A Metade dos Falsos Diamantes
Há tempos, eu escrevi sobre o time campeão da Libertadores/17; eram 4 jogadores acima da média, 3 que funcionaram num grupo azeitado e 4 superestimados; entre este quarteto final, 2 bons e 2 muito bons, porém, com uma avaliação equivocada, superdimensionada. Atletas que jamais vão confirmar fora do Grêmio o cartaz que foram agraciados no Tricolor. O tempo se encarrega de comprovar tal impressão.
A metade destes falsos diamantes ainda está no elenco e segue dividindo opiniões; uma certeza, eu tenho: fora do Tricolor, não manterá nem a fama, nem o salário que recebe. Só o Grêmio para recuperar o futebol dela, fato positivo, mas elevá-la à condição inimaginável antes e depois da passagem em Porto Alegre, de craques, fato negativo. Contratos longos e grana polpuda no contracheque.
Cortez, equivocadamente é lembrado pela força ofensiva, a prática mostra que é muito bom marcador. Visão distorcida da realidade.
Maicon, sua situação é mais grave. Excelente jogador com a bola no pé, inteligente, acha buracos nas defesas adversárias, no entanto, para o atual futebol, sua prática, dá para dizer que é quase ex-atleta. Não segura a onda.
À medida que o Grêmio ultrapassa etapas dos mata-matas, o óbvio acontece, isto é, as dificuldades aumentam. Basta um oponente colocar um jogador habilidoso às costas do meio de campo gremista; exemplificando: Zé Rafael, Gustavo Scarpa ou Lucas Lima, até Dudu, qualquer um desses, fará um estrago na defesa gremista. Um trio "marcador" formado por Maicon, Matheus Henrique e Jean Pyerre, eventualmente se dará bem, porém, para botar a faixa, dar volta Olímpica e levantar a taça, não poderá ser "eventualmente".
Ontem, a modesta Chapecoense com Gustavo Campanhara e Camilo, deitou e rolou, deu um rolê (passeio) na intermediária gremista.
Lógico! Cortez e Maicon não são os únicos problemas azuis, mas o preocupante é que são titulares incontestáveis. No caso do primeiro, porque seu reserva se enreda demais com ... a bola, já Maicon, sua investidura de capitão, de líder do grupo, parece intimidar o treinador e comissão técnica, mesmo diante da evidente queda física apresentada.
Ainda dá tempo para uma mudança decisiva.