Grêmio estreia com vitória discreta
Atuações como a desta noite são as que dão margem para buscas de análises diversas, algumas até exageradas. Culpa do time e da Comissão Técnica.
Querem um exemplo: a ilação de que Quinteros tem problemas com parte do elenco. Bom, se a gente olhar detidamente as performances de Jemerson, Dodi, Cristaldo (todo o jogo) e João Pedro e Villasanti (primeiro tempo), esta versão ganha corpo. Nem aquela famosa expressão usada quando o time está mal treinado dá para usar hoje, qual seja: "o time está correndo errado". Alguns não se esforçaram o suficiente para pôr a responsabilidade do mau jogo apenas no treinador. Quando se vê Amuzu, Wagner Leonardo, Tiago Volpi, Lucas Esteves, Kike Olivera, Braithwaite, Edenílson, ainda que alguns errando, outros, atrapalhados, mas transpirando, a ideia de boicote ao treinador por uma parcela dos atletas ganha força.
O técnico tem culpa ao insistir com Pavón e Jemerson. Em não posicionar melhor Villasanti, em não dar uma sequência para Monsalve, que precisa ser melhor avaliado.
Houve melhora? Sim, na restrição aos chutões, as tais bolas longas dos zagueiros, também a comprovação de que neste grupo, Edenílson pode ser titular, que Volpi está em grande fase e a boa volta com gol de Braithwaite.
É pouco? É, é muito pouco, porque a Direção precisa dissipar a nuvem de preocupação com relação ao que está ocorrendo com Cuellar, da mesma forma, ser enfática com relação à veracidade dos pagamentos em dia (ou não), clarear a questão do relacionamento elenco-treinador e, por fim, embora menos importante, dar a braçadeira de capitão para um destes três atletas, Braithwaite, Tiago Volpi ou Wagner Leonardo.
Venceu fora, pela minha expectativa, pavimentou a classificação nesta etapa de grupos (o que era obrigação) e promove, mesmo que timidamente, a esperança de arrumar a casa com a invencibilidade momentânea, ainda que mambembe.