Amostragem preocupante
É só a primeira partida da temporada, mas deu para se preocupar. O Tricolor pegou um bom teste, o Danúbio uruguaio bateu, soube se defender e como prêmio, levou o empate. É uma surpresa não estar na Libertadores, levando em consideração o número de clubes que o Uruguai tem neste torneio.
O Grêmio apresentou o mesmo futebol de troca de passes, valorização da posse de bola, porém, como em 2015, isso nada vale, se não for traduzindo em chances de gol e, principalmente, a conversão dessas chances. Esse é o primeiro ponto negativo desta estreia. Vamos aos outros.
O gol é um exemplo do que os adversários poderão fazer contra o Tricolor; explico: Se o Imortal seguir com posse de bola sem transformá-la em gols, correrá o risco de perder partidas no contra-ataque contra times que jogam pela famosa tática de "jogar por uma bola". Hoje funcionou a favor do Grêmio, onde a tática preferida não surtiu efeito.
Éverton roubou e, numa jogada toda dele, venceu o ótimo goleiro uruguaio; aliás, eles fizeram a diferença na partida: Éverton e Etulain. Goleiro de Libertadores.
Outro ponto crítico; alguém precisa dizer para o arqueiro gremista, que não é proibido sair do gol e cortar. A zaga falhou, mas na função de goleiro, dominar a pequena área é um grande recurso em bolas aéreas. Houve duas chances, uma em cada tempo, que o time uruguaio poderia ter marcado sem muito esforço com Grohe pregado em cima da linha derradeira.
A defesa foi um horror. Livro apenas o menino Wesley, que estreou bem, sem ser brilhante. Geromel e Kadu, quando exigidos, vazaram. Marcelo Oliveira, num primeiro olhar, parece sensacional, muita entrega, muita garra, bons avanços, mas se "espremer" sua atuação, resta um expulsão gratuita, que o juiz aliviou ou pipocou.
O meio: Walace, discreto, Maicon, pouco acrescentou, Giuliano, o melhorzinho, sem entusiasmar e Douglas.
Douglas merece um parágrafo específico para ele: Mantido como titular, o time vai AFUNDAR. Basta olhar o Grossmüller, o meia de 32 anos do Danúbio, sem ser fantástico, jogou e fez o time jogar muito mais que o 10 gremista.
O ataque apresentou o grande nome do time neste confronto, Éverton; Luan, bem, mas muito abaixo do que pode render.
Ramiro discretíssimo, não fez uma jogada consequente. Bobô morreu de inanição, Edinho, Fernandinho e Lincoln, esse trio não teve tempo para nada.
Olhando essa partida, que se mostrou um espelho das de 2015, dá para arriscar dizer, que sem a contratação vital, o tal armador rápido e que entre na área: "Deu para o Grêmio na LA".