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segunda-feira, 31 de maio de 2021

Opinião

 



Crise de Identidade e mais dois assuntos

 

Quase todos os gremistas estão criticando o desempenho de Lucas Silva. Estou entre eles.

Escrevi que o Grêmio deveria repassá-lo, acho que seria bom para todo mundo, neste momento.

Se estou com a maioria nessa onda de críticas; noutro ponto, desconfio que esteja com a parcela menor, que entende que Lucas não é segundo, nem terceiro do meio de campo.

Ele é primeiro volante. Um primeiro volante insatisfatório, daí decorre a conclusão que é de outra posição do setor.

Na verdade, Lucas Silva me parece padecer do mal que afeta muitos atletas, a chamada “crise de identidade”, algo que percorreu a carreira toda de Marcus Vinícius, o camisa 9 que anotou o gol gremista no famigerado Grenal do Século, Beira-Rio, 1988 ou 1989, semifinais do Brasileirão.

Nunca se soube a verdadeira posição dele, se 8 (ponta-de-lança), se 9 (Centro avante). E nessa discussão e alternadas de lugar nos seus clubes, ele deixou de ser o grande jogador que representava ser.

Lucas Silva está nessa. E aí, afunda mesmo. Seus desempenhos ruins tem um pouco dessa indecisão. Além disso, o setor com essa formação Bíblica ***(Thiago, Matheus e Lucas) é um pecado para o time. Não lhe ajuda. 

Outro assunto: amanhã, com um pouco de sorte, o Tricolor poderá pegar um adversário meia-boca no início dos mata-matas da Sul americana. Vamos torcer, porque, além das dificuldades dentro do gramado, a realidade mundial impõem obstáculos, às vezes, intransponíveis como um surto de Covid 19 no elenco ou viagens longas e indesejadas.

 Terceiro e último ponto: confirmar a realização da Copa América para esse ano só não é a maior insensatez vista, porque alguns políticos, o prefeito de Porto Alegre, por exemplo, querem “abraçar a causa” e até oferecem a capital como uma das postulantes a ser uma das sedes deste certame. Mais irresponsável e bizarro não pode ser.

É, além de alienação, uma crueldade com a população e os profissionais de saúde.

PS: ¨***Entendo pouco de Bíblia

 

domingo, 30 de maio de 2021

Opinião




Derrota com uma verdade irrefutável 

Poderia ser creditada a derrota ao impacto que a Covid 19 provocou no elenco gremista, onde até esse momento que escrevo, apresenta o número de 8 profissionais (os 5 antes da viagem + Pedro Lucas, Rodrigues e o treinador Tiago Nunes), mas seria simplificar ou mascarar o que se viu em campo.

O Grêmio entrou mal escalado; incrivelmente com três volantes, um mais outros menos, mas no fundo, volantes, isto é, a primeira vocação deles é desarmar, defender. Isso, na prática, nada significou defensivamente e inviabilizou o poder ofensivo que não ameaçou o Ceará, salvo a jogada estupenda de Vanderson, sua tabela com Matheusinho e a bela conclusão. Final de primeira etapa: 2 a 1 para os donos da casa com Brenno fazendo duas defesas providenciais, evitando o vexame.

Um detalhe: o Ceará poupou os titulares. Repito: o Ceará poupou os titulares. Tem clássico no meio da semana e priorizou a Copa do Brasil, no momento.

O primeiro tempo, apenas Brenno, Vanderson e Geromel se salvaram do fiasco. Ruan atrapalhado, Diogo Barbosa, nefasto, por sorte, ele saiu  e foi bem substituído por Cortez que para minha surpresa, esteve bem ofensivamente.

O meio de campo: Thiago Santos, sofrível, foi uma porteira aberta e zero de contribuição ofensiva que "não é a sua". Lucas Silva, muito esforçado, mas o melhor que o Grêmio pode fazer por ele, é repassá-lo. Matheus Henrique, o menos ruim.

Léo Pereira conseguiu ser mais ineficiente do que fora Guilherme Azevedo contra o La Equidad. Ricardinho é aquela história: se a bola chegar nele, pode ser, pode ser... Léo Chú vale pelo segundo tempo.

Aliás, o técnico interino, por competência ou sorte, acertou o time com os ingressos de Cortez, Jean Pyerre e até com Jonathan Robert, embora este tenha mostrado limitações também.

Era jogo para vencer. A defesa falhou muito, mesmo tendo nela 3 dos 4 atletas que se salvaram (Brenno, Vanderson, Geromel e Jean Pyerre).

Por fim, deixo algumas informações que dão base para o título da postagem: Thiago Santos atuou pelo Grêmio 11 partidas, das últimas 14 desde a sua estreia. Ficou de fora do primeiro Grenal decisivo, jogado no Beira-Rio e de duas que o time entrou com reservas (Aragua e La Equidad). Sabem quantos gols o Tricolor sofreu nas 11 em que ele atuou? 11 (Onze).

É um conclusão super fácil de se chegar, qual seja: Com o "cão de guarda" no time, o Grêmio para vencer precisa fazer dois gols.

Fica uma certeza para mim, mas provável hipótese para a mídia: Será que se o Grêmio estivesse jogando sem o tal cão de guarda, esta realidade de 11 gols em 11 partidas, não serviria de argumento para reclamar para o time, a presença de um volantão, um cão de guarda? Pois é!

No futebol moderno, prescindir de um jogador técnico, moderno, que faça a primeira função do meio com qualidade e consequência é um pecado mortal que cedo ou tarde vai cobrar um preço caro. 

O Grêmio, às vezes, parece viver no Século passado. 

PS: Com Thiago Santos em campo, o Grêmio só não sofreu gols contra o Caxias, duas vezes e contra o poderoso Aragua na Arena.

sábado, 29 de maio de 2021

Pequenas Histórias

Pequenas Histórias (252) - Ano - 1972


 Jornada Sentimental

Fonte: do Autor

Já escrevi sobre os meus times de botão, os comprados com a fotinho dos jogadores e os puxadores, aqueles que geralmente eram feitos de duas camadas de cores diferentes. Os primeiros, os da minha infância, os outros, do início da minha adolescência.

O combinado na turma era não ter Grêmio ou Inter, então, havia Flamengo (João Henrique), Botafogo (Marcelo), Ponte Preta (Kydo), Coritiba/Peñarol (Marcos Rolim) e eu, América RJ/Ceará. O América, opção por haver muitos gaúchos nele, mas principalmente, pela minha admiração por Tadeu, que depois veio comandar dentro do campo, o título de 77 do Grêmio de Telê Santana (virou Tadeu Ricci)  e o Ceará, que após muito tempo, eu esqueci o porquê da escolha.

Há alguns anos, revirando guardados, encontrei um caderno fininho com a capa amarela (sua cor original, nada a ver com a ação do tempo) contendo dados dos meus times e na parte interna da própria capa, duas datas: América - 28/08/72; Ceará - 23/09/72. Era a chave do mistério de minha escolha pelo "Vozão" como é carinhosamente chamado o clube cearense.

Explico: Talvez influenciado pela Mini Copa do Mundo realizada no Brasil para festejar os 150 anos da Independência, a nossa turma dos jogos de botão (e de tudo mais) conseguiu permissão do Colégio para fazer um campeonato Sábado à tarde, naquele 23 de Setembro numa das salas de aula.

Foram 4 "sedes" com 4 participantes em cada uma, os estádios eram de madeira (compensado), bem acabados, bonitos, também um de fábrica industrial (o Estrelão), o que resultava em certas características como: a definição da bola, chata ou redonda (de feltro), campo com dimensões diferentes, encerado ou "natural", outro, o da Estrela, que era pintado, isso, na imaginação da gente, implicava dúvidas nas escolhas de escalação dos atletas, na variação dos esquemas e até, na troca dos goleiros, se a partida se encaminhasse para a decisão por penalidades, sem falar na eleição da Bola de Prata no final do torneio, posição por posição.

Pois, eu tive a sorte de conquistar o primeiro lugar e o prêmio maior, logicamente. Foram 10 botões puxadores grandes.

Muitos anos passados, pesquisando, descobri (o que esquecera), que naquele mesmo final de semana (Domingo)  do nosso torneio, o Grêmio foi ao Nordeste, enfrentar o Ceará e ficou no 0 a 0. 

Olhando a escalação que o técnico Ivonísio Mosca mandou a campo: Hélio; Arthur, Mauro Calixto, Nagel e Paulo Tavares; Joãozinho e Edmar; Jorge Costa, Erandir, Samuel e Da Costa; vi que ela batia com a nominata dos botões do meu time. Apenas não havia Hélcio e Belo, os reservas que entraram durante a partida.

O Grêmio de Daltro Menezes utilizou: Jair; Espinosa, Ancheta, Beto Bacamarte e Everaldo; Jadir e Negreiros; Carlinhos, Oberti (Mazinho), Lairton (Paulo Sérgio) e Loivo.

Mesmo com o placar fechado, os jornais falaram em grande espetáculo, que foi acompanhado por quase 20 mil pessoas no acanhado estádio Presidente Vargas.

Desse jeito, o Ceará pela coincidência de eventos daquele final de semana, entrou na minha rotina dos jogos de botão, lá atrás, há quase meio século (o que assusta!!!).

Quero dedicar esta postagem ao amigo João Henrique, que além de fazer aniversário neste Domingo (30 de Maio), naquele distante Sábado, 23 de Setembro de 1972, com o seu pai ao volante, me deu carona para levar um dos "estádios" do torneio até o Colégio. Levou e trouxe de volta. Feliz Aniversário.

Fonte: Arquivo pessoal do amigo Alvirubro

* Título do post foi inspirado no primeiro álbum solo de Ringo Starr, Sentimental Journey







sexta-feira, 28 de maio de 2021

Opinião



Mais um Adversário 

De repente e, não tão de repente assim, os clubes conhecem ou se reencontram com um novo adversário; a Covid 19.

O River Plate escapou por um golzinho de ficar em terceiro e se "habilitar" para a disputa da Sul Americana; tudo, obra da pandemia. Nem goleiro de ofício, ele tinha disponível.

Agora, nem iniciou o Brasileiro e o Tricolor já vê cinco integrantes (preparador de goleiros + 4 atletas) infectados e consequentemente, fora dos próximos compromissos. Vide Covid 19.

No caso, são 3 titulares, Rafinha, Diego Souza e Ferreira. Se considerarmos os compromissos seguintes, Brenno e Matheus Henrique mais Pinares estarão fora, também.

Como não acredito em alívio por parte da Pandemia no prazo de 6 meses, é provável que algum estrago a Covid 19 fará nos diversos objetivos dos clubes em suas competições.

Imaginem uma luta acirrada nas rodadas finais para a fuga do rebaixamento e um dos desesperados ser premiado com um surto. Desesperador.

 Não está fora de cogitação. Melhor mesmo é redobrar os cuidados.

Encerrando: Desconfio que irão para o jogo de Domingo: Vanderson, Diego Churín e Léo Chu no lugar dos titulares.

Opinião




Empate num Jogo Ruim

Recém finalizado, La Equidad e Grêmio realizaram uma partida muito pobre, que somente os torcedores destes times (imagino) se "dignaram" a ver.

Pelo lado do Tricolor, há várias razões para a má apresentação, o desentrosamento, a ansiedade de alguns meninos, as improvisações, a altitude e o péssimo gramado. Do lado colombiano, a ruindade do La Equidad que só soube bater o tempo inteiro.

A ausência de Pedro Lucas se tornou um grande desfalque, porque faltou a armação qualificada no meio, a lesão cedo de Elias, igualmente foi um obstáculo que o time enfrentou, mesmo assim, quase venceu.

Individualmente, Gabriel Chapecó foi bem, os laterais improvisados tiveram um pouco de dificuldade (natural), em especial, o lado esquerdo que pegou um ponteiro arisco, Zapata.

Os defensores centrais (Heitor e Emanuel) cumpriram o primeiro mandamento de um zagueiro, evitar o arremate, mesmo que a exigência fosse o chutão. Emanuel me pareceu mais técnico.

No meio, se houve destaques na partida, eles estiveram ali, Fernando Henrique, um bom primeiro tempo, caiu na etapa final (pode ser os efeitos do ar rarefeito), Bobsin, o melhor, comandou com a braçadeira de capitão, o centro do gramado. Bitelo, "invisível".

Na frente, Vini Paulista que começou aceso, foi perdendo força, Elias, cedo se machucou. Rildo teve o mérito de sofrer a penalidade e, mesmo improvisado, atrapalhou a defensiva colombiana.

Thaylon, me chamou mais a atenção pela pequena estatura, ainda assim, deu um arremate.

Deixo para o final, a análise de Guilherme Azevedo, atleta que eu tinha grandes esperanças, mas, à medida que a gente vai vendo, me parece que está com os dias contados no Tricolor. Ele "assimilou" o pior de Alisson e William Potker, ou seja, do primeiro: recebe a bola, olha, busca sempre a zona congestionada; quando tenta a jogada de fundo, sempre escolhe o lado errado; do segundo: baixa a cabeça e parece usar viseiras equinas. Não sei se conseguirá se livrar destas características.

Por fim: fiz uma postagem de como bater um pênalti indefensável: batida forte, "seca", no alto, na "bochecha" da rede. Exemplificando: como Edenílson cobra.  Para azar de Gui Azevedo (e do Grêmio), ele não é nosso leitor. Penalidade horrível, a que ele bateu.

Como consolo, a primeira colocação entre todos que disputam a Sul Americana.

quarta-feira, 26 de maio de 2021



A Grande Várzea

O Grêmio vai com 15 atletas na delegação para enfrentar o El Equidad, clube da Colômbia, mas no Equador. Nem levará treinador principal.

Há cerca de 10 anos, eu falei que essa Sul americana era uma segunda divisão do continente, meus amigos colorados diziam que eu estava desdenhando do título deles. Bom, passada uma década, a minha impressão segue intacta. Sorte que há argumentos sólidos para não ter torcida, porque sem a pandemia, o estádio igualmente, estaria às moscas.

É um castigo merecido para o Tricolor, porque desprezou, relevou o Brasileirão e foi incapaz de se classificar entre os 4 primeiros lugares. Até o quinto (me parece) levava a vaga direta.

Domingo, a versão 2021 começa, espero que desta vez, haja bom senso e o pensamento da Direção venha ao encontro do que pensa a massa torcedora gremista.





terça-feira, 25 de maio de 2021

Opinião




Quatro Tópicos

Dividirei a postagem em quatro partes:

a) Receei pela confirmação de meu anúncio da formação do time de Tiago Nunes, aquela que quase se confirmou no clássico à exceção de Kannemann e Alisson, lesionados. Com a contratação de Douglas Costa, à princípio, ele toma conta do lado direito do ataque

b) Se a vinda de Douglas Costa implode com a minha preocupação de manutenção de alguns remanescentes da Era Renato (letra a), a fala do presidente, que diz ser necessário trazer um goleiro mais experiente para suprir a ausência de Brenno (convocações), me acende uma luz de alerta, porque não é crível, depois do sucesso do jovem goleiro gremista mais as performances de Léo Jardim (Europa) e Phellipe Megiolaro (EUA), ainda haver receio de lançar os meninos Chapecó e Adriel. Seria um retrocesso

c) Se Tiago Nunes escalou mal o time no último Grenal, ele mostrou que enxerga o jogo que rola, pois na expulsão de Rafinha, não hesitou e sacou Maicon, que além de participação discreta no clássico, levara cartão amarelo e era substituição certa na etapa final. Maicon é um espectro do comandante do meio de alguns anos passados

d) Hoje, o que mais preocupa no time é a lateral esquerda. Se o Tricolor não encontra na base a solução, deve ir imediatamente ao mercado. Alisson, Paulo Victor e Diogo Barbosa são "moedas de troca" valiosas


segunda-feira, 24 de maio de 2021

Opinião

 



De Difícil Entendimento

 

Estou curioso para ver a eleição dos melhores do Gauchão nos diversos órgãos da Imprensa. Quase sempre cometem equívocos ou surpresas pela ótica dos leitores/ouvintes.

Um exemplo é a eleição antecipada do jornal Zero Hora (20/05), que assinamos (eu e a esposa) aqui em casa e é o único veículo integrante do grupo RBS que acompanho diariamente. Vejam os eleitos e notem o meu grifo na escolha do treinador do campeonato.

Seleção GZH do Gauchão 2021:

Goleiro: Brenno (Grêmio)
Lateral-direito: Rodinei (Inter)
Zagueiro: Víctor Cuesta (Inter)
Zagueiro: Ruan (Grêmio)
Lateral-esquerdo: Zé Mário (Ypiranga)
Volante: Edenilson (Inter)
Volante: Matheus Henrique (Grêmio)
Extrema direita: Capixaba (Juventude)
Meia: Guilherme Castilho (Juventude)
Extrema esquerda: Ferreira (Grêmio)
Centroavante: Diego Souza (Grêmio)

Técnico: Miguel Ángel Ramírez (Inter)
Árbitro: Anderson Daronco
Revelação: Brenno (Grêmio)
Craque: Ferreira (Grêmio)

Por mais esforço que fiz, não consegui encontrar elementos para tal escolha. O Grêmio teve o seu primeiro jogo adiado (Caxias) da primeira rodada, o que permitiu a liderança do Coirmão, porém, por aproveitamento, o Tricolor sempre esteve à frente de todos os disputantes.

Além disso, o Grêmio foi o time que perdeu menos (1 partida), teve a maior pontuação, saiu invicto de 3 clássicos e o mais importante: conquistou o título.

Procuro argumentos pela escolha de Ramírez e não os encontro; talvez sejam as mudanças no comando técnico do principal oponente (Renato, Thiago Gomes e Tiago Nunes), quem sabe a justificativa seja a pequena amostra de cada um deles;  mas, qual a amostragem de Capixaba,  Guilherme Castilho ou Zé Mário, meias e lateral esquerdo eleitos; seria por exclusão (dos ocupantes destas posições na Dupla)? 

Se for este o critério utilizado, quantas vezes viram Gustavo Xuxa, Leandro Leite, Juba ou qualquer outro atleta de Aymoré, São Luiz, São José, Novo Hamburgo, Pelotas, etc…para uma correta avaliação? 

Será que Cortez, Moisés ou Diogo Barbosa jogando num time do interior, "não teriam chamado a atenção" da mídia da capital e talvez figurassem na lateral?

Como eleger um treinador contestado pela própria torcida, que concorre por um clube que, juntamente  com o Grêmio, onde ambos  “disputam” solitários este páreo de dois favoritos?

 Pegando os últimos 70 anos de competição, não deu a dupla Grenal em apenas 4 oportunidades. 

Que em 9 pontos disputados contra o único real concorrente, Ramírez ganhou apenas 1? Está invicto “ao contrário”.

Basta olhar a chuva de críticas que vem recebendo nesta Segunda-feira, entre as mais amenas, o fato de ter "destruído" o time de Abel para justificar a minha derradeira linha nesta postagem:

Não entendi a escolha. Alguém entendeu?

 

 

 

 

domingo, 23 de maio de 2021

Opinião




Grêmio confirma vantagem e vira Tetra 

Esta postagem será dividida em duas partes:

a) Fui um crítico à contratação de Tiago Nunes, muito baseada na experiência sua no Corinthians e tudo que li sobre a sua passagem. As conquistas no Athlético Paranaense, embora os seus méritos, foram recheadas de detalhes que lhe beneficiaram na Copa do Brasil, mas, afinal, ele não pediu e não teve interferência e a Sul americana, bem essa, nós estamos vendo o que é.

Deixo aqui, o meu reconhecimento ao belo início de trabalho, superando as expectativas da maioria dos torcedores.

b) O título gremista foi mais do que merecido, porém, sob a batuta de Tiago Nunes, este jogo foi o pior, talvez pela tensão da decisão, talvez pelas más escolhas (Maicon e Léo Pereira) e muito principalmente, por um respeito exagerado ao adversário.

No primeiro tempo, os grandes destaques foram Geromel e Thiago Santos, ambos, detentores do espírito competitivo que uma decisão exige. Foram absolutos, sempre. Ferreira decidiu, mas o ataque foi pouco efetivo. Diego Souza jogou distante da área e se não fosse a sua grande capacidade técnica e inteligência (vide o gol gremista), pouco apareceu.

Léo Pereira, por enquanto, apenas muita velocidade e disposição. Precisa evoluir muito para pensar em ser integrante de clube de ponta. Não pode ser a primeira alternativa para a posição. 

Rafinha procura compensar a queda (natural) de seu futebol pela passagem dos anos, com experiência e uma pseudo malandragem. Saiu sem apresentar nada de positivo no clássico. A aposentadoria está próxima.

Ruan, eficiente e Diogo Barbosa, suas deficiências não foram exploradas suficientemente pelo adversário. O gol de Dourado é idêntico ao de Abel Hernandez, alguns Grenais atrás. Nos dois, os goleiros não tinham o que fazer. Cabeçada em diagonal, de cima para baixo. Faltou a cobertura defensiva.

Tiago notou e sacou o lateral.

O meio de campo gremista não existiu. Uma única exceção, Thiago Santos, jogou por ele e pelos demais, pena que só sabe defender.

Os que entraram: Vanderson substituiu com vantagem o titular; Lucas Silva, perdido, Ricardinho fez o impossível na frente do gol escancarado (seria o gramado irregular?) Pepê, um leve acréscimo, que ia se materializar no tento da vitória (a chance de Ricardinho), por fim, Cortez, tentou fechar a avenida da lateral esquerda gremista. É mais confiável que o atual ocupante da lateral esquerda.

O Grêmio é campeão com muitos méritos, porém, eles não foram vistos nesta tarde. Sorte que o Inter passa por um período delicado, dentro e fora dos gramados.

Encerrando: Há dias, eu alinhei uma escalação que provavelmente Tiago não se afastaria dela; confirmou com duas ausências por lesão: Kannemann e Alisson. Foi muito arriscado entrar com um meio que tem um volantão, um ex-jogador e um jovem que oscila muito + Diogo Barbosa.

O Grêmio de Tiago Nunes está bem superior ao dos últimos meses de Renato. Falta ao jovem treinador, um pouco mais de arrojo para as devidas modificações no time. As exigências de clube grande estão se aproximando. Pode ser que isso esteja dentro do planejamento, onde ganhar o Gauchão era obrigação e sinalização para trocar as peças que não funcionam mais ou outras que nunca funcionaram.

Por enquanto, hora da torcida comemorar.


 



Pequenas Histórias

 Pequenas Histórias (251) - Ano - 1931


Grenal Iluminado

Fonte:https://www.gremiopedia.com

Há quase 90 anos, mais exatamente, 28 de Julho de 1931, o Grêmio realizou o sonho de colocar iluminação no estádio da Baixada, Bairro Moinho de Ventos.

Seu maior incentivador e idealizador, o ex-presidente tricolor Álvaro Antunes, não viveu para ver a sua concretização.  A menina Ruth Antunes, sua filha, foi quem acionou a chave que iluminou o palco para o clássico Grenal, já que o Inter fora o convidado para tal evento histórico.

Nesta partida, várias lendas gremistas e coloradas estiveram em campo, começando pelo ex-jogador, atual técnico e futuro presidente, Telêmaco Frazão de Lima, que escalou o Imortal com: Lara; Dario e Sardinha; Mabília, Poroto e Russinho; Lacy, Artigas, Luiz Carvalho, Foguinho e Nenê.

O Inter de Carlos Lorenzi (ancestral do técnico Lisca) utilizou: Penha; Miro e Risada; Ribeiro, Magno e Alfredo; Javel, Miléo, Marroni, Honório e Rothfuchs. Jogou desfalcado de Nenê e Moreno.

O juiz foi Heitor Déste, atleta do Americano. O público de 5 mil pessoas, superlotou a Baixada, naquela noite gélida em Porto Alegre. 1 minuto de silêncio, antes da bolar rolar, marcou a homenagem a Álvaro Antunes.

O primeiro tempo ocorreu equilibrado, uma leve vantagem para os visitantes, mas ficou no 0 a 0.

Na etapa final brilharam as estrelas de dois ícones gremistas: Luiz Carvalho, o centro avante, marcou o primeiro e Foguinho, o segundo (na foto, terceiro e quarto, em pé). O jornal A Federação aponta o último tento para Nenê (o segundo, em pé).

A exemplo do centro do país, São Paulo e Rio de Janeiro, pela iniciativa de alguns gremistas abnegados, o Sul passou a ter partidas noturnas, tendo o maior clássico brasileiro como ator  desse novo momento do futebol.

Fontes: Correio do Povo
              A Federação
              Arquivo pessoal do amigo Alvirubro