Páginas

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Opinião



Até parece que não houve parada no calendário do Grêmio

Que bela porcaria esta retomada de jogos do Grêmio. Não houve nada diferente do final ruim de primeiro semestre.

Observem: 

- Teve jogador sem condições físicas antes da primeira partida (Tardelli)
- Teve ameaça de lesão do Maicon
- Teve gol salvador de Éverton
- Teve gol no início ou final de etapa (no caso, começo de segundo tempo)
- Teve gol de dentro da pequena área com trapalhada do goleiro
- Teve lesão de atleta (Vizeu)
- Teve André saindo jogando
- Teve André como o pior jogador do Grêmio
- Teve o treinador sacando um garoto da base (Jean Pyerre) para não tirar um de seus bruxos (André)
- Teve Paulo Victor evitando o pior
- Finalmente; teve frustração com a atuação do time e com o resultado

Pior! Temos um dos melhores e mais caros elencos do Brasil e não se vê os resultados dentro do campo e em seu entorno (preparo físico e departamento médico).

Então, não há esperanças. Romildo não vai enquadrar o treinador e a corda seguirá frouxa.


terça-feira, 9 de julho de 2019

Opinião


Jean Pyerre e Luan

Vi, ainda guri, o gaúcho João Saldanha montar aquele time que ficou conhecido como "As Feras do Saldanha", o que ganhou todos os jogos das eliminatórias da Copa do Mundo, ano de 1969. 23 gols a favor, apenas 2 contra.
Colocou Pelé e Tostão juntos lá na frente e deslocou Jairzinho para a ponta direita.
A revolução foi concluída por Zagallo que botou o meia Rivellino na ponta esquerda no México. Uma salada de frutas de craques teoricamente atuando fora de suas posições originais que virou a melhor seleção de todos os tempos.
Tudo isso escrito acima para justificar a obrigatoriedade de Éverton, Luan, Matheus Henrique, Tardelli e Jean Pyerre + Maicon na formação de titulares.
Não são jogadores que inviabilizam a escalação de um com os outros, nem que comprometam a competitividade do time, pelo contrário; eles possuem um repertório técnico invejável que provocam uma barafunda (confusão, desordem) na equipe oponente.

Utilizar os melhores é sempre a melhor receita.

domingo, 7 de julho de 2019

Opinião



Impressões sobre a Copa América

Primeiro; não vi nenhum jogo na íntegra. Os de maior tempo foram Peru x Chile e a decisão (perdi os minutos iniciais, inclusive o primeiro gol). Por isso o título de impressões, pois uma das definições deste termo é "palpite", "sentimento", portanto, crônica sujeita a erros gigantescos, mesmo assim, vou arriscar algumas ideias.

O Brasil concorreu sozinho e quase perdeu. Andou empatando com Venezuela e só passou pelo Paraguai pela imperícia dos cobradores guaranis nos tiros livres e a excelente fase de Alisson. Aliás, anteriormente eu havia dito que ele estava entre os 5 melhores goleiros do mundo. Acho até que subiu alguns degraus.

Outra constatação: os países cresceram como cola de cavalo; o que viraram Chile, Uruguai e Argentina? Fico pensando, como que Otamendi joga no Manchester City? E o goleiro chileno? Também a convocação de Fernandinho, a titularidade inquestionável de Phelipe Coutinho, o que querem com Alan e Neris? 

A única novidade positiva do Brasil é Éverton, se considerarmos Arthur e Alisson como "matéria corrida" nas discussões. No mais, uma geração velha na defesa, um meio sem inspiração e um ataque que seria banco em outras épocas; basta lembrarmos de Romário, Ronaldo, Ronaldinho Moreira, Careca, Bebeto, Adriano Imperador, etc... 

Na mídia, um festival de besteiras que assolaram o país (desculpe, Stanislaw Ponte Preta). Os comentaristas de arbitragem se sublimaram; tinham a resposta certa para cada interpretação dos lances, conforme a decisão da arbitragem. Rolou de tudo: Braço cortando decisivamente a trajetória da bola não virou pênalti, mesmo que ele não estivesse totalmente servindo como apoio no chão, o que inocentaria o beque da falta capital; lances para segundo cartão amarelo sendo contestados, porque ele promoveram a expulsão de um atleta nacional; enfim, o fim justificando os meios. Se é para o Brasil ... 

Outra bobagem gigantesca da mídia sem personalidade: grenalizar a final Éverton x Guerrero. Só a mencionaram em momentos em que havia "empate" na disputa; exemplificando: quando o Cebolinha e Guerrero já haviam marcado seus gols ou no final da competição quando se igualaram na artilharia da Copa. Fora disso, omissão no momento em que Éverton estava em vantagem. 

Felizmente acabou. Quem venham as competições de clubes.


sexta-feira, 5 de julho de 2019

Opinião



A Folga de Éverton

Li há pouquinho que o Grêmio avalia a possibilidade de dar folga ao seu atleta, aliás, um jovem atleta, após o Domingo, fim da Copa América. Só pode ser "barrigada" deste órgão de comunicação. 

Pensem bem, embora pouco provável, é possível Éverton ficar de fora da decisão ou até jogar parte dela. 

Outra possibilidade: E se a Copa América tivesse mais um jogo na Quarta-feira, ele seria poupado?

Também; a partida contra o Bahia não é decisiva? Não é o Tricolor que sustenta o seu jogador?

Sinceramente, é muito difícil acompanhar o noticiário de clubes no meio de uma competição de Seleções. 

Cada uma!

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Opinião




    
   A Vertente vencedora


Escrevi em 23 de junho que havia duas vertentes, dois pensamentos discordantes nas cabeças dos “cabeças” do Grêmio, vide Duas Vertentes.

Parece que a que prevaleceu foi a que desestimula a busca de reforços no mercado, privilegiando os valores da base. Não é definitiva, mas prevalente; isto é, o olhar principal fica na prata da casa.

O histórico recente dá razão, pois  a oferta dá pistas que é mais fácil encontrar novos atletas como Rômulo e Montoya, caros e com nenhum ou quase nenhum retorno, do que aparecer um Geromel ou Kannemann, ou seja, bons e viáveis financeiramente.

Nesta linha de pensamento, a oferta da base poderá brindar o Tricolor com novos diamantes como  Jean Pyerre e Matheus Henrique; casos de Darlan, Patric, Pepê e outros.

É por aí.


domingo, 30 de junho de 2019

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (219) - Ano - 1946


Gaúcho da Fronteira

Fonte:https://commons.wikimedia.org

A rivalidade entre Argentina e Brasil mais a excelente performance de Éverton me levaram a esta crônica de hoje.

Comecemos pelo cearense Éverton que experimenta a melhor fase de sua carreira, pelo menos, em visibilidade; atualmente é alvo de olhares intercontinentais. Pois ele é o representante oriundo do Grêmio, assim como Arthur nesta edição.

 Joga na posição do mineiro Éder, outro ponta esquerda convocado, quando jogava pelo Imortal, depois de ficar de fora da Copa da Argentina em 1978.

Mas o Grêmio revelara antes, anos 40, outro ponta esquerda, Chico, que acabou integrando o melhor Vasco da Gama de todos os tempos, o chamado Expresso da Vitória, onde atuavam Barbosa, Augusto, Eli do Amparo, Danilo Alvim, Tesourinha, entre outros; jogou a Copa de 1950, quando o Brasil foi vice no Maracanã.

Chico era de Uruguaiana, cidade que é separada da Argentina apenas pelo rio Uruguai. Começou no Ferro Carril, de lá, logo passou pelo Imortal em 1941/42, indo para a capital brasileira da época para integral o clube da Cruz de Malta.

Ele era um jogador temperamental, raçudo, valente, ofensivo, vivia expulso. Juntamente com Heleno de Freitas, compunha uma dupla explosiva no ataque da Seleção Brasileira.

Pois em Fevereiro de 1946, houve um campeonato sul americano e a decisão ficou entre brasileiros e argentinos no Monumental de Nuñez, que teve público acima de 80 mil torcedores. 

Os ânimos estavam acirrados; o quadro de "revanche" formou-se a partir de Dezembro do ano anterior, quando Ademir Menezes numa dividida, fraturou a perna do zagueiro Batagliero na goleada brasileira de 6 a 2 no estádio São Januário.

Mesmo depois de Ademir (futuro artilheiro do Mundial de 50) ter visitado o defensor na chegada em Buenos Aires, o ambiente permaneceu hostil aos visitantes. Havia cheiro de vingança em cada hermano.

Chico (na foto com Fonda) recebera o aviso: - É melhor não jogar. Nós vamos te matar. O ponta respondeu, então: - Pois vão ter que me matar mesmo.

Para complicar, os locatários fizeram Batagliero desfilar em maca, numa espécie de volta olímpica provocativa.

Assim foram para a decisão do certame. O técnico Flávio Costa escalou: Luiz Borracha; Domingos da Guia e Norival; Zezé Procópio, Danilo Alvim e Jayme de Almeida; Tesourinha, Zizinho, Heleno de Freitas, Jair da Rosa Pinto e Chico. Ainda entraram Lima, Ruy e Ademir Menezes.

A Argentina do treinador Guillermo Stábile (lendário artilheiro da primeira Copa do Mundo, a de 30) foi de: Vacca; Salomon e Sobrero; Fonda, Strembel e Pescia; La Mata, Méndez, Pedernera, Labruna e Lostau. Também atuaram Marante e Ongaro.

As expectativas de confusão se confirmaram, quando Jair esperou de sola um carrinho dado por Salomon que quebrou os dois ossos (tíbia e perônio). 

Estourou uma briga que atrasou o reinício da partida em mais de uma hora. Jair tentou escapar para o vestiário, protegido por Chico que foi perseguido por Fonda e Strembel.

 Chico e Heleno, praticamente sozinhos, encararam os argentinos e especialmente a polícia  e seus cavalos que batia de sabre nos brasileiros. 

Mário Vianna, célebre juiz de futebol e mais tarde, comentarista de arbitragem, estava presente e retirou o uruguaianense de campo.

Os brasileiros não quiseram voltar, porém, alertados pelo chefe de polícia local, que se agissem desta forma, a integridade física deles não seria garantida, mudaram de ideia.

A partida recomeçou sem Chico e La Mata, expulsos. Aos 38 minutos, Méndez fez 1 a 0. Placar da primeira etapa.

Logo aos 10 do segundo tempo, Méndez marcou o seu segundo tento. Resultado final: 2 a 0. Argentina campeã.

A delegação brasileira retornou para a capital Rio de Janeiro, no entanto, sem Chico, que machucado, rumou para Uruguaiana, onde foi recebido como herói nacional.

Detalhe: Chico jogou 10 Brasil versus Argentina, foi expulso em 9.

Francisco Aramburu, o Chico, natural da fronteira, certamente é o maior nome desta rivalidade entre argentinos e brasileiros.

                    https://fichadojogo.wordpress.com
                http://purofutebol.blogspot.com





sábado, 29 de junho de 2019

Opinião



Luzes baixam sobre a cabeça de Renato

As notícias do treino gremista deste final de semana são alentadoras. Elas apontam a experiência (não tão nova) de Luan ocupando o comando do ataque, vide Falso 9. 

Pode não dar certo, porém diante da ineficiência dos ocupantes da posição, bem como a bem-sucedida passagem do camisa 7 pela camisa "9", é reconfortante ver que a ideia não foi arquivada definitivamente por Renato. O pior que pode ocorrer é ficar como está.

Se formos otimistas, é muito bom pensar num meio e ataque formado assim; Maicon (inteiro), Matheus Henrique, Jean Pyerre, Tardelli, Luan e a permanência de  Éverton. 

Se estiverem bem, ninguém segura o Imortal no segundo semestre.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Opinião



A Parceria "Lesões e Grêmio" segue em alta

Michel se lesionou. De Novo. 

A parada da Copa foi saudada pelo treinador gremista; ouvimos que o DM estaria esvaziado quando do retorno destas mini férias. Parece que foi apenas um desejo. Na prática, "segue o baile".

Claro! Existem atletas que são incompletos. Querem exemplos? Leonardo Moura, Paulo Miranda, Michel e Alisson. Se fizerem uma enquete entre os torcedores gremistas, uma pergunta simples: Qual ou quais jogadores tricolores vão ficar machucados neste segundo semestre, dificilmente, a massa torcedora errará. Está no histórico de alguns deles.

Isso deve ser avaliado no momento de contratar um profissional. 

Juntem a isso, a vocação irrefreável do clube de acumular jogadores no departamento médico e se tem um quadro permanente de vários titulares e primeiros reservas fora de combate.

É quase certo que esta "sina" gremista prosseguirá na retomada das competições no próximo mês.

No Imortal, o lema é: "melhor remediar do que prevenir".

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Opinião




Centroavantes

Leio que Renato intenta recuperar o futebol de André, o centroavante. O texto fala que houve uma evolução de 2018 para este ano; ele está mais participativo, mais "garçom".
Para mim, algo está errado, deve ser a minha "formação arcaica" em futebol. Explico: Na minha literatura futebolística, há dois tipos de centroavantes, os antigos 8 & 1/2, atuais "Falsos 9", escola de Tostão, o Mineirinho de Ouro, Tri do Mundo em 70 ao lado de Pelé; Leivinha (tio do Lucas Leiva), "8" na Lusa, Palmeiras e Atlético de Madri, titular da Copa de 74, quando virou "9" até lesionar-se com gravidade; também o nosso camisa 7, Luan.
Estes, na minha cultura esportiva, podiam/podem não fazer tantos gols, porque seus repertórios de jogadas, incluindo aí improvisações e movimentação, atenuam a falta de volúpia pela arte de botar a bola na rede com o protagonismo no placar.
Já, a outra categoria, a mais visível, o 9-9 (Nove-Nove), Alcindo, Roberto Dinamite, Jardel, ou menos capacitados como Jael, tem que fazer gols. São os caras do último toque, os "fominhas" do time, os líderes na estatística de tentos marcados.
Pensar em recuperar André ou desejar que faça ações de atacante de movimentação, salvo colossal erro de avaliação meu, Renato apostando nele, estará atrasando o time.
Para encerrar: É necessário lembrar do passamento do atacante Jurandir. Um motorzinho, seu futebol era semelhante ao de Ramiro para quem não o viu jogar. Jogador valente. Time em que jogava, entrava com 12. Está na rica história dos Clássicos.

Fiz uma homenagem na Pequenas Histórias nº 47, vide O Dia que Falcão virou Coadjuvante.



segunda-feira, 24 de junho de 2019

Opinião



O Destino bate à sua Porta

Observando o sucesso de Éverton, percebe-se que além de talento e trabalho, certas pessoas possuem estrela. É o caso dele.

Éverton sem ser titular, contribuiu decisivamente na Copa do Brasil, quando o Grêmio, já com 10 jogadores (Pedro Rocha expulso), sofrendo um sufoco do Atlético Mineiro, aproveitou cruzamento de Geromel e fechou a tampa do caixão, marcando o terceiro tento que deu a tranquilidade para o jogo da volta.

No ano seguinte, ele entrou na semifinal contra o Pachuca e marcou o gol decisivo na prorrogação, expulsando de vez o espectro que rondava aquela partida; isto é, a possibilidade de um novo Mazembaço na versão em três cores.

Éverton também foi agraciado com um apelido para lá de carismático, simplesmente o personagem masculino mais simpático do maior cartunista brasileiro, Maurício de Souza, ou seja, Cebolinha. Era tudo que um jovem jogador precisava para ampliar o rol de admiradores. Chegou além dos que gostam de futebol.

Não ficou nisso: ao ser convocado, ganhou a camisa 19, que no seu caso, indicou não estar entre os titulares. Havia Neymar no seu caminho, depois, viu-se que (erradamente) ele era a segunda opção, atrás de David Neris.

De certa forma, a história se repete: Ronaldinho Moreira precisou de uma rateada de Edílson num Corinthians x Palmeiras para ganhar a sua primeira oportunidade na Seleção. Não largou mais o delicioso osso canarinho.

O trabalho, a qualidade e a sorte, três fatores que acompanham os bons, novamente se uniram e transformaram o atacante gremista na mais nova atração brasileira. Dos 8 aos 80.

O Grêmio vê o seu "produto" ser valorizado dia-a-dia e também, o aumento da ambição na base do clube; alguns deles sonham em ser um novo Cebolinha logo ali adiante. Não é pouca coisa.