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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Opinião



O Pênalti não marcado; uma interpretação

O Grêmio resolveu ir até a CBF ver, ou melhor, ouvir o áudio do VAR para ter certeza (em minha opinião) que foi " garfado" no episódio da sonegação da marcação da falta máxima que poderia ampliar a já gigantesca vantagem Tricolor na disputa pela vaga da final da Copa do Brasil.
Olhando e comparando com outros pênaltis, este não poderia deixar de ter sido marcado. Um escândalo!
Vou comentar a impressão que me ficou, a origem quanto ao erro colossal do senhor Wagner Nascimento Magalhães, o que ele pensou naquele instante: Teve pena do Atlético.
Ele "injetou" na sua mente a ideia que o clube curitibano era o patinho feio dessa disputa. 
Explico: Como o lance era "interpretativo", o árbitro deve ter pensado: - O Grêmio é copeiro, está acostumado a vencer; tem uma vantagem imensa, além disso, é início de jogo (4 minutos), se eu der esse pênalti, "acaba tudo". Que saber? Isto não vai fazer falta para o poderoso (no caso, o Grêmio). Pensou e agiu.
E assim, atropelando a regra e usando de uma condição emocional indevida, o Sr. Wagner Nascimento Magalhães subtraiu, operou, prejudicou o Grêmio, na certeza que o clube gaúcho iria passar por cima de sua, digamos, boa e inofensiva ação em favor do Atlético, que no final, segundo seu pensamento, não faria falta ao Imortal.
Poderia ser, se o Tricolor fosse naquela noite o time copeiro que ele e todos nos acostumamos. Não foi.
O equívoco é que árbitro algum deveria entrar em campo com o sentimento de comiseração  numa disputa de futebol.
Agora, o leite está derramado. Repito o que escrevi ontem; erro da Direção.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Opinião



O Grêmio sabe

Hoje, o meu filho reclamou: - Por que não jogaram assim Quarta-feira?

Essa é a grande questão; o Grêmio fez uma partida correta contra o Libertad, no confronto com o Atlético Paranaense na Arena gremista, idem, diante do Palmeiras no Pacaembu. Não deixou o oponente respirar. Paulo Victor virou assistente privilegiado.

O Tricolor sabe como superar adversários fortes em jogos decisivos, por isso fica a dúvida: Por que se encolheu tanto na desclassificação em Curitiba?

Muitas explicações poderão ser dadas, teses são elaboradas, pitacos serão jogados para cima.

Eu acho que não ficarei fora dessa: Faltou Direção. Ela que tem tantos acertos em sua gestão, não encarou a missão de mobilizar o grupo no vestiário; passou um relaxamento fatal, após a classificação na Libertadores. Baixou a guarda. Se não foi omissa, quase chegou lá.

O recado foi decodificado de forma equivocada pelo elenco, diminuíram a importância da Copa do Brasil e deu no que deu.

Tomara que a Direção tenha aprendido a lição.


domingo, 8 de setembro de 2019

Opinião



Vitória Elucidativa

Um triunfo espetacular, 4 a 1, casa do adversário, que acima de tudo é esclarecedora em vários sentidos.

Primeiro ponto; a confirmação da imprescindibilidade de Éverton no ataque gremista; ele participou de 3 dos 4 gols

Segundo ponto: o time focado é candidato a campeão em qualquer competição

Terceiro ponto: Paulo Victor pertence a dinastia do arco gremista, qual seja, aquela de um dia no cravo, outra na ferradura. O Grêmio parece gostar de viver perigosamente. Hoje, PV foi perfeito

Quarto ponto: das três posições que escrevemos necessitar de mexida, duas já foram efetuadas: Michel deve ganhar sequência, Diego Tardelli, idem

Quinto ponto: o Grêmio perdeu a vaga para a final da Copa do Brasil para ele mesmo. Há um oceano de diferença entre o Furacão e o Imortal. São as armadilhas do futebol. Vou torcer pelo Athlético, mas sem muita esperança. Chora de ruim

Sexto ponto: Galhardo melhorou e é o único lateral que sabe cruzar. Botou na cabeça de Thaciano noutro dia e hoje achou Tardelli no primeiro gol

Sétimo ponto: com a chegada de David Braz, a torcida não fica em pânico nas ausências de Kannemann ou Geromel. Claro! Tem diferença, mas é um alento essa reposição

Oitavo ponto: eu erro muito aqui, naturalmente, mas comparados meus equívocos com o que todos lemos em vários comentários no blog no início do ano, que o Cruzeiro era exemplo de clube e tinha o melhor futebol do Brasil, que o Tricolor era treinado por um técnico que apenas tinha sorte; repito, comparados a esses, meus erros passam despercebidos

Para preocupar: a lesão de Pedro Geromel; tomara que não seja nada

Deixo um compacto com os gols e melhores momentos:


sábado, 7 de setembro de 2019

Pequenas Histórias



Pequenas Histórias (221) - Ano - 1998


O Grande Momento de Roth no Imortal

Fonte: Jornal Estado de Minas


Em suas passagens pelo Grêmio,Celso Roth é mais lembrado pelo vice-campeonato brasileiro em 2008, não por um grande feito, mas por dois: Levou um grupo limitado a liderar aquela competição, chegando a ter 14 pontos sobre o segundo colocado (o São Paulo) até a segunda rodada do returno, porém, também por deixar escapar esta conquista, frustrando a Nação Tricolor. Fracasso único na história do Brasileiro por pontos corridos.

No entanto, eu prefiro o trabalho marcante de 1998, quando retirou o Grêmio da zona do rebaixamento e só não chegou à final, porque naquela edição, o regulamento dispensou o gol qualificado com um dos critérios de desempate. Perdeu para o Corinthians na "negra" e ficou alijado de decidir o Brasileirão. Foi um notável, especialmente, pela modesta mão-de-obra que dispunha.

Nessa trajetória fantástica de rebaixamento para a quase decisão do título, o Tricolor encarou o Cruzeiro em Minas Gerais e conquistou três pontos preciosos, fazendo o time subir para a décima segunda posição entre 24 clubes.

Em 18 de Outubro em pleno Mineirão, quase 25 mil pessoas viu Roth lançar mão de: Danrlei; Itaqui, Rodrigo Costa, Scheidt e Roger; Djair, Fabinho, Luis C. Goiano e Robert; Loco Abreu e Rodrigo Mendes. Ainda entraram Paulo C. Tinga, Palhinha e Carlos Gavião.

Levir Culpi utilizou: Dida; Ronaldo, João Carlos, Marcelo Paulista e Gustavo; Marcos Paulo, Djair, Ricardinho e Valdo; Alex Alves e Fábio Júnior. Igualmente participaram Jean, Marcelo e Vágner.

O Cruzeiro entrou atropelando, tentando resolver a partida no início. Alex Alves levava vantagem sobre Roger, mas Danrlei estava inspirado e fez grandes defesas. O miolo da zaga se comportou muito bem. O problema residia no comando do ataque, onde Sebastian Abreu decepcionava, perdendo duas chances na segunda metade do primeiro tempo.

Ainda assim, Loco Abreu proporcionou o lance que permitiu Rodrigo Mendes abrir o marcador aos 10 minutos da etapa final. 1 a 0.

O Anilado mineiro se perturbou; sempre barrado pelo ótimo trabalho de Djair e Fabinho à frente da defesa, parou de ameaçar o arco gremista.

As oportunidades tricolores surgiram aos montes: Rodrigo Mendes aos 21, Loco Abreu aos 23, Itaqui aos 34 e finalmente, aos 36 minutos, o zagueiro Scheidt ampliou, aproveitando um escanteio batido pela esquerda; 2 a 0.

Irritados, os cruzeirenses Vágner e Alex Alves foram expulsos, facilitando a vida do Grêmio que via o perigo do rebaixamento ir embora. Recém a bela história de recuperação no certame estava começando.

Fonte: Arquivo pessoal do amigo Alvirubro

Seguem lances desta vitória:

















sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Opinião



O que se espera

Revendo a derrota do Grêmio, desta vez, sem a adrenalina a mil, o sentimento de indignação permanece.

Não era um jogo comum, nem o time estava cansado, afinal, tudo o que estava planejado (concorde-se ou não) foi cumprido para que os atletas entrassem em campo dando à vida nesta partida que até aquele momento era a mais importante da temporada.

O fiasco, o vexame, é um dos maiores desta última década; perder a vaga para um time (e clube) limitado que precisou parir uma bigorna para ir para os tiros livres, após jogar mais de 30 minutos com um jogador a mais, este fato se insere na história gremista como um dos mais constrangedores. Mas tudo bem; já passou, o clube tem uma chance fantástica de minimizar esse "escândalo": recuperar-se no Brasileiro e se reorganizar para as semifinais contra o Flamengo.

Por tudo isso, o que se espera é a quebra deste modelo de time, onde atletas reiteradamente afundam em atuações constrangedoras, causadoras desta debacle de Quarta-feira. 

Será uma decepção muito grande e porque não dizer um suicídio, se esse estado letárgico se perpetuar.

 Renato precisa fazer uma cirurgia na equipe.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Opinião




Escancaradas

Chovendo no molhado; Renato tem muitos méritos à frente do Grêmio; ontem perdeu a sua primeira disputa em 2019, portanto, feita esta ressalva, é com tranquilidade que critico certas decisões que são antigas, mesmo com o time avançando nas competições. Decisões equivocadas que ficaram escancaradas na desclassificação desta Quarta-feira, diante de um adversário modesto e desfalcado.
Começo pela primeira posição das 11, a de goleiro. Sem o fervor da paixão, do reducionismo infundado ou marqueteiro de milagreiro ou seu extremo, frangueiro, apenas olhando os fundamentos necessários para jogar sob o arco (saída na bola aérea, jogar bem com os pés, boa reposição de bola,  inteligência e habilidade para pegar penalidades máximas, reflexos e frieza nas tomadas de decisões), há anos o Inter mesmo em crise financeira ou confusões administrativas, possui goleiros melhores do que o Grêmio: Alisson, Danilo Fernandes e Marcelo Lomba. Nem deveria, mas vou citar clubes em eterna crise de gestão com melhores arqueiros do que os do Grêmio: Botafogo (Gatito) e Santos (Vanderlei e Éverson). Pode isso?
Eventualmente se ganha títulos relevantes com carências no gol e sem centro avante, repito, eventualmente.
Então, passando para esta outra posição fundamental. Se alguém pegasse Marinho, André, Vizeu, Tardelli e Luciano e entregasse para o Dr. Victor Frankstein (personagem de Mary Shelley) com a incumbência de juntar as melhores qualificações de cada um dos citados e determinasse que deste " cadinho" surgisse uma "criatura" artilheira, desconfio que não daria metade de um Paolo Guerrero.
E aí, novamente olho para um clube eternamente em crise, o Fluminense e vejo que até esta semana, ele tinha centro avante: Pedro. Mais algum? Sim. O Atlético Paranaense, menor em tudo do que o Imortal, pois ele tem Marco Ruben. É tão complicado ir às compras?
Lamentar a ausência de Maicon num enfrentamento como este contra o Atlético Paranaense é atestado de incompetência; não pela técnica invejável do ex-capitão, mas pela sua condição física atual. Além disso, nesta hora, descobre-se que há partidas para "gente grande". Muitos se encolheram ontem. Constrangedor.
O Tricolor avançou muito, acertou um monte nesta gestão do Romildo com Renato, no entanto, dava para tirar mais desta onda vitoriosa. A renitência da Comissão Técnica em tentar "salvar" contratações equivocadas no intuito de tornarem reais suas convicções, permanecer com atletas incompletos ou investir em jogadores de baixa qualificação,  acabou inviabilizando a ampliação de conquistas que estavam à mão como a Libertadores do ano passado e esta Copa do Brasil.
Paro por aqui, porque o texto ficaria muito mais longo e iria entediar os meus colegas de blog, mas tem muita análise para ser feita e um consolo: Há chance de salvar a temporada com o maior e melhor desafio de um clube na América: a Libertadores.
Então, mãos à obra, Direção e Comissão Técnica.



quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Opinião



Éverton Foot-Ball Porto Alegrense perde por WO

Éverton Cebolinha que classificou o Tricolor na Libertadores contra o Palmeiras, não entrou em campo diante do Atlético Paranaense e por consequência, o setor de ataque gremista sumiu, evaporou.

Inadmissível perder a vaga tão importante para um clube menor com time menor que entrou com uma desvantagem gigantesca. O Grêmio sucumbiu constrangedoramente. Uma vergonha. Era o único desfecho que eu não aceitava antes e confirmo agora.

O Tricolor enfrentou uma zaga toda improvisada do Furacão e ameaçou apenas uma vez (Alisson atrasou de cabeça para o goleiro no primeiro tempo) e a maior chance foi criada pelo avante do Atlético no que seria gol contra.

O Atlético teve méritos, mas, ninguém me convencerá que se o Tricolor fosse um pouco mais corajoso e jogasse menos com "o regulamento embaixo do braço", com certeza, teria alcançado a vaga com tranquilidade, pois com todo envolvimento e "jogo perfeito" como mencionaram os comentaristas, o locatário só chegou à final nos tiros livres, contando com a expulsão de Kannemann na primeira metade do segundo tempo.

Individualmente, o time mostrou que segue sem um goleiro confiável, Galhardo foi medíocre; levou um banho de bola. Graça a Deus que o treinador "deles" deu uma mãozinha, retirando o mais perigoso do ataque, Rony.

Geromel, o melhor, mesmo permitindo o cabeceio fatal de Marco Ruben (aliás, eles com um 9 de verdade e nós com o "pedreiro" André, só fazendo parede).

Kannemann atrapalhado; David Braz entrou bem e Bruno Cortez é aquilo ali, nem mais e muito menos.

Rômulo que deu alguma esperança pela partida contra o Palmeiras, é um burocrata, ou melhor, nem carimbador é. Deu para sentir falta de Maicon.

Matheus Henrique ficou órfão neste meio em que o volante, seu parceiro, se escondeu do jogo e Jean Pyerre não entendeu que esta peleja exigia mais "sangue nos olhos". Muito acadêmico.

Alisson, o menos ruim do meio e Pepê bastante prejudicado, porque não recebeu uma bola à frente que lhe proporcionasse arrancadas tão imaginadas pela torcida. Perdeu o tiro livre decisivo.

André é um caso para estudo, ou melhor, se inscreve naquelas paixões incompreensíveis que os grandes treinadores apresentam de vez em quando (Ênio Andrade com Heider, Mano Menezes com Ramon, Muricy com  Ricardo Berna, Abel com Michel, etc...). A única saída: ser negociado. Lembram do Marinho? Alguém tem saudade dele? Pois é, André será assim.

Três posições estão escancaradamente abertas no time titular: Goleiro, Centro-Médio e Centro Avante. Pode ser que esse fracasso técnico e financeiro (foram 21 milhões de reais perdidos) sirva para Renato ter bom senso na derradeira chance que lhe restou no segundo semestre, a Libertadores.




terça-feira, 3 de setembro de 2019

Opinião



Próximo da Final

O Grêmio está muito próximo da decisão de Copa do Brasil; é aquele que mais chegou a esta condição; sabe como poucos o caminho para alcançar isso.

Ele tem o melhor time, a tradição, também uma vantagem imensa para uma semifinal; vencer por dois gols na primeira partida só não é o ideal, porque inexiste o gol qualificado na Copa do Brasil, portanto, só acredito numa desclassificação gremista se os astros se insurgirem contra o natural, o lógico, o provável, o esperado.

O Tricolor terá que fazer tudo errado para conceder ao clube paranaense a vaga que está em suas mãos. 

Desconfio que Renato aprontará uma surpresa na escalação: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Pedro Geromel, Walter Kannemann e Bruno Cortez; Rômulo, Matheus Henrique, Jean Pyerre e Alisson; Luan e Pepê.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Opinião



A Armadilha

Com a internet, o mundo ficou menor, ficou pequeno, virou quase a aldeia de origem de cada um, mesmo que estejam vivendo no outro lado do mundo.

As notícias chegam a todos ao mesmo tempo; no entanto, a impregnação epidérmica segue sendo privilégio de quem está próximo dos acontecimentos. É razoável que seja assim.

Então, os torcedores que vivem fora do Rio Grande amado não estão afetados pela criação de clima perigoso que ronda ambas as torcidas, a gremista e a colorada.

A emissora afiliada da Globo no Sul está com uma campanha pesada que chama a Copa do Brasil de a " Copa dos Gaúchos" vide Copa dos Gaúchos; embora ela esteja "na dela" para faturar um pouco mais, o risco de injetar ânimo nos adversários da dupla é imenso, principalmente no Cruzeiro que possui 6 títulos, porque se o argumento para chamar a CB de Copa dos Gaúchos são os 7 títulos conquistados (uma verdade pela metade, pois retirem os 5 ganhos pelo Grêmio e os gaúchos ficam com apenas 2), ele (o argumento utilizado) deveria dar favoritismo ao clube mineiro que faturou o triplo da gauchada sem as taças do Tricolor.

Resumindo: Se o histórico na Copa do Brasil for levado em consideração nestas semifinais, então, a decisão não será entre gaúchos, mas entre Grêmio versus Cruzeiro.

Espero que o Tricolor especialmente, não dê atenção ao clima que decreta um Grenal na final da Copa do Brasil e respeite muito o jogo de Quarta-feira.

domingo, 1 de setembro de 2019

Opinião



Grêmio com reservas; Athlético com titulares

Neste final de semana, o Tricolor utilizou 10 reservas (seriam 11, se Éverton não estivesse suspenso na CB) e empatou com o São Paulo, lá no Morumbi. Um zero a zero justo.

Na mesma rodada, o Furacão usando todos os titulares possíveis, sediando seu jogo no antigo Joaquim Américo, atual Arena da Baixada, contra um adversário de meio de tabela, o Ceará, penou para fazer 1 a 0.

O Flamengo vai escalando os titulares em todos os confrontos e vai se dando bem, 3 a 0 no Palmeiras.

Então,  concluo que não existe convicção ou tese comprovada que poupar jogadores é sinônimo de vantagem ou, talvez, redução de danos nos confrontos priorizados.

Quarta-feira, a discussão continua, passando o Grêmio ou passando o Paranaense.