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quinta-feira, 3 de abril de 2025

Opinião




Grêmio estreia com vitória discreta 


Atuações como a desta noite são as que dão margem para buscas de análises diversas, algumas até exageradas. Culpa do time e da Comissão Técnica.

Querem um exemplo: a ilação de que Quinteros tem problemas com parte do elenco. Bom, se a gente olhar detidamente as performances de Jemerson, Dodi, Cristaldo (todo o jogo) e João Pedro e Villasanti (primeiro tempo), esta versão ganha corpo. Nem aquela famosa expressão usada quando o time está mal treinado dá para usar hoje, qual seja: "o time está correndo errado". Alguns não se esforçaram o suficiente para pôr a responsabilidade do mau jogo apenas no treinador. Quando se vê Amuzu, Wagner Leonardo, Tiago Volpi, Lucas Esteves, Kike Olivera, Braithwaite, Edenílson, ainda que alguns errando, outros, atrapalhados, mas transpirando, a ideia de boicote ao treinador por uma parcela dos atletas ganha força.

O técnico tem culpa ao insistir com Pavón e Jemerson. Em não posicionar melhor Villasanti, em não dar uma sequência para Monsalve, que precisa ser melhor avaliado.

Houve melhora? Sim, na restrição aos chutões, as tais bolas longas dos zagueiros, também a comprovação de que neste grupo, Edenílson pode ser titular, que Volpi está em grande fase e a boa volta com gol de Braithwaite.

É pouco? É, é muito pouco, porque a Direção precisa dissipar a nuvem de preocupação com relação ao que está ocorrendo com Cuellar, da mesma forma, ser enfática com relação à veracidade dos pagamentos em dia (ou não), clarear a questão do relacionamento elenco-treinador e, por fim, embora menos importante, dar a braçadeira de capitão para um destes três atletas, Braithwaite, Tiago Volpi ou Wagner Leonardo.

Venceu fora, pela minha expectativa, pavimentou a classificação nesta etapa de grupos (o que era obrigação) e promove, mesmo que timidamente, a esperança de arrumar a casa com a invencibilidade momentânea, ainda que mambembe.


terça-feira, 1 de abril de 2025

Opinião




Em busca da Estabilidade 


Como sempre, lembro que este espaço é de opinião, então, lá vai a minha sobre o momento tático gremista.

Este esquema não é o preferencial de Gustavo Quinteros, mas diante da precocidade do elenco e comissão técnica Tricolor, o treinador se viu obrigado a buscar o "modo estabilidade" e viu que com um quase 4-2-4, ele teria vida curta no futebol brasileiro.

Pela formação de sua comissão técnica, que tem Desábato, um ex-zagueiro, para organizar o sistema defensivo e um outro profissional para a parte do ataque, Quinteros almeja sempre um time equilibrado nas quatro linhas, mas com a dificuldade de estancar o vazamento de seu arco (vale recordar que Volpi buscou a bola nas redes em todas as vezes que atuou), sensatamente, tenta reforçar e resguardar a sua meta, daí, decorre um trio de meio-campistas que 10 entre 10 gremistas não imaginam como solução definitiva.

O treinador está em busca de um momento confortável da equipe para, depois, colocar as suas ideias em prática, sem o risco de ser guilhotinado em curto espaço de trabalho.

Para ele, Monsalve e Cristaldo, dois 10, no banco é como ingerir um remédio amargo, mas inevitável.

Como um experiente piloto, ele espera vencer a fase de turbulência.