O Grande Equívoco
O maior problema do Grêmio é o discurso explícito de relegação, de preterição da competição mais tradicional do calendário brasileiro, o Campeonato Nacional. Vide Desdém.
A torcida recebe com indignação este papo, esta conversa, a Direção erra se tem responsabilidade na decisão ou se se submete a imprudência de subordinados. Por coerência, ela não pode apelar para os torcedores irem ao estádio acompanhar o time (Lógico, se não é prioridade, o produto ofertado é de " segunda", consequentemente, deveria ser mais barato, inclusive).
De nada adiante formar um elenco forte e caro, se o recado dado é de menosprezo ao certame. Há naturalmente um relaxamento que faz o grupo promover resultados esdrúxulos e decepcionantes com transformar um 3 a 0 contra o fraco Fluminense num horroroso 4 x 5 ou ainda, um 3 a 3 contra a não menos fraca, Chapecoense, ambos fracassos dentro da Arena. Vale lembrar que o Ceará acaba de meter 4 a 1 nos catarinenses neste final de semana.
Se a intenção da Comissão Técnica é distensionar o elenco suplente, aliviá-lo de responsabilidades, o equívoco está concretizado, porque o que se obtém é a frouxidão que só interessa aos adversários, especialmente os mais fracos que entram fazendo "copa do mundo" e não tem a oposição dentro do gramado que imaginavam encarar.
Além disso, inversamente, os maus resultados no Brasileirão botam "uma faca no peito" do grupo titular nos mata-matas. É um peso adicional no psicológico.
Posso estar enganado, mas imagino que o correto era valorizar muito o Brasileiro, ainda que usando reservas, "vender" o discurso que é a grande chance para quem está eventualmente no banco ou subindo da base.
