Páginas

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Opinião

Dois Caminhos

Em postagens anteriores, já vínhamos alertando que a falta de notícias da Dupla Grenal iria deflagrar o bombardeio de especulações; fulano vem, cicrano vai, beltrano? Não sabemos e assim os dias correm.
Ficamos  tentados por algumas dessas informações; no caso do Luan, as leituras que tivemos iam em direções contrárias, dois caminhos opostos, isto é, num jornal, divulga-se que o Tricolor espera ansiosamente por uma oferta, que levaria o nosso craque para a Europa já na janela de meio de ano. Seria uma grana fabulosa, que desafogaria as finanças do clube.
Outro jornal informa que o Grêmio fará de tudo para preservar Luan, resolvendo os problemas de caixa, negociando Ramiro, Bressan, Werley, etc... Possibilidade que entendemos ser a mais correta. Tentar a mesmíssima solução de outras administrações (e desta também) com consequências danosas ao futebol, realmente, demonstra falta de criatividade e dá margem a outras conclusões nada lisonjeiras sobre a condução dos negócios azuis.
Sabemos que o Grêmio teve um decréscimo de produção; não foi coincidência que ele ocorreu após a venda de Wendell, fato que afetou o seu desempenho, juntamente com a lesão de Luan, assim, tivemos um time comum, limitado, sem inspiração, fraco ofensivamente, além de evidente queda de qualidade e imensos questionamentos sobre quem não merece tanta acidez nas críticas. Wendell e Luan são diferentes. São de outra turma, a turma que o Grêmio necessita.
Com a preservação de grandes jogadores a chance de conquistas de títulos aumentará. Não vamos nos aprofundar na velha questão  que diz que o time carrega o torcedor. Basta olhar para a história do Tricolor e não restarão mais dúvidas.
Só com uma jamanta de euros a venda de Luan se justificará; caso contrário, vamos fazer do Grêmio um clube de futebol, afinal, ele nasceu para ser isso.


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Na Copa



O GOL “MIL” DAS COPAS DO MUNDO

Quem acompanha os mundiais com detalhes, deve lembrar do time da Escócia que foi para a Copa na Argentina, em 1978. Brilhavam na seleção escocesa Hartford, Gemmill, Souness, Dalglish e Jordan. Nomes que alegravam o futebol inglês daquela época. Até criou-se um clima de que aquela geração de ótimos jogadores fosse capaz de conquistar algum título importante.

Pois Holanda e Escócia disputavam vaga para a fase de Quartas-de-Final da Copa do Mundo de 1978. Era dia 11 de junho. E nesse dia a Holanda fez história. Aos 33 minutos do 1º tempo, Kennedy derruba Rep dentro da área. Rensenbrink cobra o pênalti rasteiro, no canto direito da goleira defendida por Rough e marca o milésimo gol em Copas; Rough acertou o canto, mas não chegou a tempo na bola.

O feito de Rensenbrink desconcentrou a “Laranja Mecânica” e a Escócia, que precisava vencer por três gols de diferença para seguir avante, cresceu na partida. Dalglish teve um gol anulado antes de empatar a partida, ainda no primeiro tempo. Aos 44 minutos, Souness cruzou a bola para a área, Jordan escorou pelo alto e encontrou Dalglish, que acertou um voleio no canto esquerdo de Jongbloed.

Na segunda etapa, Gemmill, que já enfernizara os jogadores adversários com seus dribles desconcertantes, marcou mais duas vezes, uma delas aos 2 minutos, ao cobrar um pênalti sofrido por Souness. Aos 23 minutos, Gemmill aproveitou um rebote da zaga holandesa, escapou de um carrinho de Jansen, driblou Krol, meteu a bola entre as pernas de Poortvliet na entrada da área, e do bico da pequena área, tocou por cima do goleiro que saia para abafar o lance. Faltava apenas mais um gol para os escoceses alcançarem o objetivo, mas quem fez o gol foi o holandês Rep, que recebeu de Krol, chutou de longe e acertou o canto direito da goleiro, garantindo a vaga para os laranjas, que ficaram em segundo no Grupo D.

Nas Quartas-de-Final, diante de 25.050 torcedores, no Chateau Carreras de Córdoba, a Holanda massacrou a Áustria: 5X1 e Rensenbrink marcou o seu, de pênalti. Mas definitivamente, Rensenbrink havia entrado para a história dos mundiais na partida contra os escoceses, ao marcar o 1000º gol da História das Copas.


11 de Junho de 1978 – Holanda 2x3 Escócia
Local: Estádio San Martín, Mendoza (ARG)
Público: 35.130
Juiz: Eric Linemayr  (Áustria)
Gols: Rob Rensenbrink (pênalti) 34'; Kenneth Dalglish 44' do 1º tempo; Archie Gemmill (pênalti) 2'; Archie Gemmill 23'; Jonny Rep 26' do 2º tempo

Holanda: Jan Jongbloed, Jan Poortvliet, Wim Suurbier, Wim Rijsbergen (Pieter Wildschut), Ruud Krol, Rene Van De Kerkhof, Willy Van De Kerkhof, Wim Jansen, Johan Neeskens (Johannes Boskamp), Jonny Rep, Rob Rensenbrink
Técnico: Ernst Happel

Escócia: Alan Rough, Martin Buchan, Robert Kennedy, Thomas Forsyth,, William Donachie, Bruce Rioch, Graeme Souness, Richard Hartford, Kenneth Dalglish, Joe Jordan, Archie Gemmill
Técnico: Alistair McLeod

por Alvirubro

Opinião



O Coração do Time

Agosto de 2010, gestão Kroeff, Renato vem para ajeitar o time que está na zona do rebaixamento. Seus reforços chegam entre o mês 8 e o 9, Vilson do Vitória, Gabriel do Panathinaikos, Gilson do Paraná Clube, Paulão do Grêmio Prudente, Diego Clementino do América Mineiro e Júnior Viçosa do Asa de Arapiraca, que se juntaram a André Lima, vindo no final de Junho, todos emprestados. Estes, os reforços de Renato, ninguém que lotava aeroporto.

Como sabemos, Portaluppi levou o Tricolor à Libertadores da América, fazendo campanha digna de campeão de Brasileiro. Qual o segredo?

Muitos; o conhecimento do treinador, seu carisma, o feeling que usou para reerguer algumas peças, o apoio da torcida. Seu time mais utilizado foi: Victor; Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos; Vílson ou Adilson, Fábio Rochemback, Douglas e Lúcio; Jonas e André Lima. Era um 11 equilibrado, especialmente com as recuperações de Douglas, Lúcio, Jonas e André Lima; todos; repito, todos que em algum momento de suas carreiras foram contestados. Havia uma ideia de time. Renato não era apenas um incentivador que entregava camisas como os “entendidos” queriam fazer crer.

Douglas chegou à Seleção, lembrando o futebol de Vilson Tadei, o camisa 10 de 1981, jogador cerebral, que ditava o ritmo do time de Ênio Andrade. Havia também, Lúcio, um lateral que incrivelmente fez e bem o papel de Carlos Miguel e de Zinho, respectivamente na Era Luiz Felipe e no grupo vencedor de 2001.

Na frente, Jonas e André Lima repetiram, Paulo Nunes (1996) e Baltazar (1981), tão semelhante esta última comparação que vale lembrar que nas quartas-de –final, Baltazar brigava pela titularidade com Héber, um centro-avante barbudo, tamanha era a sua irregularidade nas últimas partidas. Sorte do Grêmio e dele, aquele gol no jogo no Morumbi. Ficou a última impressão.

Essas linhas anteriores demonstram que dificilmente um time chegará ao título sem ter no meio de campo, isto é, no  coração, uma produção eficiente; não haverá ataque que se manterá efetivo se o meio não funcionar.

O Grêmio anda carente de uma mecânica e efetividade na parte ofensiva, mas a origem pode não estar nos atacantes, pelo menos, somente neles.

Espero que a Direção analise setor por setor, a equipe e também, o comando técnico, porque Renato mostrou por duas vezes, 2010 e 2013, que mesmo na escassez, dá para alcançar bons resultados, algo que Enderson está devendo. 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Na Copa


5 Pênaltis


Em 19 de julho de 1930, às 15.00 horas, o estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai, recebeu um público de 25 mil torcedores, que viu a Argentina golear o México por 6 a 3. Até aí nada de muito interessante.

O que chama a atenção é que nessa partida, fontes indicam que houve cinco pênaltis assinalados pelo árbitro boliviano Ulises Saucedo. Quatro desses “pênaltis” foram cobrados em uma distância superior aos 11 metros da marca penal, pois não havia marcação para pênalti no gramado.

O árbitro errou a contagem da distância e as cobranças viraram simples faltas batidas de dentro da área. O goleiro Oscar Bonfiglio, do México, defendeu dois chutes disparados por Fernando Paternoster e Adolfo Zumelzú.

Já o goleiro da Argentina, Angel Bossio, defendeu duas cobranças de Manuel Rosas. Em uma dessas cobranças, Felipe Rosas aproveitou o rebote e marcou um gol para os mexicanos. A única cobrança executada da distância correta foi convertida por Manuel Rosas.

19 de Julho de 1930 - Argentina 6x3 México
Local: Estádio Centenário, Montevidéu
Juiz: Ulises Saucedo (Bolívia)
Gols: Guillermo Stábile 8’, Adolfo Zumelzú 12’, Guillermo Stábile 17’, Manuel Rosas (pênalti) 38’ do 1º tempo; Francisco Varallo 8’, Adolfo Zumelzú 10’, Felipe Rosas 20, Roberto Gayón 30, Guillermo Stábile 35 do 2º tempo.

Argentina: Angel Bossio, Jose Della Torre, Fernando Paternoster, Alberto Cividini, Adolfo Zumelzú, Rodolfo Orlandini, Carlos Peucelle, Francisco Varallo, Guillermo Stábile, Atilio De María, Carlos Spadaro. 
Técnico: Francisco Olazar

México: Oscar Bonfiglio, Rafael Garza Gutiérrez, Francisco Garza Gutiérrez, Manuel Rosas, Alfredo Sánchez, Raimundo Rodríguez, Felipe Rosas, Hilário López, Roberto Gayón, Juan Carreño, Felipe Olivárez. 
Técnico: Juan Luque  

 por Alvirubro

Na Copa



O Blog e a Copa do Mundo 

Copas do Mundo sempre são eventos atraentes, Copa do Mundo no Brasil, provavelmente seja uma única vez nas nossas vidas, então, não tem como ficar alheio ao acontecimento que começa dia 12 de Junho e somente se encerrará em 13 de Julho deste ano.

Conversei com o Paulo Juliano sobre a proposta de, juntamente com os assuntos do nosso Tricolor, também, durante esses 31 dias. tratar deste fenômeno mundial. Para isso, convidamos o Alvirubro que é um estudioso do futebol, possuidor de um "arquivo implacável" sobre Grêmio, Inter e Seleção Brasileira, para postarmos sobre qualquer tema cuja origem seja os Mundiais desde 1930. 

Criamos um e:mail, peleadacopa@gmail.com que ficará à disposição de qualquer colaborador que queira nos enviar material para postagens sobre Copas do Mundo.

O marcador "Na Copa" foi criado para quem quiser selecionar apenas os assuntos dos Mundiais. 

É isso! O Alvirubro dará o pontapé inicial com a postagem intitulada  " 5 Pênaltis ".


Vocacção!?

Ler os número do bruxo me levou a repensar conceitos. Primeiro quero adiantar, nunca digeri muito bem esta história de “vocação” defensiva. Explico. Tradicionalmente utilizar retrancas ou formações defensivistas parte de um pressuposto lógico, um time de inferior qualidade técnica ou mal treinado. Sim, porque as formações defensivas são primárias e requerem menor treinamento ou entendimento tático dos atletas – seja isto no futebol, futebol de sete, basquete ou qualquer outro esporte onde se adote esta tática. Desta feita, esta vocação “defensiva” do Grêmio, por vezes me parecia um tentativa de empurrar goela abaixo do torcedor um característica moldada e escamotear os verdadeiros problemas – times fracos tecnicamente ou mal treinados. Enfim, aqui também parte do meu preconceito com alguns entendidos do futebol, que ainda encaram o esporte e tecem seus comentários baseados no que se via a décadas atrás, ou seja, permeados de ideias vetustas e inaplicáveis a realidade atual, com olhos que não se voltam a nada além do que acontece em Pindorama. Mas aqui agora entra a reflexão que me obrigou o texto do bruxo. O conceito de jogo implantado pelo moderno futebol europeu trouxe um nível de exigência demasiado o que se estendeu ao torcedor, ainda que inconscientemente, nos levando, por vezes, a esquecer das idiossincrasias do esporte bretão. E aqui falo do que ocorre além das quatro linhas, do histórico amadorismo dos dirigentes, da prosaica CBF, dos caricatos “atletas”, da imprensa “especializada”, da arbitragem e também dos quase 200 milhões de técnicos. Enfim, todo este caldo cultural dá características peculiares ao futebol nacional e, no que se refere ao Grêmio, impende ainda analisá-lo dentro de sua realidade regional. Pelo que me conta meu velho, muito desta característica “guerreira e peleadora” do tricolor vem não só da marca do povo gaúcho, mas sim da necessidade de competir em pé de igualdade com os grandes do centro do país, com maior apelo financeiro o que, consequentemente, permitia a formação de elencos melhores. De se ver que os grandes destaques da história recente do time não foram contratações “a peso de ouro”, mas sim reabilitados ou apostas. Dentro deste contexto, a mim fica claro que o clube, para ser competitivo, sempre necessitou do algo mais, ou seja, superar na vontade quando faltava técnica e, por vezes com times qualitativamente inferiores, adotar uma postura que tivesse na defesa o seu ponto forte. Enfim, vejo que algumas destas condições não mudaram, o Grêmio ainda não tem condições de disputar com patrocínios como Unimed ou angariar cotas televisivas do porte de Flamengo e Corinthians, mas mesmo assim ousou pagar salários incondizentes com a sua realidade financeira. Se Koff, em seu primeiro ano de gestão, apostou alto e pagou caro por isso em prol de um projeto que não se concretizou, parece que, a partir deste ano, recuperou a velha maneira de construir times e uma politica de gastos "pé no chão". Buscou recuperar algo de tradicional no clube e viu em Enderson, um treinador estudioso e cioso da evolução do esporte, a possibilidade de superar paradigmas. Enderson decepcionou, o Grêmio precisa trocar, mas igualmente o sucesso do futuro tricolor depende da resistência do seu mandatário em flertar com o pensamento mágico, um treinador “grosso, xucro, trabalhador, que mete o pé na porta e conhece a aldeia” é uma vitrola numa rave.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Opinião



O problema está no DNA do Grêmio?

Lendo o comentário do Arih no post anterior, à partir dele, mais umas ideias que me cutucavam nestes últimos dias, resolvi investigar para tirar uma desconfiança. O problema é que a desconfiança virou certeza, após breve pesquisa.

Certos clubes adquiriram um padrão de jogo que viraram referência para o resto de suas existências, exemplo: o futebol acadêmico do Palmeiras da época de Ademir da Guia, o toque do bola do Cruzeiro desde os tempos de Tostão, Zé Carlos, Dirceu Lopes e cia, vingaram até hoje, passadas 4 décadas.

 Pois a fama do Grêmio é a de ser forte defensivamente, um bloco quase intransponível, independente de nomes/jogadores, treinadores com raras exceções; as exceções dos rebaixamentos. Fui ver se correspondia a verdade, Busquei números recentes e antigos do Brasileirão:

Primeiras edições do Brasileiro:

1971- 25 jogos, 24 gols a favor (0,96), 18 gols contra (0,72)
1972- 28 jogos, 24 gols a favor (0,85), 18 gols contra (0,64)
1973- 28 jogos, 28 gols a favor (1,00), 13 gols contra (0,46)
1974- 24 jogos, 37 gols a favor (1,54), 11 gols contra (0,45)

Neste período o Tricolor esteve sempre entre as defesas menos vazadas. Época de Milton Kuelle, Sérgio Moacir e Carlos Froner (alguns treinadores), famosos por armarem o time "detrás para frente".

Últimas edições do Brasileiro:Sempre 38 jogos:

2006 - 64 gols a favor (1,68), 45 gols contra (1,18)
2007-  44 gols a favor (1,15), 43 gols contra (1,13)
2008 - 59 gols a favor (1,55), 35 gols contra (0,92)
2009 - 67 gols a favor (1,76), 46 gols contra (1,21)
2010-  68 gols a favor (1,78), 43 gols contra (1,13)
2011-  49 gols a favor (1,28), 57 gols contra (1,,50)
2012-  56 gols a favor (1,47), 33 gols contra (0,86)
2013-  47 gols a favor (1,23), 35 gols contra (0,92)
2014-   9 jogos, 7 gols (0,77),  5 gols contra  (0,55)

Curiosidades:
- Em 1990 o Grêmio ficou em terceiro lugar com a melhor campanha (o formulismo), era treinado pelo "ofensivista" Evaristo Macedo com os seguintes números:
23 jogos, 28 gols a favor (1,21), 16 gols contra (0,69). Média essa a la Carlos Froner e Sérgio Moacir
-Já o "defensivista" Celso Roth levou 1, 50 no campeonato de 2011, pior média desde que o Grêmio voltou para a série A.
- 1981 quando foi campeão: 23 jogos, 32 gols a favor (1,39), 21 gols contra (0,91)
- 1996 quando foi bicampeão: 29 jogos, 52 gols a favor (1,79), 34 gols contra (1,17)

Recentemente, tivemos Tuta, Borges, Alex Mineiro, Herrera,Máxi Lopez, Jonas, André Lima,  Miralles, Kléber, Marcelo Moreno, Barcos. Todos em algum momento (antes ou depois do Grêmio) de suas carreiras, foram artilheiros por mais de um clube.

Vendo esta estatística, vejo que realmente o Tricolor tem uma vocação muito grande para defender, quase sempre ficou entre as três melhores defesas do Brasileiro. O tão sonhado equilíbrio do time, pregado por todos os treinadores, no Tricolor emperra na parte ofensiva, mas acho que tem a ver com a mecânica do meio-de-campo. Em 81 e 96 tínhamos grandes jogadores na articulação.

Seguir defendendo bem, mas melhorando a parte ofensiva, eis aí o desafio Tricolor.


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Opinião

Presidente Koff garante Enderson, faltou dizer que ele está "prestigiado"

O futebolês é uma das grandes características do esporte bretão, especialmente no Brasil. São tantas expressões exportadas dele para a vida dos brasileiros, que merece/mereceu estudos sociológicos.

"O cara tá na marca do pênalti" diz a namorada, "Vai ser escanteado", prossegue. Vocabulário, antes específico do futebol, agora, comum no dia-a-dia.

Há também expressões que ingressam no futebol e tomam sentido diferente, cujo significado é entendido de prontidão pela massa torcedora. "O árbitro está administrando o jogo". Isto significa que as regras não estão sendo seguidas ao pé da letra. "O fulano de tal é um técnico trabalhador", esta é uma obviedade, traduz-se por, o treinador é "curto" das ideias, não convence. Nunca ouvi dizer que Telê ou Luiz Felipe eram trabalhadores, embora, ralarem muito em todas as suas equipes; prosseguindo, "O beltrano é um batalhador, cumpre importante função tática que não aparece aos olhos do grande público"; resumindo, o atleta não tem bola no corpo, muitas vezes é bruxo do "professor" e/ou é queridinho da mídia.

Por que estou escrevendo sobre isso? Porque espero a frase mágica do nosso presidente, dizendo que o comandante técnico está "prestigiado", que no futebolês indica a iminente queda dele.


domingo, 1 de junho de 2014

Opinião



Empate escancara problemas do Grêmio

Num joguinho de dar dó, o misto do Palmeiras só não ganhou do Grêmio em Caxias do Sul por um erro de arbitragem, o que, aliás, seria injusto. Era para 0 a 0. Castigo para quem assistiu, mais ainda, para quem pagou ingresso.

Uma das verdades que aprendi no futebol é: quando um grupo de razoável para bom ou muito bom, produz pouco ou quase nada, as causas não estão dentro do campo. Moram à beira do gramado ou nos gabinetes dos diretores. O Tricolor padece. Os sintomas estão à vista. 

Hoje, Pará foi o destaque, ninguém mais. A defesa foi mal contra um ataque fantasma, o meio de campo é um horror, Edinho nada fez, Ramiro improdutivo, Alan Ruiz joga um futebol dos anos 70, Dudu e Rodriguinho afundam a cada jogo, claro! sobrou para o Barcos. Convém recordar que as chances de gol passaram por ele, mas está devendo, também. Marquinhos Pedroso, para um estreante, foi regular para bom. Na comparação com Breno, está no superavit.

As trocas de Enderson pioraram o time; arrisco dizer que é melhor emprestar o Maxi Rodriguez, senão, vamos ficar achando que ele é a solução; definitivamente, não é. 

A entrada de Kléber mostra que Enderson não tem coragem ou estofo para alterar o atual estágio do Grêmio. Era Lucas Coelho ou Éverton, nunca Kléber. Repito, ou não teve peito ou discernimento na troca.

Zé Roberto em poucos momentos fez mais que Dudu na segunda fase; mas nada consequente. 

Após as mexidas, isto aos  15 minutos, casos de Maxi e Kléber, o time teve uma única situação de gol com Alan Ruiz chutando para fora. O que era pouco, virou nada.

Tenho quase certeza que as soluções para o Tricolor passam muito mais pelo acerto financeiro e troca de comando técnico do que na mexida de algumas peças do time.

Para mim, escancarou-se um obviedade; não basta tirar apenas o bode da sala. O furo é outro.

Opinião



A importância de vencer hoje

Com os resultados de ontem, o Tricolor despencou para o 8º lugar, aparentemente ruim, mas com diferença de dois pontos apenas do líder que está com 16.

Vencendo, o Grêmio automaticamente supera Goiás, Atlético Mineiro e São Paulo que já cumpriram o seu último jogo, antes da parada. Fluminense e Inter se enfrentam, apenas 1 ou nenhum, se houver empate, pode ultrapassar o Imortal, sempre considerando sua vitória sobre o Palmeiras no Alfredo Jaconi, desta forma, ingressa no G-4, quaisquer que sejam os resultados dos demais. Quais são os demais? Vamos aos jogos deles.

Corinthians pega o Botafogo, pode haver um tropeço do clube paulista, por que não? Se Flu e Inter ficarem no empate, o Grêmio assume a vice-liderança. Bom, mas como eu levantei otimista hoje, quem sabe o Flamengo, que precisa desesperadamente de um triunfo para sair da zona de rebaixamento, não comete o crime em Minas Gerais diante do Cruzeiro? Neste caso, o Grêmio "hibernará" nesse período da Copa do Mundo, como líder do Brasileiro/14 e reduzirá bastante as críticas da Imprensa e parte de sua torcida. Terá mais tranquilidade para os ajustes tão necessários e realmente virar postulante ao título.

Por tudo isso, esta vitória terá um peso e significado maiores que as anteriores. Vamos torcer.