As Armadilhas
Na maioria das vezes, nós, torcedores, conseguimos identificar onde a mídia e os dirigentes querem chegar, quando tomam determinadas atitudes, que contrariam o bom senso. Pensam que enganam, mas os fatos são tão escancarados que é como se fossem tapar o sol com a peneira. Fica tudo muito claro.
Vou explicar o que acontece na atualidade, buscando exemplos no passado:
- O melhor Flamengo de todos os tempos, o que dominou o início dos anos 80, tinha um centro avante fantástico. Chamava-se Nunes e só não foi para as Copas do Mundo de 78 e 82, porque, às vésperas, se lesionou gravemente. Pois bem, a mídia já condicionada, narrava uma grande jogada dele, que servia Zico marcar o tento. A euforia e mérito enaltecidos eram para o Galinho de Quintino por ter feito o gol. O inverso não ocorria, ou seja, ótima jogada do camisa 10 da Gávea, ele "pifa" Nunes que marca. Como ficava o lance? Loas para a magistral jogada de Zico. Nunes nessas histórias, sempre ficava como coadjuvante.
O enredo já estava desenhado antes do desfecho.
Pois bem, a banda podre da mídia gaúcha também tem estruturada o final da história, isto é, bastaram duas vitórias seguidas do Grêmio e o gerente de futebol foi saudado pelo mérito nas contratações de Wallace e Diego Caito. No entanto, as vindas de Caio Paulista, Tetê, Enamorado, Perez, Nardoni ficaram sem paternidade. É nítido o escudo usado para quem a adestra.
- Quando se pensava que o limite de tolerância da massa torcedora com o trabalho de Luís Castro chegara ao fim. Alguém lembrava que trocar o treinador "é seguir o roteiro do rebaixamento".
Eu lembro que em 1991, o Grêmio passou o ano inteiro com Dino Sani e caiu. Por que não trocou? Não teve nada de convicção. Um fator impediu a mudança urgente à época, Dino avançou até a decisão da Copa do Brasil e perdeu invicto o torneio. Perdeu para o regulamento, o gol fora de casa, 1 a 1 no Olímpico (eu estava lá) e 0 a 0 em Criciúma. Resultado Luiz Felipe campeão.
Teve um dirigente (não vou dizer nome), que afirmou não entender a posição do clube no Brasileirão, já que avançava invicto na Copa do Brasil.
Agora, o gerente de futebol que não queria a troca do treinador, citou até exemplos recentes de fracassos nas trocas, deu um "ultimatum" para a coisa melhorar: a decisão contra o Inter e no meio dos confrontos, a Chapecoense em casa.
Pergunto: E se Castro passar para a semifinal, fica? E se num destes bafejos dos deuses, o Grêmio chegar à decisão e perder? E se estiver irremediavelmente com os dois pés no Z-4, vão demiti-lo depois de estar atolado? XV de Campo Bom, Santo André, Paulista, Brasiliense, Criciúma, Figueirense, todos tem uma história bonita neste tipo de competição. Vale a pena segurar Luis Castro pelo desempenho enganoso na CB?
São situações que podem derrubar um clube, se as medidas urgentes forem proteladas através do "maquio" que o certame de mata-mata apresentar.

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