Telê e os outros
Está certo, Telê perdeu uma Copa quase ganha, perderia outra, caindo invicto nos tiros livres, sofrendo apenas 1 gol, mas ele era arrojado, seus times jogavam bola e se mostravam estruturados. Arrisco a dizer que, quando perdeu, o material humano falhou individualmente dentro dos gramados em ambas as Copas.
Assisti na íntegra Argentina vs. Inglaterra (ontem) e não tem como avaliar positivamente o trabalho do treinador alemão do English Team. A queda tem sua assinatura.
Ele plasmou a antítese do pensamento do técnico mineiro. Um horror. Servirá para demonstrar o que não deve ser realizado numa disputa de semifinal, em que, em tese, a disparidade, se houver nesta fase da Copa, jamais justificará a atitude (alguns chamarão de estratégia) de abdicar por completo de uma das três possibilidades de um confronto (vitória, empate e derrota).
Gordon marcou aos 10 minutos do segundo tempo e, a partir dali, como se fosse possível numa disputa que leva para a final da Copa, o comandante técnico britânico colocou "dois caminhões" à frente de sua meta por quase 45 minutos (considerados os acréscimos) diante de um adversário que estava vitaminado pelos embates "épicos" das oitavas e quartas de final.
Uma "desinteligência" semelhante à que nós, gaúchos, rotineiramente presenciamos em ação por retranqueiros clássicos do futebol daqui.
Alguns até incensados pelas confrarias predatórias, que minimizam seus fracassos.
Fechar-se como se fechou a Inglaterra tem consequências imediatas:
- Traz o desafiante qualificado para o seu campo.
- Sem atacantes agudos (pelo menos, um), o gol a seu favor só viria pelo bafejo da sorte.
- Incute nos seus jogadores a ideia de inferioridade, porque a vantagem passa a significar algo fantástico e imerecido, desconsiderando que a Argentina em 7 jogos sofreu 7 gols.
- Após empilhar zagueiros e volantes, desprezou a hipótese de sofrer o gol de empate na "finaleira" dos 90 minutos e teria que mudar novamente o esquema de jogo para a prorrogação.
- Por fim, na alternativa de sofrer o empate, como ficaria o estado anímico de seus jogadores? E se houvesse tempo para uma virada, suportariam? Respondo: Não, não suportariam.
A Copa do Mundo está apresentando acontecimentos que devem servir para todos os "professores", místeres do universo futebolístico.

O alemão treinador dos ingleses fez exatamente o que 99% dos treinadores no Brasil fazem em caso de abrir o placar: estacionam um ônibus, dois dinossauros, quatro locomotivas e uma estátua a frente da área e fica tomando bolada. Pagou caro pela bundamolisse e covardia.
ResponderExcluirTornou de conhecimento universal essa postura.
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