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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Opinião



A Direção tem a maior fatia do Fracasso 

Critica-se muito o treinador que tem errado "pra caramba", em especial quando não abre mão de um esquema que tem se mostrado ineficaz e, mais grave, pernicioso para o time. 

Ter três atacantes, quando o meio de campo não se impõe com um trio de volantes, é uma desinteligência incompatível com a biografia do mister, que surpreende negativamente até os jogadores do grupo. 

E aí entra ou deveria entrar a direção. Não se trata de se intrometer no trabalho do treinador, mas de cobrar um funcionário do clube que é muito bem remunerado para não apresentar um desempenho minimamente satisfatório. Será que ela, a direção, se sente refém do treinador pelo contrato "predador" que fechou com Castro? Será que não pode sugerir mudanças no "coração" de um clube de futebol, isto é, o que ele apresenta nos gramados?

E essa conversa de herança maldita de gestões anteriores? Mas quem contratou Perez, Nardoni, Tetê, Enamorado, Caio Paulista, etc.?

Lógico, tem alguns estrangulamentos, como ter que liberar Arthur (2.800 milhões mensais) e a necessidade de vender Viery, que são ações inevitáveis. Então, antes de ser uma crítica, o que fica é uma constatação: O time enfraqueceu.

O que fica de positivo até agora? O título do Gauchão e a vinda de Weverton. Se mantiver Carlos Vinícius, eu também vou considerar um acerto espetacular. Será que ele fica?

Finalizando, recebi de um amigo, um gremista dos "quatro costados", uma crônica do jornalista Moisés Mendes, que não vou postar o link aqui para não dar margem a interpretações de cunho político ao blog, mas recomendo que pesquisem nos sites (de busca) o artigo dele intitulado "O aparelhamento de um clube de futebol".

Façam isso e entenderão por que o Grêmio de Luiz Carvalho, Foguinho, Telêmaco, Gessy, Renato, Tarciso, Adilson Baptista e principalmente, nosso clube, está à beira de ficar apenas na lembrança, pois irá se transformar noutra "coisa".


quinta-feira, 30 de julho de 2026

Opinião



Castro não cai, por enquanto 

Tenho uma frase nos esportes que eu acredito que é: a surpresa só se apresenta de surpresa. 

Mas, desta vez, eu, que sempre fico com um pé atrás diante de uma (pseudo) barbada, caí do cavalo. Não acreditava em eliminação em casa, mesmo diante do fraco, porém organizado, Bolívar.  Pelo que ocorreu no gramado, é injusto dizer que foi zebra.

Ao contrário de outras derrotas, hoje eu não "envaretei" com o resultado. Talvez, como li num comentário na postagem anterior, com meia hora de partida, a esperança tenha desaparecido. O Tricolor não venceria nem por decreto, e eu me convenci disso antes do final da primeira etapa.

Castro tem muita responsabilidade na desclassificação. Se nesta citada postagem anterior eu elogiava uma (suposta) escalação equilibrada do meio para frente, logo que vi a nominata de três volantes muito parecidos e meio time reserva, não entendi onde o treinador queria chegar. Ele tinha que atacar e deixou a posição de armador de fora. Se não quisesse Mec, que entrasse com Monsalve, Riquelme ou até Jefinho, enfim, alguém com características mais ofensivas do que Dodi, para citar um do trio escalado.

O jogo foi comprovando os erros do técnico, a decadência de Kannemann, que, sem o viço da juventude, vira um zagueiro batível a qualquer momento, como ocorreu no tento único da partida.

No mesmo lance que mostrou uma limitação de Grando, que a maioria dos goleiros gigantes e pesados tem, qual seja, a bola rasteira e rápida; a resposta (reação) deste tipo de arqueiro é lenta (caso de Lucas Perri). 

Braithwaite não é Carlos Vinícius. Ponto final. Matheus Nascimento é mais jogador que André Henrique, outro ponto final. E Amuzu? Bah! Indiquem o caminho do Salgado Filho para ele, que quer renovar por 1,5 milhão por mês. Uma nulidade.

Tetê, Enamorado, Pavón, Gustavo Martins, Nardoni, Marlon, etc... Ninguém se salvou esta noite.

Se existe algo de positivo nesta derrota, é o alívio no calendário em detrimento ao interesse financeiro e a alegria da massa torcedora. Só.

Luís Castro precisava de tempo para mostrar o trabalho; aí, ele teve a parada da Copa.

Só não sai pela multa rescisória que informam ser de milhões de reais.

A gente se apega em qualquer coisa, nestas situações. Noutro momento, nós, torcedores, pedimos a saída de Mano na derrota em casa para o Sport. Ele ficou e segurou a bronca, e o time permaneceu na Série A.  Será que vai funcionar com o português?

Pior é ouvir uma parcela da torcida pedir por Renato, sem se dar conta de que ele é um dos engenheiros do estado de coisas que grassa no Humaitá, desde 2019. É como tomar analgésico para combater câncer.


Opinião



Dia de passar de Fase 

Hoje, a convicção de que o 2 x 3 na altitude foi um resultado "prático" será posta em prova. Se passar, apaga o revés e o olhar é para a próxima fase.

A escalação provável indica um time coerente com dois volantes "híbridos", em tese,  atacam e defendem: Villasanti e Nardoni, e um meia de articulação, Mec, na frente, dois pontas e um centroavante (Braithwaite).

Dá, e deve, passar de fase.

Outra situação: a presença no Z-4 é péssima, porém, com um jogo a menos, quando ele começar a cumprir este atrasado, no trilar inicial da partida, ele já estará fora desta turma. É ruim, mas não desesperador.

Aliás, escrevi que, se o nosso objetivo é apenas escapar do rebaixamento, o negócio era enxugar a folha. (23 milhões de reais) e buscar um novo elenco, vide: Folha, terceiro parágrafo.

A Direção está indo ao encontro deste pensamento.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Opiniao



Um pouco de otimismo

O ano de 2026 é de muita (justificada) crítica da torcida ao clube. Excetua-se o título gaúcho, cujas causas têm a "mão" do principal concorrente, que rateou num único jogo e abriu o caminho para o Tricolor botar faixa no peito e taça no armário.

Porém, hoje, olhando os últimos movimentos da direção, dá para encontrar chances de darem certas as contratações mais recentes. Usando de otimismo, vejam:

- Diego Caito estreou muito bem. Tudo bem, houve um lateral-direito trazido por Luxemburgo chamado Toni, que na estreia "rebentou a boca do balão", mas...

- Matheus Nascimento, eu o vi ser o destaque em mais de uma partida do Glorioso; oscilou, mas pode renascer no Imortal.

- Wallace é para grupo.

- Jovane Cabral disputou a Copa do Mundo com uma seleção sensação do torneio. É "cascudo", não vai tremer.

- Krovinovic é experiente, sem ser um veterano. Conhece o idioma, não custou nada além do salário, que será de R$ 400 mil ao mês. Para se ter ideia do bom negócio em números, Maripan, o chileno contratado pelo Coirmão, um zagueiro lento que lembra Rogel, veio por 1 milhão a cada 30 dd, vide Maripan.

Lógico, essa é uma expectativa positiva, a realidade poderá confirmar ou não.

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.


domingo, 26 de julho de 2026

Opinião



Empate num jogo ruim 

Assistir a jogos como o do Inter e do Tricolor neste final de semana frustra a quem gosta do bom futebol, em especial depois de alguns confrontos na última Copa do Mundo, onde até países sem tradição na competição jogaram bem.

Então, quando eu leio/ouço que Grêmio e Fluminense fizeram um bom enfrentamento, eu vejo que algo está muito errado: eu ou o futebol.

O Tricolor trouxe um trio de volantes, o que, à princípio, mostrava uma intenção de mudar o estado de coisas das mais recentes apresentações; no entanto, acontece que Noriega, Nardoni e Villasanti deixaram o meio gremista muito lento, em especial o peruano.

Tetê e Amuzu, pelo que mostraram esta noitinha, estão "usurpando" o lugar de Enamorado, por mais limitado que este seja. Pelo menos, a entrega do colombiano é muito maior e, assim, o resultado prático para o time é levemente superior.

Pavón compromete defensivamente, mesmo com toda a transpiração. Aliás, tratando de comprometer, por favor, direção, preserve Walter Kannemann, proteja o ídolo, ele está num processo de final de carreira. Cada partida sua é risco para o time.

 Hoje, além da penalidade de amador, noutro lance, o recuo para o goleiro é digno de Werley ou Bressan, e Grando, que fazia boa partida, mostrou que, num sufoco, não tem o "cacoete" de usar bem os pés. Era bola para rifar para a lateral. Tocar com as mãos só não foi a pior tomada de decisão, porque contou a má jornada (mais uma) da árbitra.

Entre os aspectos positivos, destacam-se o retorno de Marlon, apesar da falta de ritmo, as boas estreias de Caito e Jovane Cabral, além da sorte que parece não ter abandonado o Tricolor.

No fim, o empate foi um prêmio, porque o Grêmio correu atrás no placar. Se a ordem dos gols fosse contrária, a massa estaria mais decepcionada ainda.

sábado, 25 de julho de 2026

Opinião



Jeito de Decisão 

Dá para dizer que este jogo de amanhã é o mais importante na caminhada do time e tem jeito de pedreira, basta ver a escalação do clube carioca. Vejam: Fábio, Thiago Silva, Guilherme Arana, Hércules, Acosta, Hulk, Cannobbio; é muita gente talentosa. E tem um treinador que está tirando muito mais do que o anterior.

É momento de superação, concentração e contar muito com Werverton e Carlos Vinícius. Os demais, coadjuvantes na prática, precisam transpirar muito para não colocar o Tricolor no Z-4.

Há novidades no banco, Cabral, Caito, Matheus Nascimento, mas não dá para colocar nos ombros deles sair de imediato desta situação que persiste nas mais recentes performances do clube no Brasileirão.

Confronto de prognóstico complexo.


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Opinião



Uma Derrota "peleada" 

Pelo que eu esperava, o desempenho físico e anímico gremista me satisfez. Embora nunca seja bom perder, um jogo fora de casa em um ambiente inusual, em que se sai derrotado por uma diferença mínima, consegue voltar "vivo" e trazer a decisão para o seu campo, pode ser considerado um resultado aceitável.

Houve erros grosseiros, alguns do conhecimento geral, como a inaptidão de Pavón para a marcação (na frente, ele foi muito bem); Perez errou o posicionamento no início do confronto, e isso promoveu o 0 a 1, gol de cabeça. No segundo, novamente, o lateral argentino improvisado foi batido.

O que surpreendeu? O poder de reação, isto é, por duas vezes (Villasanti e Tetê), o Grêmio buscou o empate, além de jogar mais verticalmente em relação às jornadas anteriores.

Na etapa final, a altitude deu o tom do sufoco e aí apareceu o grande goleiro. Weverton garantiu o placar acanhado para o Bolívar e, no segundo gol sofrido, ele ainda conseguiu tocar na bola, algo que outros goleiros de menor envergadura não chegariam no lance, portanto, não considero falha.

Além do arqueiro, gostei do Pavón, parte "ofensiva" e Villasanti, mostrando que o Tricolor ganhou um titular no meio.

Para encerrar, essa derrota só se fará palatável, se na disputa da semana que vem, o Imortal conseguir avançar para a próxima fase.


terça-feira, 21 de julho de 2026

Opinião



Diagnóstico 

Esta semana, mais do que em outras, as notícias, opiniões e palpites sobre o que o Grêmio precisa pipocaram na mídia e nas redes sociais. Aqui mesmo, eu dei meus pitacos; não teve como não esconder o sentimento de tristeza sobre o momento Tricolor e, mais ainda, sobre as consequências para o clube, se a situação se mantiver nesta "toada".

E o tiroteio atinge direção, comissão técnica e jogadores. Todos, em maior ou menor grau, são eleitos os responsáveis pelo quadro atual.

Neste caso, o presidente, mais do que ninguém, deve buscar, dentro de todos esses elementos (seus pares eleitos no final de 2025, comissão técnica e jogadores), quem são os causadores do baixo desempenho do time ao longo de 2026.

Tem omissão dos companheiros do primeiro mandatário? É a comissão técnica insuficiente ou incapaz? São os jogadores dominando o vestiário e dando as cartas do que pode ou não pode dentro do campo?

De certeza: o futebol não vai aparecer por mágica, os resultados, idem. Não, as melancias não vão se ajeitar no andar da carreta.

As direções anteriores apostaram na inércia e deixaram o barco afundar. De tudo que houve de ruim, algo bom pode ser extraído destes fracassos: O que deve ser evitado neste ano.

O exemplo está na recente biografia da instituição. 

domingo, 19 de julho de 2026

Opinião


 

Convicção nova

Ouvi as entrevistas de final de jogo do presidente Odorico, do técnico Castro e de Pelaipe, responsáveis pela condução do futebol gremista nesta gestão. Fui surpreendido pelo último, que deu uma guinada impressionante nas suas convicções, quando se pronunciou que mudanças de treinador não surtem efeito, citando as saídas de Roger, Renato, Mano e, portanto, Castro deve continuar.

Pelaipe é um daqueles fenômenos cuja biografia no Grêmio é recheada de, digamos, azares na condução do futebol gremista. É ele quem traz e demite Vagner Mancini, sem derrotas, e contrata para o seu lugar.... Celso Roth (2008).

Outra lembrança que tenho de seu trabalho diz respeito às vindas de Fábio Aurélio, Sorondo, Amoroso, Kelly e Rodrigo Mendes (sua quarta passagem), todos, sem exceção, sem condições físicas. Não conseguiram jogar ou estrear.

Em 2011, para substituir Julinho Camargo, novamente, ele traz... Celso Roth.

Além disso, há as contratações de Léo Gago e Marco Antônio (ex-Lusa) para formar o meio de campo titular do Tricolor, situação só corrigida com a vinda de Luxemburgo, que indicou Elano e Zé Roberto.

Outra situação que me faz reforçar o sentimento com relação ao trabalho de Pelaipe é que Fábio Koff nunca o teve no departamento de futebol dos profissionais.  Pergunto: Koff não entendia de futebol?

Portanto, fico surpreso com a mudança de comportamento em relação à visão dos desempenhos de técnicos. Para ele, neste momento, trocar o treinador é algo que não se admite num planejamento de um clube. Está errado hoje ou esteve no passado?

Parece que a multa de Castro, que informam ser de 40 milhões de reais nada tem a ver com a alteração do modus operandi do dirigente gremista. É convicção.

De qualque forma, para conhecer um pouco do trabalho dele, momentos bons e ruins, deixo um link Ge Globo - Pelaipe.

Sugiro que leiam até o fim, o texto do GE Globo.

Será que o Tricolor vai se manter na Série A com essa trinca?

Obs: Frase sobre Brandão retirada do texto, porque a acusação não resultou em condenação.






sexta-feira, 17 de julho de 2026

Opinião



Grêmio retornou pior 


Se havia dúvidas quanto à necessidade de mudanças radicais no Tricolor, o retorno nos amistosos e no Brasileirão, evidenciado pelo que se viu esta noite, confirma que nada vai mudar dentro de campo em decorrência do que se viu esta noite. Serve para confirmar que nada vai mudar dentro de campo a partir do trabalho da Comissão Técnica e do desempenho das "estrelas" do elenco.

O Grêmio caminha a passos rápidos para o Z-4 e, em consequência, para a Série B em 2027. Não há comprometimento de alguns jogadores, há um desrespeito à figura do treinador, e ele fez por merecer esta "indiferença" do grupo às suas ideias. Resultado: o Grêmio é quem perde.

Para ganhar 21 pontos em 19 rodadas, não ficar na liderança no grupo da Sul-Americana, não se pode gastar 23 milhões de reais por mês. Para cumprir esse caminho, dá para pegar jogadores com menor nome e uma comissão técnica "comum", sem grife.

Serve também para Pelaipe, Luiz Felipe e outros menos conhecidos. Repito, para essa performance, para o objetivo de fugir do Z-4, dá para formar o elenco com metade destes valores.

Castro está errando muito. A vida é assim: Na década de 70, Roberto Dinamite ficou um mês no Barcelona e este o devolveu para o Vasco. Dinamite era ruim? Maior artilheiro da história do Brasileirão. Castro tem uma biografia respeitável, assim como Paulo Autuori, mas não deu certo. Deu para ele. Paciência. Vida que segue.

O treinador recebeu a aprovação e o incentivo maior do que seus anteriores pela massa torcedora, mas isso ficou lá atrás. É história. Agora, o que justifica a escalação de Caio Paulista ou a manutenção do esquema 4-3-3? E o Leonel Perez? A utilização de Kannemann, um ex-jogador, lenda gremista que deve ser preservada.

Continuando: ingressam Willian, Marcos Rocha para mudar o jogo? O que fizeram Braithwaite e Riquelme (eles não têm culpa) sem função em campo. O dinamarquês ainda começou a melhor jogada que resultou em gol.

E a entrevista do Pelaipe? Sem comentários. "Só a morte não tem solução." Confirma o que penso sobre suas passagens anteriores.

Olha, o melhor "reforço" gremista é a ruindade dos adversários. 

Paro por aqui, porque estou de cabeça quente e o melhor nessa hora é fechar a boca e organizar as ideias. 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Opinião



Telê e os outros 

Está certo, Telê perdeu uma Copa quase ganha, perderia outra, caindo invicto nos tiros livres, sofrendo apenas 1 gol, mas ele era arrojado, seus times jogavam bola e se mostravam estruturados. Arrisco a dizer que, quando perdeu, o material humano falhou individualmente dentro dos gramados em ambas as Copas.

Assisti na íntegra Argentina vs. Inglaterra (ontem) e não tem como avaliar positivamente o trabalho do treinador alemão do English Team. A queda tem sua assinatura. 

Ele plasmou a antítese do pensamento do técnico mineiro. Um horror. Servirá para demonstrar o que não deve ser realizado numa disputa de semifinal, em que, em tese, a disparidade, se houver nesta fase da Copa, jamais justificará a atitude (alguns chamarão de estratégia) de abdicar por completo de uma das três possibilidades de um confronto (vitória, empate e derrota).

Gordon marcou aos 10 minutos do segundo tempo e, a partir dali, como se fosse possível numa disputa que leva para a final da Copa, o comandante técnico britânico colocou "dois caminhões" à frente de sua meta por quase 45 minutos (considerados os acréscimos) diante de um adversário que estava vitaminado pelos embates "épicos" das oitavas e quartas de final. 

Uma "desinteligência" semelhante à que nós, gaúchos, rotineiramente presenciamos em ação por retranqueiros clássicos do futebol daqui. 

Alguns até incensados pelas confrarias predatórias, que minimizam seus fracassos.

Fechar-se como se fechou a Inglaterra tem consequências imediatas:

- Traz o desafiante qualificado para o seu campo.

- Sem atacantes agudos (pelo menos, um), o gol a seu favor só viria pelo bafejo da sorte.

- Incute nos seus jogadores a ideia de inferioridade, porque a vantagem passa a significar algo fantástico e imerecido, desconsiderando que a Argentina em 7 jogos sofreu 7 gols.

- Após empilhar zagueiros e volantes, desprezou a hipótese de sofrer o gol de empate na "finaleira" dos 90 minutos e teria que mudar novamente o esquema de jogo para a prorrogação.

- Por fim, na alternativa de sofrer o empate, como ficaria o estado anímico de seus jogadores? E se houvesse tempo para uma virada, suportariam? Respondo: Não, não suportariam.

A Copa do Mundo está apresentando acontecimentos que devem servir para todos os "professores", místeres do universo futebolístico.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Opinião



Vinde a mim

No dia de decisão antecipada da Copa do Mundo, eu prefiro postar sobre o nosso Tricolor, um assunto sobre o qual tenho opinião consolidada, qual seja, clubes da primeira divisão brasileira recebem ofertas de jogadores diariamente.

E nesse universo, se o dirigente for diligente e conhecedor, ele poderá trazer jogadores de qualidade oriundos das séries "de baixo".

Alguém poderá "resmungar": — Bruxo, lá vem tu sugerindo jogador "pequeno" para nós sairmos desta inhaca.

Bom, aí eu respondo: há bons exemplos de atletas que tiveram formação na base de grandes instituições, que, por não terem oportunidades ou paciência, rumaram para outros "mares". Exemplos? Muitos. Vou citar alguns: Roger Guedes no Criciúma, Marlon Freitas no Atlético Goianiense, o goleiro Lucas Perri no Náutico, Léo Jardim no Vasco, Raphinha (atual Barcelona) no Avaí, Roberto Firmino no Figueirense, mais no passado, Fernando Prass no Coritiba.

Então, a questão é a prospecção correta, independente da origem do atleta, isto é, sempre entra a competência de quem avalia o que é melhor para o clube.

domingo, 12 de julho de 2026

Opinião



Vitória surpreendente em Brasília 

O Tricolor bateu o Cruzeiro, o que me surpreendeu. Esperava muitas dificuldades, mas a tarde foi daquelas em que os deuses do futebol resolveram aliviar para o nosso clube.

O primeiro tempo mostrou o time com muitos "furos" defensivos, Pavón errando os botes e tempo de bola, Gustavo Martins discreto, Kannemann com suas habituais raça e atabalhoamento, e Caio Paulista com enormes dificuldades na marcação. Sorte que os avantes mineiros estiveram mal na pontaria e o time se safou de sair com um placar adverso.

O Cruzeiro parecia o Grêmio diante da Chapecoense, lento e desinteressado. Faltou até respeito à massa torcedora.

Gostei mais do Grêmio na etapa final, apesar do recuo exagerado. Parece que é algo cultural no futebol em geral. Alguns jogos da Copa do Mundo também apresentaram essa característica e seleções foram castigadas pela falta de coragem.

Individualmente, Grando virou herói, mas o seu jogo com os pés segue preocupante. Kannemann e Villasanti contagiaram parte do grupo, o que resultou numa aplicação que esteve ausente nos amistosos anteriores. Aliás, se o argentino deu o tom anímico, ao mesmo tempo cometeu um pênalti com a sua assinatura, o único, porque as faltas capitais seguintes foram risíveis.

Pela amostragem, se Kannemann seguir titular, o risco de se ter pênalti contra em cada jogo, aumenta.

Quando Grando pegou a segunda penalidade, eu disse para a minha mulher: "Na primeira "tossida" que um jogador gremista der dentro da área cruzeirense, o juiz vai apontar para a marca da cal". Nota: a minha esposa não sabia o que era marca da cal. Não deu outra.

Essa vitória é consequência da evolução Tricolor associada à inapetência mineira. 

O que traz uma certa esperança para evitar o rebaixamento, além da ruindade alheia, é que o Grêmio é bem servido nas três posições vitais de um time: um grande goleiro, um camisa 10 promissor, Mec (se ficar) e um 9 muito efetivo. A maioria dos adversários pela degola do Z4, não tem essas "armas".

De qualquer forma, é imprescindível a vinda de um lateral direito titular e um meia de qualidade.

Pelo jogo de hoje, a preocupação com o futuro fica com os concorrentes à degola.

terça-feira, 7 de julho de 2026

Opinião



Mandaca 

Esse apelido vem do bairro Mandacaru, João Pessoa, PB. Algo semelhante ao Paulo César Tinga com a Restinga.

Lembro de Luiz Mandaca no Corinthians, jogador de força, alguma técnica e muito envolvimento com a partida. Fui de cara com seu estilo. Me agradou.

Depois, as notícias mais próximas são de sua passagem atual pelo Juventude e, salvo um gol ou outro (providenciais), tenho pouca lembrança de seu futebol. Talvez precise de mais uma chance num clube maior que o da Serra. Talvez.

Fica a dúvida do porquê estar na reserva: volta de lesão? Desempenho insuficiente?

Mesmo gostando de suas características, aquelas que o fazem jogador de "área a área", sua escolha se deve mais à resposta bem negativa dos argentinos Pérez e Nardoni (seriam uma nova versão de Carballo (uruguaio) e Cristaldo?), do que à convicção da direção gremista.

Para a sua vinda, só se for um bom negócio em termos financeiros; mesmo assim, por ele ter apenas 24 anos e já ter demonstrado em algum momento excelente desempenho.

À princípio, dentro de condições razoáveis no contrato, vale a pena investir.

sábado, 4 de julho de 2026

Opinião



Grêmio perde para a Chapecoense em Sinop 

Tarefa para fortes: assistir a este amistoso, em que a imagem e o campo estiveram péssimos. O Mazaropi, como comentarista, é um excelente ex-goleiro, e a narração é de torcedor (como, aliás, é a proposta da Grêmio TV).

A impressão no final do primeiro tempo sinalizou o erro crasso da direção gremista em manter o treinador. Esta conclusão recebeu o aval na famigerada "parada para hidratação", quando Castro foi ignorado pelos atletas; alguns, sequer olharam para ele. Ninguém se preocupou em jogar bola, nem, pelo menos, para respeitar a massa tricolor, que raramente tem oportunidade de ver seu time pessoalmente.

Um bando de desinteressados, que estão "andando" para o clube, e os que se envolveram, caso de Pavón e Enamorado, falham tecnicamente na maioria dos lances.

A zaga, em especial Luiz Eduardo, foi muito mal, e Grando não se tornou o diferencial quando a defesa falhou. Resultado: 0 a 2 diante de um virtual rebaixado no Brasileirão.

Na etapa final, o time melhorou significativamente em relação ao seu desempenho anterior com as entradas de Caio Paulista, Dodi, Tetê, Monsalve e Villasanti, e outros mais discretos. Descontou com um gol de falta (Pavón) e poderia ter virado em dois bons chutes de Tetê.

O temor que ameaça ainda mais o time é a insistência com Perez e Nardoni no lugar que todo o mundo sabe que é o ponto mais frágil do time, o seu meio de campo. Neste momento, são reservas no final da fila.

As redes sociais, que apresentam prós e contras, não passam pano para os responsáveis pelos destinos do futebol do clube, ao contrário da mídia tradicional, que o faz sem pudor. Onde estão Pelaipe e Luiz Felipe? E o topo da instituição? Vai assistir à queda de rendimento, aliás, de um rendimento já sofrível no primeiro turno. Vai para o patíbulo sem uma reação mínima?

Será um retorno muito difícil para a torcida. A aposta para não cair está na ruindade alheia, mas não é bom contar com isso como garantia de permanência na Série A.