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sábado, 12 de janeiro de 2019

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (207) - Ano - 2005


O Goleiro que salvou o Clube

Fonte:https://esporte.uol.com.br

Um começo auspicioso de Século XXI, Terceiro Milênio, um título nacional (o quarto da Copa do Brasil), revelando ao futebol brasileiro, um comandante técnico promissor e a produção do melhor 3-5-2 já visto no país. Esse era o Grêmio em 2001.

Logo veio o ano do centenário do clube, 2003 e o destino ou a incompetência reservou o pior desempenho de sua história. O Tricolor reverteu até um adágio mais do que popular; a nova versão virou "depois da bonança, veio a tempestade". E que tempestade!!! Como numa peça teatral de qualidade, não se desenvolveu em apenas um ato. Foram dois: O Drama e O Drama, o retorno. Um refinamento cruel dos acontecimentos.

Na primeira parte, 2003, o grande Capitão América, Adilson Batista, num gesto corajoso, tão característico de sua biografia, sacou o vitorioso e longevo arqueiro, mas já sendo um espectro de seus melhores dias e promoveu a efetividade de um júnior, Eduardo Martini; apostou num jovem meio-campista que luziu meteoricamente pelo clube, Bruno Neves e contou com a precisão de um especialista em fazer gols, Christian; assim, o clube se safou com as calças na mão de um segundo rebaixamento.

Ano seguinte, os desacertos dentro e fora dos gramados ganharam ares de "pós-graduação" e o desfecho traduziu fielmente o título de uma obra conhecida de Gabriel Garcia Marquez: Crônica de uma Morte Anunciada. O Tricolor desceu ao Inferno sem apelação, foi o último dos últimos naquele Brasileirão.

O desafiador ano que se avizinhava, 2005, apresentou no elenco do Tricolor, um jovem arqueiro que era o último da fila em sua posição, Rodrigo Galatto, cujo meu primeiro contato com seu nome, sua figura, foi de dupla tristeza; uma sonora goleada de 4 a 1 na festa do centenário do Botafogo (2004), onde os clubes utilizaram seus primeiros uniformes e a segunda, o convidado de honra, escolhido a dedo, levou somente reservas para o Rio de Janeiro. Achei inadmissível e deselegante o gesto gremista.

À medida que o Grêmio subia na tabela, Galatto mudava de hierarquia também nas preferências de Mano Menezes, um outro treinador gaúcho com ambições evidentes e qualidades bem acentuadas, tudo isso condimentado por um temperamento forte e decidido. Galatto virou o número 1.

A Batalha dos Aflitos já foi exaustivamente explorada, estudada, consagrada, porém, eu me atrevo a dizer que falta ampliar o texto de um "verbete" nesta página única da história do futebol mundial: O papel decisivo de Rodrigo Galatto.

Naquele 26 de Novembro, se o chute de Ademar encontrasse o caminho das redes gremistas, o Tricolor comprometeria o seu futuro recente, não haveria o gol de Anderson, nem devedês, nem livros, sequer, heróis; talvez, Anderson e Lucas Leiva não seriam vendidos para a Europa tão cedo, a carreira de Mano com uma cicatriz profunda veria o sucesso postergado, as aves de rapina veriam suas ambições políticas atrasadas momentaneamente e sumiriam do Grêmio por um bom tempo.

Galatto tal qual um cabo atento e responsável, que ao alertar sua companhia do ataque noturno, evitara o pior ou a enfermeira anônima, ciente de sua missão,que readequou o aparelho vital para a sobrevivência do paciente no leito de hospital numa madrugada solitária; ao defender a penalidade máxima fez renascer o clube como um todo; "...veio nos restituir a glória, mudando como um Deus, o curso da História" antecipado nos versos de Gilberto Gil.

Tenho certeza que Rodrigo Galatto, sem ser um goleiro excepcional,  deveria ocupar lugar especial na galeria de ídolos da Nação Gremista. 

Está faltando esse detalhe nesta página fundamental da vida do Tricolor.

Fonte: https://www.wikipedia.org




sexta-feira, 10 de junho de 2016

Pequenas Histórias

Pequenas Histórias (120) – Ano – 2006


O Jogo só acaba, quando termina


Esta semana, alguns fatos me fizeram recordar de um jogo que ocorreu em 2006 entre Fluminense e Grêmio; quais sejam: O gol de Luan ao “apagar das luzes” diante da Ponte Preta, o suposto interesse do Imortal em contar com o seu ex-goleiro Cássio, ora no banco de reservas do Corinthians e o próximo compromisso do Tricolor, que será Sábado em Volta Redonda, diante do Pó-de-Arroz.

Em 26 de Outubro daquele ano, uma quinta-feira à noite, o Grêmio de Mano Menezes encarou o Fluminense utilizando Galatto; Patrício, William, Evaldo e Bruno Telles; Jeovânio, Lucas Leiva, Alessandro e Ramon; Rafinha e Rômulo. O técnico ainda usaria Sandro Goiano no lugar de Alessandro mais dois personagens especiais da partida: o goleiro Cássio, pois Galatto saiu com suspeita de fratura nas costelas e Herrera ocupando a vaga de Ramon.

O clube carioca treinado por Paulo César Gusmão foi a campo com Fernando Henrique; Marcão, Tiago Silva e Gabriel Santos; Neto, Romeu, Bruno, Juliano, Pedrinho e Marcelo; Tuta. Entraram Juninho, Lenny e Evando (assim mesmo, sem o R) nos respectivos lugares de Bruno, Juliano e Pedrinho.

O Fluminense não perdia para o Grêmio há nove anos em campeonatos brasileiros, verdade que ele vinha mal das pernas ao contrário do Tricolor gaúcho, que estava lutando por vaga para a Libertadores. Era a primeira participação depois de subir da Série B para a A.

Sem seus dois articuladores, Hugo e Tcheco, o Grêmio penou nos instantes iniciais da contenda, mas a sorte lhe sorriu, quando Rafinha bateu uma falta despretensiosa no lado esquerdo do ataque, aos 31 minutos; a bola percorreu a grande área sem a interferência de ataque e defesa, indo bater na trave oposta e se aninhar no fundo do gol. 1 a 0.

A etapa final começou parecida com os primeiros minutos da partida, isto é, pressão carioca, mas sem efetividade.

Porém, aos 14 minutos, Pedrinho cobrou escanteio da ponta direita, o zagueiro Evaldo num lance infeliz, rebateu para o seu próprio gol, empatando a partida. 1 a 1.

Aí entra o “fator Cássio”; o jovem goleiro gremista havia feito tão somente duas partidas pelo time profissional, dois jogos pelo Gauchão, ele ingressou no lugar do lesionado Galatto e mal sabia que esta seria a sua última participação no seu clube de coração. Mas ela não passou despercebida: Aos 46 minutos, portanto, no ocaso da partida, Cássio deu um balão para o ataque, a bola quicou entre os defensores cariocas e o goleiro Fernando Henrique, sem que nenhum deles tivesse a oportunidade de tocar a pelota; Herrera acreditou no lance, entrou como um bólido (sempre quis escrever essa frase) e cabeceou, impulsionando a esfera sobre o arqueiro do Flu, fazendo com que (ela) entrasse mansamente na meta do Tricolor das Laranjeiras. Gol ao “apagar das luzes”. 2 a 1.

O terceiro fator coincidente com a partida de amanhã é que ele será justamente no Raulino de Oliveira, Volta Redonda, mesmo palco dessa vitória gremista.


Fonte: Arquivo Pessoal do amigo Alvirubro,  foto, também

Seguem os gols da partida:


terça-feira, 28 de maio de 2013

À nossa maneira...

Seguem algumas colagens de notícias sobre o Grêmio e, após, algumas conclusões:

2005

Grêmio reformulou elenco ao longo da Série B

10 de noviembre de 2005 17h36
Às vésperas de selar a volta do Grêmio à Série A, o técnico Mano Menezes observa que, da equipe que estreou no campeonato da Série B, apenas o meia Anderson se manteve como titular.
A equipe que enfrentou o Gama, no Distrito Federal (derrota de 2 a 1): Eduardo, Alessandro, Alessandro Lopes, Marcelo Oliveira e Marcinho; Marcus Vinicius, Nunes, Bruno e Anderson; Márcio Oliveira e Somália.
A que jogará contra a Portuguesa, neste sábado no Olímpico: Galatto, Patrício, Domingos, Pereira e Escalona; Jeovânio, Sandro, Marcelo (Paulo Ramos) e Anderson; Marcel e Ricardinho.
(…).

2007

Grêmio: Diretoria começa a reformular o elenco

O Grêmio já começou a reformulação para a temporada 2008 e a mudança inicial é no elenco. O goleiro Galatto, o lateral-direito Patrício e o volante Sandro Goiano, três dos cinco remanescentes da inesquecível volta à Primeira Divisão em 2005, serão avisados de que estão fora dos planos do técnico Vágner Mancini. Sandro poderá atuar no Corinthians de Mano Menezes, mas o jogador revela que gostaria de ficar no Olímpico.

(…).

2008

Clube prepara reformulação no elenco

A direção do Grêmio encaminha várias mudanças no plantel que ficará à disposição do técnico Celso Roth. Com o término de alguns empréstimos e a abertura da janela de negociações internacionais em agosto, seis jogadores poderão deixar o Olímpico.
(…).

2009

Internautas querem reformulação do grupo de jogadores do Grêmio

Enquete apontou que essa é a preferência para 68,56% dos participantes

Os internautas do clicEsportes que participaram da enquete "O que o Grêmio deve modificar para ter sucesso no Brasileirão 2009?" foram radicais. Para uma maioria esmagadora de 68,56% dos participantes, será preciso reforçar todas as posições e mandar metade do time embora, o que seria um grande processo de renovação no grupo gremista.
A segunda alternativa mais votada foi a de contratar novos jogadores para o ataque, com 14,83%. Já 10,64% dos internautas preferem que os reforços sejam no meio-campo. O que pouca gente quer mesmo é a volta do esquema 3-5-2: apenas 5,98%. Partiparam da enquete 4.869 pessoas.

Possível reformulação no elenco não preocupa grupo do Grêmio, garante Léo

Zagueiro espera vitória contra Atlético-PR para reerguer moral do time

Depois da eliminação da Copa Libertadores, com o empate de 2 a 2 diante do Cruzeiro, na noite de quinta-feira, André Krieger deixou o cargo de vice presidente de futebol do Grêmio e se especula uma reformulação geral no elenco de jogadores. Mas o zagueiro Léo garante que esta possibilidade não abala o elenco tricolor:
O futebol é assim mesmo. Uns vem e outros vão. O grupo do grêmio tem um bom clima – garante o jogador.
(…).
Grêmio dispensa Fábio Ferreira e pode reformular o elenco
O lateral-direito Ruy, goleiro Victor, o atacante Alex Mineiro e os zagueiros Léo e Réver também podem deixar o Olímpico
PORTO ALEGRE - O primeiro jogador a deixar o Olímpico é Fábio Ferreira. Depois dele, a lista de atletas que podem sair do Grêmio é grande. O zagueiro foi contratado no começo do ano, após uma temporada conturbada no Corinthians. No Tricolor teve pouca oportunidade.
(…).

Chance de desmanche
Outros jogadores devem deixar o clube assim que terminar a participação gremista na Libertadores. Muitas são as especulações. O lateral Ruy é um dos mais cotados para partir.
No setor defensivo, o goleiro Victor está nos planos do Bari, da Itália. O zagueiro Léo possui o interesse do Palermo. Já Réver foi especulado por Parma e Bari.
No meio-campo, são duas as possibilidades de saída. A permanência de Souza, emprestado pelo PSG, não parece mais tão certa. Entre a diretoria gaúcha e jogador está tudo acordado, porém, os dois clubes ainda possuem divergências. Durante a semana, o site oficial do Grêmio chegou a publicar que um acordo teria sido firmado e o meia ficaria mais três anos no Olímpico. A informação saiu da página gremista, gerando mistério quanto ao futuro do atleta.
Mesmo com poucas oportunidades, o garoto Douglas Costa é nome constante nas notícias sobre a janela de transferência na Europa. O Villarreal, da Espanha, ofereceu 8 milhões de euros e recebeu um não como resposta. O interesse do Manchester United no garoto é real. Os Red Devils chegaram a pedir a liberação do jovem para um período de testes na Inglaterra. A diretoria não liberou o jogador de futuro promissor.
Nesta sexta-feira, o site italiano Calcio Mercato especula o interesse da Atalanta no meia. O clube de Bergamo poderia contratar Douglas por empréstimo e ter a opção de compra ao término do acordo. No ataque, Alex Mineiro é outro que deve mudar de ares. Seu futuro deverá ser o futebol árabe.

Grêmio já esboça reformulação em seu elenco

26 de junho de 2009 • 15h12 • atualizado às 15h29
O zagueiro Fábio Ferreira rescindiu seu contrato com o Grêmio. O ala-direita Ruy pediu para sair do clube. Especula-se no Olímpico que Alex Mineiro poderá ser o próximo. E que o Grêmio só efetivará a contratação de Souza se conseguir passar para a final da Copa Libertadores.
Aos poucos o clube gaúcho vai fazendo uma reformulação em seu elenco, embora o técnico Paulo Autuori prefira outra palavra
(…).
Como Alex Mineiro, o meia Souza ainda não completou a cota máxima de jogos do Brasileiro, e também pode sair depois da Libertadores. O anúncio de sua contratação, terça-feira, foi um erro, provocado pelo diretor de futebol Luís Meira, que mandou colocar a informação no site do clube.
(…).

2010

Após eliminação, Grêmio começa a reformulação do elenco

Durante a temporada é comum as modificações no elenco em clube de futebol. Ano de Copa do Mundo é propício para isso, pois as competições param durante o Mundial. Desclassificado da Copa do Brasil, o Grêmio inicia a reformulação do seu grupo de jogadores. Ela aconteceria mesmo que o time do técnico Silas tivesse passado pelo Santos.
O Grêmio entrará de cabeça no mercado. A intenção é contratar cerca de quatro jogadores, sendo dois laterais e um atacante para ser reserva de Jonas e Borges. Os atletas mais jovens do elenco deverão ser emprestados para ganharem experiência. Os poucos utilizados e os que rendem abaixo do esperado serão dispensados.
"O grupo está em formação. Muitos atletas vão retornar após a Copa. Vamos conversar com calma com a diretoria", afirmou Silas após a eliminação na Vila Belmiro, na derrota por 3 a 1.
Existe também a possibilidade de saídas indesejadas. Neste contexto encontram-se Mário Fernandes e o goleiro Victor. "O Victor é muito importante. Ele está feliz. Pelo o que escutei tem a situação de permanência", disse o treinador.
(...)

2011

"Limpeza" do elenco do Grêmio começa com dispensa de Rodrigo

O Grêmio começou a reformular o seu elenco nesta quarta-feira. Rodrigo, zagueiro titular e trazido por indicação de Silas, foi dispensado. Ausente nos trabalhos desta semana, o jogador irá rescindir seu contrato com o clube e não faz mais parte do elenco. Além dele, outros jogadores serão dispensados até a chegada de Renato Gaúcho, novo técnico do time.
(...)

Para Lúcio, reformulação no elenco do Grêmio será normal

Após fracassar na Libertadores da América, a direção do Grêmio deve reformular o elenco de jogadores para a disputa do Campeonato Brasileiro. Alguns jogadores devem ser dispensados ou negociados e reforços chegarão ao Estádio Olímpico. Na entrevista coletiva desta quarta-feira, Lúcio afirmou que as mudanças no meio da temporada são normais
(…).

Reformulação do elenco depende de conversa entre Julinho e Pelaipe

Apresentado oficialmente como novo diretor-executivo do Grêmio na manhã de terça-feira, Paulo Pelaipe acredita que será preciso fazer uma reformulação no grupo do Grêmio. Mas a quantidade de eventuais dispensas ou novas liberações para empréstimos e vendas depende da conversa que ele teve à noite com o técnico Julinho Camargo, no hotel onde o grupo tricolor concentra-se para enfrentar o Atlético-MG, às 19h30m desta quarta.

Grupo do Grêmio encara reformulação para Brasileiro com naturalidade

A direção do Grêmio não esconde que o elenco irá mudar nos próximos dias. A reformulação já começou, e irá seguir durante as primeiras rodadas do certame nacional. Alvos da mudança, os atletas encaram com naturalidade saídas e chegadas. O objetivo é voltar a ter uma conquista de expressão, algo que não acontece desde 2001.
(...)
Com elenco tem 38 jogadores, a ideia é chegar a 30. Pensando na contratação de cerca de quatro atletas, mais de 10 devem ser negociados. Os cartolas descartam rescindir vínculos, mas procuram clubes interessados naqueles não estão sendo aproveitados no Olímpico.
(…).

Diretoria do Grêmio estuda reformulação do elenco

Logo após a perda do título do Gauchão para o Inter, no domingo, a diretoria do Grêmio se reuniu nesta segunda-feira para avaliar uma reformulação no elenco, que perdeu o título gaúcho em casa para o Inter, no domingo. Desde o início da tarde desta segunda-feira o presidente Paulo Odone se reúne com integrantes do departamento de futebol, no Olímpico, sendo que a partir das 18h ele ficou somente com o Antônio Vicente Martins.
Reforços, dispensas e renovações de contrato estão na pauta. A reformulação do grupo é inevitável. Com 37 jogadores no grupo, o clube entende que o ideal é trabalhar com 28 para disputar uma competição. E, no segundo semestre, o Grêmio terá apenas o Brasileirão. Até esta terça-feira a expectativa é de novidades para os gremistas. Ainda no domingo, o técnico Renato Gaúcho comentou sobre a dificuldade que o clube enfrenta para contratar.
(...)

Reformulação do elenco do Grêmio chega à metade do número ideal

Cinco jogadores já deixaram o clube; meta é liberar pelo menos mais cinco

Com quase 40 jogadores no elenco, Renato Gaúcho conseguiu alternar escalações durante a disputa simultânea da Taça Libertadores e do Campeonato Gaúcho. Agora, apenas com o Brasileiro pela frente, o treinador do Grêmio estabeleceu como meta diminuir para 28 o número de atletas.
Mas haverá contratações. Dois nomes foram confirmados: Miralles e Gilberto Silva. Estão próximos do acerto também Marquinhos e Paredes. Com isso, será preciso liberar entre 10 e 12 jogadores.
Cinco já deixaram o clube, alcançando praticamente a metade da meta estabelecida pela comissão técnica. Apenas o jovem zagueiro Romário foi dispensado. O goleiro Busatto foi emprestado ao ASA-AL, assim como o meia Maylson ao Sport Recife, e o lateral-esquerdo Gilson ao América-MG. O centroavante Borges foi cedido ao Santos.
O ASA-AL tenta ajudar o Grêmio nesta reformulação ambicionando também a contratação do meia Roberson. O clube alagoano chegou a anunciar o acerto, desmentido pela diretoria tricolor.

2012

Grêmio prepara segunda reformulação no elenco em dois meses de temporada

Máximas do futebol que relacionam sucesso à sequência de trabalho não são muito a cara do Grêmio. Pelo menos não ao que ocorre neste ano. O clube porto-alegrense começou a temporada em meio a uma reformulação de elenco. Ao ver que não dava certo, trocou de comando e agora inicia a segunda. Tudo isso em somente dois meses.
Para o início do ano chegaram 9 jogadores. Grolli, Naldo, Sorondo [que depois foi dispensado], Felipe Nunes, Pablo, Léo Gago, Marco Antonio, Kleber e Marcelo Moreno foram contratados e participaram da pré-temporada em Bento Gonçalves.

Para o início do ano se dizia que somente mais dois atletas seriam contratados. Um zagueiro e um meia. Posteriormente a meta passou a ser dois meias. Um volante também entrou na parada mais tarde, e agora até um lateral será anunciado.
Souza foi o 10º novo jogador a vestir a camisa do Grêmio, já nas últimas semanas, e Bertoglio, o 11º, ainda nem estreou. Além disso, o primeiro processo de reformulação afastou Miralles, reintegrou André Lima, liberou Rochemback e Douglas, além de promover alguns jovens da base e rejeitar qualquer chance de reaproveitar Lúcio - que segue afastado e tem contrato em vigor.
Mas de nada adiantou. Caio Júnior, peça fundamental nas decisões tomadas entre o fim de 2011 e janeiro de 2012 acabou caindo com 48 dias de trabalho. Luxemburgo foi contratado e nesta terça deu início de fato a segunda reformulação do elenco.
O primeiro nome a chegar pelas mãos de Luxa é o lateral direito Pará, que vem do Santos. O treinador pretende, com isso, definir Mário Fernandes como zagueiro e usar seu indicado como alternativa em ambos os lados.
Luxa também freou as negociações com Cristian Rodrigues, uruguaio do Porto, que estava encaminhado. Não é o estilo de meia pretendido. O treinador quer um camisa 10 clássico, curiosamente algo que o Grêmio tinha com Douglas, liberado na gestão anterior.
"Já temos um time base. Quem chegar não vai interferir muito. Nosso grupo é pequeno e temos que ter disputas internas. É isso que precisamos para sermos vencedores. Qualidade e quantidade", disse Kleber, ignorando a falta de entrosamento provocada por frequentes chegadas.
Ao que parece, projeto e planejamento são palavras não muito comuns nas discussões gremistas. Ou estes trocam de rumo mensalmente. Enquanto isso, o time foi eliminado do primeiro turno do Estadual pelo Caxias, mas terá uma semana livre para recuperação e, claro, chegada de novos jogadores. Se atingir a meta esperada, o Grêmio terá contratado 15 reforços para 2012. Ou seja, metade do elenco será novo em relação ao ano anterior.
Pará será o 12º reforço do Grêmio para as disputas da temporada. O jogador fez exames médicos na terça-feira e será anunciado oficialmente na quarta feira 29/2.
Fonte: Marinho Saldanha

Não é preciso entender muito de futebol para concluir a tônica que pautou a ação de nossos dirigente durante os últimos anos. Esta pode ser resumida em uma palavra – REFORMULAÇÃO. 
 
Nós, torcedores, passionais, temos, cada um, a identificação imediata e precisa do que vem sendo repetido ano após ano e que, invariavelmente nos levará ao fracasso.

Mas no momento em que há a esperança de algo novo, no momento em que um dirigente tem responsabilidade e um projeto de manutenção de grupo e trabalho o que exigimos? Sim, a tal da reformulação.

Então eu paro e me pergunto, depois de anos a fio dando errado será que agora dará certo? É a repetição da história de fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.

Nós podemos errar, temos este sagrado direito. Podemos destruir reputações hoje e amanhã dizer que estávamos errados sem qualquer cupidez ou vergonha, mas o que não devemos esperar é que os dirigentes amoldem suas ações conforme nossas vontades de torcedores, porque, se assim for, estaremos irremediavelmente fadados ao fracasso.

sábado, 28 de maio de 2022

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (268) - Ano - 2005

It don't come easy  

Fonte: esportegoiano.com.br

O Grêmio vai a Goiás encarar o Vila Nova no Serra Dourada numa posição complicada na tabela, logo ele que era apontado como um dos favoritos ao título. Está fora da zona de classificação num turno que se encaminha para a sua nona rodada. Precisa suar sangue para estancar a crise que se avizinha.

Pois em Junho de 2005, mais exatamente, dia 19, o Tricolor foi ao Centro-Oeste em situação mais delicada do que neste final de Maio, pois havia mudado o treinador que estava há menos de dois meses no comando da casamata. Encarou um clube do interior, a Anapolina, sem a tradição dos grandes do estado do Planalto Central e promoveu um dos maiores vexames da sua centenária história. Um 4 a 0 sem dó, nem piedade que empurrou o clube para a décima segunda posição na tabela, deixando os torcedores convictos que a caminhada para a Série A seria algo verdadeiramente épico. Foi, como se verificou lá nos Aflitos, em Novembro.

A imprensa já questionava o jovem treinador; dúvidas apareciam quanto à sua capacidade para superar o maior desafio de sua recente carreira; porém, ele, com experiência em uma grande instituição (atuou na base do Inter), não se assustou, inclusive ao dispensar anteriormente, o maior salário do clube (Somália) dava indicativos que estava disposto a vencer nesta nova empreitada.

A Anapolina do comandante técnico Aderbal Lana mandou a campo: Luís Almeida; Jonathan, Cleiton, Aldemir e Robson; Juninho, Donizete (Ricardo Araújo), Cacá e Anderson; Adriano Magrão (Éder Silva) e Éslei (Wilsinho).

Mano usou: Galatto; Patrício, Pereira, Marcelo Oliveira e Raone (Ênio); Nunes, Douglas Silva (Fábio Bala), Bruno Neves e Marco Aurélio, o Jacozinho; Osmar e Pedro Júnior (Marcel).

Contando com o estádio lotado, a Anapolina dominou a partida inteira, sofrendo poucos riscos de um Grêmio apático e desorientado coletivamente, mesmo estando boa parte do segundo tempo com um atleta a menos, pois Juninho foi expulso aos 27 minutos. Ainda assim, os gols da primeira etapa, só ocorreram no final, aos 37 minutos e aos 47, ambos, autoria de Éslei, depois do time locatário ter chutado uma bola na trave com Adriano Magrão. Em seguida,  Éslei perderia mais uma oportunidade cara a cara com Rodrigo Galatto, batendo para fora, ainda com o placar fechado. Intervalo: 2 a 0.

O reinício dos 45 minutos derradeiros prosseguiu com a equipe gaúcha completamente batida, mesmo com as mexidas de Mano Menezes, sendo uma repetição da primeira parte do confronto, inclusive na marcação dos gols, isto é, no apagar das luzes, 44 min e 48, por Wilsinho, duas vezes, jogador que substituiu o artilheiro anterior (Éslei). Final: 4 a 0 para a Anapolina.

Esta derrota acachapante promoveu um choque no elenco, uma reação tal que nos 24 jogos restantes, o Imortal perdeu apenas 3 num espaço de mais de 5 meses de disputa. 

Porém, naquela noite tenebrosa de Junho, uma certeza estava presente para todo o universo esportivo gaúcho: na Série B, ela (a conquista), não vem fácil!

Este Anapolina versus Grêmio, talvez seja o segundo jogo mais lembrado pelos gremistas na campanha do acesso, ficando atrás, evidentemente, da inacreditável vitória naquele 26 de Novembro, diante do Náutico.

Quem sabe os ares do Centro-Oeste não sejam a mudança de rumo tão esperada pela torcida azul? Desta vez, com uma vitória convincente no Serra Dourada. Sem traumas.

Fontes: https://esportegoiano.com.br/
              https://www.uol.com.br/

Seguem os gols e melhores lances da partida:







 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (119) – Ano – 2006

Mano, Tite e a inédita vitória Tricolor



Na década de  70 havia 15 clubes de tradição entre os quatro maiores estados do Brasil: Dupla Grenal, o Trio mineiro, Cinco Cariocas e Cinco Paulistas. Com certeza, aquele que mais me causava pânico no enfrentamento com o Imortal era o Palmeiras.

Jogar em São Paulo era derrota certa, os escassos empates chegavam com sabor de conquista. 

O Grêmio nunca saía vencedor; descobri com tristeza, que isso já vinha desde a Taça Brasil no final dos anos 50, início dos 60. Era coisa antiga. Freguês de Caderno do ex-Palestra Itália.

Passados mais de 40 anos de confrontos oficiais, o Palmeiras seguia invicto contra o clube do Olímpico em disputas em solo paulista; isso, até o dia 28 de Maio de 2006, portanto, há dez anos, quando, pelo Brasileiro, eles se enfrentaram no Parque Antárctica num Domingo.

De um lado, Tite, que incrivelmente chegava ao confronto com um jejum de sete jogos sem vencer, habitando o rodapé da tabela, doutro, Mano Menezes, que fazia belo trabalho à frente do Tricolor após o título da Série B, brigando por vaga para a Libertadores.

O Palmeiras utilizou Sérgio; Leonardo Silva, Alceu (William) e Tiago Gomes; Ilsinho, Francis (Muñoz), Wendell, Juninho Paulista e Márcio Careca; Edmundo (Washington) e Enílton.

Mano Menezes mando a campo: Galatto; Alessandro, William, Evaldo e Wellington; Lucas Leiva, Sandro Goiano, Tcheco e Hugo (Rudinei); Ramon e Ricardinho (Maidana).

A partida foi marcada por um time atirado ao ataque (Verdão) e outro, o visitante, especulando, “chuleando” um descuido esmeraldino; um, com Edmundo e Juninho Paulista em má jornada e outro, com a defesa transformada em muralha; porém, aos 29 minutos, o quarto-zagueiro Evaldo foi expulso. Obrigando Mano Menezes a recuar Lucas Leiva para recompor a zaga.

Passados apenas 4 minutos da perda de seu atleta, o Grêmio surpreendeu o adversário numa jogada: Tcheco cobrou falta pelo lado direito, Hugo tentou dominar, mas a pelota escapuliu em direção a quina esquerda da pequena área, o goleiro Sérgio saiu para abafar o lance, entretanto, o camisa 10 gremista foi mais rápido e deu um toquinho sutil para o fundo do arco palmeirense. 1 x 0.

Na etapa final, Mano recompôs a cozinha gremista incluindo o zagueiro Maidana, para isso retirou o atacante Ricardinho.

Com ótimas atuações de William e Maidana mais Lucas e Sandro Goiano, o Grêmio segurava o Palmeiras.

Aos 26 minutos, William faz falta violenta no lateral Alessandro (na foto, ele, Juninho Paulista e Sandro Goiano) e foi expulso; então ficou assim: 10 para cada lado.

Aos 45 minutos, o lance derradeiro e desesperado do Palmeiras, o lateral Ilsinho soltou a bomba, Galatto fez grande defesa, mas espalmou para frente, Tiago Gomes apanhou o rebote do goleiro e com o arco vazio acabou batendo para fora.

Após quase meio século de disputas, o Grêmio conseguiu superar o Palmeiras em sua casa. Uma façanha inesquecível.

Quinta-feira, dia 02 de Junho, o Tricolor terá a oportunidade de quebrar outro tabu, o de nunca ter vencido o Palmeiras no Pacaembu.

Fonte: Arquivo Pessoal do amigo Alvirubro

O gol:




sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Opinião




A Premonição 


Foi com muita alegria que li a notícia da escolha do nome de Galatto para integrar a Calçada da Fama; mais ainda, pelo dia de hoje, quando isso se materializou.

Ele não foi um excepcional goleiro, porém, foi escolhido por Deus ou outras forças espirituais para ser agente decisivo na existência do nosso clube.

Está logo abaixo de Eurico Lara na importância para o Grêmio.

Segue o link, onde, eu imaginava este momento: Galatto.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Pequenas Histórias



Pequenas Histórias (49) Ano - 2005


Sob o Céu que nos protege

            Cresci, ouvindo meu pai dizer que as conquistas do Grêmio eram sempre difíceis; para exemplificar, ele rememorava o Campeonato Farroupilha em 1935, quando foi uma das testemunhas daquele marco histórico. O Coirmão estava sendo campeão faltando cinco minutos e viu o Tricolor buscar o resultado, além de perder o goleiro Lara para a Eternidade.
            Eu presenciei o título de 77. Mágico e inesquecível, mas com dose de drama, pênalti perdido e invasão de campo. Em 81, a virada fantástica em cima do São Paulo, novamente com pênalti perdido. 83, gol improvável de César, quando o Peñarol era melhor em campo; o Mundial em Tóquio, que escorreu pelas mãos no tempo normal, faltando três minutos para que pudéssemos soltar o grito de “É Campeão”; todas as finais da Copa do Brasil foram no sufoco. No entanto, a maior emoção, o maior orgulho, maior feito, sem dúvida, tem nome e sobrenome: A Batalha dos Aflitos. Uma conquista menor que virou manual de superação e prato cheio para escritores e palestrantes de autoajuda.
            Dois heróis daquela tarde de domingo, naquele evento que poderia se chamar “Sete Homens e um Destino”, um ano antes estavam engatinhando no elenco profissional azul; Galatto era o quarto goleiro em 2004; na sua frente Tavarelli, Márcio e Andrey. Anderson, 16 anos, uma ilha de esperança num mar de mediocridade, onde desfilavam Capones, Bilicas, Lucianos Ratinhos, Ricos, Marcianos e outras “entidades”. O então atrapalhado treinador Cuca guindou dos juniores, o menino jeitoso que já no seu primeiro Grenal, meteu o dele, cobrando falta.
            Criar um roteiro parecido como este; ou seja, sobre o maior feito que um clube de futebol protagonizou é tarefa impossível. Podem juntar Paulo Santana, Eduardo “Peninha” Bueno, Humberto Gessinger, José Pedro Goulart, Carlos Gerbase e Jorge Furtado, gremistas ilustres, e nem no maior desvario e delírio de fanatismo, conseguiriam produzir aquele script.
            Chamem de incompetência, má administração ou coisa que o valha os dois rebaixamentos, que eu chamarei de momento onde a trajetória teve “apenas duas pegadas na areia”. Ali, o Grêmio já sentia o sopro da Imortalidade bafejar a sua face. Algo divino carregou nosso clube nos ombros naquele deserto, quando lhe faltou comando.
            Lembrar, detalhar, descrever aquele épico é irrelevante, conhecemos a história: o regular Patrício, as torres imperfeitas e quase gêmeas que chamávamos de zagueiros (Domingos e Pereira), o menino prodígio Lucas, o maestro Marcelo Costa, o azougue Ricardinho, os raçudos Marcel e Lipatin, enfim, conhecemos todos os protagonistas; mais! A partida, segundo a segundo, especialmente aqueles 71 que separaram o milagre de Galatto e o balançar das redes do Náutico Capibaribe. Todos jamais esqueceremos o que fazíamos, onde estávamos naquele final de Novembro de 2005.
            Quando ocorreu o segundo pênalti, o Grêmio com o número mínimo de sete jogadores, os foguetes vermelhos estouravam próximo a casa de meus pais,  onde eu e meu irmão, já quarentões, assistíamos aquilo que poderia ser um jogo normal que virou façanha. Levantei da cadeira, encostei a cabeça junto à porta e chorei, revivendo o adolescente que sofria com a escassez de títulos nos anos 70. Após o milagre do nosso goleiro, só voltei ao “ar”, quando Marcelo Costa bateu rapidamente a falta e depois fiquei sabendo que falava baixinho, mas de forma impositiva ao garoto Anderson; “Vai neguinho, vai neguinho!!!” e ele disparou, arrancou, desbravando a zaga do Timbu pernambucano até dar aquele “tapa” na bola que matou o arqueiro Rodolfo.
            Próximo dali, pretensiosamente o Santa Cruz dava volta olímpica no Arruda como campeão brasileiro. Azar dele! Esqueceu que o Grêmio é Imortal.
 No futebol, o Grêmio é único. Nada pode ser maior.



terça-feira, 17 de maio de 2016



Álbum Tricolor (49)
WILLIAN THIEGO
Fonte: Grêmio

Nome: WILLIAN THIEGO DE JESUS.
Apelido: Willian Thiego; Thiego.
Posição: zagueiro.
Data de nascimento: 22 de julho de 1986 (29 anos).
Local de nascimento: Aracajú (SE).

Jogos pelo time principal do Grêmio
67 jogos (32 vitórias; 17 empates; e 18 derrotas). Marcou 1 gol.

Estreia no Grêmio:
25.02.2007 - Grêmio 1 x 1 GE São José (CS) - Campeonato Gaúcho
GFBPA: Galatto, Jucemar, Pereira, Willian Thiego, Téco, Nunes, Sandro Goiano, Willian Magrão, Adílson Warken (Itaqui), Everton, Aloísio.
Técnico: Mano Menezes (Luís Antonio Venker Menezes).

Última partida pelo Grêmio:
06.12.2009 - Grêmio 1 x 2 CR Flamengo - Campeonato Brasileiro
GFBPA: Marcelo Grohe, Mário Fernandes, Léo, Willian Thiego, Fábio Santos, Adílson Warken (Mithyuê), Túlio, Maylson, Lúcio, Douglas Costa, Roberson (Bergson).
Técnico: Marcelo Rospide.

ANO A ANO NO GRÊMIO (jogos pelo time principal)
2007 – 14 JOGOS – 04 VITÓRIAS – 05 EMPATES – 05 DERROTAS.
2008 – 21 JOGOS – 14 VITÓRIAS – 05 EMPATES – 02 DERROTAS. Marcou 1 gol.
2009 – 32 JOGOS – 14 VITÓRIAS – 07 EMPATES – 11 DERROTAS.

CARREIRA
Sergipe-SE [2006] - Grêmio-RS [2006 a 2009] - Kyoto Sanga-JAP [2010] - Bahia-BA [2011] - Ceará-CE [2012] - Figueirense-SC [2013] - Khazar Lankaran-AZE [2014 e 2015] - Chapecoense-SC [2015 e 2016].

TÍTULO PELO GRÊMIO
- Campeonato Gaúcho de 2007.

(*) Os dados dizem respeito às informações contidas no arquivo do autor.

Por Alvirrubro

FONTES:
- Jornal “Zero Hora”.
- Jornal “Correio do Povo”.
- Revista “Placar”.
- Arquivo Pessoal.

domingo, 22 de maio de 2022

Opinião




Um dos Nós gremistas 

O Grêmio que entrou em campo nos Aflitos em 2005 e saiu com a taça na mão tinha a seguinte formação: Galatto; Patrício, Domingos, Pereira e Escalona; Nunes, Sandro Goiano, Marcelo Costa e Marcel; Ricardinho e Lipatin. Ainda atuaram: o zagueiro Marcelo Oliveira e os meio campistas Anderson e Lucas Leiva.

O de hoje pode ser: Brenno; Rodrigo ou Edílson, Geromel, Bruno (até Kannemann voltar) e Nicolas; Villasanti, Bitello e Gabriel Silva ou Campaz, talvez Lucas Silva ou Biel; Diego Souza ou Elkeson e Ferreira ou Elkeson.

Minha opinião; são equivalentes, uma leve superioridade para o atual elenco dentro das 4 linhas. Mano é mais técnico do que Roger.

Não é o meu time, mas o que interessa é o time do treinador, ele é a realidade dos gremistas. Esse é um dos nós do Tricolor, que aperta, angustia a massa azul e a deixa desesperançada, pois é nominata para estar no bolo do G 4 nesta altura do certame.

Olhando partes bem pequenas dos jogos da segunda divisão, não consegui acompanhar um único tempo na íntegra, vi times sofríveis individualmente, mais do que o Grêmio. A começar pelo Cruzeiro.

Tenho certeza que o treinador atual tem responsabilidade pelo mau futebol do time; a Direção, bom essa é um caso à parte. Conseguiu rebaixar o clube com uma folha salarial de 15, 16 milhões, onde a "joia da coroa" respondia pelo nome de Douglas Costa. Virou o ano e as ações pioraram. 

De certa forma, agora se entende a centralização da gestão do futebol gremista pelo Renato. Ele racionalizou: - deixar na mão destes irresponsáveis, então, deixa que eu pratico as minhas próprias irresponsabilidades - Não se justificavam, mas hoje, se compreendem.

Se o Grêmio tropeçar feio nestas duas próximas rodadas, praticamente estaremos em Junho num campeonato que deve acabar em fins de Outubro longe da classificação. Aí, não tem jeito, é trocar o treinador e buscar um especialista em Série B. Um nome é quase unanimidade neste caso: Lisca. Usar de muita humildade e deixá-lo indicar as contratações. Se não ajudam, não atrapalhem.

Finalizando com uma curiosidade: Dos seis primeiros colocados na Série A, cinco clubes são treinados por técnicos estrangeiros.