Areia Movediça - Parte 2
A goleada de ontem foi surpreendente, distancia um pouco o Grêmio atual daquele que levou um baile dez dias antes no mesmo palco. Nenhum deles deve ser o verdadeiro Tricolor, algo que ocorreu com o Alvirrubro, muito incensado, após o banho de bola que deu.
Há consequências periclitantes se forem tomadas análises definitivas por esta pequena amostragem, senão vejamos:
- Campaz cresceu muito, mas ainda não achou integralmente a mecânica dos movimentos de quem tem que ser avante pelo lado direito e "fechar" o meio, quando sem a bola
- Diego Souza esteve sumidaço. Há a atenuante de estar voltando de lesão, por outro lado, tem o histórico de pouca mobilidade, mesmo quando inteiro fisicamente. Safou-se pelo gol e a mística de homem Grenal
- São três jogos sem sofrer gols sem Thiago Santos, "o volante que deu estabilidade ao setor (sic)", mas ouso arriscar ser o primeiro da lista para substituir Villasanti, quarta-feira, ainda que com ele o time, na prática, comece perdendo por 1 a 0. Roger tem "coceirinha" para escalá-lo, afinal, dá para perder por até dois gols de diferença
- Bitello e Lucas Silva saíram machucados. Pensando na pior hipótese, podem ser três desfalques no coração do time
- Rodrigues, nitidamente é uma improvisação. Dá certo, uma, duas vezes, mas é uma "incerteza, com certeza"
- Elias evoluiu, porém, a sua imperícia segue sendo a mesma. Talvez se fosse Pepê naquelas jogadas, o marcador seria mais elástico
- Aliás, sobre imperícia, o que dizer de Diego Churín? Se estivesse 0 a 0, a chiadeira seria muito grande com a chance desperdiçada
- Historicamente, nesta situações, o Grêmio decide esperar pelo adversário, "jogar pelo regulamento"; isso vira quase sempre tragédia. Uma grande exceção foi o 5 a 0, quando o time foi para cima, mesmo vindo do intervalo, vencendo por 2 a 0. O alento é que era justamente Roger Machado, o jóquei que se negou a fechar a casinha, transformando uma goleada numa página histórica dos Grenais
É isso; a gente pensa que já viu tudo em Grenais, mas...