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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Opinião



O Duto 

Há muitas passagens neste Grêmio recente que são incompreensíveis para os torcedores mais antigos (e até ingênuos), que estão cada vez mais frequentes e difíceis de engolir.

Uma delas, a de maior dificuldade de compreensão, é o não aproveitamento de jovens no time, algo que esteve presente "desde sempre" nas principais conquistas do clube.

Sob o discurso de que é necessária a venda de atletas para manter as contas em dia, promessas da base são rifadas sem ter uma passagem mínima (um ano, um título) no elenco principal. Elas não saem e, pelo visto, não sairão no pôster de alguma conquista. 

Recentemente, Alysson Edward, Viery e Gabriel Mec foram negociados, e eu fico pensando: o que ocorreria com o Tricolor se mantivesse dois ou três craques da base por três anos seguidos?

Que esperança pode ter o torcedor ao ler que o clube contratou a "joia equatoriana" Deymar Borja, renovou com João Bourne e ainda trouxe João Scatolin, do Juventude? Quase nenhuma.

Por quê? Porque parece, e não tem como duvidar, que no clube há um duto que liga/leva direto a base formadora para fora do clube, onde quem tem ingerência (ou interesse) são a diretoria e os empresários. No final da fila vem o clube.

Qualquer pessoa com um mínimo senso crítico sabe que uma das formas de viabilizar uma contabilidade é ter custos abaixo das receitas. Trazendo para o assunto em pauta, contratar bem e somente o necessário é a melhor maneira de equilibrar as finanças.

Lógico, para isso os interesses do clube devem ser prioritários. Inexistir dutos ou tubulações diretas das "categorias de baixo" para o mercado via empresários e afins.

Não se pode pagar mais de dois milhões de reais/mês por um centroavante reserva ou contratar um volante limitadíssimo que não resistiu no elenco mais do que meio ano, retornando para o seu país de origem, só para exemplificar.

Para a massa torcedora, fica confuso aceitar esta nova forma de gerir o clube.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Opinião



O Grêmio vai cair 

Mantida a situação do futebol sob o comando de Pelaipe e Luís Castro, o Tricolor vai ser rebaixado.

Não há nenhuma outra conclusão racional que substitua esta; basta ver o desempenho fora de casa, que é de 10%, porque os dois últimos jogos do Grêmio (e é onde o rebaixamento vai se definir) são fora de casa, contra Santos e Corinthians.

O Vitória é muito fraco. Sabem o que pode ser pior? O Vitória desfalcado de nove jogadores.

 O Tricolor perdeu para o Vitória, que vinha de quatro derrotas seguidas; constrangido, o treinador colocou o cargo à disposição, a direção não aceitou.

E dentro de campo? Tetê deve ser colocado para treinar em Eldorado do Sul; Enamorado tem problemas cognitivos. Só isso. É aquele jogador que tem a bola em cima da linha lateral pelo lado esquerdo e tenta o drible para o lado... esquerdo. 

Hoje era dia para colocar Tetê na ponta esquerda e Pavón na direita. Não ia dar certo? Provavelmente, não daria, mas o Pavón rende mais pela direita e um cara de pé esquerdo no lado esquerdo.

O Grêmio só não está no Z4 porque o goleiro vem salvando e, quando falha (a cabeçada desta noite foi dentro da pequena área), o time perde.

Não há mecânica de jogo; a vitória no clássico pela Copa do Brasil me remeteu ao fantasma do rebaixamento de 1991, quando decidiu a competição, perdeu e caiu no Brasileirão. Por isso, o Santos perdeu de ganhar de cinco no Beira-Rio. Hoje, o Coirmão não é referência.

E o Vasco está na semifinal; a CB serve de parâmetro?

Chega por hoje. Tem que trocar agora ou cai.

Opinião



Hora da Confirmação 

Esta noite é uma incógnita para mim: O Grêmio confirmará o novo momento? Vencerá fora de casa?

O clássico deixou muitos fatos positivos. A segurança no arco, a volta da efetividade do centroavante, a versão "ponta esquerda raiz" de Amuzu, o surgimento de um meia que erra poucos passes e entra na área para chutar e, principalmente, a atitude, "a pegada", que sempre esteve presente nos melhores momentos do Tricolor.

Sei que haverá desfalques, mas o adversário está em queda livre, pode ser um fator favorável.

O que não pode ocorrer de modo algum é achar que a excelente performance da quinta-feira não recebeu a colaboração do mau momento vermelho. O Santos comprovou no Beira-Rio que, hoje, o Coirmão não é base para conclusões definitivas sobre a qualidade de seus oponentes.

É preciso avançar e esta noite tem tudo para confirmar a boa fase, apesar das armadilhas em solo baiano.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Informação


Normalizado, voltou a funcionar a parte dos Comentários.

Informação:

Infelizmente, por motivo ainda desconhecido, o blog não está reconhecendo os comentários. Nem os que eu estou fazendo como teste.

Amanhã, eu vou atrás de alguém que tenha mais conhecimentos do que eu.

Peço desculpas a todos e agradeço a compreensão.

Obrigado 

Opinião



A Jogada que eu pedi 

A partida de ontem, contrariando o meu histórico de ânimo tenso em clássicos, desde o início parecia que o resultado seria favorável para o Imortal. Talvez o aniversário da minha filha, mesmo dia do Mister, me deixou mais relaxado.

Dentre os vários fatores positivos do jogo (e foram tantos), um me deixou mais satisfeito, qual seja, ver o meu entendimento das funções de um ponta ser atendido. Amuzu jogou pela esquerda como um ponteiro à antiga, foi ao fundo, cruzou de pé esquerdo (embora destro), achou os avantes de frente e a defesa "torta" e de "inhapa", fui brindado com a presença de um meia dentro da área, marcando o terceiro.

Faltou apenas baixar o "espírito de Bruno Cortez" em Marlon no gol sofrido, e o confronto teria terminado em goleada, pois Vitinho entrou livre e escolheu como cabecear. 

Uma noite quase perfeita.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Opinião



Grêmio em casa, elimina o rival 

Quando um atleta vem mal e arrebenta, a ironia diz que ele foi bem porque estava de aniversário. Bom, deve servir para técnicos também, só que Castro está comemorando o seu aniversário hoje.

Brincadeiras à parte, O Tricolor fez um belo enfrentamento neste clássico, mostrando uma "pegada" quase inédita neste ano. Muitos jogadores apresentaram um nível elevado: Caito, Wallace, Noriega, Krovinovic, Amuzu e, em especial, Carlos Vinícius e Weverton, não que os demais tenham atuado mal, mas estes estiveram muito acima dos demais.

As causas da vitória também estão relacionadas ao lado perdedor, pois o Coirmão está vivendo dois anos semelhantes a 2003 e 2004 para o Grêmio. No primeiro, salvos na rodada derradeira; no seguinte, o Tricolor caiu e o Inter está a caminho.

Então, a vitória é importantíssima, valeu muita grana, visibilidade, a autoestima melhorou, a torcida dará uma trégua, mas o percurso é árduo e sinuoso. 

Agora é pegar carona na autoconfiança e buscar os pontos para subir na tabela do Brasileirão.

Vencer clássico não tem preço. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Opinião



Uma Noite Mágica 

Atenção: Não é uma postagem sobre o Grêmio

Na semana passada, eu fui acometido de um resistente resfriado, cujo ápice ocorreu na segunda-feira última, motivo pelo qual fui ao médico e aí veio a medicação mais pesada. Com isso, não tive ânimo para ver Atlético versus Cruzeiro, mas, deitado, coloquei o celular sintonizado na Rádio Itatiaia (BH) e vivi um momento nostálgico, mágico, que me fez querer não terminar a jornada desta "estação". Fiquei até 1h, 1 e pouco da manhã.

Como todos sabem, eu fui adolescente na década de 70 e a minha formação futebolística quase toda se deu pelo rádio, mais especificamente, três emissoras: Guaíba, Globo e Tupi, estas duas do estado da Guanabara, que era apenas a cidade do Rio de Janeiro e seus 12 clubes: Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama, Botafogo, Bangu, América, Madureira, Bonsucesso, Campo Grande, Olaria, Portuguesa e São Cristóvão. Tempos de narradores, comentaristas e repórteres fantásticos, lendas da história do jornalismo esportivo nacional.

Havia uma transmissão de partida por semana na TV e nem sempre do Grêmio. Imaginem!

Pois bem, depois do desmonte da Guaíba 2025 (saíram: Geison Lisboa, Cristiano Silva, Cristiano Oliveira e Carlos Guimarães), eu desisti da querida e saudosa emissora.

Tentei a rádio Grenal, mas o Haroldo de Souza, ícone, fantástico, atualmente, está perdendo o fôlego e não me entusiasmei. Busquei pelo Carlos Guimarães na Band e, para minha surpresa, na primeira tentativa, lá estava ele dividindo o espaço dos comentários na partida com... o Chico (Ribeiro Neto), gente boa, conheço a família dele, mas é uma p#ta sacanagem. É como dizer para o Carlos Vinicius: tu vais jogar um tempo e, no outro, joga o JP Galvão. Guimarães não merecia isso. Desisti, também.

A Gaúcha, eu já havia me afastado desde quando ela optou pela extinção da narração tradicional (Ranzolin, Brauner, Marco Antônio Pereira)  a substituindo pela que Paulo Santana sabiamente rotulou: "animação de torcida". Que eu complemento como sendo: saiu o popular e entrou a vulgaridade, quase escorregando para a linguagem preconceituosa.

A Itatiaia me devolveu isso tudo, ontem: dois narradores qualificados, um para cada tempo, comentaristas identificados com cada clube, mas moderados e emitindo conceitos que só reforçaram o que a minha imaginação remetia aos gramados. Intervenções comerciais, igualmente, moderadas, entrevistas em final de jogo condizentes. Um show.

No jogo, Barba Dominguez, em pouco tempo de casa, ajustou o Atlético; são 14 jogos de invencibilidade, um elenco mais modesto que o seu maior rival, e a torcida fez a diferença. Ah! E Éverson jogou com fratura no pé esquerdo. Pediu para atuar.

Ouvindo a Itatiaia, dá para afirmar que a mediocridade esportiva do RS não se resume a Grêmio e Internacional. 


terça-feira, 1 de setembro de 2026

Opinião



O Meu Receio 


Certas agremiações, ao longo da história do futebol, não precisavam de análise sobre o caminho que percorreram para conquistar suas vitórias e troféus. Os exemplos incluem o Santos dos anos de ouro da Era Pelé, o Flamengo na virada da década de 70 para a seguinte, o período de Telê Santana no início dos anos 90 no São Paulo e, principalmente, o Barcelona de Pep Guardiola, que é considerado o responsável pela mais recente revolução neste esporte.

 Para buscar subsídio para esta postagem, revi melhores momentos da decisão do mundial diante do Santos. Era para ser cerca de 8 a 0. Os catalães refrearam o ímpeto por pena dos sul-americanos. Não sei o que é pior, ser goleado, muito goleado, ou ter um ato de misericórdia.

Entretanto, a realidade de 2026 no mundo da bola é outra. Quando vejo algumas manifestações sobre a "evolução" do Grêmio de Castro, eu preciso manifestar aqui que, muitas vezes, a maioria delas, as causas de um resultado (bom ou ruim) podem estar no lado opositor, e o jogo contra a Chapecoense é incrivelmente didático, porque, assim como em jornadas recentes, os adversários apresentaram esquemas táticos ou esboço disso não vistos no Grêmio, até mesmo o Remo na Arena, o RB Bragantino em São Paulo e a lanterna Chapecoense, cujo scout (por IA) apresentou, logo abaixo:

Esses números demonstraram que, em plena Arena, se o 20º colocado tivesse mais qualidade individual, possivelmente o resultado seria outro.

Uma classificação para a semifinal diante do eterno rival, além de uma alegria imensa para a massa azul, também dará aos dirigentes a chance de se mostrarem visionários e fazerem as mudanças que foram proteladas no período da Copa do Mundo, mesmo num momento de euforia.

Essa é a lógica, o racional. Fora disso, é irresponsabilidade ou ter crença na "Imortalidade". Ou qu Luís Castro utilize uma varinha mágica e time apresente um futebol inexistente neste Brasileirão.  

Este é o meu maior receio.

Observação:

Estatísticas Gerais da Partida (Equipes)
  • Posse de bola: Grêmio 49% x 51% Chapecoense
  • Finalizações (Chutes): Grêmio 11 x 30 Chapecoense
  • Chutes no gol: Grêmio 5 x 8 Chapecoense
  • Defesas do goleiro: Grêmio 7 x 2 Chapecoense
  • Escanteios: Grêmio 5 x 7 Chapecoense
  • Faltas cometidas: Grêmio 11 x 10 Chapecoense
  • Cartões amarelos: Grêmio 3 (Marlon, Kannemann, Tetê) x 2 Chapecoense (Eduardo Doma, Bruno Pacheco)
  • Precisão nos passes: Grêmio 90% (482 certos) x 90% Chapecoense (419 certos)

domingo, 30 de agosto de 2026

Opinião


Venceu e segue não convencendo 

Pode parecer ranço, mas quem me conhece sabe que não é, por isso sigo decepcionado com o trabalho de Castro, mesmo vencendo hoje.

Daqui a dois dias estaremos no último terço do ano (setembro, outubro, novembro e dezembro), e as atuações satisfatórias do time nos 90 minutos não chegam a quatro. Podem procurar, não vão encontrar. É um tempo aqui, outro tempo ali e uma ou duas partidas inteiras excelentes. 

Essa de hoje é um exemplo de que inexiste tática (na prática). Não há bom posicionamento defensivo, não existe transição qualificada, não se vê encaixe entre os setores e, por fim, a presença de um ataque que vive de ações individuais e dos chutões do arqueiro.

Alguém pode me questionar: "É, mas então, por que venceu?" Simples, pelas individualidades. Troquem os goleiros e o Tricolor não venceria. Anderson é um goleiro comum, não teve culpa nos gols sofridos, mas é aquela história de sempre: quem tem um número 1 como Weverton, a chance de defesas incríveis é maior.

Outra máxima do futebol: quando muitos jogadores num clube grande estão atuando mal, as causas dos insucessos estão fora das quatro linhas. Lógico, tem neste contexto alguns que não podem vestir a camisa do Grêmio. Nem vou enumerar aqui.

Os melhores foram Weverton e Krovinovic (nada especial); Pavón e Gustavo Martins oscilaram durante a partida, mas foram decisivos nos gols do Imortal.

Marlon não deveria ter atuado; o risco de lesão foi alto. Desta vez, algumas trocas beneficiaram os setores, como a entrada de João Pedro, melhor condicionado e da posição, Pavón na de Enamorado, jogador insuficiente, apesar da dedicação, e Tetê na de Amuzu, que, depois de ter sua liberação negada para atuar pelo selecionado ganês, afundou de vez. Zortea entrou bem e Carlos Vinícius, um pouco melhor do que Braithwaite.

Por fim, após o Grenal, independentemente da classificação, a troca de treinador se torna urgente; primeiro, para salvar o clube na Série A e, segundo, caso avance na CB, ter até novembro para melhorar o confronto com o representante mineiro.

O que não pode ocorrer é repetir 1991, quando decidiu o torneio, caiu invicto e, no Brasileiro, desceu para a segunda divisão.

  

sábado, 29 de agosto de 2026

Opinião



Em Círculo 

Para os torcedores "normais" ou ingênuos, certas atitudes das diversas gestões gremistas são incompreensíveis, pois elas sempre cometem o mesmo erro e andam em círculo. Se é de forma proposital, afirmo que estou entre os torcedores "normais" ou ingênuos e não consigo alcançar a razão para tais movimentos.

Exemplificando: vieram três joias do futebol equatoriano para o sub-17. Pergunto: O normal seria trazê-los para um futuro aproveitamento no time principal. Se são joias, qual gremista não gostaria de vê-los brilhar no clube? Emendo com outra pergunta: alguém acredita que vieram para se consagrar no Grêmio? De minha parte, a resposta é não. A alegação é que a instituição precisa vender craques para se sustentar.

Qualquer pessoa que não seja imbecil ou, pior, mal-intencionada, sabe que contratar bem também é uma forma de viabilizar o clube. Nada de jogadores em fim de carreira com contratos longos e valores incondizentes com o estágio em que se encontram.

A história do Grêmio é recheada de exemplos em que, nos títulos mais relevantes, pelo menos na maioria, o time titular possuía craques oriundos da base. Mais recentemente, Luan virou o craque do certame (LA) e Arthur, o melhor jogador das partidas finais. Nem vou citar os anos 80.

Se o clube mantiver três jogadores de ótima qualidade, oriundos de (até) safras diferentes, por exatos três anos, será mais vantajoso do que vendê-los, considerando a consagração no time versus o risco de "entulhar" o elenco com jogadores medianos e sem perspectivas. 

Do jeito que está, a roda da vida nos clubes gira a favor apenas dos empresários e dos dirigentes néscios ou desleais com a instituição.

Por fim, mudando de assunto: onde está Matheus Nascimento? Está levando um gelo ou é a mais nova versão de Kelly, Amoroso, Robert, Sorondo?