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sábado, 21 de junho de 2014

Pequenas Histórias


Mais Três (re) postagens de Pequenas Histórias:

32 - A Dor de Everaldo - Ano 1972
Quem já não sofreu com a injustiça? Quem não foi solidário com alguém que sofreu uma grande injustiça? Quase todos nós. Solidarizamo-nos com Everaldo. 
1972 foi um ano marcante na vida do nosso melhor lateral esquerdo de todos os tempos: Everaldo Marques da Silva. Ele talvez seja o  maior personagem shakespereano que envergou a jaqueta tricolor. Viveu a maioria dos sentimentos experimentados pelas criaturas imaginadas pelo bardo inglês. Alcançou a glória e o sucesso no heptacampeonato gaúcho, o tri mundial em 1970, naquele que é o maior escrete que o Brasil produziu, ganhou a Bola de Prata da Placar no mesmo ano, na sua primeira edição, virou estrela na bandeira tricolor; após, foi vítima de traição, causada pelo treinador brasileiro na Minicopa de 72, deixando apenas dois titulares de fora da convocação; um porque parou de jogar, Pelé e o outro, provavelmente pela mágoa e recalque resultantes da interferência que sofreu na escalação do time no México; assim, Everaldo ficou de fora. 
Tivemos até o jogo da desforra (vide Pequenas Histórias nº 18); teve drama também, na agressão ao juiz que é motivo desta crônica e finalmente, o fim trágico, bem ao estilo de Shakespeare, num acidente de carro que lhe tirou a vida dois anos após em 1974. Em Julho de 1972, Everaldo ganhou o cobiçado prêmio Belfort Duarte, dado aos jogadores que completam 10 anos de carreira sem expulsões. Ele era muito leal, inclusive no Grenal de inauguração do Beira-Rio foi juntamente com Dorinho e Alberto, os três que não brigaram. Porém, Everaldo não conseguiu superar a dor e a mágoa do injusto esquecimento da convocação e isso o abalou psicologicamente, atingindo o seu ápice no dia 18 de Outubro, uma quarta-feira, quando o Imortal, líder do Grupo A, enfrentou o líder do Grupo B, o Cruzeiro, no Brasileiro daquele ano, no Olímpico.
 Decorriam 32 minutos da primeira etapa, quando o juiz Faville Neto apontou penalti (vejam o vídeo e o absurdo do erro); ao correr para a marca da cal, recebeu um soco no rosto que lembrou os melhores nocautes de George Foreman, desferido pelo nosso campeão mundial. Everaldo saiu lentamente do campo com lágrimas nos olhos. Ninguém que desconhecesse os últimos fatos envolvendo a vida de Everaldo, poderia compreender. 
Quem conhecia, buscou as causas daquela atitude inédita. João Saldanha foi um deles e numa coluna intitulada "Força Everaldo", saiu em sua defesa, assim como Zózimo Barroso do Amaral.
 Neste jogo o Grêmio de Daltro Menezes entrou em campo com Jair; Everaldo, Anchetta, Beto Bacamarte e Jorge Tabajara; Jadir e Ivo; Buião ( substituído pelo defensor Renato Cogo), Oberti, Lairton e Loivo. O Cruzeiro do técnico Hilton Chaves, até então o melhor time do certame com Hélio; Lauro, Darci Menezes, Fontana e Vanderlei; Piazza (Rinaldo) e Zé Carlos; Eduardo (substituído pelo zagueiro Misael), Roberto Batata, Palhinha e Lima. Curiosamente, os três tricampeões no México não terminaram a partida; Piazza, lesionou-se, Fontana e Everaldo, expulsos. Lima, de penalti e Oberti nos acréscimos do primeiro tempo (veja a foto) fizeram os gols. 
Hoje, 40 anos passados, ainda a revolta não passou; muitos gaúchos deixaram de torcer para o Selecionado Brasileiro. Eu fiquei indiferente a ele. Nem Copa do Mundo me empolga mais.

33 - Badanha e o Afeto Materno - Ano 1943
"E agora a Inês é Morta", "A Casa da Mãe Joana", "Lá onde o Diabo perdeu as botas" são expressões universais que à partir da primeira explicação, nunca mais esquecemos o que cada uma delas quer dizer. 
Há outra dessas que está ligada ao nosso imortal clube do coração: "Vai te queixar para a mãe do Badanha". Já a ouvi muito além das fronteiras do Rio Grande e pelo jeito, virou fenômeno global. 
Onde isso começou? Em 1943, o Grêmio possuía um center-half, hoje volante ou centro-médio chamado Badanha; conforme pesquisei, jogou tão somente naquela temporada e sem brilho; um jogador comum. Verdade que a época não ajudava, a década de 40 foi quase toda vermelha e o Grêmio sofreu até para ser o segundo melhor time gaúcho. Badanha disputou 4 Grenais e nem é bom recordar; foram três goleadas sonoras ( 5 x 1, 5 x 1 e 3 x 0) com apenas um empate em 3 x 3, isto apenas entre Fevereiro e Julho daquele ano. Neste primeiro clássico, um dos 5 x 1, Badanha que havia jogado bem no prélio anterior contra o Cruzeiro, o Gre-Cruz, afundou fragorosamente a ponto de ser substituído no intervalo por De Leon, um uruguaio, vindo do Peñarol, que fez a sua estréia nesta fogueira. Surpreendeu positivamente. Com exceção do goleiro Rubem, Luiz Luz e Heitor, os demais foram muito mal.
 Mas a vida prosseguiu após esta "saranda" e o Grêmio, de vez em quando, também metia suas goleadas. Uma delas, pelo chamado Campeonato de Futebol da Cidade, no dia 21 de Junho, campo do Renner que ficava na zona norte da capital. Aplicou 6 x 1 no Nacional; neste jogo, Badanha se destacou em dois eventos parecidos; fez um gol de pênalti, o sexto e cometeu um, originando o único tento do representante do ferroviários porto-alegrenses; Baiano converteu a penalidade máxima.
O Imortal treinado por Telêmaco Frazão de Lima formou com Júlio; Clarel e Valter; André, Badanha e Heitor; Medina, Ivo Aguiar, Vinícius, Mauro e Mário. O Nacional com Oto; Albrecht e Sório; José, Baiano e Castelhano; Antoninho, Rabassa, Mauro, Rato e Botinha. Os gols foram de Medina (2), Mário (2), Vinícius e Badanha, descontando Baiano. O juiz, Henrique Maya Faillace.
Há duas versões para a origem da frase que atravessa décadas. A primeira, possível, mas improvável diz que a mãe do Badanha era muito zelosa na assinatura dos contratos do seu filho. Era "dura na queda". Como escrevi, pouco provável, pois Badanha não era um craque e teve uma passagem curta para época num clube grande, portanto, com pouco poder de barganha. Um jogador obscuro, pois não localizei sequer uma foto sua com a jaqueta gremista. A segunda, mais real, gira em torno de uma queixa da mãe junto a um importante jornalista do período que criticara violentamente o desempenho dele numa sequência de jogos. Ela, insatisfeita, escreveu, pedindo compreensão e paciência para com seu filho numa demonstração de afeto. Seria como se nos dias de hoje, a mãe do Marcelo Grohe entrasse em contato com o Paulo Santana para "aliviar" um pouco suas críticas. 
Na foto acima, sem a presença de Badanha, aparecem alguns jogadores que participaram do confronto de 21 de Junho. São eles: André, Vinícius, Clarel e o goleiro Júlio Petersen, respectivamente, primeiro, segundo, terceiro e quarto em pé; além de Ivo Aguiar e Mário, segundo e quinto agachados. 
O Grêmio de tantas frases cunhadas por Lupicínio Rodrigues, Salim Nigri e outros, também se imortaliza por esta, criada pela sensibilidade e carinho de uma mãe protetora. A Mãe do Badanha.

34 - O Desembarque do Caudilho - Ano 1981

A chegada de Eduardo Vargas no Salgado Filho entusiasmou a torcida tricolor que foi em bom número recepcioná-lo. Aí busquei pela memória alguns desembarques de famosos em outras épocas. A que me deu mais esperança e que efetivamente se confirmou foi a de Hugo De Léon (foto acima, tirada por Armênio Abascal, capa de Zero Hora de 14/01/81). 
Para se chegar aquele 13 de Janeiro de 1981, dia do desembarque, é preciso relembrar alguns fatos. Comecemos pois, pelo presidente Hélio Dourado. Um médico gremista ou gremista médico, ou melhor, nessa ordem, que juntamente com Fábio Koff formou a base do Grêmio vitorioso de sua segunda metade de existência. Dourado era arrojado, quando provocado, crescia mais ainda.
 Em 1980, Olímpico completado, jejum de títulos quebrado, craques nacionais contratados (Leão, Nelinho, Paulo Cesar Lima, Tadeu Ricci,etc...) nos últimos anos, Dourado ousou mais uma vez e realizou a mais cara contratação da história tricolor; Carlos Kiese, camisa 10 da seleção paraguaia. Foram trinta milhões de cruzeiros, uma exorbitância para a época.
 Dourado queria um título nacional. Kiese era tímido e sofreu com a distância e solidão no solo gaúcho. Foi um rotundo fracasso. Não conseguiu jogar o seu belo futebol. Os colorados riam e faziam brincadeiras; havia naquele mesmo período um jogador de meio-de-campo na seleção espanhola que se chamava Dani, como a pronúncia de Kiese era"kíssi", vinha a tal brincadeira: O Tricolor iria contratar o espanhol. Seria kíssi dani.
 Dourado não se michava nunca e cometeu uma loucura maior ainda; liberou Kiese e em outubro de 1980, iniciava sigilosamente a compra de um jovem de muita personalidade, zagueiro do Nacional de Montevidéo, figura importantíssima na conquista da Libertadores, justamente em cima do Internacional e no final do ano, do torneio em comemoração ao cinquentenário do primeiro título mundial em 1930, ganho pelo Uruguai; desta forma, conquistou também o Mundialito de seleções. Já adquirido pelo Grêmio, De Léon, nascido em Rivera, deu a volta olímpica do título com uma das cinco camisas que possuía do Imortal. 
 Ele ainda não tinha completado 23 anos quando chegou afirmando: "O Grêmio é melhor que o Inter. Vamos ser campeões"(frase abaixo da foto acima). Pois bem, durante o campeonato brasileiro o Tricolor balançou e tropeçou, inclusive levou um 3 a 0 do São Paulo em pleno Morumbi, três gols do Serginho Chulapa, alguns colegas meus de faculdade zoaram, dizendo "por quê esse cara vem aqui prometendo o título. E agora?" Eu, quente da cara, não me entregava e dizia que o campeonato ainda não acabara. Depois daquela goleada, Ênio Andrade promoveu modificações na equipe, fazendo entrar vários juvenis e à partir do jogo seguinte começou a ganhar o Brasileirão de 1981.
 Contando a partida do returno e os dois jogos da final, foram 3 vitórias sobre o Tricolor do Morumbi, uma para cada gol sofrido naquela sinistra tarde paulistana. De Léon não somente ganhou o Brasileiro daquele ano, como mais tarde a Libertadores e o Mundial de 1983. 
Hoje, está para sempre na memória da torcida e na história do nosso clube. Chegou num janeiro como este, foi saudado tal qual foi Vargas. Quem sabe as coincidências não param por aí? Se o chileno não tem fama de caudilho, pelo menos tem o nome de um deles. Chegou Nova Era.  

Na Copa


Canto de Guerra para o Exército do Reno (*)

Ao som de “La Marseillaise”, cantado a todos os pulmões nas arquibancadas da Fonte Nova, antes e durante a partida, a França massacrou a Suíça, em mais uma goleada da Copa do Mundo no Brasil. As duas partidas anteriores, no estádio de Salvador, também tiveram resultados elásticos: Espanha 1x5 Holanda e Alemanha 4x0 Portugal.

Para quem assistiu a Suíça vencer ao Equador, em Brasília, não tenho dúvidas que a goleada sofrida hoje não deixou de ser uma surpresa.

A Suíça não conseguiu repetir a marcação e sucumbiu diante de uma França muito rápida, que jogou com três atacantes. Time bem orientado por Didier Deschamps, a França dominou a partida desde os primeiros minutos.

Após o fiasco de 2002 e 2010, onde a Seleção Francesa deixou a desejar na fase de grupos, no Brasil, o objetivo dos jogadores é alcançar a fase das quartas de final.

A equipe de Deschamps abriu o placar aos 16 minutos com Giroud. Depois de uma cobrança de escanteio, o atacante subiu mais que a defesa adversária e fez o 1 a 0. Um minuto depois Matuidi fez o segundo, criando sérias dificuldades para a Suíça. Benzema serviu a Matuidi, pelo lado esquerdo do campo. O meia do PSG entrou na área e chutou rasteiro, entre o goleiro e a trave direita do gol. 2 a 0!

Aos 40 minutos, Olivier Giroud foi lançado em profundidade, pela esquerda, correu, dominou a bola e cruzou para o lado direito, onde entrava Mathieu Valbuena, do Olimpique de Marselha. O meia atacante não teve difculdade em colocar a bola na rede.

No segundo tempo, pouco mudou na disposição tática do time suíço, apesar da tentativa de mudar o panorama da partida. A defesa francesa, sempre atenta, segurou o ímpeto inicial dos jogadores da Suíça. A França partiu para os contra ataques. E o domínio francês só aumentou. Aos 21 minutos, Benzema fez o quarto gol da França, depois de um lançamento de Pogba. A Suíça se entregou. Sem força em campo, viu, Moussa Sissoko, aos 27, fazer o quinto gol francês.

Mesmo com 5 a 0 contra, os jogadores suíços não se entregaram. Aos 36, Dzemaili fez o primeiro gol suíço, e aos 42 minutos, Xhaka marcou o segundo, finalizando com categoria, na área francesa.

SUÍÇA 2 X 5 FRANÇA
DATA-HORA: 20/6/2014 - 16h
LOCAL: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
PÚBLICO: 51.003
ÁRBITRO: Björn Kuipers (HOL)
AUXILIARES: Sander van Roekel e Erwin Zeinstra (HOL)
GOLS: Giroud (França - 16'/1ºT), Matuidi (França - 17'/1ºT), Valbuena (França - 40'/1ºt), Benzema (França - 21'/2ºT), Sissoko (27'/2ºT), Dzemaili (Suíça - 35'/2ºT) e Dzemaili (Suíça - 32'/2ºT)
CARTÕES AMARELOS: Cabaye (França)
SUÍÇA: Benaglio; Lichtsteiner, Djourou, Von Bergen (por Senderos 08'/1ºT) e Rodríguez; Behrami (por Dzemaili, no Intervalo), Inler, Shaqiri, Xhaka e Mehmedi; Seferovic (por Drmic 23'/2ºT). Técnico: Ottmar Hitzfeld.
FRANÇA: Lloris; Debuchy, Varane, Sakho (por Koscielny 20'/2ºT), Evra; Cabaye, Matuidi, Sissoko e Valbuena (por Griezzman 37'/'2ºT); Giroud (por Pogba 20'/2ºT) e Benzema. Técnico: Didier Deschamps.


(*) La Marseillaise (A Marselhesa, em português), hino nacional da França, foi composto pelo oficial Claude Joseph Rouget de Lisle em 1792, da divisão de Estrasburgo, como canção revolucionária. A canção adquiriu grande popularidade durante a Revolução Francesa, especialmente entre as unidades do exército de Marselha, ficando conhecida como A Marselhesa.

Seu título era originalmente “Canto de Guerra para o Exército do Reno”. O hino foi composto por Rouget de Lisle, oficial do exército francês e músico autodidata, a pedido do prefeito de Estrasburgo, Philippe-Frédéric de Dietrich, dias depois da declaração de guerra ao imperador da Áustria, em 25 de abril de 1792. O canto deveria ser um estímulo para encorajar os soldados no combate de fronteira, na região do rio Reno.

por Alvirubro

Observação: Nossa postagem de número 500. Que postagem !!!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Na Copa

ITÁLIA 0 x 1 COSTA RICA - 20.06.2014

A Costa Rica provou, contra a Itália, que a vitória contra o Uruguai não surgiu por um daqueles acasos do futebol. Time bem organizado, com uma disposição tática até certo ponto “inocente”, a Costa Rica mostrou um futebol envolvente, capaz de derrubar uma Seleção tetracampeã mundial.

Costa Rica joga com uma marcação em linha na sua defesa e por várias vezes acabou deixando Balotelli, atacante italiano, escapar em direção ao gol. Teve sorte que Balotelli estava quase sempre adiantado e o árbitro marcou com correção os impedimentos.

Com um Pirlo bem marcado, dificultando a distribuição do jogo, a Itália começou a partida com uma boa posse de bola, mas pelo posicionamento tático de Costa Rica, não conseguiu traduzir em chances de gol o domínio momentâneo. Com uma movimentação intensa, Costa Rica confundiu os europeus, que nada apresentaram para sair da marcação latina.

Chamou atenção que Costa Rica não usou a velha tática da retranca, do pequeno contra o grande. Não! Costa Rica defendeu-se bem e sempre que possível atacou a velha Azzurra. Houve momentos que a Itália passou a dominar o jogo, principalmente depois que Balotelli teve duas boas chances de gol. Primeiro, num lançamento magistral de Pirlo, ele tentou encobrir Navas e errou a direção do gol. Depois o goleiro fez uma bela defesa, num chute da entrada da área.

Nos 5 minutos finais, Costa Rica cresceu de produção. Antes, num lance individual do ótimo atacante Campbell, que driblou dois defensores italianos e sofreu pênalti claro, límpido, que o árbitro resolveu não dar. Logo depois, Bryan Ruíz cabeceou sozinho, a bola bateu no travessão e perto da linha do gol, mas entrou. 1 a 0 para os latinos, merecido. Na dúvida, a tecnologia da linha de gol provou que o gol costariquenho foi válido.

Com um Balotelli isolado no primeiro tempo, o técnico italiano resolveu corrigir o problema do ataque italiano. Tirou Thiago Motta e colocou em campo Cassano. Pouco depois, entrou Insigne no lugar de Candreva, que também andou muito mal, hoje.

À medida que o tempo passava, o time italiano foi ficando mais nervoso. Costa Rica, com o domínio do campo de jogo, manteve a marcação sobre Pirlo, que não encontrou os mesmos espaços que teve contra a Inglaterra. Prandelli ainda tentou criar uma nova opção no ataque italiano, colocando Cerci no lugar de Marchisio. A marcação costariquenha não cedeu e todo o perigo criado contra o seu gol foi neutralizado.

Talvez o resultado tenha surpreendido até os jogadores de Costa Rica. Mas uma coisa é certa: as vitórias sobre o Uruguai e sobre a Itália não surgiram do nada. Costa Rica é uma boa seleção e pode ser a surpresa que se apresenta em cada novo mundial.

FICHA TÉCNICA:
ITÁLIA 0x1 COSTA RICA
Data/hora: 20/06/2014 - 13h (de Brasília)
Estádio: Arena Pernambuco, Recife (PE)
Público: 40.285
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Auxiliares: Carlos Astroza (CHI) e Sergio Roman (CHI)
Cartões amarelos: Balotelli (ITA), Cubero (COS)
GOLS: Ruíz (43' do 1º tempo)
ITÁLIA: Buffon, Abate, Barzagli, Chiellini e Darmian; De Rossi, Thiago Motta (Cassano - Intervalo), Pirlo, Marchisio (Cerci - 24' do 2º tempo) e Candreva (Insigne - 10' do 2º tempo); Balotelli. Técnico: Cesare Prandelli.
COSTA RICA: Navas, Umaña, González e Duarte; Gamboa, Tejeda (Cubero - 22' do 2º tempo), Borges e Júnior Diaz; Ruíz (Brenes - 35' do 2º tempo), Campbell (Urena - 28' do 2º tempo) e Bolaños. Técnico: Jorge Luis Pinto.

por Alvirubro


Opinião



Dudu e o papel do “professor” e comissão técnica


Leio e ouço comentários sobre o desempenho de Dudu nos últimos jogos. São procedentes, quando o classificam como improdutivo; uma usina de força inútil, cujas consequências não se materializam em algo positivo para a equipe.

 Pura verdade! Mas também é verdade que ele tem qualidades raras em atacantes como o destemor (botinadas não o assustam), é veloz, driblador, chega quase sempre à linha de fundo. Bom, isto é positivo.

Descartá-lo e rotulá-lo com jogadorzinho, é uma atitude aceitável para nós, torcedores que vamos do 0º a 180º em poucos minutos, porém este não é o papel do treinador e sua comissão técnica.

Dudu precisa aprimorar o chute a gol e ter despertado o seu   instinto de goleador. Isto já correu com vários atletas ao longo de suas carreiras, o centro-médio que não sabia marcar, o lateral que não sabia atacar, o zagueiro que era fraco na bola aérea, etc... Exemplos, temos muitos; Cafu, campeão do mundo, é pura invenção, “cria” de Telê Santana que tirou o couro dele no São Paulo.

Finalizando, é muito mais fácil corrigir estes fundamentos em Dudu do que achar um atacante destemido, driblador, veloz ... 

Pensem nisso, Enderson & cia.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Na Copa



Profissão: Centro-avante

Tenho visto poucos jogos da Copa na íntegra; um pedaço de um, um pedaço maior de outro, vários pedacinhos da maioria. Cheguei a ficar entusiasmado com algumas atuações individuais como as de Oscar na estreia brasileira, os poucos minutos de Drogba (Costa do Marfim), James Rodríguez da Colômbia, mais recentemente, Ochoa, goleiro do México, além de Robben e Van Persie da Holanda.

Alguns, já na rodada seguinte, não confirmaram a primeira impressão, caso de Oscar e de certa forma, o descontado Didier Drogba; mas esta segunda amostragem, revelou a recuperação fantástica de Luiz Alberto Suárez, camisa 9 do Uruguai, recém saído de uma mesa de cirurgia.

Suárez precisou de dois lances, dois passes para mostrar a excelência de seu futebol. Autêntico centro-avante, materializou as sábias palavras do treinador Oto Martins Glória, de saudosa memória; dizia o mestre: é preciso conhecer a rotina do lugar.

Luiz Suárez conhece como poucos, os mistérios que levam ao caminho do gol.

 Inglaterra e Uruguai foram iguais na aplicação, na entrega, na valorização da busca pela posse de bola, mas havia entre eles, uma grande diferença, e amigos, ela foi definidora.

Opinião




Direção segue se mexendo

A Copa do Mundo continua atraindo os holofotes, enquanto isso, a direção gremista segue se movimentando. Aparentemente, notícias boas, porque compete com grandes clubes na busca de reforços, aliás, arrojo é uma das características de Koff, estão aí Barcos e Vargas, ano passado e agora Giuliano, talvez Fernandinho e mais gente.

Outro ponto importante é esse olhar para as categorias de base, especialmente, renovando com o promissor goleiro Tiago e promovendo mais atletas dos juniores. Essa mescla, experiência com juventude, é a receita para grandes conquistas.

Fora de campo, mais notícias, parece que a relação com a construtora, finalmente está pacificada a ponto de aparecer grana para finalizar as obras do CT. Está tão tranquila essa relação, que o chefão pode tirar uns dias de folga. 

Bom descanso, presidente. Volte renovado.


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Na Copa



A safra é ruim

Ontem, deixando impressões sobre o jogo na postagem do Alvirubro, cheguei a esboçar o que eu penso sobre a seleção atual do Brasil.

As próximas linhas não vão excluir de forma alguma a possibilidade da conquista do título, o sexto da nossa Seleção, pois na minha modesta opinião, em 1994 ocorreu isso, onde tínhamos dois grandes atletas em suas posições: Taffarel e Romário; os demais, sequer seriam cogitados para ser incluídos numa seleção brasileira de todos os tempos. Talvez Taffarel, talvez Romário. O meio de campo era modestíssimo; Mauro Silva, Dunga, Mazinho e Zinho.

Hoje o que temos, o tempo e os adversários dirão se o Brasil poderá meter a mão no caneco, afinal não se trata de um campeonato e sim, de um torneio, ou seja, resultados surpreendentes podem mudar o destino da taça com mais possibilidades do que em pontos corridos com turno e returno.

Olhando os 23, poucos com razões fundamentadas, poderão dizer que a, b ou c foram injustiçados, ficando de fora da lista. Luiz Felipe não cometeu nenhum crime. Ninguém desaprovou o grupo.

Então é isso o que temos; um grupo modesto, alguns estafados pelo final de temporada européia, outros, equívocos tremendos, cuja bola é superestimada, casos de Daniel Alves e Marcelo, além de Bernard, Jô, Hulk, William, Ramires, Hernanes, Oscar, Paulinho, Maicon, Fernandinho, Luiz Gustavo e muitos mais. 

Fred, Paulinho, nitidamente jogam descontados e/ou agravados pelo esquema tático, por isso, o olhar que deveremos ter é a de um time comum, mediano e nesta última condição, sujeito a ir do inferno ao céu nesta Copa do Mundo.

A safra é ruim em relação ao nosso histórico, apenas para exemplificar, peguem a lateral-esquerda; Nilton Santos, Everaldo, Marco Antônio, Marinho Chagas, Júnior, Branco, Júnior de 2002, Gilberto e Roberto Carlos, qualquer um desses seria titular se jogasse em 2014. Estou errado?
Façam o mesmo com pelo menos 80% das 11 posições. Lateral direita e centro-avante, a comparação seria uma covardia.

Por tudo isso, o resultado contra o México é aceitável e até natural. O título se vier, será muito parecido com o caminho percorrido em 1994.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Na Copa



JOGO COM UM HERÓI MEXICANO – 17.06.2014

No Castelão, em Fortaleza, o Brasil repetiu o que fez contra a Croácia. O que não funcionou bem no time de Luiz Felipe foi um dos volantes. Paulinho, apagado, sobrecarregou Luiz Gustavo. E o técnico não soube modificar o panorama da partida no intervalo. Ramires, dando lugar a Bernard, deixou espaços para o México jogar.

O técnico brasileiro não tinha outra opção. Ramires estava com um amarelo e Luiz Felipe não é de correr riscos. Bernard entrou bem, melhorou os avanços do time e criou mais oportunidades no 2º tempo. Oscar, que jogava pela ala direita no 1º tempo, veio para o meio para compor a marcação, junto com Paulinho e com Luiz Gustavo. Mesmo assim o México encontrou os espaços.

O resultado de 0 a 0 soou de forma estranha à torcida brasileira. Como a Copa é no Brasil, é quase inconcebível um empate contra uma seleção estrangeira. Mas o México não tem uma seleção qualquer. Tem organização tática e força para jogar futebol. É muito bom time e enfrentou o Brasil sem temer ser atacado. 

Tanto que, no início do jogo, o Brasil só foi passar do meio de campo depois dos 5 minutos de bola rolando. O México começou o jogo sofrendo duas faltas no meio-campo nos primeiros 25 segundos e exercendo uma pressão constante sobre o Brasil, principalmente com Giovani dos Santos e Peralta.

O goleiro Guillermo Ochoa, que jogava no Ajaccio, da França, foi o grande nome da partida. Autor de defesas espetaculares em duas participações de Neymar e em conclusões de Paulinho e de Thiago Silva, Ochoa garantiu o empate para o México. Mas não foi diferente com Júlio César, que foi bombardeado em pelo menos quatro oportunidades perigosas. Numa delas, interveio com uma defesa espetacular.

A inclusão de Ramires no lugar de Hulk não trouxe ganhos táticos e técnicos para o time. Ramires não sabia se defendia ou se atacava. Luiz Felipe começou com um esquema montado no 4-2-3-1, mal adaptado no campo de jogo, principalmente porque o México se defendia com 5 jogadores. A falta de produção ofensiva da Seleção, é claro, não foi apenas culpa do esquema de Scolari. O rendimento de Fred e Paulinho ficaram muito aquém do esperado.

O que ficou claro no jogo dos brasileiros foi a total falta de aptidão para o arremate final, principalmente com o centroavante Fred. O atacante padece de falta de oportunidades de gol. Na segunda partida em que apresentou baixo rendimento, Fred começou a ser contestado pela torcida. Até quando Felipão vai insistir com o atacante, não é possível saber. Jô, que entrou no lugar de Fred, deu a impressão que teve melhor desempenho. Mesmo assim não foi o suficiente.

Oscar, hoje, esteve muito abaixo do esperado, fruto do seu posicionamento errado em campo. Não é jogador para jogar pela ala direita. Rende mais quando está no meio. Como o México tem um time rápido, Oscar teve que conter-se no segundo tempo, para proteger os espaços deixados Paulinho. Neymar foi outro que não rendeu o que é capaz. Mesmo assim criou algumas jogadas perigosas, uma delas numa cabeçada que obrigou Ochoa a uma defesa espetacular. É a estrela mais luminosa do time, sem dúvidas, mas sozinho não resolve muita coisa.

Resumindo, a Seleção repetiu-se como time. Fez o mesmo jogo apresentado na partida anterior. A diferença é que enfrentou um adversário mais qualificado. O empate ficou de bom tamanho para ambos. Agora resta Camarões, na última partida da primeira fase. Se o Brasil apresentar as mesmas dificuldades, é hora de começar a repensar o time.

BRASIL 0 x 0 MÉXICO
Data/Horário: 17/6/2014, às 16h
Local: Castelão, em Fortaleza (CE)
Árbitro: Cuneyt Cakir (TUR) - Assistentes: Bahattin Duran (TUR) e Tarik Ongun (TUR)
Cartões amarelos: Ramires, Thiago Silva (BRA); Aguilar, Vázquez (MEX)
BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Alves, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Ramires (Bernard - Intervalo) e Oscar (Willian - 38'/2ºT); Neymar e Fred (Jô - 22'/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolari
MÉXICO: Ochoa, Rodríguez, Rafa Márquez e Moreno; Aguilar, Vázquez, Herrera (Fabián - 31'/2ºT), Guardado e Layun; Giovani dos Santos (Jiménez - 38'/2ºT) e Peralta (Chicharito Hernández/28'2ºT). Técnico: Miguel Herrera

por Alvirubro

Opinião



Fellipe Bastos, uma incógnita

O Tricolor conseguiu espaço para Kléber no cenário nacional, algo que eu não acreditava devido ao “pepino” que é o seu superestimado salário (sempre é bom lembrar, herança da gestão anterior). Vai para o Vasco.

Inteligentemente, o Tricolor buscou no elenco do clube da Colina, algum atleta que pudesse minimizar o estrago de ter que bancar boa (e bota boa nisso) parte da grana do Gladiador, com o Vasco pagando o salário deste jogador emprestado. Fez mais o Tricolor; encontrou um meio-de-campo de boa qualidade, que poderá suprir a saída de Ramiro. Trata-se de Fellipe Bastos.

Como o conheço pouco, busquei informações na rede mundial e me surpreendi com seu histórico, isto é, com apenas 24 anos, já passou pelos juniores do Botafogo, depois, PSV da Holanda, Benfica e Belenenses de Portugal, Servette da Suíça, Vasco da Gama, Ponte Preta e novamente, Vasco.

Nestes últimos 6 anos, o Grêmio será seu sexto clube, não contando o retorno a São Januário em 2014.

Lendo, vi que teve muitos problemas extra-campo, não com relação a sua conduta, mas de gerenciamento de sua carreira, seja pela interferência paterna, seja pela ação de seu empresário.
A seu favor, o chute potente com vários gols de falta, mais a curva ascendente do seu futebol. Esteve bem nos 21 jogos pela Macaca campineira, onde marcou 4 gols.

Tomara que Fellipe Bastos prossiga no Tricolor progredindo em sua carreira; quem sabe não repita a história de Marcos Assunção, excelente volante e exímio cobrador de faltas que teve ótima passagem pelo Velho Continente e Oriente Médio, onde permaneceu por 10 anos consecutivos e teve um retorno marcante, jogando pelo Palmeiras?


Fellipe Bastos, realmente é uma aposta.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Na Copa



A ALEMANHA MOSTROU A QUE VEIO
16-06-2014

A seleção alemã começou com uma vitória impressionante a Copa no Brasil. No 100º jogo em Copas do Mundo, a Alemanha soube construir um placar inesperado até para o mais fanático dos torcedores alemães. 4 a 0, contra uma Seleção de Portugal que apresentou-se mostrando um futebol decepcionante.

Quando a grande maioria esperava o protagonismo de Cristiano Ronaldo, o que se viu foi um Thomas Müller triunfar como o “Homem do Jogo”, com três gols. Coincidência ou não, Thomas Müller veste a mesma camiseta número “13” usada pelo goleador da Copa de 1970, Gerd Müller.

Diante de 51.081 torcedores, a Alemanha teve que enfrentar o clima quente e úmido de Salvador-BA. E teve que enfrentar nada mais nada menos do que o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo. Mas definitivamente Cristiano Ronaldo não fez uma boa estreia. Ficou muito abaixo do que poderia apresentar. E se CR7 vai mal, não há como exigir que Portugal fizesse algo capaz de mudar a trajetória natural da partida.

Eram 10 minutos do primeiro tempo, quando o árbitro marcou pênalti de João Pereira em Götze. Embora a reação dos jogadores portugueses tenha sido forte, nada poderia mudar a decisão do juiz. Thomas Müller colocou a bola na marca de cal e fez a cobrança da penalidade máxima, decretando a abertura do placar: Alemanha 1x0 Portugal.

A lesão do atacante Hugo Almeida, aos 26 do primeiro tempo, obrigou o técnico português Paulo Bento a colocar Eder em campo. Aos 32, após escanteio cobrado por Toni Kroos, Hummels marcou o segundo gol da Alemanha, com uma bela cabeçada: Alemanha 2x0!

Cinco minutos depois, complicou-se ainda mais a árdua tarefa dos lusitanos: Pepe, disputando uma bola com Müller, derrubou-o. O jogador de Portugal irritou-se e foi reclamar com o jogador alemão, usando a testa para dar uma leve cabeçada no atacante germânico. O árbitro expulsou Pepe e deixou Portugal com 10 jogadores em campo.

Aos 44, Kroos fez o cruzamento da esquerda, Müller disputou a bola com Bruno Alves, dentro da área, e chutou de pé esquerdo para superar o goleiro Rui Patrício, que ainda tocou na bola: Alemanha 3x0! Ao natural. E com gols de centroavante.

No intervalo, Paulo Bento fez entrar Ricardo Costa no lugar de Miguel Veloso. Com a substituição, o sistema 4-3-3 de Bento, com Cristiano Ronaldo pela esquerda, transformou-se em 4-3-2. Estava recomposta a defesa portuguesa. Aos 20 do segundo tempo, nova lesão fez com que Portugal mudasse outro jogador. Fábio Coentrão sentiu uma lesão muscular e deixou seu lugar para André Almeida.

O jogo ficou fácil para a Alemanha. Com a vantagem no placar, os alemães aproveitaram as superioridades numérica e técnica para fazer a bola rolar. A troca de passes deixou Portugal sem ação e sob a ameaça de contra-ataques rápidos puxados por Kroos, Götze e Müller.

Aos 29, os portugueses pediram um pênalti de Howedes sobre Eder. O árbitro mandou o jogo seguir e Cristiano Ronaldo reclamou muito.

Aos 33 minutos, Thomas Müller aproveitou uma defesa incompleta de Rui Patrício para marcar o quarto gol alemão (e o seu terceiro), o que o coloca como goleador do Mundial, até aqui.

O melhor momento de Portugal surgiu nos descontos, num chute de  Cristiano Ronaldo, obrigando o goleiro Neuer a fazer uma grande defesa. Final de partida: Alemanha 4x0 Portugal

FICHA TÉCNICA
ALEMANHA 4 x 0 PORTUGAL
Data-Hora: 16.06.2014 - 13h00
Local: Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
Público: 51.081
Árbitro: Milorad Mazic (SRB) - Auxiliares: Milovan Ristic (SRB) e Dalibor Djurdjevic (SRB)
Cartões amarelos: João Pereira (POR)
Cartões vermelhos: Pepe 36' do 1º tempo (POR)
Gols: Müller 10'; Hummels 31'; Müller 45' do 1º tempo; Müller 32' do 2º tempo
ALEMANHA: Neuer; Boateng, Mertesacker, Hummels (Mustafi 27'/2º) e Howedes; Lahm e Khedira; Özil (Shurrle 17'/2º), Kroos e Götze; Müller (Podolski 32'/2º). Técnico: Joachim Löw
PORTUGAL: Rui Patrício; João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Coentrão (André Almeida 19'/2º); Miguel Veloso (Ricardo Costa intervalo), Raul Meireles e Moutinho; Nani, Hugo Almeida (Eder 27'/1º) e Cristiano Ronaldo. Técnico: Paulo Bento

por Alvirubro