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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Opinião



Três meses e a existência do clube

Arrisco a dizer que o derradeiro trimestre de 2026, que começa semana que vem, será o mais importante da história recente do Grêmio. Tenho essa convicção e explicarei a seguir.

Primeiro, alerto que alguns dirão: — Já caiu três vezes e está aí. Sobreviveu. 

Porém, o futebol, o seu entorno, mudou drasticamente numa velocidade impensada, depois de 2021 (o recente rebaixamento). A Fifa ampliou sua influência, mas soube ser subserviente quando viu um adversário mais temido, o governo dos EUA, durante a Copa do Mundo. Tirando isso, ela dá as cartas, sem constrangimentos, e seu exemplo é seguido pelos tubarões, gestores nacionais e seus parceiros. Vale lembrar que o Campeonato Brasileiro adquiriu um "sobrenome" de bet, então, a importância de certos clubes encolherá nesta realidade.

As bets têm origens nebulosas e seus tentáculos ainda não foram totalmente identificados. Estão por todos os lugares; basta abrir qualquer site e elas (bets) invadem a tela. Estão fortes no futebol, este que se fragiliza a cada informação desta "bad influence".

A inovação das SAFs é campo fértil para investidores, que nem sempre é salutar para os clubes; temos muitos exemplos no futebol brasileiro. 

A queda do Grêmio e a opção de se tornar SAF apresentam um grande risco de absorção por um "conglomerado" de gremistas "abnegados" que podem oferecer um valor subestimado, minorado. Não será uma "Emirates" que absorverá o nosso clube; esses "abnegados" farão força para ser escolhidos.

Ressaltando, a Série B mudou as regras para o acesso; ficou mais desafiador "subir".

Além disso, mesmo mantido na elite do futebol, é certo que terá que refazer o elenco em grande quantidade. O clube deverá perder ou liberar quase todos os atacantes, incluindo Carlos Vinícius, Tetê, Enamorado, Braithwaite, Pavón, Amuzu e talvez Jovane Cabral.  Agora, imaginem caindo: do time principal não sobrará ninguém, porque a folha salarial será encolhida (Weverton, Villasanti, Krovinovich) e a necessidade de fazer caixa poderá atingir até jovens como Pedro Gabriel, Wallace e Diego Caito.

E a comissão técnica? Também terá que se enquadrar na nova "filosofia" do clube. Virá quem? Uma aposta?

Mas, se se tornar uma SAF, não vão ingressar valores? Sim, porém, a transformação da natureza jurídica tomará um tempo incerto, então o melhor remédio é fazer destes três próximos meses os mais importantes da instituição.

Se cair, o Grêmio deixará de existir tal qual é nestes 123 anos. Será como o Correio do Povo ou a RFFSA, etc. Fica a marca, mas a essência mudará, provavelmente para pior.

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