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segunda-feira, 30 de junho de 2025

Opinião




Demissão Justa 

Deixando os assuntos do Tricolor de lado e comentando o Mundial de Clubes, me deparo com a demissão de Renato Paiva, técnico do Botafogo, e as vitórias de Bayern e Fluminense. Vamos a estes fatos:

Textor acerta em cheio ao demitir o português Paiva. Pois, depois dele cometer o feito de bater o PSG, ele não entendeu o recado da partida, nem seguiu sugestões de parte dos líderes do elenco. Eles reclamavam da postura exageradamente defensiva diante do Atlético de Madri, onde deixou escapar não apenas o primeiro lugar do grupo, mas a oportunidade de encarar o envelhecido e fraco Inter de Miami (imaginem quanto o clube perdeu em "dindim"). A saída dele eu encaro com a maior naturalidade. A frase "não soube por que ganhou do PSG" é cruel, mas real.

Já nas vitórias do Bayern e Flu, no caso do primeiro, houve uma imposição do coletivo e da ambição natural de pressionar o Flamengo. Venceu com autoridade, poderia e deveria ser pelo menos 4 a 1.

O Tricolor de Renato apresentou uma estratégia correta com um senso coletivo evidente e muitos destaques individuais como Ignácio e Arias. O treinador teve sabedoria para adicionar à sua capacidade de leitura da partida, a opinião de veteranos "escolados" como Thiago Silva, Cano e Fábio.

Os confrontos neste Mundial de Clubes têm deixado grandes ensinamentos, um é que a distância qualitativa dos jogadores é menor do que se pensa. Outro, as grandes agremiações europeias aliam treinadores competentes, disciplina tática e jogadores de qualidade. Quando um desses fatores está abaixo dos demais, a casa cai, como foram os casos da Inter de Milão, Benfica e talvez mais adiante, do Chelsea.

domingo, 29 de junho de 2025

Opinião



A Prudência gremista

Os exames médicos recomendaram a não contratação de Caíque. A Direção acertou, pois o calendário brasileiro não permite "arrancar" com um atleta, cujas condições físicas não indicaram lastro para a intensidade e número de jogos de um clube que tem uma agenda cada vez mais apertada, como é o caso do Tricolor. Cuellar é uma prova "provada" da necessidade da cautela na hora de definir a vinda de qualquer atleta, craque ou não.

Todos saem chamuscados diante da mídia e de parcela da torcida, alguns criticam o clube, mas o que fazer, o Grêmio é uma instituição poderosa, tudo o que faz, dá repercussão. 

Simples especulações, algumas tiradas da imaginação da mídia, inundam todo o tipo de noticiário, então, manter no anonimato o interesse por Caíque ou outro qualquer jogador é tarefa insuperável. Vai vazar, não tem jeito.

Criticar o desfecho, a não vinda de Caíque, é um direito, no entanto, eu não vejo como o processo se desenvolvesse de forma diferente. É assim em todas as instituições do futebol ou será que todas elas estão equivocadas? Acho risível um clube chegar para outro e propor: quero o fulano, mas antes, meus profissionais de saúde irão aí para ver como ele está, depois abrimos negociações.

Acredito que a falta de notícias na Dupla gerem estas opiniões "estranhas" de condenação.

Neste episódio, a Direção de tantas decisões infelizes acertou. 

sexta-feira, 27 de junho de 2025

Opinião




O Norte "Luiz Felipe - Mano Menezes"

As vindas de Alex Santana e Caíque, a possibilidade de Romarinho, esses fatos indicam claramente que o futebol gremista ganhou novos administradores na formação do time/grupo.

Notadamente, as referências são da dupla de vencedores no Grêmio, Luiz Felipe e Mano Menezes. Mesmo que eu e parte da torcida fiquemos "cabreiros" com as escolhas, uma coisa é certa, esses dois comandantes têm currículos para bancar indicações, inclusive, buscar na base, soluções para carências históricas como um meia armador. 

Agora, resta o outro lado da balança para equilibrar as ações: quem sairá do grupo?

sexta-feira, 20 de junho de 2025

Opinião



Meia-Verdade 


Olhei todo o jogo do Botafogo e o segundo tempo do Flamengo. Vitórias espetaculares, inquestionáveis. Aliás, até o momento em que escrevo esta crônica, os brasileiros + River e Boca ainda não perderam.

Este quadro de invencibilidade de triunfos memoráveis serve para os da aldeia gaúcha desenvolverem teorias, onde grana grande, graúda, ganha uma dimensão quase de imprescindibilidade, resumindo: muita grana é suficiente para elevar a condição da Dupla Grenal para sobreviver no cenário nacional. Certo? Sim e não.

Sim, muito dinheiro, na média, na normalidade, ele é um elemento importante.

Não. Basta para esta afirmação os fracassos de PSG e Chelsea diante dos "primos pobres" deles, Botafogo e Flamengo. 

Com esse estado de coisas, parte da imprensa se fardou a favor das SAFs, mas e a do Cruzeiro, do Ronaldo Fenômeno, que repassou para outro o clube e o Vasco da Gama?

O que vale, na realidade, é a competência, a qualidade e todos os outros elementos que, amalgamados, fazem um time vencedor.

Vejam o Botafogo; trouxe Luiz Castro, que fracassou no primeiro ano, depois, um campanha invejável até a sua saída, aí, a experiência ruim com Bruno Lage. Textor desistiu de suas convicções? Não, buscou Arthur Jorge, que botou faixa simultaneamente no Brasileirão e na LA. Ele "rapou o pé" e o dirigente não desanimou, correu atrás de outro português, Renato Paiva. Aliás, o Glorioso pode até sofrer um revés diante do Atlético de Madrid e ficar nesta primeira fase, mas isso não invalida o ótimo trabalho até aqui. Resumindo: não é só dinheiro o que se vê. É um processo que capta Almada, vende, traz Álvaro Montoro, argentino de 18 anos, ou Cuiabano, que estava sendo "lapidado" pela Comissão Técnica gremista, assim como fez com Tetê.

Sobre o Grêmio, olhem o time base de 2017 com uma solitária grande contratação (e que deu resultado): Lucas Barrios, depois estiquem o olhar para os "reforços" dos anos seguintes: Thiago Neves, Diego Tardelli, Rafinha, Douglas Costa e João Pedro Galvão. Qual foi o que deu melhores resultados? A grana não foi maior no pós-tricampeonato da Libertadores?

Finalizando: Grana é importante, mas não dá para dispensar Cuiabano para trazer Mayk ou Tetê ficar no time de transição e Alisson no time principal, seja qual for o orçamento do clube.

O furo é mais embaixo e cobra um preço muito elevado, mais do que "grana".

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Opinião



Estranhamentos 

Esta crônica não terá conclusões, apenas fatos que o autor da postagem não alcançou os seus desenlaces. Aliás, uma única conclusão, a do estranhamento pelos seus acontecimentos.

Em 2002, o Internacional na gestão de Fernando Carvalho teve Celso Roth como treinador. A campanha no Brasileirão se mostrou terrível, o treinador foi demitido e o clube escapou do rebaixamento na última rodada.

Em 2010, o Inter proporcionou um dos maiores vexames dos Mundiais de clubes, perdeu para o Mazembe. Celso Roth era o treinador.

Em 2016, o Inter encerrou o primeiro turno do Brasileiro mal, mas fora da zona de rebaixamento, Carvalho assumiu o controle total do futebol, demitiu o treinador e contratou ... Celso Roth. Resultado: caiu para a Série B.

Em 2021, o Tricolor acabou rebaixado pela terceira vez em sua história, o último treinador do ano, Vágner Mancini foi mantido por Denis Abraão, ou seja, ambos prosseguiram no clube apesar da queda.

Um detalhe: Mancini renovou em dezembro, o clube teve férias em janeiro e o treinador com um contrato novinho em folha (provavelmente com boa cláusula contratual indenizatória em caso de desligamento) restou demitido em fevereiro, isto é, primeiro mês de trabalhos reais do elenco. 

Em 2023, o argentino Iturbe chegou para o Grêmio. Sua contratação deve ter surpreendido até o técnico Renato e a todos, porque estava mal nos últimos clubes que defendeu. Um amigo meu, que conhece os bastidores me garantiu: Não vai jogar. 

Iturbe não jogou 1 partida completa. Um mistério a vinda dele.

A gestão de Guerra não ficou ou ficará marcada pelo aproveitamento da base, mas, justamente no período próximo de eleições (Conselho e Presidência) adotará no segundo semestre a boa ideia de puxar talentos oriundos das categorias "inferiores" para o quadro titular, depois de contratar a rodo atletas que pouco ou nada acrescentaram ao clube.


sexta-feira, 13 de junho de 2025

Opinião



As Evidências do Empate 

E o Grêmio desperdiçou uma boa chance de "voar" para o bolo dos que brigam por vaga na Libertadores, mas está longe de ser um resultado ruim o empate diante do Timão.

Neste momento do certame, eles são dois times parecidos. O empate mostrou-se condizente com o que se viu no gramado. Dois gols com duas falhas, uma individual, outra, de posicionamento equivocado do meio de campo gremista.

O que ficou de mais evidente para mim, o que se escancarou diante de todos? As contratações erradas feitas pelo clube. Vejam:

João Lucas e Luan Cândido estão sendo "sorteados", Arezo fica atrás do limitadíssimo André Henrique na escolha de Mano Menezes e Amuzu só veio porque Aravena não correspondeu. Adicione-se a isso um semestre de ausência de Cuéllar e temos meia dúzia de contratações equivocadas (não considerando a aposta no guri vindo do Hercílio Luz). 

O único aspecto positivo é que o treinador não tem "remédio" a não ser lançar os jovens da base e eles vêm aparecendo: Serrote, Alysson Edward, Ronald, Riquelme estão tendo oportunidades. Aliás, Alysson, para quem viu o início de Renato, lembrará das arrancadas do ponta com porte físico de zagueiro, que vencia no corpo e na velocidade os seus marcadores. Uma das vantagens de Portaluppi é ser destro e atuar pela direita.

O Corinthians tem Rodrigo Garro e isso faz bastante diferença em equipes iguais, adonou-se do meio, mais uma vez. Alguém tinha que "colar" nele.

Outras evidências fora do jogo do Tricolor, há muitos anos, não vi três partidas completas, sendo duas sem o Grêmio (Seleção e Coirmão). A do Brasil, que Ancelotti já começa a dar mais intensidade ao time, o Paraguai mostrou a tradicional "escola" de grandes goleiros e saber-se defender. 1 a 0, que poderia ser um 0 a 0.

Já a partida do Inter, ela demonstrou que o clube da beira do Guaíba vive de Alan Patrick, Fernando e, às vezes, de Bernabei. Se ficar muito tempo sem este trio, rondará o resto do campeonato a zona do rebaixamento.

Uma última evidência: o calendário está matando os bons jogos e liquidando de vez com as chances de se ver um verdadeiro espetáculo. Assim como está, cada partida será sempre uma roleta russa, porque os clubes não têm elenco para tantas competições simultâneas.

Ontem, ouvi as respostas de Roger Machado e, em especial, as perguntas, algumas bem imbecis, como por exemplo a que questiona o porquê de o Inter não ter um "Alan Patrick" ou "Fernando" para os substituir. Lógico, cristalino para mim: Se tivesse o clube, eles não seriam reservas. É incrível, mesmo que o repórter estivesse se referindo apenas à característica dos jogadores.

quarta-feira, 11 de junho de 2025

Opinião




A Maior chance para a busca da Estabilidade 


Amanhã, quinta-feira, o Grêmio tem uma grande oportunidade de "encordoar" três vitórias seguidas, além de cravar uma estatística de 4 V, 1 E e apenas 1 derrota, teria assim, 13 pontos em 18 possíveis. Campanha de candidato a uma das vagas para a LA/26, isso, sem contar com os hipotéticos reforços tão sonhados pela torcida.

Não terá Villasanti e Kike Olivera, que no atual elenco são destaques, e do lado de lá, um Corinthians com novo comandante técnico, o bom Dorival Jr.

Se a vitória acontecer, ela fará o clube repousar, provavelmente, na primeira página da tabela. É pouco, mas muito mais do que se imaginava, depois de tantos insucessos neste primeiro semestre. Além disso, é promessa de ver Mano dar estabilidade a um time, que tinha como principal característica a irrefreável condição de levar gols em todos os jogos.

Tomara que esta expectativa se confirme.

Especial

 Como adquirir o livro Pequenas Histórias:

Um bom número de amigos estranhou a forma para adquirir o Pequenas Histórias (ebook) pela Hotmart. Infomo que após utilizarem o link https://go.hotmart.com/V100006689H basta apenas dar o clique no local indicado. O texto em latim é adotado em algumas plataformas de vendas, podem desconsiderá-lo para efetivar a compra. Basta o clique no "Buy Now-Compre agora", conforme o exemplo.

Abraços



segunda-feira, 9 de junho de 2025

Opinião



Desconfiando 


Algumas informações sobre o Tricolor me fazem desconfiar de um fato que em quase todas as janelas de transferências de atletas está na pauta: A venda de Villasanti.

Primeiro, o paraguaio renova o seu contrato (medida muito utilizada para elevar o preço final de jogadores).

Segundo: a contratação por empréstimo de Alex Santana, que na expectativa lembra a vinda de Thiago Santos e dentro dos gramados, a lembrança remete a Felipe Bastos, que veio para o Tricolor se livrar de Kléber Gladiador, mas que a exemplo de Alex Santana pode jogar na meia, de segundo volante, de primeira função de meio de campo, de ..., enfim, resumindo, nenhuma bem.

Terceiro: O Grêmio não desistiu de um volante, bem volante.

Quarto: Todo o tempo se ouviu que as contratações seriam para suprir carências no time, não no elenco.

Por estes indícios, o clube trocará um jogador de seleção, o mais estável do meio de campo, por um atleta de 30 anos que ninguém recorda boas e longevas passagens. Se Villasanti é contestado, o que podemos esperar desse tipo de atleta que vem para "agregar"?

Para não ficar apenas na crítica, se o clube tem pouca munição para ir ao mercado, sugiro Abner para a zaga e Caíque, do Juventude, não são uma "brastemp", mas cresceriam sob a batuta de Mano Menezes, que, como escrevi anteriormente, nas cinco últimas rodadas tem performance inferior apenas à do Cruzeiro.


sexta-feira, 6 de junho de 2025

Especial

Pequenas Histórias, o livro 

"Eu "fechava uma mesa", ainda assim, vi Paulo César Lima, o Caju, esticar uma bola para Renato, que enveredou e entortou o alemão como se estivesse jogando no estádio da Montanha, em Bento Gonçalves. Bateu entre o goleiro Stein e a trave. O arqueiro petrificou (com o perdão do trocadilho; para quem não sabe, Stein = Pedra, na língua de Goethe). Golaço!!!"

(O Jogo da Noite Eterna)

"Perguntado se não teve medo daqueles enfrentamentos, respondeu: - Não sei o que é isso. Sou de uma terra, onde as pessoas, se têm que fazer alguma coisa, vão e fazem."

(Vamos "Caciar", Telê?)

"Fora do campo, uma organização terrorista havia comprado 7.000 ingressos para o jogo e estava planejando fazer um protesto durante a partida. Mujahedin Khalq era um grupo baseado no Iraque financiado por Saddam Hussein, cujo principal objetivo era desestabilizar o regime iraniano.

Então, temia-se tudo naquele confronto pelo Grupo F, integrado também, por Iugoslávia e Alemanha, programado para o dia 21 de junho na cidade de Lyon."

(Uma Chance à Paz)

Estou apresentando o meu primeiro ebook, que é a quarta obra que produzo, o primeiro de crônicas, mais exatamente, crônicas esportivas. Acima, trechos de três delas que integram o livro sobre o Mundial em Tóquio em 1983, a vinda de Cassiá, jovem da fronteira do Rio Grande, que substituiu o capitão Ancheta (lesionado) nas finais do Gauchão de 1977 e o tenso confronto entre Irã e EUA na Copa da França, 1998, devido às suas relações políticas e diplomáticas.

São mais de 70 que mostram a minha relação de vida com o Tricolor e passagens curiosas presentes nas diversas edições do Campeonato Mundial de Seleções (Copa do Mundo).

Há 12 anos escrevendo neste blog, resolvi registrar parte das postagens dele (algumas são inéditas) neste livro digital, que disponibilizo para venda em dois formatos: Epub através da Amazon (é fácil fazer a busca nesta plataforma online, pelo título e/ou autor) e em PDF, neste caso, pela Hotmart, usando este link:  https://go.hotmart.com/V100006689H

É uma forma de lembrar do blog, quando ele encerrar "suas atividades". Espero que leve um bom tempo ainda.

Se gostarem, por favor, divulguem. 

Abraços.

bruxo niederauer