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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Opinião



O Vice-Campeonato será importante

Se o Grêmio não conquistar a Libertadores, o segundo lugar no Brasileirão aumentará a frustração neste final de 2017. Dois vice-campeonatos com cheiro de "podia ser". Mas, depois que a poeira baixar, dadas as circunstâncias, pode-se descolar as participações uma da outra, pelo menos, a eleição da prioridade Libertadores é acertada e inquestionável para este que escreve. Já a decepção do certame nacional, neste momento, deve servir para aprender com os erros como explico abaixo.

O erro do Grêmio não está em colocar time misto nesta reta final de campeonato, ele é anterior; começa pelo completo desprezo nas rodadas iniciais, quando utilizou meninos como Pepê, Nicolas Careca e até Lima (hoje no Ceará); não pela qualidade deles, mas pela sinalização escancarada de que "o Grêmio tinha coisa mais importante a disputar". Ali, o equívoco em priorizar a Copa do Brasil recém conquistada, deixando o Brasileiro em plano inferior, ainda que a última conquista remonta há duas décadas.

Agora, além de promover e incentivar reservas "quase titulares" para a grande final deste Novembro Azul, vide Time Misto, o Grêmio deve buscar o segundo lugar porque dá uma premiação razoável, melhora a posição no ranking no Brasil e especialmente para demonstrar o bom trabalho de Renato, que não priorizando o Brasileiro, chegando em segundo, reduziria as críticas (embora isso seja irrelevante) ao clube pelas suas escolhas, posto que outras "potências" futebolísticas, Palmeiras, Santos, Flamengo e Cruzeiro, mesmo dando mais atenção do que o Tricolor, ainda assim, ficariam aquém do desempenho gremista; isto é, se está ruim com o Grêmio desse jeito, pior sem ele.

Por tudo isso, embora o foco total deva ser a Libertadores, lutar pelo segundo lugar é um objetivo nada desprezível.




Opinião



Grêmio vence e está quase definido

No choque de Tricolores, deu o gaúcho. Esteve em campo o melhor onze da cabeça de Renato. Com Jaílson e Fernandinho.

Cabeça e convicção de treinador geralmente não batem 100 % com a maioria da torcida e da imprensa verdadeiramente qualificada e isenta.

À distância, eu não compreendo a preterição de Michel e as escassas chances que são dadas para Éverton. Como não vivo o dia-a-dia do clube, acredito que existam maiores elementos na composição das decisões; eu tenho apenas o visual de dentro das quatro linhas.

Sobre o confronto: Acho que este foi o melhor teste que o Imortal poderia ter às vésperas do grande embate das próximas duas quartas-feiras. O São Paulo está arrumado para o momento que vive. Jogou fechado, mas com alternativas ofensivas interessantes, inclusive com um centro-avante (Pratto) que tem a movimentação parecida com a de Sand, ídolo do Lanus.

A vitória veio num lance acidental que curiosamente teve participação de três defensores; Edílson que lançou Geromel, o camisa 3 cruzou e Kannemann estava na área para confundir (e conseguiu) a defesa são-paulina; resultado: A bola bateu no seu corpo e se encaminhou para as redes paulistanas. 1 a 0.

Os destaques foram Kannemann e Bruno Cortez, além de Arthur e eu incluiria o arqueiro Marcelo Grohe que teve pouco trabalho, mas aos 46 minutos da etapa final fez uma defesa providencial que garantiu a vitória. Grohe foi decisivo. Começa a aparecer muito bem nestas últimas rodadas . 

O jogo também serviu para se ter uma ideia do que Renato pensa para a decisão; ele vai de Jaílson à frente da zaga, diante disso, acho que a dúvida que sobrou é na vaga de Pedro Rocha. Se Éverton for bem em Santos contra o Peixe, ainda pode sonhar com a titularidade.

No mais, Deus deve estar reservando algo de muito especial para Jael, porque, por enquanto, ele tem mostrado um futebol insuficiente até para ser opção de jogo. Quem sabe mais adiante?

Segue o link com alguns lances:

https://www.youtube.com/watch?v=-ee4HHVsvmU

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Opinião



Vestibular (ou quase isso)

Talvez a intenção inicial da Comissão Técnica gremista não fosse promover essa disputa em algumas posições que estão indefinidas para o time que deve encarar a decisão da Libertadores; mas o fato é que ao promover o rodízio entre Michel e Jaílson, Fernandinho e Éverton mais outras posições, ela permite ao  treinador  desfazer dúvidas entre os onze. 

E tem mais; viabiliza encontrar alternativas para situações inesperadas como lesões, suspensões e até táticas dentro das partidas. Renato pode ter um banco do meio para frente composto por Cristian, Cícero, Jaílson, Fernandinho e citaria Jael, apenas por características peculiares, embora a sua imensa dificuldade em marcar gols e o múltiplo Leonardo Moura.

A lamentar, a decisão tardia de mesclar o "onze"; tenho certeza que se utilizasse time misto na maioria das partidas, onde Renato optou por escalações frágeis, o Grêmio estaria brigando "pau a pau" com o Corinthians.

Paciência! Agora é olhar para frente e torcer para que o técnico encontre as melhores alternativas para o time.


domingo, 12 de novembro de 2017

Opinião



Um Jogo Inconveniente

Este Grêmio versus Vitória não merece outra adjetivação do que inconveniente, posto que foi fora da Arena, mesmo como mandante e principalmente, porque desejei pela primeira vez que a decisão da LA fosse logo neste final de semana, evitando assim, esses confrontos enfadonhos, que após as sucessivas vitórias corintianas recentes, aumentaram a sensação de jogos inoportunos. 

Não ganhou e daí? Nenhum problema. Se tivesse feito uma grande partida, até entusiasmaria, mas, desconfio que os atletas também sentiram isso. Nem quando ficou 11 contra 10, o Grêmio melhorou; talvez uns 10 minutos após a saída de Felipe Souto. Na verdade, até temi pela derrota, quando entrou André Lima. Pensei: - Vem a história do ex-jogador marcando contra o seu ex-time. Felizmente, André já não é mais o mesmo.

Individualmente, Paulo Victor fez uma única intervenção num chute de fora da área, no mais, um assistente privilegiado. 

O jogo foi tão estranho que Leonardo Gomes improvisado na lateral esquerda fez a sua melhor apresentação no Imortal. Kannemann falhou duas vezes no gol rubro-negro, Geromel e Leonardo Moura bem, mas nada de atuações excepcionais.

Jailson cumpriu boa jornada, mas acho um equívoco do treinador não estar escalando Michel para ganhar ritmo. Ramiro e Arthur, os melhores em campo. Muito atentos defensivamente e com acerto de passes, o que não é novidade no caso do goiano.

Luan, Barrios e Fernandinho não funcionaram coletivamente, a bola veio uma única vez à feição para o argentino/paraguaio e aí brilhou o geralmente atrapalhado Fernando Miguel, a bola do gol, um cruzamento bem aproveitado por Fernandinho e a melhor jogada de Luan foi exclusivamente pelo seu talento, um lençol com arremate fraco e defesa fácil.

Os que entraram, Éverton, Jael e Patrick foram um fracasso. Aí entra a má jornada do treinador. Parece que a inconveniência, por mais profissionalismo que se exija, afetou a todos hoje. A cabeça anda longe.

Até a torcida saiu indiferente ao empate "em casa".

Deixo um link com os melhores momentos:

https://www.youtube.com/watch?v=PG95LLcf0k4

sábado, 11 de novembro de 2017

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (178) - Ano - 1981



O Tiziu




Em 1981, os gremistas se sentiam incomodados com a supremacia colorada no plano nacional, afinal, eles possuíam três títulos brasileiros e o rival nenhum.

Cada ano, "era o ano" de começar a ganhar, mas nada mudava. E 81 parecia ser mais um na fila, o time vinha patinando até ser goleado em São Paulo, 3 a 0, três de Serginho Chulapa. Ênio Andrade radicalizou e encheu de juniores o time. Havia um grupo de personalidade forte e imensa qualidade surgindo no Grêmio e um atleta luziu muito acima dos demais, luziu no meio de Leão, De León, Vilson Tadei e Tarciso: Paulo Isidoro. Ninguém brilhou mais do que ele, o Bola de Ouro da Revista Placar naquele Brasileiro. No ano seguinte, Telê o levou no elenco da Copa do Mundo da Espanha. Chegou a ser titular momentaneamente na briga com Cerezzo, Falcão, Zico, Sócrates e Dirceu Guimarães, o Dirceuzinho.

O ponta de lança surgido no Atlético Mineiro era uma "fusão" de Valdo com Paulo César Tinga, portanto, não havia como errar. Pela sua negritude, a imprensa mineira o apelidou de Tiziu, um pássaro que entoava um belo canto. Veio trocado por Éder, o maior ponta esquerda da história gremista, o que levou a lenda Foguinho resmungar: Trocaram um diamante branco (muito raro e valioso) por um diamante comum. Verdade! Porém, é também verdade que no final, nenhum gremista reclamou.

Isidoro foi desequilibrando os confrontos a favor do Tricolor, um a um, Fortaleza, Vitória, Operário MS, Ponte Preta e especialmente na final, quando virou o decisivo jogo de ida no Olímpico, 2 a 1. Ficou para a lembrança o 0 a 1 no Morumbi, gol de Baltazar, entretanto, quem viveu, sabe que o empate nos servia. Duro foi virar contra o melhor time do Brasil, perdendo pênalti e com o capitão Leão, saindo lesionado, entrando um arqueiro inconfiável. A Nação gremista ficou com o, digamos, ... coração na mão.

Aliás, a confiança dos colorados no fracasso gremista era tão grande e aumentou nas oitavas-de-final, quando o Imortal perdeu a primeira disputa em Salvador para o Vitória, 2 a 1, que uma das brincadeiras era dizer que a defesa gremista parecia aqueles portões cuja arquitetura apresentava dois leões como guardiões da entrada, que na verdade, qualquer um entrava. A referência surgiu pela presença dos defensores azuis, Émerson Leão, goleiro e o quarto-zagueiro uruguaio, Hugo De León.

Aí veio a partida da volta, Olímpico com quase 40 mil torcedores num Domingo, dia 12 de Abril. O Tricolor precisa vencer para manter o sonho do título.

Ênio Andrade escalou: Leão, Paulo Roberto, Newmar, De León e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vilson Tadei (Renato Sá); Tarciso, Héber e Odair.

Os baianos treinados por Belisco: Gélson; Róbson, Xaxá, Otávio Souto e Marquinhos; Zé Augusto, Edson Silva e Joel Zanata; Ronaldinho (Wilton), Tadeu Macrini (Anílton) e Paulinho.

Logo aos 6 minutos, escanteio batido por Odair pela direita, a bola passou pelos defensores e pelo centro-avante Héber; o Tiziu surgiu às costas da zaga e cabeceou no lado oposto de ex-gremista Gelson. 1 a 0. 

O resultado levava o Imortal para a fase seguinte; a tranquilidade total surgiu aos 3 minutos da etapa final numa arrancada do veloz Odair; ele cruzou forte, Tarciso repetiu Paulo Isidoro, isto é, cabeceou no contrapé do goleiro. 2 a 0.

Outras chances surgiram e foram desperdiçadas. Com a má fase de Baltazar, Héber, um camisa nove "cerebral" (o Grêmio sempre sonhou com um novo André Catimba), não aproveitou as oportunidades.

Esta vitória encurtou o caminho para o título. Afinal, ele chegou três semanas depois, dia 03 de Maio.

Foto: Adolpho Gerchmann onde aparecem da esquerda para direita: Héber, Odair, Newmar, Paulo Roberto, Vilson Tadei, o preparador Júlio Espinosa abraçando Paulo Isidoro e Hugo De Leon

Fonte: Arquivo pessoal do amigo Alvirubro

Seguem os gols deste 2 x 0 ( Léo Batista se equivocou):















sexta-feira, 10 de novembro de 2017



Álbum Tricolor (104)
ITAQUI
GaúchaZH

Nome: Jesus Cleiton Pereira da Silva.
Apelido: Itaqui.
Posição: Lateral / Meio Campo.
Data de nascimento: 20 de Janeiro de 1973, Itaqui, RS.

JOGOS PELO TIME DO GRÊMIO
191 jogos (99 vitórias; 43 empates; 49 derrotas). Marcou 15 gols.

ESTREIA NO GRÊMIO
24.01.1998 - Grêmio 0x0 Guarani-VA - Amistoso
GFBPA: Danrlei; Itaqui, Rivarola (Eder), Scheidt e André Silva (Róger); Dário, Luís Carlos Goiano, Sérgio Manoel (Aílton) e Beto (Ronaldinho Gaúcho); Maurílio (Paulo César Tinga) e Guilherme.
Técnico: Sebastião Lazaroni.

ÚLTIMO JOGO PELO GRÊMIO
02.12.2001 - Grêmio 3x1 Portuguesa de Desportos - Campeonato Brasileiro
GFBPA: Danrlei; Itaqui, Marinho, Róger e Rúbens Cardoso (Anderson Lima), Anderson Polga (Mauro Galvão), Claudiomiro, Paulo César Tinga (Rafael Toledo), Fábio Baiano e Rodrigo Fabri; Luís Mário.
Técnico: Tite.

CARREIRA
Juventude-RS (1992 a 1997); Grêmio-RS (1998 a 2001); Novo Hamburgo-RS (2006); ULBRA-RS (2006); Glória-RS (2007); Rio Pardo-RS (2009); Lajeadense-RS (2010); Garibaldi-RS (2011).

TÍTULOS PELO GRÊMIO
Copa do Brasil – 2001.
Campeonato Gaúcho – 2001.
Campeonato Gaúcho – 1999.
Copa Sul – 1999.

(*) Os dados aqui publicados não são oficiais. Dizem respeito às informações contidas no arquivo do autor.

Por Alvirrubro.

FONTES:
- Jornal “Correio do Povo”.
- Jornal “Zero Hora”.
- Revista “Placar”.
- Arquivo Pessoal.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Opinião



Frases que não serão encontradas na mídia esportiva

Um dos meus maiores defeitos é acreditar que existe a teoria da conspiração; especialmente na crônica esportiva gaúcha. Isso vem lá da minha adolescência nos anos 70, quando a minha geração desconfiava (para não escrever "tinha certeza") da presença bem atuante da imprensa vermelha, que hoje com maior visibilidade, ficou conhecida como IVI.

Nos 70 e 80, essa parcela do jornalismo esportivo punha em dúvida a utilização de Éder, excepcional ponta esquerda gremista por ser muito "explosivo", genioso, também de Renato, o jovem rebelde que não possuía "consciência tática" ou de Émerson Leão, goleiro que seria de quatro Copas de Mundo, uma "múmia" de tantas faixas conquistadas pelo Palmeiras, Grêmio e outras instituições de ponta. Dizia-se que não era bom de grupo, embora capitão do time que levantou várias taças no Tricolor.

Entretanto, sobravam elogios para atletas que não possuíam unanimidade junto ao torcedor.  Mídia bem ardilosa, não?

Pois essa versão recente e mais ousada, ataca sempre travestida de "isentos"; agora, voltaram assanhados, mas como foram apenas repaginados, seus métodos permanecem idênticos aos das décadas passadas; portanto, não esperem ler frases como essas para os craques do elenco:

- Deveriam canonizar Pedro Geromel

- Ão, ão, ão, Luan é Seleção

Pelo contrário, sobram para os craques do clube frases como: Arthur desperta interesse aos maiores clubes europeus, Luan está pronto para sair na próxima janela.

Pior é que funciona às vezes ou então, realmente, este meu defeito se aprofundou.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Opinião



Vitória histórica

Esta vitória do misto do Tricolor sobre a Ponte Preta em Campinas, além de colocá-lo na vice liderança, pelo menos momentaneamente, trouxe um fato histórico: Primeira vitória desde 1981. Nossa!!! Eu lembro deste jogo,  2 a 3 com show de Paulo Isidoro e Vilson Tadei. Mais de 30 anos, isto é, uma geração inteira não havia visto isto.

No entanto, o Tricolor foi mal em campo, muita coisa não funcionou, a começar pela dupla de zaga; Thyere e Bressan foram mal, Marcelo Oliveira esteve péssimo (antes que alguém comente, eu afirmo que não tenho nada contra ele), Leonardo Moura esteve bem ofensivamente; é dele o passe açucarado para a cabeçada fatal de Ramiro; atrás, ele andou atrapalhado.

O destaque foi Marcelo Grohe que fez duas defesas importantíssimas e boas intervenções que garantiram os três pontos. Cresceu no meio da mediocridade de seus companheiros de defesa.

Além dele, Cristian e Michel  estiveram bem; aí, a vantagem de ter um jogador cascudo, no caso, o primeiro, que não sentiu o desentrosamento que seria natural. Jaílson não comprometeu, porém, o recuo inexplicável do time, acabou deixando-o meio perdido entre defender ou atacar. Ramiro, boa movimentação e autoria do tento definitivo.

Jael e Éverton apareceram pouco; mas o segundo merece sequência.

Os que entraram nada acrescentaram: Fernandinho, Leonardo Gomes e Beto da Silva.

Notícias recentes dão conta que Espinosa resolveu ajudar novamente. Cada tese!!! 

Segue o link dos melhores lances:

https://www.youtube.com/watch?v=KUEEP3zYCEI

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Opinião



O Acerto

Leio que o Tricolor irá levar quatro titulares a Campinas, vide Quatro Titulares, isso, mais o que se viu Domingo diante do Flamengo, demonstra que o clube resolveu mudar de postura no Brasileirão, ou seja, não entrará com time todo descaracterizado, aliás, como a maioria da torcida (onde eu me incluo) bradava por isso desde o início do campeonato.

São apenas quatro jogadores, mas associados a mais três atletas quase titulares, aqueles que entram quase sempre, casos de Leonardo Moura, Éverton, Jaílson, o time fica encorpado. Levando em consideração que entre os onze há alguns contestados pela massa torcedora, Marcelo Oliveira, Bressan e Jael, mas de integral confiança do treinador, as chances de fazer um bom enfrentamento contra a Ponte Preta aumentam.

Se esta postura acertada fosse adotada desde o início do certame nacional, não hesito em dizer que o Tricolor seria o líder da competição.

Parece uma contradição, antes poupava todos os titulares, agora que é a reta final da Libertadores, Renato, num rodízio, os coloca para jogar. Na verdade, é uma correção de rumo.

Antes tarde do que nunca, o exemplo negativo do Coirmão de 2010 está muito vivo. 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Opinião



As Alternativas

A partida de ontem mostrou que o banco pode ser essencial para uma campanha, não apenas para uma circunstância. Claro, houve aquele negócio de má escalação; a insistência com Jael, além de prejudicar o time, também faz o mesmo com centro-avante.

Jael pode estar pensando na grana que ganha num clube que vai decidir a Libertadores, money e visibilidade, grande exposição. Porém, uma exposição negativa pode ter reflexos ruins no futuro. Acho que é hora de preservá-lo. Bom para ele, bom para o time.

Se Éverton for efetivado, o Grêmio ganha uma bela alternativa; Fernandinho. Várias vezes o camisa 21 saiu do banco para se consagrar no jogo.

E Beto da Silva? Este atleta pode virar a primeira opção para o lugar de Barrios, mesmo "jogando diferente". Isso não é nenhum absurdo, lembro que Luan possuía um "fan club" que o queria como falso 9. Beto da Silva é mais 8 e 1/2 do Luan. (Corrigido, quis escrever 8 e 1/2, mas nada a ver com Fellini).

Renato terá que usar estes compromissos antes de 22 e 29/11 para encontrar alternativas para algumas posições, em especial, o lugar de Lucas Barrios, que é um atleta com histórico de lesões. Perdê-lo neste momento crucial é terrível e o Grêmio precisa estar preparado para esse infortúnio.

Cícero foi mal, mas é um jogador de inúmeras qualidades, mesmo que tenha ido mal diante do Barcelona, ele é um precioso reforço nesta reta de chegada. Pena que não poderá ser testado no Brasileiro.

Finalizando, temo pela escolha de Bressan como primeiro nome para reposição da zaga. Aliás, ontem, o Grêmio se beneficiou de um antigo veneno que costumava ser fatal em seus insucessos: Pará. Éverton e Luan tiveram justos elogios na construção do placar, mas com aquela ajudinha da defesa, ficou mais fácil, sem dúvida.