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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Opinião



Uma Noite Mágica 

Atenção: Não é uma postagem sobre o Grêmio

Na semana passada, eu fui acometido de um resistente resfriado, cujo ápice ocorreu na segunda-feira última, motivo pelo qual fui ao médico e aí veio a medicação mais pesada. Com isso, não tive ânimo para ver Atlético versus Cruzeiro, mas, deitado, coloquei o celular sintonizado na Rádio Itatiaia (BH) e vivi um momento nostálgico, mágico, que me fez querer não terminar a jornada desta "estação". Fiquei até 1h, 1 e pouco da manhã.

Como todos sabem, eu fui adolescente na década de 70 e a minha formação futebolística quase toda se deu pelo rádio, mais especificamente, três emissoras: Guaíba, Globo e Tupi, estas duas do estado da Guanabara, que era apenas a cidade do Rio de Janeiro e seus 12 clubes: Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama, Botafogo, Bangu, América, Madureira, Bonsucesso, Campo Grande, Olaria, Portuguesa e São Cristóvão. Tempos de narradores, comentaristas e repórteres fantásticos, lendas da história do jornalismo esportivo nacional.

Havia uma transmissão de partida por semana na TV e nem sempre do Grêmio. Imaginem!

Pois bem, depois do desmonte da Guaíba 2025 (saíram: Geison Lisboa, Cristiano Silva, Cristiano Oliveira e Carlos Guimarães), eu desisti da querida e saudosa emissora.

Tentei a rádio Grenal, mas o Haroldo de Souza, ícone, fantástico, atualmente, está perdendo o fôlego e não me entusiasmei. Busquei pelo Carlos Guimarães na Band e, para minha surpresa, na primeira tentativa, lá estava ele dividindo o espaço dos comentários na partida com... o Chico (Ribeiro Neto), gente boa, conheço a família dele, mas é uma p#ta sacanagem. É como dizer para o Carlos Vinicius: tu vais jogar um tempo e, no outro, joga o JP Galvão. Guimarães não merecia isso. Desisti, também.

A Gaúcha, eu já havia me afastado desde quando ela optou pela extinção da narração tradicional (Ranzolin, Brauner, Marco Antônio Pereira)  a substituindo pela que Paulo Santana sabiamente rotulou: "animação de torcida". Que eu complemento como sendo: saiu o popular e entrou a vulgaridade, quase escorregando para a linguagem preconceituosa.

A Itatiaia me devolveu isso tudo, ontem: dois narradores qualificados, um para cada tempo, comentaristas identificados com cada clube, mas moderados e emitindo conceitos que só reforçaram o que a minha imaginação remetia aos gramados. Intervenções comerciais, igualmente, moderadas, entrevistas em final de jogo condizentes. Um show.

No jogo, Barba Dominguez, em pouco tempo de casa, ajustou o Atlético; são 14 jogos de invencibilidade, um elenco mais modesto que o seu maior rival, e a torcida fez a diferença. Ah! E Éverson jogou com fratura no pé esquerdo. Pediu para atuar.

Ouvindo a Itatiaia, dá para afirmar que a mediocridade esportiva do RS não se resume a Grêmio e Internacional. 


7 comentários:

  1. E não é de hoje que se sabe disso, Bruxo. Já diz um bem conhecido treinador que é odiado pela aldeia, colorados e parte de alguns gremistas.

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    1. Faltou um adendo: excelente relato, Bruxo! Uma lástima que o rádio vem minguando pouco a pouco entre tantas outras mídias e criadores de "conteúdo".

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  2. Mas não morre, Rodrigo. O rádio, em sua função, segue sendo um companheiro em qualquer lugar.

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  3. A decadência não é só por parte dos clubes...engloba um todo, imprensa comentaristas, narradores e principalmente alguns youtubers.

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  4. Os youtubers, as causas são variadas, questão de maior visibilidade, mais grana, mais espaço na mídia, mas na contramão muito despreparo e improviso.

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  5. Rush...Need some love.

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  6. Milton Nascimento...Canção da América.

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