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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Opinião



O foco deve ser exclusivamente o Fluminense

Hoje, nós teríamos muitas queixas, muitas reclamações da decisão da Direção e Comissão Técnica em entregar os três pontos no Recife, quando enfrentou o Sport desesperado, já sem treinador efetivo e vindo de uma derrota na Copa do Nordeste, mas a torcida precisa ter paciência, porque quarta-feira é o jogo de volta da Copa do Brasil.

Vou utilizar a mesma expressão que usei na véspera do confronto de Domingo, isto é, o Fluminense vai vir "babando" para cima do Tricolor gaúcho, pois vem de vários reveses e se bobear, o Abel balançará também a exemplo de Zago, então, todo o cuidado será pouco. Será preciso entrar ligado os 90 minutos.

Se o Grêmio passar de fase; beleza, mas não poderá se iludir, achando que acertou poupando titulares ou que o elenco está bem servido. Temos problemas em algumas posições e felizmente, tempo para a Direção fazer as correções para a Libertadores e Brasileirão.

De qualquer forma, deixemos as críticas construtivas para o pós-jogo do Maracanã.

10 comentários:

  1. Meu foco é o Vasco e o sorteio do adversário na Libertadores. Depois do papelão de ontem peguei nojo da Copa do Brasil. Se o Fluminense encaixar o jogo, o (des)treinador não desencaixa nem que a vaca tussa. Com o treineiro fanfarrão sou pessimista em todas as competições.

    Espero que os jogadores continuem sabendo se organizar em campo sem treinador, o que ocorre desde a saída de Roger.

    Seja como for, no vestiário será nós (ou eu) ganhei ou eles perderam com explicações baseadas em motivação, bobeira, eu sou muito bom, cansaço, quem sabe sabe quem não sabe estuda, nana-neném, eu sou pica, etc, nulas explicações táticas, como na entrevista podre depois do jogo de ontem.

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    1. Bah, se a lógica é essa, Roger desorganiza os jogadores, ou era um sósia dele que treinou o time em algumas derrotas vergonhosas ano passado...

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    2. Glaucio
      Esse é um dos mistérios (para nós, simples torcedores); como um cara simples e tranquilo, teve problemas de vestiário? Porque algumas derrotas não foram apenas problemas técnicos e táticos.
      Vamos ver como ele se dará no Galo.

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    3. Ele tem tudo pra ser um dos melhores do Brasil em pouco tempo, basta aprender com os erros.

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  2. Rodrigo
    Mas na hora que o time entra em campo, não tem como não torcer; eu torci quando o Roth era nosso treinador; acho que o único time que não consigo torcer é a Seleção Brasileira, herança daquela sacanagem em 72 do Sr. Zagallo.

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  3. Um time montado é como um avião: em cruzeiro o piloto é quase desnecessário. O Bayern não precisa do Ancelotti, o Real não precisa do Zidane e a Juventus não precisa do Allegri para a maioria das situações no momento, pensam que técnico é pilha e os jogadores ficariam batendo cabeça ou parados sem eles? Não, não é assim. Isso vale para o Grêmio também. Roger deixou o Grêmio no ar com o piloto automático, e um piloto amador foi contratado. Este teve de corrigir coisas banais, coisas de manuais ou que vem de instruções de radio (já que estudar manual é coisa para quem não sabe). Coisas banais e mais nada. Pôde até fanfarronear aos passageiros-torcedores pelo microfone e dizer "quem sabe, sabe; quem não sabe, estuda"...

    Mas pilotos de verdade, como Zidane, Ancelotti e Allegri, são necessários em coisas mais complexas, na decolagem e aterrissagem, na montagem de um time a partir do zero, em coisas extraordinárias como em problemas inesperados que um técnico adversário imponha no jogo que exijam respostas eficientes e imediatas. Ou no planejamento de colocar reservas nas duas maiores competições em disputa para se poupar para as menores... aí um piloto amador como o treineiro gremista pode causar pânico nos passageiros-torcedores, perder altura, perder a primeira colocação geral nas duas competições principais.

    Mas enquanto o Grêmio estiver no piloto automático está tudo bem, isto é, enquanto manter a base de Roger e a memória coletiva de posicionamento dos jogadores o Grêmio será forte. Quanto mais o avião depender do piloto automático melhor. Mas se precisar montar um outro time, "se mudar a fotografia", se ferrará feio: um piloto amador mal consegue tirar um avião de grande porte do chão, se estiver no Santos Dumont vai para a água, e se estiver em voo, o avião pode ser lançado em poucos minutos com torcida e tudo contra as montanhas sob o comando de um "piloto amador" (e maluco) no comando.

    A caixa preta será recuperada e seus dados serão claros, mas não serão compreendidos e não muito tempo depois o Grêmio contrata outro piloto amador.

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    1. Roger deixou o time no aeroporto precisando de conserto nos motores.

      A base de time de Roger foi montada pro Felipão.

      Léo Moura, Artur e Barrios não jogaram com Roger. Ramiro nunca jogou pela meia direita, Kannemann e Bolanos atuaram muito pouco com ele. A fotografia mudou, e bastante.

      Ninguém aqui está desfazendo o bom trabalho de Roger pelo Grêmio, mas, democraticamente, tua crítica a Renato é exagerada.

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  4. Democraticamente, discordo, Rodrigo.
    Roger não deixou no piloto automático, senão não haveria aquela chuva de gols de cabeça na área do Grêmio, nem 0 a 4 Coritiba, 3 a 0 para a Ponte Preta.
    Renato erra, mas teve muitos méritos na conquista da Copa do Brasil.

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  5. Com Roger o Grêmio não teria sido campeão da Copa do Brasil. Simples assim. Embora tenha potencial para se tornar um dos grandes técnicos nos próximos dez anos, seu trabalho no clube foi superestimado. Sua saída era imperiosa. Quem viu o time em campo à época - cujas atuções claudicantes lembraram as piores da última década - jamais esquecerá. Imputar à eventual falta de vontade do elenco a derrocada é minimizar o problema, já que o gerenciamento de recursos humanos também faz parte do leque de exigências do profissional da casamata.

    Aliás, os erros atuais de Renato não anulam seus acertos corretivos que levaram a taça ao armário. O título foi incontestável e com futebol convincente como há muito não víamos por esses lados.

    Atualmente falta à estrutura do Grêmio vice de futebol com maior estofo e cancha para definir as prioridades (como, por exemplo, colocar o time C contra o Sport!). O presidente, que faz um bom trabalho, está voltado aos problemas financeiros. Renato cuida de praticamente todo o processo decisório desportivo, conforme ele mesmo confessou recentemente. Somente avança quem encontra espaço. Isso tira o foco de determinadas demandas emanadas das quatro linhas. Cada macaco no seu galho.

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  6. Concordo, Rafael. Em 2013, eu já indicava Roger para o Grêmio; vide:http://bruxotricolor.blogspot.com.br/2013/12/opiniao_3610.html
    por isso, fiquei à vontade, quando vi que estava entrando água na "barca gremista".Com ele não haveria conquista da CB.
    Já o Renato evoluiu da última passagem para cá, ainda comete erros mais de (di)gerir o calendário do que "pardalices" dentro das quatro linhas; sumiram aqueles erros de colocar Gabriel no meio de campo ou fazer substituições absurdas. Acho que se ficasse só com os problemas de campo, Renato não ficaria tão exposto e suscetível à critica.
    Concordo integralmente com o teu parágrafo último.

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