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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Opinião




Grêmio estreia com derrota no Brasileirão/26 

É chato admitir, mas era esperado um resultado negativo na estreia do certame nacional e quase houve um empate no final. Para mim, seria uma surpresa e tanto, já que Zubeldía teve campanha de 71% no Brasileirão/25, percentual de campeão, e está há 12 jogos vencendo.

Não se trata de passar pano, até porque Luís Castro buscou nomes discutíveis no elenco para reformar o time que perdeu o clássico e isso traz apreensão aos torcedores, eu, inclusive, então é complicado ver um meio com Dodi e Edenílson ao mesmo tempo. Até gosto deles para grupo, mas a escalação deles hoje é um reconhecimento de Castro de que Mano não estava de todo errado.

Hoje, o Tricolor apresentou problemas nos três setores, o segundo gol é falta de entrosamento, já que quem estava "marcando" Lucho Acosta era o árbitro, ou seja, nenhum gremista se preocupou com a "entrada da grande área".

Weverton fez três defesas importantes, a lateral direita segue sendo um problemaço, porque João Pedro é a versão recente de Fábio, um defensor, que assim como Rodrigo Caio, veio encerrar a carreira repleta de lesões, aqui em Porto Alegre e Marcos Rocha ...

O miolo da zaga alternou momentos de superação com fragilidade decisiva nos gols do Flu. Marlon mostrou energia e, talvez, o melhor da defesa.

No meio, Arthur voltou a se destacar após o clássico, porém, não teve parceria à altura. Edenílson e Dodi fazem o que podem, mas o "podem" é insuficiente para o setor em que atuam.

Tetê precisa ser mais explorado, ele quase sempre vence o duelo individual ou oportuniza bons passes para os seus companheiros, no entanto, é pouco para alguém que veio para ser protagonista. É cedo para cobranças mais fortes.

Amuzu, eu tenho sérias dúvidas se merece ser titular. Carlos Vinícius fez o que se exige de um camisa 9, quando teve chances, guardou.

Pavón realizou a sua melhor partida desde que chegou ao clube e isso é perigoso, porque sempre desperta esperança de algo mais produtivo e, se se repetir o roteiro anterior, isso não acontecerá.

Repito, é cedo, mas Castro tem que, pelo menos, fazer ajustes na defesa, senão, um gol marcado não representará vitória.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Opinião



Ainda o Grenal 

Antes de tratar do início do Brasileiro, ainda gostaria de colocar algumas considerações sobre o clássico de domingo, dos equívocos vistos nele. 

Para simplificar a leitura, vou enumerar abaixo o que não comentei no blog:

- Faltou os "nego véio" da aldeia alertar Castro, que não existe Grenal amistoso. Talvez Felipão, Pelaipe e outros acharam intromissão alertar o técnico para esta questão fundamental. Erraram feio.

- Entra treinador, sai treinador e o Alan Patrick passeia dentro dos gramados nos clássicos sem marcação especial. Parece que todos os comandantes técnicos acham uma tática "menor" escalar alguém especificamente para marcar o 10 do Inter. Seria interessante "sacrificar os peões" para anular a "Dama" neste xadrez gaúcho.

- Pezzolano não destacou ninguém especificamente para marcar Arthur, mas, através de rodízio de faltas, conseguiu matar o meio do Grêmio e, por consequência, a letalidade de Carlos Vinícius.

- Houve irresponsabilidade ou falta de coragem de Lucas Horn, o árbitro, que não coibiu com veemência a série de faltas no meio-campista gremista.

- A imprensa acomodada ou sucumbente às vicissitudes da notícia, convenientemente, amenizou a atuação frágil do juiz, porque, se retratasse os fatos tais quais ele se sucederam, ela seria acusada de "azul", além disso, um Grenal vende mais para o lado vencedor.

- O profissionalismo de Noriega está prejudicando a sua passagem pelo Grêmio. Quando Balbuena se quebrou e ele era a única alternativa, "morreu" ali a ideia de aproveitá-lo para o lugar para o qual foi contratado. Noriega sequer é lembrado para a primeira função do meio.

É isso, amanhã, o Grêmio indicará ou não, se retirou lições da atuação constrangedora no Grenal.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Opinião



Um Forasteiro no Clássico (e outras histórias) 

Perder clássico é muito ruim, pior, quando o time se viu amplamente dominado, onde nenhum jogador se salvou/safou. E o furo é mais embaixo. O treinador não entendeu a complexidade histórica que envolve o estado. Pezzolano, por ser do "Pampa", vizinho do Rio Grande e testemunha "epidérmica" de Nacional X Peñarol, teve esse "feeling". 

Castro pareceu um recém-chegado à aldeia. Não conhecia ainda os caboclos.

Falando em caboclos/aldeia, assisti e fiquei decepcionado com os comentários na Rádio Imortal. Além dos que mencionei ontem, houve algo que só revela o quanto a busca pelo tilintar dos sininhos e os likes/dislikes deturpam o real interesse pelo clube de coração. Ouvi o comentarista falar que "disseram" que Weverton foi liberado pelo Palmeiras, porque "amarelava" em decisões. "Disseram", assim começou o comentário.

Ora! Abel Ferreira é um excepcional técnico de futebol, tem a "sina e fome de vitória" nas veias, pergunto: ele ficaria tanto tempo em tantas decisões com um arqueiro instável emocionalmente? E as doze taças conquistadas dele, Weverton como titular? Mais, quem estava na decisão por penalidades na primeira conquista olímpica do futebol brasileiro, inclusive, defendendo cobranças fatais? Ou quando pediu (e perdeu a cobrança) para bater o tiro decisivo pelo Furacão diante do Grêmio em 2016? Um "amarelo" (sem obrigação) se apresentaria para bater?

Pode-se ficar em dúvida quanto à sua condição técnica e física atuais, mas criar fake news usando o atleta é um desserviço para o Grêmio e seus torcedores.

Sobre o time: É urgente a inclusão do xerife Balbuena na zaga, buscar alternativa para a lateral direita, trazer um armador incontestável, também, um reserva confiável para Carlos Vinícius e dar chance para Noriega na posição que determinou sua vinda, primeiro homem do meio. 

Não se trata de "queimar" Tiago Augusto, que merece seguir titular, mas de uma chance para Noriega em sua verdadeira posição.

Por fim, tirar conclusões definitivas, como chamar Weverton de ex-goleiro e Luís Castro de mau técnico, é aceitável apenas considerando a paixão dos torcedores (e ela nem sempre está ligada à atual Comissão Técnica e Direção, mas a saudosismos renitentes), no entanto, acredito que bons trabalhos com rupturas de modelo exigem tempo e compreensão.

Isso não impede o treinador de tirar suas conclusões sobre a composição do elenco e alterações táticas e nominais já para a partida de quarta-feira.


domingo, 25 de janeiro de 2026

Opinião



Grêmio decepciona no Clássico 

Este é o Grenal para não esquecer. É o "não Grenal" para o Imortal. Para considerar o ponto de partida do trabalho de Luís Castro no clube, o que veio antes é "pré-história" de sua passagem pelo Imortal.

Ouvi comentários oportunistas da mesma pessoa que achava Daniel, do Inter, o segundo melhor do goleiro do Brasil, que nas derrotas, afirma que Wagner Leonardo não joga nada e nas vitórias, o considera zagueiro de muito boa qualidade, então, hoje, ele detonar alguns jogadores recém-chegados, não é novidade alguma. Eu, com certeza, não surfo nesta onda oportunista (e rentável).

Weverton realizou uma partida muito ruim, comprometedora, mas é seu segundo jogo. Essa partida não decretará algo definitivo, senão, nós teremos que concluir que Ronaldo (Coirmão) é mais jogador do que Arthur. 

Quem jogou bem? NINGUÉM, nem mesmo Amuzu, autor dos melhores arremates na primeira etapa, e Marlon, que fez um bom primeiro tempo. 

Aí, a lógica determina que, se todos foram mal, a responsabilidade maior é do comandante técnico.

O que vi foi uma frouxidão do time, em especial, no coração dele, que é o meio de campo: Tiago, Arthur, surpreendentemente mal e Cristaldo, usualmente, mal. 

Esse clássico tem escondido nele, incertezas: Weverton, Tiago Augusto, Enamorado, Willian e verdades sedimentadas como a aposentadoria à caminho de Marcos Rocha, a inaptidão de Cristaldo para ser o centro pensante  e a falta de um substituto razoável para Carlos Vinícius.

Sempre lembrando, que a palavra incerteza é íntima de outra: "Dúvida", portanto, não há nada definitivo no comportamento futuro deste elenco. Podem acertar a qualquer momento. A maioria merece crédito.

O experiente Luís Castro vai saber recolher lições importantes do Grenal.

Resta para nós, torcedores, termos paciência, porque o primeiro ano do português no Botafogo resultou sofrível e no arco gremista, como escreveu um participante do blog, dia 23/01: " Para os que estão desconfiados do Weverson (sic) tem 02 alternativas, ou torçam p/ que o Grando reconquiste a posição ou peçam a direção p/ fazer uma consulta pelo goleiro do Manchester City."

 É uma derrota doída, mas que serve para muitas conclusões e tomada de decisões imediatas, onde está a hipótese de dar sustentação a parte deste grupo.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Opinião




A Foto
Foto-Fonte: Lucas Uebel -Correio do Povo

Elogiar goleiro é sempre um problema, mas eu vou pela minha cabeça sempre, que é formada pela leitura, observação e experiência. Então, eu deixo esta foto da estreia do novo arqueiro gremista, que imagino resumir a qualidade dele. Observem que estão no lance Luiz Eduardo (43), Viery (44) e André Henrique (77), respectivamente, 1,88 m, 1,87 m e 1,89 m. A fotografia dispensa maiores análises.

Tem Grenal e Weverson pode ter uma jornada ruim, as críticas à contratação virão, como, aliás, vieram em 1974, até do consagrado treinador do Inter, Rubens Minelli, quando a Direção vermelha trouxe Manga, simplesmente, o melhor goleiro da história do futebol brasileiro, que homenageia com a sua data de nascimento (26/04), todos eles.

Pois Manga, nos dois primeiros jogos, foi muito mal, Santos e Vasco da Gama, o tom das críticas à sua contratação se elevou, o tempo passou e o resto é história.

Deixo vídeos com as falhas de Manga (gols de Fernandinho, Santos e Zanatta, Vasco da Gama) na sua participação inicial no retorno ao futebol nacional:






quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Opinião



As Boas surpresas de Bagé

Historicamente, algumas cidades do interior são barreiras difíceis de ultrapassagem pela Dupla Grenal; Bagé é uma delas e, mesmo passadas quatro décadas da última partida do Tricolor lá, isso se confirmou e aí, o mérito da vitória gremista. Recursos para a superação, ainda que a expulsão alvirrubra aos três minutos da etapa final tenha ajudado bastante.

Mas ela não se constituiu no único fator; houve outros relevantes, como resgato abaixo:

— A tranquilidade no arco 

- A estabilidade da jovem dupla de zagueiros;

- O muito bom jogo realizado por Caio Paulista;

- A experiência de Willian e Edenílson no período de maior disposição do Guarany;

- A qualidade dos meninos Mec, Jeferson e Roger.

- A virtude de Carlos Vinícius na arte de jogar como centroavante;

Esses fatores superaram o desencaixe inicial pela falta de entrosamento e a vitória veio com naturalidade, após o locatário ficar com dez em campo.

Destaco Luiz Eduardo, logo, logo, será titular, a entrada ativa e desinibida de Jeferson e o "fator"  Carlos Vinícius, presente nos dois gols.

O time alternativo evoluiu muito, se comparado com o do confronto diante do São José.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Opinião



O Botafogo de Luís Castro 

O Grêmio vai às compras, mas o seu treinador português em mais de uma oportunidade, expressou seu sentimento, qual seja, se tiver que competir com esse grupo atual, ele vai encarar sem medo o que vier pela frente.

Aí, eu busquei a escalação base do Botafogo naquela campanha excelente de 2023, quando deixou o clube carioca em ótima condição na tabela. Ela era assim: Lucas Perri; Di Plácido, Adryelson, Victor Cuesta e Hugo ou Marçal; Danilo Neves, Marlon Freitas ou Danilo Barbosa e Eduardo; Victor Sá ou Luiz Henrique (ainda não afirmado), Tiquinho Soares e Júnior Santos. 

Não havia para o grande público, jogadores famosos, talvez, o mais conhecido fosse Cuesta, ex-Inter.

Diante disso e olhando o grupo gremista atual, em especial, a garotada promissora, veteranos com "lenha para queimar": Weverton, Balbuena, Villasanti, e Carlos Vinícius mais Arthur e Wagner Leonardo, o primeiro, o melhor do time, o segundo, com possibilidades de crescimento na carreira, dá para esperar uma campanha na parte de cima da tabela do Brasileirão.

Tenho a impressão, que são elencos equivalentes, os do Botafogo de 23 e o atual gremista.


sábado, 17 de janeiro de 2026

Opinião



Grêmio goleia com naturalidade

Um placar do tamanho da atuação gremista gestado já no começo da partida e aí, se ele era o franco favorito, a materialização da goleada se impôs com tranquilidade. O São Luiz não teve forças para conter a avalanche técnica e tática do Tricolor na Arena com mais de 21 mil pessoas.

O Grêmio fez o que se espera de um time imensamente melhor do que um modesto do interior; massacrou sem molhar a camiseta.

Atuações consistentes de Arthur, sempre o melhor, Tiago Augusto, Marcos Rocha, Marlon com Tetê numa estreia auspiciosa e um centroavante "matador" (Vinícius) com quase 100% de aproveitamento das oportunidades. Fez três gols; os demais, um "golaço" contra e uma bucha de Cristaldo, que esteve bem acima das suas jornadas anteriores.

O trio final (goleiro e os dois beques) não comprometeu.

Resumindo: um placar elástico e um lamento dos demais clubes que não ganharam a mesura (cortesia) que o São José recebeu.

Ainda que o Grêmio não tenha obrigação de escalar os melhores sempre, neste caso, a sua atitude no meio da semana causou um desequilíbrio na acirrada briga dos pequenos do Gauchão.

Sorte do Zequinha.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Opinião



Olho na Base 

Recém-encerrou com goleada a partida do Imortal na Copinha, que o promoveu para a fase de quartas-de-final. Um 4 x 1 bem edificado a partir da organização tática do time. Parecem adultos neste quesito, mérito para Fernando Garcia, o comandante técnico espanhol de 34 anos.

Há vários destaques, os maiores, Danilo, o centro médio, Pedro Gabriel, excelente lateral esquerdo, Vitor Ramon, lateral direito e João Borne, o camisa 10, eleito o melhor da partida, embora eu ache que o camisa 6, também conhecido como Pedrinho (Pedro Gabriel), tenha realizado uma partida acima da média. Borne oscilou, mas foi decisivo, talvez aí, a balança pendeu para o seu lado.

Se verificarmos os desfalques neste sub-20, que incluem o goleiro Gabriel Menegon, o zagueiro Luiz Eduardo e os meio-campistas Tiago Augusto (Tiaguinho), Jéferson Forneck (antigo Jefinho), Gabriel Mec e Roger, podemos afirmar com certeza que esta é a maior safra em quantidade de bons valores. 

Além disso, a maioria tem idade de sub-17.

É uma baita notícia.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Opinião

Perda de tempo

Que joguinho ruim! Aí, dizer que perdi tempo assistindo não é absurdo nenhum, mas manchete é pela impressão, quase certeza, de que Luiz Castro desperdiça o seu precioso com alguns jogadores.

É compreensível que queira conhecer todos os atletas em campo, ou seja, não apenas por referências que lhes são passadas, mas nós, torcedores, podemos afirmar que parte do elenco pode ser rifada por fatores diversos, porém, os mais visíveis são a deficiência técnica e/ou a relação custo/benefício.

Tiago Volpi, que salvou o time hoje de uma derrota mais constrangedora, Vieri, mesmo com a atenuante de jogar fora de sua posição original, Cristaldo, Cuellar, André Henrique e Aravena, Kannemann (pelo passar dos anos) e Braithwaite, superestimado financeiramente, devem ser liberados. Serve para Gabriel Grando, cuja renovação foi corretíssima para não perdê-lo de graça e tem mercado. 

Esta derrota traz todas as justificativas do "mundo", no entanto, algumas causas são de temporadas anteriores.

Como nada não é ruim que não possa piorar, eu assisti pela RBS e o "glorioso" comentarista Saraiva, ao desejar sucesso para o Caxias na Série C do Brasileirão, soltou essa: "Seria muito bom ter um Ca-Ju na Série B".

Bom, para isso ocorrer, o clube grená tem que subir da C para a B, que disputaria em 2027, mas para ter o clássico da Serra, o Juventude, que está na Série B, tem que ter um insucesso na sua ambição de voltar para a Série A.

Que pérola!

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Opinião



Um recorte muito pequeno 

É a menor e, talvez, a menos significante de todas as rodadas do Regional para análises, mas arrisco dar uns pitacos sobre o que vi nesta primeira.

Não vi Guarany x Monsoon, São Luiz x Caxias. De Juventude x Ypiranga, o primeiro tempo, assim como o do Coirmão no Beira-Rio. Vi por completo o Coirmãozinho santamariense no gramado sintético do Passo D'Areia retornar à Divisão principal e, lógico, na íntegra o do Imortal.

Mesmo com apenas uma semana da volta das férias, o Grêmio sobrou diante do Avenida. Mostrou organização tática, boa técnica e alguns vacilos, em especial, no setor defensivo.

Os demais jogos, seus recortes, apresentaram "miséres", um show de horrores a começar pelas más atuações de vários arqueiros, mesmo que alguns não tenham influenciado diretamente no resultado final dos confrontos.

O Gauchão, diria que é um "mal necessário", porque ainda está na raiz do amor de gremistas e colorados + raros exemplos resistentes no interior pelos seus clubes.

Sem ele, desconfio que teríamos mais palmeirenses, flamenguistas e outras preferências europeias. 


sábado, 10 de janeiro de 2026

Opinião




Um Passeio nos Eucaliptos 


Melhor do que a previsão. Sim! Um time que treina há apenas 8 dias contra outro com mais de um mês de preparação ganhar com uma goleada fora de casa é um resultado surpreendente.

É verdade que o Avenida é daqueles clubes que têm como objetivo, ano após ano, se manter na Série A do Gauchão, mas, se se pesquisar estreias anteriores no regional, esta performance azul nos Eucaliptos é algo positivo.

Houve destaques muito previsíveis, casos de Arthur e Willian (que entrou no segundo tempo); além deles, boas surpresas: os meninos Tiago e Roger estraçalharam para os seus 17 anos e pisando pela primeira vez na grama como titulares nos profissionais, também, o toque de bola coletivo num gramado ruim e embarrado.

Pavon foi uma bela surpresa; o primeiro tempo de Caio Paulista também chamou a atenção.

No entanto, mesmo numa partida de estreia, adversário frágil, campo do adversário, erros antigos apareceram, como a limitação técnica com os pés de Grando, os atrapalhos de Aravena na tomada de decisão, a pouca participação consequente de Cristaldo, embora o passe para o gol de Roger e a timidez ou desligamento de Riquelme em vários lances.

Com todos os descontos que devem ser dados, é importante reconhecer a bela estreia do Grêmio de Castro.

Uma última observação: embora sem erros, é inadmissível a condição física do árbitro. Parecia o saudoso John Candy apitando o jogo.



sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Opinião



A estreia de Castro 

Li mais de uma vez que o novo treinador gremista, no início da temporada, vai, na escolha do time, privilegiar a parte física, isto é, quem estiver melhor preparado nesta "valência" sairá jogando no começo do Gauchão. Está absolutamente correto, mesmo que isso implique manutenções tidas como descartáveis no final de 2025. É questão de pontuar para assegurar vantagens na hora mais quente da competição, afinal, nunca tivemos, em tempos recentes, um regional começando tão cedo em janeiro.

Espero muitas novidades no decorrer dos jogos, inclusive com negociações de saídas de alguns que poderão estar em campo amanhã. Como dizia o poeta: — Faz parte.

Mudando de assunto, assisti a pedaços dos jogos (Galvez e Votuporanguense) do time gremista na Copinha e, embora seja uma amostragem, gostei do comportamento tático da equipe (muito sólido), que apresentou alguns destaques: Pedro Gabriel, lateral esquerdo, que se lesionou ontem, e Danilo Gabriel, volante muito técnico e "pegador". Estranhei ele estar no banco, mas a resposta veio na transmissão: ele recém subiu de categoria. Pertencia ao Sub-17.

Sábado começa um dos anos mais agitados do calendário mundial do futebol. Só para em dezembro.

 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Opinião



Castro e o novo nome do Garoto 

No início da década de 80, o Botafogo trouxe um ponta esquerda do Náutico, um paraense que se destacou no Paysandu (PA) chamado Lupercínio (assim com essa grafia), e a lenda alvinegra Nílton Santos, chamado de a Enciclopédia do Futebol, afirmou que "com esse nome" não ia vingar no Glorioso - Não existe ponta esquerda com um nome tão grande - Sugeriu que o identificasse como Lupe, mas não pegou. Lupercínio afundou no futebol carioca.

Eu, curioso, busquei os nomes de ponta esquerdas daquela época, 70 e 80: Lima e Joãozinho (Cruzeiro), Lima, Aladim e Romeu (Corinthians), Tião e Romeu (Atlético Mineiro), Pio e Nei (Palmeiras), Paraná (São Paulo), Edu e Abel (Santos), Loivo, Wolmir, Nenê e Odair (Grêmio), Land, Wolmir e Lula (Inter), Lula (Fluminense), Piau (Portuguesa de Desportos e São Paulo), Aladim (Coritiba), Nilson (Atlético Paranaense), Galdino e Careca (Botafogo), Lico (Flamengo), Acelino (Vasco), enfim, a maioria dos ponteiros canhotos possuía nomes curtos, excluindo os compostos (Mário Sérgio, Paulo César Caju). Devem haver exceções, mas Nilton Santos não estava de todo errado.

Há, inclusive, alguns cronistas que garantiam que o menino Pelé, se usasse o seu apelido anterior, "Gasolina", talvez não estivesse no topo dos maiores do mundo.

Acho o nome importante para firmar uma marca, caso do apenas Cláudio, que com relutância aceitou agregar ao nome o "Pitbull". Lembro também de um ponta esquerda gremista que subiu da base e o Haroldo de Souza passou a chamá-lo de Zé da Ilha (era daquela região de Porto Alegre); ele não gostou e pediu para manter o nome de Zé Carlos. Nunca se firmou. 

Pois leio que Luís Castro sugeriu que Jefinho mudasse o nome para Jéferson. Acho que acertou completamente. 

Mania ou conhecimento? Não sabemos, mas eu acho que, como Jefinho, ele não iria muito longe na profissão.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Opinião



A Fidelidade de Luis Castro 

Às vezes, a obviedade deve ser divulgada, por isso esse título, isto é, as primeiras movimentações do novo "professor" gremista vão ao encontro do que se sabia de Castro, de sua biografia.

Além da análise da Direção de dispensar quem não confirmou, saídas de Volpi e Kike Olivera, a manutenção dos afastamentos de Carballo e Arezzo, a vontade de liberar Cristaldo, além disso, há chegadas de atletas com o perfil da "cultura" futebolística do "Mister" Tricolor, como os casos de Tetê e Enamorado, talvez Caio Paulista e a subida de vários juniores com potencial, Jefinho, Tiaguinho, Mec, Luiz Eduardo e Gabriel Menegon (goleiro).

Tenho curiosidade quanto ao aproveitamento de Willian e Cuellar. Castro saberá aproveitá-los?

Quanto ao arco gremista, tem que buscar alguém incontestável e, para a "5", Noriega será suficiente. Já na lateral direita, a incógnita fica pela condição física de João Pedro e Marcos Rocha.

Enfim, agora, falta de qualidade não poderá ser argumento. Muito menos, a ausência de um grande treinador à beira do gramado.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Opinião



A volta de Tetê

A contratação de Tetê é, das viáveis, a melhor possível. Excelente jogador na base, é da grande Porto Alegre, portanto, sem problemas de adaptação, está mais experiente e com idade até para pensar em Seleção Brasileira (não me refiro a esta Copa de 2026).

Um golaço da nova direção, que já acertara antes com Luís Castro e com a ideia de reformulação do elenco tão inchado e tão mal escolhido; porém, não posso deixar de registrar a minha surpresa (negativa) com a vinda de Caio Paulista, que nunca vi jogar bem, com uma única exceção (Avaí) há quase uma década.

É aguardar e torcer para que encontre ou reencontre o futebol que chamou a atenção de Fluminense, Palmeiras, São Paulo e Atlético Mineiro.