Canto de Guerra para o Exército do Reno (*)
Ao som de “La Marseillaise”, cantado a todos os pulmões nas arquibancadas da Fonte Nova, antes e durante a partida, a França massacrou a Suíça, em mais uma goleada da Copa do Mundo no Brasil. As duas partidas anteriores, no estádio de Salvador, também tiveram resultados elásticos: Espanha 1x5 Holanda e Alemanha 4x0 Portugal.
Para quem assistiu a Suíça vencer ao Equador, em Brasília, não tenho dúvidas que a goleada sofrida hoje não deixou de ser uma surpresa.
A Suíça não conseguiu repetir a marcação e sucumbiu diante de uma França muito rápida, que jogou com três atacantes. Time bem orientado por Didier Deschamps, a França dominou a partida desde os primeiros minutos.
Após o fiasco de 2002 e 2010, onde a Seleção Francesa deixou a desejar na fase de grupos, no Brasil, o objetivo dos jogadores é alcançar a fase das quartas de final.
A equipe de Deschamps abriu o placar aos 16 minutos com Giroud. Depois de uma cobrança de escanteio, o atacante subiu mais que a defesa adversária e fez o 1 a 0. Um minuto depois Matuidi fez o segundo, criando sérias dificuldades para a Suíça. Benzema serviu a Matuidi, pelo lado esquerdo do campo. O meia do PSG entrou na área e chutou rasteiro, entre o goleiro e a trave direita do gol. 2 a 0!
Aos 40 minutos, Olivier Giroud foi lançado em profundidade, pela esquerda, correu, dominou a bola e cruzou para o lado direito, onde entrava Mathieu Valbuena, do Olimpique de Marselha. O meia atacante não teve difculdade em colocar a bola na rede.
No segundo tempo, pouco mudou na disposição tática do time suíço, apesar da tentativa de mudar o panorama da partida. A defesa francesa, sempre atenta, segurou o ímpeto inicial dos jogadores da Suíça. A França partiu para os contra ataques. E o domínio francês só aumentou. Aos 21 minutos, Benzema fez o quarto gol da França, depois de um lançamento de Pogba. A Suíça se entregou. Sem força em campo, viu, Moussa Sissoko, aos 27, fazer o quinto gol francês.
Mesmo com 5 a 0 contra, os jogadores suíços não se entregaram. Aos 36, Dzemaili fez o primeiro gol suíço, e aos 42 minutos, Xhaka marcou o segundo, finalizando com categoria, na área francesa.
SUÍÇA 2 X 5 FRANÇA
DATA-HORA: 20/6/2014 - 16h
LOCAL: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
PÚBLICO: 51.003
ÁRBITRO: Björn Kuipers (HOL)
AUXILIARES: Sander van Roekel e Erwin Zeinstra (HOL)
GOLS: Giroud (França - 16'/1ºT), Matuidi (França - 17'/1ºT), Valbuena (França - 40'/1ºt), Benzema (França - 21'/2ºT), Sissoko (27'/2ºT), Dzemaili (Suíça - 35'/2ºT) e Dzemaili (Suíça - 32'/2ºT)
CARTÕES AMARELOS: Cabaye (França)
SUÍÇA: Benaglio; Lichtsteiner, Djourou, Von Bergen (por Senderos 08'/1ºT) e Rodríguez; Behrami (por Dzemaili, no Intervalo), Inler, Shaqiri, Xhaka e Mehmedi; Seferovic (por Drmic 23'/2ºT). Técnico: Ottmar Hitzfeld.
FRANÇA: Lloris; Debuchy, Varane, Sakho (por Koscielny 20'/2ºT), Evra; Cabaye, Matuidi, Sissoko e Valbuena (por Griezzman 37'/'2ºT); Giroud (por Pogba 20'/2ºT) e Benzema. Técnico: Didier Deschamps.
(*) La Marseillaise (A Marselhesa, em português), hino nacional da França, foi composto pelo oficial Claude Joseph Rouget de Lisle em 1792, da divisão de Estrasburgo, como canção revolucionária. A canção adquiriu grande popularidade durante a Revolução Francesa, especialmente entre as unidades do exército de Marselha, ficando conhecida como A Marselhesa.
Seu título era originalmente “Canto de Guerra para o Exército do Reno”. O hino foi composto por Rouget de Lisle, oficial do exército francês e músico autodidata, a pedido do prefeito de Estrasburgo, Philippe-Frédéric de Dietrich, dias depois da declaração de guerra ao imperador da Áustria, em 25 de abril de 1792. O canto deveria ser um estímulo para encorajar os soldados no combate de fronteira, na região do rio Reno.
por Alvirubro
Observação: Nossa postagem de número 500. Que postagem !!!





