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sábado, 31 de maio de 2025

Opinião



Pensamentos de um Sábado 


Hoje, eu fiquei pensando qual a saída mais viável para o Grêmio preso nesta areia movediça que ele entrou desde 2019 (mais ou menos). Lembrei de uma certa goleada em 1981, um 0 a 3 (três gols de Serginho Chulapa) no Morumbi. Nesse momento, Ênio Andrade fez uma cirurgia no time e colocou guris oriundos da base entre os 11 (Paulo Roberto, Newmar, Casemiro, Odair, que se juntaram a China, titular desde o início da temporada). Ele ganhou três vezes do São Paulo nas partidas seguintes, duas delas compunham a decisão. Foram 5 juniores.

Em 2016, Copa do Brasil, Renato tinha no time base Grohe, Wallace, Luan, Ramiro e Pedro Rocha (com Éverton Cebolinha, sempre entrando bem).

Em 2017, Libertadores, Grohe, Jaílson, Arthur, Ramiro e Luan.

Então, Mano Menezes não precisa fazer uma revolução no time de 2025, mas pode olhar para a base e preencher "buracos" evidentes, onde eu suspeito que há solução em casa, como Gustavo Martins, Ronald, Grando e alguma surpresa que sempre aparece, como foram em anos anteriores, Cuiabano e Gustavo Nunes.

Outros assuntos: 

- Como está o jornalista veterano que há alguns anos determinou que a febre de treinadores havia passado? Ela, a febre, alcançou a Seleção Brasileira, sem que seja uma injustiça.

- Passeando pelos "influencers", eu me deparei com o vídeo de Leonardo Müller se referindo à entrevista de Paulo Odone no Um assado para.. de Duda Garbi e entre algumas observações, Müller afirma que Odone assumiu o Grêmio em 2005, quando ninguém quis. Aí, eu lembro do ministro de Propaganda de Hitler, Josef Goebbels, que decretou que uma mentira repetida mil vezes vira verdade.

Em 2004, disputaram no Conselho gremista a presidência dois nomes, Adalberto Preiss, o mais votado, que juntamente com Odone, ele foi para o segundo turno, o famoso "pátio", e aí, o segundo colocado ganhou a eleição. Observem o texto de ZH à época:

Paulo Odone é o primeiro presidente eleito pelos sócios

Favoritismo apontado por enquete do clicRBS se confirmou nas urnas

Confirmando o favoritismo apontado em enquete do clicRBS, Paulo Odone foi eleito nesta quinta, dia 16, presidente do Grêmio para o biênio 2004/2005***. Candidato da oposição, que propunha a mudança e um "Grêmio vencedor", Odone somou 1.469 votos. Adalberto Preis, ligado a atual administração gremista, recebeu 905. Houve ainda 15 votos brancos e 52 nulos.

Nem mesmo a notícia da participação na Copa Sul-Americana 2005 animou os gremistas. Dos mais de 11 mil sócios aptos a votar, apenas 2.441 compareceram ao ginásio David Gusmão entre 12h e 20h desta quinta-feira. Alguns, contudo, ficaram pelo Olímpico até o resultado ser anunciado, pouco antes das 21h.

Agora, Odone terá pela frente o desafio de montar um time competitivo – tópico declarado prioridade durante o processo eleitoral –, e, assim, tirar o Grêmio da segunda divisão. Para isso, ele começa a trabalhar já nesta sexta, quando se reunirá com o presidente Flávio Obino para dar início ao processo de transição. O vereador toma posse na próxima terça, dia 21.

Odone foi o preferido em enquete realizada pelo clicRBS. Em resposta a pergunta "Torcedor gremista, quem você quer na presidência do clube?", ele levou 1.857 (60.33%) de um total de 3.078. Preis teve 1.221 votos (39.67%). Durante a votação desta quinta, Odone sempre esteve à frente nas pesquisas boca de urna da Rádio Gaúcha.

Com informações da Rádio Gaúcha.

*** Erro da ZH, o biênio era 2005/06.


quinta-feira, 29 de maio de 2025

Opinião




Vitória que escancara as limitações azuis 

Pior do que eu vi hoje, só uma real possibilidade de rebaixamento no Brasileiro (que não creio). O que é isso? O que foi essa partida?

Discordo de quem acredita que é só ruindade do elenco. Aravena, Arezo, Kike Olivera não se encaixam no rótulo de ruins. A partida que os dois primeiros realizaram é reveladora: eles não estão satisfeitos no clube. É muito pouco envolvimento. Recusaram-se a competir esta noite. Kike esteve mal em todos os lances, mas já apresentou mais, portanto, o problema dele é pontual, hoje.

Quem não tem jeito? Nathan, André Henrique e Jemerson, já Camilo e Pavón, pelo menos se empregam nas partidas, mas juniores não fariam mais e melhor?

A Direção tem muita responsabilidade nesse estado de coisas, tem muito, "mais que demais", por exemplo, quando trouxe o Vivian. Sinceramente, não lembro de nenhum trabalho relevante dele, lembro apenas que é filho de um político gaúcho. Não estou fazendo juízo nenhum, apenas relatando a minha lembrança de seu nome.

Neste grupo sofrível da Sulamericana, TODOS fizeram força para não se classificar, porém, só um deles tem um tricampeonato da LA para zelar. 

Hoje, não há destaques, no entanto, dá para mencionar o esforço de Ronald, Gustavo Martins, Lucas Esteves e os garotos Jardiel e Riquelme. Aliás, estes dois guris, suas atuações reforçam que é IMPOSSÍVEL não encontrar na base juniores iguais ou melhores do que boa parte do grupo profissional. É grave como se conduz o departamento de futebol Tricolor. 

Finalizando: Por diferentes razões (interesse, qualidade individual, inadaptação ao clube e à cidade, talvez ao país), metade do elenco não serve. A cirurgia tem que ser imediata.

A surpresa positiva foi a presença de público, mais de 5 mil pessoas na Arena é algo "para fortes".

Alguns, a maioria deles deve ter batido o arrependimento.

terça-feira, 27 de maio de 2025

Opinião




Soluções Caseiras

Quando o Abel Ferreira pede a contratação de Gabriel Grando, o Botafogo que buscou Cuiabano, sonda Gustavo Martins, entes que costumam acertar nas contratações, eu fico imaginando se algumas soluções para o Grêmio não estão em casa.

Tudo bem, há o equívoco chamado Nathan Fernandes, mas é margem de erro aceitável, de resto, o Alvinegro carioca tem acertado muito.

Nestas alternativas caseiras, eu posso imaginar Wagner Leonardo e Kannemann se entrosando (o que não dispensa a necessidade de trazer um beque). Gustavo Martins pode fazer a lateral direita, pois tem técnica e velocidade para se adaptar sem grandes dificuldades.

No meio, duvido que apostando em Ronald como volante, ele dê resposta inferior a Rafael Carioca ou Wallace, nomes que a mídia especulou, além disso, ele e Gustavo elevam a altura dos defensores.

 Há também Cuellar já no grupo e com um currículo recheado de passagens exitosas.

Quem sabe experimentar Alisson Edward no lado esquerdo, por que não?

Por fim, Gabriel Grando por estar chegando ao estágio que Léo Jardim alcançou em Portugal e agora, no Vasco.

São seis "reforços", que estão dentro do elenco atual. Seria conveniente dar uma olhada neles, antes de mais aventuras buscadas no mercado sinuoso da bola.

domingo, 25 de maio de 2025

Opinião




Vitória da aplicação, competência e sorte 

O Tricolor venceu a terceira em casa, todos por escore apertado (2 a 1 e dois 1 a 0), mostrando que, quando a zaga se comporta bem (e uma boa dose de sorte), a vitória pode vir em casa.

O Grêmio mostrou muita aplicação de todos em campo, em especial, o miolo da zaga, os volantes, Dodi e Villasanti, e Kike Olivera e Pavón. Aliás, é comovente a entrega deste último, pena que lhe falta "futebol", caso contrário, ele seria um "Kannemann" do ataque.

Repito, todos se envolveram decentemente com o jogo: Ronald, Marlon, Gustavo Martins, etc.

Depois de uma falha grave, Tiago Volpi realizou uma partida espetacular, pois defendeu uma falta, que muitos goleiros ótimos sofreriam o gol numa bola que seria considerada "indefensável". Passa pela competência de Milavolpi a conquista dos três pontos.

O pênalti existiu no final do lance, quando o arqueiro do Bahia atinge a perna do dinamarquês. Sei que estou indo contra a maioria, porém, considerando que alguns especialistas disseram que Marcos Felipe sequer tocou no camisa 22 gremista e, no final da partida, o arqueiro revelou que houve o toque; segundo ele, Braithwaite pisou na mão dele e não a alavanca (expressão minha), que projetou a perna do avante para o ar, a gente vê como andam as análises. Me pareceu mais uma ideia da mídia de passar que "quando o erro ocorreu contra os gaúchos, eu registrei, agora, mantenho minha coerência". Bobagem, a gente sabe como a banda toca. Sorte que o árbitro não foi na onda.

O Bahia é muito organizado, no entanto, demonstrou um pecado capital, já visto na estreia deles na LA, diante do Coirmão, quando errou muito as finalizações. Se afinar este detalhe, passa para a próxima fase da Libertadores.

Mano errou ao recuar demais o time, não é a primeira vez que isso ocorre, sorte que desta vez o zero não saiu do placar para os baianos. Venceu, mas flertou com a derrota. O ruim disso é que a vitória vai chancelando esta atitude equivocada, o "Chama gol". O time fazia um bom enfrentamento, antes do recuo.

O resultado empurra o Grêmio para o meio da tabela e ela (a tabela) dá uma oportunidade quase única do time sequenciar duas vitórias seguidas, se encarar bem um adversário de Gauchão.

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Opinião



 O Risco do apequenamento 

Vendo o atual estágio gremista nestes últimos anos em diversas competições, me ative à lembrança da adolescência e, em especial, dos brasileirões que disputava.

Fui pesquisar, porque a memória me indicava, que mesmo tendo um elenco inferior aos grandes clubes do centro do país, vencer o Imortal no Olímpico nos campeonatos nacionais era algo raro, raríssimo. 

Quem for atrás de mais detalhes, verá que o Tricolor tinha na maioria da década de 70, de dois a três craques, no máximo, exceção foi o final da década, depois de quebrar a hegemonia colorada nos Gauchões, antes, esquadrões modestos, se comparados as potências do "Eixo". 

Vamos aos números de derrotas em casa por edições de Brasileiros:

1971 (o primeiro Nacional): 1(uma) - Palmeiras

1972 (uma crise de cinco derrotas consecutivas entre 02 e 16 de Novembro): 3 (três): Vasco, Santa Cruz e Palmeiras. Caiu o treinador Daltro Menezes

1973: 1 (uma): Guarani

 *** Correção a partir da informação que o Brasileiro de 73 acabou em 74. Obrigado, Alvirubro 

1974: 1 (uma): Santos 

1975: 2 (duas): Coritiba e América (RJ)

1976: 2 (duas): Vasco da Gama e Fluminense

1977: 1 (uma): Santa Cruz

1978: Zero derrotas

1979: 1 (uma): América (RJ)

1980: 2 (duas): Atlético Goianiense e Ponte Preta

MÉDIA: 1, 4 derrota por Brasileiro nas 10 edições.

Em 2023 foram 4 (quatro) derrotas: Botafogo, Flamengo, Athlético Paranaense e Corinthians Paulista. 

No ano seguinte houve o episódio das enchentes como atenuante, o números de derrotas como locatário chegou a 7 (sete): Atlético Mineiro, Criciúma, Corinthians, Bragantino, Internacional, Juventude e Cruzeiro.

Em 2025, tem 1 (uma) derrota em quatro partidas em casa, no entanto, nem quando venceu (Santos) ou empatou com Inter e Bragantino, o time mostrou-se dominador como locatário.

Por isso, a massa torcedora, por mais otimista que seja, em nenhum dos confrontos anteriores, nem o de domingo diante do Bahia, "crava" que o time passará por cima dos baianos e conquistará os três pontos.

O temor de enfrentar o Grêmio em seus domínios virou página do passado. Infelizmente.






quinta-feira, 22 de maio de 2025

Opinião



Parte do problema 

Volpi ou Jorge; João Lucas, Jemerson, Luan Cândido e Lucas Esteves; Camilo, Cuellar e Monsalve, Cristaldo ou Nathan, Pavon ou Edenílson, Arezo ou André Henrique e Amuzu ou Aravena.

São 17 atletas do grupo profissional, boa parte com "status" de titular, mas por diferentes motivos, não dão a resposta exigida, isto é, compatível com seus ganhos e clube em que vestem a camiseta.

Volpi é um bom goleiro, apenas isso, o cara é uma no cravo, outra na ferradura, exemplificando: se o Tricolor precisasse do empate contra o CSA, ele viraria herói pela bola no último lance. Seria Milavolpi, mas falhou em Maceió. Por azar, não caiu na simpatia da torcida, ninguém passa pano.

João Lucas e Luan Cândido escancaram o despreparo de quem contrata. Jemerson foi um pedido especial da Comissão Técnica de anos anteriores. 

Lucas Esteves é daqueles fenômenos tipo Rafael Galhardo, lateral direito, que se destacou um ano num certo Brasileirão. E foi só. Como consolo, Lucas pode estar se adaptando, ainda.

Camilo é o cara que chega, faz um estardalhaço, a torcida exclama: Opa! E, em seguida, o futebol murcha ou volta ao seu estado "bruto" natural.

Nathan Pescador é outro que não confirmou o seu início promissor de carreira no Furacão. Afundou no Grêmio.

Monsalve e Cristaldo, já mencionei a comparação, quem está de fora, joga mais do que o escalado.

Cuellar veio para Porto Alegre sem ter noção da ambiência da capital, suas lesões podem ser de fundo psicológico.

Edenílson não é mais guri, o gás acaba cedo. É louvável a sua aplicação, aliás, não falta para Pavón a entrega, ela chega a ser comovedora, mas é só.

Arezo, Amuzu e Aravena não conseguem convencer os técnicos (Quinteros e Mano) de que merecem sequência no time. Os treinos devem revelar alguma coisa.

André Henrique é bastante limitado, jogaria uma Série B ou C. O arqueiro Jorge, não o conheço.

Resumindo: 17 contratações, mais da metade do elenco, algumas podem ainda vingar, outras, com certeza, não. De qualquer forma, estamos chegando ao meio do ano e, se esse número grande de frustrações (momentâneas ou não) segue nesse patamar, dá para dizer que o futebol gremista é um rotundo fracasso.

Agora, fala-se em Wallace. Assim, a tendência de torrar grana e enfraquecer o elenco segue em curso. 

Os resultados em campo corroboram a conclusão. E a folha de pagamento...


quarta-feira, 21 de maio de 2025

Opinião



A Escalada perigosa 


Ontem, o meu sentimento era idêntico ao de um atirador descontrolado num dia de fúria. E isso, que me considero um sujeito controlado, moldado pelas dificuldades da vida e pelo passar dos anos.

Tudo bem, o Grêmio atuou mal, em especial, depois das mexidas de Mano Menezes, que fez o time cair de produção na etapa final. Tática e tecnicamente, o grupo afundou e o conjunto da obra é chegar à terceira disputa na CB (São Raimundo, Atletic e CSA), sem nenhuma vitória. Mas o que ficou na noite desta terça-feira, se resumiu a mais um capítulo de incrível sequência de erros das arbitragens com a participação do VAR. Em tempos de apostas e de escândalos de corrupção e outros delitos no futebol brasileiro, pensar na hipótese de algo orquestrado não é absurdo nenhum. É até lógico.

O fato de o Grêmio estar numa espiral de movimentos equivocados, dentro e fora das quatro linhas, não autoriza ninguém a vir aqui e afanar o clube. 

Independente de não merecer a classificação, o que se viu foi um gol mal anulado que tirou a chance de tentar a vaga nos tiros livres.

Tratando do título da postagem, essa "Escalada perigosa" diz respeito ao que estão fazendo ao clube e à reação indignada dos torcedores e demais (jogadores, comissão técnica, dirigentes).

As consequências, se mantido esse cenário de erros crassos, que parecem premeditados, ele (o cenário) gerará ações descontroladas, porque o futebol é movido pela paixão, às vezes, para o bem, noutras situações, para o condenável (aqui, até no plano da lei).

A expulsão de Arezo e o ocorrido com Pavón demonstram que a instabilidade nos jogadores não é apenas técnica, o emocional está sendo atingido. 

Agora virão as críticas a bola apresentada, algumas justas, a incerteza de sair desta má fase e a mão pesada em cima do clube pela "justiça desportiva", resultado das consequências, da reação indignada. Muito disso vem das falhas das arbitragens, as causadoras. 

Quem vai punir? 

Independentemente da performance ruim do time, penso que o maior mal deste momento vem dos dirigentes nacionais de subestimar a força e o descontrole da massa torcedora, quando esta se sentir lesada premeditadamente e não encontrar respostas para a mudança de comportamento das arbitragens nos jogos do clube. São as causas disso tudo, que não estão sendo olhadas e atacadas. 

O risco de um resumo covarde dos acontecimentos será condenar o clube pelas consequências, sem atacar as causas que gestaram esse estado de coisas.

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Opinião



Classificação obrigatória 


Amanhã, 20 de maio, Arena, o confronto entre o Grêmio e CSA, só pode ter um resultado consequente, ou seja, a classificação do Tricolor gaúcho para a próxima fase da Copa do Brasil.

Salvo uma hecatombe como a que ocorreu em 2005, no bairro dos Aflitos, Recife, outro desfecho não terá explicação que justifique um tropeço diante dos alagoanos, pois o Grêmio, até com reservas, tem que superar os obstáculos de dentro do gramado.

Estou otimista, tão otimista, que espero um placar de diferença de dois gols, já no intervalo, mesmo com público reduzido.

Penso que Mano deve mandar a campo um time com um meia e três atacantes. De preferência, Olivera, Braithwaite e Amuzu. No meio, Monsalve ou Cristaldo. Se João Pedro não puder atuar, Edenílson deve ser a improvisação.

É hora de fazer valer a tradição, o melhor elenco e o fator local.

domingo, 18 de maio de 2025

Opinião




A Rotina dos Equívocos

Tudo bem, houve falta no Jemerson antes da penalidade máxima, mas é tentar cobrir o Sol com a peneira. São 9 partidas pós-Quinteros com apenas 1 vitória, independente de competição, ou seja, esta derrota não é algo pontual.

O Grêmio encarou um São Paulo em transformação. Quem conhece esse clube sabe que de ciclos em ciclos, ele faz isso, portanto, uma grande oportunidade para o Imortal sair desse sufoco, mas novamente, saiu na frente no marcador e permitiu o empate e, pior, a virada.

Três gols originados de falhas: Pablo Maia (São Paulo), depois, o miolo da zaga azul numa bola parada e, por fim, da arbitragem, novamente com origem numa bola parada.

O treinador do São Paulo avançou as linhas na etapa final, marcou mais na frente e o Grêmio não encontrou antídoto. Ficou à mercê da sorte, não soube neutralizar e reverter essa situação.

O mesmo técnico (Zubeldía), depois do 2 a 1, cometeu um equívoco quase fatal, pois resolveu recuar, abrindo mão de uma tática assertiva e por "milímetros" não sofreu o empate no lance derradeiro.

Da forma como está escalado e distribuído, logo, logo, estaremos duvidando da qualidade de Braithwaite, Villasanti, Wagner Leonardo e até Alisson Edward, que não tem a característica de outros canhotos que atuam na direita, isto é, ele não faz o deslocamento do lado para o centro para ganhar ângulo para arremate, ele envereda pela direita e faz o que os antigos pontas direitas faziam. Ora! Se é para atuar assim, melhor colocar um especialista na posição.

Pena que, no aniversário de 12 anos deste blog, a gente está escrevendo sobre uma derrota que coloca o time na zona do rebaixamento, uma rotina nos últimos anos, exceção de 2023.

Amanhã, com mais calma e cabeça fria, vem a análise de campo e do que vem pela frente.


sexta-feira, 16 de maio de 2025

Opinião



Em busca da vitória 


Amanhã, sábado, 17 de maio, 21 h, Morumbi, o Grêmio tem a grande chance de reverter o quadro de desconfiança de que Mano e Quinteros são iguais em termos de resultados. Embora haja uma propalada melhoria do atual técnico sobre o trabalho do anterior, a verdade é que Mano tem apenas uma vitória magra, 1 a 0, em casa, diante de um Santos que ocupa a zona do rebaixamento.

Dentre as características do treinador gremista, a de "saber armar bem defensivamente" seus times é a mais saliente, no entanto, a sua performance nesta atual passagem mostra que o time apenas não marcou em um único jogo (Grau) e "contrario sensu", vazou demais. Foram 8 gols em 8 jogos, o que denota que a atenção maior do treinador é justamente melhorar a defesa. 

Os gols gremistas estão saindo, inclusive, marcando antes dos adversários, única exceção, o CSA, mas mesmo nesta partida, ele chegou a virar momentaneamente, para 2 a 1. O que falta é entrosamento e atenção, além, é claro, de uma carência qualitativa de parte de sua zaga.

O triunfo na capital paulista vai significar muito além dos três pontos, representará um fato novo no histórico recente da equipe.