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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Opinião



Um Atrapalho no Trabalho

A ausência de Douglas + o fato de ser fora o jogo da amanhã, diante da Ponte Preta, que tem o histórico amplamente desfavorável, faz do Tricolor o azarão desta partida.

O primeiro pensamento é o de revisar o tudo que foi feito antes neste Brasileirão, quando o Grêmio foi visitante. Roger até parece Paulo Autuori, que venceu apenas o Náutico quando treinou o Imortal.

Por isso, o treinador gremista está "liberado" para fazer diferente diante da Macaca; isto é, buscar alternativas inéditas como acreditar em Lincoln, também fazer marcação alta e, principalmente, não ter medo de ser feliz, não ter receio de ousar.

Se ele se sente receoso de lançar Iago no lugar de Marcelo Oliveira, pelo menos, que tente ser mais ofensivo, fazer o meio mais veloz na transição da defesa para o ataque, incluindo Lincoln ao lado de Bolaños, Luan e Pedro Rocha com Walace e Jaílson mais resguardados.

Está na hora de reverter a estatística dos jogos como visitante.

Explicando o título: Andei mexendo na biblioteca de casa e dei de cara com o primeiro livro de John Lennon, que na versão brasileira recebeu o nome de Um Atrapalho no Trabalho; aliás, muito adequado para o momento das rusgas entre Dutra e Guerra: Um estorvo para Bolzan Jr.

Neste confronto, o perdedor é o clube e sua imensa torcida.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Opinião



O Maior Erro de Bolzan Jr.

O presidente gremista, afirmam os órgão esportivos, faz um trabalho de recuperação financeira elogiável. Nós daqui, distantes do centro dos acontecimentos, aceitamos como verdadeiras as informações. Há pistas, uma delas, o salário em dia e a permanência de Walace e Luan. Em outros tempos, os guris já teriam sido "sorteados" para o futebol português a preço de banana. Uma grande vitória de Romildo.

Porém, se aproximam as eleições gremistas e o êxito da gestão no que tange a parte administrativa e econômica e até de outras áreas do clube, corre o risco de ir pelo ralo, se outros dirigentes assumirem o timão da instituição e derem uma guinada em direção ao passado.

Antes de buscar causas na torcida e conselho, Bolzan, se perder a eleição presidencial, deverá fazer a "mea culpa", porque ele relevou ou até renegou o principal motivo de existência de um clube de futebol; o futebol, lógico!

Ele poderá se defender, dizendo que são tarefas incompatíveis, recuperar o clube e montar um time competitivo, mas isso não colará e eu explico.

Se hipoteticamente, uma comissão técnica de um clube assumir sem ter nenhum atleta no elenco e tiver que indicar 11 para botar em campo, certamente começará por um goleiro e um goleador. Não irá indicar prioritariamente, um lateral esquerdo e um segundo atacante, por exemplo. Essa comissão técnica está subordinada à presidência e tem aval dela.

Pois o Grêmio tem um goleiro que ganha mais de R$ 400 mil mensais e despende mais de R$ 100 mil mensais para um lateral comum como Marcelo Oliveira; também, gastou com três camisas 9, Bobô, Henrique Almeida e Braian Rodriguez, valores que não se justificaram em campo; aí eu pergunto: Com esse custo, não dá para contratar um goleiro superior, um grande centro-avante e um lateral confiável? E o que se gasta com Maicon e Douglas, não daria para trazer Nenê, Camilo ou Renato Cajá? Nem falo de um extra-classe. A escassa grana gremista foi ou está sendo mal empregada.

Além disso, contratou jogadores com histórico de lesões, caso de Negueba; será que não sabia disso? Basta olhar a biografia dos pretendidos e não se fará tal dispêndio inútil. Alguém lembra de Manga e Figueroa lesionados? E Mauro Galvão? Até Pará não se lesionou, nem Ramon, o preferido de Mano. Isso conta numa contratação.

Finalizando, Bolzan Jr. se não decidiu, deixou que decidissem por ele as prioridades das competições. Quem mandou colocar reservas diante do Avaí na Primeira Liga? Quem mandou colocar reservas diante do Juventude numa das semifinais do Gauchão? 

São muitos erros, mas o principal foi colocar o futebol em segundo plano em sua gestão. Erro que pode ser fatal para continuidade da gestão.


domingo, 11 de setembro de 2016

Opinião



Grêmio segue mal

Melhorou, mas não poderia ser diferente. Depois de levar 4 do Coritiba, que tirou o pé do acelerador na etapa final, quinta-feira, seria uma piada (ou catástrofe) se piorasse.

O Palmeiras veio a "não jogar" e a falta de competência ofensiva gremista, somados (vontade palmeirense e incompetência gremista) só desaguariam em um 0 x 0.

O juiz fez a sua parte, aquela de só dar cartão amarelo para o goleiro paulistano nos acréscimos. A cada falta sofrida, parecia um drama, atleta rolando no campo e a falta de pulso do árbitro. Lamentável.

A manutenção de Marcelo Oliveira e o ingresso de Ramiro demonstram que o prazo de validade de Roger venceu.

Se depois de toda essa "mobilização", esse "estado de guerra" montado para alcançar o que todo bom profissional deve fazer naturalmente resultou num empate pífio, muito mais pela preguiça palmeirense, eu não espero nem classificação para a LA de 2017.

As melhores chances foram do Palmeiras: Uma bola na trave e um grande defesa de Grohe, embora o  seu jeito engraçado de sair (a bola deu nas suas costas) e o Tricolor teve dois gols perdidos; Pedro Rocha e Luan e uma grande defesa de Jaílson numa falta cobrada por Edílson que parou na trave.

Nos últimos 24 pontos, o Grêmio ganhou 7; aproveitamento inferior a 30%, que deverá piorar no meio da semana.

Os destaques foram Marcelo Grohe, Edílson e alguns lampejos de Douglas. Muito pouco, quase nada.


Pequenas Histórias



Pequenas Histórias (130) - Ano - 2011


A Rotina do Sufoco


Amanhã, 11 de Setembro, Arena, 18 e 30 h, o Tricolor encara o líder do Brasileirão/16; está sob pressão, provavelmente, outro sufoco. Mas o título da postagem está relacionado com o histórico de enfrentamento com o clube paulistano, isto é, o Palmeiras é o clube brasileiro, que mantém a maior vantagem, diria, absurda, no enfrentamento com o Tricolor pelos campeonatos nacionais, segundo o site futpedia, em 64 jogos, o Grêmio venceu apenas 14 vezes, menos de 22%. Aí o verdadeiro sufoco.

Alguém poderá lembrar do 5 a 0 em 95, porém, além de ser pela Libertadores, o jogo de volta foi um horror: 5 a 1 para o Verdão, a vaga mais suada que lembro do Imortal.

Como esta semana, Leandro (CNH) barbarizou diante do Grêmio, jogando pelo Coritiba com direito a gol e Celso Roth quebrou o jejum colorado de 14 partidas, na quinta-feira; trago aqui, uma partida que foi eletrizante até o apito final e contou com essas duas personalidades.

 Ocorreu em 13 de Novembro, mesmo dia em que o deputado e presidente do Grêmio anunciava no fim do confronto, o bom encaminhamento da contratação de Kléber, o Gladiador. Faltavam pequenos ajustes. 

O Palmeiras treinado por Luiz Felipe, que lutava para não ser rebaixado, escalou: Deola; Cicinho, Leandro Amaro, Thiago Heleno e Gerley; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga e Patrick; Ricardo Bueno (Fernandão) e Luan.

Roth mandou a campo: Victor; Mário Fernandes, Gilberto Silva, Rafael Marques e Júlio Cesar; Fernando, Fábio Rochemback, Adílson (Leandro), Douglas e Escudero (Brandão), na frente; Miralles.

Com um bom desempenho de seu meio de campo, o Palmeiras venceu a primeira etapa por 1 a 0, quando uma jogada bem tramada, deixou o centro-avante Ricardo Bueno livre para cabecear; Victor fez um milagre, mas a zaga deu mole, Cicinho apanhou o rebote e fuzilou o arqueiro. Decorriam 25 minutos de jogo.

No segundo tempo, aos 14, Marcos Assunção cobrou falta da meia esquerda, a barreira abriu, a bola desviou em Gilberto Silva enganando o goleiro. 2 a 0 e um ar derrota pairou sobre o Olímpico. Entretanto, o Tricolor não se entregou, foi para cima e o jovem Leandro fez fila na defesa alviverde, passou para Brandão, que arrematou no canto direito de Deola. 1 a 2. O estrago estava reduzido.

Mais de 15 mil pessoas empurraram o Palmeiras para o seu campo e nos acréscimos, outro menino, Fernando, acertou uma pancada de fora da área, de forma indefensável para Deola. 2 a 2 com o juiz Edvaldo Elias da Silva encerrando o prélio logo no reinício.

Neste Domingo não espero nada diferente. Será um jogo de paciência; de outro jeito, uma exceção.

Fontes: Fotos e arquivos do amigo Alvirubro
              futpedia.globo.com

Segue um compacto da partida:








sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Opinião



A Faceirice do Camisa 5

Hoje recebi vários telefonemas, ainda sobre o susto que levei nos últimos meses. Um deles foi de um amigo e ex-colega de colégio, que mora em Florianópolis, tão gremista quanto eu. 

Depois de colocarmos as notícias em dia, chegamos ao momento ruim do Tricolor e ele tocou num ponto, que não vi ser comentado: A faceirice de Walace, nosso camisa 5 e, em tese, o responsável por guardar  a chave da defesa gremista.

Walace está deixando de cumprir a sua prioridade para se arriscar em incursões ofensivas, que deveriam ser eventuais, cirúrgicas, pois elas (as incursões ofensivas) precisam ser um fator de surpresa para os adversários.

Roger deve alertar o volante baiano, recém campeão olímpico, que a sua função primordial é dar o primeiro combate no meio de campo.

Passa pela distração dele, parte dos problemas defensivos do Grêmio. Tarefa para o "professor".


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Opinião



Teses, Premissas e Decisões

O dia foi de reflexão, leituras, audições, conversas, não apenas no Grêmio, pois foi o assunto esportivo preferido nas ruas, no trabalho, etc ...

Comigo não foi diferente; ontem mesmo, acompanhei os comentários de Cristiano Oliveira (Rádio Guaíba), da Direção e Atletas no pós-jogo.

Divergi de "cara" do excelente comentarista, quando ele afirmou que Roger deu mais ao Grêmio do que este elenco podia dar. É uma "tese" que não se sustenta, porque, o Tricolor sequer chegou às finais dos certames que disputou e isso inclui, o Gauchão onde chegar em segundo ou último é a mesma coisa para Grêmio e Inter.

Dizer que o grupo de atletas é fraco, é uma meia-verdade, é uma "premissa" equivocada, porque para chegar a final do Gauchão ou passar de fase na Primeira Liga, dava com essas peças. Também, ela não se sustenta, pois ao encarar adversários de menor qualificação do que o plantel gremista (Juventude, Avaí, São Paulo de Rio Grande, Santa Cruz, Vitória, Coritiba, Sport, América Mineiro, Botafogo, etc...), o Tricolor afundou. Seria verdadeira, se a (boa) posição na tabela fosse obra de perda de parte dos pontos para os clubes com melhores elencos e ampla vantagem sobre os menores, aí sim, o treinador estaria fazendo mais com material humano inferior. Decididamente, não é o caso. Roger tropeça nos confrontos com a turma do rodapé da tabela e fazia no primeiro turno, um bom enfrentamento diante dos grandes.

São as "decisões" tomadas pela Direção e Comissão Técnica, que comprometeram o trabalho do treinador. Um exemplo é a cera em vários jogos fora de casa, já nos primeiros 10 minutos de partida; a indolência na transição da defesa para o ataque, a reincidência na escalação dos bruxinhos e as substituições ineficientes do treinador durante os jogos. 

A manutenção de alguns jogadores, que teimam em atuar abaixo da exigência do clube é convicção do treinador, aí seu maior erro, se é que é erro. Pode ser subserviência e falta de coragem.

Não por coincidência, Edílson, um dos "líderes" do elenco, saiu em defesa do treinador de uma maneira, que deveria constranger os demais atletas, quando afirmou que "Roger faz milagre com o grupo que tem". Declaração que deprecia seus colegas de clube e, certamente, não será ouvida da boca de Marcelo Hermes, Lincoln ou Batista, que assistem impotentes a posse de algumas posições do time por nabas como Marcelo Oliveira, Henrique Almeida e Douglas.

Diante da queda radical de desempenho, cheguei a pensar em questões extra-campo, no entanto, o presidente tratou de esclarecer, vide Salários atrasados, então, é do vestiário para as quatro linhas o problema.

Roger, pelo visto, permanecerá; porém, a Direção gremista não poderá mais ficar imaginando ter um treinador "top de linha"; está comprovado: Ele é um aprendiz, apesar de toda a sua arrogância e da babação da maioria da Imprensa.

Precisa de apoio e especialmente, rédeas.








Opinião



... E o Grêmio desmanchou diante do Coxa

Quando as deficiências são recorrentes mesmo mudando os nomes do onze em campo num clube de tradição, o problema principal, repito, principal, está no comando técnico.

A gente quando emite opinião corre o risco de errar feio, mas também, de acertar de vez em quando, como por exemplo, fazer uma postagem no dia anterior, ressaltando que o destino dava ao treinador a oportunidade de ajeitar o time à partir da lesão de um jogador questionado (Maicon), sem nunca cogitar a ocupação da vaga por Ramiro, atleta que vem muito mal este ano. Pois não é que Roger escala o menino e o retira antes dos 45 minutos iniciais?

Outra manifestação nossa ao longo do ano: Quando se troca um jogador com déficit de qualidade e coloca um menor ainda, vamos sentir saudade do jogador questionado; exemplos? Tivemos saudades de Maicon com o ingresso de Ramiro. Quando se faz a reposição correta, sabem o que acontece? Negocia-se o goleiro da Seleção (Alisson) e nenhum torcedor colorado tem saudade dele.

A zaga do Grêmio não é inferior a Gum e Leandro Eusébio ou Elivelton que botaram faixas pelo Flu; trocam-se os nomes dos defensores azuis e a bola chega à pequena área e é gol na maioria das vezes. Marcelo Grohe falhou nos quatro gols; porém, a derrota é definida no primeiro gol. Marcelo é o nosso Renan, um goleiro bom, mas abaixo das necessidades gremistas; o Inter sofreu com Renan, mas fez a avaliação correta há tempo e passou adiante. O que fez o Grêmio? Tentou torná-lo um arqueiro inquestionável, antecipando a renovação, estendendo seu contrato até 2020 e lhe pagando mais de 400 mil reais mensais. Dentro das quatro linhas não funciona como os popstars que usam playback e não são testados a toda hora. Agora, só se Luiz Felipe der uma mão e pedir sua contratação para o futebol chinês; mas aí entra o que escrevi, se a reposição é inferior, vamos ter saudades também, senão ele vai continuar ali, sendo elogiado pela mídia vermelha.

Douglas está negociando o seu contrato para o ano que vem, Marcelo Oliveira já renovou por mais de 100 mil reais mensais; quanto ganham Edílson, Wallace Reis, Negueba e Henrique Almeida? Esse é o caminho para conquistas?

Como não dá para dispensar a metade do time, hoje, a providência é demitir Roger Machado (já escrevi que ele, no mínimo, deveria estar "prestigiado"), porque o time está uma "macarronada" e, principalmente, porque o treinador está perdendo o respeito dos reservas, que observam a predileção por jogadores que cansam de ir mal e perde também, o comprometimento destes bruxos, porque sabem que suas permanências entre os 11, independem de atuações.

Roger estacionou. 

Não vou me estender mais; hoje, apenas Luan, Kanneman e Pedro Rocha devem ser poupados das críticas.

É a terceira derrota sofrendo 4 gols.








terça-feira, 6 de setembro de 2016

Opinião



A Lesão de Maicon 

O destino bateu à porta de Roger Machado. A lesão de Maicon, seu capitão, lhe dá a grande chance de mudar o time gremista, que vem se arrastando em campo nos jogos fora de casa.

Se o treinador está atrelado a um "contrato afetivo" (e inaceitável) com Marcelo Oliveira, Maicon e Douglas, especialmente estes três; o afastamento de Maicon lhe dá esta chance de ouro para mudar o sistema de jogo com a inclusão de um meia (Tontini, Guilherme), talvez um centro-avante (Batista ou Henrique Almeida), quem sabe, o recuo de Luan ou ainda, a manutenção de 3 volantes, porém mais ágeis com a inclusão de Kaio ao lado de Walace e Jaílson.

Mas eu apostaria em Lincoln. Acho que é hora de dar uma sequência ao menino. Também colocaria Kannemann na lateral esquerda com Geromel e Wallace Reis na zaga.

Roger não pode se esquivar da responsabilidade.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Opinião



E aí, estacionou?

Boa parte da torcida e imprensa do nosso estado entende que a continuidade de trabalho só traz benefícios aos clubes, pois a tendência é a sua evolução, levando aos títulos, as conquistas. 

Deveria acontecer com Roger Machado, entretanto, é nítida a queda, a estagnação ou "involução" (não sei se existe esta palavra) de seu trabalho de 2015 para este ano. No mínimo, estacionou.

O agravante é que isso ocorreu, mesmo com acréscimos no elenco; Edílson, Wallace Reis, Kannemann, Miller Bolaños são melhores alternativas do que possuía Roger no Brasileiro do ano anterior. Nem vou citar Negueba, Henrique Almeida, porque é matéria discutível.

Em 2015, o Tricolor, cedo, se solidificou no G-4, também teve atuações de excelência (Corinthians, Atlético Mineiro e especialmente o Grenal histórico), que não encontram similaridade no corrente ano.

Há no contexto, desclassificações ridículas como na Primeira Liga num grupo de dois "mortos", Avaí e Coritiba e um Inter treinado por Argel "Pezinho no Chão". 

No Gauchão, equívoco na escolha das prioridades, que contrariou o bom senso, mandou para os ares, o campeonato regional "mais fácil" das últimas edições.

Na Libertadores, o Tricolor teve uma das mais constrangedoras jornadas em casa, diante do Rosario Central. Foi vergonhoso para nós. Um fiasco na Arena. Lá, nem se fala.

Ainda assim, o prestígio de Roger perante a imprensa gaúcha seguiu sem um arranhão. Aliás, estamos diante de dois técnicos (Roger e Roth), que "treinam" muito bem a mídia do RS. Abel, Argel, Luxemburgo, Renato, Enderson e Luiz Felipe, nunca tiveram essa condescendência dos jornalistas; pelo contrário, a "clava" esteve sempre pronta para baixar o "pau" na cabeça deles.

Alguns profissionais chegam a dizer que é injusto criticar Roger Machado, deixando transparecer a boa vontade exagerada (e inexplicável) com o seu desempenho.

O que poderá mudar e tirar a paciência da mídia, não serão os pífios resultados do jovem treinador gremista e sua estagnação na casamata Tricolor, mas a longa entrevista que concedeu a um segmento da imprensa, onde, quase passou a impressão de ser possuidor de um conhecimento e tirocínio raros em profissionais do esporte bretão, porém, deixou transparecer uma empáfia de dar inveja a última bolacha do pacote e detonou com a Imprensa gaúcha. Pisou nos calos dela.

Roger poderá até ganhar a Copa do Brasil, afinal, Paulista e Santo André, também conseguiram, mas fica evidente, que hoje, 05 de Setembro, se os dirigentes do Grêmio fossem providos de sapiência em futebol, ele estaria, no mínimo, "prestigiado".

Quem conhece os meandros da bola, sabe que a aplicação deste termo, significa estar a um passo da demissão, mas a Direção parece gostar de empurrar com a barriga os problemas. Por isso, esses 15 anos sem títulos relevantes.

domingo, 4 de setembro de 2016

Opinião



Indolência

Estava pronto para escrever o título como Sem Vergonha, que julgo mais adequado, mas para não confundir com "Sem-vergonha", que tem significado diferente do que eu penso à partir do jogo de hoje, troquei para Indolência.

A conclusão que chego é que o Grêmio tem no comando, dirigentes apáticos e ineptos, um treinador que já conseguiu o que queria, por isso está acomodado (cada vez mais, Roger me lembra Paulo Autuori) e boa parte do elenco, indolente, que só joga com "bafo na nuca", além, é claro, de alguns perebas, que vem enganando há tempos com a complacência da direção e a proteção do técnico.

Não posso colocar neste balaio de gatos, Edílson, Kannemann e Luan, que lutaram muito. Edílson foi mal, mas não faltou disposição, Kannemann está visivelmente constrangido com a falta de atitude de alguns colegas do time, do treinador e do comando diretivo. É um estranho no ninho.

Luan foi a famosa andorinha única neste mar de nulidade em que se transformou o Grêmio hoje. Jogou bem.

O Botafogo é ruim de doer, porém, teve vergonha na cara e mereceu vencer, depois de tomar 5  do Cruzeiro no meio da semana e ainda estar no bagaço fisicamente.

Já sabia que o Tricolor não tem muito mais a fazer no Brasileiro deste ano e pelo andar ou trote da turma, também vai se entregar na Copa do Brasil. Sabem o que vai acontecer? Nada, pelo menos com essa Diretoria.

Bruno Grassi provou que é um goleiro azarado, tomou um golaço acidental de Roger Guedes do Palmeiras e hoje à tarde, um de bicicleta em cima dele. Outro que não serve.

Marcelo Oliveira é caso de demissão do treinador; não é possível a manutenção deste atleta sem que outras causas que não sejam aspectos técnicos, justifiquem sua escalação. Erra todos os lances.

Walace, Jaílson, Douglas e Maicon. Meu Deus do Céu! Eles entregaram a partida. Neste setor, o Grêmio afundou constrangedoramente. Como desgraça pouca é bobagem, Ramiro novamente é chamado ao jogo, novamente tomou cartão. Encaminha-se para ter o mesmo desfecho de Bressan. Daqui a pouco, não poderá passar perto da sede do clube.

Henrique Almeida é outro exemplo bem acabado de que fatos estranhos ocorrem com naturalidade num clube de futebol. Batista, sem fama e quase sem chances no elenco, fez mais em pouquíssimo tempo.

Não ouvi as manifestações pós-jogo, mas imagino que falaram dos desfalques. Balela! Basta olhar para a formação do Botafogo e qualquer justificativa deste tipo cairá por terra.

Bolzan Júnior começa a perder a eleição, rodada a rodada.