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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Opinião



Dom de Iludir 

Começo pelo grande acerto da Comissão Técnica atual, que, silenciosa ou apenas ouvindo os atletas, se movimenta para ajustar o time para a "guerra" dos 30 pontos no Brasileirão e, de quebra, tentar chegar à final da Copa do Brasil.  Foco total.

Prosseguindo, também é hora de olhar para o rosário de equívocos da gestão de Odorico e seus pares, em especial, os responsáveis pelo futebol, os grandes patrocinadores do estágio em que se encontra o Tricolor no certame nacional.

Se a expectativa com a vinda de Castro era boa e aceitável, sua teimosia e inação nas mexidas táticas e técnicas não foram detectadas ou, pior, restaram desprezadas pelos gerenciadores da essência do clube, o futebol.  

Um dos integrantes, aquele incensado por parte da imprensa, dava "cátedra" de como agir para romper o ciclo vicioso de trocar o técnico nas primeiras turbulências; chegava até a citar as mudanças nominalmente de treinadores. Agora, depois de todos os sinais evidentes de que Castro não daria certo, ele sucumbiu e anda sumido da mídia.

Antes do seu freio, assumiu a missão de criticar de forma enfática a gestão anterior, que teria "quebrado" o clube, mas, contraditoriamente, os gastos em contratações bateram nos 140 milhões (Nardoni, Tetê, Enamorado e Leonel Perez), valor igual ou próximo ao dispendido pela direção anterior. Eu imaginava que o presidente deveria tomar para si esse papel e não o gerente de futebol.

Finalizando, a comissão técnica capitaneada por Luís Castro tem muita "culpa" na situação em que o clube está em pleno outubro; no entanto, sempre é bom alertar que o português era funcionário do Grêmio e, em tese, estava permanentemente avaliado em sua performance, em seu desempenho à frente do elenco. 

Não dá para pôr  exclusividade na conta dele o insucesso. O furo está localizado acima do seu cargo.

Esclarecendo: O título da postagem é porque, no deslocamento do campus universitário até a minha residência, a "rádia" tocou "Dom de Iludir", sucesso de Gal Costa.

Só isso.

4 comentários:

  1. Grande Bruxo, teu texto é muito bem construído. Curiosamente, se substituirmos os nomes próprios — Grêmio, Odorico, Luís Castro e os demais personagens — por outros nomes, ele poderia ser publicado sobre praticamente qualquer grande clube brasileiro. O roteiro se repete: contratações caras, decisões equivocadas, demora para reconhecer problemas, técnicos que são mantidos além do razoável ou demitidos quando o estrago já está feito, dirigentes que transferem responsabilidades e, principalmente, estruturas de futebol que parecem não aprender com os próprios erros. Mudam os personagens, mas o enredo permanece assustadoramente parecido.

    Talvez esse seja o grande problema do futebol brasileiro, atualmente: a responsabilidade costuma ser concentrada no treinador, quando muitas vezes o insucesso começa muito antes dele entrar em campo — na escolha do elenco, no planejamento, nas contratações, na definição do projeto e na capacidade da gestão de acompanhar e corrigir a rota. Por isso, teu texto sobre o Grêmio acaba sendo, involuntariamente, um retrato de boa parte do nosso futebol. São raras as exceções em que planejamento, convicção, responsabilidade administrativa e competência na gestão do futebol conseguem sobreviver ao imediatismo dos resultados. No fim, trocam-se os nomes, as camisas e os treinadores, mas os erros continuam os mesmos. É o "Dom de Iludir"!

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  2. Valeu, Alvirubro.
    E nós, torcedores, entra ano, sai ano, apaixonados pelo clube, mas parece que a fonte da paixão começa a diminuir.

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  3. Metallica.... The four horsemen.

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    1. Em 98, quando escutei essa música pela primeira vez, eu quis aprender a tocar baixo elétrico. Cliff Burton era demais!

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