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sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Opinião



 Fazer valer o poderio 

Começo pelo assunto mais próximo de nós, as eleições gremistas, e elas não trouxeram nenhuma surpresa, isto é, ninguém ganhou no primeiro turno, passaram os candidatos esperados. Sinceramente, ambas as chapas não me empolgam. Tomara que o vencedor seja uma "grata surpresa".

Dito isso, vou falar sobre o que mais gosto: o futebol dos gramados, caracterizado pela imposição técnica e tática, como demonstrou o Flamengo, que, prejudicado pela arbitragem, teve que enfrentar um embate diferente no El Cilindro lotado, além do massacre palmeirense ocorrido ontem. Uma goleada tão impiedosa quanto a que sofremos diante do Flamengo na semifinal de 2019. Uma diferença se faz necessária: o Tricolor gaúcho havia empatado o primeiro confronto, portanto, não chegou com vantagem alguma para a partida de volta.

O que vi na goleada alviverde não tem registros na história da competição: um clube chega com imensa vantagem e não dá um chute minimamente perigoso ao arco de Carlos Miguel. O goleiro palmeirense não sujou o uniforme nos mais de 100 minutos em que a bola rolou. Gado indo pacificamente para o abatedouro. Um vexame!

Esse episódio me remete ao 6 a 0 em 1978, que a Argentina aplicou no Peru. Para mim, não houve maracutaia, nem entrega proposital; los hermanos impuseram sua força em casa contra um adversário frágil. Fizeram mais do que os 4 a 0 necessários.

Para reforçar a minha conclusão: no mesmo dia, um pouco antes, o Brasil goleou a Polônia por 3 a 0. A equipe europeia, terceira colocada na Copa anterior (1974) em cima do selecionado brasileiro, ainda com a forte base que continha Szymanowski, Gorgon, Zmuda, Deyna, Lato, Szarmach, Boniek, Kasperczak. Um resultado elástico e imprevisto. 

Pergunto: entre a goleada argentina e a brasileira, qual resultado foi mais surpreendente, qual o "fora da curva"?

Por fim, no dia em que fechou cinco anos de clube, Abel Ferreira demonstrou a importância de se ter um grande treinador na "casamata" para um clube que almeja o topo.

Uma lição!

PS: Polônia, vice-campeã olímpica em Montreal (Canadá) - 1976, época em que os países comunistas atuavam com a seleção principal.



segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Opinião



"O Futebol é uma caixinha de Surpresas" 

Dino Sani, meio de campo campeão do Mundo em 1958 na Suécia, atuou por Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Boca Juniors e Milan. Como técnico é autor de várias frases elucidativas do futebol, uma delas, a que serve de manchete para esta postagem.

Pois, Dino tem razão. Nós, torcedores, alimentamos o esporte com várias teses que geralmente, se fundamentam na razão, no racional e, às vezes, quebramos a cara. Daí, o uso deste título acima como vou exemplificar, utilizando alguns episódios deste 2025.

a) No Mundial de Clubes, o Brasil teve quatro representantes: Palmeiras, Flamengo, Botafogo e Fluminense. Pergunto: Excetuando a torcida do tricolor carioca, quem ousaria indicar o clube das Laranjeiras como o que seria o mais bem sucedido neste quarteto?

b) Em 10 de Agosto, eu escrevi uma coluna pedindo uma limpeza geral no futebol gremista. Ele havia cometido a proeza de ser o único participante do certame a perder para o Sport Recife. Pior! Em casa. Vide DEU e pelos comentários do post, eu não estava "solito" na indignação. Mano e a comissão ficaram e o Grêmio se safará da guilhotina do rebaixamento.

c) Qual o gremista e arrisco a dizer, a imprensa também, que afirmaria que Reinaldo se tornaria o lateral  esquerdo do campeonato. Que "rebentaria" no Mirassol e aos 36 anos, ele cumpre o melhor Brasileirão de sua carreira?

Por essas surpresas dentro da caixinha é que o futebol é um esporte apaixonante e como escrevi anteriormente, longe de ser uma ciência. Muita mais das "Exatas".

domingo, 26 de outubro de 2025

Opinião



Vitória com boa atuação 

O Tricolor realizou a sua melhor partida no Brasileirão. Tudo bem! Eu considero que o adversário é o mais precário entre os 20 times, até mais que o Sport, em relação ao elenco. O Juventude tem o pior grupo de jogadores desta série. Não é o lanterna, porque erra menos em outros fatores.

No entanto, esse "porém esmeraldino" não diminui a bola que jogaram Arthur, Carlos Vinícius e Dodi. Ou, em menor escala, Alysson Edward, Amuzu e Milavolpi (que defesa de mão trocada!). O camisa 29 está apresentando um desempenho absurdo em relação ao resto do time.

 Não costumo ver a Seleção Brasileira, mas me pergunto: será que não tem lugar para ele no escrete?

E Vinícius desmancha a ideia de ser apenas um "poste" no comando do ataque. Tomara que siga assim.

Um fator se mantém preocupante: a bola aérea defensiva sofreu bastante e, se não fosse a inoperância de Gilberto, Tagliari e cia. ltda., o placar seria mais apertado.

Outro: as mudanças quase sempre mudam radicalmente o controle da partida, em especial aquelas que se processam no meio de campo. Cristaldo segue não aproveitando as chances que o treinador está concedendo.

Agora, a caminhada pela permanência na Série A está mais amena. Falta pouco.

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Opinião



Meia- Verdade 

Grêmio e Inter estão em descompasso com Flamengo e Palmeiras, também, na contramão de Bahia, Cruzeiro e Botafogo. Assim, os títulos nacionais e intercontinentais ficaram no passado e o futuro é desanimador.

 Isso é o que leio e ouço dos entendidos, os profissionais, aqueles que ganham o sagrado pão de cada dia por meio do esporte mais popular do planeta. Eu pergunto: será?

Discordo em parte, porque o futebol não é uma ciência; vive de planejamento, de recursos financeiros, de pessoas competentes o gerindo e de fatores "aleatórios", como, por exemplo, más arbitragens, estado dos gramados em determinados jogos e até de alguns clubes poupando atletas em certas partidas. Um conjunto de fatores que, mesmo presentes, nem sempre estão conectados entre si.

Em 2022 (Inter) e 2023 (Grêmio), o título do Brasileirão não veio por esses detalhes que mencionei no parágrafo acima. O Grêmio foi vice, dois pontos a menos do que o campeão Palmeiras, que teve menos vitórias do que o Tricolor. Dois resultados malucos em casa, derrotas para Athlético Paranaense e Corinthians. O primeiro marcou o gol definitivo nos acréscimos do segundo tempo, o segundo atuou com 10 jogadores desde os 10 minutos da etapa inicial, com a Arena gremista lotada. Bastava o Grêmio empatar esses dois confrontos em casa e o caneco viria e haveria revisão nas teorias de hoje.

Incrivelmente, Alberto Guerra poderia estar no panteão dos grandes presidentes ao lado de Dourado e Koff como os três únicos campeões brasileiros. Havia Luizito Suárez e quase isso. 

Na década de 90 a poderosa Parmalat investiu tanto no Palmeiras que nem Flamengo e Palmeiras dos dias atuais receberam tal quantidade e qualidade de atletas e o Grêmio lutou bravamente contra esse adversário. Até com vantagem na estatística.

Resumindo: O futebol é muito peculiar. As suas verdades são passíveis de revisão, às vezes, ele contraria a lógica. Exemplos? Muitos.


quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Opinião



A maior preocupação agora 

Ouço, leio, gremistas e candidatos à presidência que estão se atendo às eleições, ou seja, o que esperar em 2026. De alguns, contratações bombásticas, de outros, que a situação financeira é crítica e pode piorar, enfim, percebo muito o olhar direcionado para um futuro mais distante do que o perigo de um quarto rebaixamento.

Pela dolorosa experiência de uma disputa de Série B, tenho certeza de que o foco, a maior relevância, neste momento, é a busca pela permanência na série nobre do futebol brasileiro.

E a "dolorosa experiência" a que me refiro tem causas bem claras, isto é, em três voltas, em duas delas, o Tricolor não pôs faixa; na que botou, o episódio virou um épico mundial, sem similar na história deste esporte. Também é bom mencionar que, em 1992, 2005 e 2022, o clube utilizou mais de um treinador, o que, num rápido olhar, demonstra haver turbulências nas campanhas.

Então, antes de pensar nas eleições, nas finanças, nas contratações para lotar aeroporto, seria fundamental "focar" nestas derradeiras rodadas de Brasileirão, porque tudo o que vier pela frente terá seu caminho determinado pela permanência ou não na elite do futebol brasileiro.

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Opinião



Nós, os torcedores 

Uma parcela da massa torcedora gremista (imagino que seja senso comum a todas de outros clubes), basta o Tricolor em três jogos seguidos obter dois empates e uma vitória, por exemplo, que começa a falar em pré-Libertadores ou algo até maior. Uma loucura, se considerarmos a campanha inteira, ou seja, vinte e oito rodadas. Ela não recomenda.

Os mais realistas, nem dá para chamar de cautelosos, veem que a ligeira melhora de algumas partidas é, na verdade, bem pontual e as causas igualmente, bem identificadas. As mais comuns são a fragilidade do adversário em questão e a qualidade técnica de um ou outro jogador que chegou na última janela.

Por isso, o bom senso recomenda que a meta principal é atingir quarenta e um pontos; como consequência, a permanência na Série A.

Só isso.





domingo, 19 de outubro de 2025

Opinião



Vexame Profissional 

Pior do que a perda do Sub-17.

 O que o Grêmio aprontou na Bahia, na Fonte Nova, parece ser efeito de atraso de salário, um recado dos atletas para todo mundo. Um fiasco sem precedentes neste campeonato. Não acompanhei a goleada sofrida pelo Mirassol. 

Nunca vi uma jornada tão comedida, tão comportada de Kannemann, e isso pode ser sintomático. Um dos líderes do grupo se lesiona cedo (Marcos Rocha), resumindo: vários indícios de que a situação é bem complicada. Não se resumem a carência técnica e tática.

Ninguém se salvou neste jogo; Gabriel Grando, que fazia uma boa partida, vacilou no último momento. E o que mais preocupa é a submissão do time; caminhou para a derrota com naturalidade. A impressão é que, na projeção do clube, da comissão técnica, a derrota para o Bahia estava na planilha como zero pontos.

Olhando o desempenho de parte do elenco, é de se perguntar como os dirigentes chegaram à conclusão de que Aravena, Amuzu, Kike Olivera, Pavón, Cristaldo e Cuéllar seriam reforços?  Quanto sai por mês esse sexteto?

Paro por aqui, porque esse confronto na Bahia é o pior do ano, em que ninguém jogou nada. Não há destaques.


sábado, 18 de outubro de 2025

Opinião



Vexame Juvenil


Eu havia alertado para alguns aspectos, vide Cautela, para os perigos do jogo da volta, mas, dentro dos que enumerei, faltou um muito importante (e decisivo): Atitude. 

Os guris sentiram a partida e entre as causas, uma salta aos olhos de quem acompanha futebol há décadas: a mudança de comportamento tático. 

Galo e Grêmio nesta categoria são equipes vocacionadas para o ataque, afinal, são as mais efetivas deste Brasileiro recém encerrado. E o que se viu? O Tricolor parece que recebeu a orientação de "prender a bola", "deixar o tempo passar", "picotar a partida" do técnico que se chama Ruimar Kunzel.

Sabe-se há muito tempo que quem entrar para empatar, perde e que quem entrar para perder de pouco, é goleado. Não deu outra.

Nos profissionais, alguns cascudos até mudam no gramado a forma de jogar após a estratégia ruir, mas, num sub-17, se a gurizada receber orientação para não passar do meio de campo, nos seus ouvidos, uma mudança tática não terá ressonância.

A liderança técnica do meio gremista de João Borne, Tiaguinho e Gabriel Mec afundou diante das orientações infelizes do treinador. Não foi uma boa jornada deles e dos avantes. Além disso, o banco azul mostrou carências; as saídas de Lucca e do lateral-esquerdo deixaram o time com "nove".

O lado esquerdo defensivo virou uma avenida e o centroavante Harlley, ou esteve numa manhã/tarde pouco inspirada ou tem bom empresário. Minha sugestão: que retome os estudos.

Os destaques foram o arqueiro mineiro e Cauã Soares, camisa 9.

É claro que os atletas estão num processo de formação, mas a análise de hoje não é boa. As promessas precisam de acompanhamento contínuo, senão ...





sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Opinião



A Grande decisão do Sub-17 

Amanhã, às 11 h, o Tricolor pode se tornar o grande campeão da categoria sub-17. Parece pouco, afinal, é uma equipe das divisões "inferiores" do clube, mas eu julgo especial, porque neste grupo que chega até este jogo decisivo, há muita expectativa (pelo menos de minha parte) com relação a metade do time: Gabriel Menegon, goleiro; Luiz Eduardo, zagueiro e capitão; Tiaguinho, João Borne e Gabriel Mec. Este quinteto tem muita qualidade, mas não tem "pernas-de-pau" no resto da nominata dos onze. Lucca Jacques (filho do reserva de Jardel na LA de 95, Rafael Jacques) meteu dois gols, os laterais são bons e há também boa expectativa pelo volante Danillo.

Por tudo isso, mesmo que o título não venha, a decisão já vai dar "casca" a este elenco.

Depois, o olhar dos dirigentes do grupo de profissionais terá que ser muito efetivo.

O Sportv transmitirá a decisão.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Opinião



Grêmio vence bem o São Paulo 

Excelente vitória que impulsiona o clube na tabela, no entanto, eu vi algumas situações que não aparecem rotineiramente dentro de um mesmo jogo, que enumero abaixo:

— A defesa azul, em seu lado direito, vazou demais na primeira etapa. Marcos Rocha deu sinais do porquê de parte da torcida palmeirense o chamar de Avenida Marcos Rocha. No segundo tempo, ele se fixou mais atrás e o problema diminuiu.

- Carlos Vinícius, igualmente na primeira parte do jogo, se mostrou um "poste", onde a bola batia e voltava rápida para o adversário. Minha impressão foi de que eu estava diante de um J.P. Galvão sem a escassa técnica que este possuía. Os gols o transformaram num dos destaques. Lembrei dos antigos centroavantes dos clubes médios ingleses, portadores de uma técnica rudimentar, lá dos anos 70, que faziam fama pela "habilidade" de trombar com os defensores e eram excelentes na bola aérea. Só.

- Edenílson no primeiro tempo não acertou nada. Era forte candidato a ficar no vestiário no intervalo. Voltou decisivo na fase final.

Além destas metamorfoses iniciadas no intervalo, houve destaques nos 90 minutos, como Noriega e Wagner Leonardo. Aliás, embora de características distintas, o camisa 3 e Kannemann podem se revezar no time titular, sem afetar a segurança defensiva.

Arthur, a cada apresentação, mostra que é "de outra turma", pelo menos para o futebol nacional. O melhor disparado do confronto. Junto com Dodi, um escudo para a zaga e eficiente saída de bola.

Amuzu segue melhorando em relação às suas apresentações anteriores, o que é um alento para sua performance, mas está distante dos ex-juniores Pedro Rocha, Éverton Cebolinha, Pepê e alguns momentos de Ferreira.

Pavón, acreditem!! Mudou o ataque gremista para melhor. Destaque, também.

O São Paulo voltou muito frágil para a etapa final. Não saiu goleado pela ótima presença de seu arqueiro e pela falta de qualidade de Kike Olivera.

Uma última observação: como Alisson (atual São Paulo) permaneceu tanto tempo no Grêmio?

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Opinião



 Grande vantagem para o jogo da volta


O Grêmio goleou, meteu 4 a 1 e foi pouco; o resultado mais justo seria 5 a 0, muito pela expulsão do defensor mineiro e pela perícia da cobrança no gol de falta de Roger, atos simultâneos (falta, expulsão e execução magnífica do camisa 7) que "abriram a porteira" para a goleada.

Está garantida a taça? Não, claro que não. Afirmação amparada por várias justificativas: primeiro, porque é disputa de sub-17; segundo, as incertezas de uma decisão, como ocorreu no 11 contra 10, uma expulsão muda tudo; terceiro, a Arena mineira terá um bom público; quarto, o gramado sintético; e, por último, mas não menos importante, a ausência do arqueiro da seleção brasileira, Gabriel Menegon. O seu reserva, Vitão, só no nome é superlativo, não passa confiança nem para bater um tiro de meta; aliás, o gol de Mosquito (Galo) é originário de uma bola defensável. 

O que vi e me surpreendeu muito? A organização tática, isto é, muitos acertos de passe, boas triangulações, jogadas pelos lados e uma maturidade acima da média para a categoria. São vários atletas rodados (dentro das suas realidades) e de grande qualidade individual, como Gabriel Mec (o melhor), Roger, João Borne e o beque Luiz Eduardo.

Para não ser surpreendido pela boa impressão, afirmo: esta análise é sobre a partida de ontem.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Opinião



Decisão do Sub-17 começa hoje 

Esta noite reserva um programa especial para nós, gremistas: uma decisão de categorias de base, a Sub-17. Parece pouco interessante, mas eu classifico essa como diferente, porque traz muitas promessas ao mesmo tempo, ou seja, é coerente com a posição de decidir exatamente contra um clube com muita história na formação de craques oriundos das categorias inferiores, o Atlético Mineiro.

Dito isso, é preciso entender que o Galo tem campanha semelhante à do Tricolor, números muito parecidos, triunfos no detalhe dos tiros livres. Na caminhada, o Atlético superou o Flamengo e o Grêmio, o Palmeiras, duas camisas pesadas em qualquer categoria, qualquer competição. Resumindo: Não há favoritos.

O que fica é a real, concreta situação gremista de ter muitas joias nesta "safra", que devem ser aproveitadas nos próximos anos, mas sem a burrice ou má vontade que imperou em temporadas  anteriores com a bobagem da "lapidação", ideia que se materializou no caso de Tetê, por exemplo, que não estava preparado para encarar o Aimoré no Cristo Rei, mas, como se viu, enfrentou o Real Madrid pela Liga dos Campeões em pleno Santiago Bernabéu, inclusive marcando gol. Ou Cuiabano, que ficou atrás na fila onde estava Mayk e é destaque no Botafogo.

O Sportv anuncia a transmissão (19:30h)***

*** Atualizei com o horário.

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Opinião



Gerações 

Com uma certa tristeza, eu ouvi um gremista falando sobre João Borne: "Esse vai render alguns milhões para o clube." Realmente, concluo que a minha geração está com os dias contados.

"Antigamente" ou "No meu tempo", os torcedores (eu incluído) iam ao Olímpico mais cedo para ver um júnior fantástico, canhoto, camisa 10, que rebentava sempre. Ele mesmo, Assis, o irmão. Não vingou, mas botou faixa. Também as gerações se sobrepunham e apareciam no time principal, como os casos de Paulo Roberto, Newmar, Casemiro, Paulo Cesar Magalhães, China (poucos meses de base), Luiz Carlos Martins, Renato, Odair, Caio Jr., Valdo, Bonamigo, Raul Mendes, João Antônio, Fernando (ponta direita), Luis Eduardo (zagueiro) e muitos que devo ter esquecido.

A frase era: "Esse vai estourar no time principal." Grande promessa.

Pois leio em ZH que a geração sub-17 vai decidir o Brasileiro de sua categoria diante do Galo, em dois jogos, um em cada arena (RS e MG). Esse grupo é de excelência e inclui Luis Eduardo, Gabriel Mec, Tiaguinho, Harlley, João Borne, Danillo, Roger Fernandes, Gabriel Menegon (goleiro), Vitor Ramon. 

Incluo Jefinho, que pertence a outra categoria de base, todos os quais podem e devem ser aproveitados para buscar títulos nos profissionais.

Aliás, deve estar na agenda de cada candidato à presidência a contratação de um treinador que olhe para as categorias de base e que esses mesmos candidatos priorizem o futebol antes dos cifrões nos cofres do clube. 

Mas, como todos sabem, eu sou de outra geração de torcedores, talvez em extinção. Devo estar enganado.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Opinião



Penas Brandas 

Ainda sobre os equívocos das arbitragens que afetaram muito o Tricolor gaúcho, mas que não são exclusividade, o São Paulo, no mesmo final de semana, foi operado em pleno Cícero Pompeu de Toledo.

O estrago no Morumbi é algo bizarro, porque ninguém considerou penalidade máxima, nem o juiz Abatti Abel (que poderia ter tido a visão encoberta???), nem o VAR. E aí, não tem defesa, basta ver que a tecnologia é a mesma que vê um movimento "antinatural" de braço no lance de Marlon ou "uma agressão forte" de Kannemann. O dos paulistas é para "boletim de ocorrência", tal qual o "abalroamento" que Aravena recebeu no clássico do primeiro turno.

Aliás, sobre o caso de Marlon, ele mostra claramente que o analista do VAR nunca jogou futebol, deve estar nessa apenas por ter vislumbrado uma oportunidade de "mercado". Parece ter participado das capacitações de arbitragem e anotado essa expressão (movimento antinatural) e concluído: - Legal! Essa dá robustez às justificativas. Vou guardar para alguma oportunidade. Um absurdo, basta comparar os lances na mesma partida (Noriega e Marlon).

Agora, esta postagem é para evidenciar a suavidade das penas, das punições. Os "artistas" são afastados uma, duas semanas e voltam lampeiros, habilitados para novas aprontadas. Não temem fazer bobagens, porque, a despeito de uma eventual perda financeira, o "grosso" da bolada durante as competições está garantido. É apenas uma pausa "para hidratação". Um tempinho para ficar em casa vendo vídeos que orientam como deve ser e que eles estão entediados de ver e rever.

Disso, sobram conclusões que apontam para medidas para inglês ver ou então para ocultar algo bem mais grave e muito consequente no universo futebolístico. São penas rasas, superficiais, irrelevantes.



domingo, 5 de outubro de 2025

Opinião



Frame na imagem e outras bobagens 

João Havelange, Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, Rogério Caboclo, Ednaldo Rodrigues, dirigentes da antiga CBD e atual CBF, possuem um traço comum: o de serem investigados e alguns, condenados pela justiça.

Jogadores envolvidos no escândalo das apostas milionárias, as chamadas Bets, cujo caso mais recente e impactante é o de Bruno Henrique, do Flamengo, aliás, condenação que foge à rotina dos demais, que era expressa em dias. BH recebeu 12 jogos de punição, inaugurando uma nova forma muito mais branda. Outro condimento de corrupção do esporte mais amado do país.

Diante destes fatos, os frequentes e absurdos erros de arbitragem podem ser colocados sob suspeição, porque ela (a arbitragem) é a arraia miúda perto dos grandes dirigentes de federações e confederação no Brasil. É razoável a desconfiança dos torcedores.

Por tudo isso, o futebol está morrendo, o torcedor vai adoecendo com tanto descaso pela sua paixão que invariavelmente surge na infância.

Pegando especificamente o caso do Grêmio, ele, neste ano, viu quatro penalidades absurdas serem decididas contra si e contra a regra, sendo três em Grenais: Na Arena, a falta capital em Aravena, os dois primeiros no clássico 448 e ontem no confronto com o Bragantino. Quantos pontos ficaram nestas disputas?

Teve a seu favor um pênalti polêmico no enfrentamento com o Botafogo, mas é possível que a marcação soe como uma constrangida compensação, um ato de comiseração do árbitro pelo roubo no clássico.

As contradições dos juízes são imensas, como expulsar Kannemann (porque é fácil dar cartão para ele, independentemente da cor). Kannemann já vem como o selo da turma da IVI de praticar outro esporte. Ele é pré-julgado sempre: — Não vi, mas, se for o Kannemann, o árbitro está correto.

Outro elemento: como não ir ao VAR na expulsão do argentino? Aliás, o VAR foi acionado para expulsar Arthur. E, por coerência, devia ter ido à cabine no toque no braço de Noriega dentro da área.

Pergunta: qual foi mais pênalti, Noriega diante do Massa Bruta ou os dois do Grenal, ou ainda o de Marlon, ontem?

E as justificativas nos áudios liberados pela CBF: no primeiro pênalti no clássico, depois de a convicção estar praticamente consolidada pelo acerto de Marcelo de Lima Henrique em não marcá-lo, uma voz feminina (sem problemas, podia ser de um homem, também) observa que, em um dos frames, "há um contato do joelho do defensor".

No suposto pênalti de Marlon, o áudio revela um movimento antinatural do braço do lateral. Aí se pergunta: o braço de Noriega estava mais resguardado do que o de Marlon?

É muita atrapalhação, quando deveria ser bem menos complicado, ou seja, se são necessários frames de imagem para decidir um pênalti, é porque não foi penalidade máxima.  Estes detalhes, num lance capital, não podem ser decididos por uma imagem congelada. Futebol é esporte de contato. Ponto final.

Além da incompetência dos árbitros, existe uma busca pelo protagonismo e isso é mais um componente equivocado que está matando o futebol.

O bom juiz é aquele que passa discreto pelo espetáculo.

PS: Observem a movimentação de Praxedes, o atleta que finalizou a bola que resvalou em Marlon. Ele corre em direção ao escanteio para bater rápido, porque a partida estava acabando. 

sábado, 4 de outubro de 2025

Opinião



O roubo que encobre o fraco rendimento 

O Grêmio, como instituição, como clube grande, encolheu. Sempre houve enganos, "roubos" descarados contra o Tricolor, mas, contraditoriamente, os equívocos foram em momentos cruciais, como a decisão de 82 do Brasileiro ou semifinais da Copa do Brasil, agora não. Em qualquer partida de meio de tabela, afanam o Grêmio com a maior cara dura, certos de que não haverá punição e, se ela acontecer, será branda.

Esta tarde/noite, mais uma vez o prejuízo foi grande, assim como o pênalti não marcado em Aravena no clássico na Arena, primeiro turno ou os dois primeiros (de três!!!) no último Grenal. Este erro em Bragança Paulista veio com requintes de maldade, com uma expulsão absurda e uma penalidade não menos absurda nos últimos segundos do confronto.

Quantos pontos ficaram pelo caminho? 

Sobre a partida, ela demonstrou que o Bragantino poderia ter vencido. Em um momento da segunda etapa, estavam 26 arremates contra 5, uma supremacia que não se consolidou no placar, porque Fernando perdeu cinco gols feitos, porém, o Grêmio não tinha nada com isso. Problema de um time que estava jogando em casa e com um atleta a mais.

Gabriel Grando, novamente o melhor. Colocaria como destaque Pavón pela dedicação, envolvimento com o jogo, pois aquele momento, mais do que nunca, exigia uma doação ao extremo e ele o fez. Saiu extenuado.

Arthur comprovou que o time fica diferente sem ele e desconfio que Mano Menezes, ao mexer, incluindo um terceiro zagueiro, contraditoriamente, tornou o setor defensivo mais exposto. 

O Tricolor vem se aguentando fora de casa e essa derrota, apesar dos seus defeitos, passou muito pela arbitragem.

O enfraquecimento institucional do clube deve muito à forma submissa com que a Direção se porta diante da CBF e Comissão de Arbitragem. Esta última já normalizou o fato de os sopradores de apito afanarem o Tricolor.

A ideia de epopeias ou imortalidade está intimamente relacionada à fraqueza da instituição diante de seus algozes que influenciam a competição.

No fim, o fraco desempenho contra dois times frágeis fica colocado em segundo plano diante do assalto. Perigosamente, em segundo plano.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Opinião



Faltou Jóquei, sobrou jóquei 

Empate que valeu como triunfo. O time se comportou muito mal taticamente. Não faltou esforço, dedicação, mas carência técnica e uma diferença extrema entre os trabalhos dos treinadores. Jóqueis diferentes.

O time do Santos "chora de ruim", basta ver que um dos líderes é o fraquíssimo Guilherme. Aliás, o Peixe segue em sua característica mais emblemática, um grupo mediano que quase sempre apresenta um, dois ou três jovens de muita qualidade.

Alguém poderá dizer: "Roubaram" do Grêmio, anularam um gol legal. Verdade! Mas por que o goleiro Grando se destacou tanto? Aliás, o clube paulista, depois da contratação de Vojvoda, em todos os jogos chutou mais, teve mais chances de vitória desde a sua estreia e permanece invicto.

As mexidas do Mano (ele tem, com certeza, justificativas para elas), em sua integralidade, pioraram o time: Amuzu, Cristaldo, Alex Santana, Riquelme e Aravena não apresentaram nada. Alguém viu Cristaldo em campo? E esse Alex Santana?

Gabriel Grando, o melhor, mas é inadmissível um goleiro de clube grande não saber jogar com os pés.

 Arthur esteve no mesmo nível que o goleiro gremista. O miolo da zaga teve um bom desempenho, embora o gol no final levante questionamentos sobre o posicionamento dos defensores.

Sinceramente, é triste para mim admitir que esse empate caiu do céu, pois o Santos é medíocre.

Se alguém imaginou que Mano Menezes poderia ser o treinador para 2026, essa partida altera qualquer conceito positivo para a corrente que defende a sua permanência.

Não podemos apenas comemorar ficar na Série A.