ser muito atacado, em vez das defecções desta dupla de ataque fossem Kannemann e Geromel os lesionados, neste caso, eu usaria a frase preferida de um antigo treinador que está no desvio: -"É difícil, é complicado", para justificar a apreensão.

O Tricolor vai ter que se superar, os atletas escolhidos para iniciarem a decisão devem estar conscientes da grandeza do instante e de uma chance única de afirmação.

Mateus Henrique, Jean Pyerre, Michel, Thaciano, Alisson e Pepê, enfim, os que forem os eleitos por Renato, poderão repetir Mário Fernandes e Walace que entraram em "fogueiras", cada um em Grenais e adquiriram a maioridade futebolística e o reconhecimento dos torcedores e crônica.

Será um teste de fogo para os substitutos, mas é assim em clube grande. O Íbis não tem esse problema.

Arrisco uma escalação: Marcelo Grohe; Leonardo Gomes, Pedro Geromel, Walter Kannemann e Bruno Cortez; Maicon, Mateus Henrique, Cícero e Thaciano; Jael e Alisson.

O Imortal precisa viabilizar o segundo jogo, o da Arena; precisa segurar o River Plate.

 Mas não está proibido ganhar na Argentina. 




sábado, 20 de outubro de 2018

Opinião



Mal escalado, Grêmio ainda sobreviveu no Independência

Pela formação inicial do Grêmio hoje no Independência é que surgem ilações (talvez certezas) que muito treinador não é soberano na escolha dos jogadores que entram em campo.

Novamente, não tem explicação "racional" para a escolha de Marcelo Oliveira, o que entortou o time, virou uma meleca que só foi consertado (o time) com a saída do capitão nesta jornada. Incompreensível a escolha nos pontos de vista tático e técnico.

A manutenção inevitável de Bressan pela escassez de atletas para esta partida, tornou proibitiva a escolha de Marcelo Oliveira, tendo Juninho Capixaba à disposição. Renato não precisava ter feito o pernicioso malabarismo tático para escalar o contestado lateral esquerdo. Sorte que era o América Mineiro e seus, agora, sete jogos sem vitória.

Paulo Victor foi bem; garantiu o empate. A linha defensiva foi um horror, pois Madson, Bressan e Marcelo Oliveira foram mal. Juninho Capixaba pouco acrescentou defensivamente, mas tem a seu favor (atenuante), o improviso inicial, ainda assim, ele foi decisivo na busca pelo empate, sofrendo a penalidade claríssima na etapa final.

Passando para o meio de campo; gostei da volta de Michel, vira alternativa para Terça-feira, o mesmo serve para Mateus Henrique que "bateu um bolão", dentro das possibilidades da partida e da massaroca inventada por Renato. Outro que pode ser escalado para o confronto no Monumental de Nuñez.

Jean Pyerre é outra boa novidade da partida, o mais lúcido; bateu com categoria a penalidade máxima. Kaio, discreto, porém me surpreendeu numa função que desconfiava que não tinha aptidão para fazê-la; o "corredor direito" do meio. Thonny Anderson, um dos piores, segue prejudicado pela posição em que é escalado.

Os que entraram: Pepê ajeitou a disposição dos jogadores em cancha, só isso, já é mérito. Douglas, um dos piores. Sua entrada enterrou de vez a chance do Tricolor sair com vitória de Minas Gerais e Vico; bem esse jogador, eu descobri a sua posição: Reserva. Incrivelmente, ele esteve na primeira lista da Libertadores, lógico, como reserva; no time de transição de Cesar Bueno no início do Gauchão, Vico foi reserva e agora, enquanto os titulares ficaram em Porto Alegre, ele foi reserva dos reservas.

Com tudo isso, se o São Paulo perder para o Furacão neste Sábado, por mais estranho que possa parecer, o Tricolor gaúcho ganhará vaga no G-4.

Seguem lances da partida:


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Opinião




Vestibular ou Tendência à Distração?

Este jogo de amanhã em Minas Gerais contra o América, nesta semana passou "oculto", desconsiderado quase, justificadamente escondido pela grandiosidade do momento que o Tricolor vive, por isso a necessidade imperiosa de escalar um "misto frio"; ou seja, 100% constituído por suplentes.

Aí fica uma dúvida: O elenco (titulares e reservas) que está em Minas vai encarar a chance como um vestibular para adquirir o "passaporte" para Buenos Aires ou diante da "indiferença" geral da imprensa e Nação Tricolor vai cumprir apenas uma formalidade?

Lógico que estou tratando daqueles que estão entre os inscritos na turma da Libertadores: Michel, Paulo Miranda, Mateus Henrique, Thonny Anderson, Thaciano, Jean Pyerre, Pepê, Paulo Victor e até Douglas.

Acho que eles vão encarar seriamente esta oportunidade; vão fazer um bom enfrentamento contra o Coelho e de quebra, botar o Tricolor no G-4 nesta rodada.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018


Álbum Tricolor (130)
HERCÍLIO
Revista do Grêmio
Nome: Hercílio Leopoldino Duarte.
Apelido: Hercílio; Loquinha.
Posição: Atacante.
Data de nascimento: 29 de Janeiro de 1931, Porto Alegre, RS.

JOGOS PELO TIME PRINCIPAL DO GRÊMIO
101 jogos (75 vitórias; 13 empates; e 13 derrotas). 39 gols.

ESTREIA NO GRÊMIO
08.02.1955 - Grêmio 3x1 Estrela Vermelha (IUG) - Amistoso
GFBPA: Sérgio; Aírton e Altino; Roberto, Raul (Sarará) e Ennio Rodrigues; Tesourinha, Zunino, Delém (Hercílio), Itamar e Torres.
Técnico: Foguinho.

ÚLTIMO JOGO PELO GRÊMIO
13.07.1958 - Grêmio 3x0 Sá Viana FC - Amistoso
GFBPA: Germinaro; Aírton (Orlando) e Mourão; Leo, Elton e Ennio Rodrigues; Hercílio (Adroaldo), Gessy, Juarez, Mílton e Vieira.
Técnico: Foguinho.

CARREIRA
Nacional/POA-RS (1952 a 1955); Grêmio-RS (1955 a 1959); São José/POA-RS (1959); Taquarense-RS (1959 e 1960).

GRENAL ATUANDO PELO GRÊMIO
4 jogos (2 vitórias; e 2 derrotas). 1 gol.

TÍTULOS PELO GRÊMIO
Campeonato Gaúcho – 1956.
Campeonato Gaúcho – 1957.
Campeonato Metropolitano – 1956.
Campeonato Metropolitano – 1957.

(*) Os dados aqui publicados não são oficiais. Dizem respeito às informações contidas no arquivo do autor.

Por Alvirrubro.

FONTES:
- Jornal “Correio do Povo”.
- Jornal “Diário de Notícias”.
- Revista do Grêmio.
- Arquivo Pessoal.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Opinião



O Nome que esqueci Ontem

Na postagem mais recente, eu esbocei um provável Grêmio para encarar o River Plate na semana seguinte, dia 23. Além de demonstrar otimismo pela recuperação de todos os lesionados, deixando apenas Luan como ponto de interrogação.

 Ponto de interrogação esse que na minha análise de ontem, coloca vários postulantes à vaga, implicando variações táticas por conta da (possível) ausência do camisa 7.

Lá estão Jael, Alisson e até Cícero mais adiantado, considerando as inclusões de Michel e Mateus Henrique ao mesmo tempo. Resumindo: Luan faz muita falta.

Mas hoje à tarde um nome me veio como uma boa alternativa para a vacância de Luan; trata-se de Thonny Anderson. É um baita risco, entretanto, é hora da verdade. Esses quatro clubes que restaram na Libertadores, em tese, tem o dever de contar com elencos prontos para estas situações. 

Como ilustração: Djalma Santos jogou apenas uma partida em 1958, a final diante da Suécia e ele rebentou. Batista, volante do Inter, só virou titular na última partida do bicampeonato brasileiro do Inter em 1976, após entrar na semifinal e fazer ótima jornada. 

Em 1970, o grande goleador do Fluminense, Flávio, ficou fora do quadrangular final do Robertão (antigo Brasileiro); entrou Mickey, eterno reserva; resultado, o Flu foi campeão e o substituto fez todos os gols daquela fase final, gols esparramados nos três confrontos contra Palmeiras, Cruzeiro e Atlético Mineiro.

Então poderia ser assim: Marcelo; Léo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Michel, Maicon, Ramiro e Mateus Henrique; Thonny Anderson e Éverton.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Opinião


A Maior Semana do Ano

Há sete dias do super encontro com o River Plate, o Imortal inicia com turbulências e incertezas. Incrível, mas brotam notícias que podem desestabilizar o elenco até a chegada da Terça-feira "gorda", aquela de 23 de Outubro, aniversário de Pelé, 78 anos do Rei.

O Tricolor acabou a partida diante do Palmeiras com apenas quatro titulares e uma nuvem negra sobre o craque do time, Luan.

Como sou otimista, tenho convicção que os onze que Renato fará "adentrar" no gramado do Monumental de Nuñez serão: Marcelo Grohe; Leonardo Gomes, Pedro Geromel, Walter Kannemann e Bruno Cortez; Michel ou Mateus Henrique, Maicon, Ramiro e Cícero ou Alisson, Jael ou Luan e Éverton.

A grande dúvida que poderá mexer na estrutura do time é Luan, os demais, acho que vão para o jogo. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Opinião



Injustificáveis

É claro que Renato entende de futebol muito mais do que eu e, talvez, mais do que a maioria que acompanha este blog, por isso, aos olhos de quem não vê outro interesse que não seja o bem do clube, certas atitudes, certas tomadas de decisões, elas não se justificam racionalmente.

A insistência com Marcelo Oliveira numa posição que não é a dele, após inúmeras demonstrações de incapacidade para jogar ali onde é escalado é uma.

O camisa 26 marca à distância, dá o bote quase sempre nas pernas dos adversários, recebe a famosa "bola nas costas" sempre torto, tentando cabecear, geralmente de costas e consagrando qualquer estratégia dos rivais que optam pela jogada ofensiva naquele pedaço do gramado. Está provado: Marcelo Oliveira não sabe jogar ali (nem sei se jogaria noutra posição).

A escolha de Bressan é outra tomada de decisão equivocada e suicida, especialmente se há a alternativa de Paulo Miranda, jogador cascudo que vem numa crescente, mesmo sem ter sequência. Pode formar dupla com Kannnemann ou Geromel, tranquilamente quando necessário.

Retomando o raciocínio: Bressan em todos os jogos (vou grifar: em todos os jogos) comete pênaltis, penalidades essas infantis; não se trata do cômico e tradicional "agarra-agarra" dentro da área, mas verdadeiros golpes de judô, os "ippons" que a incompetência (ou seria benevolência?) dos árbitros safa o Imortal de "poucas e boas" dentro das contendas.

A situação complica quando o treinador (que é competente, disso não tenho dúvida) insiste na manutenção da dupla Cícero-Maicon ao mesmo tempo, mantendo arquivado Michel ou relutando em apostar no garoto Mateus Henrique. Aí vira festa, piquenique, convescote para os adversários. O drama chega ao ponto de muitos sentirem saudades de Ramiro. Ora! Ramiro é titular, mas um titular por absoluta falta de ousadia do treinador ou incompetência dos postulantes a vaga. Em condições normais, Ramiro nunca poderia ser titular "inquestionável".

As hipóteses para tão esdrúxulas escolhas dão margem a especulações que veem as causas disso, distantes do que ocorre dentro das quatro linhas no universo futebolístico; exemplificando: Ontem, assistindo ao canal 24 da Net, a recém criada RDC (Rede Digital de Comunicações), gaúcha que tem o programa 2 Toques, um dos participantes lembrou que Éverton, o Cebolinha, está com novo empresário e, coincidência ou não, após esse evento, ele passou a ser convocado para a Seleção, nesta última, o único que atua no Brasil.

O jornalista informou, Éverton possui o mesmo empresário que gerencia a carreira do treinador Tite.


domingo, 14 de outubro de 2018

Opinião



Grêmio perdeu naturalmente

O Tricolor pareceu gado indo para o matadouro nesta partida contra o Palmeiras. Jogou de cabeça baixa, distraído e desmontado desde o vestiário.

A escalação definida por Renato já era prenúncio de imensas dificuldades; Paulo Victor, Leonardo Gomes, isto  era consenso e bom senso, mas Bressan e Marcelo Oliveira juntos, isso nunca deu certo, não seria hoje que iria contrariar a lógica.

Pois justamente contra o líder na casa dele, um time que está invicto há tempos, que levou apenas 3 gols depois que Luiz Felipe assumiu, Renato desafia o histórico dessa dupla defensiva, resultado: dois gols em cima do Bressan e toda a estratégia ofensiva palmeirense calcada em cima do "furo" Marcelo Oliveira. Lembro que não tenho nada pessoal contra eles, apenas não vejo futebol suficiente para integrar o elenco gremista. 

A manutenção de determinados jogadores no elenco resulta nisso, isto é, uma hora eles vão jogar todos ao mesmo tempo. Jael não serve, Marcelo Oliveira não serve e Bressan, igualmente, não serve. Este último, vai, volta, vai, volta. Não gosto de jogador que a gente lembra "teve uma vez que ele salvou o time" ou "olha, ele entrou numa fria e correspondeu". Isso é exceção. Não dá para pautar escalações ou firmar conceitos por raros momentos de aprovação. 

O Palmeiras jogou mal, mas encontrou um oponente sofrível, que não exigiu uma única defesa de Fernando Prass; ainda assim, para vencer, necessitou de duas falhas do mesmo atleta para converter seus gols.

Esta semana assisti duas das piores partidas deste ano, uma, a decisão da Copa do Brasil, outra, esta recém finalizada. Foi duro, um castigo para os olhos.

O menos ruim foi Leonardo Gomes, Geromel sentiu a parceria, Cícero é aquilo ali mesmo; "daqui não saio, daqui ninguém me tira"; joga numa "tirinha do campo", como atenuante, salvou um gol certo.

Marinho, Alisson, Jael, André, nulidades. Maicon ganhou o prêmio de "o burocrata do ano", partida perfeita para enganar os distraídos.

Luan, uma andorinha isolada, cercada por mediocridades. Saiu machucado. Problemaço.

Agora são dois jogos sofríveis para a estatística. 

sábado, 13 de outubro de 2018

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (201) - Ano - 1961


Quando o Verde vira "Stop"
 
Fonte:https://br.pinterest.com

O Palmeiras virou a parada mais indigesta para o Imortal entre os 12 maiores clubes do Brasil. É incrível; o Tricolor tem apenas 20 por cento de vitórias nos 92 confrontos que realizou contra os palestrinos. Em duas raras oportunidades, ele bateu o Palmeiras como visitante; isso só ocorreu neste século, o XXI.

O primeiro embate fora de casa ocorreu em Setembro de 1961 no lendário estádio do Pacaembu e foi a partida de volta da antiga Taça Brasil. Em Porto Alegre, o Grêmio levou um 0 a 3 impiedoso.

O técnico Foguinho utilizou: Irno; Altemir, Airton e Ortunho; Elton e Brandâo; Marino, Gessy, Paulo Lumumba (Cardoso), Milton e Vieira.

Armando Renganeschi usou: Valdir; Djalma Santos, Valdemar Carabina e Jorge; Zequinha e Aldemar; Gildo, Zeola, Vavá, Chinesinho e Fernando.

O primeiro tempo foi bem movimentado, com o Grêmio jogando de igual para igual, pois precisava reverter o resultado de Porto Alegre. Aos 17 minutos, após cruzamento de Altemir, a zaga alviverde paralisou, Gessy (foto acima) recebeu de costas; girou e bateu no canto direito de Valdir Moraes. 1 a 0.

O Palmeiras empatou ainda no primeiro tempo, aos 26 minutos, após Djalma Santos lançar o gaúcho Chinesinho; este, driblou dois adversários e rolou para Zeola bater cruzado, vencendo Irno.

Na segunda etapa, o Tricolor não conseguiu alcançar o tento que forçaria o terceiro jogo, a negra, pois não havia o saldo de gols como forma de desempate.

Os grandes destaques foram Djalma Santos (fase final) mais Milton e Vieira pelo lado gremista.

Com esse empate conjugado com a vitória na capital dos pampas, o Palmeiras se habilitou a passar de fase.

Em 2012, Copa do Brasil, com Luiz Felipe de técnico, o Verdão repetiu o fato, meteu 2 a 0 em Porto Alegre e segurou o 1 a 1 em São Paulo, indo à frente e conquistando o certame.

Neste Brasileiro de 2018, o Grêmio chega a 29ª rodada numa verdadeira encruzilhada; pega o líder Palmeiras que está com 5 pontos de vantagem, se não vencer, com certeza, estará dando adeus ao título e reforçando a mística de parar diante deste oponente.

Hora boa para quebrar o tabu e tentar embalar na competição.

Fonte: Arquivo pessoal do amigo Alvirubro