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domingo, 8 de dezembro de 2013

Opinião



Grêmio empata e é vice-campeão brasileiro
 
Achei que seria um jogo de compadres, mesmo que não fosse combinado previamente; não foi, excetuando-se os 15 minutos finais, principalmente porque seria burrice imperdoável para ambas as equipes arriscarem-se inutilmente.
 
O primeiro tempo foi com leve superioridade do Tricolor à partir do bom desempenho de Zé Roberto e da inoperância paulistana, mas lances de perigo, "necas", porém não faltou empenho. Não se explica o 0 a 0 por aí.
 
A etapa final (menos os citados 15 últimos minutos) o Tricolor mostrou disposição e chegou a por em perigo o arco da Lusa com vários chutes, um inclusive acertou a trave na cobrança de falta de Zé Roberto.
 
Individualmente, Zé Roberto sobrou; jogou como se fosse a última partida dele no Imortal. Rhodolfo, Souza e Alex Telles bem. Os demais não merecem destaque, porque fizeram uma partida correta, mas sem inspiração.
 
A campanha do Tricolor foi muito boa, Renato superou as expectativas, porque muitos achavam que ele afundaria o Grêmio, no entanto, o que se viu foi um treinador em franca evolução, apesar de alguns erros que custaram uma maior pontuação, mas, creio que mesmo conseguindo 10, 12 pontos (os tais equívocos creditados a ele) a mais, pela excepcional campanha mineira, seriam insuficientes, pois é óbvio que o Cruzeiro tirou o pé do acelerador nas rodadas derradeiras. Se precisasse, conseguiria atingir 79, 80 pontos. Além de ter segurado a onda de um grupo que foi bastante profissional, pois o salário atrasou e isso não é legal em qualquer relação de empregador/empregado.
 
À partir de amanhã farei análise mais detalhada deste ano gremista e também gaúcho.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (58) - Ano 1920

O Craque Imortal


Os versos de Lupicínio Rodrigues criados em 1953 definiram para sempre a dimensão que  tem Eurico Lara Fonseca, um uruguaianense nascido em 24 de Fevereiro de 1897  na história do Grêmio Porto-alegrense. Defendeu o arco tricolor por 16 temporadas, 15 anos.

Depois de atuar por Militar e Uruguaiana, ambos da cidade fronteiriça, o gigante de 1,87 cm e 77 Kg  veio ainda que contrariado, residir na capital dos gaúchos, transferido dentro do Exército. Dizem que a direção do clube da Baixada provocou sua remoção, conseguindo assim reforçar o time com o melhor goal-keeper da época.

Lara (foto) fez sua estreia em 15 de Junho de 1920 com 23 anos, na Baixada contra o Juventude de Caxias do Sul com uma vitória de 3 a 0. Era o início de uma carreira exitosa de grandes títulos.

O jornal A Federação do dia seguinte, à página 2 fez detalhada reportagem sobre o prélio, que aproveito para, às vezes, reproduzir fielmente (com a grafia da época) passagens do confronto.

A partida começou rigorosamente às 16:00 h e as equipes formaram assim: o Grêmio de Lara; Assumpção e Jorge Py; Rodolpho Costa, conhecido como Costinha, Dorival Fonseca e Moreno; Oscar Gertum, Bruno Cossi, Lagarto, Máximo Laviaguerre e Ramão, também chamado de Ramãozinho ( nove deles estão na segunda foto). O Juventude de Nicolau; Bortogaray e Bado; Muratore, Luise e Menegatto; Gregollo, Edmor, Martinez, Zanella e Grégio. Os diretores técnicos eram Lagarto e Bortogaray.

Lara foi bastante destacado no texto; enumero os trechos das principais intervenções suas e da expectativa que gerou: " ... os caxienses na primeira phase da pugna estiveram mais felizes, atacando com energia o posto de Lara, que hontem se estreou no team do Grêmio, demonstrando ser um excellente arqueiro, fazendo defesas magistraes, defesas essas que empolgaram a assistência."

Prosseguindo, "... na saída de gol, após o primeiro tento, ... outra carga, shootando Martinez violentamente, dando ensejo a que Lara pratique optima defesa..." Mais adiante, " ... Lara fez outra bôa defesa que a assistência applaude freneticamente ..."

O Grêmio que jogou com camisetas brancas abriu o marcador aos 12 minutos da etapa inicial com Ramãozinho, num chute enviesado. 1 a 0. Assim terminou  este período.

No segundo tempo, o placar seria ampliado através de dois penaltis; o primeiro, o back Bado defende com a mão, o "referee" Paulo Grauberger assinalou e Gertum aumentou para 2 a 0.

O terceiro tento foi muito curioso, pois o jornal descreve assim: "... o terceiro goal mais uma vez, com toda a razão pune o Juventude com um penalty . Essa decisão foi mal acatada pelos visitantes. Lagarto então gentilmente vae shootar a penalidade, entregando a esphera ao keeper visitante com um shoot fraco. Nicolau não mostrou boa educação sportiva, fingindo não compreender a delicadeza do distincto captain local, virando-lhe as costas e deixando a esphera entrar de mansinho no goal, sob a sua guarda..."

Esta foi a primeira participação de Eurico Lara. A última sabemos, o Grenal Farroupilha em 22 de Setembro de 1935; Tricolor campeão, 2 a 0. Lara, tuberculoso, aguentou o primeiro tempo. Após comemorar o título, saiu de ambulância para o Hospital Beneficência Portuguesa, onde faleceria aos 38 anos, inaugurando uma tradição gremista de goleiros de grande longevidade como Picasso, 36 (1975). Manga, 42 (1979), Mazaropi, 37 (1990) e agora Dida, 40 (2013). 

Encerrando, gostaria de agradecer ao amigo de infância, Alvirubro que me alcançou este precioso material; sem a sua generosidade, eu  jamais poderia ter criado esta crônica. Gracias. 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Opinião



A Questão Financeira
 
 
Um sopro de novidade está acontecendo no futebol brasileiro. Quem achou correta a atitude defendendo a ação dos atletas no episódio que envolveu o atraso de pagamentos do Náutico, deve concordar que  Barcos foi extremamente profissional, inaugurando um novo comportamento; uma postura transparente, que deve ser tratada de forma madura. Grêmio e Náutico não são casos isolados; os clubes do interior do RS (imagino pelo Brasil afora, também) passam por enormes dificuldades e acredito que outros jogadores revelarão situações semelhantes em times da primeira divisão à partir da manifestação do argentino, camisa 9.
 
Quem já passou por isso, sabe o transtorno que é; eu no final da década de 80 enfrentei isso sem ver chance de solução, até pedir o boné e buscar outros rumos.
 
O que Barcos faz agora é construir uma relação diferente, coerente com o que prega o Bom Senso F.C., por isso, condenar o atleta é precipitado. Lembro que figuras históricas do Grêmio, para ficar num único exemplo, Danrlei, que se elegeu deputado federal, fruto do seu trabalho na "empresa" Grêmio onde houve reciprocidade de sucesso (atleta/clube), não se sentiu constrangido em acionar o Tricolor na justiça em busca de reparação financeira pelo que julgou ser correto e agora é um dos futuros presidenciáveis para as próximas eleições do Imortal. Não deixou de ser gremista.
 
O único reparo que se poderia fazer é o momento da manifestação do capitão, mas dependendo do que acontecer domingo no Canindé, também será uma outra demonstração de profissionalismo, visto que não está em jogo apenas ser segundo lugar, mas vantagens na formação dos grupos para a LA e principalmente uma premiação que vai ajudar no desafogo das finanças tricolores. É ver para acreditar.
 
Encerrando, acredito que não há alguém que duvide do gremismo de Koff e sua qualidade para gerir uma organização, seja o Grêmio, seja o Clube dos 13; por isso, imaginem o que era esse contrato da empreiteira com o Imortal, antes das alterações.  Por confiar na capacidade do presidente, aceito qualquer medida saneadora, visando a viabilidade do clube, até mesmo a reformulação radical do elenco. O velho mestre sabe como poucos a arte de conduzir grupos no caminho das vitórias, mesmo com parcos recursos. Koff é um alquimista.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Opinião



 
As vicissitudes do futebol
 
Antes de entrar no terreno das sugestões para o Imortal no ano que se aproxima; vou  tratar da particularidade que é o futebol. É óbvio que há uma lógica nas relações em todas as suas partes, mas existe muita coisa peculiar. É a formação geralmente humilde dos atletas, são empresários ligeiros (não necessariamente desonestos), são os dirigentes de clubes (não necessariamente honestos), a mídia (não necessariamente imparcial) e nós, torcedores. Nesse cadinho feito de paixão, a sensatez vira um sentimento raro e o equilíbrio emocional, artigo de luxo. Fica fácil errar feio, mesmo sendo os dirigentes bem preparados e bem-intencionados. Vou dar um único exemplo para não cansar a beleza de ninguém: Jô, atacante do Atlético Mineiro.
 
Alguém pode condenar os dirigentes do Coirmão por terem o dispensado, quando se arrastava em campo e promovia arruaças fora das 4 linhas? Eu não condenaria. Explico; Não existiria o Jô do Galo e da Seleção, se não houvesse esse atleta caricato que passou pelo Sul. Retornasse da Europa direto para o clube mineiro e muito provavelmente teria uma passagem frustrada, possivelmente liberado pelo clube. Foi preciso a luz alerta "piscar" para que o novo rumo fosse tomado. O Inter serviu para uma reflexão.
 
A Direção Tricolor, aqui, leia-se presidente Koff, sabe como poucos "capturar" o potencial e probabilidade de sucesso de cada atleta do elenco e dos que podem vir. Foi assim em seu primeiro ano de suas gestões anteriores, vice do Brasileiro de 82, vice da Copa do Brasil em 93. Domingo pode estar se tornando vice do Brasileiro novamente em sua primeira gestão, mesmo penalizado pela questão Arena. Koff é homem de ajeitar o time. Então, esse risco de investir na formação do elenco, ele é alto para neófitos, por mais atentos que estejam ao mercado. Melhor seria encontrar um supervisor escolado (talvez Espinosa) para se juntar a Comissão Técnica, tornando a tarefa do presidente menos onerosa.
 
Como só somos torcedores, arriscamos alguns pitacos; nomes para a lateral direita, dentro da realidade financeira do clube; Bruno (Flu), Fagner (Vasco) e Léo (Atlético Paranaense, mas passe pertencente ao Vitória).
 
 
 

Velho ou experiente?

André Dias consegue liberação da Lazio

Zagueiro, ex-São Paulo, quer voltar a atuar no Brasil

Na Itália desde 2010, o defensor, tri-campeão brasileiro com o São Paulo, pode estar de malas prontas para retornar ao Brasil. Com 34 anos, André Dias conseguiu sua liberação da Lazio, clube que defendeu desde 2010, e agora espera ouvir propostas de clubes brasileiros interessados em seu futebol.

De acordo com informações do site uol esporte, o empresário do atleta Gilmar Rinaldi afirmou que Dias ainda não teve sondagens e que o jogador não tem preferência. Sua ideia é passar o fim da carreira mais próximo de seus familiares.

"Ele tem contrato até o meio de 2014, mas já conversamos com a Lazio e eles não vão ter problema em liberá-lo se ele tiver uma proposta. Caso ele não acerte nada, aí ele cumpre o compromisso na Itália até o fim", afirmou o ex-goleiro e agente do zagueiro.

Fonte: http://estadiovip.com.br/58457/andre-dias-consegue-liberacao-da-lazio/ 

 - Lembro que ele foi de uma época onde a zaga do São Paulo era referência, no começo era o patinho feito, sempre preferi Miranda, o Alex Silva, mas é inegável que nos últimos tempos de tricolor paulista foi muito bem. 

Com 34 anos faltaria-lhe velocidade?

Será que encaixa com o futebol do Rodolfo?

Enfim, vale a pena tentar?  

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Opinião

 
 
 
 
Mais passos para frente
 
Tomara que não sejam apenas boatos, mas parece que a Direção gremista está se mexendo:
- Está tentando trazer Rhodolfo em definitivo
- Zé Roberto só não fica se a Direção não quiser
- O clube já pensa na formação de futuros dirigentes, disponibilizando curso
- O Tricolor iniciou negociações para contratar Wendell, cuja amostragem foi muito boa
- Com a devida cautela (me corrija se eu estiver errado, Guilherme) o contrato entre empreiteira e Grêmio será assinado esta semana
Dando prosseguimento a sugestões para o elenco de 2014; se o Tricolor não tiver convicção num provável "estouro" de Lucas Coelho, será necessário um bom reserva para Barcos; aí sugiro um desses nomes (para grupo): Wellington Paulista (Criciúma) ou Fernandão (Bahia)
Amanhã, tratarei da lateral direita.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Opinião


 
 
Boas Novas
 
Esta Terça trouxe novidades positivas na mídia para o Tricolor. Vamos enumerá-las:
- Mesmo com ressalvas, o Conselho aprovou o contrato da empreiteira com o clube. Em breve, a polêmica passará para um plano secundário e o futebol voltará a ser o assunto principal no Grêmio
- O São Paulo aceita negociar Rhodolfo após o empréstimo. O zagueiro indicado por Renato é a (quase) unanimidade no ano de 2013.
- O aumento de 3 para 5 atletas estrangeiros por equipes, além de ser uma iniciativa do Tricolor, é um avanço, especialmente para os times da região Sul que, em tese, tem maiores semelhanças com os times sul-americanos, o mais provável mercado fornecedor
- A proximidade com a rodada final, passado o susto de um improvável rebaixamento do Coirmão, vai acalmar os jornalistas isentos (sic) que nesta hora, vestiram a vermelhinha, se fardaram sem pudor e entraram em campo; nessa missão pegaram mais pesado com o Grêmio no afã de minimizar o problemaço (involuntário para eles) que o Inter causou. Incrivelmente, a calmaria voltando na mídia, isto será positivo para o Imortal
- Ao longo de nossas crônicas, vamos procurar dar sugestões viáveis e de boa qualidade para o Imortal. Modéstia à parte, em blogs como o do MM (Clic RBS e o dele mesmo) e do Alfredo, citamos vários que estouraram como Elkson (Vitória), Marcos Rocha (América Mineiro), Osvaldo e Michel (Ceará) e mais recentemente por aqui, Walter (antes de confirmar o seu talento) e Rodriguinho do América MG. Além de Dida (vide MM) em Agosto de 2012 (comentários), muito antes do Paulo Santana e outros, quando garantiu a permanência da Lusa na Série A 
Sempre nos atendo apenas ao que observamos dentro das 4 linhas; sugerimos Renan Oliveira, atleta do Goiás, ex-Atlético Mineiro. Meia de aproximação, boa técnica, velocidade e não deve ser muito caro 
 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Opinião



 
Reflexões de final de campeonato
 
No dia seguinte da confirmação da Libertadores na agenda gremista, resolvi expor algumas conclusões sobre fatos que rodeiam a aldeia gaúcha sobre o futebol:
 
a) Se Renato estivesse no Atlético Paranaense, Goiás ou Botafogo com a campanha que faz no Tricolor, teria muito gremista sugerindo o nome dele para técnico em 2014
 
b) Quais os parâmetros que devem ser levados em consideração para contratar um treinador empregado? Qualidade do elenco e a colocação na tabela. Essa relação deve ser feita
 
c) É difícil entender como alguns podem contestar o desempenho do Dida no arco gremista. Ele sistematizou a parte defensiva de tal forma que é a melhor defesa depois do Corinthians e o talento e experiência dele fazem com que na maioria dos jogos, o Grêmio não veja sua meta ameaçada. Bastou uma única oportunidade em que Dida esteve fora e o seu substituto virou o melhor jogador em campo com defesas fantásticas e sofrendo gol indefensável, mesmo que o adversário fosse o fraquíssimo Fluminense. Por que isso não ocorre com Dida? Seria mandinga vinda da Bahia? Sorte de multicampeão? Seja o que for, me serve para o gol gremista.
 
d) O mesmo ocorre com Barcos, isto é, mesmo nas suas piores jornadas, saltam aos olhos que não é um trombador ou perna de pau. Nem vou citar a sua capacidade de liderar positivamente um grupo tão diverso quanto é o do Imortal. Soma-se a isso sua biografia de artilheiro; ainda assim, ousam classificá-lo como um atacante sofrível. Vem à memória as histórias de Victor e do jovem Fernando que preconceituosamente era chamado de Fernando Pirata
 
e) Incrível como tem jornalista que subestima a inteligência dos torcedores. Tem um identificado com o Coirmão que procura se mostrar isento para ganhar uma "abinha" nos comentários dos jogos do Grêmio, mas a máscara cai; senão vejamos; quando o Inter tinha remotas possibilidades de chegar ao G 4, este comentarista alertava para a chance de ser G5 com a conquista da Copa do Brasil por um dos ponteiros do Brasileirão. O Inter soçobrou e o novo comentário dele  passou a ser a realidade de um G3 com a conquista ( e ele dava de lambuja) do São Paulo na Sulamericana. A intenção era bater o terror no lado gremista.
Embora se autodenomine jornalista- torcedor e não torcedor-jornalista, negou-se peremptoriamente a analisar a hipótese, ainda que mínima de rebaixamento de seu clube do coração. E se fosse o Grêmio? Certamente utilizaria o argumento de que era um fato jornalístico considerar a chance do Tricolor cair, por isso os seus comentários sobre os riscos de rebaixamento
E nos casos de Willians e D"Alessandro que julgou os desabafos como capacidade de indignação;"- me serve jogadores assim"; se fossem do Grêmio, certamente sua avaliação seria como "Casa da Mãe Joana", onde a hierarquia estava sendo quebrada; "-roupa suja se lava em casa"
Da minha parte, estou cancelando minha assinatura da Zero Hora como forma de protesto, porque só trocar pela concorrência é muito pouco. Temos que mostrar nossa indignação. Chega de palhaçada.
 

Uma Contribuição do Guilherme

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=Jvch03w1D00

 Há um ano, a realidade da mudança de casa. O Olímpico é tão significativo que parece resistir e não se entregar, pois 12 meses passados, ainda está de pé.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Opinião


 
 
Grêmio ganha e volta à vice-liderança
 
Nos últimos 12 pontos que disputou, o Grêmio ganhou 10. Pela ansiedade da torcida, especialmente os mais jovens que ainda não comemoraram um  título expressivo, isso passa batido e os erros ficam mais acentuados do que os acertos. O segundo lugar até agora, é muito bom, não era o ideal, mas serviria para os outros 18 clubes que estão abaixo do Tricolor.
 
Sobre a partida desta noite, o Imortal praticou um futebol muito parecido com as jornadas bem sucedidas em que emendou vários resultados positivos sem apresentar uma qualidade técnica que nós torcedores desejamos. Até teve uma melhoria tímida e numa bela jogada de Ramiro que bateu cruzado e encontrou Barcos que esticou a perna esquerda e desviou a pelota para o fundo da goleira. 1 x 0.
 
No mais, o Goiás se mostrou um time incapaz na parte ofensiva, especialmente nos levantamentos para a área, consagrando Bressan, Rhodolfo e Dida durante toda a partida.
 
Olhando para o nosso time, ele teve uma postura que eu particularmente não gosto; a passagem da bola diretamente da defesa para o ataque, "mata" os atacantes e de certa forma, os próprios defensores, porque a bola retorna com mais frequência.
 
Os destaques são os mesmos de sempre: Rhodolfo, Bressan, Souza, Ramiro e desta vez, Barcos. Zé Roberto e Alex Telles, discretos, Pará, Vargas e Kléber poderiam ter dado uma contribuição melhor.
 
Renato, apesar de contestado, tem muito mais méritos, mais acertos do que erros. Está em evolução na carreira e sua dispensa/renovação deve ser avaliada com muito carinho e competência. Koff é o mais indicado para tomar a decisão. Lógico, aí entram as condições de um novo contrato e o horizonte que se descortina em 2014.
 
Por fim, a garantia da Libertadores, também dá vaga para as oitavas da Copa do Brasil. Para quem achava que "tava ruim e ia piorar" foi um banho de água fria. Deve ser difícil secar o próprio time.