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sábado, 21 de junho de 2014

Na Copa


Canto de Guerra para o Exército do Reno (*)

Ao som de “La Marseillaise”, cantado a todos os pulmões nas arquibancadas da Fonte Nova, antes e durante a partida, a França massacrou a Suíça, em mais uma goleada da Copa do Mundo no Brasil. As duas partidas anteriores, no estádio de Salvador, também tiveram resultados elásticos: Espanha 1x5 Holanda e Alemanha 4x0 Portugal.

Para quem assistiu a Suíça vencer ao Equador, em Brasília, não tenho dúvidas que a goleada sofrida hoje não deixou de ser uma surpresa.

A Suíça não conseguiu repetir a marcação e sucumbiu diante de uma França muito rápida, que jogou com três atacantes. Time bem orientado por Didier Deschamps, a França dominou a partida desde os primeiros minutos.

Após o fiasco de 2002 e 2010, onde a Seleção Francesa deixou a desejar na fase de grupos, no Brasil, o objetivo dos jogadores é alcançar a fase das quartas de final.

A equipe de Deschamps abriu o placar aos 16 minutos com Giroud. Depois de uma cobrança de escanteio, o atacante subiu mais que a defesa adversária e fez o 1 a 0. Um minuto depois Matuidi fez o segundo, criando sérias dificuldades para a Suíça. Benzema serviu a Matuidi, pelo lado esquerdo do campo. O meia do PSG entrou na área e chutou rasteiro, entre o goleiro e a trave direita do gol. 2 a 0!

Aos 40 minutos, Olivier Giroud foi lançado em profundidade, pela esquerda, correu, dominou a bola e cruzou para o lado direito, onde entrava Mathieu Valbuena, do Olimpique de Marselha. O meia atacante não teve difculdade em colocar a bola na rede.

No segundo tempo, pouco mudou na disposição tática do time suíço, apesar da tentativa de mudar o panorama da partida. A defesa francesa, sempre atenta, segurou o ímpeto inicial dos jogadores da Suíça. A França partiu para os contra ataques. E o domínio francês só aumentou. Aos 21 minutos, Benzema fez o quarto gol da França, depois de um lançamento de Pogba. A Suíça se entregou. Sem força em campo, viu, Moussa Sissoko, aos 27, fazer o quinto gol francês.

Mesmo com 5 a 0 contra, os jogadores suíços não se entregaram. Aos 36, Dzemaili fez o primeiro gol suíço, e aos 42 minutos, Xhaka marcou o segundo, finalizando com categoria, na área francesa.

SUÍÇA 2 X 5 FRANÇA
DATA-HORA: 20/6/2014 - 16h
LOCAL: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
PÚBLICO: 51.003
ÁRBITRO: Björn Kuipers (HOL)
AUXILIARES: Sander van Roekel e Erwin Zeinstra (HOL)
GOLS: Giroud (França - 16'/1ºT), Matuidi (França - 17'/1ºT), Valbuena (França - 40'/1ºt), Benzema (França - 21'/2ºT), Sissoko (27'/2ºT), Dzemaili (Suíça - 35'/2ºT) e Dzemaili (Suíça - 32'/2ºT)
CARTÕES AMARELOS: Cabaye (França)
SUÍÇA: Benaglio; Lichtsteiner, Djourou, Von Bergen (por Senderos 08'/1ºT) e Rodríguez; Behrami (por Dzemaili, no Intervalo), Inler, Shaqiri, Xhaka e Mehmedi; Seferovic (por Drmic 23'/2ºT). Técnico: Ottmar Hitzfeld.
FRANÇA: Lloris; Debuchy, Varane, Sakho (por Koscielny 20'/2ºT), Evra; Cabaye, Matuidi, Sissoko e Valbuena (por Griezzman 37'/'2ºT); Giroud (por Pogba 20'/2ºT) e Benzema. Técnico: Didier Deschamps.


(*) La Marseillaise (A Marselhesa, em português), hino nacional da França, foi composto pelo oficial Claude Joseph Rouget de Lisle em 1792, da divisão de Estrasburgo, como canção revolucionária. A canção adquiriu grande popularidade durante a Revolução Francesa, especialmente entre as unidades do exército de Marselha, ficando conhecida como A Marselhesa.

Seu título era originalmente “Canto de Guerra para o Exército do Reno”. O hino foi composto por Rouget de Lisle, oficial do exército francês e músico autodidata, a pedido do prefeito de Estrasburgo, Philippe-Frédéric de Dietrich, dias depois da declaração de guerra ao imperador da Áustria, em 25 de abril de 1792. O canto deveria ser um estímulo para encorajar os soldados no combate de fronteira, na região do rio Reno.

por Alvirubro

Observação: Nossa postagem de número 500. Que postagem !!!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Na Copa

ITÁLIA 0 x 1 COSTA RICA - 20.06.2014

A Costa Rica provou, contra a Itália, que a vitória contra o Uruguai não surgiu por um daqueles acasos do futebol. Time bem organizado, com uma disposição tática até certo ponto “inocente”, a Costa Rica mostrou um futebol envolvente, capaz de derrubar uma Seleção tetracampeã mundial.

Costa Rica joga com uma marcação em linha na sua defesa e por várias vezes acabou deixando Balotelli, atacante italiano, escapar em direção ao gol. Teve sorte que Balotelli estava quase sempre adiantado e o árbitro marcou com correção os impedimentos.

Com um Pirlo bem marcado, dificultando a distribuição do jogo, a Itália começou a partida com uma boa posse de bola, mas pelo posicionamento tático de Costa Rica, não conseguiu traduzir em chances de gol o domínio momentâneo. Com uma movimentação intensa, Costa Rica confundiu os europeus, que nada apresentaram para sair da marcação latina.

Chamou atenção que Costa Rica não usou a velha tática da retranca, do pequeno contra o grande. Não! Costa Rica defendeu-se bem e sempre que possível atacou a velha Azzurra. Houve momentos que a Itália passou a dominar o jogo, principalmente depois que Balotelli teve duas boas chances de gol. Primeiro, num lançamento magistral de Pirlo, ele tentou encobrir Navas e errou a direção do gol. Depois o goleiro fez uma bela defesa, num chute da entrada da área.

Nos 5 minutos finais, Costa Rica cresceu de produção. Antes, num lance individual do ótimo atacante Campbell, que driblou dois defensores italianos e sofreu pênalti claro, límpido, que o árbitro resolveu não dar. Logo depois, Bryan Ruíz cabeceou sozinho, a bola bateu no travessão e perto da linha do gol, mas entrou. 1 a 0 para os latinos, merecido. Na dúvida, a tecnologia da linha de gol provou que o gol costariquenho foi válido.

Com um Balotelli isolado no primeiro tempo, o técnico italiano resolveu corrigir o problema do ataque italiano. Tirou Thiago Motta e colocou em campo Cassano. Pouco depois, entrou Insigne no lugar de Candreva, que também andou muito mal, hoje.

À medida que o tempo passava, o time italiano foi ficando mais nervoso. Costa Rica, com o domínio do campo de jogo, manteve a marcação sobre Pirlo, que não encontrou os mesmos espaços que teve contra a Inglaterra. Prandelli ainda tentou criar uma nova opção no ataque italiano, colocando Cerci no lugar de Marchisio. A marcação costariquenha não cedeu e todo o perigo criado contra o seu gol foi neutralizado.

Talvez o resultado tenha surpreendido até os jogadores de Costa Rica. Mas uma coisa é certa: as vitórias sobre o Uruguai e sobre a Itália não surgiram do nada. Costa Rica é uma boa seleção e pode ser a surpresa que se apresenta em cada novo mundial.

FICHA TÉCNICA:
ITÁLIA 0x1 COSTA RICA
Data/hora: 20/06/2014 - 13h (de Brasília)
Estádio: Arena Pernambuco, Recife (PE)
Público: 40.285
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Auxiliares: Carlos Astroza (CHI) e Sergio Roman (CHI)
Cartões amarelos: Balotelli (ITA), Cubero (COS)
GOLS: Ruíz (43' do 1º tempo)
ITÁLIA: Buffon, Abate, Barzagli, Chiellini e Darmian; De Rossi, Thiago Motta (Cassano - Intervalo), Pirlo, Marchisio (Cerci - 24' do 2º tempo) e Candreva (Insigne - 10' do 2º tempo); Balotelli. Técnico: Cesare Prandelli.
COSTA RICA: Navas, Umaña, González e Duarte; Gamboa, Tejeda (Cubero - 22' do 2º tempo), Borges e Júnior Diaz; Ruíz (Brenes - 35' do 2º tempo), Campbell (Urena - 28' do 2º tempo) e Bolaños. Técnico: Jorge Luis Pinto.

por Alvirubro


Opinião



Dudu e o papel do “professor” e comissão técnica


Leio e ouço comentários sobre o desempenho de Dudu nos últimos jogos. São procedentes, quando o classificam como improdutivo; uma usina de força inútil, cujas consequências não se materializam em algo positivo para a equipe.

 Pura verdade! Mas também é verdade que ele tem qualidades raras em atacantes como o destemor (botinadas não o assustam), é veloz, driblador, chega quase sempre à linha de fundo. Bom, isto é positivo.

Descartá-lo e rotulá-lo com jogadorzinho, é uma atitude aceitável para nós, torcedores que vamos do 0º a 180º em poucos minutos, porém este não é o papel do treinador e sua comissão técnica.

Dudu precisa aprimorar o chute a gol e ter despertado o seu   instinto de goleador. Isto já correu com vários atletas ao longo de suas carreiras, o centro-médio que não sabia marcar, o lateral que não sabia atacar, o zagueiro que era fraco na bola aérea, etc... Exemplos, temos muitos; Cafu, campeão do mundo, é pura invenção, “cria” de Telê Santana que tirou o couro dele no São Paulo.

Finalizando, é muito mais fácil corrigir estes fundamentos em Dudu do que achar um atacante destemido, driblador, veloz ... 

Pensem nisso, Enderson & cia.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Na Copa



Profissão: Centro-avante

Tenho visto poucos jogos da Copa na íntegra; um pedaço de um, um pedaço maior de outro, vários pedacinhos da maioria. Cheguei a ficar entusiasmado com algumas atuações individuais como as de Oscar na estreia brasileira, os poucos minutos de Drogba (Costa do Marfim), James Rodríguez da Colômbia, mais recentemente, Ochoa, goleiro do México, além de Robben e Van Persie da Holanda.

Alguns, já na rodada seguinte, não confirmaram a primeira impressão, caso de Oscar e de certa forma, o descontado Didier Drogba; mas esta segunda amostragem, revelou a recuperação fantástica de Luiz Alberto Suárez, camisa 9 do Uruguai, recém saído de uma mesa de cirurgia.

Suárez precisou de dois lances, dois passes para mostrar a excelência de seu futebol. Autêntico centro-avante, materializou as sábias palavras do treinador Oto Martins Glória, de saudosa memória; dizia o mestre: é preciso conhecer a rotina do lugar.

Luiz Suárez conhece como poucos, os mistérios que levam ao caminho do gol.

 Inglaterra e Uruguai foram iguais na aplicação, na entrega, na valorização da busca pela posse de bola, mas havia entre eles, uma grande diferença, e amigos, ela foi definidora.

Opinião




Direção segue se mexendo

A Copa do Mundo continua atraindo os holofotes, enquanto isso, a direção gremista segue se movimentando. Aparentemente, notícias boas, porque compete com grandes clubes na busca de reforços, aliás, arrojo é uma das características de Koff, estão aí Barcos e Vargas, ano passado e agora Giuliano, talvez Fernandinho e mais gente.

Outro ponto importante é esse olhar para as categorias de base, especialmente, renovando com o promissor goleiro Tiago e promovendo mais atletas dos juniores. Essa mescla, experiência com juventude, é a receita para grandes conquistas.

Fora de campo, mais notícias, parece que a relação com a construtora, finalmente está pacificada a ponto de aparecer grana para finalizar as obras do CT. Está tão tranquila essa relação, que o chefão pode tirar uns dias de folga. 

Bom descanso, presidente. Volte renovado.


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Na Copa



A safra é ruim

Ontem, deixando impressões sobre o jogo na postagem do Alvirubro, cheguei a esboçar o que eu penso sobre a seleção atual do Brasil.

As próximas linhas não vão excluir de forma alguma a possibilidade da conquista do título, o sexto da nossa Seleção, pois na minha modesta opinião, em 1994 ocorreu isso, onde tínhamos dois grandes atletas em suas posições: Taffarel e Romário; os demais, sequer seriam cogitados para ser incluídos numa seleção brasileira de todos os tempos. Talvez Taffarel, talvez Romário. O meio de campo era modestíssimo; Mauro Silva, Dunga, Mazinho e Zinho.

Hoje o que temos, o tempo e os adversários dirão se o Brasil poderá meter a mão no caneco, afinal não se trata de um campeonato e sim, de um torneio, ou seja, resultados surpreendentes podem mudar o destino da taça com mais possibilidades do que em pontos corridos com turno e returno.

Olhando os 23, poucos com razões fundamentadas, poderão dizer que a, b ou c foram injustiçados, ficando de fora da lista. Luiz Felipe não cometeu nenhum crime. Ninguém desaprovou o grupo.

Então é isso o que temos; um grupo modesto, alguns estafados pelo final de temporada européia, outros, equívocos tremendos, cuja bola é superestimada, casos de Daniel Alves e Marcelo, além de Bernard, Jô, Hulk, William, Ramires, Hernanes, Oscar, Paulinho, Maicon, Fernandinho, Luiz Gustavo e muitos mais. 

Fred, Paulinho, nitidamente jogam descontados e/ou agravados pelo esquema tático, por isso, o olhar que deveremos ter é a de um time comum, mediano e nesta última condição, sujeito a ir do inferno ao céu nesta Copa do Mundo.

A safra é ruim em relação ao nosso histórico, apenas para exemplificar, peguem a lateral-esquerda; Nilton Santos, Everaldo, Marco Antônio, Marinho Chagas, Júnior, Branco, Júnior de 2002, Gilberto e Roberto Carlos, qualquer um desses seria titular se jogasse em 2014. Estou errado?
Façam o mesmo com pelo menos 80% das 11 posições. Lateral direita e centro-avante, a comparação seria uma covardia.

Por tudo isso, o resultado contra o México é aceitável e até natural. O título se vier, será muito parecido com o caminho percorrido em 1994.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Na Copa



JOGO COM UM HERÓI MEXICANO – 17.06.2014

No Castelão, em Fortaleza, o Brasil repetiu o que fez contra a Croácia. O que não funcionou bem no time de Luiz Felipe foi um dos volantes. Paulinho, apagado, sobrecarregou Luiz Gustavo. E o técnico não soube modificar o panorama da partida no intervalo. Ramires, dando lugar a Bernard, deixou espaços para o México jogar.

O técnico brasileiro não tinha outra opção. Ramires estava com um amarelo e Luiz Felipe não é de correr riscos. Bernard entrou bem, melhorou os avanços do time e criou mais oportunidades no 2º tempo. Oscar, que jogava pela ala direita no 1º tempo, veio para o meio para compor a marcação, junto com Paulinho e com Luiz Gustavo. Mesmo assim o México encontrou os espaços.

O resultado de 0 a 0 soou de forma estranha à torcida brasileira. Como a Copa é no Brasil, é quase inconcebível um empate contra uma seleção estrangeira. Mas o México não tem uma seleção qualquer. Tem organização tática e força para jogar futebol. É muito bom time e enfrentou o Brasil sem temer ser atacado. 

Tanto que, no início do jogo, o Brasil só foi passar do meio de campo depois dos 5 minutos de bola rolando. O México começou o jogo sofrendo duas faltas no meio-campo nos primeiros 25 segundos e exercendo uma pressão constante sobre o Brasil, principalmente com Giovani dos Santos e Peralta.

O goleiro Guillermo Ochoa, que jogava no Ajaccio, da França, foi o grande nome da partida. Autor de defesas espetaculares em duas participações de Neymar e em conclusões de Paulinho e de Thiago Silva, Ochoa garantiu o empate para o México. Mas não foi diferente com Júlio César, que foi bombardeado em pelo menos quatro oportunidades perigosas. Numa delas, interveio com uma defesa espetacular.

A inclusão de Ramires no lugar de Hulk não trouxe ganhos táticos e técnicos para o time. Ramires não sabia se defendia ou se atacava. Luiz Felipe começou com um esquema montado no 4-2-3-1, mal adaptado no campo de jogo, principalmente porque o México se defendia com 5 jogadores. A falta de produção ofensiva da Seleção, é claro, não foi apenas culpa do esquema de Scolari. O rendimento de Fred e Paulinho ficaram muito aquém do esperado.

O que ficou claro no jogo dos brasileiros foi a total falta de aptidão para o arremate final, principalmente com o centroavante Fred. O atacante padece de falta de oportunidades de gol. Na segunda partida em que apresentou baixo rendimento, Fred começou a ser contestado pela torcida. Até quando Felipão vai insistir com o atacante, não é possível saber. Jô, que entrou no lugar de Fred, deu a impressão que teve melhor desempenho. Mesmo assim não foi o suficiente.

Oscar, hoje, esteve muito abaixo do esperado, fruto do seu posicionamento errado em campo. Não é jogador para jogar pela ala direita. Rende mais quando está no meio. Como o México tem um time rápido, Oscar teve que conter-se no segundo tempo, para proteger os espaços deixados Paulinho. Neymar foi outro que não rendeu o que é capaz. Mesmo assim criou algumas jogadas perigosas, uma delas numa cabeçada que obrigou Ochoa a uma defesa espetacular. É a estrela mais luminosa do time, sem dúvidas, mas sozinho não resolve muita coisa.

Resumindo, a Seleção repetiu-se como time. Fez o mesmo jogo apresentado na partida anterior. A diferença é que enfrentou um adversário mais qualificado. O empate ficou de bom tamanho para ambos. Agora resta Camarões, na última partida da primeira fase. Se o Brasil apresentar as mesmas dificuldades, é hora de começar a repensar o time.

BRASIL 0 x 0 MÉXICO
Data/Horário: 17/6/2014, às 16h
Local: Castelão, em Fortaleza (CE)
Árbitro: Cuneyt Cakir (TUR) - Assistentes: Bahattin Duran (TUR) e Tarik Ongun (TUR)
Cartões amarelos: Ramires, Thiago Silva (BRA); Aguilar, Vázquez (MEX)
BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Alves, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Ramires (Bernard - Intervalo) e Oscar (Willian - 38'/2ºT); Neymar e Fred (Jô - 22'/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolari
MÉXICO: Ochoa, Rodríguez, Rafa Márquez e Moreno; Aguilar, Vázquez, Herrera (Fabián - 31'/2ºT), Guardado e Layun; Giovani dos Santos (Jiménez - 38'/2ºT) e Peralta (Chicharito Hernández/28'2ºT). Técnico: Miguel Herrera

por Alvirubro

Opinião



Fellipe Bastos, uma incógnita

O Tricolor conseguiu espaço para Kléber no cenário nacional, algo que eu não acreditava devido ao “pepino” que é o seu superestimado salário (sempre é bom lembrar, herança da gestão anterior). Vai para o Vasco.

Inteligentemente, o Tricolor buscou no elenco do clube da Colina, algum atleta que pudesse minimizar o estrago de ter que bancar boa (e bota boa nisso) parte da grana do Gladiador, com o Vasco pagando o salário deste jogador emprestado. Fez mais o Tricolor; encontrou um meio-de-campo de boa qualidade, que poderá suprir a saída de Ramiro. Trata-se de Fellipe Bastos.

Como o conheço pouco, busquei informações na rede mundial e me surpreendi com seu histórico, isto é, com apenas 24 anos, já passou pelos juniores do Botafogo, depois, PSV da Holanda, Benfica e Belenenses de Portugal, Servette da Suíça, Vasco da Gama, Ponte Preta e novamente, Vasco.

Nestes últimos 6 anos, o Grêmio será seu sexto clube, não contando o retorno a São Januário em 2014.

Lendo, vi que teve muitos problemas extra-campo, não com relação a sua conduta, mas de gerenciamento de sua carreira, seja pela interferência paterna, seja pela ação de seu empresário.
A seu favor, o chute potente com vários gols de falta, mais a curva ascendente do seu futebol. Esteve bem nos 21 jogos pela Macaca campineira, onde marcou 4 gols.

Tomara que Fellipe Bastos prossiga no Tricolor progredindo em sua carreira; quem sabe não repita a história de Marcos Assunção, excelente volante e exímio cobrador de faltas que teve ótima passagem pelo Velho Continente e Oriente Médio, onde permaneceu por 10 anos consecutivos e teve um retorno marcante, jogando pelo Palmeiras?


Fellipe Bastos, realmente é uma aposta.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Na Copa



A ALEMANHA MOSTROU A QUE VEIO
16-06-2014

A seleção alemã começou com uma vitória impressionante a Copa no Brasil. No 100º jogo em Copas do Mundo, a Alemanha soube construir um placar inesperado até para o mais fanático dos torcedores alemães. 4 a 0, contra uma Seleção de Portugal que apresentou-se mostrando um futebol decepcionante.

Quando a grande maioria esperava o protagonismo de Cristiano Ronaldo, o que se viu foi um Thomas Müller triunfar como o “Homem do Jogo”, com três gols. Coincidência ou não, Thomas Müller veste a mesma camiseta número “13” usada pelo goleador da Copa de 1970, Gerd Müller.

Diante de 51.081 torcedores, a Alemanha teve que enfrentar o clima quente e úmido de Salvador-BA. E teve que enfrentar nada mais nada menos do que o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo. Mas definitivamente Cristiano Ronaldo não fez uma boa estreia. Ficou muito abaixo do que poderia apresentar. E se CR7 vai mal, não há como exigir que Portugal fizesse algo capaz de mudar a trajetória natural da partida.

Eram 10 minutos do primeiro tempo, quando o árbitro marcou pênalti de João Pereira em Götze. Embora a reação dos jogadores portugueses tenha sido forte, nada poderia mudar a decisão do juiz. Thomas Müller colocou a bola na marca de cal e fez a cobrança da penalidade máxima, decretando a abertura do placar: Alemanha 1x0 Portugal.

A lesão do atacante Hugo Almeida, aos 26 do primeiro tempo, obrigou o técnico português Paulo Bento a colocar Eder em campo. Aos 32, após escanteio cobrado por Toni Kroos, Hummels marcou o segundo gol da Alemanha, com uma bela cabeçada: Alemanha 2x0!

Cinco minutos depois, complicou-se ainda mais a árdua tarefa dos lusitanos: Pepe, disputando uma bola com Müller, derrubou-o. O jogador de Portugal irritou-se e foi reclamar com o jogador alemão, usando a testa para dar uma leve cabeçada no atacante germânico. O árbitro expulsou Pepe e deixou Portugal com 10 jogadores em campo.

Aos 44, Kroos fez o cruzamento da esquerda, Müller disputou a bola com Bruno Alves, dentro da área, e chutou de pé esquerdo para superar o goleiro Rui Patrício, que ainda tocou na bola: Alemanha 3x0! Ao natural. E com gols de centroavante.

No intervalo, Paulo Bento fez entrar Ricardo Costa no lugar de Miguel Veloso. Com a substituição, o sistema 4-3-3 de Bento, com Cristiano Ronaldo pela esquerda, transformou-se em 4-3-2. Estava recomposta a defesa portuguesa. Aos 20 do segundo tempo, nova lesão fez com que Portugal mudasse outro jogador. Fábio Coentrão sentiu uma lesão muscular e deixou seu lugar para André Almeida.

O jogo ficou fácil para a Alemanha. Com a vantagem no placar, os alemães aproveitaram as superioridades numérica e técnica para fazer a bola rolar. A troca de passes deixou Portugal sem ação e sob a ameaça de contra-ataques rápidos puxados por Kroos, Götze e Müller.

Aos 29, os portugueses pediram um pênalti de Howedes sobre Eder. O árbitro mandou o jogo seguir e Cristiano Ronaldo reclamou muito.

Aos 33 minutos, Thomas Müller aproveitou uma defesa incompleta de Rui Patrício para marcar o quarto gol alemão (e o seu terceiro), o que o coloca como goleador do Mundial, até aqui.

O melhor momento de Portugal surgiu nos descontos, num chute de  Cristiano Ronaldo, obrigando o goleiro Neuer a fazer uma grande defesa. Final de partida: Alemanha 4x0 Portugal

FICHA TÉCNICA
ALEMANHA 4 x 0 PORTUGAL
Data-Hora: 16.06.2014 - 13h00
Local: Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
Público: 51.081
Árbitro: Milorad Mazic (SRB) - Auxiliares: Milovan Ristic (SRB) e Dalibor Djurdjevic (SRB)
Cartões amarelos: João Pereira (POR)
Cartões vermelhos: Pepe 36' do 1º tempo (POR)
Gols: Müller 10'; Hummels 31'; Müller 45' do 1º tempo; Müller 32' do 2º tempo
ALEMANHA: Neuer; Boateng, Mertesacker, Hummels (Mustafi 27'/2º) e Howedes; Lahm e Khedira; Özil (Shurrle 17'/2º), Kroos e Götze; Müller (Podolski 32'/2º). Técnico: Joachim Löw
PORTUGAL: Rui Patrício; João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Coentrão (André Almeida 19'/2º); Miguel Veloso (Ricardo Costa intervalo), Raul Meireles e Moutinho; Nani, Hugo Almeida (Eder 27'/1º) e Cristiano Ronaldo. Técnico: Paulo Bento

por Alvirubro

Opinião



Para Desenterrar o Sapo

Claro que é uma brincadeira, mas do jeito que o Grêmio empilha meias, os supersticiosos estão liberados para pensar que há  esta espécie de anfíbio enterrado no Olímpico e Humaitá, arruinando as pretensões e pretendentes do meio de campo Tricolor.

Atualmente temos Jean Deretti, Máxi Rodriguez, Alan Ruiz, Rodriguinho para assumirem a armação do time e especialmente, fazer companhia aos atacantes. Ninguém se firma. Entra treinador, sai treinador e alguns estão sempre precisando de sequência, massa muscular, adaptação ao país, ao esquema, ao trânsito de Porto Alegre, etc... Claro que há casos que exigem isso, mas ninguém se firma? Aí, eu olho para o Alex Telles ou Wendell e vejo que com eles foi um "abraço"; chegaram, se fardaram e tudo aconteceu muito rápido na vida deles e do Grêmio.

Com a contratação de Giuliano, torço para que o Imortal realmente, tenha solucionado a questão da armação do time.

Mais adiante, tratarei das outras caras novas da Arena.