Castro e o novo nome do Garoto
No início da década de 80, o Botafogo trouxe um ponta esquerda do Náutico, um paraense que se destacou no Paysandu (PA) chamado Lupercínio (assim com essa grafia), e a lenda alvinegra Nílton Santos, chamado de a Enciclopédia do Futebol, afirmou que "com esse nome" não ia vingar no Glorioso - Não existe ponta esquerda com um nome tão grande - Sugeriu que o identificasse como Lupe, mas não pegou. Lupercínio afundou no futebol carioca.
Eu, curioso, busquei os nomes de ponta esquerdas daquela época, 70 e 80: Lima e Joãozinho (Cruzeiro), Lima, Aladim e Romeu (Corinthians), Tião e Romeu (Atlético Mineiro), Pio e Nei (Palmeiras), Paraná (São Paulo), Edu e Abel (Santos), Loivo, Wolmir, Nenê e Odair (Grêmio), Land, Wolmir e Lula (Inter), Lula (Fluminense), Piau (Portuguesa de Desportos e São Paulo), Aladim (Coritiba), Nilson (Atlético Paranaense), Galdino e Careca (Botafogo), Lico (Flamengo), Acelino (Vasco), enfim, a maioria dos ponteiros canhotos possuía nomes curtos, excluindo os compostos (Mário Sérgio, Paulo César Caju). Devem haver exceções, mas Nilton Santos não estava de todo errado.
Há, inclusive, alguns cronistas que garantiam que o menino Pelé, se usasse o seu apelido anterior, "Gasolina", talvez não estivesse no topo dos maiores do mundo.
Acho o nome importante para firmar uma marca, caso do apenas Cláudio, que com relutância aceitou agregar ao nome o "Pitbull". Lembro também de um ponta esquerda gremista que subiu da base e o Haroldo de Souza passou a chamá-lo de Zé da Ilha (era daquela região de Porto Alegre); ele não gostou e pediu para manter o nome de Zé Carlos. Nunca se firmou.
Pois leio que Luís Castro sugeriu que Jefinho mudasse o nome para Jéferson. Acho que acertou completamente.
Mania ou conhecimento? Não sabemos, mas eu acho que, como Jefinho, ele não iria muito longe na profissão.

Bobagem Bruxo, tá cheio de jogador que fez sucesso com nome estranho, sem pensar muito lembro de Sócrates, Baltazar, Jardel, Geromel, Zenon, etc.
ResponderExcluirE pq não Jefinho? Tá cheio de "inhos" fazendo sucesso, Rafinha, Jorginho, Marquinhos, etc.
O que precisa é saber jogar bola.
Carlos
ResponderExcluirCheguei a colocar esse título Bobagem, mas, no fundo, eu concordo com essa coisa da força do nome, aí troquei.
Bruxo,
ResponderExcluirNão sou muito adepto a apelidos no futebol, pode ser chatice minha, mas repare o show de horrores que é a Copa São Paulo. Imagina tu assistir um jogo e ter de ver o Risadinha em campo...
Não sei se o Jeferson vai vingar, se tem bola para se destacar no profissional, mas no meu modo de ver as coisas, ao menos a mudança exigida pelo treinador demonstra uma certa preocupação com o profissionalismo, ou no ambiente corporativo das empresas as pessoas são tratadas por apelidos?
Rafael
ResponderExcluirTambém achei correta a orientação do técnico. Não sou contra mudanças como regra, mas algumas se mostraram positivas. Exemplo: O Roberto estreou no profissional fazendo gol no Inter. Alguém sabe quem é o Roberto? No caso, Roberto Dinamite funcionou muito bem.
Ronaldinho gaúcho.
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