Páginas

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Opinião



O Estado de Espírito

A partida de ontem apresentou várias nuances que são passíveis de análise, entre elas, a recuperação de André, o futebol exuberante e "pronto" de Matheus Henrique, os rasgos diferenciados de Jean Pyerre, a vontade de acertar de Tardelli, etc...

Vou ficar com uma que é mais visível; a grande performance da zaga gremista. Geromel e Kannemann; suas atuações, beiraram à perfeição. O Furacão teve duas chances, um chute de Cirino na primeira etapa e uma cabeçada fraca de Roni que Paulo Victor pegou fácil no meio do arco.

Há bem poucos dias, li em importante jornal gaúcho, que "estava ligado o sinal de alerta" para o setor defensivo gremista. Pois bem, as desatenções presentes no confronto contra a Chapecoense, por exemplo, e absolutamente ausente nos mata-matas ocorrem pelo ânimo, concentração, foco, atenção (escolham a expressão) que os grandes jogadores Tricolores retomam nestas paradas encruadas.

Esta condição anímica pode ser fundamental nos jogos decisivos. Se os líderes do elenco tiverem isso, os demais atletas pegam esse espírito por "contágio".


Opinião



A Vitória da Imposição

Pode até não se classificar para a final, porém, examinando apenas este jogo recém finalizado,  Grêmio e Paranaense pisaram na grama da Arena parecendo cientes de seus papeis: protagonista e coadjuvante. 

Desde os primeiros movimentos, o Atlético se submeteu ao seu adversário, verdade que o Tricolor foi se impondo já nas primeiras voltas que a bola deu no campo. Acho que o produto final do confronto pode ser explicado pela grande atuação do Imortal e a passividade de seu oponente.

A vitória, portanto, foi absolutamente justa, o placar é que não expressou a realidade do que se viu no gramado. Era para ser 3 a 0. O Grêmio perdeu com Alisson, Tardelli e num lance em que cinco gremistas encararam três atleticanos num grande contra-ataque, mas a escolha na hora do passe que se deu de forma imperfeita e a oportunidade sequer se concretizou em arremate.

Mesmo com André fazendo uma boa partida, acho que com Tardelli o ataque melhorou muito, parece que os buracos na defesa dos visitantes apareceram com mais evidência com ele. A favor do camisa 90, o gol inicial.

Os grandes nomes da partida foram (começando da defesa para o ataque) Geromel, magnífico, Leonardo Gomes, muito atuante, Matheus Henrique, o melhor, Jean Pyerre que iniciou o movimento do primeiro gol, além de bater uma falta indefensável, também Éverton que participou de ambos os gols; um tapa na cabeça de André + a falta sofrida que originou o gol de Jean Pyerre.

O fato negativo da noite: o terceiro amarelo de Éverton. Renato deverá apostar em Pepê; pelo menos, a característica do ataque não será modificada.

Ficou a sensação que foi bom, no entanto, poderia ser ótimo.

Torcedor é bicho chato. Paciência.


terça-feira, 13 de agosto de 2019

Opinião



A Hora da Paixão

Quem me conhece pessoalmente ou das minhas opiniões sabe que nunca aceitei a opção dos diferentes dirigentes pelo trabalho de Celso Roth, escolhi até um a frase que se mostrou imbatível, isto é, ele pega o time do nada e leva a lugar nenhum.

Por que comecei o texto assim? Porque mesmo muito contrariado por essa escolha, jamais deixei de torcer pelo Grêmio, mesmo tendo a certeza que não teríamos sucesso com tal comandante; é algo explicável: é paixão pelo clube. Então, tudo é permitido, até elogiar um pereba que resolveu jogar o que nunca jogou na temporada.

Amanhã, independente das escolhas de Renato, a torcida gremista em sua imensa maioria vai incentivar o time, que poderá dar uma resposta extraordinária na noite gelada que se anuncia ser esta de 14 de Agosto, Quarta-feira.

Encerrando, deixo um palpite: O treinador vai começar com André. Não seria minha escolha, mas Renato será conservador.


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Opinião



"Dúvida Reveladora"

Mesmo que esta dúvida no comando do ataque gremista seja uma cortina de fumaça utilizada pelo treinador para, provavelmente, trazer mais uma dificuldade para a turma do Atlético Paranaense, ela só resiste na incerteza, porque os nomes especulados (André e Tardelli) naufragam ainda  neste oitavo mês de 2019.

Até o retorno de Luan ao espaço mais nobre do setor ofensivo foi especulado; portanto, é  correto admitir o fracasso dessas contratações para o ataque; além desta dupla, há ainda os episódios Vizeu e Marinho. 

Olhando para o lado vermelho, dando todos os descontos de quem recém retornou ao convívio dos grandes, com problemas gigantescos de imagem e caixa, a posição em que se encontra nas competições de mata-matas, dá para reconhecer a competência de Rodrigo Caetano, pois o "encaixe" do time do Inter coincide com a obra silenciosa do ex-atleta do Grêmio que dirige o futebol colorado. Tomara que para nós, gremistas, seja insuficiente para ganhar títulos, mas é um trabalho relevante.

Por isso, eu concluo: a dúvida no comando de ataque gremista, esconde ou revela (dá para escolher o lado do espelho) a inaptidão recalcitrante do departamento de futebol azul na escolhas da peças fundamentais do time. Não é especulação, é fato.


domingo, 11 de agosto de 2019

Opinião



O Grande Equívoco

O maior problema do Grêmio é o discurso explícito de relegação, de preterição da competição mais tradicional do calendário brasileiro, o Campeonato Nacional. Vide Desdém. 

A torcida recebe com indignação este papo, esta conversa, a Direção erra se tem responsabilidade na decisão ou se se submete a imprudência de subordinados. Por coerência, ela não pode apelar para os torcedores irem ao estádio acompanhar o time (Lógico, se não é prioridade, o produto ofertado é de " segunda", consequentemente, deveria ser mais barato, inclusive).

De nada adiante formar um elenco forte e caro, se o recado dado é de menosprezo ao certame. Há naturalmente um relaxamento que faz o grupo promover resultados esdrúxulos e decepcionantes com transformar um 3 a 0 contra o fraco Fluminense num horroroso 4 x 5 ou ainda, um 3 a 3 contra a não menos fraca, Chapecoense, ambos fracassos dentro da Arena. Vale lembrar que o Ceará acaba de meter 4 a 1 nos catarinenses neste final de semana.

Se a intenção da Comissão Técnica é distensionar o elenco suplente, aliviá-lo de responsabilidades, o equívoco está concretizado, porque o que se obtém é a frouxidão que só interessa aos adversários, especialmente os mais fracos que entram fazendo "copa do mundo" e não tem a oposição dentro do gramado que imaginavam encarar.

Além disso, inversamente, os maus resultados no Brasileirão botam "uma faca no peito" do grupo titular nos mata-matas. É um peso adicional no psicológico.

Posso estar enganado, mas imagino que o correto era valorizar muito o Brasileiro, ainda que usando reservas, "vender" o discurso que é a grande chance para quem está eventualmente no banco ou subindo da base.

Opinião



O Pôquer Gremista Segue Arriscado

Acompanhei apenas o primeiro tempo do jogo; o segundo, apenas imagens à distância num barzinho confraternizando com a família.

Dos primeiros 45 minutos, a ideia mais forte é a da repetição do erro de escalar Rafael Galhardo no meio; um desastre, pois não fez nada de relevante no plano ofensivo, nem se constituiu na bengala projetada para amparar o veterano Leonardo Moura.

Fez o gol gremista. Seu único mérito. Erro crasso de Renato que poderia colocar Vico ou Patric no começo da partida.

Pois com toda as dificuldades gremistas, o Flamengo foi um arremedo de time com o afamado Diego Alves batendo roupa, a zaga cometendo erros infantis e o ataque vivendo de esporádicos rompantes de criatividade de D'Arrascaeta e das arrancadas de Bruno Henrique. O empate foi justo, embora o placar devesse ficar no 0 a 0.

Se permanecer jogando essa bolinha curta, o Flamengo não superará o Coirmão na Libertadores.

Já o Grêmio parece jogar um pôquer muito perigoso, arriscando tudo, "pagando para ver", apostando até os fios de cabelos nos mata-matas, escanteando o Brasileiro. Um aventura dramática que desconfio, não tem o aval da maioria dos torcedores.

Paciência, tomara que eles, os definidores dos caminhos gremistas estejam certos; depois não adianta chorar.

Seguem os gols:







sábado, 10 de agosto de 2019

Pequenas Histórias



Pequenas Histórias (220) - Ano - 1999


O Mestiço de São Borja

Fonte: Correio do Povo

Tomo emprestado o título do magnífico êxito literário do não menos magnífico autor gaúcho, Alcy Cheuiche, cujo personagem principal é um "resumo" multirracial tão presente em nosso povo, além de ser um retrato de 50 anos do Brasil do Século XX. 

Pois de São Borja surgiu o filho do ex-goleiro Alcino (nome inicial daquela escalação que tirava o sono dos atacantes gaúchos: ele no gol; Patrício, Cassiá, Aguiar e Paulinho) do Internacional de São Borja, o menino apareceu para o mundo futebolístico, primeiro no Coirmão, que não teve grana para comprá-lo, depois no Tricolor, onde marcou definitivamente o seu nome na história gremista.

Zé Alcino, um atacante de uma personalidade discreta, calma (aí, outra lembrança literária, ele parece com Pedro Missioneiro de Érico Veríssimo no O Continente de O Tempo e o Vento); se transformava dentro das quatro linhas. Nunca desistia do lance e, quem diria, um protótipo do avante moderno; era ponta direita, mas também podia fazer o outro lado, o esquerdo, igualmente, o cara do centro que trocava de posição com quem vinha do meio.

Em 1996, mesmo com características distintas, ocupou a vaga de Jardel e foi fundamental na conquista do Bi brasileiro, tendo papel preponderante na ascensão de Paulo Nunes, goleador do campeonato.

De todos os seus jogos, aquele em que mais ele brilhou individualmente ocorreu no histórico palco do Maracanã, diante do Flamengo de Romário. Zé Alcino marcou três gols na vitória de 4 a 3 naquele 29 de Agosto de 1999.

Celso Roth escalou o Imortal com: Darnley; Zé Carlos, Émerson, Scheidt e Éder; Capitão, Fabinho, Itaqui e Cleison; Ronaldinho e Zé Alcino. Usou ainda, Alex Xavier, Luis Carlos Goiano e Macedo.

O ídolo do Flamengo, Carlinhos mandou a campo: Clemer; Pimentel, Fabão, Luiz Alberto e Athirson; Jorginho, Leandro Ávila, Beto e Fábio Baiano; Leandro Machado e Romário. Entraram também, Rodrigo Mendes, Caio e Iranildo.

Mal escalado, o meio de campo gremista era um deserto de criatividade, sendo inicialmente, dominado pelos locatários que cedo, abriram o placar quando Cleison se confundiu, Romário fez o corta luz e Fábio Baiano bateu de fora da área, pegando Danrley adiantado. 1 a 0. 

Aos 22 minutos, o volante Fabinho entra na área, cruza e acha Zé Alcino livre. 1 a 1.

Aos 39, o Tricolor foi surpreendido por um contra-ataque pela esquerda de sua defesa, o lançamento aéreo veio e Beto cumprimentou de cabeça. Final da etapa inicial. 2 a 1, Flamengo na frente.

Logo aos 3 minutos, o zagueiro Émerson apara um escanteio batido por Itaqui e empata. 2 a 2.

O mesmo Émerson comete penalidade máxima aos 21 minutos que Romário converteu. 3 a 2.

Neste instante, uma luz de sabedoria recai sobre o treinador gremista e ele coloca Macedo, recuando Ronaldinho, modificação que fez crescer o futebol do menino, camisa 10 do Tricolor. A entrada de Goiano ajudou em muito o toque de bola vertical do meio de campo.

Aos 25 minutos, Ronaldinho lança Macedo que encontra Zé Alcino que empata novamente. 3 a 3.

Zé Alcino iria virar o " Zé do Maraca" aos 39 minutos, quando viu Fabinho tentar o drible em Clemer e a bola sobrar para ele quase caído. 4 a 3.

Ainda houve tempo para o árbitro Francisco Dalcido Mourão Albuquerque expulsar o zagueiro improvisado na lateral, Éder.

O Tricolor calou mais de 32 mil pessoas que assistiram uma jornada maravilhosa de Zé Alcino que acabou ofuscando Romário e Ronaldinho Moreira numa tacada só. 

Aliás, três.

Fonte: Arquivo Pessoal do amigo Alvirubro

Segue o compacto:










quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Opinião



O Teste para o Elenco

Se o time principal ainda provoca discussões em algumas posições, o grupo de reservas deste 2019 está mais reforçado do que em temporadas anteriores.

A escalação especulada para encarar o Flamengo no próximo final de semana mostra um "11" fortíssimo para ser considerado "alternativo". Vamos a ela: Júlio César; Galhardo, Paulo Miranda, David Braz e Juninho Capixaba; Darlan, Thaciano e  Luan; Diego Tardelli, Luciano e Pepê.

Mesmo que o Flamengo venha com seus titulares, dá para encarar e fazer bonito no Maracanã.


quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Opinião



A Cabeça de Éverton

O tempo passa e a negociação brasileira  "mais apostada", Éverton, segue em compasso de espera. 

Noticia-se que os principais mercados da Premier League estão quase na hora do fechamento e nada de propostas condizentes pelo Cebolinha.

Desconfio na redução das facilidades do mercado europeu, seus mecanismos predatórios,  especialmente.

Outro elemento inibidor: o comportamento de algumas estrelas brasileiras pouco recomendável no Velho Continente escanteia os brasileiros; aí, sobram poucas opções, a "segunda divisão", não exatamente pela grana, mas pela incipiência no esporte bretão, como a China.

Nós, os gremistas, temos um exemplo recente de queda de produção de um craque, após uma frustração, aliás, duas; a não participação na Copa do Mundo de 2018 e a ausência de uma transação para o Exterior; trato de Luan, hoje, reserva no Grêmio.

A curiosidade é do quanto esta ansiosidade, até angústia do momento, poderá afetar o comportamento e rendimento de Éverton, se permanecer na Arena.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Opinião



A Metade dos Falsos Diamantes

Há tempos, eu escrevi sobre o time campeão da Libertadores/17; eram 4 jogadores acima da média, 3 que funcionaram num grupo azeitado e 4 superestimados; entre este quarteto final, 2 bons e 2 muito bons, porém, com uma avaliação equivocada, superdimensionada. Atletas que jamais vão confirmar fora do Grêmio o cartaz que foram agraciados no Tricolor. O tempo se encarrega de comprovar tal impressão. 

A metade destes falsos diamantes ainda está no elenco e segue dividindo opiniões; uma certeza, eu tenho: fora do Tricolor, não manterá nem a fama, nem o salário que recebe. Só o Grêmio para recuperar o futebol dela, fato positivo, mas elevá-la à condição inimaginável antes e depois da passagem em Porto Alegre, de craques, fato negativo. Contratos longos e grana polpuda no contracheque.

Cortez, equivocadamente é lembrado pela força ofensiva, a prática mostra que é muito bom marcador. Visão distorcida da realidade.

Maicon, sua situação é mais grave. Excelente jogador com a bola no pé, inteligente, acha buracos nas defesas adversárias, no entanto, para o atual futebol, sua prática, dá para dizer que é quase ex-atleta. Não segura a onda.

À medida que o Grêmio ultrapassa etapas dos mata-matas, o óbvio acontece, isto é, as dificuldades aumentam. Basta um oponente colocar um jogador habilidoso às costas do meio de campo gremista; exemplificando: Zé Rafael, Gustavo Scarpa ou Lucas Lima, até Dudu, qualquer um desses, fará um estrago na defesa gremista. Um trio "marcador" formado por Maicon, Matheus Henrique e Jean Pyerre, eventualmente se dará bem, porém, para botar a faixa, dar volta Olímpica e levantar a taça, não poderá ser "eventualmente".

Ontem, a modesta Chapecoense com Gustavo Campanhara e Camilo, deitou e rolou, deu um rolê (passeio) na intermediária gremista.

Lógico! Cortez e Maicon não são os únicos problemas azuis, mas o preocupante é que são titulares incontestáveis. No caso do primeiro, porque seu reserva se enreda demais com ... a bola, já Maicon, sua investidura de capitão, de líder do grupo, parece intimidar o treinador e comissão técnica, mesmo diante da evidente queda física apresentada.

Ainda dá tempo para uma mudança decisiva.