Há muitos argumentos para a tentativa de justificar a importância desta Copa para o Grêmio, mas eu não me entusiasmo por ela, que somente sobrevive pela injeção generosa de grana, que se sobrepõe ao que eu valorizo: a qualidade do futebol.
Semana passada, Estádio Centenário vazio; a causa se amparava na falta de tradição do adversário gremista. Porém, o que ocorre em outros jogos nos cantões da América do Sul? E amanhã, como estará a Arena?
Por tudo isso, pelo estorvo que a Sulamericana representa para quem disputa o Brasileirão, penso que Luís Castro perderá uma grande chance de promover experiências no time, se esquecer dos novatos, quando poderia dar um pouco de "casca" aos guris. Querem um exemplo? Por que Dodi e não Zorteia? Por que Tetê e Enamorado e não um deles com o menino Roger? E a lateral direita, não seria uma grande sacada promover o ex-júnior Vitor Ramon?
Os torcedores, uma parte, pelo menos, aceitaria de bom grado a sugestão.

Eu jogaria com: Grando, Marcos Rocha, Luiz Eduardo, Kannemann e Caio Paulista, Dodi, Zortéa, Tiaguinho e Jefinho, Roger e Braithwaite
ResponderExcluirPara encarar este adversário está muito boa a formação.
ExcluirInsisto numa tese:
ResponderExcluir- a CONMEBOL contribuiu para a queda da qualidade das copas Sulamericana e Libertadores;
- o excesso de vagas na principal competição acabou refletido na copa de segunda importância, que hoje é recheada de clubes que não jogariam a Série A gaúcha;
- atualmente, 47 clubes, sendo 19 clubes em fases preliminares, disputam vagas para a Libertadores, com uma fase de grupos composta por 32 clubes;
- 28 clubes ganham vagas diretas: o Brasil geralmente tem 7 (sete) ou mais vagas, seguido pela Argentina com 6 (seis), enquanto os demais países (Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela) têm 4 (quatro) vagas cada;
- o discurso é que não dá para transformar a Sulamericana numa Libertadores; e
- a "cereja do bolo" é que reúnem-se para discutir sobre o desinteresse do público pelo futebol.
É de chorar! Como se a Libertadores não continuasse sendo a competição mais importante.
Assim estaria de bom tamanho: 16 clubes
Brasil - 4 vagas
Argentina - 3 vagas
Uruguai - 2 vagas
Chile - 1 vaga
Colômbia - 1 vaga
Paraguai - 1 vaga
Bolívia - 1 vaga
Equador - 1 vaga
Peru - 1 vaga
Venezuela - 1 vaga
Outros 16 clubes, com a mesma distribuição por país, para a Sulamericana. E deu!
Nada de 9 de Octubre, Guaireña, Colo-Colo, Melgar, Tomayapo, Delfín, Torque etc... Poderiam disputar? Sim, desde que chegassem nas vagas de cada país.
Melhoraria a qualidade e o empenho dos clubes que disputam os campeonatos internos de cada país.
Porém, para a CONMEBOL, o importante é arrumar grana, ainda que o Estádio Centenário tenha 1.500 torcedores ou que a Arena receba 5.300 almas para ver Grêmio e Sportivo Luqueño, com foi em 2025.
Imagine o calendário enxuto, sem fases preliminares, sem começar em fevereiro os jogos, todos os jogos diretamente na fase de grupos? Ah, mais aí dá certo demais! O negócio é encher o ano com jogos risíveis!
ResponderExcluirOnde eu assino?
ExcluirEu já acho o oposto. Copa é sempre uma Copa. O maior dos estorvos são essas 38 partidas chatas valendo pontos entre paradas FIFA e outras coisas mais... Mas, neste caso Bruxo, essa "copa mal amada" poderá servir de laboratório para Luis Castro já que, me parece, o Grêmio não jogará às devas. Ela não rebaixa. O mesmo pode ser dito pela Copa do Brasil. Mas eu duvido que a torcida demonstrará paciência quando as eliminações ocorrerem.
ResponderExcluirE já que o amigo comentou sobre o Centenário que estava vazio, muito embora o Grêmio seja um clube de uma grande torcida, a Arena só enche em grandes jogos contado com a força do interior do estado. Se a capacidade dela fosse de umas 35/40 mil pessoas não daria a impressão de sempre estar vazia. Não fosse essa "pompa" idiota que existe aqui no sul de um "ter que ser" maior do que outro muita coisa poderia ser diferente. Amanhã se tivemos 15 mil vai ser muito. O trem que é um dos meios de transporte para ajudar está com bloqueio...
Rodrigo,
Excluiracompanho tua bronca com o Campeonato Brasileiro de pontos corridos. Entendo!
Porém, se me permites, te dou um dado para que possas avaliar e refletir:
- peguei a década de 1990 (1990 a 1999). Disputa do Brasileiro Série A - Época do "formulismo".
Média de público pagante no Olímpico (101 jogos): 12.103 torcedores
Mais:
- peguei um ano específico do Brasileiro Série A (1996).
Média de público pagante no Olímpico (14 jogos): 18.070 torcedores
Em apenas 3 (três) jogos houve público maior do que 35 mil pagantes (Palmeiras, Goiás e Portuguesa de Desportos).
- em 1997, peguei a Copa do Brasil: outra vez, em apenas 3 (três) jogos houve público maior do que 35 mil pagantes (Vitória, Corinthians e Flamengo).
Então, fui ver a Arena, que só tem jogos pelo Brasileiro de pontos corridos.
Descontados os jogos sem público (pandemia-2020/2021), o Grêmio fez 185 jogos na Série A, entre 2013 e 2026.
Média de público pagante na Arena (185 jogos): 22.704 torcedores.
Em 2023, com um "ET", chamado Luis Suárez, que fez 16 jogos na Arena pelo Brasileiro, a média de pagantes foi de 33.083
O que quero dizer com esse discurso todo?
Que não é a fórmula do campeonato que causa o desinteresse do torcedor.
É a qualidade do time que vai a campo e os jogos que fazem parte da tabela.
Grande levantamento, Alvirubro. Obrigado! Qualidade importa muito, e eu sei disso. E também houve picos em 2022 (segundona) com grandes públicos. Se não me engano 4 jogos, com mais de 43 mil torcedores. A média daquele ano ficou também ficou 22. A Arena a meu ver, tem média maior que o velho casarão por "ainda" ser uma novidade.
ExcluirUm outro detalhe: a Libertadores sempre foi motivo de boa média de públicos do Tricolor. No velho Olímpico, em torno de 31 mil; na atual Arena 36 mil. No Brasileiro da Série B, a Arena captou a média de 22.882 pagantes. Veja que não está longe da média histórica da Arena, pela Série A. Ainda sobre a Série B: em 1992, o Olímpico teve 14.444 pagantes de média. Em 2005, foram 22.608 pagantes de média.
ExcluirOutro dia, uns colorados me perguntaram sobre o comparativo de médias de público na Libertadores, entre Grêmio e Internacional.
ExcluirO Internacional tem média de 35.198 pagantes por jogo no Beira-Rio.
Apenas uma vez teve público menor de 10mil, em um jogo contra o Deportivo Tachira, em 1989.
Considerando o "Novo Beira-Rio", de 2015 a 2025, os jogos no estádio levaram a média de 37.776 pagantes. Ou seja, tudo muito igual, quando o time é qualificado e disputa títulos.
Encerrando os números, como comparativo com a Arena, de 2014 a 2026, o "Novo Beira-Rio" teve de média, no Brasileiro da Série a, de 23.826 pagantes. Mais uma vez, números idênticos ao Tricolor.
ExcluirMuito bom, mais uma vez. Pois é, por essa razão matemática, acredito que os estádios poderiam ser um pouco menores. Ambos. Essa ilusão de que vamos de algum modo disputar títulos pau a pau com os clubes do eixo está, infelizmente, cada vez mais distante.
ExcluirRodrigo
ResponderExcluirE os ingressos estão caros. A televisão virou o grande objetivo.
E aí temos então a fórmula perfeita. Ingresso caro e a falta de qualidade dos jogos afasta o povo dos estádios, mas o mesmo povo, não deixa de assinar o streaming. É mais barato.
ExcluirMuito embora, Bruxo, se fazermos um bom levantamento feito este ali do Alvirubro, os ingressos não eram tão mais baratos assim... Pessoal fala muito em ingresso de 3 a 5 reais.., mas isso lá em 1995.
Dados obtidos após o PLANO REAL (1º julho de 1994)
ExcluirBrasileiro
Olímpico
1994 até 1999 - média do ingresso, no Brasileiro - R$ 9,10
2000 até 2009 - média do ingresso, no Brasileiro - R$ 14,00
2010 até 2012 - média do ingresso, no Brasileiro - R$ 21,40
Arena
2013 até 2019 - média do ingresso, no Brasileiro - R$ 35,60
2020 até 2026 - média do ingresso, no Brasileiro - R$ 60,99
Para ver Luis Suárez, em 2023, os torcedores pagaram a média de R$ 70,32 por cada ingresso.
ExcluirDurante a Série B, de 2022, cada ingresso custou a média de R$ 41,20.
ExcluirRodrigo
ResponderExcluirA capacidade de uma grande obra que envolva público, sempre deve considerar o seu futuro.
Como exemplo, dizia-se que era um absurdo construir um avenida como a Farrapos, desperdício de dinheiro.
A própria rodoviária de Poa (1970) era "muito" grande.
Sim. Concordo. Porém, eu sigo achando feio (depressivo, até) ver uma Arena daquele tamanho "vazia" jogo após jogo.
ExcluirEstorvo será a Copa do Brasil, em que as chances de título são muito menores, em 2026.
ResponderExcluirTambém vai ser.
ExcluirMas a Sula, SE o time melhorar, acho mais disputável.
ExcluirCom a pressão por resultados que a Comissão técnica enfrenta, teriam os torcedores a paciência para aturar um resultado ruim, caso as experiências sugeridas não dessem resultado no time?
ResponderExcluirEu acho que é o momento do Castro usar o máximo que puder de titulares, pra ver se os ajustes táticos que ele fez no último jogo se solidificam melhor contra um adversário mais fraco. Precisamos recuperar a confiança de jogar.
Anderson
Anderson
ResponderExcluirÉ a famosa faca de dois gumes. Imagina perder Arthur e Carlos Vinícius num jogo menor.
Arthur não joga hoje ao que me consta
ExcluirAnderson
Mas aparece na lista de relacionados, tomara que fique apenas no banco.
ExcluirEu discordo um pouco sobre a sul-americana. A primeira fase sim, normalmente tem uns times de menor expressão nos grupos, mas quando chega o mata-mata as coisas afunilam e você tem bons confrontos. Nos últimos anos a gente teve finais como Cruzeiro x Racing, Galo x Lanús, etc. E esse ano tem River, São Paulo, Botafogo...Enfim, acho que seria um erro o Grêmio completamente ignorar a competição, até porque hoje é o título de alguma expressão que dá pra ganhar, brasileiro e copa do brasil não tem chance.
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