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quarta-feira, 9 de março de 2022

Opinião




Um Clássico com atuação constrangedora 

Que vergonha! Temos um time e clube tóxicos; desse jeito, a gente adoece. Nem vale a pena tratar do jogo, porque se for para escrever algo, será só para tratar do sentimento de alívio por perder pelo escore mínimo. Para mim, este Grenal é página virada, tem algo de muito mais grave ocorrendo e vou mostrar aqui, o que até um torcedor ingênuo e distante dos acontecimentos percebe:

- O clube serve primeiro para os empresários, depois vem os interesses da instituição e no fim da fila, a torcida. Exemplo: Borja (que já foi) é horroroso, Orejuela, idem, mas os salários são de jogadores de seleção. Tem outros, certamente

- Esses empresários não tem time, tanto faz, se o clube vai para a Série B ou escapar. São objetivos diferentes. Os dirigentes ou são burros ou ...

- A contratação de Janderson, eu postei duas vezes vídeo com três comentaristas goianos sendo educados, contidos  na análise, mas deixaram claro que ele tem problemas de cognição. Eu digo; é pior do que o Alisson neste quesito. Não joga no Juventude, nem Caxias

- Quem avaliou e deu o "sim" para gastar os tubos para trazer um juvenil carente de fundamentos, no caso, Campaz? 

- A permanência de Abraão na direção de futebol será uma bofetada na cara da torcida, porque, ele faltou com respeito junto a massa e eu, novamente, vou demonstrar. Ele falou que tinha "cabelo no peito" para aguentar pressão, mas por que liberou Mancini invicto, alegando situação insuportável e injusta, menos de dois meses depois de afirmar que a queda para a Série B não passava pelo treinador? Está na cara que esse vice sonhava em botar Roger no comando. Não tinha convicção, nem planejamento.  Mancini aceitou, pois foi ótimo para ele; ganhou uma baita grana e volta para a sua casa. A entrevista de Abraão foi teatral

- Outra situação gravíssima e que dá impressão, quase certeza, da influência de empresários é a manutenção de Thiago Santos, apesar de todas as provas de sua incapacidade. Esta influência parece atingir a banda podre da imprensa que recebe "jabá" para seguir defendendo este atleta. Nada, absolutamente nada, justifica a sua escalação e a defesa entusiasmada pela sua permanência como volante 

- Seguindo: onde está a coerência do técnico? Os jovens não podem ser escalados no início do clássico por serem novos, mas são lançados neste mesmo jogo com placar adverso para resolver. Se não servem para entrar numa partida que está 0 a 0, em tese, não servirão para virar o Grenal

Encerrando: há necessidade de modificações urgentes; o primeiro é despachar esse vice, pois se o clube conseguiu uma "suplementação orçamentária" para o futebol, nada justifica deixar essa grana na mão desse dirigente, porque vai torrar contra os interesses do clube. Se não teve capacidade para perceber que havia necessidade de mudanças urgentes, depois do rebaixamento, por que, neste momento, vai estar habilitado para fazer mudanças inadiáveis agora?

Uma vez, eu escrevi que, incrivelmente, Odair Hellmann se tornou mais treinador do que Roger ao longo dos anos. Não retiro nada disso.

O Grêmio, no desespero, em Julho trocará de técnico, infelizmente. Se não fizer de forma correta, não sobe em 2022.

Gauchão não é parâmetro. Não dá para esquecer.

terça-feira, 8 de março de 2022

Pequenas Histórias

 Esta postagem deveria sair antes do Clássico, não consegui me organizar, mas o Grenal, também não se realizou. 

Pequenas Histórias (265) - Ano - 1968 a 1972

Pontas: o Caminho Letal para o Gol 

Fonte:https://www.pinterest.com/

Morreram Lula (11/02) e Flecha (23/02), dois pontas genuínos. O primeiro; meu ídolo naquele ataque campeão nacional em 1970 pelo Fluminense (Cafuringa, Flávio, Samarone e Lula). A idolatria esfriou quando deixou o Rio para se juntar ao mesmo Flávio (+ Valdomiro) no grande Inter de 75 e 76.

O segundo, minha admiração prosseguiu mesmo depois que se "mandou" para Coritiba, América RJ e Guarani de Campinas. Flecha foi um monstro pela ponta direita, talvez o coadjuvante com mais ares de protagonista. Pelo menos para mim, que presenciei na Baixada Melancólica, ele botar a bola na cabeça de Néstor Scotta no primeiro gol (o argentino faria o segundo) ou no mais belo tento gremista que vi, quando centrou para Chamaco Rodriguez fazer de calcanhar numa bicicleta ao avesso o terceiro.

No Grenal do Beira-Rio, aquele que ficou para a história como o do Caio Cabeça (autor de dois gols), Flecha se imiscuiu entre os zagueiros, passou pelo goleiro Gainete, para, em seguida, ser derrubado pelo beque Walmir (Louruz) no exato instante que ia botar a bola para o fundo da rede. Scotta cobrou com sua habitual maestria a penalidade. O Tricolor ganhou de 3 a 1. Decorreriam três anos e meio para o Imortal comemorar de novo, uma vitória em clássicos.

E na partida que inaugurou o "moderno" campeonato brasileiro, quando brilhou a estrela de Néstor Scotta. O gringo marcou dois gols (o primeiro entrou no mesmo lugar, onde dez anos depois, Baltazar acertaria o arco de Waldir Perez). Coube a Flecha colocar o derradeiro prego no caixão são-paulino, executando de pé esquerdo o rebote do goleiro Sérgio em mais uma  ótima arrancada do centro-avante platino.Vide Gremio 3 x 0.

Aliás, Flecha bem que poderia viver da profissão de coveiro, pois neste mesmo ano (1971), marcou de cabeça, o gol da tranquilidade no Grenal, a pá de cal, também no Beira-Rio, no 2 a 0 (Gaspar abriu o placar) na conquista da Copa Atlântico, primeira taça a ser erguida de origem internacional no novo estádio do Coirmão.

Chegando à Seleção, ele era orgulhosamente, um coadjuvante para Zico, expoente máximo da história do Flamengo; Palhinha, herói do Cruzeiro na conquista da Libertadores (1976) e Corinthians no épico campeonato paulista (1977), primeiro título do Timão após 23 anos de seca; Rivellino, maior jogador da história deste mesmo Corinthians e herdeiro da camisa 10 nas Copas de 74 e 78. O outro da foto acima, Lula, um ponta ofensivo em sua essência; rápido, driblador e artilheiro.

Flecha e Lula apresentaram sem dúvida alguma, o que de melhor o torcedor idealiza para um ataque dos sonhos. Tinham em comum, a volúpia desbravadora de defesas pelas pontas, o cruzamento qualificado, donos de arremates mortíferos, porém, não souberam driblar as armadilhas da fama fora das quatro linhas.
Foram grandes; poderiam ser mais.

Fonte: Arquivo pessoal do amigo Alvirubro
            Arquivo Histórico de Santa Maria


 

segunda-feira, 7 de março de 2022

Opinião



Vinho Colonial 


Faz tempo que não tomo mais vinho produzido na colônia, pois o que tenho visto são aqueles colocados em pet de 2 litros. Sou do tempo que eles vinham em garrafão de 5 litros, na verdade em 4,6 ml. Prefiro os tradicionais; temos ótimas marcas.

Um dia desses, me ofereceram "vinha da colônia", esses de pet, agradeci, recusei, expliquei o porquê. Fui retrucado: - não existe vinho melhor do que de colônia.- Eu  disse que atualmente, o "mercado" ficou "contaminado', aquilo que era marca registrada de excelência, nada mais significa, ou melhor, pode ser uma armadilha para atrair o consumidor. Hoje, não é mais referência "ser vinho da colônia". Os que leem este post, devem ter exemplos semelhantes a este (o do vinho) em outra natureza de produto.

Por que começo a crônica desta forma? porque aconselham a utilização de Thiago Santos no clássico, pois é o volante "cão de guarda" e tem mais idade, mais rodagem do que os meninos.

Estamos diante de um vinho de colônia que não convence. Ser cão de guarda e ser experiente no caso de Thiago Santos em relação aos seus resultados, não justificam esses predicados. Se fosse assim, o Tricolor não sofreria tantos gols, quanto sofre com ele. Aliás, quase que sempre para vencer, o time terá que fazer dois gols.

No clássico, ele pode rebentar? pode acabar o jogo? pode. Lembro que o criticado, justamente criticado, Alisson, andou fazendo dois gols numa de suas derradeiras apresentações pelo Grêmio, mas, sabe-se que é a famosa exceção. A "Síndrome de Gabiru".

Roger se quiser experiência, isto é, um volante mais preso e experimentado à frente da zaga, deverá escalar Lucas Silva e colocar juventude ao lado dele, dois jovens.

Thiago Santos, sua eficiência é uma verdadeira miragem. Se Matheus Sarará tivesse sido escalado na metade das vezes em que o camisa 5 foi, hoje, não haveria mais esta discussão.

domingo, 6 de março de 2022

Opinião



Um Prato para o Interior 

Diante da ruindade de Grêmio e Inter, nunca vi uma oferta de título, de faixa, de caneco, tão à disposição para os demais clubes gaúchos como em 2022.

Assisti as conquistas de Juventude (1998), Caxias (2000) e Novo Hamburgo (2017), todos coincidentemente, treinados por ex-jogadores que vi atuar: Lori no Atlético Paranaense e Pinheiros (volante), Tite (meia da Portuguesa e Guarani) e Beto (centro avante do São Borja e do Novo Hamburgo).

Em todas essas conquistas, a Dupla Grenal vacilou, "deu mole". Agora, as chances aumentaram para os clubes do interior (até o Zequinha), porque a fase gerencial e da bola rolando nos gramados de Grêmio e Inter, ela é a mais fraca de 50 anos, com certeza. Pior! não há indicativos de mudanças a curtíssimo prazo, portanto, ver uma terceira força no lugar principal do pódio do regional, naturalizou. Não espantará ninguém.

Vejo que o Ypiranga trilha este caminho com mais solidez e ambição. Coincidentemente, eu vi o seu comandante técnico como jogador. Lembro de Luizinho jogando pelo Brasil pelotense e no Atlético do Paraná.

O Gauchão está à mesa, um cardápio a preços módicos.

Opinião




Muito trabalho pela Frente 

Feliz ou infelizmente, não pude ver, nem ouvir o jogo desta tarde, só tomei conhecimento de alguns fatos da partida, logo que ela acabou, quando o comentarista Cristiano Oliveira (rádio Guaíba) tecia a sua impressão sobre o empate gremista.

Mais tarde, assisti o compacto com os melhores momentos; acho que Brenno não falhou no gol anilado, mas dá para observar que o primeiro tempo foi mais do Nóia do que do Tricolor. Na etapa final, o arqueiro Raul se destacou, demonstrando que o Grêmio voltou melhor.

Dos que começaram, novamente, o treinador insistiu em escalar Thiago Santos, que cada vez reforça a ideia que ele joga por algum motivo, alguma causa que vai além do seu futebol em campo. Foi bom ouvir o Oliveira dizer que ele não é volante, mas sim um "cometedor de faltas", sinal que reconheceu o equívoco, porque há meio ano, setembro/outubro, ele achava importante tê-lo à frente dos zagueiros.

Outra observação correta do analista: - O Grêmio pagou o preço de uma Ferrari para ter um Chevette. Ele se referia ao desempenho de Campaz. 

De positivo, parece que os meninos que entraram, Bitello, Elias e Gabriel Silva, esse trio evitou o desastre de mais uma derrota e Rildo foi bem. 

Roger fecha agora uma vitória, uma derrota e um empate. É pouco, quase nada, uma vez que enfrentou clubes modestos.

Com certeza, ele terá muito trabalho pela frente e nós, torcedores, muitos sustos e desgostos.

sábado, 5 de março de 2022

Opinião

Alerta: esta postagem não é sobre o nosso Grêmio



Crônica Infeliz 

Este post foge dos usuais assuntos do blog, porque me deparei com a crônica mais infeliz em décadas de leitura com o agravante de ser produção de um jornalista que admiro. Ela é um festival de erros e o autor deve estar encabulado por ter postado. É do Correio do Povo de hoje, vide 04 de Março.

Para criticar (justamente) a gestão atual do Inter, o cronista volta a 2016, início do Brasileiro, lembrando que não entendia a liderança do Inter (a vaca em cima do poste), concluindo que suas desconfianças estavam corretas com a queda para a Série B naquele certame. Até aí, tudo bem.

Os problemas da crônica estão, quando para criticar a administração de Barcellos e seus pares, Mombach utiliza exemplos inadequados e argumentos frágeis;  "no desejo de sepultar qualquer resquício de carvalhismo". Prossegue: "... movimento que deveria constar no estatuto como algo a ser perseguido" como se o "carvalhismo" fosse um modelo de completo sucesso.

Aí, eu chego naquela minha conclusão de anos antes: alguns dirigentes caem nas graças de parte da mídia, aquela que tem memória seletiva quando convêm.

Observem: 

- Em 2002, o carvalhismo quase levou o clube para a segunda divisão; escapou, quando dispensou Roth, contratou Cláudio Duarte e fugiu, vencendo inesperadamente o Paysandu em Belém do Pará na última rodada

- Em 2006, ele (carvalhismo) foi campeão do mundo com a dupla Fernando Carvalho e Vitorio Piffero

- Em 2010, o sucessor ungido por Carvalho, Piffero ganha a Libertadores e promove o maior vexame internacional da instituição, derrota para o Mazembe com o mesmo Roth que quase rebaixou o clube em 2002

- Em 2016, ano da vaca no poste, liderança que estranhava o cronista do Correio do Povo, o presidente era Piffero, ou seja, o carvalhismo seguia no governo do Inter

- Neste mesmo ano, mais exatamente em 08 de Agosto, Fernando Carvalho assume o comando da "swat" do Inter, porque o clube encerrava o primeiro turno do Brasileirão, "perigosamente" dois pontos acima da zona de rebaixamento. Demite Falcão e contrata Roth (aquele de 2002 e do Mazembaço) para tocar as 19 rodadas do segundo turno. Vide Carvalho assume a Swat.

- Em Dezembro daquele ano, o Inter sob o comando da dupla Piffero/Carvalho é rebaixado e o segundo compara a tragédia do rebaixamento com o lamentável acidente que envolveu a Chapecoense

- A gestão de Piffero, um carvalhista, está sendo investigada em esferas que não são exatamente esportivas

Concluindo, o carvalhismo não é o melhor modelo para ser usado na crítica de gestões de futebol. A não ser como não fazer.




sexta-feira, 4 de março de 2022

Opinião




Periferia do Futebol 

O Rio Grande do Sul é considerado um estado periférico do país, muito pela sua localização geográfica, distante do DF e do eixo Rio-São Paulo; porém, no futebol, por inúmeras vezes e com absoluta razão, a Dupla Grenal esteve elencada entre as forças apontadas como possíveis candidatas aos títulos, Copa do Brasil e Nacional. Não era (a Dupla) periférica na banca de apostas.

Porém, pelo estágio atual, periferia identifica o secundário, o "menos do que o principal" e as razões vão muito além do crescimento de Flamengo, Palmeiras e Atlético Mineiro, elas estão na incapacidade gerencial dos condutores dos destinos de Grêmio e Inter, porque, esse trio de gigantes citados, não disputa o Gauchão, nem as primeiras rodadas da Copa do Brasil.

Um já está na Série B; Inter (e também, Juventude) caminha(m) para lá. Como diz o gaúcho: - Periga o Rio Grande não ter representantes na Série A em 2023. Pobre dos torcedores.

Por fim: centro avante Rômulo, autor do segundo gol potiguar, merece ser olhado com mais atenção. Me pareceu um atacante de qualidade.

quinta-feira, 3 de março de 2022

Opinião



Diogo Barbosa, o injustiçado

Recém li na ZH uma postagem surpreendente pela rasa justificativa para a manutenção de Thiago Santos no time do Grêmio. As argumentações são tão frágeis que até eu posso rebatê-las.

O argumento principal é que Thiago Santos sofre injustiça, porque parece carregar toda a culpa dos insucessos do Grêmio; o cronista demonstra que não é apenas ele que está comprometendo: Brenno falhou, os meninos do meio não marcam, Bruno Alves não convence, Orijuela é fraco, Geromel está velho, etc... Resumindo: o coletivo anda mal das pernas, portanto, não dá para creditar apenas ao volante o fracasso do time.

Bom! primeiro: coletivo é um conjunto de unidades, neste caso, de individualidades. São interdependentes, existindo sim responsabilidade dos indivíduos no todo. Segundo, Thiago Santos em campo é quase sempre sinônimo de defesa vazada. Dá mais de um gol por partida, a sua média. Maior do que a dele, quando ausente; terceiro, ele veio com a missão precípua, quase exclusiva, de defender. Se isso não ocorre há cerca de 12 meses e diversos treinadores, então, que se coloque um atleta que dê mais retorno em outras valências; quarto, os números de Thiago Santos só não são piores, porque ele não jogou no time de transição ou de reservas, situações vividas por Matheus Sarará, Bitello, Fernando Henrique e outros jovens que não tiveram chances de sequência entre os titulares. Para eles, a necessidade de "rebentar" sempre,  é imperiosa. Oscilaram? dançam. Não tem conversa. 

Por fim, se o argumento valer, o de que o coletivo falhando, permite-se atletas serem mantidos, atuando de modo insuficiente; então, houve uma grande injustiça, quando sacaram Diogo Barbosa da lateral esquerda, pois, com o time morando, residindo e domiciliado no Z4 o campeonato inteiro, ele não seria, por essa tese, o culpado exclusivo, mesmo jogando mal; afinal, não era apenas ele. Qualquer um daquele time estaria isento da responsabilidade pelo rebaixamento, ou seja, o coletivo absolveria todos os que andavam mal.

De qualquer forma, estamos diante de um desrespeito: ou com Thiago Santos e Diogo Barbosa ou, do outro lado, com a inteligência dos leitores.

quarta-feira, 2 de março de 2022

Opinião


 

Intervenção no Futebol

Falta muito pouco para o Grêmio desandar de vez; quem sabe a perda do Gauchão. É exagero? Claro que não, basta que a racionalidade seja posta à prova. Observem; Abraão e Mancini tiveram 14 rodadas para sair da zona do rebaixamento, não foi pouca coisa. Bastava para o Imortal ultrapassar 2 adversários apenas, já que Sport e Chapecoense eram pedra cantada, cartas certas no baralho da segunda divisão. Essa dupla do futebol gremista pode ter herdada uma tarefa árdua, mas estava longe de ser impossível. O vice, o tempo todo dizia que o clube não cairia; tudo bem, isso poderia ser afirmado que estava no seu papel. Então, dá para relativizar a participação dela (a dupla) na queda. Pode-se relativizar, isto é, dá-se o direito da dúvida.

O que não tem dúvida foi o monumental equívoco de manter o treinador e a base do elenco/time que caiu para o ano seguinte. Alguém "rasgou" o ouvido de Bolzan Jr que dava para encarar a Série B com esse grupo e esse técnico. Esta pessoa tem que vazar urgente para que o Grêmio volte a ter a torcida ao seu lado. A massa não consegue ouvir tanta bravata, tanto discurso anacrônico, tanta falta de respeito para com ela como tem ouvido entrevista por entrevista, jogo após jogo.

Ontem, o vice de futebol disse que o Grêmio vai buscar o penta campeonato regional. Seria uma afirmação lógica e normal, porém, vem da mesma boca que afirmou que o Tricolor não ia cair, que este elenco era suficiente para subir em 2022, que Mancini foi injustiçado, então, os torcedores ficam em polvorosa; o raciocínio é simples: por que agora esta afirmação vai ter crédito? Além disso, os mais antigos tem uma lembrança amarga da relação Abraão/ISL, empresa que é uma das causas da seca de 15 anos sem títulos relevantes.

Estas linhas não são exageradas, dá para afirmar que o comando do futebol gremista segue perdido: afirma que o elenco está fechado, que o clube não tem dinheiro, ao mesmo tempo, fala em buscar jogadores mais experientes; tem até a absurda notícia de acerto com Edílson, 35 anos. Será que a experiência com Rafinha, Tardelli, Robinho, Thiago Neves, não serve para nada? Será que a base não consegue formar laterais? 

O primeiro passo que o presidente tem que dar é liberar este vice de futebol que não apresentou nada de bom, tanto é verdade, que antes de fechar dois meses de 2022, já dispensou o treinador, demonstrando que não existe planejamento e muito menos, convicção no trabalho, justamente no ano mais delicado do clube.

É um festival de erros sob o comando deste vice, ainda assim, a banda podre da imprensa acoberta sabe-se lá os motivos. Insiste em minimizar as ações desastrosas deste dirigente.



 

Opinião



Vexame inédito na Copa do Brasil 

Começando com a informação que não estou "p#to da vida", nem com a cabeça quente para o que vem nas linhas abaixo. O que reforça isso é o fato de nem postar nada antes desta partida, porque tinha a sensação bem nítida que a desclassificação na primeira fase era uma possibilidade bem real. Não quis azarar.

O Mirassol é um bom time, bem treinado, porém, disputa a Série C do Brasileiro e não estão nele as principais causas do fiasco gremista. Os fatores da desclassificação estão "linkados" com a transição equivocada entre o rebaixamento de 2021 e o "pensar", o "planejamento" para 2022, quando engenheiros, mestres de obra e a peonada da queda foram mantidos com muito latim e vaselina na imprensa, que ficou mansa, achando que a solução não seria fazer "terra arrasada". Só a torcida previa os filmes de terror como este de epílogo indigesto da desclassificação na Copa do Brasil.

O clube precisa reduzir a folha? é simples, observem: se um atleta que custou 10 milhões de reais por 1/4 de seus direitos federativos se torna reserva de todo e qualquer lateral esquerdo do elenco, não pode ficar no grupo (Diogo Barbosa). Thiago Santos é a maior falácia dos últimos anos na posição que atua; quando atua é certo, absolutamente certo, que o Grêmio precisará de pelo menos dois gols para triunfar na partida. E pensar que havia jornalista escrevendo que não se joga clássico sem um volante com estas características. Que bobagem! aliás, uma bobagem onerosa para a instituição e para a inteligência do leitor.

Prosseguindo: se Lucas Silva está atrás na fila para Thiago Santos com o salário que ganha, então, só liberando sem receio. Mais! Churín e Orijuela, os dirigentes tem que ter humildade para reconhecer que erraram feio. Esses dois atletas não dominam os fundamentos mais primitivos do futebol.

Resumindo: quanto o Grêmio gasta com Diogo Barbosa, Orijuela, Thiago Santos, Lucas Silva e Diego Churín? olhando pelo "espelho", a imagem invertida, quanto o clube economizará sem eles?

Por fim: a titularidade de Brenno, a permanência de Abraão, as escolhas de Roger, a Direção precisa analisar detidamente. Sem agir com serenidade e competência, o futuro do Grêmio estará comprometido nas próximas temporadas.

O que mais falta para identificar quando o Tricolor chegou ou chegará ao fundo do poço? É um salto no escuro, um voo cego.