Páginas

terça-feira, 29 de abril de 2025

Opinião




Copa do Brasil é especialidade do trio 


Amanhã, como todas as quartas-feiras às 19 h, eu terei um compromisso na UFSM e perderei a estreia de Mano e Luiz Felipe no torneio. Essa dupla mais o Tricolor, os três têm afinidade com esta Copa. Venceram várias vezes, então, renovam-se as esperanças apesar do momento ruim, do momento de reconstrução do time.

É o tipo de disputa que dificilmente dá chances num vacilo grande, mesmo que a distância entre os oponentes seja imensa. Vale lembrar que a Copa do Brasil já teve finalistas inusuais como Criciúma, Goiás, Paulista, Santo André, Figueirense, Ceará, etc. Alguns até botaram a mão no caneco.

Mano e Felipão marcam a minha torcida inarredável pelo sucesso, mas, contraditoriamente, a ideia da contratação deles vem de encontro ao que penso quanto aos rumos do futebol. O fracasso da passagem de Quinteros traz de ruim, além dos resultados (obviamente), um retardamento no processo que julgo inevitável na evolução tática dos grandes clubes. Fica para mais adiante.

Espero que esta Direção não fique omissa quando Mano e Luiz Felipe encontrarem resistências malévolas no elenco, que só trazem prejuízos à instituição, como ocorreu em 2021 com um grupo de atletas de qualidade superior a mais de dois terços dos participantes, que sucumbiu inexplicavelmente aos olhos assombrados dos torcedores, assistentes impotentes da ruína Tricolor, mas uma queda que os subterrâneos do futebol conhecem bem as causas.

Finalizando, uma vitória amanhã carimba o passaporte para as oitavas de final da competição. Que venha sem sobressaltos.


domingo, 27 de abril de 2025

Opinião




Novamente, a vitória escapou

O Grêmio ainda não venceu na fase pós-Quinteros, mas isso não tem a ver com a troca de treinador unicamente. Com o argentino, o time ia "pelas caronas". A explicação passa por outros fatores ou "detalhes".

No Grenal, a vitória poderia vir com a chance de uma cobrança de penalidade que a arbitragem sonegou. Diante do Godoy Cruz, os erros de Jemerson comprometeram o resultado e hoje, Volpi "caçou borboleta" numa bola parada, o que agrava a sua falha, afinal, não houve imprevisibilidade no lance. O fato é que, desde a saída de Victor, o Tricolor não tem um goleiro à altura de suas necessidades. Teve êxito em alguns certames, basicamente pela sua dupla histórica: Geromel & Kannemann.

Mesmo com uma partida ruim de se ver, cheia de defeitos, ainda assim, o time apresentou a evolução do quarteto defensivo: Serrote, Jemerson, Wagner Leonardo e Marlon, todos eles tiveram uma boa participação.

Já o meio ficou devendo, Dodi esteve bem, mas nasceu para ser coadjuvante. Não passará por ele, na maioria das jornadas, o fator de desequilíbrio de partida. Villasanti abaixo do que já rendeu, Cristaldo é o 10 de esporádicos movimentos consequentes e Edenílson, bom, este merece mais linhas de análise do que os demais.

Mano repete os erros de Renato e Quinteros, ao achar que o atual camisa 8 pode fazer o "corredor" pelo lado direito, algo que lembra a função de Ramiro, e Edenílson nunca foi dali. Quebrou o galho, quando a sua condição física era de um jovem meio-campista, algo que ficou com o passar dos anos. Hoje, Edenílson só pode jogar como segundo volante e eu sugiro, eventualmente, testá-lo como o primeiro marcador, que pode surpreender em determinados momentos dos jogos, entrando na área adversária.

Na frente, Braithwaite vai morrer à míngua, sobra Kike Olivera, que "se vira nos 30", algo que o dinamarquês não está conseguindo em seu isolamento.

Mano vai conseguir ajeitar taticamente o time, mas como todo treinador que chega num clube e quer "ganhar o elenco", assim, vai rodar o grupo, tentando dar chances até aos arquivados como Nathan Pescador, que até fez um bom jogo. 

Essa fase espero que passe logo e o técnico consiga fazer a sua avaliação e descartar quem está devendo.

O ponto positivo nas três últimas partidas decorreu da pegada forte, na disposição do elenco, o que também traz desconfianças de que as más performances de antes não eram exclusivamente responsabilidade da comissão técnica defenestrada.

Fica uma questão: se Mano entrar em atrito com o elenco, o clube ficará refém dos "profissionais" do grupo, como ocorreu com Quinteros?



quinta-feira, 24 de abril de 2025

Opinião




Grêmio deixa escapar a vitória na Argentina 

Primeiro, eu devo dizer que, diante da disponibilidade de treinadores e do tempo de contrato (8 meses), achei acertada a contratação de Mano. Cheguei a citar Carpini, mas estava empregado e sofreria maiores resistências de parte da torcida e até os dirigentes estariam divididos em "bater o martelo" com a vinda dele.

Dito isso, esse empate tem muito do lado ruim de Mano Menezes, qual seja, conseguiu a vantagem com Aravena, um belíssimo gol, e imediatamente, sacou um atacante e colocou mais um defensor, escolha que se mostrou equivocada, porque "chamou" o adversário para o ataque.

Mas o maior responsável é Jemerson, que desde que voltou ao Brasil (Atlético Mineiro), já demonstrava que a sua queda física e técnica era maior do que a de outros jogadores que cumpriram essa trajetória, destaque no Brasil, carreira consolidada no exterior e retorno para tirar o "último leitinho da carreira".

Jemerson vinha fazendo uma boa partida, mas chega a hora em que essa característica, a do ocaso da carreira, se apresenta. O zagueiro experiente, com certeza, observou que a partida era de contato físico, o juiz deixou o jogo correr, então, não foi descuido dele, mas de falta de imposição.

O que ficou de positivo? Correu muito, brigou bastante, Kike Olivera, Lucas Esteves, Dodi, Villasanti (o melhor) foram bem. Edenílson, que estava mal, pelo menos, marcou o primeiro gol. Braithwaite abaixo de apresentações anteriores.

Monsalve ou Cristaldo? Estou me convencendo de que a história de quem está de fora é a solução, parece que vai se repetir, até o veredito final, que, às vezes, reprova as duas opções.

Com a fase de Jemerson, coincidentemente, os 3 zagueiros disponíveis são canhotos: Kannemann, Wagner Leonardo e Viery. Problema para o técnico. Ele é pago para isso.

O empate deixou um gosto amargo, porque a vitória esteve bem próxima.



quarta-feira, 23 de abril de 2025

Opinião




A Escolha do Técnico 


Assim como ocorreu com a contratação de Tiago Volpi, a de Mano Menezes, na minha cabeça, não considero a ideal, porém, não vejo algo trágico. Se Volpi não era o arqueiro que tanto reclamo para o Tricolor, pelo menos, está num estágio bem superior ao anterior (Marchesín) e aí, vamos para a situação do treinador recém-efetivado.

Quinteros foi mal, porém, no cadinho de erros está a má vontade de parte do elenco e, como dizia o memorável Mário Sérgio, num time de 11, quando dois não querem, eles derrubam o comandante técnico.

Não sei se ocorreu isso, mas algum fator acima de questões táticas ajudou à demissão do argentino/boliviano e a situação ficou incontornável. A queda se tornou evidente e a correção de rumo, uma obviedade.

Neste contexto, quarto mês do ano, uma nova tentativa com profissional nascido fora do Brasil, de cara, teria rejeição ou quase isso. Quem então? Aí entra Mano Menezes, que é do Sul, estava parado momentaneamente, tem uma identificação com a história do Tricolor e, importante, aceitou pegar "a barca" de apenas 8 meses (com chances de prorrogação de contrato).

Mano vai acertar a mecânica. A edificação virá da defesa para o ataque, pois o time, independente de escalação, esquema ou competição, vaza demais e uma conclusão se faz necessária: se toma um gol, para vencer terá que fazer dois.

Li que Mano vem resgatar a alma do Olímpico. Bobagem, o treinador gaúcho é cobra criada, é cascudo, não veio aqui para fazer o trabalho que é da Direção. 

Como já mostrava a capa de um antológico álbum de Frank Zappa chamado We're Only in It for the Money, Mano está olhando o seu lado e não há nada de errado nisso, desde que busque colher bons resultados. 

Só isso.

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Opinião



Impressões 


Fiquei pensando se havia apenas duas conclusões sobre a origem da intenção do tal Bráulio Machado, o soprador de apito, que sacaneou o Grêmio, se mal-intencionado ou incompetente. Concluí que existe outra, uma tão danosa quanto as opções anteriores: Arrogância, que é originada pela insegurança. Se ainda, ela resultar associada à vaidade, o risco de prejudicar outrem é grande, assim como a sua queda, mais adiante.

Quando o bandeirinha Boschilla errou no gol gremista, o juiz, orientado pelo VAR, corrigiu o seu auxiliar e acertou em cheio. A falha não era dele (Bráulio). Quando não marcou a penalidade, falha sua, a vaidade associada à insegurança que resulta na arrogância, o impediu de reformar a decisão. É nítida a sua inconformidade à indicação/sugestão de ir à cabine, ver o lance de vários ângulos. Se fosse no distante século XIX, ele diria: "Que maçada!" E andou até a câmera, provavelmente, já com a ideia de rechaçar o óbvio das filmagens, enfim, brigar com as imagens. E assim procedeu.

Errou pela sua insegurança, acobertada pela arrogância. 

Bráulio, em condições normais, não irá longe na arbitragem.


domingo, 20 de abril de 2025

Opinião




Grenal marcado por péssima arbitragem 


Está difícil assistir futebol. Aqueles erros de anos, décadas passadas, que podiam ser considerados aleatórios, agora me dão a sensação de algo articulado, pois o leque de acontecimentos, delitos, é algo jogado na nossa cara sem constrangimentos. São manobras políticas, antes realizadas às escuras no subterrâneo do esporte, que se naturalizaram. É a CBF escancarando a sua maneira de agir, tem, também, jogadores (e "adjacências") mexendo na condução, no correr de uma partida, alterando os rumos em campo (bets), que incentivam uma boa parte dos integrantes porque imagina, se "lá em cima é assim, não faz sentido eu remar contra a maré". Um juiz que nunca vai bem (Wilton Pereira Sampaio) é selecionado para o Mundial de Clubes e qualquer um que olhar o seu currículo terá a certeza (!!!!) que se trata de um grande árbitro. São participações em decisões nacionais, internacionais e até Copa do Mundo. Ele e outros são premiados, ou melhor, são eleitos pelos serviços competentes prestados.

O que se viu ontem não se trata de lance polêmico, como li e ouvi. Não, o lance não deixou dúvidas. A polêmica fica pela interpretação do soprador de apito, que teve tudo para acertar no pênalti escandaloso no final do clássico, que retirou do Tricolor a chance de sair vitorioso e dar um salto na tabela. A conclusão não pode se afastar desta: ou o juiz é mal-intencionado, ou é incompetente, que, quando associados à arrogância, como foi o caso, numa situação limpa, honesta, proba, encerraria a carreira dele.

O Grêmio fez uma partida de superação, pois, bem escalado e com a "ânima" revigorada, tratou de anular peças importantes do Coirmão, este, que, se cruzar com adversários estudiosos, terá muitas dificuldades pela frente e o Pep Roger poderá repetir passagens anteriores, quando mostrou que não consegue manter seus clubes atuando em alto nível a médio prazo.

Ontem, o treinador colorado, para não admitir a penalidade máxima a favor do Imortal, disse que se deve dar o direito de interpretação ao árbitro. Afirmo: Ele vai ter contra si, situações iguais ou semelhantes. O que vai dizer?

Para não me alongar, os destaques foram muitos: Volpi, Kannemann, Marlon (excelente estreia), Kike Olivera e Villasanti.

Uma observação sobre Aravena, um jogador mediano, mas esforçado: ele participou de dois lances importantes no pouco tempo que teve, uma bola na trave e a falta absurda sonegada pelo juiz.

Espero que a mobilização e avanços táticos e anímicos não se resumam ao clássico, abrindo de fato o 2025 para o Grêmio.

sexta-feira, 18 de abril de 2025

Opinião




Onze Estrangeiros*** (corrigido agora) 

Na minha adolescência, período em que se forma muito conceito na cabeça das pessoas, jogador estrangeiro vinha para ser titular e, de preferência, fazer história nos seus clubes. 

Utilizando apenas a memória: Ancheta, Obberti, De León, Rivarola, Arce; Figueroa (Inter), Perfummo (Cruzeiro), Reyes e Doval (Flamengo, o último também no Flu), Mazurkiewicz e Cincunegui (Galo), Andrada (Vasco), Ramos Delgado (Santos), Fischer (Botafogo), Forlan e Pedro Rocha (São Paulo), enfim, a lista é enorme.

Pois, em 2025, o Grêmio tem no elenco 11 (onze) atletas nascidos fora do Brasil. Acho o número exagerado, porém, se se firmassem, ninguém, muito menos eu, faria uma postagem assim.

Quem é indiscutível no Grêmio? Amuzu, Pavón e Aravena, esse trio tem mais jogos reprovados do que algum que o torcedor tenha boa lembrança. 

Kannemann e Cuéllar, hoje, têm mais dias no DM do que à disposição dos comandantes técnicos. Cristaldo e Monsalve, eu cheguei a lembrar da eterna discussão dos Colorados na virada dos anos 70, Bráulio ou Sérgio Galocha? No final, nenhum. Uma terceira alternativa resolveu a questão.

Arezo e Kike Olivera, alguém crava que são soluções? Lembro que estou me referindo a abril de 2025. Se estourarem, melhor para todos, mas a realidade...

Restam Villasanti e Braithwaite. O paraguaio anda incomodado com algum fator, mas futebol, ele tem. O dinamarquês, se não é unanimidade entre a massa gremista, pelo menos vem fazendo gols e mostra muito profissionalismo.

Finalizando: A proposta gremista é positiva, mas a prática não se apresentou exitosa. Há, ainda, o atraso da revelação de juniores, que ficam atrás dessa turma.


quarta-feira, 16 de abril de 2025

Opinião



Derrota para demitir o Técnico 


(In)felizmente, não assisti a todo o jogo, um compromisso na UFSM durou exatamente o tempo da partida. E ao tirar o celular do modo Avião, tomei conhecimento da goleada e a dedução foi óbvia: A demissão de Quinteros.

Depois de ver os melhores momentos e ouvir alguns comentaristas, sendo "comedido", outra constatação: Não se joga o que o Grêmio jogou sem ter a participação "coletiva" do elenco. A goleada de hoje parece uma concessão dos jogadores para que isso não ocorresse num Clássico. Foi um recado para a Direção do que poderia reservar o Grenal mantido o estado atual.

Se a mudança de atitude, de pegada, ocorrer na partida de sábado, os dirigentes têm obrigação de "marcar na paleta" aqueles que fardaram e não apresentaram nada, alguns que já mostraram qualidade em temporadas passadas, porque o clube deverá estar acima destas diferenças.

Com mais de meio século acompanhando futebol, ninguém me convencerá de que apenas em quatro meses, uma orientação tática nova faça bons jogadores "desaprenderem".

A Direção que errou muito pode acertar, se identificar todos os agentes que levaram a essa decadência. Doa a quem doer.

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Opinião




A Segunda-feira dos gremistas 


Hoje, a disponibilidade de canais ofertando notícias dos clubes é imensa, do Grêmio não seria diferente, então é difícil refletir sobre o que está ocorrendo interna e externamente, porque, na verdade, são muito mais opiniões do que dados concretos. Aqui, de forma amadorista (no melhor deste conceito), eu opino, preferencialmente. Então, vamos seguir:

- Os comandantes gremistas que falaram sobre risco zero de erro nas contratações, na prática, não alcançaram isso, em especial, nos casos Cuellar (problemas pessoais) e Luan Cândido, que segundo se sabe, ainda não entrou em forma, depois de mais de dois meses no clube

- A saída de Quinteros é pedida insistentemente (e é justa), pois o time não evoluiu nada nestes quatro meses de Grêmio, mas não vejo na mídia (alguns dirão que não é responsabilidade dela indicar) sugestão de substitutos para o lugar do argentino

- O não aproveitamento de determinados jogadores, casos de Monsalve e Natã Felipe, em anos anteriores e agora, é um mistério para a torcida. Podem até não corresponder, mas precisam, precisavam no caso do zagueiro, ser testados

- A necessidade de produzir notícias esportivas sobre o Grêmio, porque está sendo patrocinada, exige da mídia identificada, material para fazer a roda girar. Alguns com certo exagero e, para mim, isso tira a credibilidade dos conceitos emitidos. Arrisquei acompanhar a Rádio Imortal pela contratação de Cristiano Oliveira, mas, aí, no pacote, tem o Fabris e, meus amigos, o problema sou eu, repito, o problema sou eu, ainda que perfeitamente legal no ponto de vista da Lei, a lembrança que ele administrou o Instagram do Douglas Costa e defendeu o retorno dele, tira o brilho deste canal. Uma pena! Melhor se fosse administrador do Instagram de Kannemann ou Geromel, por exemplo. Talvez o problema seja eu, realmente

- O desempenho de Quinteros atrasa a boa ideia de aproveitamento de um estrangeiro como treinador e inviabiliza a vinda de outro pelo tempo que resta para essa Direção. Isso resulta numa postergação de mudança e a troca mexe na convicção que trouxe o argentino. Se ele sair, virá um "tampão", nesse caso, algum brasileiro, que se disponha a um contrato de 8 meses

- Já ouvi de torcedores nomes como Felipão, Dorival, Mano Menezes. Primeiro, não acho nenhum dos três ideal para esse momento, Felipão está mais para coordenador técnico, Dorival vai pedir um valor estratosférico, se tiver interesse, e Mano, talvez, o mais acessível, igualmente, não aceitaria um contrato de pequena duração

- Para não ficar sem dar um pitaco, acredito que Carpini, agora mais cascudo, poderia ajeitar o time, evitando maiores sustos neste Brasileirão. Também acho que não aceitaria um contrato de tiro curto, porém, em tese, é o de menor custo

Enfim, tem assunto para toda a semana, mesmo que vença o Mirassol fora de casa.

domingo, 13 de abril de 2025

Opinião



Nova derrota pressiona mais o técnico


A partida tinha todas as características de ser difícil para o Grêmio, o retrospecto mostra o fosso que existe em favor do clube carioca. Acho que nos últimos 9 anos, o Tricolor ganhou apenas 4 e sofreu algumas derrotas constrangedoras, muito menos no placar, mas no banho de bola que levou na maioria das vezes, então, o resultado não foi nenhum absurdo.

O problema está no histórico do time em 2025. O Grêmio não conseguiu estancar a sangria que representa sofrer gols em quase todos os jogos e isso indica matematicamente, que, no mínimo, ele terá que fazer dois para sair vencedor, se sair.

Para agravar, tomou aos três minutos e o que parecia ruim, ficou péssimo. Ainda assim, com exceção do placar, os números foram bons no final da primeira etapa: maior número de arremates, maior posse de bola, maior número de desarmes, maior percentual de acerto nos passes. Além disso, ao meu ver, duas penalidades claríssimas, a primeira, Braithwaite foi deslocado com o adversário usando as duas mãos no tronco do dinamarquês. Esse erro grave ficou em segundo plano na memória dos torcedores e da imprensa, porque houve outro mais visível, a abertura do braço de Gerson, que se fosse na outra área, não haveria sequer discussão. 

Veio a etapa final e o Flamengo se impôs com muita naturalidade, pois a diferença de elenco impressiona. 

Mesmo que o grupo do Grêmio seja bom, em algumas posições, há carências, que apareceram diante do melhor time da atualidade. João Pedro, Jemerson e Cristaldo falharam em momentos cruciais. Já Amuzu, embora eu não tenha opinião definitiva; adaptação, timidez, tempo de Brasil dificultam uma conclusão, mas pela amostragem, ele não farda no Juventude.

Quinteros tem responsabilidade, porque mexeu mal e deixou o Flamengo "gostar" do jogo, não teve contra si, a pressão sofrida no primeiro tempo. Jemerson, Dodi, Monsalve, Amuzu e Alisson não repetiram o nível dos substituídos.

Outro equívoco e aí é geral nos times, os pontas invertidos, ainda que tenham a possibilidade do corte para o meio e o arremate em curva, na maioria das jogadas que cruzam para a área, o efeito da bola consagra os beques que pegam o lance de frente. É um "abraço" para os zagueiros. Não se vai mais ao fundo da última linha do gramado para o cruzamento "procurante", que consagra os avantes. Enfim, é a "modernidade" do esporte bretão.

Resumindo: Perder para o Flamengo virou rotina, não seria trágico, mas o combo de jogar mal, perder jogos como o do Ceará e não apresentar evolução tática agrava a posição de Quinteros. Só vencendo os dois próximos compromissos, o treinador ganhará sobrevida.

E um deles é Grenal.