Páginas

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Opinião



Grêmio supera Central e segue vivo

Foi a melhor partida do Grêmio na Libertadores; nada de especial, afinal, as duas últimas partidas, duas derrotas por 1 a 0 e futebol sofrível, esse quadro era impossível se manter.

Algumas mudanças apareceram já no início da partida, o meio com Matheus e Jean Pyerre, Tardelli iniciando o jogo e um André irreconhecível, neste caso, aspecto positivo, porque ele deixou aquela moleza e pouca participação do seu breve histórico gremista do lado de fora, hoje, mas a condição anímica foi a atitude diferente, o diferencial.

Gostei mais do primeiro tempo, destaques para Éverton e os meninos do meio, a boa movimentação de André e dos laterais. Jean Pyerre marcou; 1 a 0, placar final.

Na etapa final, o time resolveu a parada cedo, 8 minutos, 2 a 0, grande jogada de Jean Pyerre e gol de Leonardo Gomes quase na pequena área.

Com as trocas, o time caiu, Alisson é bravo, mas é enrolado; o atleta que destoa na característica principal da equipe que é o toque de bola. Alisson conduz muito a pelota. Thaciano até entrou bem, mas Maicon estava bem e Rômulo limitou-se a guardar a frente da área, com isso, a "puxada de contra-ataque" ficou prejudicada.

O 3 a 1 veio pelo mérito de Leonardo Gomes que está mais solto e hoje pelo Sportv descobri que ele começou como meia, quase um atacante, isso lhe dá ferramentas quando avança.

Por que gostei mais da etapa inicial? Mais pelo o que ocorreu no segundo tempo, quando os atacantes resolveram ser preciosistas; muitos lances teriam outro desfecho se o "simples" fosse o escolhido. Serve para Éverton, André e Alisson.

Diego Tardelli mostrou força, técnica e atitude. Faltou preparo físico. Melhor partida sua. Pelo lado, desconfio que rende melhor.

Um fato preocupante: 4 partidas de Libertadores, 4 gols sofridos. Três deles semelhantes; gol do Rosario lá no início da partida, desatenção. Libertad na Arena, defesa desarrumada, gol de contra-ataque no final do primeiro tempo; o desta noite, Leonardo Gomes perde uma bola fácil no meio, Matheus refuta a dividida, a bola atravessa a área pelo chão; quando? Final da partida. Desatenção.

Embora o Grêmio tenha feito a melhor apresentação na Libertadores, ninguém fez uma partida perfeita, ou seja, Tardelli jogou 60 minutos, Éverton tomou a decisão errada em vários lances, André, idem, Matheus e Leonardo Gomes falharam no gol. 

Todos estes foram muito bem, mas faltou algo. Pela eficiência, diria que os destaques foram Leonardo Gomes e Jean Pyerre.


terça-feira, 9 de abril de 2019

Opinião



Respirando por aparelhos

Daqui para frente na Libertadores, o Grêmio está/estará respirando por aparelhos, basta ver as diversas combinações de resultados, a maioria, adversas a ele. 

O sofrimento começa amanhã na Arena diante do Central, agremiação de Rosario, Argentina.

O que pode amenizar o confronto é o fato dos visitantes contarem com time misto, vide Sem Seis Titulares, entre os desfalques, dois ótimos; Leonardo Gil, o cérebro do meio campo e Zampedri, o artilheiro.

Se isso representa uma notícia alvissareira como diziam os antigos, a derrota nesta quarta-feira, sepulta matematicamente as chances dos hermanos e aí o seu enfrentamento contra a Católica do Chile na rodada seguinte vira amistoso, o que é bom para os chilenos.

Enfim, o Grêmio não pode reclamar da situação, pois foi ele que se meteu neste brete.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Opinião



O Centro-Médio

Tem uma posição no time que merece ser vista com muito cuidado e interesse: A de número 5, o antigo centro-médio, mais conhecido como volante ou primeiro volante.

Acho um desperdício utilizar Matheus Henrique ali; Renato até utilizou Maicon nesta função ontem, o que foi um acerto.

Acontece que o capitão do time + Michel, formam uma dupla que constantemente visita (a dupla) o departamento médico.

Isso, associado a um mau desempenho ou quase, me faz pensar que Renato não tendo na base ou no elenco principal mais uma alternativa para a posição (somente Thaciano), deveria acionar o clube para a busca no mercado de alguém que chegasse e botasse o fardamento titular sem questionamentos.

Penso em Walace, nosso ex-jogador. Acho que seria uma grana bem empregada.

Um meio de campo iniciando por Walace e Matheus Henrique seria um acréscimo sensacional para o Brasileiro e Copa do Brasil.

domingo, 7 de abril de 2019

Opinião



Goleada ao natural 

Os números impressionam; está invicto, 38 gols marcados, apenas 1 sofrido, 15 jogos invicto, 13 sem o gol ser vazado. Performance de campeão.

A bronca está justamente no desempenho na LA, competição que term compromisso já na Quarta-feira próxima, onde a vitória é inadiável para seguir respirando o torneio sulamericano.

 Escrevi no início do ano que Renato deveria colocar Jean Pyerre numa sequência de 5, 6 partidas para "tirar a temperatura" do jovem. Não saiu como a minha afirmação, mas aí está ele, dono do meio de campo. Também afirmei recentemente (e a maioria concorda) que o nosso melhor jogador do meio de campo é Matheus Henrique; Renato, parece, se rendeu.

Hoje, o treinador acertou a escalação, porque colocou dois laterais que tem vocação ofensiva, dois meninos no meio e na frente, a opção por Alisson. Penso que poderia começar com Marinho que o resultado final seria ótimo.

Paulo Victor fez o que se espera de um goleiro de clube grande nesta tarde: As raras chances do time pequeno não se transformaram em gols.

Leonardo Moura segue esbanjando qualidade, Geromel e Kannemann voltaram a controlar o ataque adversário e Juninho Capixaba não aproveitou a oportunidade, ainda assim, merece sequência, apenas acho que não o colocaria nestes jogos decisivos. Hora de voltar Cortez.

Maicon ganhou a vaga de Michel pela sua biografia, bom início de partida, depois caiu, Matheus e Jean Pyerre "desentortaram" o meio. São atualmente o que de melhor o time tem do meio para frente.

Alisson é um atleta que, às vezes, não escolhe a melhor alternativa, porém, se multiplica em campo e tem maior capacidade de finalização do que o antigo titular de 2018. 

André vem crescendo; antes fazia boas assistências, agora a elas, acrescentou o gol. É mais jogador do que Jael, mas a prática não estava comprovando isso.

Éverton, típico jogador letal (como os veteranos Fred e Ricardo Oliveira); estava sumidaço, bastou uma única chance e guardou o dele. Importantíssimo nesta reta final de campeonato.

Rômulo, Vizeu e Marinho, gostei mais deste último. Quer um lugar no time principal. 

No meio da semana, o Grêmio terá uma prova de fogo, porque pega um time argentino. Saberemos se os meninos tem cacife para encarar um certame de características tão próprias.

Por hora, é esquecer os dois clássicos.


sábado, 6 de abril de 2019

Opinião



Rumo à Final

Só se pode esperar este desfecho para o Tricolor neste confronto de Domingo. Não se trata de desrespeito ao adversário, até porque o São Luiz, tenho convicção, não imaginava chegar em igualdade de condições com o Grêmio na segunda partida da semifinal.  Nem se trata de ser politicamente incorreto: É vitória do Imortal e estamos conversados. E se não vier? Bom, aí é crise.

Renato poderia escalar o seguinte onze para amanhã: Júlio Cesar, que não sofreu gols e nunca jogou com Geromel e Kannemann; Leonardo Moura, Geromel, Kannemann e Cortez; Thaciano, Matheus Henrique, Jean Pyerre; Marinho, Tardelli e Éverton.

São seis mexidas numa partida que servirá de laboratório para o enfrentamento seguinte da LA.

Tenho certeza que o treinador não fará mudança tão radical como acenei acima, até porque parece ser refém de Maicon, o meio-campista que há tempos não justifica a sua titularidade, infelizmente.

Só um revés muito grande como a queda precoce na Libertadores ou a perda do Gauchão, onde concorreu praticamente solitário, poderá derrubar alguns bruxos do técnico. 

Tomara que Renato me desminta e as mexidas venham sem precisar de hecatombes dentro das quatro linhas.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Opinião



A Retomada

Renato, sempre inteligente, trouxe os holofotes novamente para si, reduzindo a pressão sobre os atletas do time principal.

O anúncio que concederia entrevista hoje, perturbou a mídia e despertou a curiosidade de todo mundo, inclusive da torcida. Todos saíram ganhando com o suspense. Garantia de audiência, água na fervura dos fatalistas e uma sinalização que mudanças virão.

O treinador começa a mexer no meio de campo. Luan sai, mas menos chamuscado pela más jornadas, porque o técnico tratou de inverter o papel dele; sai o vilão de atuações ruins, entra a vítima, neste caso, da precipitação de sua volta. Seja lá qual for a causa, Luan recebe um descanso para as melancias se ajeitarem na carreta (nem que surja uma nova carreta na sua vida. Quem duvida disso?). Renato não estabeleceu prazo para sua volta. Grande sacada.

Desconfio que não seja a única mudança no setor. É nítida a necessidade de rejuvenescê-lo. Trocar todo o quarteto Michel, Maicon, Luan e Montoya, na minha modesta opinião, não seria uma demasia. Quem sabe Thaciano, Matheus Henrique, Jean Pyerre e Marinho nos jogos em casa? Pode dar errado, porém, garanto o fim da apatia naquela zona importante.

Para Domingo, o tal time alternativo poderá dar alternativas sólidas para o próximo jogo da Libertadores de meio de semana.

Se tem gente enfarada pela quantidade de títulos no elenco; tem também, gente que está louca por um lugar ao Sol. Resta Renato identificar quem é quem e aproveitar os que querem espaço entre os onze titulares.




quinta-feira, 4 de abril de 2019

Opinião



Derrota exige reflexão e atitude

Regional: 14 jogos, 1 gol sofrido, 35 marcados, líder, está invicto. Libertadores: 3 jogos, 3 gols sofridos, 1 gol marcado, lanterna, está "invicto" às avessas. Tremenda disparidade. 

Sobre a derrota de hoje: A pior partida do ano se confrontada com toda a expectativa criada. Foram 23 dias para se preparar para ela (12/Mar-04/Abr). Todos os titulares à disposição, todas as condições necessárias de preparação foram proporcionadas; então não tem desculpa; aliás, um possuía justificativa: Pedro Geromel retornava de um afastamento por lesão e não foi bem. Falhou no gol chileno.

Ninguém se salvou, talvez Kannemann, mas sua atuação foi abaixo das suas costumeiras. De resto, algumas citações minhas seguem verdadeiras, como quando escrevi que Vizeu perdera muitos gols contra o Rosario Central, mas só perdera, porque estava no lugar certo. Contra Libertad e hoje, não tivemos "gols perdidos", porque os avantes não chutaram ou não estavam no lugar e hora certos.

Outra manifestação ocorreu na postagem anterior a essa chamada Michel e Maicon. Não deu outra. Aliás, a maioria da torcida pensa exatamente da mesma forma. Complementando; nosso melhor meio-campista é Matheus Henrique e ele não está no time.

A tais "reflexão e atitude"do título da postagem são sobre as lições que estes jogos da LA (do Grêmio e de outros, Flamengo, Atlético Paranaense) apresentaram, O Tricolor e o clube carioca foram molengas (Bruno Henrique e Luan, modelos irretocáveis desta afirmação), desinteressados, já o clube do Paraná encaixotou o Boca Juniors. Impossível que os comandantes do futebol gremista não cheguem à idênticas conclusões. Ganham para isso.

Renato na entrevista de final de jogo, disse que não interessa salário, nome, fama; vai jogar quem estiver melhor. Verdade, mas tem que passar do discurso para a prática.

Maicon está há três temporadas no clube, se antes, com menos idade, já trotava em campo, o que dizer atualmente? Se é incômodo deixá-lo no banco, a sua negociação se torna uma providência imprescindível.

Mão-de-obra, a parte mais difícil para a solução de problemas num elenco, o Grêmio tem, também, imagino, não tem atraso de salários. O que falta é coragem para tomar as decisões na cirurgia que o time necessita. 

Encerrando: Nestes confrontos decisivos e diferentes (LA), a defesa vazou e o ataque sucumbiu; se ambos setores estão encorpados com grandes nomes, a minha conclusão (por minha total conta e risco) é que a transformação só pode ser pela troca dos atletas do meio de campo. 

Renato sabe. Todos sabem.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Opinião




Michel e Maicon

Se não houver surpresa, duas das quatro posições do meio de campo gremista serão ocupadas por Michel e Maicon.
Individualmente, os camisas 5 e 8 possuem grandes qualidades, especialmente no requinte com que tratam o balão de couro. Porém, juntos, eles tornam a transição da defesa para a parte ofensiva, lenta e por consequência, ineficaz e propensa a levar a famosa “bola nas costas”. Basta lembra a única derrota gremista no ano; Libertad em plena Arena.
Ontem, eu assisti Atlético Paranaense versus Boca Juniors. Jogo desigual. Um banho de bola rubro-negro. Os “Bosteros” são ruins? Lógico que não. O que houve foi uma determinação, uma entrega que beirou ao sobrenatural; o time de Curitiba foi intenso,  possuidor de uma transição rápida, diria, mortal. Os argentinos tiveram dificuldades para pensar, para respirar. Pareciam estar numa rotação mais baixa que o seu oponente. Assim, constato que o futebol eficiente é o de marcação intensa, veloz e concatenada. Claro! Organização e qualidade contam muito. Se tiver um centro-avante, repito, centro-avante de carteirinha, aí a vitória será resultado previsível.
O Grêmio tri da América possuía dois meninos nas primeiras posições do meio, Jaílson e Arthur; hoje, fazem falta. Obviedade? Não estou tratando da qualidade de Arthur, nem da volúpia de Jaílson, mas no conjunto técnica-eficiência-atitude que esse duo tatuou na forma de enfrentamento azul.
Tenho certeza que com Matheus Henrique no lugar de um deles, o time ganharia tudo aquilo que vi na partida de ontem na Baixada, atual Arena.
Mesmo acreditando piamente num bom resultado amanhã, penso que Renato colherá maiores e melhores resultados, se contar com um início de meio de campo mais rápido, mais movediço e talvez, mais técnico com a preterição de um desses atuais titulares e o ingresso de Matheusinho.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Opinião



Segurar Éverton, a melhor "contratação"

Leio que o Cruzeiro venceu a disputa com Galo e Grêmio e trouxe Pedro Rocha. Vide Pedro Rocha.

Com ele + Rodriguinho, Fred, Fabio, etc... E neste "et cetera", está a papinha do seu grupo na LA; o clube mineiro vira forte candidato ao título.

Não morro de amores pelo futebol de Pedro Rocha; entendo que seja um daqueles atletas que arrebentou, porque o Grêmio proporciona isto ao longo de sua história. Outro exemplo recentíssimo disto: Ramiro. De qualquer forma, nas mãos de Mano Menezes pode ser útil, mesmo que não reproduza a bonita história escrita no Imortal.

Se o Grêmio tentou Pedro Rocha é porque há sinais iminentes da saída de Éverton. Aí entra o título da postagem; segurar Cebolinha até o final do ano, pelo menos, será o grande trunfo gremista para o Brasileiro, especialmente, pois entendo que pela regularidade defensiva e o aumento do poder do ataque, um campeonato de pontos corridos é o mais afeito para o nosso clube neste 2019.

Manter Éverton; a grande ambição gremista para o ataque.


segunda-feira, 1 de abril de 2019

Opinião



O Grêmio quase pronto para Quinta-feira

Com o cuidado e recuperação de Pedro Geromel, o Tricolor deve ir inteiro para o confronto decisivo de Quinta, lá no Chile.

Provavelmente, Renato irá escalar o Imortal com Paulo Victor; Leonardo Gomes, Pedro Geromel, Walter Kannemann e Bruno Cortez; Michel, Maicon e Luan; Tardelli e Éverton. Aí estão 10 titulares.

A dúvida que imagino ainda torturar a cabeça de Renato é o substituto de Ramiro: Matheus Henrique, Marinho, Montoya e Alisson, são os nomes mais prováveis.

Eu escalaria Matheus Henrique; o meio ganharia a posse de bola, Luan poderia se aproximar de Diego Tardelli, até revezar com ele na frente. O time ficaria mais robustecido defensivamente. Ocorreria o mesmo com Montoya. Tudo isso, em tese.

Com Marinho ou Alisson, a opção será pelo contra-ataque veloz, o que parece ser uma boa receita.

De qualquer forma, o técnico não pode reclamar das alternativas que o grupo oferece.