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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Opinião



O Despiste

Quem está nas "Arábias" cobrindo o Imortal informa que Jael esteve entre os titulares e Lucas Barrios no meio dos reservas.

Trata-se de um despiste do treinador gremista; um despiste, porém, uma providência sensata para algum momento do jogo. Jael está entrando bem, precisa de mais tempo com os demais efetivos (como chamavam os titulares antigamente).

Barrios não pode, nem deve ser preterido neste instante da grande fase gremista. Barrios preocupa qualquer defesa; os espanhóis, com certeza, possuem lembrança do grande avante do Borussia Dortmund, onde colocou a boa média de 1 gol a cada 2 jogos.

Jael já provou que é um destemido. Se vivesse no início do Século passado, poderia tranquilamente passar por um "elemento" do bando de Virgulino Ferreira, o Lampião. Vai encarar e trombar "mano a mano" com a zaga Merengue. Merece mais tempo em campo.

De qualquer forma, Renato não vai aprontar na escalação, justamente naquele jogo que é o ápice de sua carreira como técnico.

Arrisco dizer: Inicia com Lucas Barrios. É o que preconiza o manual do bom senso.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Opinião


A Hora (Im)própria


É difícil saber se o momento é ideal ou inconveniente para olhar as carências do elenco, de qualquer maneira, eu não vou me omitir de opinar.

Se é inconveniente porque o Tricolor vive um dos três momentos mais importantes de sua vencedora história e só isso já justificaria o “foco”, a atenção exclusiva em Abu Dabi; na contramão desse pensamento está a urgência dos negócios, a excelência da gestão de um clube de ponta, pois, exceção de Grêmio e Flamengo, os demais clubes brasileiros sem atividades dentro das quatro linhas, já estão agindo no mercado da bola.

Na minha terra há um ditado (adágio) que diz: - Boi lerdo bebe água suja. Portanto, encarar as deficiências do grupo, mesmo ele  podendo ser campeão mundial daqui há três dias, é dever da Direção gremista, não dá para perder tempo.

As iminentes saídas de Arthur e Luan exigirão reposições urgentes. Lucas Barrios, talvez catapultado a herói neste Sábado, ainda assim, não deverá ficar; o seu saldo é deficitário ao longo do ano e, mais grave, a perspectiva de bons desempenhos em 2018 mais parece uma quimera, por isso, sua permanência vira um investimento de alto risco.

Não sei se os meninos da base darão resposta imediata; Pepê, Patrick, Dionathã, Jean Pyerre e até Lima e Tontini, estes dois retornando de empréstimo, precisarão de tempo para se adaptar às exigências de um clube até agora, no mínimo, vice-campeão mundial.

Há carências bem identificadas no time, quiçá no elenco que é a parte menos visível do grupo que precisa ser reavaliado pela amostragem desanimadora da “baba” no Brasileiro.

 Voltando aos 11 atuais; sem Pedro Rocha, Arthur e Luan, um trio de ouro; Maicon e Douglas longe de serem soluções incontestáveis, um “9” confiável e três titulares  vocacionados para o posto de coadjuvantes (Jaílson, Michel e Ramiro); o Grêmio é muito o seu treinador, o famoso tirar leite de pedra, o “Fator Renato”, só que o Tricolor pode ter “batido no teto” com essa nominata de 2017 conformada por  muitas apostas, muitos “renegados”.

Uma hora a magia fenece, surge a fadiga dos metais, isto é, Renato terá que receber “mão-de-obra” qualificada para continuar o processo vencedor.

E grana haverá, com certeza.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Opinião



Vitória e agora é no Céu contra os Diamantes espanhóis

Vitória espetacular! Maiúscula! Extraordinária! Escolham os adjetivos, mas escolham os superlativos. O Grêmio venceu; não apenas venceu o Pachuca, mas o fantasma de um Mazembaço que o prejudicou especialmente na primeira fase do jogo.

Os mexicanos foram valorosos, guerreiros e só não incomodaram mais, porque o Tricolor tem uma dupla de zaga de emocionar uma geleira, sensibilizar um Iceberg, Geromel e Kannemann, monstros, assim como Bruno Cortez, um cara talhado para decisões. A partida encrespa, aí ele cresce mais. Salvou o Tricolor em dois lances vitais no primeiro tempo. Controlou o seu lado e ainda foi ao ataque. Esse trio foi o algo a mais do confronto.

Essa segurança defensiva permitiu resistir mesmo tendo contra si, um meio de campo nervoso e fora do lugar, um Luan cassado e dois inoperantes lá na frente: Barrios e Fernandinho.

Até a entrada de Jael, eu nem desconfiava que a má jornada do argentino/paraguaio estava mais nele do que na rigidez do sistema defensivo do Pachuca. Achava-o isolado. Bastou entrar Jael e o ataque se modificou, ficou lutador, divididor, incomodativo e então, os mexicanos arriaram e o cansaço bateu.

Com boas atuações de Grohe, Edílson, Ramiro e Luan, quando se livrou da marcação cerrada e desleal dos adversários, restaram Jaílson e Michel abaixos do time, além da dupla ofensiva citada anteriormente.

Os ingressos de Jael e do talismã Éverton deram duas certezas; a primeira que o time melhorou individualmente, a segunda, Renato viu o furo, ousou ao transformar o esquema para 4-3-3 e a vitória veio, ainda que no tempo adicional. Leonardo Moura entrou muito bem e fez a gente lamentar que ele não tenha mais 27, 28 anos para jogar uma década pelo Tricolor.

Para mim, missão cumprida. O que vier será lucro. Se forem os Merengues de Madrid, o favoritismo será todo deles.

Resta ao Tricolor jogar com desenvoltura, sem peso, sem pressão. Depois de hoje, estamos no Céu a espera dos Galáticos.

Sábado, só dois clubes no planeta poderam almejar o título de melhor do mundo. O Imortal é um deles.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Opinião



"Vim de longe, vou mais longe, quem tem fé vai me esperar..."


Já que deu certo nos confrontos diante do Lanús, eu resolvi colocar novamente versos de Geraldo Vandré no título. Estes pertencem ao clássico de 1967 chamado Aroeira.

Depois de dar vazão à superstição, olho para a partida de amanhã, semifinal, com sangue doce. Não ando nervoso, nem temo por um insucesso, fazia tempo que o Tricolor não me passava tanta confiança. Uma sadia confiança, uma que está dentro dos limites da sabedoria que é encarar um adversário inferior sem dispensar o respeito e a exigência de enfrentamento com atitude, imposição física e técnica. Além disso, o Imortal carrega a grife de possuidor do melhor futebol do Brasil, o mais vistoso e de ser o único clube nacional que “abocanhou” dois super títulos nos doze meses mais recentes.

Renato cunhou a  expressão “cascudos” para atletas rodados, independente de idade e conseguiu formar um elenco com essa característica, inclusive, tendo um trio já batizado na espécie de encruzilhada que se descortinará amanhã nos Emirados; trata-se de Fernandinho, Walter Kannemann e Bruno Rodrigo. Os três, certamente poderão dar uma contribuição interessante para os mais jovens.

A ausência extrema do craque Arthur será suprida pela vontade de Michel homenagear o seu empresário que vive situação delicada (problemas de saúde). Ele que está com o camisa 5 gremista desde os seus 15 anos. É um incentivo que se somará a vontade de reconquistar seu lugar no time.

O fantasma de um novo Mazembaço pode rondar o grupo, embora o impacto de um revés diante de um clube mexicano nunca será superado por uma desclassificação diante de um representante da chamada África Negra, de condições absolutamente inferiores a parte norte de seu continente e incomparável com os seus antagonistas das Américas e especialmente, Europa. Esta remota possibilidade também deve ter sido bem avaliada pelos gestores do Grêmio. Estão vacinados.

Com calma, boa cabeça e naturalidade nas ações dentro das quatro linhas, amanhã o Imortal encaminhará a vaga para a final de 16 de Dezembro.

É o que espero.


domingo, 10 de dezembro de 2017

Opinião


O Grilo

Há dias escrevi que o time do Grêmio ia muito bem defensivamente, enquanto que o ataque ficava devendo, ou seja, estava aquém dos demais setores; com isso, não atingia o sonhado equilíbrio, definição que evitei por estar desgastada pelo mau uso na boca de determinados profissionais: Vide Os Demais 50% .

No texto, minha insatisfação com a trinca ofensiva ficou clara, sem que a esperança fosse perdida em definitivo. Pois bem, veio o jogo da volta, o da volta Olímpica e Fernandinho + Luan tiveram atuações destacadíssimas e coroaram com dois golaços que desmontaram o Lanús ainda na primeira fase do confronto.

O ataque se sublimou ao ponto de ter três escassas chances, porém, claríssimas e, como sabemos, duas pararam no fundo das redes de Andrada, goleiro que saiu com o uniforme limpo por não praticar uma única defesa considerável.

Para o Mundial, desconfio que o atleta que tem maiores condições de brilhar e ser decisivo é Luan, o craque do time, melhor jogador atuando no Brasil.

O Grilo, apelido que os seus colegas lhe deram pelos braços e pernas longas, poderá ser a grande figura gremista em Abu Dabi, ainda que, eventualmente, os gols sejam marcados por outros atletas.

Lucas Barrios é outro que tem estrela. Acho que os heróis de um possível bi-campeonato virão do ataque.

 Parece obviedade, mas o histórico de decisões dos Mundiais está aí para contrariar. 

sábado, 9 de dezembro de 2017

Opinião



Choque de Ruins

Antes de mais nada, a gente deve escrever que Grêmio versus Pachuca será um outro jogo, uma outra história; pode não ter nenhuma relação com este que recém finalizou: Pachuca x Wydad Casablanca, vencido na prorrogação, segundo tempo pelo clube mexicano.

Feita a ressalva tão necessária, porque as surpresas só acontecem de surpresa e os Azuis devem ter toda a atenção do mundo, mas olhando o que se viu, dá para concluir que essa Dupla é muito ruim. Tudo bem ! Tem a tensão da estreia, mas o que (ela, a Dupla) apresentou é para o "vivente chorar". Não chegou aos tiros livres, porque uma única jogada diferente apareceu num desarranjo defensivo marroquino.

Arrisco dizer que se houver zebra nas semifinais neste Mundial de Clubes, ela estará mais perto do chaveamento em que estão os espanhóis do Real Madrid.

O Grêmio tem totais condições de fazer um enfrentamento tranquilo diante do Pachuca pelo que demonstrou este, hoje e passar para a decisão de 16/12.

Sinceramente, não consigo ver razão em fazer Mundiais com equipes tão limitadas, se não quisessem fazer um confronto único, que colocassem campeão e vice de Europa e de América que todos ganhariam tecnicamente num quadrangular.

Infelizmente, o interesse comercial se sobrepõe ao qualitativo.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017



Álbum Tricolor (108)
ADÍLSON
Correio do Povo
Nome: Adílson Dias Batista.
Apelido: Adílson.
Posição: Zagueiro.
Data de nascimento: 16 de Março de 1968, Curitiba, PR.

JOGOS PELO TIME PRINCIPAL DO GRÊMIO
114 jogos (64 vitórias; 26 empates; 24 derrotas). Marcou 13 gols.

ESTREIA NO GRÊMIO
01.02.1995 - Grêmio 4x0 C Esportivo BG – Amistoso.
GFBPA: Danrlei; André Vieira (Grotto), Luciano, Adílson (Wagner Fernandes) e Carlos Miguel (Arílson); Dinho (Dega), Luís Carlos Goiano e Vágner Mancini; Paulo Nunes (Jaques), Magno e Alexandre Gaúcho.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.

ÚLTIMO JOGO PELO GRÊMIO
11.12.1996 - Grêmio 0x2 A Portuguesa de Desportos – Camp. Brasileiro.
GFBPA: Danrlei; Marco Antonio, Rivarola, Adílson e Róger; Dinho (Mauro Galvão), Luís Carlos Goiano e Emerson (João Antonio); Paulo Nunes, Zé Alcino e Carlos Miguel (Aílton).
Técnico: Luiz Felipe Scolari.

CARREIRA
Atlético-PR (1986 a 1988), Cruzeiro-MG (1989 a 1993), Internacional-RS (1993), Atlético-MG (1994), Grêmio-RS (1995 e 1996), Júbilo Iwata-JAP (1997 a 1999), Corinthians-SP (2000).

TÍTULOS PELO GRÊMIO
1995 - Libertadores da América.
1996 - Recopa Sul-Americana.
1996 - Campeonato Brasileiro.
1995 - Campeonato Gaúcho.
1996 - Campeonato Gaúcho.

PRÊMIO COMO JOGADOR DO GRÊMIO
1996 - Bola de Prata da Revista Placar.

TÉCNICO DO GRÊMIO
49 jogos (20 vitórias; 16 empates; 13 derrotas).

(*) Os dados aqui publicados não são oficiais. Dizem respeito às informações contidas no arquivo do autor.

Por Alvirrubro.

FONTES:
- Jornal “Correio do Povo”.
- Jornal “Zero Hora”.
- Revista “Placar”.
- Arquivo Pessoal.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Opinião


A Gangorra não quebra


Em postagem anterior (Segunda-feira), eu afirmava que havia vários  assuntos sobre o Imortal que renderiam para toda a semana; pois bem, após uma queda de energia no meu bairro que afetou telefone e internet, hoje retomo a análise dos acontecimentos.

Desde que me conheço por gente, não vivi um momento sequer de relevância, onde a Dupla estivesse (ambos os clubes) “por cima da carne seca” como por exemplo, um, campeão brasileiro e o outro, da Libertadores. Se a memória não me falhar, sempre no auge  de um, o outro visita o Inferno. A expressão atribuída ao jornalista Lauro Quadros se mantém atual: A gangorra resiste e está muito atual.

O início do Octa campeonato vermelho, 1969, coincide com a primeira gestão de Flávio Obino. Além da competência da Direção colorada, o desmonte da equipe hepta campeã azul colaborou muito com isso.

Os anos 80 e 90, períodos de grandes conquistas gremistas são coincidentes com más gestões do Coirmão, que insistiu em recrutar ex-craques gremistas em busca de uma “veia” vitoriosa que não rendeu nada em termos de conquistas à exceção de uma Copa do Brasil em 92, que ficou ilhada entre o tri de 79, 13 anos antes e o Mundial de 2006, ou seja, 14 anos de espera.

Sobre esta última conquista, ela teve muito mérito da sua direção, mas, novamente o adversário deu um “mão desgraçada”, pois, para celebrar o centenário do clube, os caciques gremistas com uma única voz dissonante (Hélio Dourado) elegeram por aclamação o Sr. Flávio Obino em 2003. Bateu o desespero em mim e no David Coimbra; eu no meu mundinho na aldeia e o jornalista com o “feeling” apurado, sentindo o cheiro de caos, catástrofe já em Fevereiro, quando o Inter virou um Grenal com Muricy. Ali, pedíamos a renúncia de Obino, antes de “um mal maior”. Não ocorreu, infelizmente.

Depois, a derrocada gremista prosseguiu até à segunda queda para a Série B em 2004. O Inter teve a tranquilidade para fazer os ajustes, suportando oscilações (goleadas para o Boca), batendo na trave no Nacional de 2005, sem pressão da massa torcedora, porque olhava “para o lado”, para o seu eterno rival e ele só despencava.

Hoje, 07 de Dezembro, o Grêmio comemora 1 ano de sua libertação dos 15 de exílio dos grandes títulos, sua exorcização. Muita competência de seus dirigentes, porém, de novo podemos visualizar a força que chegou de seu principal oponente, isto é, a Swat Colorada foi providencial; ela com esmero foi desconstruindo os principais pilares de sua posição no pódio. Uma a uma, as “verdades” vermelhas ruíram como um castelo alicerçado por baralhos: Goleada de 4 a 1; goleada histórica, quase irrepetível em Grenais, 5 a 0, o “tapa de luva” da contratação fantástica de Anderson, o Andershow, rotundo fracasso, “Clube grande não cai”, a agonia em praça pública, a comparação de sua “tragédia” com a da comoção terrível vivida pela Chapecoense. 

Prosseguindo: Um suplício para não encarar a Segundona expôs o clube a um vexame mundial na Europa, jornalistas “isentos” saindo do armário e caindo em desgraça, alguns até se aposentaram, outros diminuíram o ritmo em seus blogs, o vice-campeonato da Série B digerido à contragosto, porque se imaginava ganhador “com um pé nas costas, sem produção de dvd”.

Enfim, essa situação do Coirmão também impulsionou o Imortal para a até agora, conquista de duas super taças, mas pelo andar da carruagem, parece que é só o começo de outra Era Azul nos pagos gaúchos.

Fica a lição para os dois clubes, a má gestão de um pode se tornar o oxigênio e fonte inspiradora para o outro. A catástrofe de um torna-se unguento para o outro.

A gangorra vive.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Opinião


A Unanimidade Inteligente


Estava lendo uma coluna antiga de um dos meus ídolos, o ex-craque Tostão (Eduardo Gonçalves de Andrade) e num determinado trecho, ele cita uma das muitas frases antológicas de Nelson Rodrigues, a famosa “Toda unanimidade é burra” e explica o que o jornalista e teatrólogo quis dizer: A unanimidade, o pensamento uniforme pode representar a falta de diversidade, afinal, “somos todos diferentes”, ele conclui.

Em outro texto cujo autor(a) não consegui identificar, ele (o texto) apresenta o que seria a Unanimidade Inteligente, neste conceito se encontra o reconhecimento da excelência de um trabalho ou ação perfeita ou próximo disso.

Aí eu chego no “assunto” Pedro Geromel, três Bolas de Prata em sequência da Revista Placar (2015-16-17), duas vezes na Seleção do Brasileirão pela enquete da CBF (2016-17), atuações impecáveis, muita regularidade com domínio de todos fundamentos e características para ser enquadrado como craque/zagueiro ou zagueiro/craque.

Cada vez jogando mais, agora se torna imortalizado na história do Tricolor ao levantar a terceira taça da Libertadores da América. Virou lenda; com o tempo, ele  terá a mesma dimensão afetiva de Eurico Lara e Luiz Carvalho para a geração de meu pai, de Hugo De Leon e Renato para a minha; para estes que são adolescentes neste século (os meus filhos e demais).

Então, o que falta para ele ser titular do escrete Canarinho? Convencer a única cabeça discordante, mas a que tem o poder de mover o polegar para cima ou para baixo na escolha dos 23 ungidos para a Copa de 2018: Tite.

Está na hora do treinador gaúcho se opor a frase de Nelson Rodrigues e engrossar o coro que pede o óbvio: Geromel com o passaporte carimbado para a Rússia.

É bom senso. É inteligente, é unânime. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Opinião



A Confirmação

Esta Segunda-feira está repleta de assuntos sobre o Grêmio; como a semana não tem jogo do Imortal, eu vou rechear os próximos dias com eles e não gastar totalmente "a pólvora" num texto que poderia se tornar extenso.

Vamos ao primeiro: Às vezes, a gente coloca a nossa opinião com exemplos tão distantes dos mais jovens, que parecem que eles fazem parte apenas de teses, então, agora com este momento mágico do Tricolor, retornar aos nossos conceitos e ideias fica mais compreensível, visível, então, aqui estão elas (as ideias) e a prática para tirar quaisquer dúvidas de quanto estávamos certos em muitas opiniões, muitas, não todas, é óbvio:

Escrevi há tempos que o Tricolor deveria priorizar a manutenção dos craques da base, cheguei a imaginar que a venda do promissor lateral esquerdo Wendell seria a última e incrivelmente, isso ocorreu. Por um bom lapso de tempo, o Tricolor segurou seus meninos de ouro. O estancamento dessas transações irresponsáveis foi o pontapé inicial para as conquistas recentes. Éverton, Ramiro, Arthur, Pedro Rocha, Walace e especialmente Luan na mão de dirigentes ávidos, gananciosos já seriam apenas uma saudosa lembrança nas mentes gremistas.

Outra de minhas ideias: Um clube de futebol deve priorizar o ... futebol. O resto vem atrás dessa locomotiva que são os títulos. Vide Gremiomania, camisetas já estão faltando, associados aos borbotões, jogadores super valorizados e cobiçados, a visibilidade nacional e internacional da marca Grêmio ainda não está sendo devidamente mensurada, porque é um fenômeno incessante, do tipo "é tanto, mas já é mais", a fotografia fica sempre defasada, nada é atual, "tudo é 'já passou', 'já é mais'".

Na esteira do sucesso, o elenco ganha autoconfiança e os juniores são lançados com a devida tolerância da massa. Talvez Lincoln rebentasse se pegasse o atual estágio do clube. Surgem nomes esperançosos para a massa torcedora: Jean Pyerre, Patrick, Dionathã e Pepê são promessas de craques, não de medianos ou quase isso.

Enfim, hoje presenciamos aquilo que um clube efetivamente vencedor colhe quando prioriza o futebol e abocanha títulos e taças expressivas.

É com satisfação que escrevo estas linhas, pois deixaram de ser "teses" ou lembranças longínquas. Esta é a nova realidade gremista, que começou com a preservação dos diamantes que ele próprio formou ou garimpou no mercado nacional, especialmente.