Vitória surpreendente em Brasília
O Tricolor bateu o Cruzeiro, o que me surpreendeu. Esperava muitas dificuldades, mas a tarde foi daquelas em que os deuses do futebol resolveram aliviar para o nosso clube.
O primeiro tempo mostrou o time com muitos "furos" defensivos, Pavón errando os botes e tempo de bola, Gustavo Martins discreto, Kannemann com suas habituais raça e atabalhoamento, e Caio Paulista com enormes dificuldades na marcação. Sorte que os avantes mineiros estiveram mal na pontaria e o time se safou de sair com um placar adverso.
O Cruzeiro parecia o Grêmio diante da Chapecoense, lento e desinteressado. Faltou até respeito à massa torcedora.
Gostei mais do Grêmio na etapa final, apesar do recuo exagerado. Parece que é algo cultural no futebol em geral. Alguns jogos da Copa do Mundo também apresentaram essa característica e seleções foram castigadas pela falta de coragem.
Individualmente, Grando virou herói, mas o seu jogo com os pés segue preocupante. Kannemann e Villasanti contagiaram parte do grupo, o que resultou numa aplicação que esteve ausente nos amistosos anteriores. Aliás, se o argentino deu o tom anímico, ao mesmo tempo cometeu um pênalti com a sua assinatura, o único, porque as faltas capitais seguintes foram risíveis.
Pela amostragem, se Kannemann seguir titular, o risco de se ter pênalti contra em cada jogo, aumenta.
Quando Grando pegou a segunda penalidade, eu disse para a minha mulher: "Na primeira "tossida" que um jogador gremista der dentro da área cruzeirense, o juiz vai apontar para a marca da cal". Nota: a minha esposa não sabia o que era marca da cal. Não deu outra.
Essa vitória é consequência da evolução Tricolor associada à inapetência mineira.
O que traz uma certa esperança para evitar o rebaixamento, além da ruindade alheia, é que o Grêmio é bem servido nas três posições vitais de um time: um grande goleiro, um camisa 10 promissor, Mec (se ficar) e um 9 muito efetivo. A maioria dos adversários pela degola do Z4, não tem essas "armas".
De qualquer forma, é imprescindível a vinda de um lateral direito titular e um meia de qualidade.
Pelo jogo de hoje, a preocupação com o futuro fica com os concorrentes à degola.

Eu acrescentaria ainda um zagueiro p/ titularidade pelo lado esquerdo e + um volante rápido com bom poder de marcação e boa saída para o ataque. Contratamos um atacante de Cabo Verde. Pelo pouco que pude ver, mais um com muita transpiração e pouca inspiração. Força e velocidade mas baixíssima qualidade técnica. Mais um Amuzu da vida. Achei o Grêmio de hoje, o de sempre, pouca evolução e com um futuro sombrio à frente.
ResponderExcluirIsso seria o ideal, mas a margem de acertos da direção é pequena.
ResponderExcluirUma vitória da sorte contra um cruzeiro descompromissado.
ResponderExcluirKannemann é um fio desencapado e Mec joga nada.
Valeu pela vitória. Acalma um pouco esses youtubers renatetes.
Grêmio precisa acelerar processos de saída de jogadores como Marcos Rocha, William, Braithwaite, Dodi, João Pedro, Caio Paulista e outros.
ResponderExcluirComo escrevi antes, inegociáveis, três: Weverton, Carlos Vinícius e Luiz Eduardo.
ResponderExcluirFiquei sabendo que tinha jogo após o apito final, não sei se estou psicologicamente preparado para a retomada do Brasileiro já na sexta-feira... Podíamos voltar daqui uns dois, três meses, ou ano que vem!
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