Causa e Consequência
Fico pensando nessa cena: o Renato chega no Athlético Paranaense ou no Flamengo e detona o trabalho dos dirigentes. Detona mesmo!!! O que aconteceria?
Certamente, alguém vai me chamar a atenção para o fato de a relação Renato-Grêmio ser diferente. Claro que eu sei! Mas, será que aí não está uma das (ou a) causa(s) para esse estado de coisas que virou um clube centenário, multicampeão, com 8 milhões de torcedores e detentor de uma das maiores grifes mundiais?
Isso, além de ter uma camisa já eleita como uma das mais belas já produzidas, um estádio de "primeiro mundo" e páginas e páginas brilhantes (hino, a estrela, Eurico Lara, a Batalha dos Aflitos)? Pode estar concluindo a "pós-graduação" em rebaixamento. Pode publicar uma cartilha sobre isso.
Os dirigentes estão no topo das causas. Cada gestão coloca um ingrediente novo, malévolo, ao cadinho de ações levianas para afundarem o Tricolor. A mais recente é não contratar o técnico A ou B porque possuem tendências esquerditas ou, pior, num clássico Grenal super relevante (perdoem a redundância) num ambiente fraturado pelo período de uma eleição dividida, colocar na casamata, portanto, no gramado, uma figura política.
É pouco? Imaginem qualquer clube, menos o Grêmio, e nele as notícias exploradas em nível nacional dão conta de que o técnico rebenta publicamente com a qualidade de seu elenco.
Sinceramente, por mais fanático ou alienado que seja o torcedor, ele, no mínimo, na sua ingenuidade, vai chegar à conclusão: — Opa! O técnico pisou na bola.
Os deuses do futebol aprontam muitas surpresas; pode ser que decidam ajudar o Tricolor nessa empreitada e vença o Galo na CB, talvez mantendo-o na Série A, algo que este que escreve torce muito, mas, depois disto, é crível imaginar que os mandatários do clube farão o mea culpa e, numa profunda reflexão, concluirão: "Não dá mais!" Vamos fazer uma revolução?
Até pode ser, entretanto, quem garante que o objetivo dos dirigentes seja isso? O bem do clube.

O atual treinador é apenas mais um ingrediente no bolo de merda que essa diretoria fez em apenas 10 meses no cargo, não se poderia esperar nada de muito diferente. Queimar publicamente os jogadores do atual elenco só acontece exclusivamente pelo fato de que não foram indicações dele, ou vamos esquecer da quantidade alarmante de jogador vagabundo que Portaluppi trouxe/avalizou quando estava a frente do comando técnico do Grêmio? Mas nesse caso não teve discurso de jogador chegar com 9kg acima do peso, mesmo tendo trazido jogador com grave histórico de lesão de joelho, com a aposentadoria decretada por invalidez, ou fecharemos os olhos para Rodrigo Caio?
ResponderExcluirMas as atitudes do atual treinador não me surpreendem, isso é do caráter e da índole dele e como no Grêmio ele encontra dirigentes com caráter e índole similares, ele faz e acontece. Em outros pagos, já teria tomado uns tapas.
Rodrigo Caio foi o supremo tapa na cara da instituição.
ResponderExcluir