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terça-feira, 16 de junho de 2020

Opinião



Pule de Dez



No turfe, essa expressão indica que é barbada, fácil, fácil, aposta certa, embora que deva pagar menos pela certeza de poucos riscos.

Dizer que Ronaldinho ou Tetê seriam craques era uma obviedade e isso se confirmou. Tetê, em breve, será o maior destaque brasileiro na Europa. Já dá alguns passos em direção a isso,  um certeza que tive quando vi dois ou três participações dele no time de transição, vide Tetê.

Apenas desconfio que o Tricolor deve ter reduzido o seu percentual sobre os direitos federativos (é assim??) ao longo dos últimos meses.

Uma pena.

sábado, 13 de junho de 2020

Pequenas Histórias


Repostando (original publicado em 30 de Dezembro de 2018)

Segunda-feira, 15 de Junho de 2020, marca o centenário da estreia de Eurico Lara no Imortal


Pequenas Histórias (206) - Ano - 1920


Nasce uma Lenda

Fonte: Correio do Povo
Com a iminente saída de Marcelo Grohe, o Grêmio perde seu goleiro titular de longos anos, mas o vê ingressar no panteão dos arqueiros que fizeram história no clube por associar seus nomes a grandes fases da instituição:  Germinaro, Alberto, Danrlei são exemplos de goleiros que iniciavam as escalações vitoriosas das grandes eras de conquistas tricolores.

No entanto, em que pese a passagem dos anos, ninguém consegue superar a trajetória de Eurico Lara por vários motivos: Longa permanência, pela qualidade de seu jogo, pelos títulos e, principalmente, pela forma como ocorreu o encerramento de sua carreira: Uma conquista fantástica num Grenal, seu último contato com as quatro linhas e a morte prematura em 06 de Novembro de 1935 (a foto acima é do dia seguinte, registrando o seu passamento no Correio do Povo), dezesseis dias após o clássico vencido por 2 a 0. Lara não pode dar a volta olímpica.

Ele começou a escrever sua bela carreira no Grêmio no dia 15 de Junho de 1920, uma Terça-feira à tarde na Baixada contra o Juventude de Caxias do Sul.

Lara teve como parceiros os backs Assumpção e Jorge Py, os halfs Dorival, Costinha e Moreno, os forwards Gertum, Máximo, Lagarto, Ramãozinho e Bruno. O Grêmio entrou com uniforme branco.

O Juventude com: Nicolau; Bado e Bertegaray; Muratori, Luisê e Menegato; Edemor, Gregollo, Martinez, Zanella e Gregio.

Os capitães Martinez e Lagarto decidiram o "toss", o gremista escolheu o lado do campo, a saída coube aos serranos.

O Tricolor foi forte ao ataque e por três vezes quase abriu o marcador; por Máximo, duas e Ramãozinho.

Dois minutos após o primeiro corner tricolor, o "mignon" atacante Ramãozinho marcou com um chute cruzado. 1 a 0.

Assim que a bola saiu do centro, o Juventude avançou e Martinez mandou um torpedo que obrigou a primeira grande defesa de Lara com a camisa gremista, mandando para escanteio.

Logo no primeiro lance importante, após o escanteio, Lara pratica sua segunda defesa difícil.

O terceiro momento importante ofensivo dos visitantes, o arqueiro gremista afasta com um soco  a ação de Gregollo.

O primeiro tempo encerrou 1 a 0 para o Imortal.

Gregollo tentou novamente com um arremate bem defendido pelo estreante azul.

O Grêmio reagiu e por duas vezes, Lagarto e Máximo quase marcaram, o goal-keeper Nicolau fez ótimas intervenções que mantiveram o placar da etapa inicial.

Bruno arrematou forte e Bado defendeu com a mão; penalidade assinalada que Gertum converteu. 2 a 0.

A seguir, uma cena impossível de se ver hoje. O árbitro marcou uma segunda penalidade para os locatários, que foi prontamente contestada pelos atletas do Juventude. Bastante irritados, seguiram reclamando. Lagarto, o capitão, combina que o arremate será nas mãos do arqueiro juventudino. Ele atrasou o chute até os braços de Nicolau, porém, o goleiro irritado pela "gentileza" (queria a anulação da penalidade), saiu do lance e deixou a pelota entrar mansamente em seu arco. 3 a 0.

Após esse expediente, o jogo caiu bastante de qualidade e ambos os times trataram de evitar as jogadas mais ríspidas.

Assim foi a estreia do maior goleiro de todos os tempos, nome de rua, máscara mortuária no museu e o único atleta de um grande clube brasileiro a ser homenageado na letra do hino.

Fonte:  jornal "A Federação"









quinta-feira, 11 de junho de 2020

Opinião



Pela Primeira Vez

Dia 15 próximo, marcará três meses do último jogo do Imortal, isto é, foi em 15 de Março, já com portões fechados, um 3 a 2 na Arena diante do São Luiz.

Na minha boa existência, não recordo de ter ficado tanto tempo sem ver uma partida do Grêmio.

Acho que estou resistindo bem; talvez se tivesse 13, 14 anos, esse tempo pareceria uma eternidade, mas agora, tantas tarefas e várias improvisações ou momentos inovadores, alguns, de improvisos, outros, adequações, levaram a suportar bem a falta do futebol.

Deu até para acelerar a leitura de muitas obras, até do esporte mais amado do Brasil como a releitura de velhas edições da Placar e livros como os 10 maiores jogadores do Botafogo, por exemplo.

Pelo andar da carruagem, Julho também será de expectativa da volta da bola rolar, mas, provavelmente, apenas expectativa.

Paciência! há valores mais relevantes do que o futebol.


sábado, 6 de junho de 2020

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (235) - Ano - 1975


A Marca da Crueldade



Sem dúvidas, o futebol é um recorte da sociedade. Em seu universo transitam emoções idênticas à vida fora dos estádios. São várias: alegria, tristeza, paixão, ódio, solidariedade, ganância, amor, etc...

Tem também, a crueldade. Ela existe em menor escala, é verdade, porém, quando emerge à vista de todos, traz um sentimento de revolta profundo. Geralmente, ele está associado a covardia ou omissão, quando não juntas. 

Há casos de condenação coletiva à jornadas pessoais infelizes, onde a responsabilidade é de quem contrata ou escala. São atletas de condição inferior às necessidades do clube e numa hora, a insuficiência vai ser desvelada e eles serão jogados aos leões com se estivessem num coliseu, numa arena faminta, onde o desfecho de uma infeliz participação no evento será o pior possível.

Paciência! Não se trata de injustiça plena, mas de más escolhas de quem dirige ou aposta na empreitada.  São peões num jogo de xadrez.

Mas existem situações em que a crítica e especialmente, a execração definitiva se constituem (aí, sim) numa crueldade, o veredito implacável e irrecorrível, a sentença súbita sem um julgamento antes de os ânimos serenarem.

Ouvi de meu pai o estigma que o goleiro Barbosa carregou a existência inteira pelo "Maracanaço" em 1950 e eu presenciei o episódio que vitimou o bom lateral Cláudio Radar. Um Grenal devastador para a sua carreira.

Cláudio (na foto, o segundo em pé) era da base gremista, jogava nas duas laterais; não era um guri, quando atuou naquele 13 de Julho de 1975, mesmo assim, foi "emboscado" pelo esquema vermelho de três contra um; onde ele, na minha visão de torcedor adolescente, foi pego numa tocaia armada pelo estrategista Rubens Minelli com suas peças, Vacaria, Paulo César (Carpegianni) e Lula. Eles tomaram de assalto o lado direito da defesa gremista e em 13 minutos aprontavam um 2 a 0, gols de Flávio que reestreava depois de oito anos longe do Rio Grande e Paulo César. Isso, dentro do Olímpico. Era demais para a massa azul.

De nada valeram como justificativas, a ausência do principal defensor gremista naquela tarde, Ancheta e a reação encetada pelo Tricolor com a grande jogada de Zequinha que culminou no gol contra de Falcão, 5 minutos após o segundo revés; nem a pressão forte da etapa final, quando o Imortal encaixotou o tradicional rival, sendo merecedor de um resultado mais razoável. O público já tinha o veredito.

51 mil pessoas assistiram e muitas delas elegeram Cláudio Radar pela derrota e perda do turno. 

O lateral foi afastado do time e no ano vindouro, seguiu a vida noutro clube.

Fonte: Arquivo pessoal do amigo Alvirubro




Opinião



Bom Senso

Escrevi há menos de dois meses, vide A Necessidade, que a saída para a crise financeira que se instala (instalará) nos clubes, em especial, o nosso, será recuar nas aventuras do mercado e buscar as soluções dentro da própria estrutura gremista.

Portanto, é com entusiasmo que leio portagem como essa do Correio do Povo, Com o aval de Renato, que o Tricolor está renovando com o bom lateral Vanderson e outros guris da base.

Há um dia atrás, notícia semelhante tratava dos contatos com a joia Diego Rosa.

É por aí.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Opinião



Diego Rosa não poderá ser um novo Tetê


A mais esperançosa revelação gremista deste ano, Diego Rosa, deverá assinar com o Grêmio por mais tempo, vide  Joia.

Com ele, o Tricolor não poderá repetir o que ocorreu com Tetê. Refiro-me ao atraso no aproveitamento do atacante.

 Nem discuto se devesse ser vendido naquele instante, apenas lamento a relutância gremista de fazê-lo subir. Foi apenas para o grupo de transição.

É difícil entender que os profissionais que se dizem preparados para a função, tenham evitado o seu aproveitamento de Tetê no elenco principal.

Um erro monumental agravado por ser num período de contratações frustrantes como foram as de André, Tardelli e Marinho, totalmente fracassadas.

Que pelo menos sirva de exemplo para melhor aproveitar o jovem meio-campista.


segunda-feira, 1 de junho de 2020

Opinião



Títulos transmutam Equívocos

Vendo de novo as conquistas dos clubes gaúchos (a do Inter, revi parcialmente), percebo que as conquistas sempre tem o poder de apagar os equívocos, dando a razão definitiva numa discussão que "a faixa está no peito, a taça no armário e a torcida comemorando"; frase de Nelson Olmedo no campeonato de 1977.

Antes de continuar, é imperioso deixar claro que é apenas uma opinião pessoal, sujeita a descontentamentos e contestações. Mas, vamos lá:

- O Inter bateu com autoridade o São Paulo no Morumbi, atuando com dois zagueiros. Na volta, o treinador resolveu colocar três zagueiros, sacando um dos volantes. O que se viu foi um time vulnerável, sofreu dois gols (antes, só tomara dois numa vitória de 3 a 2 na fase de grupos) e quase perdeu, decisão equivocada. Desconfio que a vitória seria relativamente fácil com a formação tática preservada. Aí vem a transmutação da minha manchete; isto virou mérito do comandante técnico; "uma grande sacada". Na prática, um salve-se quem puder de final de jogo desnecessário

- Já na decisão de Tóquio de 1983, mais uma vez ficou escancarada a diferença entre Casemiro e Paulo César Magalhães, este, o escolhido para a lateral esquerda. Ele fez uma partida descuidada, nervosa, muito diferente do também jovem, Paulo Roberto. As razões pela escolha, desconfio, não estiveram dentro das quatro linhas. Nada justificou a saída de Casemiro

Ficou para a história, o "estalo genial" de Abel e o aproveitamento de um lateral esquerdo promissor com passagens nas categorias de base da Seleção Brasileira. 




sábado, 30 de maio de 2020

Pequenas Histórias


Pequenas Histórias (234) - Ano - 1983


O Maestro Vesgo

Fonte: https://medium.com/

Neste Domingo, a RBS vai oferecer um presente especial aos torcedores azuis, o jogo de Tóquio, Dezembro de 1983. Inesquecível !!!

Sempre que assisto, lembro que estava trabalhando naquela noite e ficava de canto de olho para uma Philco 14'', preto e branco à minha esquerda, postada no chão.

Todos sabemos que Renato teve a atuação de sua vida; foi absurdamente decisivo e tomou para si o ponto mais rutilante daquela conquista. Foi herói, foi Imortal.

Entretanto, há uma outra forma de contemplar aquele jogão, "desviar a visão" do lado épico e pontual dos gols do camisa 7 e postar os olhares como um vesgo, aliás, cravá-los para o camisa 11 Mário Sérgio. Ele, o grande maestro técnico e tático, que se imaginava que seria Paulo César Lima, o Caju; figura discretíssima na capital nipônica.

Essa dupla, Caju e Mário Sérgio chegara para resolver o buraco que o meio de campo sofreu com a saída de Tita, o craque da Libertadores. Um teria que resolver. Na mosca! um resolveu.

Mário Sérgio estreou diante do Novo Hamburgo no Olímpico no dia 12 de Outubro, portanto, dois meses antes do enfrentamento diante do Hamburgo, aliás, seu último jogo.

Fez apenas 11 partidas, anotou dois gols (Juventude e São Borja); entrou para a galeria dos inesquecíveis do Imortal. Vide, Mário Sérgio. 

O Tricolor bateu o Nóia com gols de César e Róbson. O primeiro, um cruzamento seu para a cabeça do iluminado centro avante no final da primeira fase, 42 minutos. O segundo, 26 da etapa final.

Já nessa apresentação inicial, o Vesgo, não por possuir esse detalhe físico, mas por ser detentor de visão genial e enviesada na improvisação do passe, legado do futebol de salão (futsal); exibiu a sua arte maravilhosa, que fez dele um malabarista da bola e um condutor exemplar das ações do meio de campo e ataque por onde passou.

Mário Sérgio se foi naquele fatídico dia de final de Novembro de 2016, deixando saudades pelas obras-primas que realizou em seu ofício de mestre da pelota.

Deixo um pedido especial: olhem o Mago nesta reprise de Grêmio versus Hamburgo. Sairão gratificados pela aula de futebol.

Fonte: Arquivo pessoal do amigo Alvirubro

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Opinião



O Sucesso da Base

Estava pensando nestes tempos de Pandemia, o salto que o Grêmio deu nos últimos anos, recuperando o espaço no universo mundial do futebol que lhe foi seu nos anos 90, quando superou até o Barcelona em vendas de camisetas, tornando-se o líder global.

Afora a rotina de títulos, também ganhou mais visibilidade mesmo em pesquisas curiosas como aquela que o coloca entre os 10 clubes de melhores torcidas no planeta; ficou em oitavo; a saúde financeira muito comentada e saudada por analistas desta área. Um grande avanço, sem dúvida.

Mas, eu gostaria de salientar outro aspecto: o sucesso da base gremista. Quem iria imaginar que o Tricolor poderia perder 3 destaques como Luan, Éverton e pelo que representará, Tetê, em curtíssimo espaço de tempo, sem que o time ficasse "profundamente" afetado, sem reposições?




terça-feira, 26 de maio de 2020

Opinião



Novo Cenário 

Para 2021, com certeza, um cenário diferente se descortinará para clubes do tamanho daqueles que competem na primeira Série brasileira. Um realinhamento de salários será realizado, comprimindo os altos valores, achatando-os e os aproximando daqueles pagos aos atletas recém subidos das categorias de base, geralmente o oxigênio dos clubes.

Apostas em medalhões com remunerações nas alturas não terão espaço no ajuste do mercado, algo inevitável no ano que virá. Inexistirão situações como possuir no elenco jogadores com o perfil de um Marcelo Oliveira, Maicon, Diego Souza ou Thiago Neves, sem a devida comparação custo-benefício.

Arrisco sem medo de errar: só sobreviverão em condições de elevado grau de competitividade aquelas agremiações com os pés no chão. Sem isso,  muitos virarão coadjuvantes.