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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Opinião



Vitória na Raça

Grande conquista nas alturas. Isso deve ser muito valorizado, independente da questão técnica. Foi na raça.

O melhor da classificação é o fato que o clube vai às compras. Deve reforçar o setor defensivo, especialmente, já que apenas Pedro Geromel é inquestionável; então, mesmo sem chances de ganhar este torneio, o elenco vai ser qualificado para o Brasileiro e a Copa do Brasil.

Os gols do Tricolor foram de Douglas e Bobô em dois passes esplêndidos de Luan e Giuliano, respectivamente; verdade que os goleadores souberam finalizar com extrema categoria.

A LDU não fez cócegas no primeiro tempo, já com 40 segundos, a equipe equatoriana fez seu primeiro gol numa jogada às costas do lateral esquerdo, chutando cruzado.

O desafogo veio com Walace, que apanhou um rebote do arqueiro Dominguez, "driblou" a poça d'água e mandou no ângulo superior direito. Indefensável. 3 a 1.

Quando o jogo se oferecia para contra-ataques gremistas, a LDU achou um gol, que tornou a partida um verdadeiro drama; entretanto, ficou nisso; 3 a 2.

Analisando individualmente: Marcelo Grohe confirmou nossas suspeitas de irregularidade; um defesa de extremo arrojo num chute de Tenorio e uma falha incrível num chute despretensioso do meio da rua, que transformou a partida de tranquila em dramática.

Wallace Oliveira fez a sua melhor partida, mas nada de extraordinário, Fred e Marcelo Hermes, uma partida correta. Pedro Geromel é monstro, nenhum erro durante os mais de 90 minutos.

Edinho é para emergência, um quebra-galho, Walace, muitíssimo bem, o melhor, certamente. Douglas é um mistério a sua manutenção, um gol e só. Não se trata de pegar no pé, mas para quem tem Lincoln, a permanência do camisa 10 é inexplicável.

Gostei de Luan e Giuliano com grande combatividade, o primeiro foi caçado o tempo inteiro, o segundo vem crescendo jogo a jogo.

Bobô é 9; isto basta. Está na carteira de trabalho dele; profissão: Centroavante. Sugeri que ele tivesse uma sequência, ele ganhou e está correspondendo.

Lincoln, Pedro Rocha e Bressan, incrivelmente mesmo tendo pouco tempo, apareceram bem, os dois primeiros tendo oportunidades de ampliar e o camisa 4 salvou um gol certo, embora o lance tivesse sido anulado.

Vi pela tevê com áudio na Rádio Guaíba; incrível a semelhança entre o Imortal e a rádio, onde os bruxos são mantidos: Douglas no lugar de Lincoln e Nando "duas linhas de quatro" Gross no de Carlos Guimarães. É muito bruxismo.

Agora é aumentar a pontuação diante do Toluca.


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Opinião



Hora da Verdade

O enfrentamento hoje à noite no estádio Casablanca em Quito, não é definitivo, porém, deverá revelar o Grêmio desta Libertadores.

O Tricolor já sabe que não será o primeiro colocado, se passar para a outra fase, mas isso neste torneio, não quer dizer muita coisa, basta lembrar o Boca 100% caindo para o 16º colocado River Plate, que, afinal, levou a taça.

O Grêmio precisa desfazer a péssima jornada feita no México e a outra, menos ruim, mas, igualmente, sofrível diante do San Lorenzo, quando renasceu na competição, graças ao talento de Lincoln e a raça de Bobô no final da partida, além de uma partida histórica de Marcelo Grohe.

Com um ataque que surpreende pelos gols em abundância e uma defesa, onde apenas Pedro Geromel é unanimidade, o Imortal precisa desfazer as desconfianças de sua torcida.

Começa por hoje.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Pequenas Histórias



Pequenas Histórias (113) - Ano - 1983



Vencendo na Altitude

Fonte: http://gremio1983.blogspot.com.br

1983 foi um grande ano para mim. Muitas alegrias, boas lembranças; uma delas a de participar de um churrasco à noite na Sexta-feira, dia 25 de Março.

Não lembro de quem era o aniversário, mas foram duas casas ao lado da minha, com  gente muito boa, “gente da melhor qualidade” como diz o narrador Mário Lima.

Pois bem,  havia o Cezar, estudante de Veterinária,  hoje mais de 30 anos, professor concursado, talvez aposentado da Universidade Federal do Ceará. Cezar tinha o apelido de “Caixa”, porque era a sua função nos finais de semana na boate do Diretório Central dos Estudantes, a famosa DCE e era “doente” pelo Colorado, um piadista de primeira e grande sujeito. Impossível ficar brabo com o cara. Namorava a filha mais velha do meu vizinho, casou e teve uma filha.

Onde entra o Cezar nessa história? Acontece que naquele mesmo momento da comemoração, o Tricolor encarava a altitude de 3.300 metros acima do nível do mar em La Paz, a capital boliviana, enfrentando o Bolívar, campeão nacional daquele país. Enfrentamento na fase de grupos da Libertadores, que afinal, o Tricolor conquistou pela primeira vez.

Tudo indicava que o Imortal, a exemplo de tantos outros clubes, iria se dar mal naquelas alturas e eu, ia ficar um pouquinho e iria, prudentemente, assistir a partida na minha casa, esperando pelo pior. Homem de pouca fé.

Mas, bebida vem, bebida vai, salsichão sendo servido; carne atrasando um pouco e o Cezar insistindo para que eu e meu irmão ficássemos para ver o jogo lá. A arapuca estava armada.

Primeiro tempo, o Tricolor encolhido, Renato e Cezar, nosso camisa 9, jogando pouco, quase nada e no arco, Remi. Precisa dizer mais? O Remi era gente boa, formado na base, ficara muito tempo na reserva, aguardando a sua chance; gramou de 76 a 83; este ano parecia ser a sua verdadeira oportunidade. Só que ele era “uma no cravo, outra na ferradura”; mais, muito mais na ferradura. Num jogo contra o São Paulo pegou dois pênaltis no Morumbi, cobrados pelo craque Careca, mas noutro lance, numa cortada digna de vôlei, fez um golaço contra. Assim era o Remi. Não iríamos a lugar algum com ele no gol.

Depois de três importantes defesas, lá pelos 34 minutos, Gallo chutou de longe e Remi "bateu roupa", soltando a pelota nos pés do zagueiro Navarro, que empurrou para as redes. 1 x 0. Fim da etapa inicial.

Eu fiz menção de levantar, disse que ia ver o jogo em casa, coisa & tal; eu e meu irmão estávamos cercados de colorados, especialmente o amigo Cezar, porém, fomos convencidos pelos comes e bebes e ficamos para ver a etapa complementar, esperando pelo pior, pensando bem, nem tanto, afinal, estávamos entre amigos. O negócio era me preparar psicologicamente para a flauta vermelha.

Não é que o Tricolor voltou melhor? Aos 20 minutos, Espinosa saca Cesar e coloca Tarciso. O time fica mais confiante, 1 minuto depois, Casemiro cruzou um bola da esquerda para a cabeça de Osvaldo, que testou de cima para baixo e enganou o arqueiro Elso. 1 a 1. Fantástico! Por mim,  o jogo terminaria ali. Topava na hora um acerto com os bolivianos.

Quando a partida se encaminhava para a parte derradeira, nova troca de passes perfeita, capitaneada pelo craque da camisa 10, Tita; este atrasa para China (na foto), o volante domina, dá alguns passos e solta um foguete no ângulo direito superior do goleiro. Um goooolaço! 2 a 1.

O Tricolor utilizou Remi; Silmar, Leandro, De Leon e Casemiro; China, Osvaldo e Tita; Renato, Cesar (Tarciso) e Tonho (Paulo Bonamigo).

O Bolívar de Elso; Vargas, Navarro, Urizar e Arias (Figueroa); Angulo, Gallo e Romero; Borja, Salinas e Silva (Baldessari).

Ali, o Grêmio ainda não estava formatado definitivamente, porém, havia alguma coisa mágica no ar, algo diferente, positivamente diferente.

E o Cezar? Continuou o amigão de sempre. Espertamente, apertou a mão dos poucos gremistas e profetizou, que jogando com aquele "rasgo", o Grêmio "perigava" ser campeão.

Seguem os gols da partida:




Fontes: Correio do Povo
              Zero Hora
              Revista Placar
              gremio1983.blogspot.com.br





domingo, 10 de abril de 2016

Opinião



A Resposta indispensável

 Passeando pelo Portal do Grêmio, me deparei com uma Nota Oficial do clube, vide (Nota Oficial), onde o mote era as infelizes palavras de um decadente jornalista, cujas crônicas não tem mais nenhuma repercussão na mídia, talvez por isso, de forma apelativa resolveu se evidenciar.  Daí, toda essa grosseria.

Quem pesquisar sobre as construções do Maracanã e Beira-Rio, para ficar em apenas dois exemplos, vai comprovar que não foram diferentes do que ocorreu com a Arena do Grêmio.

O Tricolor tomou a mais indicada atitude no caso. 


sexta-feira, 8 de abril de 2016



Álbum Tricolor (45)
OYARBIDE
Fonte: clicrbs.com.br

Nome: JORGE LUIS OYARBIDE TIMOTE.
Apelido: Oyarbide.
Posição: Ponteiro direito.
Data de nascimento: 6 de junho de 1944, Paysandu, URU.
Data de falecimento: 14 de Novembro de 2013, Solymar, URU.
Jogos pelo time principal do Grêmio: 32 jogos.
18 vitórias; 9 empates; e 5 derrotas. Marcou 1 gol pelo time principal do Grêmio.

Estreia no Grêmio:
25.04.1968 - Grêmio 0 x 1 EC Juventude - Campeonato Gaúcho
GFBPA: Alberto; Altemir, Paulo Souza, Aureo e Zeca; Cléo e Sérgio Lopes; Oyarbide, João Severiano (Babá), Alcindo e Volmir.
Técnico: Sérgio Moacyr Torres Nunes.

Última partida pelo Grêmio:
03.07.1969 - Grêmio 0 x 0 AA Barroso-São José FR – Amistoso
GFBPA: Arlindo; Espinosa, Ary Ercílio, Aureo e Renato Silva; Jadir (Cléo) e Júlio Amaral; Flecha (Volmir) (Oyarbide), Babá (Jairzinho), Paíca e Loivo.
Técnico: Sérgio Moacyr Torres Nunes.

ANO A ANO NO GRÊMIO (jogos pelo time principal)
1968 - 18 JOGOS - 10 VITÓRIAS - 06 EMPATES - 02 DERROTAS. Marcou 1 gol.
1969 - 14 JOGOS - 08 VITÓRIAS - 03 EMPATES - 03 DERROTAS.
O único gol marcado por Oyarbide pelo Grêmio aconteceu no dia 08.05.1968 - Grêmio 2 x 0 FC Santa Cruz, jogo pelo Gauchão, em Santa Cruz do Sul. O outro tento foi obra de Sérgio Lopes.

CARREIRA
Nacional-URU (1961 a 1967), Grêmio-RS (1968 e 1969), Junior de Barranquilla-COL (1970 e 1971), Atlético Bella Vista-URU (1972), Defensor Sporting-URU (1976), Veracruz-MEX (1977)

TÍTULOS PELO GRÊMIO
Campeonato Gaúcho: 1968.

(*) Os dados dizem respeito às informações contidas no arquivo do autor.

Por Alvirrubro

FONTES:
- Jornal “Zero Hora”.
- Jornal “Correio do Povo”.
- Arquivo Pessoal.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Opinião



Os Retoques necessários

Entra ano, sai ano e o Grêmio esboça bons times, mas na hora do "salto de qualidade", "do pulo do gato", sempre aparecem fatos e ações equivocadas e  os sonhos dos torcedores não viram realidade.

Uma hora é um dirigente espertalhão, noutra um treinador que é burro ou mal-intencionado, mais tarde (ou ao mesmo tempo), jogadores que não tem bola para jogar no Imortal ou vem e não rendem o que se espera deles. Tudo isso "regado", "marinado" numa crise financeira (quase) eterna, cuja a cereja do bolo é a questão Arena.

Pois, essa Direção parece que vai equacionando este último problema, idem, na questão treinador. Roger se não é o "top de linha", pode dar a melhor resposta a médio prazo.

Finalmente, o elenco de atletas vai sendo montado, conformado mais à feição do torcedor, isto é, investindo em jovens jogadores da base e contratações pontuais, liberando aqueles que não deram certo, casos de Braian Rodriguez e Fernandinho, entre outros.

Faltam os retoques; neste caso, a defesa, onde apenas Pedro Geromel é unanimidade entre os torcedores. Ajeitando este setor, sem se desfazer dos acertos do meio e ataque, o Grêmio vira um candidato fortíssimo no Brasileirão deste ano.


quarta-feira, 6 de abril de 2016

Opinião



Goleada em jornada  preocupante

Uma manchete que parece  pura contradição, mas não é. O Grêmio mostrou  qualidades conhecidas, outras mais recentes, assim como defeitos históricos.

O Brasil de Pelotas é um arremedo de time, não por ser desorganizado, mas por ser composto por ex-jogadores (Cirilo, Eduardo Martini, Leandro Leite, Gustavo Papa, Márcio Hahn) e muitos meia-bocas. Nem merecia estar entre os oito classificados. Passa pela ruindade do adversário a vitória elástica de agora na Arena.

Os gols foram marcados por Geromel, logo aos dois minutos, de cabeça; um tiro cruzado em escanteio cobrado por Douglas. Bobô recebeu um "merengue" (essa expressão é velha) de Giuliano e matou o arqueiro, 2 a 0. Brock descontou em bola parada, fazendo no meio da pequena área. Giuliano aproveitou um chute errado de Pedro Rocha, tirou o goleiro + um zagueiro e bateu, inteligentemente, de baixo para cima e o último, um lançamento de "Gérson" (outra expressão velha) de Luan para Pedro Rocha marcar com categoria. 4 a 1.

O Grêmio foi efetivo, mostrou novidades como a boa partida de Giuliano, gols de Bobô e Pedro Rocha, um Luan mais inspirado, boa atuação de Maicon e Pedro Geromel, o melhor em campo. Fantástico, um craque em sua posição.

O que preocupa é o lugar comum de tomar gols de dentro da pequena área, desta vez de bola parada. Vou fechar 57 anos no final deste mês, acompanho o Imortal há 50 anos, digo com a maior convicção; nunca nestes últimos 30 anos, o time tomou tantos gols de dentro da pequena área. É um absurdo. Esqueçam que é o Grohe, façam de conta, que é o Dida ou o Tiago Machowski e o mundo estaria caindo sobre a cabeça deles. A repetição destes fatos vai cobrar um preço alto, ainda.

Repito: Temos um goleiro com status de Rogério Ceni ou Marcos e performance de Fernando Prass. Só por milagre conquistaremos um título de expressão em torneios (isto é, mata-mata) com o Marcelo Grohe.

Outra coisa inexplicável; por que insistir com Douglas, tendo Lincoln no elenco? Por que insistir com Edinho em detrimento de algum garoto? Roger já foi mais humilde; parece que foi "picado pela mosca azul" (outra das antigas) e insiste (olha este verbo de novo) com seus bruxos. 

Até acertei o placar, lá no meu serviço (4 a 1), mas o jogo me deixou preocupado. Ganhar o Gauchão será um feito, a Libertadores, só se alguns medalhões apearem do time. 

Não vejo a menor intenção no treinador para tomar as decisões que precisam. Infelizmente.

PS: Segue link com os gols:

https://www.youtube.com/watch?v=dhfB-YD2lRY



terça-feira, 5 de abril de 2016

Opinião



Hoje, só existe um jogo para o Grêmio; o de amanhã

Está mais do que na hora do Grêmio encarar o próximo confronto como a prioridade. Não dá para entrar em campo numa partida única contra um oponente que tem histórico de lutar muito; diria, de muita entrega, raça e tradição, olhando para o voo do dia seguinte para o Equador.

Só existe um jogo para o Tricolor; aquele de Quarta-Feira, dia 06 de Abril, à noite na Arena.

Se encarar com seriedade, arrisco, presunçosamente, dizer que, goleia o Brasil. Não é menosprezar o clube xavante, mas por acreditar no potencial ofensivo do Imortal. Se Roger escalar um meio com Wallace, Maicon, Lincoln, Giuliano ou Pedro Rocha; Luan e Bobô. Mais, sendo muito otimista, tendo um dos laterais, Wallace Oliveira ou Marcelo Oliveira em dia de "aniversário", no gramado da Arena; será jogo de "meia linha".

É isso aí, cada jogo de cada vez.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Opinião



Caxumba? Fala sério!!

Coisas que só acontecem com meu time; um surto de caxumba; isso mesmo. Três em adultos, exagerando, dá para chamar de surto.

Quando menos se espera, um novo e inusitado problema toma de assalto o nosso clube do coração.

Parece que não ficará (o surto) em Luan, Henrique e Ramiro. Pela declaração e cara do Márcio Bolzoni, vem mais por aí. Espero que não atinja o Pedro Geromel.

Ontem, falei em jogadores azarados, galhos de arruda, manjericão, sal grosso, etc... O que dizer de Ramiro?

Mudando um pouco de assunto; o Grêmio pegou o adversário mais traiçoeiro destes 8 que restaram. Se ficar pensando na viagem para Quito, poucas horas depois do enfrentamento, estará "chamando derrota".

Tem muito mais elenco para passar por cima do Xavante, mas, todos sabemos, que não poderá "combinar" com ele esse favoritismo. Terá que provar dentro das 4 linhas. 

Não é jogo jogado.

domingo, 3 de abril de 2016

Opinião



Empate chorado

Inicio, lembrando referência ao comentário que fiz em postagem anterior, quando o colega Alvirubro mostrava a estatística francamente favorável ao Grêmio na história deste confronto; coloquei um "mas ..." no final dele, porque sentia que o Tricolor "criava" condições contrárias ao resultado positivo; isto é:

Gastou bom tempo pensando na antecipação da viagem a Quito, manifestou preocupação na escolha do adversário na fase de "mata", não queria o Ipiranga pela frente, por fim, retornou à ideia de meio de campo, amplamente comprovada como falida, ou seja, agregar os lentos Edinho, Maicon e Douglas, todos juntos. Associa-se a isso, um trio final reserva (Grassi, Thyere e Bressan) mais os retornos dos lesionados Giuliano e Luan, que sabemos, sempre tem aquele período de "agite, antes de usar".

A fórmula para o insucesso estava completada pelo oponente, o Juventude, que tem um time ajeitado.

O gol aos 4 minutos, Douglas, completando rebote do goleiro, após ótima investida de Wallace Oliveira e arremate de Bobô, ampliou a impressão de que os acontecimentos se dariam naturalmente e a vitória, uma obviedade. Assim, a arapuca, a armadilha, uma realidade gremista.

O Juventude viu que o bicho não era tão feio assim e num lance de mágico, Hugo "chapeleou" Bobô no canto direito, cruzou, Bruno Grassi mancheteou (como se jogasse vôlei) para frente; a bola se ofereceu para Bruno Ribeiro, que deu um corte no marcador, chutou, a pelota desviou na defesa, bateu na trave e entrou. 1 a 1.

A virada esmeraldina veio num lance infeliz de Wallace Oliveira, após levar um "corte" para dentro e puxar completamente a bola com o braço. Pênalti. Hugo bateu forte, rasteiro, canto direito do goleiro, que foi e não alcançou. 1 a 2.

A salvação do Tricolor veio no último lance na qualidade individual de Luan; uma cobrança perfeita no ângulo superior direito de Douglas Silva, o melhor jogador em campo. 2 a 2. Empate chorado.

Individualmente, na defesa, destaco o menino Yago, os demais oscilaram muito. É cedo para antecipar alguma coisa, mas não gosto de jogador azarado; Wallace Oliveira e Bruno Grassi precisam de um banho de sal grosso, arruda e manjericão. Thyere e Bressan, são o que são: Reservas. Marcelo Oliveira saiu e ninguém sentiu saudades.

O meio é lento e pouco inspirado; Douglas, pelo menos, desta vez, entrou na área. Maicon e Edinho, fracos.

Giuliano e Luan, ambos, completamente fora de ritmo, perdendo gols  e parecendo desatentos na maioria dos lances. Luan, pelo menos, salvou o Tricolor de um vexame maior.

Dos que saíram jogando, considero Bobô como destaque; Roger mexeu bem, porque escalou mal, as entradas de Lincoln e Fernandinho melhoraram o  jogo do Imortal.

É necessário fazer experimentos neste momento para as fases seguintes do Gauchão e LA, porém, repetir fórmulas desgastadas como acumular jogadores lentos no centro do time, é um passo atrás. Deveria ser página virada nas opções de jogo.

Segue link com os gols da partida:

https://www.youtube.com/watch?v=6LIUAaxJWeU