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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Opinião



Colapso 

Uma das definições de colapso é: "falência do funcionamento de órgão ou organismo".

Só a base gremista salva o clube. Estou chegando a esta conclusão após as notícias trágicas e reveladoras. Mostra que, neste momento, a instituição tem um "dono" e ele coloca pretensões alheias à frente dos interesses do Grêmio. Isso confunde a forma de lidar de suas empresas com o jeito de tratar uma agremiação centenária ungida por mais de 8 milhões de torcedores de vários lugares do planeta. Não se trata de gerir uma mangueira, estábulo, comerciar cereais ou fazer de conta na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados.

Infelizmente, a situação mais preocupante do que o clube se tornar uma SAF é ter um dono de forma oficiosa. Dá para sentir que o atual presidente institucional é refém e, se tiver coragem, ou reage ou se demite.

Quando escrevo que só a base salva o clube, não está incluída a ideia de não ser rebaixado, mas, uma vez isso concretizado, o Tricolor não terá Weverton, Carlos Vinícius, Villasanti e Arthur. Eles são profissionais, mas não são ingênuos. Não poderão atuar na Série B, cientes do prestígio que têm no mercado da bola. Nem o clube poderá honrar o compromisso contratual com eles.

Teremos uma nova versão de operários como Domingos, Sandro Goiano, Escalona, Lipatin, Ricardinho, Marcel, Beausejour...

As confusões fora das quatro linhas não serão administradas (nem devem) por Castro e sua comissão; porém, o respingo delas afetará imediatamente o que se verá nos gramados. Mais até do que este quadro do primeiro semestre. Portanto, as soluções terão de vir dos dirigentes, esses mesmos que não estão colocando os interesses do clube como prioridade. 

Alguém acredita?

A venda de alguns atletas é inevitável, mas outras "promessas" estão subindo da base. Se os dirigentes forem minimamente competentes, acharão no universo da atual Série B gente pedindo passagem. Isso dará resposta igual ou superior aos "cascudos" com dois aditivos de imediato: querem "acontecer" na vida (ambição sadia) e com remuneração menor.

Para a tristeza geral da massa tricolor, essa esperança está cada vez menor. Afinal, o último grande presidente gremista já está no plano espiritual e faz mais de uma década que deixou seu cargo no Grêmio.