Páginas

sábado, 14 de janeiro de 2017

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (148) - Ano - 1928/1942


A Encarnação do Grêmio

Fonte: http://www.clicrbs.com.br
2017 que recém inicia, marca 75 anos do dia em que Foguinho pendurou as chuteiras pelo Grêmio. Foram 14 anos de atividades e em Janeiro de 1942, ele disputou seu último Grenal, o de número 71, realizado em 11 de Janeiro no Estádio da Timbaúva do Força e Luz, onde hoje está um supermercado no bairro Santa Cecília.

Saiu do clube no final daquele ano.

Nas primeiras décadas de sua existência, o Imortal produziu grandes feitos e formou vários nomes míticos; considero quatro acima de todos os demais: Eurico Lara, Luiz Carvalho, Telêmaco Frazão de Lima e Osvaldo Rolla, o Foguinho. Lara não há necessidade de fazer maiores referências, morreu poucos dias depois de ganhar o Grenal Farroupilha, Luiz Carvalho e Telêmaco foram de tudo no clube, "até" presidentes.

Chegamos a Foguinho. Bom, esse aí, apenas não quis ser o primeiro mandatário; igualmente, estava naquele Grenal famoso de 1935; fez o primeiro gol e deu o passe para o segundo. Foi árbitro e mais tarde, o treinador que revolucionou o futebol gaúcho, deixou de herança, pelo menos no dna das conquistas, 12 em 13 campeonatos. Em 1961 brigou com o presidente da época, saiu, o Tricolor perdeu o hexa, ano seguinte voltou e colocou o Grêmio na trilha das conquistas novamente. Poderiam ser 13 títulos em 13 anos.

Foguinho estreou em clássicos em Novembro de 1928 no Grenal 28, ainda na Baixada, Moinhos de Vento, quando o Imortal fez 2 a 0.
* O livro A História dos Grenais (David Coimbra, Mário Marcos de Souza, Nico Noronha e Carlos A. Moreira) dá como realizado na Chácara dos Eucaliptos.

Este confronto ficou "escondido" no noticiário, porque naqueles dias o Selecionado Gaúcho perdeu para o Paranaense por 2 x 0 com repercussão forte e de indignação, pois os sul-riograndenses entraram em campo com apenas 9 atletas, sendo muito criticado o chefe da delegação, porque alguns atletas "desapareceram" na capital do Brasil e não chegaram a tempo do prélio.

Voltando ao clássico gaúcho; o Tricolor mando a campo: Armênio; Sardinha I e Sardinha II; Adão, Telêmaco e Macarrão; Domingos, Pitoco, Foguinho, Esperança e Nenê.

O Inter com Bagre; Pontes e Mabília; Marroni, Lampinha e Ryff; Dirceu, Odorico, Miro, Lourival e Ramão.

O árbitro foi Henrique Maia Faillace. Na preliminar, o São Paulo de Rio Grande enfrentou o Athetico Bancario Club.

Com mais homogeneidade, ainda que sem Lara, Luiz Luz, Luiz Carvalho e Poroto (Seleção Gaúcha), o Tricolor foi melhor na primeira fase e saiu marcando através de Telêmaco cobrando tiro livre (falta). 1 x 0. (Vide correções nos comentários).

Na etapa final, Nenê deu números finais ao clássico; 2 a 0. Mesmo sendo um amistoso, no final, houve uma refrega forte entre os jogadores, que foram acompanhados por parte dos torcedores na confusão.

O destaque maior foi o back Sardinha I.

Assim foi a estreia em Grenais de Foguinho, um meia esquerda canhoto, camisa 10, quando a numeração ainda não havia sido instituída, que possuía um "canhão" na perna esquerda.

Foguinho encarnou como ninguém a alma copeira, irresignada, que teve em outros atletas gremistas, este componente, o "vício" de não desistir: Oberdan em 77/78, Hugo De Léon 81/84, Dinho 95/97, entre tantos jogadores que aliaram técnica com a indomável vontade de vencer.

A Batalha dos Aflitos leva a marca do estilo de Foguinho em campo e dos times treinados por ele.

Fogo, o Espírito Tricolor, morreu em 1996 aos 87 anos.

Fontes: Jornal A Federação
              Jornal Correio do Povo
              Arquivo Pessoal do amigo Alvirubro
              Revista do Grêmio 1970
              www.clicrbs.com.br

42 comentários:

  1. Bruxo, algumas observações:

    1) Lara não jogava pelo Grêmio, em 1928. Nesse ano ele estava atuando pelo FBC Porto Alegre. O goleiro gremista, em 1928, era Moeller, campeão gaúcho pelo Internacional, em 1927.
    Lara e Moeller eram os goleiros da Seleção Gaúcha de 1928. Por isso a atuação de Armênio, que em 1936 foi para o Internacional.

    2) Luiz dos Santos Luz, em 1928 ainda pertencia ao SC Americano, de Porto Alegre. Só chegou ao Tricolor em 1935.
    Nascido em 26 de Janeiro de 1909, em Bagé, RS, jogou pelo Americano, de Porto Alegre, até 1932. Nesse ano, ingressou no Inter, mas voltou ao Americano.
    No Grêmio permaneceu de 1935 a 1941. Entre Novembro de 1942 e Março de 1943 fez mais três jogos pelo Tricolor da Baixada, mas já estava se aposentando.

    3) Poroto, o médio de nome Décio Tito Teixeira, nasceu em Santana do Livramento, RS, a 6 de Fevereiro de 1908.
    Em 1927 jogou pelo Grêmio Santanense e fez sua estreia no Grêmio em 1929, onde permaneceu até 1933.
    Jogou pelo Internacional em 1934 a 1935 e seguiu para o Vasco da Gama (RJ), onde permaneceu de 1935 a 1937.
    Depois, jogou pelo São Cristóvão (RJ) (1938) e Grêmio Santanense (RS) (1939).
    Em 1941, Poroto voltou à Baixada do Moinho de Ventos.

    3) Macarrão era o apelido de Aldo Bissaco. Um médio direito de muito bom futebol, que jogou pelo Tricolor de 1923 a 1930.

    4) Bagre era goleiro do São José, onde atuou no Citadino de 1928. No final do ano transferiu-se para o Inter, onde permaneceu por pouco tempo.

    5) Pontes assumiu o lugar de Nélson Grant, zagueiro colorado, que estava na Seleção Gaúcha.

    6) Victório Mabília atuou pelo Inter e pelo Grêmio. Foi zagueiro do Botafogo (RJ) e do São José, também.

    7) O ponteiro Dirceu, é Dirceu Alves, que muitos consideram o primeiro jogador negro a ter atuado pelo Internacional. Mas de fato, houve outros antes dele.

    8) Foguinho, em 1927 e 1928 atuava pelo São José. Inclusive jogou contra o Grêmio pelo Citadino de 1928. Em 17 de Julho de 1927, aos 17 anos, enfrentou o Internacional, como jogador do "Zequinha", pelo Citadino. Bagre (Alberto Haensel) era o goleiro do São José.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Valeu, Alvirubro
      Sobre os quatro desfalques em 1928, Lara, Luiz Luz, Luiz Carvalho e Poroto, retirei da Revista do Grêmio 70, fascículo 3, página 84.A frase é a seguinte: "A contribuição do Grêmio para a Seleção Gaúcha de 1928 esteve,assim, representada nos jogadores Eurico Lara, Luiz Carvalho,Luiz Luz e Poroto".
      Infelizmente, certas publicações, apesar de bem intencionadas, ainda necessitam de revisões.
      Vou colocar uma observação no texto sobre as tuas correções. Obrigado, mais uma vez.

      Excluir
    2. Alvirubro
      Desconfio que Lara já jogava pelo Grêmio,1927, inclusive, talvez, ele tenha saído brevemente em 28 e depois voltado.

      Excluir
    3. Lara jogou no Grêmio entre 1920 e 1927. Saiu em 1928. Em 1929 estava de volta.

      Excluir
    4. Deve ter havido alguma rusga para ele sair depois de 8 temporadas e voltado um ano depois. É motivo de pesquisa, não acha?
      Confirma para mim; onde foi realizado este jogo de 19/11/28, o clássico 28.

      Excluir
    5. Eu tenho na Baixada, apesar de ter informações que foi na Chácara.

      Excluir
    6. Bruxo, em 1928, o FBC Porto Alegre tentou "profissionalizar" a sua equipe. Levou Lara, do Grêmio, Andrade, Delveaux e Mingo, do Concórdia, Marroni, do Inter, e Nenê, do Grêmio. Como naquela época era proibido ter contrato profissional, os clubes faziam "contratos secretos" e os jogadores "aceitavam" pagamento. Tudo sem formalizar o vínculo.

      Esse GRENAL, de 1928, é o único jogo que o Nenê fez pelo Grêmio, em 1928, já que ele tinha ligação com o Porto Alegre. Foguinho jogou pelo Grêmio, como expliquei acima, porque era amistoso. Ele tinha ligação como o São José. Eis os motivos de tantos jogadores de nível atarem pelo FBC Porto Alegre, em 1928. Esse é o resumo da ópera.

      Excluir
    7. De qualquer forma, em 28, Foguinho dá início a sua vitoriosa trajetória de 14 anos no Tricolor.
      Curiosamente, ele, Lara, Alcindo e Renato não começaram no Imortal.

      Excluir
    8. Para teres uma ideia, os vínculos dos atletas com os clubes eram oficiais, via Associações Desportivas, mas não era permitido o pagamento de salário, pois todos eles eram amadores. Alguns clubes, mesmo assim, pagavam "por fora" para os melhores jogadores. Isso era feito "secretamente". Uma maneira de ter os "craques" nos seus elencos. Como havia várias associações que organizavam os diversos campeonatos, alguns atletas tinham vínculo com mais de uma, mas quando descobertos eram afastados, com proibição de jogar. Tenho a impressão que em 1926, 1927, por aí, o Inter já "pagava" salário para alguns jogadores, embora fosse proibido.

      Excluir
    9. Sensacional, dados que poucos conhecem e que, se conhecem, não tem publicações regulares.
      Alvirubro, urge o lançamento dos teus livros, um só, não será suficiente.

      Excluir
  2. Como esse GRENAL foi amistoso e em Novembro, muitos jogadores que tinham vínculos oficiais com outros clubes de Porto Alegre puderam jogar pela Dupla.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É o que está no Correio do Povo, inclusive dando detalhes da preliminar. O livro do David Coimbra, Mário Marcos e cia. serve como "início" de pesquisa, porque, apesar de ser um trabalho de 4 grandes profissionais, ele é superficial nas pesquisas. Eu, mesmo distraído, encontrei algumas falhas; procuro sempre confirmar noutras fontes, o que está ali.

      Excluir
    2. Sim! Além do Correio do Povo, o Diário de Notícias também dá como local do jogo o Estádio da Baixada.

      Excluir
    3. Ok. O Diário de Notícias está digitalizado?

      Excluir
  3. Alguns outros nomes da época:

    1) Lampinha (Abílio Mello), que desde 1920 atuava como médio do Internacional e que integrou várias seleções gaúchas. Dizem que era um excepecional jogador de futebol.

    2) Ryff (Jean Alberto Ryff), que atuou de 1921 a 1931 no Colorado e foi técnico do time.

    3) Miro (Waldomiro Bom, Vasquez) que atou no Inter e no Força e Luz. Foi árbitro durante muito tempo.

    4) Nenê (Alvaro Thimotheo da Silva), um ponteiro esquerdo que começou a jogar futebol na equipe do Colégio São João Batista de La Salle.
    Aos 14 anos ingressou no infantil do Municipal, de Porto Alegre.
    Em 1923 transferiu-se para o time principal do Vencedor, que disputava a 2ª divisão da Capital.
    Na metade de 1924, Nenê e seu irmão Adroaldo ingressaram no Grêmio.

    ResponderExcluir
  4. Nenê que fez parte daquele ataque arrasador, que tinha, Lacy, Artigas, Luiz Carvalho, Foguinho e ele, Nenê. Se eu jogasse botão agora, eu faria com este time dos anos 30 do Imortal.

    ResponderExcluir
  5. Grande ataque! Artigas Péres (1931 a 1935), que depois que saiu do Grêmio, foi para o Cruzeiro-POA.

    Não confundir com o Artigas colorado (Arturo da Silva Filho), que antes de atuar no Inter (1935 a 1937), jogava em Santana do Livramento.

    ResponderExcluir
  6. Grandes nomes do futebol. Tens dados do Telêmaco, do Luiz Luz e do Artigas Pérez no Grêmio?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A bola está com o Alvirubro, Micheiev.

      Excluir
    2. Micheiev
      O Alvirubro está aprontando material para ser publicado, resultado de anos de pesquisa. Muito suor e dedicação.

      Excluir
    3. Quando estiver pronto, publica o nome no blog. O amigo Alvirubro nos traz números e nomes da dupla grenal que poucos tem. Inclusive dados preciosos dos primeiros anos do nosso futebol. Há vários sites e blogs com dados inconsistentes, que apesar de antigos e renomados, não nos tira muitas dúvidas que surge em algumas conversas.

      Excluir
    4. Valeu, Micheiev. Estou muito curioso, acho que vai ter que ser por fascículos ou volumes.

      Excluir
  7. Como há personagens da história que daríamos tudo ou quase tudo para ter visto atuando. Qualquer torcedor que se preze tem que saber quem foi Foguinho. Eu gostaria de saber mais sobre as novidades no campo da preparação física que ele trouxe da Europa.

    ResponderExcluir
  8. Victor
    Eu tive a felicidade de ter o pai que morou em Porto Alegre naquela época e gostar de futebol. Ele, inclusive, estava na Baixada naquele 22 de Setembro de 1935, o Grenal histórico do campeonato farroupilha e estava com ele na Baixada Melancólica (SM), quando Chamaco Rodriguez fez o gol antológico de calcanhar, uma bicicleta às avessas.

    ResponderExcluir
  9. Grande gremista, um dos maiores da história e um dos grandes ícones do futebol gaúcho. Resgate fundamental de Bruxo para a memória das mais diversas gerações que mal sabem seu nome. E não há biografias a seu respeito, lamentavelmente.

    Foi quase tudo: jogador, árbitro, técnico, comentarista. Faltou ser dirigente, embora provavelmente não por ausência de convite de seu grande amigo, Luiz Carvalho, na época em que foi presidente.

    Como jogador, como não lembrar que a história conta que ele não era altamente técnico, mas possuía fôlego cavalar e amor à camisa como poucos, muito acima inclusive de seus contemporâneos (que, regra geral, eram mais engajados que os atuais). Movimentação, marcação - invejável para um avante da época – e finalização de canhota com violência também eram seus pontos fortes.

    Como não lembrar que, devido às suas atividades profissionais na Renner e à sua consequente disponibilidade para treinar somente após às 18h, o Grêmio antecipou a instalação dos refletores na Baixada em 1931?

    Como não lembrar, no Grenal Farroupilha de 1935, quando pediu a Mascarenhas, já no final do jogo, para colocar a bola de um tiro livre para o centro da área adversária. Feito isso, Risada - zagueiro colorado – afastou-a para frente, fazendo-a não intencionalmente cair nos pés de Foguinho. O chute de sem pulo saiu flamejante e venceu o goleiro Penha. Era o gol do título.

    Como árbitro, como não lembrar sua integridade a tal ponto de – em determinado momento na década de 40, momento difícil para ser gremista em Porto Alegre – os colorados não manifestarem contrariedade à sua escalação em Grenais?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exatamente, Rafael!
      Foguinho tem uma trajetória confundida,incrustada,envolvida com a história do Grêmio; deu mais do que recebeu do clube.
      Além disso, conseguiu ter uma vida bem delineada, enquanto cidadão. Conseguiu levar juntas essas "duas vidas".
      Desconfio que a única publicação que existe é uma da RBS, grandes personalidades gaúchas, mas não tenho certeza.
      Merece uma biografia consistente, o Seu Osvaldo Rolla.

      Excluir
  10. (continuação)

    Como treinador, como não lembrar de sua excursão à Europa em 1953 – e seu empate contra o Real Madrid em 0x0 – com o Cruzeiro de Porto Alegre e sua experiência com as novas tendências táticas e de preparação física, principalmente aquelas herdadas dos húngaros?

    Como não lembrar de sua participação preponderante em parte dos 12 títulos em 13 anos? Ele mesmo cuidava do gramado do Olímpico e ordenava que os jogadores carregassem outro companheiro nas costas subindo as escadarias do estádio como forma de treinamento físico, bem como os obrigava a saírem do gramado no pós-treino cantando o hino do clube como forma de respeito.

    Como não lembrar de suas palavras ao elenco de foco na vitória mesmo diante da necessidade de marcação forte? “Não mostramos que somos mais homens driblando, mas sim tocando a bola e vencendo”. A competitividade começava a se mostrar mais importante do que o espetáculo em si.

    Como não lembrar de suas dicas hilárias a Mílton Formiguinha, contra o Real Madrid em 1961, para que não temesse ”aquele careca lá que não deve jogar nada”, conhecido também como Di Stéfano, e tampouco se preocupasse muito com “aquele gordinho lá que até eu marco e que só tem o pé esquerdo”, conhecido também como Puskas, o Major Galopante, autor de dois gols. Ambos de pé direito. “Me enganei de pé, senhorrrrrrrrr Mílton”. O R retroflexo era a base de sua vocalização.

    Como não lembrar de sua ida ao colorado em 1968? Mesmo um profissional dedicado como ele se sentiu um completo estranho no ninho.

    Como não lembrar de sua última passagem pelo Grêmio em 1976? Sua linha rígida não foi bem vista pelo plantel. Já eram outros tempos. Por exemplo, quando o meia Alexandre Tubarão deixou o treinamento alegando dores na coxa, Foguinho foi ao vestiário tirar satisfações com o jogador por seu "corpo mole". O atleta reclamou com a direção e também publicamente. Exatamente essa dificuldade de relacionamento com o elenco provocou sua demissão, sendo substituído por Paulo Lumumba. Quando saiu, deixou relatório para a direção apontando problemas com Neca, Zequinha e o próprio Alexandre.

    Como não lembrar que, após o goleiro Cejas perceber que as goleiras do Olímpico estavam com medidas irregulares, ele mesmo decidiu mensurar cada uma das linhas - internas e externas - do campo?

    Enfim, como não lembrar? Na sua época de imprensa, se não me engano chegou a ser colega de meu pai (eu não era nascido ainda). Histórias não faltam. Esse foi Foguinho. Justa homenagem. Parabéns ao blog pelo resgate daquilo que quase se apagou.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Rafael,
      O meu pai que era fã inconteste de Foguinho, Lara e Luiz Carvalho, quando em 76 viu a Direção trazendo o velho treinador; sentenciou: Não fica meio ano.
      Na mosca. Eram outros tempos.

      Excluir
  11. Em 1967, quando o Beira-Rio ainda estava em construção, Oswaldo Rolla afirmou que se o Internacional conseguisse realizar o seu sonho de concluir o estádio, passaria a ser um clube bem maior que o Grêmio.

    Foi convidado por Heraldo Hermann, dirigente colorado e seu amigo, em 1969, para conhecer a obra de perto. Foguinho voltou a repetir que aquele momento significava algo grandioso para o futebol gaúcho, onde o Internacional, em matéria de clube de futebol, avançava diante do Grêmio.

    É claro que no tempo e no espaço, aquelas palavras serviam como uma homenagem ao clube colorado. Assim como hoje, quem entra na Arena, sabe que o estádio está muito avançado em relação ao estádio rubro.

    Um dia perguntaram ao "seu" Oswaldo Rolla sobre sua carreira, como jogador. Dentro da franqueza e humildade com que se dirigia a todos, ele respondeu: "Nunca fomos jogador de gabarito técnico. Nem de grande habilidade no trato da bola. Tínhamos força e muita vontade de vencer. Era um dos jogadores "mais grossos" da época. Mas quando entrava em campo, queria vencer. Dava tudo de mim em defesa da camiseta que vestia".

    E complementava sua ideia:
    "Com orgulho, afirmamos: nunca ganhamos nada como jogador de futebol, Fomos amador em toda a dimensão da palavra. Praticávamos o esporte porque gostávamos. Sempre estivemos envolvidos com o futebol e agora nos sentimos como peixe fora d'água, afastados que estamos dos bastidores.”

    Sobre sua carreira como técnico, ele lembrava: "Iniciamos no Esperança, de Hamburgo Velho. Em seguida dirigimos o Cruzeiro e, depois, atendendo ao convite de Luiz Carvalho, fomos para o Olímpico. No Tricolor armamos aquela esquadra que conquistou muitos campeonatos. Nessa fase, nossa carreira já era profissional. Temos boas recordações daquele tempo. Depois, atendendo ao convite do professor Zacchia, chegamos ao Internacional. Justamente no clube onde sempre fomos alvos de severas críticas é que recebemos o maior apoio. Queremos guardar bem vivas aquelas boas horas que passamos no Internacional. Nos orgulhamos das grandes amizades que cultivamos em todos os clubes e fazemos questão de conservá-las.”

    Esse era Oswaldo Azzarini Rolla.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ele era assim; no dia em que seu principal "adversário" de ideias no Sala de Redação, Cid Pinheiro Cabral, faleceu, ele se retirou do programa,em respeito ao velho oponente.

      Excluir
    2. No livro que me presenteou, bruxo, há, inclusive, o destaque de que o Grêmio foi o primeiro clube brasileiro a jogar de forma européia, graças a ele...

      Excluir
  12. PJ
    Bem lembrado; acho que a viagem que ele fez ao velho continente, quando, inclusive, enfrentou o melhor time do mundo à época, o Real Madrid (como lembrou o Rafael nos comentários), deve ter auxiliado, mas, ele já praticava algo "europeu" aqui nos pagos.

    ResponderExcluir
  13. Caros Bruxos Tricolores,
    Primeiramente, parabens pelo blog, que efetivamente resgata a historia gremista com suas glorias e seus grandes personagens.
    Venho fazer uma consulta a voces: Estou `a procura da data e local de nascimento do Telemaco Frazao de Lima. Voces possuem essa informacao, por favor?
    Agradeco a atencao.
    Mauro Prais
    mauro.prais@ieee.org

    ResponderExcluir
  14. Mauro
    Obrigado pelas palavras, vamos ver se conseguimos a tua questão.

    ResponderExcluir
  15. Valeu, muito obrigado. Vou aguardar a resposta. Abracos,
    Mauro

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mauro, o que tenho de informação é isso. Por favor,confirme os dados:

      DN: 11 de Setembro de 1902, em Porto Alegre-RS.

      Abraço!

      Excluir
    2. Muito obrigado, Alvirubro!

      Excluir
  16. Caros Bruxos Tricolores, quero parabenizar pelo ótimo blog. Gostaria de pedir uma ajuda com a data de nascimento e local de alguns jogadores que passaram pelo Grêmio:
    ADÃO LIMA (1926 a 1935)
    AGAPITO (1948)
    ALDO BISACO (1923 a 1930)
    MIRANDOLINO COMARU (1932)
    AUGUSTO MARZOL (1941)
    NIEDSBERG (1941 a 1948)
    RAMON CASTRO (1944 a 1945)
    SARDINHA II - EUNIDES GUASPE (1927 a 1937);
    TEOTONIO (1948 A 1950);
    TORELLY (1935 a 1939);
    Fico no aguardo da resposta, obrigado!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marco Antonio, infelizmente, não tenho todos os dados.
      Apenas dois complementam teu pedido.
      Os demais ainda são fruto de pesquisa.

      ADÃO LIMA (1926 a 1935) - Não tenho
      AGAPITO (1948) - Não tenho
      ALDO BISSACO (1923 a 1930) - 11/11/1911
      MIRANDOLINO COMARU (1932) - Não tenho
      AUGUSTO MARZOL (1941) - Não tenho
      Mário Barros Niedesberg (NIEDSBERG) (1941 a 1948) - 05/08/1920
      Ramon Umberto Castro (RAMON CASTRO) (1944 a 1945) - Não tenho
      Eunides Guasque de Mesquita (SARDINHA II) (1927 a 1937) - Não tenho dia e mês. Sei que nasceu no ano de 1910.
      TEOTONIO (1948 A 1950) - Não tenho
      Rubens Mostardeiro Torelly (TORELLY) (1935 a 1939) - Não tenho dia e mês. Sei que nasceu no ano de 1918.

      Excluir
    2. Muito obrigado Bruxo vou sempre acompanhando o blog. ótimo para o amante do futebol. Quem sabe até lá novas informações vão surgindo. Seu souber de algo te informarei. Abraço!! Fico na espera de novidades.

      Excluir
    3. Valeu, Marcos
      O esporte serve para isso, conhecermos novas pessoas e aprofundarmos os laços de amizade com os antigos.

      Excluir
  17. Marcos Antonio
    Vou repassar para o Alvirubro; ele é o cara dos detalhes, das minúcias. Abraços.

    ResponderExcluir