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quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Opinião




Brasileirão pode dar 9 vagas para a Libertadores/22 

Como a final do torneio continental será entre dois clubes brasileiros, que estão muito bem colocados no Brasileirão, Flamengo e Palmeiras, o G6 já virou G7.

Existe a possibilidade do Atlético Mineiro ou Flamengo também abocanharem a Copa do Brasil aumento para 8 as vagas. Finalmente, o A. Paranaense (com chances na Copa do Brasil) e Bragantino, ambos vivos na Sul Americana, ficando bem colocados no certame nacional, ganhando este torneio, as vagas para a Libertadores da América do ano que vem serão 9.

Olhando para tabela, qualquer um nota os descaminhos do Grêmio neste 2021. Ele observa esse quadro como uma miragem.

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Opinião



A Última Passagem de Luiz Felipe 

Por conta do turbilhão de maus resultados que o Grêmio vive neste Brasileirão, poucos (ou ninguém) tem se dado conta que esta quarta passagem de Luiz Felipe pelo Tricolor será a sua última.

Em Novembro, ele completa 73 anos e é pouco provável que terá outra chance no Imortal até porque a atual não entusiasma. Ele está tendo imensas dificuldades para sair da zona de rebaixamento.

Com ele, são 12 jogos, isto é, em quase 2/3 das partidas disputadas pelo clube, ele foi o comandante técnico. 

Com o imbróglio administrativo onde se meteu, o Sport deve ser o mais provável rebaixado ao lado da Chapecoense, Felipão terá sua tarefa facilitada, pois necessitará ultrapassar apenas mais dois concorrentes na tabela. E lá permanecer ou avançar.

Assim como Oswaldo Rolla (Foguinho) em 1976 no Tricolor e Felipão no próprio Cruzeiro, ano passado, esta derradeira passagem dele pelo Grêmio, será a mais discreta.


segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Opinião




A Ausência de Protagonistas

O fiasco gremista no Brasileiro tem ponto de partida e uma causa muito evidente. Até Luiz Felipe não resistiu e fez menção em sua entrevista no pós-jogo: ganhar apenas 2 pontos em possíveis 24, isto é, 8% de aproveitamento. Façanha do técnico que substituiu Renato Portaluppi. Um estrago maior do que causaram Julinho Camargo e Enderson Moreira. A cereja do bolo dos momentos de incompetência da gestão de Bolzan Jr. 

Mas não é só isso. É isso principalmente, porém, a ausência de bons jogadores no setor vital do time, um depósito de jogadores medianos acrescido (esse depósito) de contratações açodadas que pouco somaram (Villasanti) ou nada (Campaz) + um centro avante que vem dando boa resposta, mais ainda, longe do que se exige de quem tem 14 milhões de gastos mensais em folha salarial.

Junto  a isso, os intermináveis afastamentos de Geromel e Kannemann (que chegam a ser inexplicáveis) retiram das quatro linhas, as lideranças do time. Aquele jogador capaz de pegar uma bola dentro da sua goleira, após um revés, botar embaixo do braço, gesticular pedindo calma, gesto confundido com "não foi nada, podemos reverter" e começar a reação.

Alguém poderá dizer: há Rafinha, ele assumiu esse papel. Verdade! no entanto, involuntariamente, ele representa um desta série profícua de equívocos, que a Direção brindou o seu torcedor. Por que? Porque Rafinha não consegue ser titular na sua posição e só está jogando, pela absoluta pobreza qualitativa dos verdadeiros laterais esquerdos.

Aliás, sobre equívocos, a Direção cometeu um bem oneroso para o clube, a de trazer um coadjuvante de luxo (Douglas Costa) para ser o que nunca foi na carreira, um protagonista apto para liderar técnica e animicamente o elenco gremista.

Sorte que o Grêmio só precisa ser melhor do que 4 concorrentes numa competição de 20.

domingo, 26 de setembro de 2021

Opinião




Mediocrizando em Curitiba 

Viajando no horário do jogo, pude acompanhar pelo rádio (revezamento entre a Guaíba e Gaúcha por força do sinal) e os analistas destas emissoras viram a mesma partida e uma única conclusão: o Tricolor foi medíocre.

Assisti o compacto. Ele apresentou uma defesa em péssima jornada (Ruan e Rodrigues), o meio de três volantes envolvidos, porque os gols acontecem em tramas que começam no meio e o ataque gremista passou em branco.

Sem ter maiores subsídios para comentar o confronto, fico com algumas reflexões que já expus aqui e outras que estavam alinhavadas e não foram postadas:

a) Escrevi a postagem denominada Freando o Entusiasmo, porque desconfiei que o Flamengo entrou mole contra o Tricolor. Imagino que fez o mesmo diante do América Mineiro neste final de semana

b) Luiz Felipe tem um modelo de time que ele não abre mão, mesmo que os melhores do setor fiquem de fora, por características diferentes deste modelo. Ele resiste à inovações no futebol, mesmo que o clube seja penalizado 

c) As vitórias contra Cuiabá, Bahia e Ceará foram vitais para o clube não se abalar psicologicamente, ainda que sejam clubes de compor o segundo bloco da tabela. Não dá para esquecer desse detalhe

d) Escrevi também, que o treinador (e uma parcela da torcida) não tem paciência com os jovens, eles tem que rebentar em todos os jogos, caso contrário, não servem. Já os cascudos ...

e) Darlan desarquivado na base do - Vai lá e resolve

f) Uma reflexão minha não escrita anteriormente: 

    - Thiago Neves no Sport - Ótimo

    - Robinho no Coritiba - Correto

    - Tiago Nunes no Ceará - Normal

    - Thiago Santos no América Mineiro - Sensato

    - Alisson no Bahia - Coerente

    - Lucas Silva - Contratação para encher o aeroporto para ... Goiás, Cruzeiro ou Vasco da Gama

Passa por isso também, as imensas dificuldades do Grêmio não sair do atoleiro.

Vai sair do rebaixamento; porém, sendo repetitivo: passará com média 5, quando deveria ser 7 ou 7,5.

Nunca dá para esquecer que é o Grêmio de Luiz Felipe e suas convicções (imutáveis) que incluem Thiago Santos, Alisson, Lucas Silva no coração do time.

Isso tem um preço. Para o clube e para a torcida.





sábado, 25 de setembro de 2021

Opinião



Importância Tática não é Sinônimo de Ruindade

Incrível como certas pessoas ligadas ao futebol, em especial, os treinadores, manipulam determinados termos ou expressões a ponto deles/delas se distanciarem de seu real significado. 

Há vários, me detenho numa expressão, a que dá título ao post. Pergunto; quando foi, onde está escrito, que para ressaltar essa qualidade do atleta, ele precisa ser limitado e protegido pelo treinador?

Vou citar diversos exemplos de jogadores com importância tática para o time de inegável contestação. 

- Tadeu, que no Grêmio virou Tadeu Ricci. Ele foi o mais cerebral atleta que vestiu a camisa do Tricolor, Sem o camisa 8, o time virava refém dos adversários. Possuía todas as qualidades que se exige de um profissional dentro e fora das quatro linhas. Organizador, maestro sempre

- Valdo, outro jogador cerebral, polivalente, incansável, disciplinado taticamente, mas capaz de improvisar, quando necessário

- Paulo César Tinga, com ele em campo, seu time se multiplicava, parecia atuar com 12; era técnico, disciplinado e, como disse, múltiplo

- Mauro Galvão; sua passagem pela Europa lhe deu a pós-graduação que complementou a arte de jogar futebol. Com ele, um 3-5-2 virava qualquer outro esquema tático, sem necessidade de mudança de nomes

- Por fim, um exemplo mais recente: Luan; sua movimentação como um 9 movediço permitiu que o Tricolor extraísse o máximo dos atletas do meio e frente em 2016. No ano seguinte, Luan recuou com a chegada de Lucas Barrios e flutuou atrás das linhas de meio dos adversários, deu assistências aos atacantes gremistas e entrou na área várias vezes. Sua queda de rendimento coincidiu com a queda de todo o time. Foi o ocaso de uma Era vitoriosa

Há inúmeros outros exemplos de jogadores com importância tática inquestionável; me detive em alguns do nosso time.

Querer justificar a escalação de atletas medianos ou insuficientes com esse predicado, além de prejudicar o time, arranha o verdadeiro significado desta expressão.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Opinião



Aquele Momento 

Algumas postagens atrás, eu mencionei a encruzilhada que o treinador teria que encarar, isto é, entre os seus preferidos e os que realmente chegaram para qualificar o time. Com o fim das lesões, aquele momento chegou.

Douglas Costa, Ferreira, Villasanti, Borja e Campaz, em tese, não foram contratados para assistir os jogos do banco de reservas. Eventualmente, sim.

Com a escancarada predileção do técnico por Thiago Santos, Lucas Silva e Alisson, ficam poucas vagas do meio para frente; um delas, certamente é de Borja.

Quem sobrará ao longo do returno?

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Opinião



Freando o Entusiasmo

Devo ter assistido 2/3 do Flamengo 2 a 0 Barcelona (Equador). Perdi o início, perdi o final, mas deu para confirmar minhas suspeitas da jornada contra o Grêmio (0 a 1): o Rubro-negro "tirou o pé" diante do Tricolor.

Mesmo apresentando alguns defeitos de marcação, o Flamengo tem muito recurso técnico que em breves arrancadas, essas viram vantagem no placar. Mérito dos craques.

Então, sem reduzir a bela atuação gremista na vitória no Maracanã, a torcida e especialmente, jogadores e Comissão Técnica devem estar conscientes, que o esforço contra o Atlético Paranaense terá que ser igual ou superior aos despendido no Domingo.

Vencendo ou tendo uma boa atuação, aí, com certeza, o terreno estará pavimentado para sair do Z-4.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Opinião




Fim de Contrato 

A Zero Hora de hoje traz uma pequena lista de atletas gremistas que terão seus vínculos encerrados no final do ano: Rafinha, Diego Souza, Victor Ferraz, Luiz Fernando, Léo Pereira e Bruno Cortez.

Sinceramente, não vejo razões para qualquer esforço na renovação destes seis. 

Mesmo Rafinha, Diego Souza e Bruno Cortez que possuem belas biografias, não deverão com mais um ano de vida e um calendário cada vez mais cruel, apresentar igual ou melhor rendimento do que o do presente.

O negócio do Grêmio é pensar em renovação geral do grupo, começando por eles.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Opinião




O Que uma Grande Vitória Faz 

Além de se aproximar da linha que demarca o Z-4, quase botando o pé para fora dela, bater um dos times mais fortes da América, candidato aos títulos da Libertadores, Copa do Brasil e até mesmo, do Brasileirão, o momento gremista faz emergir alguns dados bem interessantes, como por exemplo, ter tomado apenas 1 gol nas últimas 5 partidas do campeonato brasileiro, por azar, que lhe custou a derrota em casa para o Corinthians. É ao lado do Flamengo, a segunda defesa menos vazada, mesmo sem contar com Kannemann e Geromel, utilizar variadas formações no meio de campo, ironicamente, um atleta muito contestado, Alisson, o único a atuar em todas as partidas.

Também, o Grêmio é o único clube que ganhou 4 partidas das últimas 5 disputadas, lhe valendo 12 pontos (80%), algo que nem o líder Atlético Mineiro conseguiu.

É cedo, mas a recuperação do time parece ser algo sem volta. 

Vamos ver até onde ainda poderá chegar.*** (Frase corrigida posteriormente à postagem inicial).


domingo, 19 de setembro de 2021

Opinião



Grêmio quebra o Jejum diante do Flamengo 

E aquela velha situação apareceu novamente, qual seja: a Surpresa somente ocorre de surpresa.

Tinha quase certeza que o Tricolor da forma como foi escalado mais a sequência de enfrentamentos com o Flamengo, só favoráveis ao clube carioca, faria o Grêmio voltar com mais um resultado desfavorável. Deu o contrário. Felizmente.

O Tricolor entrou com uma postura muito retraída;  por conta disso ou de uma jornada infeliz do Rubro-negro (talvez, ambas), conseguiu neutralizar o setor ofensivo a ponto de Gabriel Chapecó fazer uma única defesa difícil.

No final da primeira etapa, ainda foi premiado por uma bola bem alçada para a área e Borja acertou mortal cabeçada fazendo o 1 a 0, placar que acabou definitivo, depois de quase duas horas de jogo.

No primeiro tempo, Ferreira, Borja e Lucas Silva foram os grandes destaques. Muita combatividade, entrega imensa com lances consequentes.

No período final, Lucas Silva seguiu muito bem e viu Vanderson e Villasanti crescerem, sendo as duas grandes figuras desse tempo ao lado dele. 

Porém, aquele que se destacou de forma integral, isto é, em toda a partida, foi o zagueiro Ruan. Uma lástima ter sido vendido. É o melhor zagueiro do Tricolor neste 2021.

Mesmo vendo que a partida se encaminhava bem para o Grêmio, houve momento de apreensão nas trocas (absolutamente necessárias), pois todos que entraram, enfraqueceram o time, apesar do espírito de combatividade. Léo Pereira, atrapalhado, Matheus Sarará não guardou a posição como Lucas Silva, Cortez e Diogo Barbosa não apareceram. A exceção foi Brenno que manteve o padrão no arco gremista.

Luiz Felipe conseguiu amarrar Renato que teve que tirar Éverton Ribeiro por lesão; ali o Flamengo desabou.

O ponto negativo foi a cobrança horrível da penalidade máxima; Borja que anteriormente, mesmo fazendo o gol, batera mal contra a Chapecoense. Ele parece acertar a bola muito acima do recomendado, saindo uma batida fraca e previsível.

Desconfio que essa escalação só funciona em situações como essa: fora de casa e adversário bem superior tecnicamente, mas isto é preocupação para mais adiante. Por hora; o recomendado é comemorar uma vitória fantástica pelo acréscimo na tabela, mas principalmente, pela recuperação do combalido estado anímico que vigia até este rodada.

Para mim, uma grande surpresa essa vitória.

Não esperava mesmo.



sábado, 18 de setembro de 2021

Opinião



Receita Infalível 

Amanhã, eu tenho convicção que, se estiver perdendo a partida, Luiz Felipe lançará o menino Campaz na etapa final.

Caso jogue bem a ponto de reverter um placar adverso, a resposta estará na ponta da língua: O lançamento dele foi planejado detidamente, para que este momento lhe fosse favorável. Poupado nas partidas anteriores, ele cumpriu estágios que lhe possibilitaram a boa atuação.

Se for o contrário, isto é, se não conseguir ir bem, uma fala alternativa será posta em prática: A má atuação dele reforça o discurso da Comissão Técnica, ou seja, ele ainda não está pronto para assumir uma vaga no time e, até, entrar no meio dos jogos. 

Los Invictos.


sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Opinião




O Olho mais Preto da Gateada 

É muito ruim jogar em sequência contra um dos melhores times do continente em seu estádio; pois o Grêmio foi "contemplado" com isso.

Se o Flamengo não fez muito esforço para o jogo de volta da Copa do Brasil, ainda assim, ganhando por 2 a 0, naturalmente, o que se pode esperar deste confronto de Domingo, quando o Rubro-negro terá a sua equipe reforçada e com apetite para perseguir os líderes do Brasileirão?

Para complicar, embora eu seja opinião quase solitária, vejo o Grêmio abrir mão de Fernando Henrique e Mateus Sarará para por em campo Thiago Santos e Lucas Silva, ou seja, contra um time técnico e cheio de recursos individuais, o Imortal restringe mais a sua qualificação do meio em busca de um pseudo maior poder de marcação.

Posso estar enganado (não seria a primeira vez), mas o Tricolor corre sérios riscos de sair com um resultado avassalador do Maracanã.

Preteou o olho da Gateada.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Opinião



Dissonâncias 

Tem ruídos nos discursos da Direção e da Comissão Técnica gremista. Ouvir as entrevistas nos pós-jogos tem se revelado um exercício de paciência para os torcedores. É muita bobagem dita, para usar um termo leve. Não é de agora, vem de anos e parece ser uma "dinastia" de vestiário ou casamata.

Ontem, Luiz Felipe disse que Campaz não estava pronto, precisa adquirir um senso coletivo de jogo, adaptação a uma nova realidade dentro e fora do futebol. 

Isto vai de encontro ao que foi dito no início e no meio deste ano pelo presidente, vide Romildo bate o Martelo.

Vejam a incoerência; o clube em situação dramática no Brasileirão, aí, a maior contratação da temporada, uma das mais caras da história centenária da instituição, segundo Felipão é para ser utilizado em 2022.

Para piorar, o atleta que vem para ser o centro criativo do time é jovem, vem de um centro social pequeno (Ibagué), periferia do futebol sul americano (Colômbia), isto é, um país que não prima pela cultura tática na formação de atletas. Para ilustrar, cito que apenas dois colombianos tem uma biografia vencedora no Brasil: Freddy Rincon , ex-Palmeiras, Real Madrid e Corinthians, único que dá para chamar de craque e Victor Aristizábal, artilheiro pelo Cruzeiro e Santos. O resto, bem, o resto é formado por Bustos, Perea, J.J. Trellez, Asprilla, Borja, ou seja, a fama maior do que suas potencialidades.

Se Campaz não está pronto como afirma o treinador, a ponto de sequer atuar minutos num jogo "amistoso" como o desta Quarta-feira, onde poderia encarar torcida, um estádio monumental, um adversário de muita qualidade e, repito, sem o peso de ter que se classificar, ganhando rodagem, por que contratá-lo se o discurso do presidente foi outro?

Quem está correto? Se o treinador, então a vinda do menino é mais um daqueles equívocos  que se associará aos desastres anteriores; se for o Presidente, bom, aí, novamente teremos aquela situação já vista: quem senta na cadeira presidencial é o mesmo que fica à beira do gramado, que acredita que com Jonatha Robert, Léo Pereira, Alisson, Lucas Silva, Luiz Fernando e Thiago Santos terá um time forte e competitivo.

Cruel!


Opinião



Jogou como nunca, perdeu como nas últimas vezes

O primeiro tempo do Grêmio até deu um ânimo; o time reserva fez frente ao Flamengo que mesmo quando tem desfalques, ainda é forte, mas, assim como ocorreu em Porto Alegre na partida de ida, o time afundou na etapa final.

O que apareceu de bom: Rafinha fez a sua melhor partida pelo Grêmio, bem defensivamente, o apoio foi de qualidade e liderando o grupo. Diogo Barbosa, da mesma forma, dos jogos que vi, o melhor dele. A derrota não passou pela atuação dos laterais, nem por Brenno.

O miolo da zaga segurou bem o ataque insinuante carioca, mas, como ocorreu diante do River em 2018, Paulo Miranda sentiu a parada; saiu e aí veio uma penalidade escandalosa. Escandalosa, porque mesmo que esteja prevista na "nova" interpretação da regra, é um absurdo;não houve desvio, não alterou a direção da bola; enfim...

No meio de campo surgiu uma boa surpresa, Mateus Sarará, menino de 19 anos e uma confirmação: Fernando Henrique. Tem uma falha feia no segundo gol, mas foi o melhor do setor; precisa de sequência. Bem defensivamente e uma saída de bola bem qualificada. 

Villasanti, discreto na primeira fase, crescendo na etapa final.

No ataque, os maiores problemas; se Borja foi um lutador, seus parceiros, J.Robert e Léo Pereira apresentaram muita entrega, muita correria, porém, são insuficientes, assim como eram Guilherme Azevedo e Léo Chú. Faltou parceria para o colombiano.

Para complicar, todos os que entraram, por motivos distintos, pioraram o time. Rodrigues entrou na fogueira e foi castigado pelo rigor da análise do lance que originou a penalidade máxima. Lucas Silva, muito discreto, Diego Souza não apresentou absolutamente nada e Éverton Cardoso provou que é insuficiente para compor o elenco.

Fica a dúvida: Por que Campaz não pode sair do banco, entrar nas etapas finais e ir pegando ritmo de jogo? Inexplicável.

A condição física aparenta ser um dos problemas do time. Muito jogador com câimbras nestes últimos jogos.

Agora, a partida que interessa, isso, se houver rodada.


 


segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Opinião



Chance para os Reservas 

Faz bem o Tricolor; deve poupar os considerados titulares por Luiz Felipe para esse confronto que está definitivamente desigual (0 a 4) no dia do seu aniversário, 15 de Setembro.

Acredito que o Flamengo fará o mesmo, porque o desgaste natural de uma partida no meio de semana terá o acréscimo de ser exatamente o jogo anterior ao Flamengo versus Grêmio, no mesmo local. 

Por isso, o técnico gremista terá oportunidade de ver como andam Brenno, Paulo Miranda, Cortez ou Diogo Barbosa, os meninos Bobsin e Fernando Henrique, as novas caras do plantel, Villasanti, Campaz, talvez fazer retornar Churín, quem sabe Borja.

Além deles, dar ritmo a Ferreira e Kannemann. Também, se Luiz Felipe quer mesmo reintegrar Victor Ferraz e Éverton Cardoso, esta é a ocasião.

Enfim, será um amistoso de luxo para ambos os times.

Alguma coisa boa deve sair daí.


domingo, 12 de setembro de 2021

Opinião



Vitória inadiável  

Os três pontos de hoje eram inegociáveis, intransferíveis. Era vencer ou ampliar a crise, por isso, ela (a vitória) se revestiu de uma importância fundamental, talvez seja um marco na recuperação gremista no Brasileiro, mesmo que venham próximos tropeços diante de equipes melhores, os da ponta da tabela, mas a briga do Imortal é outra.

A escalação anunciada assustou; em tese, eram vários reservas, dando a impressão que a parada providencial no certame (14 dd para o clube) de nada tinha valido. 

Na prática, o quinteto defensivo, goleiro e os quatro da zaga, é o que vem jogando. Thiago Santos tem cadeira cativa, apesar de suas limitações, geralmente, parando os adversários com faltas.

Então, já temos seis atletas da formação preferencial de Felipão. Daí para frente, começam as surpresas; Lucas Silva no time, Alisson pelo meio, Jonathan Robert na direita e Diego Souza começando a partida. Era uma  formação muito arriscada; sorte que o Ceará que tem bons valores, está muito desarrumado (nada a ver com o trabalho incipiente de Tiago Nunes).

Os três pontos se deram pela força individual de Diego Souza (excelente na bola aérea) e Ferreira, o melhor do jogo, em uma de suas jogadas pessoais.

No plano defensivo, Chapecó não fez uma única defesa difícil, Vanderson, um dos piores do time, partindo do que se espera de seu potencial. Ruan surpreende, porque jogador negociado costuma entrar em parafuso. Ele foi muito bem com Rodrigues, que está recuperando a boa impressão de seus primeiros jogos no Grêmio. Rafinha, mesmo improvisado, joga com naturalidade, o que evidencia o equívoco gremista na contratação de Diogo Barbosa.

As dificuldades gremistas estão localizadas no meio de campo (está ficando repetitivo e chato escrever sobre isso); T. Santos, L.Silva e Alisson são limitadíssimos, assim como J.Robert. Alisson comprovou no primeiro gol, que, se tem algum lugar em que possa jogar, este é pelas laterais do campo.

Na frente, os destaques: Ferreira, muito bem e Diego Souza mais interessado, parecendo estar mais magro.

O grande número de atletas cansados (os substituídos) e as câimbras em Lucas Silva, Thiago Santos e Vanderson chamou a atenção. O Ceará pareceu mais inteiro. Talvez seja o psicológico, a pressão pela situação na tabela, enfim, verdade que o Tricolor se arrastou nos minutos finais.

Dos que entraram, o único que deu uma resposta melhor do que o substituído foi Lucas Pereira.

Sigo achando que o Grêmio tem elenco para superar mais do que quatro concorrentes na competição, porém, segue me parecendo como aquele aluno que pode "passar de ano" com 6 ou 7 de média e vai conseguir o mínimo (5), por conta das escolhas do treinador.  

Será mais um épico ou uma nova Batalha dos Aflitos, para mim, evitável, se algumas convicções da Comissão Técnica fossem revisadas.


sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Opinião




A Premonição 


Foi com muita alegria que li a notícia da escolha do nome de Galatto para integrar a Calçada da Fama; mais ainda, pelo dia de hoje, quando isso se materializou.

Ele não foi um excepcional goleiro, porém, foi escolhido por Deus ou outras forças espirituais para ser agente decisivo na existência do nosso clube.

Está logo abaixo de Eurico Lara na importância para o Grêmio.

Segue o link, onde, eu imaginava este momento: Galatto.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Opinião



Terreno Árido 

Poderia tratar da despedida de Maicon, das experiências de Luiz Felipe nesta parada longa, da tabela de pontuação, deixando cada vez mais complexa a fuga do rebaixamento, mas tem um tema que faz tempo que ensaio colocar aqui de uma forma mais direta e vou adiando por não ser exatamente, um assunto Tricolor: a pobreza de oferta de "mão-de-obra" de "professores", os comandantes técnicos dos clubes, sendo mais preciso: os da primeira divisão brasileira. 

O fato de poder analisar esse assunto sem amarras é uma bênção; fico imaginando os jornalistas esportivos, aqueles que pensam como nós, torcedores e não podem ser autênticos, de ter resguardos no que falar, escrever, publicar. Estão sob freio.

Quem poderia me apontar 5 (cinco) bons treinadores brasileiros, neste momento? Verdade! não preenchem os dedos de uma mão.

E é uma profissão muito rentável. Peguem um técnico que assina contrato por dois anos e que fique 8 meses apenas. Quanto vai receber por quebra de contrato? E se souber amarrar bem o que foi tratado, receberá de duas instituições, se conseguir novo clube.

Hoje, não há necessidade de ganhar grande títulos; cito três que estão no circuito que tão cedo não sairão dele e conquistaram pouco ou quase nada: Vágner Mancini, Roger e Fernando Diniz. 

Há culpa dos dirigentes, evidente. Culpa ou dolo; como é que alguém contratar Ariel Holan, despacham-no e vem Fernando Diniz que sai para dar lugar a Fábio Carille? São profissionais com métodos totalmente distintos. Pobre elenco santista.

Não há uma renovação de qualidade; por isso, que treinadores estrangeiros que pegam clubes com bons elencos, conseguem trabalhos destacados. Alguém poderá dizer; com bons elencos, qualquer um ... negativo, Rogério Ceni quase perdeu o Brasileiro do ano passado, quando correu praticamente só.

Como último exemplo dessa confusão generalizada; Fernando Diniz assumiu o Vasco. A tendência é de queda para a Série C. 

É só facilitar. Ou então, estaremos diante de um trabalho "fora da curva" do ex-meio-campista.

Opinião




Lideranças 

Nos grupos vencedores, tratando de futebol, sempre houve líderes que associaram essa qualidade com a arte de bem jogar. Às vezes, raríssimas, o melhor da posição, é sacado do time, pois o time precisa de lideranças.

Com a saída de Maicon mais Kannemann, Cortez e, especialmente, Geromel, não atuando regularmente, a ascendência de Rafinha, mesmo longe de sua velha forma técnica que lhe deu tantos títulos, é uma providência tomada com racionalidade.

Talvez, aí, a razão de um dos guris das laterais, sobrar.



terça-feira, 7 de setembro de 2021

Opinião




Quem vai sobrar? 

Luiz Felipe pediu  e recebeu reforços; são eles: Borja, Villasanti e Campaz.
Junto com eles, uma afirmação anterior do presidente, que as contratações, desta vez, seriam para titularidade, nada de compor grupo.

Pois bem: Se o treinador tem obsessão por Thiago Santos e Alisson, considerando que Douglas Costa tem cadeira cativa entre os onze, também, que Borja é o preferido para o estilo de jogo do treinador; uma pergunta se faz necessária; quem sobrará do time, quando todos estiverem em condições de atuar? Campaz ou Ferreira? Pelas palavras do presidente, o colombiano não deve esquentar o banco, pelo que se vê nos gramados, alguns podem ser deficientes, porém, seguirão no time pela cabeça do treinador; então, desconfio que Ferreira virará alternativa, o que, sinceramente, será uma punição ao time. 

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Opinião




Dias para arrumar a Casa 

Ter esses 14 dias sem se expor em campo, realmente, é um privilégio para o Grêmio.

Dessas duas semanas, ele reservou 3 para o elenco recarregar as energias. Fez bem. Ele sai do olho do furacão. Já a Comissão Técnica e demais integrantes da cúpula diretiva estiveram observando o time de transição, em especial, 4 jovens que merecem atenção (FH, Bobsin, J.Robert e Matheus Sarará).

Segundo informações da imprensa, que não devem ter sido ignoradas por Romildo Jr., ele poderá separar o joio do trigo entre os seus séquitos. Banir os inimigos na trincheira que ajudam a enterrar o clube.

Outro ponto que julgo positivo: o Tricolor tem menos jogos do que os demais. Alguém dirá; é! mas são aqueles diante do Flamengo e Atlético Mineiro. Direi; melhor enfrentá-los mais adiante. Talvez em condições melhores.

O Grêmio tem armas que os demais concorrentes deste eventual torneio do rebaixamento que são 5 ou 6 equipes, além dele. Basta uma sequência pequena de triunfos que lhe permita sair do Z-4, nem que, num primeiro momento, seja até através de critérios de desempates. Ajuda psicologicamente.

Vamos ver no dia 12, confronto em casa (Ceará) se a parada trouxe benefícios.

Espero que sim.

sábado, 4 de setembro de 2021

Opinião



Como assim? 

Alex Bagé (ZH) finaliza a coluna dele de ontem, Sexta, dia 03/09 com o seguinte parágrafo: "O nosso Tricolor vive uma guerra política interna que está corroendo o clube e respingando no campo. Tem pessoas que se dizem gremistas, mas jogam contra o clube. Pessoas que batem no ombro do presidente, no ombro de Felipão, mas pelas costas sangram o Grêmio."

Acho que existe uma diferença brutal entre o texto de um amador, sem o curso de Comunicação Social, que não vive, nem recebe qualquer valor para escrever como ocorre comigo, pior! distante do local dos acontecimentos, dar opiniões sobre o futebol gremista; outra, bem diferente, é um jornalista de profissão, empregado de um dos maiores veículos de comunicação do sul do país, fazer uma coluna com um texto tão grave, sem dar nomes aos bois.

Uma coisa é preservar as fontes, outra é narrar os fatos de forma que a sua crítica às turbulências gremistas sejam aditivadas, ampliando o fogo exposto em seu texto, parecendo que "não quero falar, mas vou dizer...". 

Muito ruim para todo mundo: para o Grêmio que fica mais exposto, para os bons gremistas e para o jornalismo responsável que se vê atingido pela "meia informação".

Não gosto deste tipo de jornalismo que joga mais gasolina na fogueira, sem revelar quem são os supostos incendiários.

Só atrapalha.



quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Opinião



O Psicológico 

É consenso que o elenco gremista é inferior aos de Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro. Há uma vantagem muito grande desse trio não apenas nas competições nacionais, mas também na Libertadores da América. Todos poderão ganhar as três disputas (Copa do Brasil, Brasileirão e a LA).

Mas pelos mesmos elementos ou fatores que colocam o Grêmio aquém deles na hierarquia do futebol atual, por coerência, esses classificam o Tricolor como superior  a muitos que estão momentaneamente à sua frente: Bahia, Fluminense, Atlético Goianense, Cuiabá, América Mineiro, Sport, Ceará e até o Internacional.

A própria comissão técnica Tricolor, em especial, seu comandante, é mais qualificada do que aquelas lideradas por  Eduardo Barroca, Jorginho, Vágner Mancini, Roger/Marcão e outros. 

Esses apontamentos me fazem crer que, acima de qualquer outra causa, o que está trancando a ascensão gremista na tabela é o emocional, o psicológico.

É por aí que o Grêmio deve começar a sua análise e a sua ação.


quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Opinião



A Folga 

Esta parada de 14 dias pode e deve ser fundamental para a recuperação do Tricolor na busca de pontos que o afastará do rebaixamento.

Já li na imprensa que o período de trabalho é de 11 dias e não o original de 14, me passando um ar de crítica negativa, porque os 3 faltantes desta conta seriam dedicados à folga dos jogadores. Uma folga inoportuna, segundo essa parte da mídia.

Penso que, se o grupo de atletas for consciente, esses dias serão um elemento importante na questão psicológica. Haverá uma pausa no ambiente conturbado, motivado pela crise dentro de campo e em contra-partida, uma recarga de baterias junto aos familiares ou em atividades de regeneração anímica e até física.

É lógico que o prisma deste momento será visto por diferentes ângulos; alguns, conforme o resultado lá na frente, isto é, se a recuperação surgir, ela começará com esta medida imediata, após a folga no calendário; se a tragédia se consumar, uma de suas causas será a má gestão do elenco que era desinteressado e preguiçoso.

Não entro nessa, no momento, acho que um breve descanso tem mais valor do que exercícios físicos ou táticos na volta por cima na tabela do Brasileirão.

Medida saudável até para a Comissão Técnica que irá atrás de soluções que podem estar no time de transição.