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domingo, 22 de março de 2026

Opinião



Derrota constrangedora no São Januário 

Um fiasco. Não tenho outra definição, porque, depois das experiências diante do Fluminense e São Paulo fora de casa (derrotas no "quase" empate), eu não esperava ver novamente um time apático indo para o abatedouro. Era para ter outra postura com essa ou outra formação inicial.

O time do Vasco está bem treinado por Renato, mas não tem nenhum craque, ninguém que desequilibre jogos rotineiros. E o Castro assistiu a blitz pelo lado esquerdo vascaíno em cima do abnegado, mas atrapalhado, Pavón, que não contou com Tetê, nem Perez, muito menos, com Balbuena. Esse trio afundou com o primeiro omisso o tempo inteiro e os outros, desta vez, justificadamente, lentos e com erros de passes que a gente não vê nem no futebol amador.

Castro sacou no intervalo dois deles, e o time melhorou; porém, foi insuficiente para empatar. Quase teve chances; Enamorado demonstrou mais uma vez a sua ineficiência no acabamento das jogadas e Braithwaite tem a atenuante de voltar depois de meses.

A decepção, mais do que tática, apareceu nas atuações individuais de Balbuena, Perez, Nardoni, Amuzu e Enamorado, mas ninguém superou Tetê. Este com uma atuação omissa, frustrante, porque a sua contratação, além de cara, gerou a expectativa de ser um diferencial no time, e o que se vê em campo é um atleta abaixo de Roger, o guri da base, inclusive.

Acredito que, diferente de anos anteriores, esta gestão não vai deixar por menos. Se o futebol insuficiente de Tetê tem causas psicológicas, de adaptação, merece a sua manutenção no grupo; caso contrário, se a "bola" dele é a que vem demonstrando, a Direção, por certo, vai chamar o empresário e autorizar a sua venda.  Vida que segue. Não vale a pena insistir.

O destaque novamente foi Arthur e, com boa vontade, Weverton. Uma menção pela luta incansável de Carlos Vinícius.

4 comentários:

  1. João Henrique Hollerbach22/03/2026, 21:11

    Agora estou concordando plenamente com a tua análise, especialmente a respeito do Tetê. O Enamorado parece um "guri" da base: dribla 3 ou 4, mas perde a bola logo em seguida. Mesmo assim produz mais que o Tetê. O Pavón é esforçado, mas é só isso ou seja, ele não é lateral. Basta ver o segundo gol do Vasco: ele ficou longe do adversário e não impediu o cruzamento. Deveria ter "encurtado" a distância. Infelizmente continuo pensando que a luta é apenas pelos 45 pontos.

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    1. João
      O detalhe diferente é que esta gestão vai botar mão na massa.
      Errou, paciência, vai para a correção.

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  2. Pavon no ataque era inofensivo, mas na lateral me causa vergonha alheia.
    Balbuena jogando na sobra conta adversários inferiores até vai, mas quando a coisa aperta é filme de terror.
    Renato com 4 jogos já tem um time bem treinado já o português ainda não percebeu que jogar com Tetê é jogar com um a menos.
    Após a derrota para o Palmeiras estaremos no meio da tabela o que é bom pelo nível do nosso time.

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  3. Carlos
    Apesar destes resultados, não vejo como solução a troca de técnico.

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