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segunda-feira, 16 de março de 2026

Opinião



Efeito Orloff 

Para quem não viveu ou não se lembra, recordo uma propaganda na televisão (1985), vencedora de vários prêmios de publicidade, em que, num bar, um homem mostrava para o outro a importância da escolha da vodca. - Quem é você? — Eu sou você amanhã. Isso indicava que, ao optar por um produto de qualidade, ele estaria bem.

Logo, o Efeito Orloff ganhou mais dimensão e passou a indicar os efeitos das economias da Argentina e Brasil. O que acontecia lá, iria acontecer aqui e, mais tarde, na sabedoria popular, para várias situações das pessoas e instituições. Virou bordão "eu sou você, amanhã", até para justificar um conselho afetivo a um amigo.

Pois bem, ontem eu vi na íntegra a partida do Coirmão versus o Bahia e, lógico, lembrei que 2025 e 26 poderão ser o 2003/04 do Grêmio, quando, no primeiro ano (03), o Tricolor escapou na última rodada do rebaixamento, muito graças ao treinador Adilson Batista, que barrou o arqueiro Danrley e contou com os bons momentos do primeiro "novo Ronaldinho", Bruno Neves, e o avante Christian.

O clube escapou e não entendeu nada do que ocorreu no ano anterior. Caiu, ocupando a zona de rebaixamento desde a primeira rodada.

O Inter, ao que parece, pode estar consagrando o Efeito Orloff. Não entendeu que Ceará e Fortaleza contribuíram muito para a permanência dele. Ficou acreditando que sobreviveu pela mística de  Abel Braga. 

Ele,  a massa torcedora e a imprensa gaúcha, principalmente. Era um "absurdo" admitir que Ramón Diaz salvou o Inter no Castelão. Optou-se por uma versão mais épica e simpática.

Sobre o Grêmio:

Atuar em Chapecó é quase jogar em casa; há a dificuldade do gramado artificial, mas, independentemente de nomes na escalação, a tendência é de vitória. Precisa se impor.

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