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domingo, 6 de julho de 2014

Pequenas Histórias

Prosseguindo; seguem mais três (re) postagens:

35 - 1993 - O Recomeço com Fábio Koff - Ano 1993
2013 marca o início do terceiro mandato de Fábio André Koff e ele apresenta uma situação bem diferente da sucessão tranquila iniciada em 1982, quando ele assumiu o clube na condição de campeão do Brasil, também difere do horror que foi 20 anos atrás com o Imortal saindo estraçalhado da segunda divisão, sem time forte, nem crédito; seus torcedores com a auto-estima em baixa; porém, há elementos comuns presentes nos três mandatos: clarividência, competência e arrojo, especialmente no primeiro retorno, quando teve que remontar o elenco. 
Apenas para efeito de comparação, o time base que finalizou 1992 era Emerson; Grotto, Paulão, Luciano e Lira; Jandir, Caçapa, Caio e  Juninho; Alcindo e Marcos Severo. Havia Paulão com passagem pela Seleção Brasileira, mas no geral, o time era bem fraquinho. Koff utilizando seu prestígio pessoal foi armando o seu grupo. Chegaram o bom goleiro Eduardo Heuser, laterais como Luis Carlos Winck, Eduardo Sousa e Dida, mais o zagueiro Geraldão; todos vestiram a amarelinha da Seleção; buscou Dener e Charles, craques de primeira grandeza e prestigiou os juniores como Carlos Miguel, Gilson Cabeção, Luciano, Jamir, acrescentou o capitão Pingo e trouxe a dupla Sérgio Cosme e Paulo Paixão que perdera de forma injusta a Copa do Brasil do ano anterior, ocasionada por um erro de arbitragem na final Fluminense x Internacional.
 Sérgio Cosme, quando jogador era um eterno zagueiro reserva, tornou-se uma espécie de treinador interino do time das Laranjeiras e não funcionou no Olímpico, mas Paixão permaneceu; ainda assim, Cosme repetiu o vice-campeonato da Copa do Brasil que escapou principalmente, porque no jogo de ida em Porto Alegre, o campo virou uma piscina e a competição passou a ser pólo aquático. Não sairia gol nem por decreto.
 Na partida de volta, Mineirão lotado, Cruzeiro bem armadinho pelo treinador Pinheiro, o Grêmio não conseguiu buscar o gol de empate que lhe daria o título pelo saldo qualificado. Ficou no 1 a 2. Pingo anotou nosso tento. Nesta final o Tricolor com alguns desfalques, formou com Eduardo Heuser, Jackson, Paulão, Luciano e Dida (depois o atacante Charles); Pingo, Jamir (Fabinho, ponta direita), Juninho e Dener, Gilson e Carlos Miguel. Koff trouxe Cassiá para o comando da equipe e sem dificuldades ganhou o Gauchão. A difícil relação de seu vice Cacalo com o técnico, ocasionou nova troca, desta vez, Luiz Felipe que cometeu vacilos iniciais, mas sua continuidade foi garantida pela coragem e convicção do presidente.
 Por quê estou inserindo estes fatos na série das Pequenas Histórias? Porque a chegada em Tóquio, dois anos depois, foi construída com muita sabedoria e tolerância. Agora, Koff está reassumindo a cadeira principal do clube mais popular do sul do Brasil. Mesmo com toda a sua experiência e conhecimento, provavelmente o caminho das vitórias ainda levará um tempo para ser pavimentado.
 Se Koff conseguir isso no seu primeiro ano de mandato, sua tarefa será facilitada no reerguimento do clube no cenário mundial. Sem dúvida, será um feito insuperável e um fardo para o seu sucessor. Um doce fardo.

36 - Flu 1 X 2 Grêmio - Uma Virada Inesquecível - Ano 1982
Fábio Koff, Fluminense, Grêmio, Rio de Janeiro, Tonho Gil são nomes que ainda estão em evidência neste Fevereiro de 2013. Pois há mais de trinta anos, precisamente em 1982, eles eram parte da construção de uma página épica do Imortal.
 Por ser ano de Copa do Mundo, o campeonato brasileiro foi jogado no primeiro semestre e o Grêmio entrou nele como o luzidio campeão; e não decepcionou; fez uma belíssima campanha sob a batuta do mestre Ênio Vargas de Andrade, chegando a emocionante final que teve até "negra", tamanho o equilíbrio de forças com o campeão mundial de 1981, o Flamengo, simplesmente o melhor time que o Brasil já teve nestes últimos 40 anos. Perdeu. Contribuiu para isso uma jornada infeliz do árbitro Oscar Scolfaro que no terceiro jogo, o de desempate, errou feio no lance em que Andrade tirou com a mão uma bola que cruzara a linha fatal rubro-negra. Era gol ou era pênalti. Scolfaro preferiu seguir o jogo e assim, desta forma, o bicampeonato escapou no detalhe.
 Era o primeiro ano da primeira gestão de Koff. Ficou a decepção, mas também a certeza que o Tricolor estava no caminho certo. Aquele Brasileirão foi caracterizado pela grande qualidade dos jogos finais. O próprio time do Olímpico até chegar aos embates com o Mengo, enfrentou em ida e volta, o Corinthians de Sócrates, vencendo em São Paulo, 2 a 1 e em Porto Alegre por 3 a 1. Antes, nas quartas-de-final cruzou com o time das Laranjeiras treinado por Dino Sani. No jogo de ida, dia 04 de Abril houve empate em 1 a 1. Baltazar abriu o placar e Amauri empatou. Mesmo com um jogador a mais, o Grêmio amargou um resultado ruim em casa. Três dias depois, 7, foi  ao Maracanã precisando vencer o Pó-de-Arroz. Missão difícil tal qual este jogo de amanhã no Engenhão; mas a velha raça gremista se impôs. O Grêmio formou com Leão; Paulo Roberto, Vantuir, De Leon e Paulo Cezar; Batista, Bonamigo e Paulo Isidoro; Tarciso, Baltazar e Tonho. Entraram ainda o centro-avante Paulinho, ex-Vasco e um menino de 19 anos, o ponta-direita Renato, grande promessa de craque. O Flu com Paulo Vítor; Nei Dias, Tadeu, Edinho e Alexandre (Paulo Lino); Jandir, Rubens Galaxie e Mário; Robertinho, Cristóvão (Baiano) e Ângelo.
 O primeiro tempo terminou com o empate sem gols; as grandes emoções ficaram para a etapa final. Mário abriu o placar aos 2 minutos, Tonho Gil   ( hoje técnico do Santa Cruz) empatou aos 14 e Paulo Isidoro aos 34 minutos sacramentou a grande virada tricolor. O maior destaque foi Tonho (foto) que fez um golaço de sem pulo e no segundo, cruzou na cabeça de Paulo Isidoro. 
Foi sua melhor atuação com a camiseta do Imortal; aliás, Tonho, assim como Mário Sérgio possui dois títulos de muita relevância aqui no Sul; o Mundial de Clubes pelo Grêmio e o Tri brasileiro do Coirmão em 1979. Grêmio e Fluminense sempre protagonizaram grandes duelos.
 Espero que isso se repita nesta quarta-feira, dia 20 de Fevereiro, mas acima de qualquer outro desejo, que o Tricolor do Sul saia com a vitória e encaminhe o clube e time para momentos de maior tranquilidade e grandes conquistas. Segue vídeo com os gols desta virada histórica de 1982.

37 - Gessy, Camisa 8 e Ponta-de-Lança - Ano 1959

Esta semana me exigiu muito na labuta e tive que me afastar do blog; mas, aos poucos estou conseguindo ajustar os meus horários em busca desta doce rotina de acompanhar o nosso clube.
 Olhando o blog de uma forma rápida, tive a impressão que os maiores destaques na preferência das discussões foram pela formação do meio e ataque, além do suposto isolamento de Marcelo Moreno, que estaria mais entusiasmado pelo lado extra-campo do futebol, as baladas que tanto abreviam as carreiras de grandes craques.
 A história está repleta de exemplos bem próximos dos gaúchos. Para mim, o camisa 8, o ponta-de-lança que tanto sonhamos, aquele que vai encostar no Barcos, forçar tabelas, chegar do meio rumo à área, ele existe e se chama Kléber, o Gladiador. É questão de testar. Imagino que poderá revezar com Elano, conforme o adversário e as condições de jogo se apresentarem. Isso se não for o Kaká. Pois bem, tratar de ponta-de-lança no Tricolor é um negócio bem fácil: João Severiano, também conhecido como Joãozinho, Tadeu Ricci, Caio Cabeça, Paulo Isidoro, Osvaldo, enfim são vários que envergaram a camisa 8, que antigamente era reservada para os que desempenhavam esta função. 
Os mais antigos e também, as melhores crônicas dão conta que o maior de todos foi Gessy, um uruguaianense como Eurico Lara, nascido dois dias apenas da data da conquista do Grenal Farroupilha em 1935. Chegou no Tricolor em 1955 e se tornou uma lenda, artilheiro dos gols bonitos e de grandes jornadas. Em 7 temporadas (6 anos), ou seja, de 1956 a 1962, simplesmente botou 11 faixas de campeão pelo Imortal. Decidiu vários jogos e cedo encerrou a carreira para se tornar dentista. Antes de completar 28 anos, abandonou os campos. Gessy (na foto, o do centro, agachado) teve inúmeros fãs, muitas adolescentes, entre elas, uma garota nascida no IAPI; seu nome, Elis Regina. 
A maior partida que realizou pelo Grêmio teve o traço da superação. Foi em 25 de Fevereiro de 1959, quando o Imortal encarou o Boca Juniors na Bombonera. Gessy não foi com a delegação pois aguardava o resultado do vestibular para Odontologia; ao ver seu nome entre os aprovados, passou a comemorar e diz a lenda que "tomou todas". O clube o colocou no avião, chegando minutos antes da bola rolar.
 O Imortal entrou em campo com Germinaro; Orlando, Airton, Ênio Rodrigues e Ortunho; Elton e Milton; Giovani, Gessy, Rudimar e Vieira. O técnico era Osvaldo Rolla, o Foguinho. O Boca contava com várias estrelas, entre elas o goleiro Mussimessi; o centro-médio Rattin e o atacante Yudica. 
Neste jogo Gessy meteu 4 gols e o resultado final foi 4 a 1. Fato fantástico porque o Tricolor se tornou o primeiro clube estrangeiro a bater o time xeneize em seu estádio e Gessy, o único, até então, atleta a fazer quatro tentos num único jogo na Bombonera.
 Gessy faleceu em 04 de Abril de 1989 e é sempre lembrado como o melhor camisa 8 de todos os tempos do Imortal. Tomara que em 2013 o espírito de Gessy, um craque de futebol clássico e muitos gols encontre no atual elenco alguém que minimamente tenha o talento e a objetividade de seus passes e arremates. Que seja um verdadeiro ponta-de-lança, mesmo que não vista a camisa 8.

Opinião



Grêmio fica no 0 a 0 contra o Londrina

Começo, dizendo que não assisti o jogo desta tarde em Londrina, o segundo, após a parada da Copa; então estou "vendendo o peixe, como comprei".

Lendo  e somando com a outra apresentação em Maringá, concluo que o setor defensivo segue bem; sai Grohe e entra Tiago, joga Geromel, Werley ou Saimon e a "invulnerabilidade" gremista, prossegue, independente de nomes.

O meio sentiu a falta de entrosamento com as ausências de Ramiro e Alan Ruiz; até Giuliano apresentou queda de rendimento, nada preocupante.

O ataque segue carente de alternativas, sejam táticas ou de individualidades. Urge buscar soluções e aí não ponho apenas na conta de Barcos ou Lucas Coelho, mas quem vem de trás ( no bom sentido).

O campo estava em péssimas condições; alguém poderá dizer: estava ruim para ambos os times, mas, eu não me alinho nesse pensamento. O perna de pau agradece jogar em potreiros ou assemelhados, enquanto o craque busca alternativas para superar, mas, como escrevi, são alternativas, isto é, planos "B". Não é natural.

Gostaria que o Tricolor fizesse mais um amistoso ali por Quinta ou Sexta, porém, em semana de decisão de Copa do Mundo, quem irá ficar "focado"?

Na Copa


Pênalti não é loteria

Esta Copa tem deixado vários ensinamentos para quem gosta de futebol e que, geralmente, fica com o olhar voltado para a aldeia. Estes olhares ficam centrados nos pagos em que moram e assim como este que escreve estas linhas, tem dificuldades em perceber que alguns fatos são comuns ao universo futebolístico do planeta Terra.

Um dos tais ensinamentos, certamente está a queda da máxima, que sempre discordei (dessa, tô fora), que pênalti é loteria. A entrada do camisa 23 da Holanda,  Timothy "Tim" Krul, goleiro reserva, realizada nos acréscimos da prorrogação contra a Costa Rica, confirma plenamente, que defender pênaltis é uma arte, uma técnica, que o treinamento transforma alguns arqueiros em especialistas. Outros, com certeza, vão morrer escolhendo aleatoriamente o lado e reduzindo as chances de conquistas de seus times.

Krul foi de olhos abertos e no canto certo em todas as 5 cobranças costarriquenhas.

De certa forma, Krul homenageou Gilmar, Banks, Yashin, Cejas, Alberto, Mazzaropi, Júlio Cesar, Dida, Taffarel, Sepp Maier, Van der Sar e tantos outros, eméritos pegadores de pênaltis.

Dizer que pênalti é loteria é desconsiderar o talento e dedicação de muitos goleiros. 

sábado, 5 de julho de 2014

Na Copa



O jornalismo calhorda

Desculpem-me, mas o que eu assisti ontem me enojou. O lance com Neymar foi grave, violento, no entanto, nada fora do contexto da partida Brasil versus Colômbia. Foi uma fatalidade, repetindo, dentro do contexto violento. O grande vilão foi o juiz; ele deixou a pancadaria correr solta.

James Rodriguez foi caçado e por sorte, as pancadas não tiveram a consequência que atingiu o nosso camisa 10.

Tudo bem, mas onde entra o título deste post? Ontem, parte da nossa imprensa, queria transformar Neymar num mártir, cheguei a ouvir que os demais jogadores ganhariam a Copa por ele, outros jornalistas (???), dando boletins em voz baixa, como se estivessem ao vivo, transmitindo de um ambiente de velório. Uma encenação do "baralho".

Ora! A França perdeu Ribery, a Colômbia, Falcão Garcia, o Equador no penúltimo jogo preparativo teve um atleta com a perna quebrada, Strootman da Holanda lesionou os ligamentos do joelho e muitos outros.

A lesão de Neymar está servindo também, para que jogadores que estão mal, fazer o seu marketing, dizendo que a taça será para ele, melhor seria treinar mais.

Basta buscar na história das Copas, uma rápida vasculhada, que teremos grandes jogadores sofrendo lesões antes e durante a Copa. 

Encerrando, Zuniga é um grão de areia neste enredo. Parece malhação de Judas.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Na Copa


UM BRASIL “A LA FELIPÃO”
04.07.2014

Brasil e Colômbia fizeram hoje mais um clássico sulamericano. E os comandados de José Pekerman mostraram porque tiveram o melhor desempenho na História dos Mundiais. Deram trabalho aos brasileiros.

O Brasil impôs seu futebol desde os primeiros minutos. Luiz Felipe Scolari montou um esquema muito interessante para conter o toque de bola adversário. Como Fernandinho e Paulinho não são jogadores de grande qualidade técnica, Scolari inovou. Determinou que Oscar jogasse mais retraído, fazendo às vezes de um volante, para cobrir à direita e à esquerda, as subidas de Maicon e de Marcelo. Ou seja, povoou o lugar onde a Colômbia poderia ganhar o jogo.

Com Oscar desempenhando taticamente uma nova função, Fernandinho não deu sossego ao craque James Rodríguez e a Colômbia não conseguiu encaixar o seu bonito futebol, praticado nas partidas anteriores.

Aos seis minutos de partida, um cruzamento após um escanteio cobrado por Neymar possibilitou a David Luiz dividir a bola, pelo alto, com a zaga colombiana. A bola cruzou à frente do gol e encontrou Thiago Silva livre, que teve somente o trabalho de empurrá-la para dentro do gol de Ospina. Estava aberto o placar no Castelão. Brasil 1 a 0!

A partir daí, o time de Pekerman ficou ansioso. Sem manter a posse de bola, não poderia criar as melhores jogadas. James Rodríguez, bem marcado e com pouco espaço, não dava o ritmo necessário ao time.

Tendo um Fernandinho atuando de forma ríspida em algumas jogadas, merecedor de advertência, ignorada pela passividade do árbitro espanhol, o Brasil distribuiu o jogo com tranquilidade, mas não soube traduzir em chances de gol o domínio territorial.

A Colômbia teve uma única oportunidade nos primeiros 45 minutos, quando Juan Guillermo Cuadrado chutou e num desvio a bola foi bater na lateral da rede de Júlio César. Pelo lado de fora!

Com Oscar recuado, coube a Neymar centralizar as jogadas da Seleção, deixando para Fred e para Hulk a responsabilidade de criar as chances que levariam perigo à Colômbia. Mesmo assim, o jogo não flui para o Brasil.

A Seleção Brasileira voltou do intervalo sem o mesmo entusiasmo do primeiro tempo e a partida acabou perdendo a intensidade. Essa ligeira acomodação deu espaço para que o time da Colômbia passasse a atacar com mais ênfase a área do Brasil.

Pekerman, no intervalo, trocou Ibarbo por Ramos e o time melhorou muito. O rendimento brasileiro caiu bruscamente. A Colômbia tirou proveito do momento de indefinição do time de Scolari e passou a dominar o jogo.

Aos 23 minutos, James Rodríguez fez falta em Hulk. David Luiz apresentou-se para cobrar. E o fez de maneira magistral. O chute saiu alto, passando pela barreira. A bola fez um trajeto longo e foi em direção ao ângulo esquerdo do gol de Ospina, que nada pode fazer. Brasil 2 a 0! A Colômbia, motivadíssima, estava dando adeus ao Brasil, para retornar para casa.

Com Neymar e Fred apagados, parecendo que queriam fugir do corpo a corpo, o Brasil dependia dos seus zagueiro para estar à frente do marcador e para conter os bons ataques do time da Colômbia.

O 2 a 0 ficou perigoso quando, numa jogada na área brasileira, Júlio César fez falta em Bacca. Pênalti! Mais uma vez o árbitro espanhol deixou a desejar. Júlio César merecia a expulsão. Permaneceu em campo para sofrer o gol marcado por James Rodríguez, aos 34 minutos do 2º tempo. 2 a 1! Foi o sexto gol do colombiano no Mundial de 2014.

Certa de que a reação viria, a Seleção da Colômbia partiu definitivamente para cima do Brasil. Mas Luiz Felipe tem “escola” em torneios eliminatórios. Chamou Ramíres e Hernanes, descansados, para proteger ainda mais sua defesa e seu meio de campo. Quase no final da partida, Neymar sofreu um “joelhaço” desferido por Zúñiga, que acabou por fraturar-lhe uma vértebra, tirando-o da Copa do Mundo.

Momento inoportuno, pois no horizonte já aparece a velha e poderosa Alemanha. A mesma Alemanha de tantas finais e semifinais. Um time frio e experiente. Faltam apenas dois degraus, como diz Felipão. Uma coisa é certa: Scolari precisa mostrar que seu grupo não foi criado para jogar em função de Neymar. Que venha a Alemanha. Ganhar dos bons aumenta a autoestima e enriquece o currículo. Vai que é tua Felipão!

por Alvirubro

Na Copa



Zaga goleadora classifica o Brasil

Como eu esperava, a Colômbia foi menos difícil do que o enfrentamento contra o Chile. Primeiro porque os chilenos historicamente estão à frente dos colombianos, especialmente na "malandragem', time "milongueiro", enquanto que a Colômbia tem um futebol "limpo", técnico, pouco "cascudo', ainda que tenha evoluído muito em relação a si próprio e tenha incorporado um pouco do choque, do entrevero ao seu tradicional futebol de toques e velocidade. Entretanto, ainda estão abaixo dos chilenos e os do Mercosul na hierarquia sul-americana.

O Brasil fez sua melhor apresentação, mas muito aquém de outras edições da Copa; vai chegando, comendo pelas beiradas, passando o mesmo sufoco que seus concorrentes ao título. É uma Copa de iguais.

Hoje, o time bateu, bateu muito, especialmente Fernandinho, nada de faltas graves, mas do picote, do atraso e do atalho. A Colômbia respeitou demais o escrete brasileiro e apenas, quando imaginou que a vaca tinha ido para o brejo, resolveu jogar e aí apareceram os problemas do Brasil.

Nosso time contou com a ajuda do péssimo árbitro que não expulsou Júlio Cesar no pênalti, mas convém deixar claro, que ele, "sua senhoria", errou demais para ambos os lados, na complacência ao jogo bruto. Fosse enérgico e provavelmente, Neymar não sofreria o trauma que antecipou a sua saída do torneio.

Não vou me ater ao detalhes da partida, porque conto com o talento do amigo Alvirubro para isso.

Encerro, dizendo que o ponto alto da equipe, ou seja, os beques, salvaram os Canarinhos em duas bolas paradas. David Luiz e Tiago Silva, os melhores; destaco o "Alex Soneca" (Coritiba) deles, isto é, James Rodriguez, cracaço colombiano que lembra física e tecnicamente o 10 do Coxa paranaense.

Agora, que venha a Divisão Panzer européia. Pedreira pouco é bobagem.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Opinião



A boa estreia de Giuliano

Saindo de uma crise maluca de passagem de cálculo renal, consegui acompanhar o Grêmio em Maringá, deitado, ouvindo pelo rádio.

A vitória de 1 a 0, gol de Luan, trouxe como maior novidade, a grande atuação de Giuliano, que parece entender que ele será o centro criativo do meio-de-campo Tricolor.

O estreante deu velocidade e agudez aos avanços gremistas, trocou passes, cruzou bolas, finalizou e finalmente, cobrou bem a falta que resultou no gol de Luan.

O rádio trouxe mais boas notícias como a entrada segura de Matheus Biteco, a desenvoltura mais interessada de Alan Ruiz, uma performance aceitável de Barcos, mas a zaga cometeu alguns vacilos, especialmente de Rhodolfo. Nada preocupante.

A segunda fase com os 11 todos novos, o Grêmio acumulou erros, mesmo tendo jogadores que um dia foram titulares, casos de Werley, Bressan, Edinho, Zé Roberto e Dudu.

Matías Rodriguez apresentou velocidade e vocação ofensiva. Defensivamente, não ou testado.

No final de semana, o Imortal encara o Londrina. Chance para ir entrosando o time.


Opinião



A retomada Tricolor

Hoje à noite, o Tricolor recomeça o ano, enfrentando o Maringá, vice-campeão paranaense. Logo adiante, encara o Londrina, o campeão.

São amistosos, mas pelo o que ocorreu com o Coirmão, sairá "lasca" dos confrontos; aí fica perigoso fazer uma análise do desempenho e resultados, pois são motivações diferentes em campo, haverá resguardo na integridade física dos times maiores com maiores ambições, caso da dupla Grenal.

De qualquer forma, sempre dá para tirar algumas conclusões, mesmo que não definitivas, destes jogos. Atrações, temos muitas, Pedro Geromel e Rhodolfo pela primeira vez juntos, se houve evolução no futebol do Breno, a possibilidade de ingresso de Matías Rodriguez, Matheus Biteco, finalmente titular.

Mas a minha maior curiosidade reservo para a movimentação dos articuladores e especialmente, a de Barcos, que, imagino, esteja mais frequente na área adversária.

Copa do Mundo é bom, mas não é igual a acompanhar o time do coração.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Na Copa



As melhores oitavas-de-final da história

A Copa no Brasil está reservando jogos emocionantes, grandes confrontos, que se mostraram surpreendentemente equilibrados e com um futebol que alegra os torcedores.

Por força de minhas atividades, pego poucos jogos inteiros, ainda mais com a prorrogação dando as caras em 5 desses 8, mas o que eu vi foi entusiasmador.

Com exceção da Nigéria e Uruguai, os demais classificados para as oitavas, mostraram qualidade e muita entrega. Tiveram muitos "quase", porém, quem era primeiro nas chaves de grupos, confirmaram. 100%, ninguém ficou de fora da fase seguinte que começa sexta-feira.

Não acredito que os favoritíssimos Brasil, Alemanha, Holanda e Argentina cheguem juntos nas semifinais; penso na queda de pelo menos um deles. O meu candidato a estraga-prazeres é a Bélgica. A partida que realizou contra os Estados Unidos revelou que é a Seleção que mais evolui dentro da competição. Pode não ser a única zebra. A França não está morta no outro lado da chave.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Opinião




Enderson e o "plano B"

Os treinos do Tricolor apontam para a busca de alternativas táticas bem interessantes; isto é, Enderson aproveitando o grande número de zagueiros e meias com uma "equivalência" qualitativa, tenta suprir a carência de "mão-de-obra" no setor ofensivo, trocando o sistema de jogo.

As notícias dão conta de um 3-6-1, onde Matías Rodriguez e Zé Roberto seriam alas e Luan, o atacante, mais avançado mais jogadores técnicos no meio com trocas de posições constantes.

Talvez, vindo Fernandinho, este sistema de jogo fique mais encorpado, onde Dudu e ele seriam os velocistas e dois ou três meias ocupando a área, quando os primeiros abrirem para as pontas.

Há ainda a subida dos alas, que pode dar bons resultados, desde que o trio de zagueiros esteja entrosado com os movimentos exigidos para a cobertura das laterais.

O treinamento, a repetição, o entrosamento; aí reside o nó da questão. Isto exige tempo para o sucesso do esquema.