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terça-feira, 10 de maio de 2016

Opinião



O que é Essencial

"Já escrevi antes, o perfil dos atletas deve mudar; tem que trazer bons tecnicamente, mas “inconformados”, “irresignados” diante das adversidades; de nada vale um “Dream Team” sem alma. Tenho em mente o ataque dos sonhos do Flamengo (Edmundo, Romário e Sávio) e os “Galácticos” do Real Madrid de Roberto Carlos, Zidane, Figo, Raul, Ronaldo, Beckham & Cia. Não ganharam nada, não deixaram saudades."

Recuperei este parágrafo de uma crônica desta semana, porque vi que a mídia está andando neste mesmo compasso. Acho que é consenso, o Grêmio precisa mudar a "anima" do elenco.

Comecei a puxar pela memória em busca dos últimos times irresignados do Imortal, que de certa forma, foram o divisor de águas da marca peleadora gremista e do time bovino que vai para o matadouro sem nenhuma reação como nestes dois jogos contra o Rosario Central.

Saja; Patrício, Schiavi ou Teco, William e Lúcio; Sandro Goiano, Gavilan, Tcheco e Carlos Eduardo; Diego Souza e Tuta. Este, o que decidiu a LA de 2007.

Galatto; Patrício, Domingos, Pereira e Escalona; Sandro Goiano, Marcelo Costa, Marcel, Lucas, Anderson, Marcelo Oliveira, Nunes, Ricardinho, Lipatin, Beausejour, Alessandro. O grupo de 2005.

Acho que foram estes dois elencos que demonstraram a capacidade de indignação. Olhem o perfil destes atletas: Saja, William, Schiavi, Sandro Goiano e Gavilan (2007) e Domingos, Pereira, Marcelo Oliveira, Marcel, Alessandro, Lucas Leiva e até o menino Anderson.

Nesses dois grupos é possível ver o perfil dos jogadores que Alberto Guerra e demais comandantes atuais devem buscar.

Ter qualidade é importante, mas sem o aditivo do desassombro, da insistência, da indignação, da persistência, o clube não passará sequer perto das taças.

A receita é essa. Nem fui mais atrás na história, Oberdan, De Leon, Adilson Batista, Paulo Nunes, etc... para não me deprimir.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Opinião



O Privilégio é de Alberto Guerra


Eis que surge o nome do vice de futebol que vai para o lugar de Cesar Pacheco; trata-se de Alberto Guerra. Ele terá a grande oportunidade de fazer história no Grêmio, inscrever seu nome na galeria dos vencedores.

Não me parece tarefa cruel, embora os anteriores tenham deixado para ele duas pedreiras para conquistar títulos: Copa do Brasil e Brasileirão.

Guerra já se deu bem no Imortal, quando com Rui Costa e Renato, retiraram da zona do rebaixamento e colocaram na Libertadores o time do Grêmio.

Para isso, o novo vice de futebol teve que fazer um trabalho de ourives, porque vários mercados estavam fechados e aí saiu à cata de Paulão, Gabriel, Vilson, Gilson, Diego Clementino e André Lima.

Se fizermos um “recorte” dos desempenhos de alguns deles à época e os introduzissem no time de 2016, certamente, Gabriel, Vilson, Paulão seriam titulares agora. Para ver a naba que está a nossa zaga atual.

Já escrevi antes, o perfil dos atletas deve mudar; tem que trazer bons tecnicamente, mas “inconformados”, “irresignados” diante das adversidades; de nada vale um “Dream Team” sem alma. Tenho em mente o ataque dos sonhos do Flamengo (Edmundo, Romário e Sávio) e os “Galácticos” do Real Madrid de Roberto Carlos, Zidane, Figo, Raul, Ronaldo, Beckham & Cia. Não ganharam nada, não deixaram saudades.

Acho que Roger sobreviverá às mudanças, assim como Marcelo Grohe; tomara que eu esteja errado com relação ao futuro do Imortal com essa dupla. Melhor eu queimar a língua e gritar ‘É Campeão!” do que resmungar “Eu não disse”. Porém, a amostragem de Roger desde o returno do Brasileirão do ano anterior não é nada boa. O Inter capengueando, quase conquistou a vaga para a LA. Quase igualou sua campanha com a do Tricolor.

O nosso treinador mostrou erros grosseiros este ano; vou enumerar apenas três:

- Ainda que na emergência, lançou mão ao mesmo tempo de um meio de campo composto por Edinho, Maicon e Douglas; utilizando uma imagem do Reino dos Animais, diria que era como ter uma Tartaruga, um Jabuti e um Cágado no leme do time. Roger preferiu a certeza do insucesso deste trio junto do que a dúvida do êxito com alguns jovens num momento de escassez;

- Nosso treinador teve uma semana inteira para ajustar o time para o segundo confronto diante do Rosario Central, quer dizer, já sabia como os argentinos se comportariam. Preparou esquemas, fechou treinos, lançou dúvidas, mas o que se viu foi pior do que esperaria o maior dos pessimistas; um fiasco maior do que o ocorrido na Arena;

- Fico imaginando Douglas num momento solitário em seu quarto na concentração, folheando revistas, talvez ouvindo um pagode e pensando: Puxa Vida! Eu planejando em dar uma força para o Criciúma na Série B, encerrar minha carreira onde iniciei e aí esse pessoal do Grêmio, o Roger, o Rui Costa, ainda acreditam no meu futebol. Só eles mesmos;

Voltando a Alberto Guerra, ele terá que ter margem de erro zero, como aliás, escrevi no início do ano e não ocorreu, portanto, há exemplos às dúzias para não se atrapalhar com os mesmos percalços.


Ele diante das dificuldades terá que buscar atalhos que encurtem o caminho dos títulos, para isso, a cirurgia deve ser profunda e urgente. Nada de passar a mão por cima, senão ...

domingo, 8 de maio de 2016

Opinião



A Grande Chance do Comando Gremista 

Nós, os torcedores temos a (ir)responsabilidade de palpitar sobre o nosso time. Isto é paixão, resumindo, o que movimenta uma instituição, portanto, está liberado criticar, se aborrecer, mas principalmente, sugerir caminhos para a Direção, que é quem detém o poder decisório, em nosso caso, do Grêmio.

Nunca achei que Rui Costa fazia pouco ou era incompetente; escrevi que acertava e errava como os demais dirigentes dos outros clubes e seus antecessores, por isso, fiquei feliz em ver uma crônica sensata de um jornalista que admiro muito, David Coimbra, embora discorde, na maioria das vezes no que tange a questão futebol, mas aqui, ele acertou em cheio. Vide:A Saída de Rui Costa.

Rui sai, porque errou e não ganhou títulos. Tivesse ganho "unzinho" relevante e a paciência com ele seria maior. Entretanto, Rui não deve ocupar sozinho as poltronas do Bonde, ou alguém acredita que saíram dele as indicações de William Schuster e Fred? Para mim, Roger não tirou o Novo Hamburgo do "corpo", assim como não foi Rui Costa que insistiu ao extremo na permanência de Douglas como "maestro" do time.

Rui sai, Cesar Pacheco, também (esse é uma unanimidade), saem os próceres do DM, mas a cirurgia deve ser maior. Esta é a grande chance da Direção dar uma verdadeira guinada no clube. Não é hora de paliativos, não é hora de reforma "meia-sola".

Insisto: Deverá estar em curso uma revolução, o que não implica terra arrasada. Há no elenco, notem, estou tratando de elenco, não apenas dos 11, bons valores: Geromel, Walace, Giuliano, Bobô, Lincoln, Pedro Rocha, Henrique, Luan, Miller Bolaños, Kaio. Marcelo Oliveira, Bressan e Ramiro, esse trio devidamente avaliado, isto é, tem futebol para emergências, para banco, (o trio) pode permanecer. Marcelo Grohe é um bom goleiro, mas na relação custo-benefício, certamente, não sentará na casamata e assim, dessa forma, é um perigo para o Grêmio sua manutenção como titular. Vai seguir inviabilizando a busca real, concreta de títulos. Um pepino para o clube.

Chegamos à função de treinador: Cada vez mais, me convenço que o Roger não serve. Aqui, a minha maior decepção como torcedor; sugeri o nome dele, confiei na sua capacidade, mas, ele naufragou como abaixo enumero:

- Como escrevi um pouco acima; "não tirou o Nóia do corpo", indicando valores que são inferiores ao garotos da base

- Introduziu um modo de jogar avançado, bonito, moderno, porém, inviável que é o futebol praticado pelo Barcelona dos tempos de Guardiola. Por que é inviável? Porque para praticá-lo com êxito, o principal fundamento do esporte bretão, o passe, exige qualidade dos jogadores, senão (e isso vimos com frequência), o time toma contra-ataques, geralmente mortais

- Se ele apoiou, pior; se discordou e foi voto vencido; é grave, isto é, optar por reservas diante do Avaí pela Liga e em Caxias, no primeiro confronto diante do Juventude

- Além disso, vendo os números que o Alvirubro mostrou na postagem anterior a essa, eles demonstram que não existem motivos para tamanha louvação ao trabalho dele. São números pífios para a grandeza do Grêmio

- Roger naufragou em 3 competições, onde sequer chegou às finais, isto em 4 meses de 2016

- Porque daqui há 7 dias, ele mandará a campo: Marcelo Grohe; Ramiro, Geromel, Fred e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Giuliano e Douglas; Luan e Miller Bolaños; tudo igual ao que era antes no quartel de Abrantes

Por tudo isso, renovo: A Direção gremista tem tudo para fazer uma grande operação de ressurgimento de nosso time e como o futebol é o dínamo dele, do nosso clube.

Para isso, coragem e competência.

sábado, 7 de maio de 2016



Álbum Tricolor (48)
MOHRDIECK
Fonte: Revista do Grêmio

Nome: GUSTAV JOHANNES FRIEDERICH MOHRDIECK
Apelido: Mohrdieck
Posição: zagueiro e médio.
Ano de nascimento: 1890, Hamburgo, Alemanha.
Ano de falecimento: 1976.
Jogos pelo time principal do Grêmio: 95 jogos (73 vitórias; 8 empates; e 14 derrotas). Marcou 20 gols.

Estreia no Grêmio:
28.05.1911 - Grêmio 10 x 1 GFB 7 de Setembro (PoA)
GFBPA: Teichmann, Schubach, Mohrdieck, Bento, Sommer, Carlos Mostardeiro, Grünewald, Moreira, Booth, Cox, Alfredo Mostardeiro.
Diretor de Campo: Júlio Grünewald

Última partida pelo Grêmio:
07.11.1920 - Grêmio 1 x 1 SC Nacional (São Leopoldo)
GFBPA: Lara, Py, Costa, Dorival, Mohrdieck, Meneghini, Gertum, Assumpção, Arthur, Levy, Ramão.
Diretor de Campo: Lagarto (Severino Franco da Silva)

ANO A ANO NO GRÊMIO (jogos pelo time principal)
1911 – 07 JOGOS – 05 VITÓRIAS – 02 DERROTAS.
1912 – 10 JOGOS – 06 VITÓRIAS – 02 EMPATES – 02 DERROTAS.
1913 – 09 JOGOS – 07 VITÓRIAS – 01 EMPATE – 01 DERROTA.
1914 – 16 JOGOS – 12 VITÓRIAS – 01 EMPATE – 03 DERROTAS.
1915 – 19 JOGOS – 16 VITÓRIAS – 03 DERROTAS. Marcou 5 gols.
1916 – 15 JOGOS – 11 VITÓRIAS – 02 EMPATES – 02 DERROTAS. Marcou 4 gols.
1917 – 13 JOGOS – 12 VITÓRIAS – 01 EMPATE. Marcou 11 gols.
1919 – 02 JOGOS – 02 VITÓRIAS.
1920 – 04 JOGOS – 02 VITÓRIAS – 01 EMPATE – 01 DERROTA.

CARREIRA
Victoria/Hamburgo-ALE (1908 A 1910); Grêmio-RS (1911 a 1920).

(*) Os dados dizem respeito às informações contidas no arquivo do autor.

Por Alvirrubro

FONTES:
- Jornal “A Federação”.
- Jornal “Correio do Povo”.
- Revista do Grêmio. 
- Arquivo Pessoal.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Opinião




O Bonde

Gostei da expressão que o Marcelo Flavio utilizou para dizer que não basta defenestrar o Rui e o Pacheco; há mais lugar a ser preenchido neste bonde, que partirá da Arena em breve a prosseguir pelo departamento médico.

Neste bonde, eu sugiro que as poltronas sejam ocupadas por Roger, Douglas, Fred, Bressan, Edinho, Marcelo Hermes e até Bolaños e Marcelo Grohe (explico estes dois).

Roger pela obviedade: Ele repete outros treinadores naquilo que eles tiveram de pior: O Grêmio com 10 atletas e 1 peso morto. Parece sina, uma hora é o Mano Menezes apaixonado pelo Ramon, noutra um punhado deles apaixonados por Marco Antônio; agora, o atual, enfrentando, ou melhor, com todo o mundo alertando, ele "morreu" em 3 competições com o Douglas. 

Diante disso, Roger não serve. Não dá para ter um treinador omisso ou pior ainda, "paneleiro".

Voltando a Bolaños e Marcelo Grohe; o Tricolor precisa fazer time e também, caixa. O primeiro, eu não sei onde encaixar entre os onze, o segundo tem mercado, mas já está parecendo com a nossa moeda nacional, a cada dia vai ficando mais desvalorizado. Pela grana que o Tricolor "empata" nele, só se for para a China com uma mãozinha do Luis Felipe.

Para fazer time, tem que mudar o perfil anímico; explico: Mazaropi nunca foi um excepcional goleiro, peguem a sua biografia e verão que os clubes em que jogou são Vasco, onde foi mais reserva do que titular (Andrada, depois Leão), Grêmio, Náutico e Coritiba. No final da carreira, ainda enganou no Figueirense. Ele era bom, apenas. Porém, a sua história no Grêmio foi fantástica, teve participação decisiva em várias conquistas, duas delas, as maiores do clube. 

Diante disso, precisamos mudar o nosso goleiro. Temos o perfil. Minha sugestão: Danilo Fernandes, Diego Cavalieri e como terceira alternativa, Weverton. Os dois últimos são equivalentes ao atual arqueiro gremista, mas possuem características diferentes e mais apropriadas para o momento azul.

O zagueiro a ser contratado terá que ter liderança, talvez até mais do que técnica. Seria alguém como FORAM Lugano e Edu Dracena. Quem? Não sei, problema para quem assumir o timão da embarcação.

O treinador terá que ser mais rodado e mais vibrante do que Roger. Um treinador sem medo da direção e dos medalhões.

Por fim; invistam em Raul, Tontini e Lincoln e olhem o mercado. Tem gente boa querendo vencer na vida.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Opinião



Desclassificação inquestionável

O que é pior: Uma desclassificação sem qualquer reparo ou uma desclassificação injusta com o time jogando bem e o juiz dando uma mãozinha para o adversário? Não sei, acho que a raiva é a mesma, apenas que uma arrefece (no caso, a segunda) e a outra vai aumentando à medida que vamos refazendo os passos que levaram ao rotundo fracasso (a primeira).

Sorte que faltando 10 para as 9 horas da noite, peguei meu material de futebol e fui bater uma bolinha, rezando para que ficasse só nos 3 a 0 que assisti no Sportv, intermediando com o áudio da Guaíba.

O jogo em si, não vale a pena comentar a não ser para pontear/justificar o nosso pensamento sobre o nosso Grêmio. Vamos ao desabafo:

- E pensar que ainda lá no blog do Mario Marcos (MM) alguns gremistas queriam me convencer que o clube tinha "que passar adiante" o Victor, porque tinha um reserva melhor do que ele. B-r-i-n-c-a-d-e-i-r-a!!!! Pergunto: Bruno Grassi faria menos nestes dois jogos contra o Rosario Central? Olhem os contra-cheques de cada um deles. E o cara tem contrato até 2020.

Escrevi e repito: O Grêmio não vai ganhar nada relevante com Marcelo Grohe no gol. Olhem o que fez o "portero" Conde do Nacional de Montevidéu, ontem no Itaquerão. Goleiro de clube grande tem que fazer a diferença.

Não vou perder tempo em analisar Ramiro improvisado, Fred e Marcelo Hermes; aliás, estão detonando o segundo, porque fez um pênalti infantil, que a escolha do treinador foi errada apostando num jovem. É verdade; mas quem é que fez um pênalti idêntico aos 3 minutos da primeira etapa contra o San Lorenzo, que Ortigoza converteu? O experiente Marcelo Oliveira. 

Criticar jogador sem cartaz é fácil, quero ver é botar o dedo na ferida: Marcelo Grohe, Marcelo Oliveira, Douglas, Maicon e Giuliano não estão jogando nada. Alguém poderá dizer: Fulano rebentou com Juventude, Beltrano segurou a onda contra o San Lorenzo, Cicrano (olhem a grafia correta) deu um passe maravilhoso, etc, etc... Só que é muito pouco; é insuficiente para a grandeza do Grêmio. Quase campeão não me serve.

Saindo de dentro das quatro linhas, nem vou falar em Rui Costa e Cesar Pacheco; apenas uma palavra: Deu.

Como não dá para defenestrar o presidente, vamos logo a Roger. Aqui está alguém que o elogiou muito e sugeriu que se investisse nele, porém, o nosso ex-lateral me enganou e eu percebi e externei isso na crônica "O Torcedor, esse otário", onde escrevi que Roger tinha chegado lá, portanto, desgastar-se com a direção e determinados jogadores não era negócio para ele. Transformou-se, mudou de patamar: Ele é "top de linha", isso, sem botar faixa.

Agora estou afirmando, que Roger deve ser demitido; não porque que é incompetente. mas por interesses divergentes entre os dele e os da torcida. O Grêmio precisa de treinador que tenha coragem de peitar a  Direção e também, os atletas que enterram o clube, casos de Marcelo Grohe, Marcelo Oliveira, Maicon e Douglas. Lógico, nem vou falar nas nabas unânimes. Trato dos falsos diamantes. Onde estão os profissionais que querem ganhar títulos?

Encerrando: Precisa vir gente corajosa e com conhecimento de futebol no comando diretivo, para que, quando o treinador indicar Fred, seu ex-atleta em outros clubes, esse dirigente diga um sonoro não, mas um não com argumentos para o profissional saber com quem está tratando.

Entretanto, se esses atletas (nabas ou falsos diamantes) forem convicção da Direção e Comissão Técnica, aí, amigos gremistas, não tem remédio.

Se esses dirigentes fossem sérios, competentes e acima disso; gremistas, o segundo semestre estaria sendo planejado desde o apito final desta ridícula goleada.





quarta-feira, 4 de maio de 2016

Opinião



Alinhamento dos Planetas

Amanhã é o dia. Ou melhor, a noite que todo o clube com história e vergonha na cara sonha, deseja; isto é, realizar a partida histórica, cometer a redenção; renascer.

Marcelo Grohe deve amarrar uma figa nos nós da rede, Ramiro e Maicon usarem um unguento do Pai Edu para a prevenção de lesões; Fred, um galho de arruda na orelha. Geromel, bem, este não precisa de aditivos.

Na frente, Luan e Miller Bolaños, antes do jogo, devem espalhar balinhas de mel atrás da goleira adversária, por fim, os 11 titulares ingressarão no campo portando um estandarte de Santo Expedito.

Ah! Os planetas deverão estar alinhados; Vênus deve estar em conjunção com Júpiter.

Tomadas estas providências, igualmente seria interessante se Marcelo Grohe reeditasse a jornada épica e até agora, irrepetível que teve contra o San Lorenzo lá mesmo em solo portenho.

Ramiro voltar a jogar o futebol que apresentou no Grenal de Novembro de 2014 (4 a 1) e mais recentemente, diante do Toluca.

Fred deverá ser uma espécie de Robin para o Batman Geromel, um Sancho Pança para o Quixote Geromel, um Watson para o Sherlock Geromel.

Marcelo Hermes se transformar no Roger do Terceiro Milênio, sendo o terceiro zagueiro pelo lado esquerdo quando o time for atacado, também, se transformando na bengala dos atacantes pela extrema ofensiva.

Walace poderá ser ... Walace; Giuliano, aquele mesmo que encarou o Juventude, Domingo passado; Maicon vire uma "reencarnação" de Luis Carlos Goiano, Douglas, um torcedor especial à beira do campo, mais exatamente, no banco de reservas.

Lincoln se empoderar e apoderar-se do meio de campo gremista, levando o terror aos argentinos. Um Messi negro.

Que Luan seja o grande carrasco do Rosario como é para o Coirmão e Miller Bolaños confirme, que é diferenciado.

Vale lembrar, que o Rosario Central não é o bicho.

Por fim, se o Tricolor voltar desclassificado, que os mandatários do clube reavaliem suas "convicções", troquem peças de dentro e de fora das 4 linhas.

É o que eu espero desta Quinta-feira monumental.


terça-feira, 3 de maio de 2016

Pequenas Histórias



Pequenas Histórias (115) - Ano - 1989


Voltando ao local do Crime

Fonte: Correio do Povo

“A grande prioridade do Grêmio na temporada, a ... ficou inviabilizada à partir da derrota de ontem à noite... O resultado de 1 a 0 deixou o Grêmio na obrigação de vencer na Argentina, onde o ... é praticamente imbatível. O certo é que novamente não foi formado um time à altura das ambições gremistas.”

Assim, começa o texto do Correio do Povo de 26 de Outubro de 1989, um dia após a derrota do Imortal diante do Estudiantes de La Plata no Olímpico, praticamente se despedindo da Supercopa, a competição mais almejada pelo Tricolor naquele ano. Incrível coincidência com os dias atuais.

O Grêmio sofreu um gol de Cariaga com o arqueiro Gomes (ex-Seleção Brasileira) soltando seu chute e a bola entrando mansamente. A torcida não perdoou chamando-o de frangueiro.

Gomes ainda cometeria um pênalti no final da partida. Redimiu-se, defendendo a cobrança, minimizando o estrago no placar. Gomes era uma no cravo, outra na ferradura.

E assim, derrotado em casa, tendo que reverter o resultado, o Tricolor se dirigiu a La Plata, seis anos depois de empatar em 3 a 3 contra o Estudiantes de apenas sete atletas em campo, estádio lotado e, principalmente, de sofrer agressões e ameaças, porém, desta inusitada forma, o Tricolor encaminhou a classificação para a final da LA; faltava apenas o detalhe de Cáli, isto é, o clube argentino não vencer o América, o que de fato ocorreu. Agora, este novo Grêmio levava a imensa desconfiança da imprensa e de sua torcida.

No dia 1º de Novembro, dia de Todos os Santos,  às 21 horas, Cláudio Duarte mandou à campo: Mazaropi; Alfinete, Luís Eduardo, Edinho e Fábio; Jandir, Lino, Cuca e Adilson Heleno; Kita e Paulo Egídio. O zagueiro Vilson ainda entraria no lugar de Kita para recompor a defesa.

O Estudiantes de La Plata utilizou: Battaglia; Cravioto, Trota, Aguero e Ramirez; Peinado, Vargas, Marquez (Di Carlo) e Cariaga; Cardozo e Mac Callister (Guyonchongio). O trio de juízes Coston Castro, Salvador Imperatore e Sérgio Vasquez comandou a partida.

As dificuldades do velho estádio Jorge Hirsch permaneciam as mesmas, a polícia teve que utilizar gás lacrimogêneo para afastar os torcedores da entrada do vestiário gremista que impediam a chegada da delegação brasileira.

Com muita raça e futebol, o Imortal virou o primeiro tempo vencendo por 1 a 0, gol do ponta-esquerda Paulo Egídio, que após falha da zaga, ficou com a pelota, driblou o goleiro Battaglia e empurrou para as redes platinas.

Aos 7 minutos da etapa final, Cuca passou por todos os zagueiros e bateu cruzado, aumentando para 2 a 0, resultado que já servia para a classificação.

O Estudiantes se desesperou e veio para o tudo ou nada; atento e consequente, o Grêmio daria o golpe fatal aos 36 minutos, novamente com Cuca. 3 a 0.

Como não tem jogo tranquilo contra "los Hermanos", três jogadores foram expulsos, os defensores Trota, mais Alfinete e o capitão Edinho.

Assim, com nove jogadores, o Imortal segurou o Estudiantes e saiu classificado da Argentina, quando tudo indicava que esta partida seria a despedida dele no torneio.

Mostrou-se o mesmo time guerreiro, que não se encolhia diante das dificuldades, conforme a sua tradição.


Fonte: Correio do Povo

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Opinião



A Crise pode ser uma Boa

Fábio Jr. (não o cantor) chutou o balde. Escancarou  a crise que tinha data para acontecer: Quinta-feira, após uma possível desclassificação da LA. O filho de  Fábio Koff não segurou o verbo, detonou com o executivo do Grêmio, Rui Costa e antecipou a instabilidade que o clube viverá neste mês de Maio. Foi-se a máxima de Rudy Armin Petry, a de assuntos de economia interna; as veias gremistas estão abertas.

Bueno! Dependendo do aprendizado, a crise poderá ser algo positivo. Precisa do famoso CHA, conhecimento, habilidade e atitude; acrescentaria: Gremismo, também.

Lembro que em 1979, o Inter afundou no Gauchão, teve um primeiro semestre ridículo, possuía um treinador chamado Mário Juliato, afilhado de Rubens Minelli e não conseguiu chegar em segundo no campeonato dos pampas. O Grêmio ficou com 14 pontos à frente, 10 na fase final. O Esportivo do jovem treinador Espinosa conquistou o segundo lugar.

Aí, radicalizou; trouxe Ênio Andrade e Gilberto Tim, buscou peças pontuais, casos do guri gremista Mauro Galvão na sua base, o cracaço Mário Sérgio esquecido no Rosário Central (esse mesmo) e contratou um centroavante do Remo do Pará, Bira, o Bira Burro e ganhou o Brasileiro de forma invicta (meio fajuta, mas foi isso que ficou para a história).

Caso típico de limão virando limonada, apenas que mexeu, mantendo a base. Não fez terra arrasada, porém, foi cirúrgico.

Voltando ao Grêmio; tenho certeza absoluta que o Tricolor, quinta-feira, vai de Grohe; Ramiro, Geromel, Fred e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Douglas e Giuliano; Luan e Bolaños. Pode ganhar? Pode, afinal já ganhamos título na casa do adversário com apenas 7 jogadores, mas, convenhamos, com alguns destes atletas, alguém aposta  em conquista de títulos? 

Por não acreditar em mudanças vitais a curto prazo "em banho maria"; a atitude e mudanças tão necessárias só virão com a crise estourando, infelizmente.






domingo, 1 de maio de 2016

Opinião



Detalhes

Hoje à tarde, fiquei secando em vão o Coirmão diante do Juventude. O que eu vi, apenas comprovou o sentimento da maioria dos gremistas; qual seja, a Direção e Comissão Técnica jogaram pelo ralo a chance de disputar a final do Gauchão.

Sobre este detalhe, a opção de atuar com reservas em Caxias do Sul, já tratei anteriormente. Agora vou me deter em outros, que robusteceram o que penso sobre os jogadores que devem envergar a camiseta gremista. Vamos a eles:

- Qual a bola mais difícil para o arqueiro; o chute de Marco Rubén, que decretou a vitória do Central na Arena ou o de Hugo, hoje, à tardinha, cara a cara com Alisson?

- Na etapa complementar no Alfredo Jaconi, Hugo bateu falta da meia-lua da área, a bola desviou na barreira, mudou a trajetória, indo para o lado direito do arco; o goleiro colorado permaneceu em pé, voltou e fez fácil intervenção. Teria defendido se caísse antes do arremesso do camisa 10 juventudino?

- Ainda na etapa final, cruzamento da esquerda, Roberson cabeceia no canto esquerdo do gol, Alisson deu um passo e fez a defesa em dois tempos; pareceu até uma pequena intervenção. Se fosse contra o Grêmio, não estaríamos diante de uma defesa espetacular com a bola indo para escanteio, ou seja, com o Juventude permanecendo no ataque?

Não sei se Alisson não vai falhar no jogo da volta, mas, até agora, ele é o grande responsável pelo Colorado chegar ao último jogo com larga vantagem. Ele fez a diferença.

Nesses detalhes, um clube bota faixa e outros ficam no meio do caminho.

PS: Que bola levantada na pequena área não foi do Alisson? Pareciam lances fáceis, até.